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Universidade Federal do Rio Grande do Sul     Faculdade de Educação – História da Educação –                 NÍSIA FLOREST...
Nísia Floresta.Sua vida:        Dionísia Gonçalves Pinto Nasceu em 12 de outubro de 1810, na cidade de Paparino Rio Grande...
o céu nos dera, as esposas, a filha, a paz roubar-nos! Trazendo dalém-mar as leis, osvícios, nossas leis e costumes poster...
6º obra: A Lágrima de um Caeté (POEMAS)1ª edição: Rio de Janeiro – Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.2ª edição: Rio de...
Firenze – Le Monnier, 1860.Traduzido pelo escritor italiano Ettore Marcucci, bastante respeitado por seus contemporâneos,o...
Fanny ou o Modelo das DonzelasLivro “Mulheres Farroupilhas”, de Fernando OsórioPorto Alegre – Editora Globo, 1935.A Lágrim...
Bibliografia:      http://www.outrostempos.uema.br/artigos%20em%20pdf/Luciana_Martins.pdf          http://www.projetomemor...
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Nísia floresta final.

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Nísia floresta final.

  1. 1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Educação – História da Educação – NÍSIA FLORESTACONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA Alunos: Cibele Capaverde Davi Vergara Fernanda Almeida Prof: Simone Valdete dos Santos POA 5 de novembro de 2012
  2. 2. Nísia Floresta.Sua vida: Dionísia Gonçalves Pinto Nasceu em 12 de outubro de 1810, na cidade de Paparino Rio Grande do Norte, cidade a qual recebeu seu nome depois de sua morte, viveuainda em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Casou-se aos 13 anos com um proprietário de terras pouco letrado, poremabandonou o marido alguns meses depois e voltou para casa dos pais. Aos 17 anos Nísiaperdeu seu pai, e passou a viver com um estudante de direito, com quem mais tarde tevedois filhos. Em 1832 Nísia passou a viver em Porto Alegre, seu esposo faleceu ficandoassim viúva aos 23 anos e com dois filhos, Nísia continuou morando em Porto Alegrepor 4 anos, ela lecionava e fez amizade com Anita Garibaldi, em 1835 estourou arevolução farroupilha, Nísia ainda permaneceu na cidade por mais dois anos, mas asituação se tornou insuportável, obrigando então a se mudar com a família, passou aviver na corte, onde fundou o colégio Augusto, dedicado a educação feminina. Apósmorar no RJ sua filha adoeceu e Nísia foi morar na Europa por indicação médica.Contribuições para a educação brasileira: Artigos, poemas, romances, novelas didático-moralistas. A obra de NísiaFloresta é composta por diferentes categorias literárias, que incluem, ainda, narrativasde viagem e a publicação de um discurso seu. Nísia Floresta escreveu 15 livros que abordam não apenas a situação da mulherno século XIX, mas contendo ainda as temáticas abolicionistas, indianistas enacionalistas. O principal foco da militância de Nísia Floresta sempre foi a defesa dos direitosfemininos, principalmente a defesa do direito ao acesso à educação. Foi essencialmentea esta luta que ela dedicou sua vida e seu trabalho, como educadora e escritora. Mas,apesar de não propor uma revolução imediata nos costumes, Nísia fundou um colégiovoltado exclusivamente para a educação feminina, e sua proposta pedagógica inovadorapermitia às meninas o aprendizado de ciências, até então reservado apenas aos meninos.Dentre as inovações, destacamos o ensino do latim, francês, italiano e inglês, com suasrespectivas gramáticas e literaturas; o estudo da Geografia e História do Brasil; a práticade Educação Física e a limitação do número de alunas por turma, como forma degarantir a qualidade de ensino. Defendia a abolição dos escravos e, por meio da poesia denunciava: "Feliz naminha cabana,/ sombreada de palmeiras, /eu vivia em terra da África,/ minha terra tãofagueira./ Lá deixei mulher e filhos, /meu trabalho e meu porvir, /a esses bens mearrancaram/ para um mal senhor seguir!" Na obra "Lagrimas de Caeté", traduz o ponto de vista do índio consciente de suaderrota histórica e inconformado com a opressão do invasor, ou seja, a degradação doíndio no Brasil: "Quem em nome do piedoso céu vieram poesia tirarmos estes bens que
