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Volvo Ocean Race em Itajaí
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CONTEST 42 CSRespeitado entre velejadores,
reconhecido pela mídia
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PERFILNÁUTICO82 PERFILNÁUTICO 83
Comprimento total
12,85m
Boca
4,15m
Calado
1,8 m
Deslocamento
11.000kg
Altura do mastro
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entrevista
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Diretor da Contest Yachts
Conversamos com o diretor da
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PERFILNÁUTICO 87
a proposta da
Aguz MarinePor Ana Luísa Pereira
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O estaleiro
promete
exclusividade
e tecno...
É pensando no cliente que o estaleiro põe em
prática um dos conceitos que mais se adaptam
ao perfil do exigente navegador ...
Perfil Nautico44
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Revista Perfil Náutico Edição 44

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  1. 1. Como conservar seu barco após a temporada Lugar de marinheiro énacozinha e mais A 510 da Sea Ray Contest 42 CS A Magia dos Aquários Scheidt: rumo a 2016 Conheça cinco hotéis bOutique para curtir o litoral A polêmica do IPVA para barcos R$ 15,90 - Ano 09 - n° 44 - 2014 - www.perfilnautico.com.br DESTAQUE NAS CASAS DOS BRASILEIROS, AS ÁREAS GOURMET GANHAM ESPAÇO NOBRE TAMBÉM NOS BARCOS
  2. 2. PERFILNÁUTICO2 PERFILNÁUTICO 3
  3. 3. PERFILNÁUTICO4 PERFILNÁUTICO 5 Capa Lugar de marinheiro é na Cozinha Espaço gourmet no coração também das embarcações. Diferentes cozinhas para diferentes tamanhos. nau prime 08 26 12 28 14 30 74 94 80 98 100 104 102 108 116 118 112 126 130 135 136 156 160 162 142 144 145 132 34 16 18 22 Na Rede inovação radar construtor venha navegar DESIGN quest 268 destinos Entrevista: Robert Scheidt moda desejos aero CASA lopana fest shed al mare jet tour news miami boat show MERCADO NOVOS auto Contest 42CS planeta água residencial marine viagem vitrine décor gourmet eventos pesca esportiva decór ipva Conservação do barco motor Saiba as dicas de transporte e legislação da Acobar A designer Zaha Hadid se aventura nos mares e quebra paradigmas A mais vendida, agora ainda melhor para pesca esportiva Do nordeste ao sul. Cinco hotéis de luxo para botar o pé na areia Atleta se prepara para sua última Olimpíada Marca Nautica apresenta nova coleção e inaugura primeira loja no Brasil F-Type. O lançamento da Jaguar chega ao Brasil Roberto Jordan traz as novidades do setor Piscinas projetadas para aproveitar o melhor do ambiente Maior festa náutica do país reuniu 15 mil pessoas em Alagoas Evento reúne 700 embarcações em Santa Catarina Os destaques e premiados da feira norte-americana O veleiro premiado internacionalmente do cinquentenário estaleiro holandês Contest Dia Mundial da Água tem como tema a relação entre água e energia Rio Marina Eco Resort. Residencial clube será ao lado da Rio Marina, a maior do país com 900 vagas Ceará terá aquário entre os mais modernos do mundo e Paranaguá inaugura aquário para pesquisa e visitação Paranaense pode ser recordista na pesca da Cavala Real 25 anos do yacht designer Fernando de Almeida Opiniões sobre a polêmica que aflige o mundo náutico Como preservar sua embarcação após a alta temporada de uso 10 dicas de como manter seu motor 100% perfil living estilo boatshow social esporte 56 Sea Ray 510 A novidade do estaleiro norte-americano, em breve nos mares brasileiros 78 MotoS aquáticaS Diferentes estilos para todos os gostos 50 marina De pioneira à modernizada, conheça a Marinas Nacionais 62 Beneteau GT40 O modelo francês que é uma exclusividade para os brasileiros 68 72 Ventura 350HT FS 180 A primeira hard top do estaleiro que completou 30 anos A pequena notável da FS Yachts 76 Moomba Mondo A nova da Moomba com as melhores marolas para wakeboard e wakeskate pn 44 86 aguz marine Estaleiro se destaca por embarcações menores com requinte 120Mergulho em Bonaire Carol Schrappe faz ensaio fotográfico “Refúgio da Sereia” experiências estilos viver náutico 38
  4. 4. PERFILNÁUTICO6 As férias acabaram e a alta temporada chega ao fim, mas a Perfil Náutico está a todo vapor e convida você a dar um novo mergulho nas nossas páginas. Esta edição recebe ventos renovados para a revista, que completa nove anos. Com novo projeto gráfico e editorial, fomos além do mundo dos barcos, trazendo novidades do universo de pessoas como você, que vivem o mar e o lifestyle náutico. Logo na capa esse novo conceito é o destaque e traz a tendência gourmet das embarcações, valorizando quem gosta de cozinhar a bordo. Na editoria Nau trazemos dicas de especialistas para a conservação de seu barco e também um especial para motor após a alta temporada de uso. A seção Prime mostra o trabalho da designer renomada internacionalmente Zaha Hadid, que desenvolveu a linha futurista Unique Circle Yachts e os 25 anos de carreira do yacht designer Fernando de Almeida. Falando de barcos, a novidade fica para a Sea Ray 510, que será lançada oficialmente em abril, para o novo barco de wake da Moomba, o Mondo, e a nova versão do Quest 268, o mais vendido do estaleiro especializado em pesca esportiva, que agora está muito melhor. Ainda destacamos a GT 40, 100% brasileiro da Beneteau, e a 35 pés da Ventura. Atravessamos o Atlântico e do tradicional estaleiro cinquentenário holandês Contest Yachs trouxemos o novo veleiro 42CS. Premiado pela mídia e respeitado pelos velejadores europeus e norte-americanos, ainda não é vendido no Brasil, mas dá para ter um gostinho aqui na Perfil Náutico. Nosso estaleiro destaque é o Aguz Marine, que se diferencia por embarcações de pequeno e médio porte com padrão de luxo de grandes yachts. A nova editoria Living traz todo o lazer e conforto que completam um bom passeio a bordo. Do nordeste ao sul do Brasil selecionamos cinco hotéis de luxo para curtir a praia. Além disso, o destaque é o novo aquário do Ceará, que será o terceiro maior do mundo. Robert Scheidt é o grande entrevistado desta edição, contando um pouco sobre sua trajetória e os planos para 2016, e Carolina Schrappe, nossa mergulhadora oficial, faz um ensaio fotográfico chamado “Refúgio da Sereia”, nas belezas profundas de Bonaire. Na seção Estilo você confere moda, lançamento da Jaguar, nosso novo colunista Jordan da editoria Aero e ainda as festas a bordo mais badaladas do Brasil! Com muita energia e novidade, você é o nosso convidado a bordo da Perfil Náutico de cara nova, versão 2014! Beijos e bons ventos, Amanda e Rafaella vamos navegar PERFILnáutiCo6
  5. 5. PERFILNÁUTICO8 PERFILNÁUTICO 9 Ilhas artificiais M44 HT em vídeo novidades no wakeboard novas ideias turismo por aplicativo Caiu nas redes um projeto inovador criado para a cidade de Nova York. A proposta é criar ilhas artificiais como centrais de compostagem, espaços de plantio e lazer. A Cranchi Yachts divulgou, na internet, um vídeo sobre o barco M44 HT. As imagens mostram toda a elegância do design, sua performance na água e toda a personalidade do seu interior. Confira no playlist da revista Perfil Náutico no Youtube. Já sabe as novidades da Associação Brasileira de Wakeboard para 2014? O Canal Woohoo no Youtube divulgou um vídeo mostrando o que vai mudar para esse ano. Entre as novidades, um novo circuito brasileiro de Cabel. O empreendedor Scott Leonard comandou seu negócio, uma empresa que fatura mais de 3 milhões de dólares, de dentro de um veleiro por 2 anos. As ideias do empresário já estão na internet e compiladas em livro. Já conhece o litoral norte de São Paulo? Agora você pode visitar todas as belezas da costa através do novo aplicativo Ilhabela 360 para Android e iOS, que já está disponível para download na internet. na rede Confira os destaques da rede que fizeram sucesso na fanpage da Perfil Náutico no Facebook. Curta a nossa página facebook.com/perfilnautico
  6. 6. PERFILNÁUTICO10 PERFILNÁUTICO 11 Polêmica: Barco deve pagar IPVA? 10dicas para conservar o seu motor Saiba como cuidar de seu barco depois das férias IMPORTANTE . DESCOBERTAS . CURIOSIDADES
  7. 7. PERFILNÁUTICO12 PERFILNÁUTICO 13 Evento ao estilo italiano Volvo Ocean Race em Itajaí Azimut prevê aumento de 50% nas vendas A Regatta Yachts organizou o primeiro Sessa Day em Salvador. O evento seguiu o estilo do estaleiro italiano e proporcionou aos clientes da Sessa Marine um passeio exclusivo pela Baía de Todos os Santos. Os barcos saíram da Bahia Marina com destino à Caramunhanhas, um banco de recifes próximo à Cacha Prego, onde todos puderam aproveitar piscinas naturais. Depois seguiram para Ponta dos Garcez e para Itaparica, onde foi realizado um coquetel de confraternização. Os organizadores da Volvo Ocean Race fizeram uma visita técnica em Itajaí. A cidade catarinense sediará uma das etapas da Volta ao Mundo, em abril de 2015. O diretor de operações, Tom Touber, e o responsável pelas stopovers, Stef van’t Zand, vistoriaram todos os locais relacionados ao evento e apresentaram o novo caderno de encargos para 2014-15. Segundo o diretor, ainda há a necessidade de pequenos ajustes na infraestrutura. O ano começou movimentado nas vendas e na produção de novos iates da marca Azimut fabricados na unidade do Brasil. A estimativa é que até setembro, quando finalizar o ano náutico, haja um crescimento de 50% no volume de vendas em relação à temporada anterior e 80% de aumento em termos de dimensões de barcos a motor de luxo. A fábrica, localizada na cidade portuária de Itajaí desde 2010, também foi transferida recentemente para um galpão três vezes maior – 16 mil metros quadrados – no mesmo município para a produção de iates que, atualmente, variam entre 43 a 70 pés. A direção da empresa adianta ainda novidades para este ano. Além do lançamento Azimut 70, está previsto mais um modelo brasileiro até o final de 2014. Primeiro Sessa Day foi em Salvador Organizadores fazem vistoria na cidade sede Nova fábrica impulsiona novos modelos para 2014 Tom Touber (Volvo Ocean Race), Jandir Bellini (prefeito de Itajaí), Paulo Bornhausen (Secretário de Santa Catarina) e Alexandre Santos (presidente do Comitê Organizador da Stopover de Itajaí). ra dar FotoDivulgação FotoDivulgação FotoDivulgação
  8. 8. PERFILNÁUTICO14 PERFILNÁUTICO 15 venha navegar!CAMPANHA DA ACOBAR INSTRUI NO TRANSPORTE E LEGISLAÇÃO DO SEU BARCO N esta edição a Perfil Náutico traz a segunda parte da campanha “Venha Navegar”, criada pela Acobar - Associação Brasileira de Construtores de Barcos. Incentivando a vida O transporte do barco varia conforme seu tamanho. Quem compra um barco até 22 pés não precisa, necessariamente, de uma vaga em marina ou clube náutico para guardá-lo, pode ser na própria garagem de casa. Aqui é importante lembrar que, para transportar uma embarcação é preciso saber se a potência do motor do carro é suficiente para executar a tarefa. Além disso, é necessário ter em mãos os documentos da embarcação Fique de olho nas documentações necessárias a bordo, a campanha mostra como transportar e conduzir seu barco de forma segura, mantendo cuidado tanto no reboque em estradas como nos mares, respeitando a legislação brasileira. O transporte correto do barco e da carreta durante o trajeto. A carreta deve estar licenciada e se o peso total da carreta mais o barco ultrapassar os 500kg é necessário ter freio próprio. Já para barcos maiores, o valor médio em marinas e clubes náuticos no Brasil é de R$ 28,60 por pé, por mês, em vagas secas, e de R$ 26,50 em vagas molhadas. para colocar seu barco na água. A legislação brasileira exige algumas medidas burocráticas como, por exemplo, registrar seu barco na Capitania dos Portos até 15 dias após a compra e, principalmente, habilitação para conduzi-lo. A carteira de habilitação é emitida pela Marinha nas categorias veleiro, motonauta, arrais, mestre ou capitão amador. Em todo o Brasil existem cursos de formação de condutores. e a escolha adequada de onde guardá-lo garante maior durabilidade e segurança. Além disso, documentos como carteira de habilitação e licenciamento devem estar sempre à mão. transporte documentação Veja abaixo as exigências para cada categoria: ARRAIS AMADOR: Nomenclatura náutica, normas e leis de trânsito no mar, combate a incêndio, primeiros socorros, introdução às cartas náuticas e regras de governo de embarcações. Idade mínima 18 anos. Condução de barcos a remo, vela ou motor nos limites da navegação interior (água doce e águas abrigadas). MESTRE AMADOR: Navegação costeira (baseada em pontos notáveis como faróis e ilhas) e estimada; leitura de cartas náuticas, declinação magnética, desvio da agulha, influência das correntes e dos ventos, marcações e instrumentos náuticos. Condução de barcos a remos, vela ou motor entre portos nacionais e estrangeiros nos limites na navegação costeira (até 20 milhas ou 7 km da costa). Exigências: Habilitação de arrais amador. CAPITÃO AMADOR: Navegação astronômica e eletrônica, meteorologia e estabilidade da embarcação. Condução de barcos a remos, vela ou motor entre portos nacionais e estrangeiros, sem limite de afastamento da costa. Exigências: Habilitação de mestre amador. MOTONAUTA: O curso é igual ao de arrais para condução de jets nos limites da navegação interior. Idade mínima: 18 anos. VELEIRO: Noções gerais de navegação. Os cursos habilitam apenas a velejar em caráter de lazer ou competição em veleiros monotipos com menos de 6 metros de comprimento, fabricados em série e sem propulsão a motor. Idade mínima: 8 anos (os pais respondem por questões legais sobre o uso do barco). Não há exame. Os próprios cursos encaminham suas listas de aprovados para a Marinha. Por Redação Fotos Divulgação Acobar PERFILnáutiCo 15
