Aula 01 natureza 2011 aula dada

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Aula 01 natureza 2011 aula dada

  1. 1. IDÉIA DE NATUREZA <ul><li>Dra. Sueli Angelo Furlan </li></ul>Robert Lenoble
  2. 2. “ Se temos apenas um planeta Terra, em compensação temos muitas maneiras de o habitar. E esta diversidade não é somente economica: em cada área de povoamento existe uma sensibilidade à natureza, específica e dominante.” Dominique Bourg.
  3. 3. “ A questão que se colocam os filósofos é a de distinguir entre uma natureza mágica e uma natureza racional.” Milton Santos Isto é possivel, mas é útil buscar essa transição no pensamento?
  4. 4. O que é a natureza? IDÉIA DE NATUREZA
  5. 5. O advento da Ciência Natural (século XVIII) ou o triunfo da ciências das máquinas (Capel, 1985 p. 19) não suprime, na visão da Natureza pelo Homem, a mistura entre crenças, mitigadas ou cegas, e esquemas lógicos de Interpretação. IDÉIA DE NATUREZA Que mitos? Que lógica?
  6. 6. Sismo no Japão poderá ser catást rofe mais cara de sempre, diz seguradora Japão é castigado por Terremotos e Tsunamis. Será um castigo da natureza? Terremoto atinge costa do Japão, gera tsunami e mata ao menos 2000
  7. 7. A relação entre Teologia e Ciência , marcante na idade média, ganha novos contornos. “A magia , o poder de fabulação (Berguson) é uma necessidade psicológica, tal como a razão” Os sistema lógicos evoluem e mudam, os sistemas de crenças religiosas são recriados paralelamente à evolução da materialidade e das relações humanas e é sob essas leis que a Natureza vai se transformando. IDÉIA DE NATUREZA
  8. 8. A natureza mágica <ul><li>O racional e o c é tico não cessam de jogar as escondidas! </li></ul><ul><li>Ser á que podemos dizer que a natureza deixou de ser m á gica ? </li></ul><ul><li>Porque as pessoas então buscam a cura na peregrina ç ão ? </li></ul><ul><li>“ Não é f á cil deter a magia no tempo ” </li></ul>
  9. 9. Magia <ul><li>Não há grande sábio que não tenha cantado a beleza da ciência e a poesia das grandes hipóteses: “ A coisa mais bela que podemos experimentar – escreve Einstein é o lado misterioso da vida” </li></ul>Idéia de Natureza Moral Científico Estético
  10. 10. Idéia de Natureza <ul><li>Como todas as nossas id é ias, a imagem de natureza que prevalece em cada é poca e em cada meio toma assim o peso de um teor social, mas que por sua vez constitui uma presa de elei ç ão para magia. </li></ul>
  11. 11. Idéia de Natureza <ul><li>Como todas as nossas id é ias, a imagem de natureza que prevalece em cada é poca e em cada meio toma assim o peso de um teor social, mas que por sua vez constitui uma presa de elei ç ão para magia. </li></ul><ul><li>A magia “ o poder de fabula ç ão como diz Bergson é uma necessidade psicol ó gica, tal como a razão. Não morreu no final da Antiguidade, não morreram no s é culo XVIII, os mitos s ó cio-naturistas. </li></ul>
  12. 12. John Martin, 1821
  13. 13. Da natureza amiga a natureza hostil ONTEM o homem escolhia em torno do seu quinhão de natureza, o que lhe podia ser útil para a renovação de sua vida: espécies animais e vegetais , rochas, floresas, rios feições geológicas, etc. A história do homem sobre a Terra é a historia de uma ruptura progressiva entre o homem e o seu entorno (meio).
  14. 14. Da natureza amiga a natureza hostil Já conhecermos a criação humana de tempestades, cataclismos, fantasticamente artificiais, fantasticamente incompreesíveis.