  3. 3. o céu nos dera, as esposas, a filha, a paz roubar-nos! Trazendo dalém-mar as leis, osvícios, nossas leis e costumes postergaram!".1º obra: Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens (LIVRO)1ª edição: Recife – Typographia Fidedigma, 1832.2ª edição: Porto Alegre – Typographia de V. F. de Andrade, 1833.3ª edição: Rio de Janeiro – [ ], 1839.2° obra: Conselhos à Minha Filha (LIVRO)1ª edição Rio de Janeiro – Typographia de J. S. Cabral, 1842.2ª edição (com 40 pensamentos em versos): Rio de Janeiro – Typographia de F. dePaula Brito, 1845.3º obra: Fany ou o Modelo das Donzelas (NOVELA)Trecho de “Fany ou o Modelo das Donzelas”, em que Nísia Floresta faz uma descrição dePorto Alegre:“A capital de S. Pedro do Sul está situada em uma risonha e agradável colina à margemoriental do Rio Jacuí. O habitante de Porto Alegre goza do ponto de vista o mais encantador eque pode despertar no homem a idéia sublime do Criador. De um lado vêem-se as águasdormentes do vasto rio lambendo as fraldas da colina, e trazendo ao porto embarcaçõescarregadas de diversas mercadorias de outras províncias do Império e de diferentes nações domundo; de outro avistam-se férteis campinas, semeadas aqui e ali de uma multidão prodigiosade flores, cujas diferentes cores, formando o mais agradável contraste, trazem à imaginação oquadro que se nos traça desse Éden feliz, onde a soberana Bondade de Deus colocou o primeirohomem; quadro que é completado pela simplicidade e lhaneza dos excelentes habitantes dessescampos, que hora descrevo. Chácaras, onde abundam saborosos frutos da Europa, se oferecemaos olhos do contemplador, que se extasia à vista da simetria com que ali brotam as roseiras eos cravos de todas as qualidades sem exigirem difícil cultura. As frentes da maior parte dessaschácaras, coroadas de rosas e como que situadas por entre o azul do céu e o verde dasmontanhas, apresentam no delicioso Outubro um panorama digno do pincel de Rafael!”.4º obra: Daciz ou a Jovem Completa (NOVELA)Rio de Janeiro – Typographia de F. de Paula Brito, 1847.5º obra: Discurso que às suas Educandas Dirigiu Nísia Floresta Brasileira AugustaRio de Janeiro – Typographia Imparcial de F. de Paula Brito, 1847.
  4. 4. 6º obra: A Lágrima de um Caeté (POEMAS)1ª edição: Rio de Janeiro – Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.2ª edição: Rio de Janeiro – Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.7º obra: Dedicação de uma Amiga (LIVRO EM DOIS VOLUMES)Niterói – Typographia Fluminense de Lopes & Cia, 1850.8º obra: Opúsculo Humanitário (COLETANEA DE 62 ARTIGOS)Rio de Janeiro – Typographia de M. A. da Silva Lima, 1853.9° obra: Páginas de uma Vida Obscura – Um Passeio ao Aqueduto da Carioca – PrantoFilial (Livro de três artigos)Rio de Janeiro – Typographia de N. Lobo Vianna, 1854.10° obra: Itineraire d’un Voyage en Allemagne (Itinerário de uma Viagem à Alemanha)(RELATO)Paris – Firmin Diderot Frères et Cie, 1857.2° obra: Consigli a Mia Figlia (Conselhos à Minha Filha) (LIVRO)1ª edição: Firenze – Stamperia Sulle Logge del Grano, 1858.2ª edição: Mandovi – 1859.É a tradução para o italiano de “Conselhos à Minha Filha”, feita pela própria autora. A partir dasegunda edição, no ano seguinte, o livro se tornou leitura recomendada em diversas escolasitalianas.11° obra: Scintille d’un’Anima Brasiliana (Cintilações de uma Alma Brasileira)Firenze – Tipografia Barbera, Bianchi & C. 1859.Reúne, em italiano, cinco ensaios de Nísia Floresta: “Il Brasile” (O Brasil), “LAbisso sotto iFiori della Civilità” (O Abismo sob as Flores da Civilização), “La Donna” (A Mulher),“Viaggio Magnetico” (Viagem Magnética) e “Una Passeggiata al Giardino di Lussemburgo”(Um Passeio ao Jardim de Luxemburgo).2º obra: Conseils a Ma Fille (Conselhos à Minha Filha)Firenze – Le Monnier, 1859.É a versão francesa de “Conselhos à Minha Filha”, traduzido a partir da versão italiana, porBraye Debuysé.12° obra: Le Lagrime d’un Caeté (A Lágrima de um Caeté)