  9. 9. PERFILNÁUTICO16 PERFILNÁUTICO 17 IPVA PARA BARCOS A PEC que está mobilizando o mundo náutico Por Redação U ma proposta de emenda constitucional tem movimentado a comunidade náutica com polêmicas, debates, reuniões e protestos. A PEC 283/13, protocolada na Câmara dos Deputados Federais pelo deputado Assis Carvalho, Em apoio ao Sindifisco, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançaram uma cartilha para esclarecer a proposta. De acordo com as informações contidas nela, a intenção da reforma tributária é tornar a cobrança de impostos mais justa. Para isso, artigos considerados de luxo seriam mais onerados para que impostos sobre bens como alimentos, eletricidade e remédios sejam reduzidos. Segundo a emenda, o valor arrecadado com esses tributos seria destinado integralmente ao transporte público urbano do país. Na contramão desses pensamentos, está a comunidade náutica. A Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar), a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Seus Implementos (Acobar) e a Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro (ABVC) afirmam que o tributo afastaria compradores, gerando uma retração no setor. Outro ponto levantado contra a PEC é que barcos e helicópteros não se encaixariam na definição de veículo automotor da Constituição. Isso porque eles não rodam em estradas e, segundo a comunidade náutica, não poderiam ser taxados no IPVA. do PT do Piauí, mais conhecida como PEC do Jatinho, está em tramitação. O projeto, de iniciativa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), pretende estender a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aos veículos náuticos e aéreos. Aeronaves e barcos de uso comercial seriam excluídos da cobrança por prestarem serviço à sociedade. O valor do percentual, se aprovada a PEC, será determinado por cada estado, da mesma forma que é feita com os automóveis. o que é? contra a favorPOR QUE SIM? POR QUE não? “É um escândalo termos mais esse imposto para o mundo náutico. Num momento em que lutamos para tornar o setor mais fortalecido e de acordo com o que ocorre em diversos países, trata-se de um retrocesso, ao menos neste momento. ” “A PEC que trata da cobrança de impostos para embarcações é absurda. Jamais poderia incidir sobre um veleiro, movido eminentemente pelo vento. A carga tributária elevada já prejudica o mercado náutico brasileiro e trouxe a importação de embarcações, prejudicando os empregos e a indústria nacional. ”Foto Divulgação “A lógica por trás desse imposto (IPVA) é que o poder público tem que investir e manter uma infraestrutura adequada para a circulação dos veículos e também disponibilizar estruturas eficientes de fiscalização e controle da frota. Se não houver fontes tributárias específicas para esses fins, significa que toda a sociedade, mesmo os não usuários, estariam pagando pelo ônus das medidas, o que seria bastante injusto. No caso dos barcos, a lógica permanece. Há necessidade de infraestrutura, inclusive infraestrutura rodoviária, pois sem ela não haveria condições de acesso a rios, lagos e mares. ” “A campanha pretende minimizar a injustiça fiscal atualmente existente no nosso país, com uma tributação mais voltada para o patrimônio e a renda e menos sobre o consumo, que nivela a todos com um reflexo perverso sobre a camada mais pobre da nossa população. Estima-se que seriam arrecadados R$ 2,8 bilhões/ano com a cobrança desse IPVA, valor que seria integralmente investido no transporte coletivo. ” “O impacto do IPVA sobre o custo e a venda de embarcações será extremamente negativo, pois incidirá sobre o consumidor final, ocasionando uma imediata retração no setor, que emprega 9 mil profissionais de forma direta divididos entre os 120 estaleiros do país. ” Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente da Acatmar Maurício Napoleão, presidente da ABVC Carlos Henrique R. Carvalho, Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Cláudio Damasceno, presidente do Sindifisco Nacional Eduardo Colunna, presidente da Acobar Foto Alvaro Ornelas Foto Divulgação Foto João Viana/ ipea Foto Divulgação
  10. 10. PERFILNÁUTICO18 PERFILNÁUTICO 19 Q uando a temporada de verão e o calor da estação chegam ao fim, os barcos de lazer saem cada vez menos da garagem. Nesse período, muitas pessoas guardam Após a temporada de uso, alguns procedimentos são importantes antes da armazenagem da embarcação. Revisão e banho de água doce são etapas essenciais nessa fase. Karen Chaves - O mais importante, antes de guardar o barco por um período longo de tempo é realizar um flush de água doce. É importante adoçar as redes de refrigeração dos motores, geradores e aparelhos de ar-condicionado e realizar um autoflush do dessalinizador, prolongando a vida útil desses equipamentos. Nicholas Prazeres - Após a temporada de uso, troca de óleo, substituição dos filtros, verificação das correias são verificações básicas. Há também a necessidade de uma revisão elétrica do cabeamento, disjuntores, fusíveis, interruptores, plugs, conectores, entre outros elementos. É necessário também se preocupar com a manutenção dos itens que ficam no interior da embarcação. Roupas de cama, banho, itens pessoais e aparelhos eletrônicos, mesmo à prova d’água, devem ser embalados ou cobertos, além disso, almofadas devem ser posicionadas em locais bem arejados dentro da embarcação. Karen Chaves - É importante secar alguma água retida nos porões da embarcação. as embarcações, mas esquecem de realizar uma manutenção adequada para evitar problemas posteriores. Para sabermos melhor como cuidar da embarcação após a intensa época de uso dos O uso de ar-condicionado na função de desumificador ou mesmo um aparelho desumificador que possa ser levado nos diversos ambientes de bordo é também garantia de redução de mofos e fungos. Nicholas Prazeres - Embarcações geralmente ficam em locais agressivos onde existe vento, maresia e a umidade são constantes. Manter equipamentos, eletrodomésticos e acessórios encapados ajudam a evitar problemas. barcos, conversamos com três especialistas da área: Karen Chaves da MCP Yachts, Nicholas Prazeres da YService e Ricardo Paragon da Paragon-Tec, confira! Outro passo determinante é a limpeza tanto da parte externa como interna da embarcação. Karen Chaves - O velame deve estar limpo, adoçado, seco e guardado se possível dentro da embarcação para evitar que eventualmente durante um vento forte seja danificado mesmo protegido pelo lazy jack ou no enrolador. Nicholas Prazeres - É importante lubrificar a embarcação com óleo desingripante, vaselina e limpa contato em todas as suas partes mecânicas e elétricas. A parte estrutural deve- se manter encerada e na parte de marcenaria podem ser usadas cera e capa protetora. Barco bem cuidado emtodasasestaçõesComo conservar, armazenar e higienizar a embarcação após a temporada Por Camila Castro Fotos MCP Yachts Pré-armazenagem Itens pessoais e eletrônicos Limpeza O mais importante, antes de guardar o barco por um período longo de tempo é realizar um flush de água doce.
  11. 11. PERFILNÁUTICO20 PERFILNÁUTICO 21 Na hora da armazenagem, o barco pode ser guardado tanto a seco quanto na água. Algumas pessoas preferem, até mesmo, guardar a embarcação em casa. Cada uma dessas formas tem a sua peculiaridade no processo de armazenagem. Karen Chaves - A armazenagem em seco sempre traz uma maior tranquilidade ao proprietário e promove uma maior vida útil do casco e da pintura, principalmente se o barco estiver em galpão coberto. Também são reduzidos os gastos com tripulação e a necessidade de limpeza rotineira da embarcação. Nicholas Prazeres - Embarcações que ficam em vaga molhada devem ter pintura dew será eficaz se o barco estiver navegando fazendo com que a craca solte do casco. Para quem guarda as embarcações em casa, a dica é sempre calçar a embarcação de forma correta, distribuindo o peso do barco sobre as estruturas rígidas do casco com reforços internos ou anteparas. Isso minimiza esforços em pontos não preparados que podem originar trincas nos cascos de fibra ou empenamento de móveis, portas e estruturas internas. Armazenagem motor Em relação à manutenção específica do motor, Ricardo Paragon, referência em mecânica náutica no país, aponta algumas etapas importantes para prolongar a vida útil do item. São elas: verificar sempre que possível se há vazamento de combustível, lavar e adoçar o motor, verificar se a pressão de água está boa, checar as baterias e se o reservatório de óleo, colocar capô no motor e poli-lo com cera de carro uma vez por mês, deixar a proa do barco mais alta que a popa para evitar acúmulo de água e anotar sempre a data de abastecimento, pois o combustível tem vida útil de 30 dias. PERFILnáutiCo20
  12. 12. PERFILNÁUTICO22 PERFILNÁUTICO 23 10DICAS PARA MANTER SEU MOTOR A TODO VAPOr O motor de uma embarcação é uma das partes mais sensíveis de toda a estrutura do barco, e por isso requer cuidados do navegador. Conversamos com o gerente de serviços da MM Náutica, Nilson Santos, que nos passou dez dicas de como preservar seu motor nas melhores condições. Confira! 1. Manutenções periódicas: são recomendadas pelo fabricante, via de regra, a cada 50 horas de uso ou seis meses, em que são verificadas as trocas de óleo, filtros de combustível, ânodos, e outras peças que possam apresentar desgaste pelo tempo ou uso. Recomenda-se que os serviços sejam realizados sempre por técnicos autorizados e com treinamento junto aos fabricantes. 2. Combustível da embarcação: seja o motor a diesel ou gasolina, o usuário da embarcação deve ter cuidado com o tempo em que o combustível é armazenado no tanque. Não só em razão dos gases, mas passados alguns dias, em razão da mistura com o álcool do combustível no Brasil, ele entra em decomposição, formando uma borra que pode entupir bicos injetores, filtros e bombas, ocasionando danos ao motor. 3.Filtros de combustível: devido ao item 2, também devem ser verificados periodicamente para que não haja entupimentos, do contrário o motor pode apresentar falhas de desempenho. 4.Funcionamento: é aconselhável o funcionamento do motor pelo menos uma vez na semana e evitar longos períodos sem uso. 5. Óleo de rabeta: responsável pela lubrificação das engrenagens da rabeta, sem o uso do óleo correto pode haver um desgaste e até a quebra da mesma. serviço MM Náutica www.mmnautica.com.br 41 3333-9011 assistenciatecnica@mmnautica.com.br 6.Rotor de água: é uma peça que deve ser verificada constantemente. É o responsável pela captação de água para o sistema de refrigeração e com o tempo pode ressecar e ocasionar um superaquecimento. 7.Ânodos de sacrifício: também são essenciais para a manutenção da vida útil do motor. Como o nome já diz são peças de desgaste, responsáveis por combater a corrosão e o impacto da maresia. 8.Correias: alguns motores ainda possuem correias que podem ressecar e se romper se não possuem a devida manutenção. 9.Voltagem da bateria: um dos principais problemas encontrados pelos usuários da embarcação é a manutenção das baterias, já que sem o uso contínuo e manutenção tende a perder parte da carga. O aconselhável é que quando estiver parado na marina seja ligada em um carregador de bateria semanalmente para manter sua vida útil. 10.Parte elétrica: além das baterias é bom revisar a parte elétrica como um todo, terminais de bateria, conexões com os acessórios, lâmpadas, entre outros, que também podem comprometer a boa navegação.