  15. 15. Da natureza amiga a natureza hostil A condições de mundialização atuais unificam a natureza. Suas diversas frações são postas ao alcance dos mais diversos capitais, que as individualizam, hierarquizam segundo lógicas com escalas diversas. Um modelo técnico uniforme. Uma natureza mundializada uma natureza apartada do homem. Robert Lenoble
  16. 16. Idéia de Natureza <ul><li>As primeiras id é ias de Natureza dos filósofos se assemelham as id é ias que temos do mundo quando somos crian ç as. </li></ul><ul><li>Passaram-se muitos s é culos para que o homem se acostumasse a essa id é ia de que os acontecimentos adversos n á o s á o puni ç ões. </li></ul><ul><li>Isto é Ignorância? N á o se deve falar em ignorância. </li></ul>
  17. 17. A Ro ç a – Aldeia Abelhinha T.I.Sangradouro
  18. 18. Idéia de Causa e Efeito Francis Bacon Definiu a ciência como a “ busca das causas” Toda gente procura a causa, o mágico tem mesmo o privilégio de a encontrar com muito mais facilidade que o verdadeiro sábio, porque o seu determinismo é mais vasto e o seu critério menos estrito.
  19. 19. CAUSA TIPOS ACEITÁVEIS TIPOS FICTÍCIOS Farmacop é ia renascentista ensi na que a orelha direita encon t ra-se sob a influência de Saturno, e a esquerda em Marte. “ Esta ser á” curada por pimenta, gengibre, mostarda e de outras plantas marcianas e a primeira por plantas saturninas. Representam a racionalidade d e uma é poca. Uma visão de Natureza!
  20. 20. Simpatia e antipatia s á o temos que at é o s é culo XVII, definem tipos de a ç ão causal, “ testemunham o desejo de reencontrar no mundo, o prolongamento da sociedade humana”. Brunschvicg demonstrou que... ...”s ó o reconhecimento da subjetividade inerente as nossas representa ç ões pode separar objetividade verdadeira do medonnho subjetivismo da objetividade integral.”
  21. 21. O que é conhecimento objetivo da natureza? O que é conhecimento subjetivo da natureza?
  22. 22. Síntese de Lenoble sobe a Natureza mágica <ul><li>Mentalidade primitiva ignora a ideia de “ lei natural ” </li></ul><ul><li>A magia forma uma concep ç ão de Natureza e esta Natureza tem suas “ leis ” e esse conhecimento torna essa ciência certa e eficaz...ningu é m duvida de suas bases e multidões inteiras doentes são curadas, possessos libertos, artesões dos metais e fabricantes de tintas “ verificam todos os dias o seu valor. </li></ul><ul><li>Animismo – id é ia de natureza foi uma id é ia moral – Perspectivismo (Phillipe Descolá) </li></ul><ul><li>Magos observam a natureza </li></ul>Contemplação Sonho
  23. 23. Pensamento Ocidental <ul><li>O pensamento ocidental a partir do s é culo V </li></ul><ul><li>Pensamento que se generaliza, a despeito de outras civiliza ç ões, tais como a Eg í picia e Azteca </li></ul><ul><li>Natureza no pensamento ocidental é jur í dica e mecânica. </li></ul><ul><li>Mas mesmo os povos dominados pelo pensamento ocidental podem ter outras concep ç ões de natureza, por exemplo os hindus, povos indígenas, entre outros. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Dizem que o pensamento ocidental surge com S ó crates. </li></ul><ul><li>Lenoble lembra que a filosofia socr á tica é centrada no homem e não na “ natureza ” </li></ul><ul><li>Visão Socrática: A Natureza dominada pela id é ia do Bem. </li></ul><ul><li>Ela é o sol que ilumina tudo </li></ul><ul><li>* Substitui ç ão da alma m á gica pela alma pacificada </li></ul>Pensamento Ocidental
  25. 25. Von Martius – Mata Atlântica
  26. 26. S Ó CRATES <ul><li>Dizia-se que S ó crates desprezava os Deuses. </li></ul><ul><li>“ S ó crates, se é que podemos aceitar o testemunho de Platão, não queria mal aos deuses, m á gicos das nascentes, das nuvens e dos bosques, s ó que j á não tinha necessidade deles em sua reflexão filosófica”. </li></ul>Robert Lenoble
  27. 27. COSMOS <ul><li>“ Platão e S ó crates dedicaram-se mais a pensar a Pol í tica – moralistas – e o Estado muito menos a Natureza ” </li></ul><ul><li>Seria esta a grande influência socr á tica ao mundo ocidental ? </li></ul>
