Jornalismo de Revista: Edição

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Oficina ministrada pela equipe Petcom no Intercom Nordeste, em Campina Grande (PB), em 2010.

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Jornalismo de Revista: Edição

  1. 2. Jornalismo de revista? <ul><li>Pode-se falar em jornalismo de revista? </li></ul><ul><li>3 características principais, </li></ul><ul><li>definidas por Marília Scalzo </li></ul><ul><ul><li>Especialização </li></ul></ul><ul><ul><li>Formato </li></ul></ul><ul><ul><li>Periodicidade </li></ul></ul>
  2. 3. Jornalismo de Revista <ul><li>Outras características </li></ul><ul><ul><li>informar, entreter e instruir </li></ul></ul><ul><ul><li>conotativa, opinativa, literária </li></ul></ul><ul><ul><li>identidade própria </li></ul></ul><ul><ul><li>v ariedade </li></ul></ul><ul><ul><li>estratégias visuais </li></ul></ul><ul><ul><li>relação passional com o leitor </li></ul></ul>
  3. 4. Dados circulação IVC <ul><li>Brasil: mais de 600 milhões de exemplares de revistas/ano. </li></ul><ul><li>EUA: 6 bilhões </li></ul><ul><li>Circulção primeiro semestre de 2009 </li></ul><ul><ul><li>Veja: 1,1 milhão de exemplares/edição </li></ul></ul><ul><ul><li>Época: 417 mil exemplares/edição </li></ul></ul><ul><ul><li>IstoÉ: 338 mil exemplares/edição </li></ul></ul><ul><ul><li>Carta Capital: 33 mil exemplares/edição </li></ul></ul>
  4. 5. Circulação paga de exemplares de revista em 2008 (IVC) <ul><li>Dos 304,1 milhões de exemplares da auditoria, 65% circularam por meio de assinaturas e 25% foram comercializados em vendas avulsas. </li></ul><ul><li>Aumento médio de 7,5% (todas as peridiodicidades, avulsas e por assinaturas) </li></ul><ul><li>Acumulado dos últimos 3 anos + 11,6% </li></ul><ul><li>Revistas mensais: + 15% </li></ul><ul><li>Revistas semanais: + 4,7% </li></ul>
  5. 6. Consequências da maior circulação: <ul><li>Maior concorrência </li></ul><ul><li>Maior demanda por informação </li></ul><ul><li>Maior segmentação </li></ul>
  6. 7. Jornalismo cultural <ul><li>Tratamento diferenciado </li></ul><ul><li>Jornalismo de segunda categoria? </li></ul>
  7. 8. Jornalismo cultural <ul><li>“ Quem continuou a desempenhar papel fundamental no jornalismo cultural foram as revistas, incluindo na categoria os tablóides literários semanais ou quinzenais” (PIZA, Daniel) </li></ul>
  8. 9. Jornalismo cultural <ul><li>Cultura em geral </li></ul>
  9. 10. Jornalismo cultural <ul><li>Segmentada </li></ul>
  10. 11. Jornalismo cultural <ul><li>Laboratorial </li></ul>
  11. 12. Pensando o produto <ul><li>Linha editorial </li></ul><ul><ul><li>&quot;a lógica pela qual a empresa jornalística enxerga o mundo; ela indica seus valores, aponta seus paradigmas e influencia decisivamente na construção de sua mensagem” (PENA, 2005). </li></ul></ul><ul><ul><li>crítica, analítica, partidária, apartidária, pluralista </li></ul></ul>
  12. 13. Pensando o produto <ul><li>Fraude </li></ul><ul><li>Carta Capital </li></ul><ul><li>“ CAPRICHO é a revista que entende e respeita as idéias e valores da adolescente. Tudo o que faz a menina chegar a uma opinião mostrando com clareza os assuntos do universo dela. Para a gente, seriedade não é sinônimo de mau humor. Na revista, ela encontra matérias sobre a intimidade dos famosos, comportamento, moda, relacionamentos e outras informações importantes como: programação de shows, eventos e um guia de compras com preços e endereços” </li></ul>
  13. 14. Pensando o produto <ul><li>Público alvo </li></ul><ul><ul><li>formato, estrutura, abordagem e temáticas direcionadas aos leitores/consumidores </li></ul></ul><ul><ul><li>Fraude </li></ul></ul><ul><ul><li>Dinâmico </li></ul></ul><ul><ul><li>Capricho (desde 1952) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Maio/82: jovens de 15 a 29 </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Outubro/89: meninas de 12 e 19 anos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Janeiro/97 : adolescentes, do sexo feminino, com idade entre 12 e 16 anos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agosto/99: ampliação do público alvo. Agora são meninas que estão vivendo a adolescência, independente da idade. </li></ul></ul></ul>