  13. 13. PERFILNÁUTICO24 PERFILNÁUTICO 25 De coadjuvante a protagonista:as cozinhas ganharam importância nas embarcações Parceria de Zara Hadid com estaleiro alemão mostra o futuro no mar Marinas Nacionais, a primeira brasileira Os 25 anos de profissão de Fernando de Almeida ESSENCIAL . INOVAÇÃO . DESIGN
  14. 14. PERFILNÁUTICO26 PERFILNÁUTICO 27 i no va ção O farol de busca com controle remoto promete facilitar a vida dos navegadores. O produto é acionado com controle wireless, que funciona a até 65 metros de distância. Dessa forma, é possível estar na popa da lancha e acionar o farol na proa. O alcance do facho de luz é de 600 metros, tem rotação de 360 graus na horizontal e 90 graus na vertical e mede 190x155x130 mm. Os dessalinizadores de Osmose Inversa Seafari (SFM) possuem sistema prático e versátil para instalação por serem divididos em módulos, garantindo água doce a bordo com mais praticidade. Eles possuem recursos que facilitam a operação como filtros de grande capacidade e sistema de retrolavagem automática. O sistema pode ficar ainda mais completo com um esterilizador ultravioleta, que remove até 99,9% das patogenias da água. A caixa termoelétrica e-cooler é produzida com os melhores materiais térmicos disponíveis no mercado para garantir uma estabilidade na temperatura ao armazenar bebidas e alimentos no seu barco. Possui uma unidade compressora embutida e termostato com regulador digital, com ajuste de temperatura entre –19ºC e +25ºC. Tem como característica principal a versatilidade, pois oferece em um único equipamento 12V e 24V DC, e ainda há duas opções de tamanhos: 30 e 60 litros. Acompanha um inversor DC/AC - 110/220V. Mais que divertido, esse brinquedinho é bem útil. O Vaavud, como é chamado, mede o vento em qualquer lugar, quando conectado a um smartphone iPhone ou Android e ainda compartilha os dados nas redes. O produto é ideal para velejadores esportistas e para cruzeiristas que enfrentam o mar aberto. Com o Vaavud, é possível medir a velocidade do vento em qualquer lugar obtendo depois de alguns minutos um gráfico com a velocidade média além da atual. Os amortecedores a gás telescópico em inox 316 são para uso nas tampas das embarcações. As hastes são em inox com eixo de 8 mm e olhal para fixação. Os tamanhos e pesos variam de 244 mm x 180 mm – 30 kg a 900 mm x 520 mm – 45 kg (a primeira medida é o comprimento total do produto e a segunda é a medida dele fechado). Nas primeiras apresentações do produto ao público, o retorno dos navegadores foi positivo. COMANDE SEM SAIR DO LUGAR ÁGUA DOCE A BORDO NA TEMPERATURA IDEAL MEDIR E COMPARTILHAR NAVEGAÇÃO EM FULL HD APROVADO PELOS NAVEGADORES www.marinecenter.com.br www.marinecenter.com.br www.marinexpress.com.br www.easypath.com.br www.electraservice.com.br www.velamar.com.br/vaavud A nova era de navegadores multifunções chega ao mercado. O NSO Evo2 é a grande novidade da SIMRAD. Ele vem equipado com dois processadores Quad-Core, duas saídas independentes de vídeo Full HD e duas entradas para câmeras. Todas as saídas de vídeo são feitas através de cabos HDMI e têm alcance até 20 m comprimento. Com isso, é possível colocar um display no comando do seu barco e outro display no Fly-Bridge com sinal de vídeo de altíssima qualidade.
  15. 15. PERFILNÁUTICO28 P elo que se tem notícia, a primeira tentativa de construir um barco de fibra de vidro foi executada pelo americano Ray Greene em 1931. Ele sugeriu que a sua tese de Mestrado, na Universidade de Ohio, fosse a construção de um barco no autoclave da escola. O título da sua tese era “Choosing Plastics for Large Objects”. No caso, um barco de 14 pés, e, assumindo que ele não queria chamar a atenção do resto da escola construindo um barco para seu próprio uso, ele não mencionou nada a respeito Com as experiências militares da 2ª Guerra Mundial, o governo americano financiou em larga escala a pesquisa para a produção de materiais sintéticos que pudessem ser usados no esforço de guerra. Mas foi somente após a inteligência britânica ter adquirido cópias de documentos alemães sobre a fabricação e cura de resinas sintéticas e ter passado para os americanos (de graça), é que os primeiros laminados, parecidos com os de hoje em dia, foram fabricados. Nessa época ainda não havia praticamente resina decente disponível e todas necessitavam de um forno para secar. Em temperaturas altas, as resinas, que quase eram sólidas no início da laminação, se liquefaziam e escorriam, sendo depositadas no fundo do casco. Para espessar a resina usava-se amianto. A alta temperatura fazia os materiais se do barco durante o trabalho. Nem depois. O primeiro problema dele foi conseguir uma resina, pois as primeiras foram desenvolvidas em 1920, mas não eram nem parecidas com o que existe hoje. Precisavam de autoclave e temperatura para curar, eram viscosas. A primeira versão de fibra de vidro semi -industral foi criada em 1931 por uma empresa que deu origem à Owens Corning de hoje. E adivinha quem comprou o primeiro lote? Ray Greene. Embora não tivesse tido sucesso nas primeiras tentativas, ele ficou dilatarem de formas diferentes, proporcionando todo o tipo de empeno. Os moldes e os fornos eram feitos de madeira, então já se pode imaginar a quantidade de incêndios dentro das fábricas. O segredo era a alma do negócio! O construtor que conseguia solucionar um problema que hoje talvez fosse simples não deixava ninguém entrar na fábrica com medo de alguém roubar algum segredo. Foi somente depois de 1946 que os primeiros barcos, produzidos em série, apareceram. Os primeiros barcos à venda tinham cerca de 17 pés e foram produzidos mais de 2 mil unidades em quatro anos. Ainda não usavam gelcoat e o convés era de madeira. Acreditem ou não, os barcos eram construídos pelo método de infusão, pois as resinas não secavam com a presença de oxigênio. Tinham que ser cobertas por um tentando construir esse novo barco com os materiais mais modernos da época. Ray conseguiu terminar seu primeiro casco somente em 1942. O barco não era nem de perto como é um barco de hoje. Não existia gelcoat! Ele teve que comprar a fibra virgem, lavar e secar para remover toda a oleosidade e depois fazer um tecido bem irregular, laminado com uma resina que curava parcialmente. Mas quem se importava com isso naquela hora? Esse certamente foi o primeiro barco de fiberglass que se tem notícia. filme plástico. O método foi patenteado logo em seguida. Passaram-se muitos anos até que os produtos fossem industrializados e estivessem disponíveis para todos os fabricantes. Somente em 1955 apareceu a primeira resina que podia ser curada com catalisador à temperatura ambiente. Um ano depois surgiu no mercado finalmente o gelcoat. A partir daí é que temos alguma consciência de como os barcos de hoje em dia são produzidos.O Primeiro BarcoPor Jorge Nasseh Fotos Divulgação Pelo que se tem notícia, a primeira tentativa de construir um barco de fibra de vidro foi executada pelo americano Ray Greene em 1931.
  16. 16. PERFILNÁUTICO30 PERFILNÁUTICO 31 O FUTURO NO MAR Unique Circle Yachts chega para romper paradigmas Por Rafaella Malucelli Imagens divulgação U ma parceria entre o famoso estaleiro alemão Blohom + Voss com a premiada arquiteta iraniana Zaha Hadid chega para mostrar como um projeto arrojado de engenharia naval e design contemporâneo pode acabar com as tradicionais linhas horizontais dos superyachts. Com design fluido e inspirado nas formas orgânicas do fundo do mar, a linha Unique Circle Yachts foi apresentada em Londres com um protótipo de 128 metros, que será usado como base para construção de 5 superyachts de 90 metros totalmente customizados para os exigentes clientes da Blohom + Voss. JAZZ dos mares O primeiro superyacht da linha de cinco da Unique Circle é o Jazz. Com todas as especificações já definidas pelos profissionais do estaleiro alemão, o layout deixa possibilidades de customização de acordo com as necessidades de desejos do futuro proprietário. A arquitetura do iate foi feita com o refinamento e com todos os requerimentos para cruzar oceanos. “A ideia da linha Unique Circle Yachts é permitir a variação Com estrutura semelhante a um exoesqueleto, os yachts desenhados por Zaha Hadid permitem variações dos espaços internos e externos. Uma rede entrelaçada que varia de espessura forma diferentes ambientes sugerindo uma estética natural que vai do interior para o exterior, inspirada na forma estrutural orgânica da vida marinha subaquática. O casco foi desenvolvido em cima de pesquisas hidrodinâmicas para ser desenhado. O iate foi concebido de um genótipo e seus fenótipos, oferecendo uma gama de possíveis soluções baseadas em uma plataforma que os relacionem. Como o resultado do design de Zaha Hadid é maleável, é possível atender os desejos e necessidades individuais de um cliente potencial, e é isso que está no coração da abordagem Blohom + Voss para o design de iates. A eficiência de um projeto não se encontra apenas na sua funcionalidade e forma, mas também na sua capacidade de adaptação”, explica Dr. Herbert pelo escritório de arquitetura da iraniana, com suporte técnico naval da própria Blohom +Voss. “Como objeto dinâmico, que se move em ambientes dinâmicos, o design de um barco deve incorporar parâmetros adicionais àqueles usados na arquitetura, já que tudo se torna mais extremo na água. Cada iate }é uma plataforma de engenharia que integra demandas específicas de hidrodinâmica e estrutura com altos níveis de conforto, espaço e segurança”, conta Zaha Hadid. Aly, o CEO da Blohom+Voss. Para Aly, a construção de um superyacht em um nível estético é uma grande tarefa de design com tudo customizado até o último detalhe. Ele lembra que na época dos barcos a vapor, havia uma tentativa de utilizar elementos da construção de barcos na arquitetura. “Zaha Hadid e sua equipe pegaram essa essência e criaram, com uma visão nova e ousada, um novo marco na criação de superyachts “, conclui. Com design fluido e inspirado nas formas orgânicas do fundo do mar, o protótipo de 128 metros será usado como base para a construção de cinco superyachts de 90 metros totalmente customizados para os exigentes clientes da Blohom + Voss. A piscina interna fica integrada ao oceano.