  5. 5. Firenze – Le Monnier, 1860.Traduzido pelo escritor italiano Ettore Marcucci, bastante respeitado por seus contemporâneos,o livro traz um prefácio elogioso à autora, além de 41 notas que explicam o vocabulário dopoema e o relacionam com Dante, Ariosto e a Bíblia.13° obra: Trois Ans en Italie, Suivis d’un Voyage en Grèce (Três Anos na Itália, Seguidosde uma Viagem à Grécia) – 1º volumeParis – Libraire E. Dentu, 1864.14° obra: Woman (A Mulher)London – Printed by G.Parker, Little St. Andrew Street, Upper. St. Martins Lane, 1865.15° Fragments d’un Ouvrage Inédit: Notes Biographiques (Fragmentos de uma ObraInédita: Notas Biográficas)Paris – A.Chérié Editeur, 1878.É o último livro de Nísia Floresta publicado em vida. Traz principalmente informações sobreseu irmão, Joaquim Pinto Brasil, mas também muitos dados autobiográficos.Colaboração em jornaisPasseio ao Aqueduto da CariocaJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1855, páginas 68, 69 e 70.Páginas de uma Vida ObscuraJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 14 de março, 31 de janeiro, 15 de abril, 30 deabril, 15 de maio, 31 de maio, 15 de junho e 30 de junho, de 1855.Um Improviso, na Manhã de 1º do Corrente, ao Distinto Literato e Grande PoetaAntónio Feliciano de CastilhoJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 30 de abril 1855, página 157.O Pranto FilialJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 31 de março de 1856, páginas 141 e 142.Edições póstumasSete Cartas Inéditas de Auguste Comte a Nísia FlorestaRio de Janeiro – Centro do Apostolado do Brasil, 1888.Cartas de Auguste Comte a Nísia Floresta (texto original e tradução)Jornal “A República”, Natal, em 8, 19, 24 e 28 de janeiro e 4 e 6 de fevereiro de 1903.Auguste Comte et Mme. Nísia Brasileira: CorrespondanceParis – Libraire Albert Blanchard, 1929.
  6. 6. Fanny ou o Modelo das DonzelasLivro “Mulheres Farroupilhas”, de Fernando OsórioPorto Alegre – Editora Globo, 1935.A Lágrima de um CaetéRevista das Academias de Letras, com apresentação de Modesto de AbreuRio de Janeiro – Janeiro de 1938.Itinerário de uma Viagem à AlemanhaTradução de Francisco das Chagas PereiraNatal – Editora Universitária da UFRN, 1982.Opúsculo HumanitárioIntrodução e notas de Peggy Sharpe-Valadares e posfácio de Constância Lima DuarteSão Paulo – Cortez Editora, 1989.Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens4ª edição (com apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte): São Paulo – CortezEditora, 1989.A Lágrima de um CaetéEstudo e notas de Constância Lima DuarteNatal – Fundação José Augusto, 1997.Cintilações de uma Alma Brasileira – edição bilíngüeTradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notasbiográficas de Constância Lima Duarte.Florianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 1997.Itinerário de uma Viagem à Alemanha – 2ª ediçãoTradução de Francisco das Chagas Pereira e estudo e notas biográficas de Constância LimaDuarteFlorianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 1998.Três Anos na Itália, Seguidos de Uma Viagem à Grécia – 1º volumeTradução de Francisco das Chagas Pereira e apresentação de Constância Lima DuarteNatal – Editora da UFRN, 1999.Fragmentos de uma Obra Inédita: Notas BiográficasTradução de Nathalie Bernardo da Câmara e apresentação de Constância Lima DuarteBrasília – Editora UnB, 2001.Cartas de Nísia Floresta & Auguste ComteTradução de Miguel Lemos e Paula Berison e organização e notas de Constância Lima DuarteFlorianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 2002.
  7. 7. Bibliografia: http://www.outrostempos.uema.br/artigos%20em%20pdf/Luciana_Martins.pdf http://www.projetomemoria.art.br/NisiaFloresta/pro_kit_pedago.html http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1478.htmltodos acessos em 05.11.2012

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