  28. 28. COSMOS <ul><li>Natureza é fenomenologia de um princípio ú nico </li></ul><ul><li>A extrema dificuldade do contato entre o esp í rito e as coisas, tão incrivelmente desprezada pelo “ objetivismo ” empirista, é ainda ilustrada pelo fato de a matem á tica, isto é , a ciência do esp í rito puro e isolado das coisas, ter sido a primeira a emergir do caos, antes mesmo da psicologia socr á tica, ciência do esp í rito concreto </li></ul>
  29. 29. NATUREZA MATEM Á TICA <ul><li>Pit á goras – “ Tudo é n ú mero ” </li></ul><ul><li>Galileu - O mundo é esf é rico, porque é uma forma perfeita </li></ul><ul><li>Galileu, no entanto, introduz especula ç ões m á gicas sobre a virtude dos n ú meros. </li></ul>Busca por uma visão objetiva do funcionamento da Natureza
  30. 30. Galileu <ul><li>Assume a forma perfeita de Pit á goras – privil é gio do círculo na forma da terra. </li></ul><ul><li>Não presta aten ç ão em Kepler que fala do movimento el í ptico dos planetas. </li></ul><ul><li>Observa ç ão: o círculo tamb é m aparece como forma em outras culturas: </li></ul><ul><li>Eg í pcios – serpente que enrola a cauda </li></ul><ul><li>Babilônicos – disco negro de Apsu </li></ul><ul><li>Aztecas </li></ul>
  31. 31. Geóide - Superfície redonda da Terra sem os oceanos Blog do Professor* Armando Heilmann M.Sc;
  32. 32. Platonismo eterno... <ul><li>É a confian ç a do homem no poder do pensamento, o “ mito ” indispens á vel de uma verdade eterna a procurar al é m das inexatidões de toda ciência j á alcan ç ada. </li></ul>
  33. 33. Arist ó teles <ul><li>Com Arist ó teles surge a primeira percep ç ão da Natureza máquina. </li></ul><ul><li>Quando Arist ó teles exige ao Estado que reproduza a hierarquia na Natureza, constr ó i a Natureza segundo o modelo de cidade grega – fenômeno da proje ç ão. </li></ul>Robert Lenoble
  34. 34. Arist ó teles <ul><li>“ A s coisas come ç am, a existir, a manter-se diante do homem, j á não como símbolos do pensamento m á gico, nem como sombras de Platão, simples ocasião para pensar, mas como seres dotados de uma alteridade radical ” . </li></ul><ul><li>Nunca at é então o homem lhes concedera uma tal solidez. </li></ul>
  35. 35. Arist ó teles Dentre os seres (...) uns são por natureza, os outros por outras causas; pela natureza: os animais e suas partes, as plantas e os corpos simples, como terra, água, ar.
  36. 36. Arist ó teles HOMEM COISAS COM EXISTÊNCIA SEPARADA NATUREZA PRIMEIRA DICOTOMIA HOMEM X NATUREZA
  37. 37. Johann Baptist von Martius
  38. 38. Moritz Rugendas Johann Baptist von Martius
  39. 39. Arist ó teles PESQUISA A NATUREZA EM CADA COISA DISSECA E DESCREVE ANIMAIS E SUA FISIOLOGIA
  40. 41. “ Mas se os rios surgem e perecem e se as mesmas partes da Terra não são sempre úmidas, o mar também deveria, necessariamente, secar. E se em alguns lugares o mar recua, enquanto em outros invade, evidentemente as mesmas partes da Terra como um todo não seriam sempre mar, nem sempre terra, mas no processo do tempo tudo muda. “ Aristóteles. Meteorológica, ca. 355 a.C Desenho:Anakari
  41. 42. <ul><li>As abordagens Holísticas e Reducionistas: contraposição ou complementaridade ? </li></ul><ul><li>Totalidade x redução (noção de unidade, totalidade e complexidade) </li></ul><ul><li>Paradigma da redução </li></ul><ul><li>Visão de mundo – concepção de natureza (comanda a explicação sobre funcionamento, utilização, percepção dos riscos provenientes dos eventos ambientais e as decisões). </li></ul><ul><li>Perspectivas e visões de natureza </li></ul><ul><li>Teleológica </li></ul><ul><li>Mecanicista </li></ul><ul><li>Organicista </li></ul>Natureza como sistemas
  42. 43. <ul><li>TELEOLÓGICA: </li></ul><ul><li>Ordem divina. Natureza criada. Natureza mãe-madrasta </li></ul><ul><li>Origem da vida e sua organização é dada (Criacionismo) </li></ul><ul><li>Catástrofes ocorrem para punir o homem. </li></ul>CONCEPÇÕES Essa concepção perdura – Foi mais intensamente abalada a partir do século XIX – Humboldt (Cosmos) / Darwin (Teoria da Evolução)