  17. 17. PERFILNÁUTICO32 Já famosos por construir yachts inovadores, ousados e 100% customizados há 135 anos, essa não é a primeira vez que o estaleiro alemão se une a escritórios de design renomados para construir obras de arte sobre as águas. No portfólio estão alguns projetos conhecidos pela O projeto quebra paradigmas e mostra que é possível acabar com as linhas horizontais dos superyachts. Ficha técnica Arquiteta: Zaha Hadid Design Design: Zaha Hadid e Patrik Schumacher Design Team:Thomas Vietzke, Jens Borstelmann, Daniel Widrig, Sofia Daniilidou, Ben Grubert, Phillip Mecke e Patrick Euler Engenharia naval: Michael Von der Heide e Thomas Sperling Comprimento: 90 m Boca: 16 m Velocidade máxima: 16 nós Velocidade de cruzeiro: 14 nós Motorização: 2X2160 KW Diesel ousadia, como o Eclipse, considerado o segundo maior iate do mundo, com 533 pés e valor aproximado de 485 milhões de dólares. O superyacht foi desenhado por Terrence Disdale para Roman Abramovich. Outro bilionário a adquirir uma obra de arte da Blohom+Voss foi o russo Andrey Melnichenko, que por cerca de US$ 300 milhões comprou o inovador “A”, um 394 pés desenhado por Philippe Starck. Além desses, está na lista de grandes projetos customizados do estaleiro o iate “Mayan Queen IV” e o “Palladium”. PARCERIAS PARA INOVAÇÃO PERFILnáutiCo32
  18. 18. PERFILNÁUTICO34 PERFILNÁUTICO 35 Vocação e fascínioOs 25 anos de profissão de Fernando de Almeida Por Amanda Kasecker Fotos Divulgação/ Intermarine C om 25 anos de bagagem, o yacht designer Fernando de Almeida tem muita história para contar. Ele iniciou a carreira em 1989, na Itália, com um plano em mente, e cumpriu o que tinha prometido a si mesmo: virar um projetista de barcos. Quando adolescente, já tinha a meta e então foi só traçar o caminho para chegar lá. “Cursei engenharia mecânica, mas considerei também engenharia naval e desenho industrial. Naquela época, o mercado nessa área, no Brasil, era muito pequeno. Então poucos anos depois de me formar, concluí que para entrar nessa área era necessário atuar no mercado europeu ou americano”. Foi então que Almeida saiu do Brasil. Com uma mochila nas costas seu plano era de velejar pelo mundo para então se estabelecer na Europa e atuar na área tão sonhada. “Foi exatamente o que fiz. Velejei por uns quatro meses entre Caribe e Mediterrâneo e comecei a trabalhar no escritório Yankee Delta, em Monza, na Itália”, resume o engenheiro. De lá para cá Fernando coleciona passagens bem-sucedidas pela Europa e Estados Unidos. “Antes de abrir o escritório, passei dez anos na Europa e Estados Unidos. Lá trabalhei com a Nauta Yachts, Bertram Yachts e Wally Yachts”. Já com seu próprio escritório, em 2003, na cidade de São Paulo, teve como parceiros o estaleiro sul-africano Southern Wind, além de Riostar, Spirit Ferretti, Intermarine, Proboat, Inace, Carbrasmar e Recon. Isso sem contar os clientes finais. “Depois de me formar concluí que para entrar nessa área era necessário atuar no mercado europeu ou americano.” Para o designer um bom desenho é limpo, leve e essencial, sem perder a funcionalidade. www.fernandodealmeida.com
  19. 19. PERFILNÁUTICO36 Assim que conquistou um espaço no meio náutico, Fernando de Almeida conta que não poderia mais sair. “Considero a arquitetura de interiores nos barcos particularmente fascinante e desafiadora. Os espaços são reduzidos e a geometria do casco e superestrutura são muito complexos. Além disso, é um espaço que se move e que você habita”, afirma. Com seu escritório, atualmente, Fernando oferece um trabalho bem abrangente, muitas vezes partindo de uma folha em branco. “A nossa atuação vai da concepção geral do barco até o detalhamento do interior. Em algumas situações fazemos apenas a arquitetura de interiores. Em outras fazemos a concepção do barco e o design externo para então trabalhar com engenheiros navais e outros arquitetos de interiores”, conta. Para ele, além de fascinante, o trabalho é ainda desafiador. “O mercado evoluiu muito nos últimos anos e o nível de exigência do consumidor é muito alto hoje em dia”. Ele conta ainda que prefere pegar projetos em que desenha tudo. “É uma atividade para quem realmente gosta de criar, projetar. Projetamos camas, criados-mudos, banheiros, escadas, cozinhas, sofás, etc., e tudo isso precisa ter uma unidade”. Com o know-how de quem está no mercado há mais de duas décadas, Fernando afirma que para ele o “bom desenho” é limpo, leve e essencial. “E isso não estava presente nos barcos há alguns anos. Esse foi um dos motivos principais para eu ter procurado a Wally no final dos anos 90. Eles fizeram uma revolução a nível mundial com seus veleiros que tinham um desenho com essas características”, relembra. A dica do yacht designer é não se esquecer da funcionalidade: “Um barco é antes de tudo um barco!”. Para chegar a uma fórmula ideal, ele conta que busca inspiração nas mais diferentes fontes, como a arquitetura, o desenho de automóveis, o desenho de produto em geral. “A essencialidade dos barcos clássicos e dos barcos de serviço certamente são uma fonte de inspiração para mim”, complementa ele, que ainda cita o mercado europeu como uma grande referência. Ao final, o que faz de cada projeto o melhor, segundo ele, é a satisfação do cliente. E claro, do projetista também. Fascínio pelo que faz Essencial é limpo e leve “A nossa atuação vai da concepção geral do barco até o detalhamento do interior.”
  20. 20. PERFILNÁUTICO38 PERFILNÁUTICO 39 Lugar de marinheiroé na cozinha Destaque na casa dos brasileiros, a área gourmet vem saindo do papel de coadjuvante nas embarcações Por Amanda Kasecker Fotos Divulgação
  21. 21. PERFILNÁUTICO40 PERFILNÁUTICO 41 L á se foi o tempo em que a cozinha era o lugar de menor preferência nas casas brasileiras. Atualmente cozinhar também é hobby, terapia e lazer com os amigos. Isso fica visível na nova configuração das casas e apartamentos mais recentes, com as cozinhas americanas, em que esse cômodo fica bem mais integrado, separado da sala apenas por um balcão. Seguindo essa mesma tendência, as áreas gourmets dos barcos estão ganhando cada vez mais destaque. Da teoria à prática, muitas vezes fazer uma cozinha bem estruturada, equipada e ainda bonita para as embarcações, não é das tarefas mais fáceis. A criatividade e o bom aproveitamento de espaços são muito importantes, já que, embora tão essenciais quanto as cozinhas de nossas casas, as áreas gourmets das embarcações dificilmente têm o mesmo tamanho. Se cozinhar virou lazer e é tendência no Brasil e no mundo, o meio náutico também mergulhou de cabeça nessa história. “Se a cozinha passou a ser um hobby, nossas embarcações terão cozinhas bacanas para a prática desse novo hábito. Se antes pensávamos na cozinha como algo funcional, hoje essa visão se sofisticou e sem dúvidas se tornou um espaço de extrema importância”, resume Marcos Soares, responsável pelo Grupo Sailing, distribuidor da Beneteau no Brasil. Para a Azimut, estaleiro italiano com uma das maiores redes comerciais de iates e megaiates, com o dia a dia acelerado, as pessoas têm valorizado mais as alternativas para aproveitar seus momentos de lazer. “E, sem dúvidas, um espaço belo, agradável e bem equipado faz toda a diferença”, complementa o diretor do estaleiro, Davide Breviglieri. Nas embarcações, geralmente há dois espaços de destaque para a gastronomia. Além da cozinha, que não pode faltar, as churrasqueiras também já se tornaram um item praticamente indispensável, coisa de “jeitinho brasileiro”. Segundo o gerente de vendas do estaleiro Schaefer, Guilherme Andrade, a churrasqueira é tão importante que se tornou um item até decisivo na hora da compra de um barco, pela Para explorar esse assunto, a Perfil Náutico foi conversar com alguns dos principais estaleiros e descobrir quais truques eles utilizam para montar as cozinhas de suas embarcações de todos os tamanhos e ainda o que não pode faltar nas áreas gourmets dos barcos. característica de bom anfitrião que o brasileiro tem. Mas e, afinal, o que não pode faltar? Uma cozinha de um barco é igual a uma cozinha para a nossa casa? Segundo o estaleiro Azimut, em uma embarcação, um dos elementos fundamentais é gerar uma conexão com as demais áreas de convivência. Ou seja, posto de comando principal, sala de estar, área de jantar e área externa da popa, formando um ambiente de convívio. Dessa forma, o chef do dia (ou da noite) prepara a refeição cercado pelos amigos. Já o gerente de marketing do estaleiro Ferretti, Diego Chrstiansen, acredita que a boa ventilação é uma característica fundamental. “O ambiente não é muito grande, então temos que encontrar soluções diferentes”, explica. Para atender ao público brasileiro algumas embarcações, como a Beneteau GT 40, possui churrasqueira elétrica – que não fica na cozinha, mas cria-se mais um espaço gourmet a bordo. Da teoria à prática, muitas vezes fazer uma cozinha bem estruturada, equipada e ainda bonita para as embarcações, não é das tarefas mais fáceis. Nas embarcações, geralmente há dois espaços de destaque para a gastronomia. Além da cozinha, que não pode faltar, as churrasqueiras também já se tornaram um item praticamente indispensável, coisa de “jeitinho brasileiro”. Decoadjuvanteàprotagonista
  22. 22. PERFILNÁUTICO42 PERFILNÁUTICO 43 Para o estaleiro Intermarine, o projeto da cozinha de um barco deve priorizar o melhor espaço de aproveitamento, levando em consideração a ergonomia, a praticidade, a segurança e o espaço para acomodar todos os equipamentos como geladeira, cooktop, micro -ondas, pia, exaustor, entre outros, além dos espaçosos para guardar pratos, talheres, copos, taças, panelas, utensílios e alimentos. “Pensar em uma cozinha em alto-mar vai além do básico, precisamos escolher a dedo o material usado, pensando na duração dos mesmos, além do espaço reduzido, que deve ser muito bem aproveitado”, complementa Soares, da Beneteau. A estabilidade para os usuários e utensílios também é uma questão ímpar, barcos acima de 60. Quanto menor o tamanho da embarcação, maior o desafio. As cozinhas de embarcações de 30 a 40 pés são mais compactas e por isso exigem mais trabalho para deixá -las tão usáveis quanto as de um barco de 80 pés, por exemplo. Para isso, um ponto-chave nas cozinhas desses barcos é o planejamento e a otimização do espaço interno. A Sessa Marine afirma utilizar muito esse recurso, tanto é que muitos modelos do estaleiro já vêm com cozinha com versão completa, como segundo o representante do estaleiro. E, para isso, existem móveis e funções próprias para as embarcações. Da teoria à prática, a Perfil Náutico quis saber como foram pensados os projetos das embarcações dos mais variados tamanhos. Confira a seguir as cozinhas mais compactas – dos barcos de até 40 pés, as camaleoas – de embarcações até 60 pés, e ainda as maiores – dos na C36 e C40. Isso significa dizer fogão, exaustor, forno de micro-ondas e geladeira (130 litros na C40 e de 110 litros na C36), além de espaço para uma bancada de apoio com painel de espelho, que integra o ambiente e facilita a preparação dos alimentos. E não é por ser pequena que as cozinhas desses barcos têm menos “capricho”. Nessas duas embarcações, são priorizados os detalhes em madeira, pontos de iluminação e acabamentos com materiais refinados, com armários laqueados e metais italianos. Para garantir a ventilação e a iluminação, a Sessa projetou uma vigia em frente à pia e aberturas de vidro no teto do salão. Já no cockpit a aposta é em uma minicozinha de apoio, que, junto com a churrasqueira, a mesa e o sofá, formam um espaço gourmet que acomoda até seis pessoas sentadas. Nesse espaço ainda é possível a instalação de um minibar. No estaleiro Beneteau, a Gran Turismo 40 dá destaque para o espaço gourmet externo com a Churrasqueira Kenyon, grande pedida dos brasileiros que gostam de confraternizar com os amigos. Nesse espaço, a pia possui duas temperaturas de água: fria e Na Intermarine 75 há duas opções de layouts para a cozinha. Na da imagem, ela aparece integrada ao salão. As compactas: 30 a 40 pés A C40, da Sessa Marine, utiliza como ponto-chave o planejamento e a otimização do espaço interno, possibilitando uma cozinha completa a bordo.