  14. 15. Pensando o produto <ul><li>Título da Revista </li></ul><ul><ul><li>Relação com a linha editorial da revista </li></ul></ul><ul><ul><li>Deixar evidentes propostas </li></ul></ul><ul><ul><li>Atrativo para o público alvo </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Antes que nos denunciem, a gente estampa na capa. É Fraude mesmo. Aliás, o que não é fraude nesse mundo? É tudo cópia arrotando originalidade. Um monte de gente fazendo o que já foi feito e dizendo que foi o primeiro a fazer. Dizendo que é novo. Mentira. O novo é uma fraude – mas a Fraude não quer ser o novo. Então, o que é Fraude?” (Editorial da Fraude 1) </li></ul></ul>
  15. 16. Pensando o produto
  16. 17. Pensando o produto <ul><li>Número de páginas </li></ul><ul><ul><li>em relação às editorias, ao número de matérias e ao custo de impressão </li></ul></ul><ul><li>Editorias </li></ul><ul><ul><li>Enfoque e público alvo </li></ul></ul><ul><ul><li>Organizar/distribuir temáticas </li></ul></ul><ul><ul><li>É bom variar nos gêneros: entrevista, reportagem, perfil, colunas, crônicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Podem mudar </li></ul></ul><ul><ul><li>Fraude 7: Cotidiano, Economia da Cultura, Ciber, Imaginando e Preliminares. </li></ul></ul><ul><ul><li>Piauí: chegada, esquina, diário, tipos brasileiros, questões cinematográficas, questões literárias, ficção, quadrinhos, anais da medicina, anais da fotografia, despedida </li></ul></ul>
  17. 18. Pensando a organização <ul><li>Cargos e funções </li></ul><ul><ul><li>Editor-chefe </li></ul></ul><ul><ul><li>(sub)editores (editorias) </li></ul></ul><ul><ul><li>Editor de arte </li></ul></ul><ul><ul><li>Editor de fotografia </li></ul></ul><ul><ul><li>Repórteres </li></ul></ul><ul><ul><li>Repórteres fotográficos </li></ul></ul><ul><ul><li>Diagramadores </li></ul></ul><ul><ul><li>Revisor </li></ul></ul>
  18. 19. Rotina produtiva
  19. 20. <ul><li>Buscando pautas </li></ul><ul><li>Discutindo em grupo </li></ul><ul><li>Organizando </li></ul>
  20. 21. Pautas <ul><li>Caso Fraude </li></ul>
  21. 22. Apuração <ul><li>Fontes </li></ul><ul><ul><li>Qualquer entidade, pessoa, facto ou documento que fornece informação ao jornalista </li></ul></ul><ul><ul><li>Fontes oficiais: políticos, empresários, líderes religiosos, porta-voz de grandes empresas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Fontes não oficiais: ONG’se, sindicatos, anônimos </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca em redes sociais (twitter, facebook, orkut) </li></ul></ul>
  22. 23. Apuração <ul><li>Entrevistas </li></ul><ul><ul><li>Agendamento mais rápido possível </li></ul></ul><ul><ul><li>Estar bem preparado </li></ul></ul><ul><ul><li>Pessoalmente (ideal), Skype, MSN, e-mail, Twitter </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldades com fontes institucionais </li></ul></ul>
  23. 24. Apuração <ul><li>Observação in loco </li></ul><ul><li>Template texto </li></ul><ul><li>Texto escrito a mais de duas mãos: Google Docs (www.docs.google.com) </li></ul>
  24. 25. Edição <ul><li>Revisar dados </li></ul><ul><li>Siglas, números, nomes das fontes... </li></ul><ul><li>Revisar escrita </li></ul><ul><li>Adequação à norma culta padrão </li></ul><ul><li>Adequação à nova ortografia </li></ul><ul><li>Cortar </li></ul><ul><li>Buscar concisão e objetividade </li></ul><ul><li>Ater-se ao limite imposto pela diagramação </li></ul>
  25. 26. Edição <ul><li>Pensar matéria de capa </li></ul><ul><li>Conquistar o leitor (pensar no público-alvo) </li></ul><ul><li>É a vitrine da revista </li></ul><ul><li>Preocupar-se com a imagem </li></ul>
  26. 27. Edição <ul><li>Elaborar chamadas </li></ul><ul><li>O que funciona nas chamadas (ALI, Fátima) : </li></ul><ul><li>Palavras da moda atraem leitores </li></ul><ul><li>Trocadilhos não funcionam </li></ul><ul><li>Positivo vende mais que negativo </li></ul><ul><li>Soluções vendem mais que problemas </li></ul><ul><li>Sutileza e ironia não vendem </li></ul>
  27. 28. Diagramação

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