  43. 44. <ul><li>MECANICISTA (Sec. XVIII): </li></ul><ul><li>A organização é composta por peças elementares e separadas , mas que se integram em funcionamento similar ao das máquinas, como se fosse uma engrenagem de um relógio. </li></ul><ul><li>A maneira de compreender o mundo deve se processar distinguindo peça por peça, analisando parte por parte , e reconstruindo as relações entre as partes </li></ul><ul><li>Natureza composta por fenômenos imbricados em uma cadeia de ligações necessárias </li></ul><ul><li>Ciência procura descobrir como funcionam essas máquinas ambientais!! </li></ul><ul><li>Rene Descartes </li></ul>CONCEPÇÕES RACIONALISTAS
  44. 46. Energia - máquina e fluxos <ul><li>A noção de natureza composta por fenômenos imbricados em uma cadeia de ligações necessárias – exemplo a fotossintese </li></ul><ul><li>A energia solar fornecida a Terra detona o mecanismo das peças componentes da natureza </li></ul><ul><li>Os seres vivos são também verdadeiras máquinas. </li></ul><ul><li>O Humano – duas peças: dicotomia corpo e espírito </li></ul>
  45. 47. <ul><li>ORGANICISTA (analogia ao sistema biológico): </li></ul><ul><li>Mundo é formado por sistemas que funcionam de modo similar aos organismos. </li></ul><ul><li>Cada sistema orgânico possui diversos elementos componentes, com suas características e funções, mas o todo é diferente de um conjunto de partes. </li></ul><ul><li>O conjunto não resulta da soma das partes. A totalidade é distinta das partes e sua soma, porque ao interagir as partes perdem sua identidade. Assumem características que somente o todo possui. </li></ul><ul><li>Opõe-se ao mecanicismo. </li></ul><ul><li>O todo é dinâmico, mas busca o equilíbrio. Amazonia pulmão verde é uma visão desta proposição. Haveria um ponto de equilíbrio nos sistemas. Floresta climax. Teoria da Biogeografia Insular e equilíbrio dinâmico; </li></ul>CONCEPÇÕES RACIONALISTAS
  46. 48. <ul><li>EVOLUCIONISMO - influenciou todos os conceitos e teorias científicas </li></ul><ul><li>NATURALISTAS E EXPLORADORES </li></ul><ul><li>OBJETIVOS: registrar a diversidade da vida, incluindo sua origem, expansão e diversidade das biotas </li></ul>ORGANICISMO E TRANSFORMAÇÃO
  47. 49. COMO A VARIAÇÃO É HERDADA? Existe variação entre os indivíduos de cada espécie Existe herança da variação individual Existe sobrevivência diferencial (Seleção natural) Através de várias gerações ocorrem mudanças na espécie. TEORIA DA EVOLUÇÃO
  48. 50. <ul><li>Os cientistas devem compreender as características e o funcionamento dos sistemas do meio ambiente e evitar introduzir ações que provoquem rupturas no equilíbrio, ocasionando impactos que ultrapassem a estabilidade existente. </li></ul><ul><li>Idéia de que o homem esta fora do sistema. </li></ul><ul><li>Ele é fonte de desequilíbrio. </li></ul><ul><li>Exemplo: Se não utilizarmos adequadamente os solos pode-se provocar o seu cansaço e diminuição da produtividade. </li></ul>Organicismo
  49. 51. <ul><li>Sistemas : Promoveram a revitalização das concepções organicistas básicas. </li></ul><ul><li>Importante : Teoria geral dos sistemas. Ludwig von Bertallanfy (1926). </li></ul><ul><li>Mais recentemente na pesquisa: sistemas dinâmicos não-lineares, com comportamento caótico (incerteza). Abordagem analítica dos fractais e multifractais para o estudo das estruturas e expressividade geomética. </li></ul>Organicismo
  50. 52. <ul><ul><li>Unidade – parte (ambiente, paisagem, ecossistema, geossistema) </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualidade do que é um, único , só ou sem partes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Tudo aquilo que pode ser considerado individualmente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Único não quer dizer simples (ex.: área , lugar, uma espécie, etc) </li></ul></ul>NOÇÕES DE UNIDADE, TOTALIDADE E COMPLEXIDADE