  23. 23. PERFILNÁUTICO44 PERFILNÁUTICO 45 Camaleoas: 40 a 60 pés quente e icemaker. Nem tão grandes, mas também nem tão pequenas, as cozinhas dos barcos que vão de 40 a 60 pés são verdadeiras camaleoas. Apesar de não terem um espaço grande, já há mais flexibilidade para colocar objetos com dupla utilidade e, em geral, também sobram espaços para itens como micro-ondas e lava-louças. A Azimut 48, por exemplo, tem uma cozinha bem ampla. Segundo o estaleiro, a maior da categoria. Conta com mesa de jantar, que pode ser transformada em uma superfície de do barco. Na segunda opção, lançada recentemente, a cozinha está logo na entrada no salão, mais integrada com a praça de popa. Independentemente da opção escolhida, a cozinha conta com duas geladeiras de 120 litros, cooktop de 4 bocas, micro -ondas com forno elétrico integrado, pia, exaustor, uma ampla bancada para trabalho, armários e gavetas. Do estaleiro Sessa, a lancha trabalho, destacando as soluções versáteis para as embarcações. Ainda tem pia de aço, fogão, exaustor, forno de micro-ondas, geladeira de 190 litros, compartimento para máquina de lavar louças e compartimentos que podem aumentar a capacidade de armazenagem. Seguindo também a tendência Fly 42 também é posicionada na parte inferior, integrada com o salão e já vem completa na versão de série, com geladeira 125l + 40l de freezer, fogão, exaustor, forno de micro -ondas, pia em corean e armários com acabamento laqueado. Um dos segredos do estaleiro é planejar bem o interior para que sejam nacional, na Azimut 48 há ainda a área de refeições do fly com churrasqueiras, ligada aos espaços de relaxamento. Já o estaleiro Intermarine, com a sua lancha de 60 pés, tem a cozinha no deck principal integrada ao salão. Há duas opções de layout. Na primeira, a cozinha está mais à frente, próxima da área do comando Apesar de não serem grandes, essas cozinhas já têm mais flexibilidade para colocar objetos com dupla utilidade. O posicionamento privilegia a iluminação natural e a ventilação da cozinha na Fly 42, da Sessa Marine
  24. 24. PERFILNÁUTICO46 PERFILNÁUTICO 47 As maiores: acima de 60 pés Com isso, o preparo de grandes refeições acontece em uma área isolada da área social do barco. A cozinha da 70 pés da Azimut segue uma linha de integração. Segundo o estaleiro, o objetivo é proporcionar um ambiente prazeroso tanto para quem cozinha, quanto para quem está fazendo companhia. O salão da embarcação ainda é conectado ao posto de comando e living, proporcionando uma grande área de lazer e confirmando a ideia de que a cozinha já se tornou uma área para encontro de amigos. O estaleiro Ferretti posicionou todas as suas cozinhas da linha 530 a 660 na popa dos barcos. A ideia que aparece mais uma vez é a da integração. Nas embarcações ainda maiores, como a Ferretti 800, as cozinhas são posicionadas mais na proa e com um acesso ao passadiço lateral para tripulação, fazendo assim que os tripulantes não tenham que circular pela sala do barco para servir a popa. criados mais nichos para guardar louças e utensílios. Um pouco maiores, as cozinhas das embarcações de mais de 60 pés já conseguem proporcionar mais conforto aos tripulantes. Nessa categoria, o estaleiro Intermarine destaca os barcos 65 e 75. No de 65 pés, a cozinha está localizada próxima ao posto de comando. Possui duas geladeiras de 120 litros, cooktop de 4 bocas, micro-ondas com forno elétrico integrado, pia, exaustor, uma ampla bancada para trabalho, armários e gavetas. Já na Intermarine 75 o layout padrão pode ser modificado de acordo com as necessidades do proprietário. Por ser um barco maior, grande parte dos proprietários já tem até cozinheiro a bordo. Dessa forma, a cozinha, que originalmente é localizada próxima ao posto de comando pode passar por uma modificação: ela vira um espaço menor, de apoio no salão, e a cozinha principal vai para o deck inferior, na área dos marinheiros. Nas embarcações maiores, como a Ferretti 800, há espaço ainda para uma mesa de jantar. Até 40 pés - Espaços bem otimizados - Aberturas e janelas estratégicas para dar sensação de amplitude - Priorizam itens essenciais como geladeira, pia e fogão - Ampliam a área gourmet, colocando churrasqueira na popa De 40 a 60 pés - Mais espaço para armazenagem - Funções duplas para um objeto: mesa que vira balcão para cozinhar - Luz natural dá sensação de maior - Possibilidade de dois layouts de salão e cozinha - Micro-ondas e lava-louças já podem fazer parte do ambiente Mais de 60 pés - Ideia de amplitude ainda maior, unindo ambientes - Mais acessórios - Bancadas de trabalho maiores - Design mais arrojado Conheça as características das cozinhas de acordo com os tamanhos dos barcos:
  25. 25. PERFILNÁUTICO48 PERFILNÁUTICO 49 “Se cozinhar é uma arte, cozinhar a bordo é para artista de circo”. A frase do expert Carlos Brancante ilustra um pouco do que pode ser se aventurar na área gourmet do seu barco. Depois de acumular mais de 150 mil milhas navegadas, em quase 1.800 dias de mar, o mestre resolveu escrever um livro contando um pouco dessa arte, que pratica usualmente a bordo de seu Trawler Lord Gato. “Cozinhando a bordo” tem todas as dicas aos aventureiros, além de receitas para serem feitas em alto-mar. O mestre também conversou com a Perfil Náutico para dar algumas dicas. Confira! Perfil Náutico: De onde surgiu a ideia do livro? Carlos Brancante: Eu aprendi a cozinhar pela falta de cozinheiro nas minhas travessias, quando velejava e competia. Muito tempo depois, um amigo, Almirante Pierantoni, sugeriu que eu fizesse uma palestra sobre cozinha de bordo e a ideia do livro surgiu daí. PN: É difícil cozinhar a bordo? CB: Como menciono no livro, cozinhar é uma arte e cozinhar a bordo é para artista de circo: o balanço de uma pequena embarcação sob tempo duro, passa a exigir do “artista” atributos de trapezista, equilibrista e contorcionista. É importante ter os utensílios sempre à mão, o que evitará afastar-se do apoio e desequilibrar-se. Com o barco em movimento, quanto menos nos locomovermos melhor e, nos veleiros, estar preso ao cinto de segurança é fundamental. Mas, o essencial é a organização e a escolha dos pratos. PN: Quais utensílios não podem faltar? CB: Panelas altas e presas ao fogão, facas de qualidade – as de cerâmica são muito úteis, pois não enferrujam –, um avental impermeável e térmico, nada que diferencie muito do que temos em casa, apenas com o critério da praticidade. PN: Que alimentos devem ser priorizados em curtas e longas viagens? CB: Hoje existem muitas opções de alimentos semiprontos que podem facilitar a tarefa quando em viagem. Biscoitos são ótimos para situações em que cozinhar se torna difícil, assim como sopas para os turnos da madrugada. Em viagens, optar por um prato único que dispense a utilização de faca. Risotos, picadinhos, peixe, camarão e strogonoff são ótimas opções. Quando atracados, aí podemos ousar: de feijoadas a paellas, os peixes recém-pescados, sempre com um sabor excepcional. PN: Quais as principais dicas para os cozinheiros a bordo? CB: Separar tudo o que irá utilizar e colocar o mais perto possível, até mesmo dentro da cuba da pia. Usar panelas altas e jamais cozinhar em mar aberto com panelas soltas, pois qualquer tranco, ou mesmo a marola de outra embarcação podem derrubá-las. Atentar sempre para a segurança, mantendo uma válvula solenoide que interrompa o gás quando usamos GLP e um extintor de incêndio que deve estar sempre à mão. Na hora da compra é importante ter uma lista dos alimentos e as quantidades. Isso, além de ajudar a não esquecermos de nada ao zarparmos para uma viagem, evitará a compra de coisas desnecessárias. Aprendendo com quem sabe Receitas para cozinhar a bordo, de Carlos Brancante PAELLA DE FRUTOS DO MAR PEIXE A LORD GATO Ingredientes: - 4 colheres (sopa) de azeite virgem - 1 cebola média picada - 2 dentes de alho picados - 16 camarões médios limpos, com o rabo - 1 lagosta pré-cozida - 300 g de polvo pré-cozido - Suco de 1 limão - 3 lulas limpas cortada em anéis - 1 xícara (chá) de arroz - 2 colheres (sopa) de páprica - 1 lata de tomate pelado picado - 3 xícaras (chá) de caldo de camarão ou de água fervente - Salsa picada a gosto Ingredientes: - 1 badejo inteiro sem as vísceras - 2 kg de sal refinado Molho de alho - 4 colheres (sopa) de manteiga - Azeite virgem - 4 dentes de alho em lâminas Modo de preparo: Refogue a cebola em metade do azeite em uma frigideira grande e de bordas altas. Junte o alho e deixe dourar. Acrescente o camarão temperado com sal, pimenta e suco de limão e frite em fogo alto por 5 minutos. Junte o polvo e a lagosta cortados em pedaços. Retire os camarões, o polvo e a lagosta e reserve. Acrescente as lulas temperadas com sal e pimenta e frite por 4 minutos. Retire as lulas e reserve. Acrescente o arroz e refogue por 5 minutos em fogo alto. Adicione o tomate pelado e o caldo de camarões (ou a água) e a páprica. Cozinhe em fogo moderado, mexendo de vez em quando, por 15 a 20 minutos ou até que o arroz fique cozido al dente. Junte os frutos do mar reservados, misture e cozinhe somente para aquecer. Prove o sal, polvilhe com a salsa e mais um pouco de páprica e sirva. Modo de preparo: Forre uma assadeira com a metade do sal. Deite o peixe e cubra-o com o sal restante. Leve para assar em forno médio até que o sal esteja endurecido. Retire o peixe do formo e o sal, que deverá estar semelhante a uma placa de gesso. Abra cuidadosamente o peixe e retires os filés. Coloque-o num refratário e acrescente o molho de alho. Sirva acompanhado de batatas cozidas. Preparo do molho: Aqueça o azeite numa frigideira e adicione o alho até dourar. Em seguida adicione a manteiga incorporando bem. Coloque sobre os filés de peixe.
  26. 26. MARINAS NACIONAIS TRADIÇÃO E INOVAÇÃO LADO A LADO Por Camila Castro Fotos Divulgação L evantando o título de primeira marina brasileira a entrar em operação, a Marinas Nacionais traz infraestrutura náutica e de lazer aliada à tecnologia e conceitos sustentáveis. Localizada no Parque Estadual do Guararu, no Guarujá (SP), está cercada de Mata Atlântica, ocupando uma área de 150 mil m², sendo 79 mil m² de área utilizada, e 71 mil m² de reserva ambiental. Atualmente, a Marinas Nacionais tem capacidade de Do início, em 1975, para cá, modernizações acompanharam o mercado náutico brasileiro. A marina obteve diversos investimentos para oferecer o melhor suporte aos navegadores. “No início, A localização da Marinas Nacionais é um dos seus maiores destaques. Isso porque ela está próxima dos principais roteiros de barco, o que representa economia de tempo e de combustível da embarcação. Além disso, a Mata Atlântica ao seu redor dá um encanto especial ao ambiente. Para que as atividades sejam realizadas sem prejudicar o meio ambiente, a empresa 520 vagas para embarcações, sendo 140 vagas molhadas, poitas para veleiros e 380 vagas secas distribuídas em nove hangares, sendo dois deles de empilhamento. Para içar as embarcações, a segurança é garantida por dois guindastes Travelift. Um deles tem capacidade para barcos até 50 toneladas e outro para até 80 toneladas. No hangar de empilhamento, utiliza-se Forklifts, duas empilhadeiras negativas que retiram barcos de até 32 pés da água e os colocam imediatamente em seus locais de guarda. Nas vagas molhadas a capacidade é de barcos até 110 pés. Segurança e serviços fundamentais são oferecidos nos píeres de atracação, como água e luz e possuem equipamentos de emergência. A infraestrutura ainda o mercado náutico ainda era incipiente, existiam mais veleiros do que lanchas. O hangar empilhado, onde os barcos são colocados em suportes em forma de prateleira, foi uma inovação. Depois vieram a bacia de atracação investe em várias ações sociais. Entre elas, o Grupo de Ação e Prevenção Ambiental (Gapa), formado por colaboradores voluntários treinados para atuar em situações de emergência – como derramamento de hidrocarbonetos –, a utilização de produtos biodegradáveis, a adoção da linha Ecosea – que não altera o PH da água –, entre outras. Essa iniciativa, unida a medidas sustentáveis adotadas no dia a dia da marina, renderam contempla: ampla área de estacionamento, heliponto e área de estacionamento para os helicópteros, sala rádio para suporte à navegação, segurança 24 horas, área para serviços de manutenção e posto de combustível com qualidade e procedência garantida. Além disso, todas as locações da Marinas Nacionais possuem apólices de seguro para as embarcações. com vagas molhadas, um travelift e um forklift, que confere mais segurança e agilidade na movimentação das embarcações”, conta Juan Alfredo Rodriguez, sócio administrativo. reconhecimento internacional à Marinas Nacionais, com a conquista do selo mundialmente reconhecido “Bandeira Azul”. Iniciativas sustentáveis renderam à marina o selo internacional Bandeira Azul. INOVAÇÕES AO LONGO DO TEMPO RECONHECIMENTO MUNDIAL PELA SUSTENTABILIDADE Investimentos no hangar seco e em empilhadeiras fizeram parte da modernização da marina. PERFILNÁUTICO50 PERFILNÁUTICO 51
