12.3.13. #1 miguel viegas

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12.3.13. #1 miguel viegas

  1. 1. Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa EUROPA2020: RETÓRICA, DISCURSOS, POLÍTICA E PRÁTICA Julho 2013 Jorge Portugal Universidade de Aveiro (DEGEI) Campos Universitário de Santiago 3810-193 Aveiro Portugal jdportugal@ua.pt Miguel Viegas GOVCOPP Universidade de Aveiro (DEGEI) Campos Universitário de Santiago 3810-193 Aveiro Portugal mlbv@ua.pt
  2. 2. Dívida Pública Portuguesa – Porquê? Crise económica e financeira actual, caracterizada por um contexto de instabilidade financeira e de crescimento económico lento Fonte: European Commission AMECO Database Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  3. 3. Estrutura Ponto de situação da economia portuguesa, no contexto dos 27 países da União Europeia, através de uma Análise de Clusters; Avaliação da sustentabilidade da dívida pública portuguesa, com base no modelo de abordagem tradicional de análise à sustentabilidade da dívida; Análise à solvabilidade e à liquidez da dívida pública portuguesa Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  4. 4. Análise de Clusters Objectivo: Enquadrar a situação económico-financeira portuguesa no contexto dos 27 países da União Europeia. Variáveis utilizadas: Macroeconomic Imbalance Procedure Scoreboard • Balança corrente • Posição líquida de investimento internacional • Taxa de câmbio real efectiva • Exportações • Custo unitário por unidade de trabalho • Índice de preços imobiliários • Fluxos de crédito do sector privado • Dívida privada • Dívida pública • Taxa de desemprego • Total dos passivos do sector financeiro Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  5. 5. Dendrograma (Critério de Ward, distância euclidiana) Análise de Clusters Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  6. 6. Abordagem Tradicional de Análise à Sustentabilidade da Dívida No modelo de análise tradicional à sustentabilidade da dívida, a sustentabilidade é alcançada se o saldo primário de steady state for suficientemente elevado para estabilizar o rácio da dívida no seu nível actual. O saldo primário que estabiliza a dívida é dado genericamente por: s 1 Em que: – saldo primário – rácio da dívida pública – taxa de juros nominal – taxa de crescimento nominal da economia Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  7. 7. No caso português, em relação a 2012: = 1,08 - = 2,39 = 0,88 Aplicando a fórmula, chegamos a um resultado de: 1,08 2,39 1 0,88 1,4 Deficit primário, registado em 2012 = 1,5% do PIB Fiscal gap (em valor absoluto) = 2,9 Abordagem Tradicional de Análise à Sustentabilidade da Dívida Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  8. 8. Solvabilidade e Liquidez Metodologia seguida por Afonso, A., and Rault, C. (2007) e Quintos, C. (1995) Solvabilidade: Testes à existência de raízes unitárias na série correspondente às primeiras diferenças do stock de dívida pública portuguesa (Testes à estacionaridade) Liquidez: Testes à existência de cointegração entre as séries de receitas e despesas públicas portuguesas Variáveis utilizadas: Dívida pública portuguesa (em % do PIB) Receitas públicas portuguesas totais (em % do PIB) Despesas públicas portuguesas totais (em % do PIB) Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  9. 9. Solvabilidade Existe evidência estatística suficiente para afirmar, com um nível de significância de 5%, que a série relativa às primeiras diferenças do stock de dívida pública portuguesa não é estacionária, pelo que a condição de solvabilidade da dívida pública portuguesa não é verificada! Solvabilidade e Liquidez ADF PP KPSS ERS NG-PERRON Variable Lags P-Value P-Value for Adj. T- Stat LM-Statistic for level stationarity General Government Total Revenue 6 0,9386 0,9778 0,463000 (KPSS test statistic = 0,561374) -1,954414 (ERS test statistic = -0,334419) -8,10000 (NG-P test statistic = - 1,09737) Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  10. 10. Liquidez Equação de cointegração: Coeficiente de integração ( !) estimado = 0,904125 Próximo de 1 Sustentabilidade “forte” (Quintos, C. (1995)) Testes à estacionaridade do resíduo Existe evidência estatística suficiente para afirmar, com um nível de significância de 5%, que é I(0), para alguns . Logo, e são cointegrados. Solvabilidade e Liquidez ADF PP KPSS ERS NG-PERRON Variable Lags P-Value P-Value for Adj. T-Stat LM-Statistic for level stationarity General Government Total Revenue 6 0,0026 0,0304 0,463000 (KPSS test statistic = 0,211912) -1,954414 (ERS test statistic = -4,359549) -8,10000 (NG-P test statistic = -10,1536) Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  11. 