  51. 53. <ul><ul><li>Unidade – parte (ambiente, paisagem, ecossistema, geossistema) </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualidade do que é um, único , só ou sem partes. Tudo aquilo que pode ser considerado individualmente. Único não quer dizer simples (ex.: área , lugar, uma espécie, etc) </li></ul></ul><ul><ul><li>Totalidade – conjunto de partes em interação. A interação resulta numa composição difererente e específica, diferente da somatória dos elementos ou componentes. O todo em seu nivel hierárquico. (Ex.: paisagem , ecoregião, bioregião) </li></ul></ul><ul><ul><li>Complexidade - diversidade de elementos, encadeamentos, interações, fluxos e retroalimentação compondo uma unidade organizada. ( modelagem ambiental ) </li></ul></ul>NOÇÕES DE UNIDADE, TOTALIDADE E COMPLEXIDADE
  52. 54. <ul><ul><li>Totalidade – conjunto de partes em interação. A interação resulta numa composição difererente e específica, diferente da somatória dos elementos ou componentes. O todo em seu nível hierárquico. (Ex.: paisagem , ecoregião, bioregião) </li></ul></ul><ul><ul><li>Complexidade - diversidade de elementos, encadeamentos, interações, fluxos e retroalimentação compondo uma unidade organizada. (Ex.: modelagem ambiental ) </li></ul></ul>NOÇÕES DE UNIDADE, TOTALIDADE E COMPLEXIDADE
  53. 55. <ul><li>REDUCIONISMO </li></ul><ul><li>Abordagem analítica. Encontra-se mais difundida na ciência. A análise é uma forma de redução (recortes espaciais, recortes temporais, recortes conceituais, etc) </li></ul><ul><li>Contrapartida da análise: construção das sínteses e generalizações. </li></ul><ul><ul><li>Reducionismo é desdobrar um fenômeno em suas frações elementares. Focalizar o problema em seu nível inferior na hierarquia da complexidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplos: “a vida das células é melhor explicada se eu entendo as suas características químicas; as plantas melhor referenciadas pelo seu aspecto florístico; as rochas por seus minerais componentes; na geografia se separarmos o ambiente físico de todos os fatos e distribuições humanas em determinado lugar ” (Christofoletti, 1998). </li></ul></ul>Holismo e reducionismo
  54. 56. A morte de Socrates por Jacques Louis David (1748-1825) Medicina alopática: trata o corpo pelas partes Maquete: modelagem das partes
  55. 57. Sistema Manguezal Fonte: http://www.usp.br/cbm/artigos/mangue.html#poster
  56. 58. A análise do fenômeno deve ser realizada em seu próprio nível hierárquico, e não em função do conhecimento adquirido dos componentes de nível inferior. Procura entender o conjunto (a totalidade), mais do que suas partes, pois há propriedades que só se manifestam no todo. Holismo e reducionismo Holismo conceito proposto por Jan Smuts em 1926.
  57. 59. <ul><ul><li>A natureza possui uma tendência de produzir “conjuntos”. O funcionamento do todo afeta suas partes (o GLOBAL PRODUZ O LOCAL E VICE-VERSA). </li></ul></ul><ul><ul><li>Arranjo dos elementos é fundamental. A estrutura revela a funcionalidade (Landscape Ecology) </li></ul></ul>Holismo e reducionismo
  58. 60. <ul><li>Ciencia se constitui em um sistema integrado, complexo, e não uma coleção de disciplinas e setores disparatados. </li></ul><ul><ul><li>Visões holísticas na Ciencia: </li></ul></ul><ul><ul><li>Alexander von Humboldt (O Cosmos) </li></ul></ul><ul><ul><li>Stoddart (1967) noção de ecossistema </li></ul></ul><ul><ul><li>Lovelock (1984, 1991) – Teoria de Gaia </li></ul></ul><ul><ul><li>Ecologia da Paisagem (Haveh e Lindermann, 1984, 1993 e outros) </li></ul></ul>HOLISMO:
  59. 61. Referências Bibliográficas CAPEL, Horacio. La Física Sagrada, creencias religiosas y teorias científicas en los origenes de la geomorfologia espanola. Barcelona: Ediciones del Serbal, 1985. LENOBLE, Robert. História da Ideia de Natureza. Lisboa: Edições 70, 1990. Santos, Milton. 1992: A redescoberta da Natureza. São Paulo: Humanitas, 1998. Bourg, Dominique. Os sentimentos da Natureza. Lisboa: Instituto Piaget, 1993.

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