  27. 27. O restaurante La Marina tem uma linda vista para o Canal de Bertioga e a Serra do Mar. O cardápio possui combinações que ressaltam e valorizam os ingredientes que o litoral proporciona, principalmente frescos, como peixes e frutos do mar. Nos finais de semana, oferece buffet de café da manhã. “O La Marina promove eventos gastronômicos diversos como degustações de vinhos e cervejas com sommelieres convidados e jantares temáticos”, conta Juan. O usuário também pode contar com espaços para descontração e lazer, como piscina com vestiários equipados com itens de higiene pessoal e acesso para cadeirantes, sauna, sala de leitura, sala de TV, sala de jogos e playground. A área social ainda conta com rede wireless de acesso à internet. LAZER E GASTRONOMIA EM ALTA Lounges e espreguiçadeiras são convites para relaxar. serviço MARINAS NACIONAIS www.marinasnacionais.com.br Parque Estadual do Guararu – Guarujá/SP – Brasil Latitude 23º 52’ S - Longitude: 46º 09’ W Canal - 68/69/74 VHF Delta 45 O valor é determinado de acordo com o tamanho da embarcação. PERFILNÁUTICO52 PERFILNÁUTICO 53
  28. 28. PERFILNÁUTICO54 PERFILNÁUTICO 55 Novidade na Sea Ray: 510 fly A 40 pés da Beneteau Barco de respeito: Contest 42 CS Quest 268: o Bass Boat mais vendido Aguz Marine promete exclusividade e tecnologia IDEIAS . PROJETOS . CONCEITOS
  29. 29. PERFILNÁUTICO56 PERFILNÁUTICO 57 Sea Ray 510 FlyNovo yacht marca a mudança da linha de grandes barcos do estaleiro norte-americano Por Angelo Sfair Fotos Divulgação PERFILNáutICO56 PERFILNáutICO 57
  30. 30. PERFILNÁUTICO58 PERFILNÁUTICO 59 C om lançamento oficial previsto durante o Rio Boat Show 2014, a Sea Ray 510 Fly foi projetada para agradar ao público que busca modernidade, sofisticação e, sobretudo, desempenho. O projeto faz parte da renovada linha de embarcações de grande porte do estaleiro e dá um upgrade no modelo Sundancer 510, sendo o primeiro yacht com flybridge da categoria Sport Yachts, que engloba barcos de 41 a 51 pés. Com uma tradição de mais de 50 anos nos Estados Unidos, a Sea Ray é considerada a maior fabricante do mundo de barcos de lazer de alta qualidade. Parte do Grupo Brunswick Boats, que no Brasil tem sede em Joinville (SC), caracteriza-se por barcos esportivos que vão de 19 pés a yachts de 61 pés. O Flybridge é o grande destaque e o diferencial da nova 51 pés. “Tínhamos a necessidade de revitalizar e remodernizar a linha de barcos grandes da Sea Ray. Principalmente a linha Flybridge, que até então era considerada pequena e agora vem com uma proposta ainda mais moderna, contemporânea e espaçosa”, aponta o gerente comercial da Brunswick no Brasil, Manoel Santana. Além disso, a 510 Fly apresenta novo design, que segue as tendências europeias de embarcações, que o estaleiro acredita ser atrativo para o público brasileiro. Irá custar a partir de R$ 4,7 milhões com motorização standard. O interior da Sea Ray 510 Fly foi pensado para oferecer espaço e conforto. O design interno explora a iluminação natural da embarcação e se destaca pela integração dos ambientes. “As amplas janelas fazem com que as pessoas que estão dentro do barco não percam a sensação de estar navegando em alto-mar”. Por contar com boa visibilidade do mar, o salão interior pode ser uma opção para quem prefere o conforto do ar condicionado ao calor externo. A área social com a cozinha gourmet próxima ao salão compõe um ambiente integrado ao cockpit. No mesmo local está a estação de comando completa padrão Sea Ray, equipada com eletrônicos de navegação da Raymarine. Os três camarotes contam com um bom pé-direito medindo aproximadamente dois metros, o que proporciona uma sensação de conforto até para os mais altos. A luxuosa suíte master oferece aproveitamento total da largura da embarcação de 4,6 metros e ainda possui diferentes opções de configurações de acordo com a necessidade de cada cliente. Os dois banheiros que atendem as três cabines – uma suíte de casal, um quarto de casal e outro de solteiro – são completos com box de banho separado. A decoração foi toda desenvolvida pela própria Sea Ray. O estaleiro destaca a preocupação com o acabamento. Os móveis de madeira são feitos em nogueira ou carvalho claro. Já as janelas contam com a persiana em liga de alumínio. E o carpete, que pode ser claro ou escuro, é antimofo. O salão conta com uma grande TV de LED e DVD player. Para quem aprecia uma boa refeição a bordo, o proprietário pode aproveitar tanto o fly quanto o cockpit. Os dois locais podem ser equipados com grill elétrico. O fly é espaçoso e conta com duas mesas. Já no cockpit, é possível aproveitar a praça de popa para as refeições. A cozinha gourmet vem equipada com ampla bancada, refrigerador e freezer. Opcionais são oferecidos para tornar o ambiente completo. Integração interna decoração gourmet As amplas janelas fazem com que as pessoas que estão dentro do barco não percam a sensação de estar navegando em alto-mar.
  31. 31. PERFILNÁUTICO60 PERFILNÁUTICO 61 O diferencial do flybridge, que destaca a nova embarcação 51 pés da Sea Ray na categoria, é que oferece um generoso espaço de 15 m² para aproveitar o passeio com amigos e familiares. Nele, cabem confortavelmente 12 pessoas que podem se acomodar em duas mesas para refeições ao ar livre ou apenas para petiscar, localizadas próximas ao bar. Os assentos são conversíveis, com encostos para popa ou proa, com espaço para guardar objetos abaixo. A entrada do fly tem seu diferencial devido à porta que desliza para baixo do piso, o que melhora a segurança e a otimização do espaço. A área de comando é tão completa quanto a interna, com poltrona dupla e targa para antena do radar e demais acessórios. O gerente comercial da Brunswick no Brasil ainda destaca o solário para três pessoas localizado no convés de proa, equipado com A Sea Ray 510 Fly ganhou um aplicativo para iOS. Ele é exclusivo para o uso em iPhones e iPads. Esse app de realidade virtual possibilita um tour pela embarcação. É possível explorar vários detalhes da 510 Fly. Depois de instalado, existem as opções “Interior Tour” e “Exterior Tour”. Se o usuário estiver com o catálogo da embarcação por perto, basta apontar o aparelho para a contracapa do catálogo para acessar algumas opções extras, como a inclusão de opcionais, troca de cor da embarcação – cinco disponíveis –, adicionar informações importantes e aproximar a imagem. porta-copos e acessórios para banho de sol. A Sea Ray 510 Fly é equipada com dois motores T-Cummins QSC de centro com eixo direito movido a diesel. Ele tem uma potência de 600 HP (420 kW) e, com essa motorização standard, chega a uma velocidade de 23 nós de cruzeiro, com consumo de 185.5 l/h. A velocidade máxima é de 27,5 nós com consumo de 242.3 l/h. O usuário ainda pode escolher entre outras duas motorizações: um motor T-Cummins QSM de 684 HP (510 kW) ou ainda um T-Zeus QSC de 600 HP (420 kW). flybridge aplicativo Motorização A 510 explora os espaços externos com ampla praça de popa e plataforma para banho. O que destaca a nova embarcação 51 pés da Sea Ray na categoria é um generoso flybridge de 15 m² onde cabem confortavelmente 12 pessoas. Comprimento total 15,5m Boca 4,67m Calado 1,32 m Peso 21.364kg Velocidade máxima 27,5 nós Velocidade cruzeiro 23nós Capacidade do tanque de combustível 1892 L Capacidade do tanque de água 530L Passageiros pernoite 8Passageiros dia 15 Especificações técnicas PERFILNáutICO 61
  32. 32. PERFILNÁUTICO62 PERFILNÁUTICO 63 A 40 PÉS DA BENETEAUExclusivo para brasileiros Por Rafaella Malucelli Fotos Divulgação P roduto brasileiro com estilo francês, a Gran Turismo 40 pés da Beneteau chegou no final do ano passado ao mercado, produzida 100% na fábrica em Angra dos Reis (RJ), ao lado do modelo GT35 do estaleiro. Voltada para aqueles que buscam um yacht prático, porém sem perder a sofisticação, a GT 40 é um produto exclusivo para o mercado brasileiro com características que agradam e muito os consumidores daqui. Instalada há dois anos no Brasil, os planos do estaleiro francês no país são de longo prazo e otimistas, com o objetivo de aumentar a produção em 50% só neste ano. Para agradar ao público, a 40 se tornou uma adaptação do modelo internacional GT38 da Beneteau. Assim como a irmã nacional de 35 pés, o destaque fica por conta do espaço gourmet e a plataforma de popa, maiores características da tropicalização do modelo.
  33. 33. PERFILNÁUTICO64 PERFILNÁUTICO 65 Lançada no último salão náutico de São Paulo, em outubro do ano passado, as impressões são otimistas junto ao público. “A recepção foi muito positiva, já que o barco atende perfeitamente aos hábitos culturais do público brasileiro, que gosta de passear na companhia da família e amigos com estrutura e espaço adaptados para, por exemplo, realizar um bom almoço em alto-mar”, conta o diretor da Beneteau Brasil, Marcos Soares. Com quase uma unidade vendida por mês até o momento, o modelo, que custa a partir de R$ 1,15 milhões, agrada aqueles que buscam diversão de forma luxuosa. O design, de P. Adriani, permite acomodar confortavelmente 14 pessoas a bordo. A embarcação possui duas cabines com pé-direito de 1,90 metros e banheiro confortável com dois metros de pé direito. A cabine principal possui cama de casal com armários bem distribuídos. A cabine dos convidados pode ser com duas camas de solteiro ou uma cama de casal. A decoração é toda em madeira, que dá ar de elegância aos quartos. Com sofá para quatro pessoas, 1,92 m de pé-direito e claraboias e vigias com cortinas que contribuem para melhor entrada da luz natural ao ambiente, o salão pode se transformar em mais um ambiente para pernoite de convidados. A mesa de madeira maciça Alpi Mahogany é conversível em cama de casal. Todo o espaço é equipado com alto -falantes para o sistema de som da TV e do CD Player. No mesmo ambiente, há uma equipada cozinha com fogão, geladeira, micro- ondas, pia e bancada de corian. Criada para que a parte externa seja o local mais aproveitado da embarcação, a Gran Turismo 40 possui cockpit equipado para que as atividades sociais sejam ao ar livre. O espaço gourmet é o destaque com churrasqueira elétrica e pia com torneira retrátil na popa com Ice Box. Diversos acessórios complementam o ambiente como porta copos e taças, mesa dobrável em madeira. O sofá com capacidade para oito pessoas é conversível em solário. Há um chuveiro com água quente e fria e a plataforma de popa em Teka com escada retrátil. O acesso é por porta com trava de segurança e ainda existe espaço para balsa de salvatagem e caixa para âncora. A segurança do cockpit é feita por guarda mancebo em inox com púlpito de proa semiaberto e corrimão. SALÃO VERSÁTIL VALORIZAÇÃO DA ÁREA EXTERNA A GT 40 é um produto exclusivo para o mercado brasileiro com características que agradam e muito os consumidores daqui.