11. Nota… No Modelo Tradicional de Análise à Sustentabilidade da Dívida… …alcançámos fiscal gap de 2,9% do PIB. Através dos testes à cointegração… …concluímos que existe sustentabilidade “forte”. Porquê? Equação que traduz a dinâmica da dívida pública: " # " # $" # " # % & 1 & '( # Em que: " -Dívida pública bruta # - PIB a preços de mercado correntes $" - Deficit primário - Taxa de juro implícita (juros pagos em % da dívida pública) & - taxa de crescimento nominal do PIB '( - Stock-flow adjustment Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  12. 12. Fonte: European Commission AMECO Database Os testes à cointegração apenas englobam os efeitos do deficit primário e do snow-ball effect, não considerando o efeito relativo ao stock-flow adjustment que, como vemos através do gráfico tem contribuído, também, de forma significativa para o aumento da dívida pública, nos últimos anos. Nota… -2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 2008 2009 2010 2011 2012 Contribuições para o aumento da dívida pública portuguesa Stock-flow adjustment Snow ball effect Primary balance Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  13. 13. De modo a fazer face aos problemas de dívida que Portugal enfrenta, vários economistas e comentadores políticos (Hau, H., and Hege, U. (2012), Cabral, L. (2012), entre outros) têm trazido para cima da mesa a hipótese de reestruturar a dívida pública portuguesa. Existem duas hipóteses: Reescalonamento da dívida – aumento das maturidades dos títulos de dívida, possivelmente envolvendo taxas de juro mais baixas Redução do valor nominal da dívida – Haircut Reestruturação da Dívida Pública Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  14. 14. Haircut Hipótese pouco provável Aumento das maturidades dos títulos de dívida Principal vantagem: As perdas para os credores são bastante menos significativas Reestruturação da Dívida Pública Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  15. 15. Conclusões A dívida pública portuguesa atravessa, actualmente, uma situação de alguma fragilidade Os países da União Europeia cuja evolução económico-financeira dos últimos anos mais se assemelha à situação da economia Portuguesa são Chipre, Irlanda e Espanha. Através de testes à estacionaridade das primeiras diferenças da série correspondente ao stock de dívida pública portuguesa foi possível concluir que a condição de solvabilidade não se verifica Testes à cointegração entre as séries de receitas e de despesas públicas portuguesas apontaram para a existência de uma situação de sustentabilidade forte. No entanto, estes testes não englobam a contribuição do stock-flow adjustment para a variação da dívida pública. Através do Modelo de Abordagem Tradicional de Análise à Sustentabilidade da Dívida Pública foi possível alcançar um fiscal gap de 2,9% do PIB, sendo que as crenças dos investidores e as previsões do Banco de Portugal parecem confiar na capacidade do país para cumprir com as suas obrigações O caminho da reestruturação da dívida parece ser uma boa opção para fazer face aos problemas de dívida da economia portuguesa, particularmente no que toca à hipótese de aumentar as maturidades dos títulos de dívida. Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  16. 16. Referências Afonso, A. and C. Rault (2007). What do we really know about fiscal sustainability in the EU? A panel data diagnostic. European Central Bank Working Paper No. 820/October 2007. Cabral, L. (2012). Portugal deve negociar reestruturação da dívida. Agência Lusa, in <http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2746252>. Cecchetti, S., M. Mohanty and F. Zampolli (2011). The real effects of debt. BIS Working Paper No. 352. Hau, H. and U. Hege (2012). Why early sovereign default could save the euro. VOX. IMF (2002). Assessing Sustainability. IMF Publication Data. Patillo, C., H. Poirson and L. Ricci (2012). External debt and growth. Finance & Development. Quintos, C. (1995). Sustainability of the deficit process with structural shifts. Journal of Business & Economic Statistics. Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa
  17. 17. Obrigado pela vossa atenção! Dívida Pública Portuguesa – Análise Dinâmica e Comparativa

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