  34. 34. PERFILNÁUTICO66 PERFILNÁUTICO 67 Comprimento total 12,4m Linha d’água 11,46m Boca 3,77 m Altura 4,15m Calado 0,85 - 1,05 m Capacidade do tanque de combustível 650 L Capacidade do tanque de água 200L Motorização 2x300 HP Motorização máxima 600 HP Especificações técnicas Ainda no cockpit fica a estação de comando da embarcação, que segue a qualidade e a tecnologia padrão do estaleiro francês. O comando possui duplo assento central e ainda um assento para o copiloto, ambos dobráveis e reguláveis. O painel de comando possui tinta antirrefletora com tela multifuncional e todos os equipamentos de série para uma pilotagem segura e confortável. O teto solar é rígido com acionamento elétrico e sensor de segurança. O casco com tecnologia patenteada Air Step é inovador ao aumentar o desempenho com redução no consumo de combustível, aumento da velocidade máxima e aceleração mais rápida e linear. A tecnologia ainda deixa o comando mais fácil e garante estabilidade na navegação do barco. O estaleiro garante, com o casco especial, melhor desempenho nas ondas e otimização nas curvas rápidas. A motorização é por propulsão centro -rabeta feita por dois motores Volvo EVC D4 300hp a diesel. A direção hidráulica possui duas rabetas com hélices Dual prop – contrarrotativas – com controle elétrico. O compartimento de motor é com revestimento acústico para suavizar o barulho a bordo. A velocidade máxima chega a 35 nós e a de cruzeiro é de 28,7 nós com motorização padrão. ESTAÇÃO DE COMANDO NAVEGAÇÃO PADRÃO EXCLUSIVA BENETEAU Para que a parte externa seja o local mais aproveitado da embarcação, a Gran Turismo 40 possui cockpit equipado com espaço gourmet e churrasqueira elétrica. PERFILNáutICO 67
  35. 35. PERFILNÁUTICO68 PERFILNÁUTICO 69 C om 30 anos de mercado, o estaleiro mineiro Ventura Marine lança-se definitivamente em outros mares. A empresa, que é referência no segmento de embarcações de 16 a 26 pés com a linha Comfort, lançou sua primeira Hard Top de 35 pés, ampliando a linha Premium, que já oferece a V330 targa e a V410 Fly, esta um projeto com a Yamaha. Por fora, a 350 HT acompanha as tendências mundiais de design, com curvas arrojadas e modernas. O cockpit está projetado para até 14 pessoas, tem bons sofás, o hard top com teto rígido rebatível traz um pé-direito de 1,90 m e vem com um sistema automático de recolhimento, que o torna bastante prático. A cabine da V350 HT Premium tem 1,95 m de pé-direito e acesso facilitado com degraus de 40 cm e amplo espaço interno. São duas cabines sem portas nesse espaço. Uma delas vem equipada com um sofá de proa que se transforma em uma cama de casal de 1,70 m x 2,00 m. Já a cama de meia-nau tem 2,20 x 1,40 m. A mesa de jantar também é rebatível e vira mais uma cama que pode acomodar uma criança. Uma cozinha e um banheiro fechado completam a cabine. Na plataforma de popa, que tem 1,35 m, há um espaço goumert com pia e grill e um compartimento para guarda de bote de apoio. Ainda conta com solário de proa, com capacidade para duas pessoas. A V350 HT também oferece opções de motorização com um e dois motores, apresentando bom desempenho com apenas um motor. As opções na hora da compra são um motor à gasolina de 380 HP; dois motores à gasolina de 220 a 300 HP (cada) ou ainda dois motores diesel de 170 a 220 HP (cada). Chega ao mercado na versão básica de série e com a menor motorização por volta de R$ 445.000. ventura 350 HTCom diferenciais únicos, a Ventura se lança em outros mares Por Amanda Kasecker Fotos Divulgação Acesso Facilitado direto do estaleiro A 350 HT da Ventura já chega com atributos únicos, de acordo o gerente comercial Marco Garcia. Dentre eles, dois são os principais: o teto rígido rebatível e a boa navegabilidade com potência, com apenas um motor. Para chegar a essa receita, Garcia conta que o barco foi sendo planejado de acordo com a necessidade do mercado e dos próprios clientes Ventura. “A motivação veio principalmente de uma necessidade de crescimento de nossa linha de produtos. É claro que a escolha do modelo leva em consideração algumas lacunas que encontramos no mercado desse modelo no país”. Pouco tempo após o lançamento, 63 unidades da 350 HT já foram vendidas. Os novos proprietários dividem-se entre clientes de embarcações da casa, como a V265 e V330, e proprietários de outras marcas que tenham embarcações de 26 a 33 pés e querem dar um upgrade. “Temos a expectativa de pulverizar esse produto ao máximo. Muito em breve queremos encontrar uma embarcação desse modelo navegando por onde estivermos”, conta o gerente comercial Marco Garcia. PERFILNáutICO 69
  36. 36. PERFILNÁUTICO70 PERFILNÁUTICO 71 Em 2014 o Ventura Marine deve lançar mais dois modelos. “Um na linha Confort com 29 pés e outro na linha Premium com 50 pés. Também esperamos consolidar nossa liderança de mercado nos modelos entre 16 e 30 pés”, conta o gerente comercial Marco Garcia. Comprimento total 10,5m Boca 2,98m Peso com motor de menor potência 4.850 kg Passageiros 14/dia e 4 pernoite Capacidade do tanque de combustível 300 L Capacidade de água 150L Especificações técnicas mais em 2014 Pouco tempo após o lançamento, 63 unidades da 350 HT já foram vendidas. PERFILNáutICO70
  37. 37. FS 180A PEQUENA NOTÁVEL DA FS YACHTS Por Redação Fotos Divulgação PERFILNÁUTICO72 PERFILNÁUTICO 73 C om um portfólio de lanchas até 30 pés e qualidade tipo exportação, o estaleiro FS Yachts completa 15 anos de história em 2014. No ano passado lançou a sua menor lancha, a FS 180, que preenche uma lacuna do mercado com uma embarcação de pequeno porte que oferece características sofisticadas de acabamento e design. Com esse diferencial, A FS 180 então se tornou um dos maiores sucessos do estaleiro e desde o lançamento já teve 96 unidades fabricadas em nove meses. Em sua maioria, De acordo com Renato, a maioria das lanchas pequenas fabricadas no Brasil são projetadas buscando o baixo custo de fabricação, sendo boa parte delas modeladas artesanalmente por estaleiros de pequeno porte. Indo na contramão dessa tendência, a FS180 possui características e materiais utilizados em embarcações de porte maior, seja em critérios de qualidade de construção, ou acabamento final. “Essa visível qualidade final da embarcação, aliada à tradicional marca FS Yachts, fizeram da FS180 uma das melhores opções do segmento”. A 18 pés possui proa sextavada, seguindo uma nova tendência mundial de embarcações de grande porte, que oferece design diferenciado e funcionalidade com mais espaço a bordo na proa sem comprometer a navegação. O casco da embarcação é alto, com um “V” agressivo na proa e apenas uma pequena faixa de convés. As linhas laterais evidentes também seguem uma tendência mundial automotiva de vincos geométricos bem definidos e a largura das réguas laterais oferece estabilidade na navegação, possibilitando curvas com raio curto sem adernar. Essas características permitem que a embarcação não fique limitada às águas abrigadas, mas também possa navegar em águas costeiras. A embarcação possui adesivos externos Chrome metálicos, ao invés dos tradicionais resinados utilizados nas embarcações, e já vem com a torre de esqui, ducha de água doce, para-brisas de alumínio e vidro, bancos giratórios e estofamento em diversas opções de cores de série. Com capacidade de atender confortavelmente sete pessoas, o convés segue o desenho geométrico da linha externa, no estofamento e nas peças metálicas. A altura do costado e do para-brisas oferece aos passageiros segurança e conforto. o proprietário da 18 pés é o marinheiro de primeira viagem, porém sua versatilidade atrai diferentes públicos. “Provavelmente é um dos barcos mais versáteis de nossa linha, pois atrai jovens que entram para comprarem uma lancha ao invés de um jet ski, ou a família que busca começar na náutica com um barco que não gere muito custo, para depois trocar por um maior, ou o praticante de wakeboard e esqui aquático”, explica Renato Renato Affe Gonçalves, diretor comercial da FS Yachts. O modelo está disponível no mercado a 60 mil reais, pronta para navegar. Comprimento total 5,33m Boca 2,22m Peso sem motor 450 kg Passageiros 7Capacidade do tanque de combustível 80 L Motorização 60 a 130HP Especificações técnicasA FS 180 possui características e materiais utilizados em embarcações de porte maior na construção e no acabamento final. CARA DE 18, ESTRUTURA DE 30 CONFORTO PARA SETE PESSOAS PERFILNáutICO 73
  38. 38. QUEST 268O bass boat mais vendido, agora ainda melhor Por Redação Fotos Divulgação PERFILNÁUTICO74 PERFILNÁUTICO 75 C ampeão de vendas da Quest Boats, o 268 do estaleiro paranaense chega em 2014 repaginado e com ainda mais atrativos para os praticantes de pesca esportiva. Parte de uma reformulação da linha de nove barcos Bass Boats da Quest, o objetivo é oferecer um portfólio mais diversificado e para as diferentes necessidades do pescador esportivo. Ainda para este ano dois novos modelos serão lançados, o que marca a expansão e o novo fôlego da marca, que completa 20 anos. Focados em atender esse mercado restrito, porém em amplo crescimento, a Quest prioriza ergonomia, estabilidade e desempenho de navegação de seus barcos. A nova versão do 268 traz novo cockpit, trazendo o perfil do modelo 290 para os demais barcos da linha e, dessa forma, marcando o início da nova identidade dos Bass Boats da Quest. O 268 se destaca principalmente para a pesca com iscas artificiais, caracterizado por ser um barco de excelente custo- benefício. Confortável quando está na água, apresenta qualidade de navegação e estabilidade. Destaca-se pela facilidade de ser transportado e até carros de motor 1.8 são capazes de rebocá-lo. Com a possibilidade de motorização de popa de 90hp até 175hp, o 268 da Quest vem com carpete náutico de série, painel com três teclas e cockpit duplo, com o assento do passageiro facilmente removível, além de pintura gliterizada personalizada, cunhos de amarração em inox, porta-luvas e geladeira. Ainda há três bancos para passageiros, com para-brisa removível em acrílico e porão de popa para armazenamento de combustível, salvatagem e baterias. Para a pesca esportiva, possui bomba de aeração de viveiro, porta-varas até 7 pés, porão dianteiro para tralhas de pesca e mais três caixas estanques de armazenamento de equipamentos. Há ainda viveiro com aeração para a manutenção do peixe vivo. Apesar de ser um Bass Boat originalmente específico para águas abrigadas e doces, segundo Miguel, aqui no Brasil os modelos Quest podem ser utilizados em baías para a pesca de robalos, por exemplo, um dos peixes mais esportivos do nosso país. Essas mudanças marcam a nova direção da Quest, sob o comando de Miguel Tomaz, e vão além do design. “Estamos colocando em linha de fabricação nova tecnologia de laminação, que faz com que nossos barcos sejam mais leves e ainda mais resistentes do que os fabricados atualmente”, conta. Para garantir a qualidade, a maioria dos materiais – carpete, puxadores, glitter, gel, etc. – é importada dos mesmos fornecedores que as fábricas norte-americanas de Bass Boats. “A Quest existe há 19 anos e tem a permissão de fabricar todos os modelos Bass Boats norte-americanos. Hoje eles já podem ser considerados totalmente nacionais, já que passaram por processos de modelagens para se adequar às necessidades dos pescadores brasileiros. A experiência de nossos clientes faz com que a cada dia nossos Quests sejam melhorados, nossa equipe não para nunca de trabalhar e o objetivo é nos aproximar ao máximo da perfeição”. O MAIS PEDIDO Comprimento total 5m Boca 2,10m Peso sem motor 400 kg Passageiros 4Capacidade do tanque de combustível 84 L Potência recomendada 90 a 150HP Especificações técnicas PERFILNáutICO 75
  39. 39. Por Redação Fotos Divulgação PERFILNÁUTICO76 PERFILNÁUTICO 77 Comprimento total 6,25m Largura 2,59m Calado 63,5 cm Peso 1723 kg Capacidade do tanque de combustível 147 L Motorização básica 330 HP V8 Especificações técnicas U ma alternativa para as lanchas esportivas, a Moomba, marca popular de wakeboard nos Estados Unidos, chegou ao Brasil em 2010 por meio da Wake na Veia. Com uma característica diferente das demais marcas que estão no país, a Moomba oferece tudo que um barco da categoria deve ter, porém com a promessa da melhor relação custo X benefício do mercado. Agora para 2014 o lançamento é a Moomba Mondo, uma espaçosa 20,6 pés. Segundo o wakeboarder multicampeão Mario Manzoli, responsável por trazer a marca ao país, a Moomba tem o conceito de ser o melhor barco de wake possível, com o menor preço. “Eles usam a melhor tecnologia, os melhores Modelo chega ao mercado de wakeboard e wakesurf com design arrojado do casco e itens essenciais para prática de esportes aquáticos já de fábrica. Caracteriza-se por possuir uma espaçosa área interna que acomoda de forma confortável 13 pessoas. Importado para o Brasil com possibilidade de personalização, a Mondo oferece três tipos de motorização, diversos adicionais para estilizar a aparência da lancha, além de sonorização e acessórios customizados. Já de fábrica, o barco traz instrumentação completa, sistema de lastro, piloto automático, torre de wake, flap hidráulico e carreta rodoviária original. O valor da importação começa em 103.200,00 dólares. O casco moderno de 2,59 metros de largura em V profundo com lateral mais elevada, somado ao novo sistema Flow, torna o barco uma ótima opção não apenas para a prática do wakeboard, mas principalmente para wakesurf. O sistema faz da marola desse barco uma das melhores da categoria, além de proporcionar uma navegação mais suave. O barco ainda conta com as tecnologias Wakeplate e Gravity III. materiais de construção e acabamento, mas conseguem ter um custo muito competitivo pelo processo de produção extremamente eficiente”. Entretanto, vale ressaltar que com o enorme mercado de barcos americano eles conseguem atingir esse baixo custo graças à grande escala de produção. Lá são produzidos cerca de 1500 barcos por ano, enquanto por aqui as marcas nacionais produzem cerca de 30.O desafio inicial, no entanto, foi introduzir a marca no país, mas depois de relacionamento junto a escolas de wake, foi sucesso de vendas e já conta com mais de 30 barcos vendidos. Os modelos lançados no Brasil são a Mojo 2.5, Outback V, Mobius LSV e agora a Mondo. Moomba Mondo 2014Mais wake por menos MOOMBA MONDO POR QUE A MELHOR MAROLA? FLOW – Sistema mecânico com falsos que serve para formar a marola. GRAVITY III – Sistema automático de lastro, que, ao apertar o botão no painel, enche automaticamente 600 litros de água em cerca de 5 minutos e aumenta o tamanho da marola. WAKEPLATE – Flap hidráulico com acionamento no painel que ajuda o barco nas arrancadas e para configurar o formato da marola para cada modalidade ou de acordo com a preferência de quem está na água. PERFILNáutICO 77
  40. 40. PERFILNÁUTICO78 PERFILNÁUTICO 79 Para todos os gostoslazer e esporte para diferentes estilos Por Redação Fotos Divulgação www.gibbssports.com www.sea-doo.com.br www.yamaha-nautica.com.br www.powerski.com.br O anfíbio Opremiado O lançamento O radical Pensando em unir a moto ao jet ski, a GIBBS Sports criou o Quadski: um verdadeiro automóvel anfíbio que pode transitar tanto na terra como na água. Ele é equipado com um motor DOHC da BMW de 1,3 litros, quatro cilindros, 16 válvulas e 1.300 cilindradas. Esse é o mesmo equipamento usado na moto K1300 da marca. São 140 cavalos de potência quando o quadriciclo está na água e 80 cavalos nos momentos que o jet ski corre no asfalto. A velocidade máxima é de cerca de 72 km/h em qualquer terreno. A moto aquática Sea-Doo RXT-X 260 foi eleita pela Jet Ski Magazine a melhor de 2013. O destaque da máquina é sua alta performance. A estabilidade proporciona que a máquina “devore” as águas com um desempenho impressionante, sendo que cada detalhe é resultado de um design meticuloso, que ganha força por meio do motor Rotax e agilidade com o exclusivo casco T3. Para 2014 a Yamaha apresentou três novos modelos de Jets, dentre eles o FX Cruiser com o motor SVHO (Super Vortex High Output), que apresenta mais força e performance, com o aumento da potência de 20% em comparação com o top de linha da Yamaha do ano passado (FX Cruiser SHO). O californiano Bob Montogomery, que foi o primeiro distribuidor mundial autorizado da Kawasaki, desenhou e desenvolveu os primeiros protótipos do PowerSki, um sucessor do jet ski mais radical. Em 2008, o PowerSki ganhou melhorias e conta atualmente com um motor em alumínio 15 hp. O PowerSki combina uma alta relação de aceleração/peso com um design próprio e uma localização do centro de gravidade que se mantém estável em qualquer velocidade. O design também permite o planeio em alta velocidade e curvas com força G em grande aceleração com simples mudanças de movimentos feitas pelo piloto.
  41. 41. PERFILNÁUTICO80 PERFILNÁUTICO 81 CONTEST 42 CSRespeitado entre velejadores, reconhecido pela mídia Por Angelo Sfair Fotos Divulgação P remiado nas categorias “Iate de Luxo” e “Barco Importado” do ano por duas importantes revistas especializadas da Europa e dos Estados Unidos, o veleiro Contest 42CS é um barco que merece muito respeito. Esse projeto revela toda a experiência de 50 anos construindo veleiros clássicos do renomado estaleiro holandês Contest Yachts e destaca-se por suas linhas limpas e pelo bom desempenho. Observando o projeto, nota-se a sua agressividade e a alta tecnologia imposta em cada detalhe. Um barco contemporâneo desde a sua concepção, equipado com o que há de mais novo no mundo náutico sem perder a característica de luxo e conforto do estaleiro. O júri que elegeu o 42 pés da Contest como o Barco Europeu do Ano na categoria Iate de Luxo resume em uma frase o que representa esse veleiro: “Ele traz o ambiente de um cruzeiro de luxo de 60 pés para um tamanho que pode ser comandado por uma pequena tripulação. O excelente desempenho do veleiro é incomparável”. Dada a ótima navegabilidade aliada a todas as características que fazem desse yacht um campeão, o que não faltam são elogios em fóruns, blogs e redes sociais dos próprios velejadores para esse luxuoso veleiro de cruzeiro. Isso tudo por um valor que não chega a 400 mil euros. Os veleiros da Contest ainda não estão disponíveis em águas brasileiras, mas aqui trazemos um pouquinho do que esse campeão tem. Linhas clássicas marcam os veleiros do tradicional estaleiro holandês que inova em tecnologia e design no 42 CS. PERFILNáutICO80
  42. 42. PERFILNÁUTICO82 PERFILNÁUTICO 83 Comprimento total 12,85m Boca 4,15m Calado 1,8 m Deslocamento 11.000kg Altura do mastro 22,09 m Vela grande 57m2 Capacidade do tanque de combustível 250 L Capacidade do tanque de água 480L Genoa 108% 47 m2 Motorização Yanmar 54 HP Especificações técnicas Além dos diferenciais de design e tecnologia, o Contest 42CS é um barco projetado para ser um excelente navegador. O layout do convés é limpo e organizado, e o desempenho do conjunto de velas não deixa nada a desejar. São três opções que se adaptam às pretensões do proprietário. Para quem aprecia a tranquilidade, a versão Shorthanded possui um guincho central no cockpit localizada ao lado do leme para operar a vela. Já o layout Cruising prioriza o conforto, dando mais espaço para a cabine. A terceira opção é a Performance: ideal para quem gosta de velocidade. Esta última versão apresenta alguns detalhes, como a disposição do cockpit e do leme, que maximiza a velocidade potencial. A plataforma de carbono sustenta bem as grandes velas. Elas têm o tamanho necessário para que o usuário sinta-se seguro a bordo, e prometem uma boa navegação até mesmo para mares agitados. O Contest 42CS é, também, um barco com grandes opções de customização. É possível construir, dentre as possibilidades pré-estabelecidas, um veleiro para a família ou um veleiro de alto desempenho. As personalizações podem ser feitas na parte externa, no cockpit e até mesmo no layout de popa. O objetivo é agradar desde as famílias com crianças a bordo até aos mais experientes marinheiros que procuram um barco à vela de última geração. DESEMPENHO DE VELEJO Marcado pela simplicidade e linhas diretas, o 42CS de tão simples torna-se ousado. Caracteriza-se por ser uma embarcação rápida, moderna, elegante e de altíssima qualidade construtiva. Um dos jurados do concurso “Barco Importado do Ano” da revista Cruising World destacou a solidez da construção e a segurança que o Contest 42CS oferece. O Constest 42CS dá um grande passo à frente no quesito contemporaneidade. O barco está pronto para esta geração, que se acostumou com o conforto das novas tecnologias. O sistema digital das operações básicas do barco, por exemplo, é completamente integrado e permite ao usuário controlar as ações pelo seu celular – via internet ou SMS. Há também uma ampla gama de opções de layout de interiores criados em parceria com os arquitetos de interiores “Wetzels Brown”, de Amsterdã. O barco pode se adaptar ao gosto do proprietário com três layouts para as áreas de popa e deck e cinco para a seção a meia-nau. Os diferentes layouts permitem escolher se nas cabines vão caber quatro ou seis pessoas, se a geladeira vai ficar na porta a estibordo, o tamanho da cabine master, o tamanho do local para guardar as velas, entre outros. Essa flexibilidade é um ponto chave que fez a Constest 42CS destacar-se em concursos e avaliações. CONTEMPORÂNEO O Contest 42CS é, também, um barco com grandes opções de customização. É possível construir, dentre as possibilidades pré -estabelecidas, um veleiro para a família ou um veleiro de alto desempenho. PERFILNáutICO 83
  43. 43. PERFILNÁUTICO84 PERFILNÁUTICO 85 entrevista Arjen Conijn Diretor da Contest Yachts Conversamos com o diretor da Contest Yachts sobre o projeto e a pretensão de chegar ao Brasil. Perfil Náutico: Quais são os diferenciais da Contest Yachts? Arjen Conijn: A última geração de barcos da Contest foi criada em resposta à crescente demanda por mais competitividade nesta faixa de tamanho de veleiros, com lemes gêmeos e diferentes layouts de cockpit e de popa. O 42CS faz parte da melhoria contínua da frota da Constest, que estende até o 72CS. Além dos veleiros, inclui-se também uma lancha de 52 pés. PN: É um barco que se adaptaria ao público brasileiro? AC: Sim, claro! É um veleiro ideal para pessoas que valorizam o desempenho e o design. Dessa forma, criamos a solução na faixa de 42 pés para quem gosta de navegar de uma maneira esportiva. Mas quem gosta de navegar com a família, podemos oferecer uma versão de layout com o máximo de espaço na cabine. PN: Podemos ver o 42CS na costa brasileira? AC: Por enquanto, o 42CS mais próximo da costa brasileira está no Caribe. PN: Como você analisa o mercado náutico no Brasil? AC: É um mercado emergente. Isso pode ser interessante para a Contest nos próximos anos.
  44. 44. PERFILNÁUTICO 87 a proposta da Aguz MarinePor Ana Luísa Pereira Fotos Divulgação O estaleiro promete exclusividade e tecnologia para o navegador brasileiro P ersonalização, experiência, tecnologia e sofisticação. Essas são as palavras -chave que definem o estaleiro Aguz Marine. Situado na zona industrial de Diadema, em São Paulo, o estaleiro entrou no mercado náutico brasileiro para mostrar que um bom barco se faz com experiência sólida em construção naval e, principalmente, atendendo aquele que mais importa: o cliente. “Os clientes Aguz geralmente são navegadores experientes, que sabem apreciar a diferença na qualidade de construção e acabamento, que geram excelente navegação, com velocidade e ao mesmo tempo com estabilidade, suavidade e navegação seca”, afirma Rogério Amodio, diretor de marketing, vendas e novos negócios da Aguz Marine. O estaleiro produz atualmente dois modelos, Aguz 29 e Aguz 39, que são bastante adaptáveis a esportes aquáticos e também enfrentam mares mais altos devido à qualidade de navegação e estabilidade. Para atender o cliente com excelência, a Aguz conta com mais de 20 anos de experiência de seus profissionais tanto na área de produção, quanto na administrativa e comercial. “Temos três anos de mercado, mas muito tempo de experiência de uma equipe unida e muito capaz, que faz a diferença na qualidade de construção e acabamento das lanchas. Somos um estaleiro sólido, que faz parte de um grupo de empresas que atuam em diferentes ramos há mais de 55 anos no mercado brasileiro”. “Os clientes Aguz geralmente são navegadores experientes, que sabem apreciar a diferença na qualidade de construção e acabamento, que geram excelente navegação, com velocidade e ao mesmo tempo com estabilidade, suavidade e navegação seca.” PERFILNáutICO86 www.aguzmarine.com.br
  45. 45. É pensando no cliente que o estaleiro põe em prática um dos conceitos que mais se adaptam ao perfil do exigente navegador brasileiro, a personalização. “Há que se diferenciar a verdadeira personalização, que não se trata de mudança de simples equipamentos e motores, ou a mudança da cor da lancha. Cada navegador é único e usa a embarcação de uma forma diferente”, afirma Rogério. É pensando assim que o estaleiro proporciona aos seus clientes a possibilidade de uma personalização em que ele possa decidir qual a planta, a organização, os equipamentos, a motorização e as cores deseja utilizar. O objetivo é oferecer a possibilidade da lancha seja ‘a cara’ do cliente. Outra característica do estaleiro é oferecer embarcações de menor porte com sofisticação. Atuando hoje com lanchas de 29 e 39 pés, a ideia é trazer a possibilidade de uma segunda embarcação de porte menor para aqueles que já possuem barcos maiores e querem uma opção mais prática para navegar. Para atingir bons resultados, o estaleiro foi buscar na Itália, em 2010, uma parceria com um dos mais importantes estúdios italianos de design de barcos da atualidade, o Ferragni Proggetti Yacht Design, que, mesmo estando longe, conseguiu traduzir exatamente o que os brasileiros buscam hoje em um barco. “A Aguz Marine tem recebido inúmeros admiradores que vislumbram no projeto arrojado e, ao mesmo tempo, sofisticado e inteligente das nossas lanchas, uma forma de ter luxo e boa apresentação sem ter que investir num barco maior”. Tecnicamente também a Aguz Marine traz aos seus clientes segurança ao navegar, ao trabalhar com uma equipe que possui sólida experiência na construção naval. Com profundo conhecimento em compostos de fibra de vidro construídos on -off, ou moldes-fêmea, o estaleiro trabalha com o sistema de laminação por infusão, trazendo às suas lanchas alta qualidade aliada a um acabamento cuidadoso. “O mercado náutico brasileiro dá cada vez mais importância ao conjunto completo da obra, com preço justo e garantia local. A qualidade, segurança, design e comportamento na água têm sido cada vez mais avaliados pelos compradores como pontos importantes, o que mostra amadurecimento dos consumidores”, finaliza Rogério. Para o futuro próximo já estão sendo desenvolvidos três novos projetos de lanchas de esporte e recreio para oferecer ao mercado, entre modelos Open, HT e Flybridge. personalização estilo italiano TÉCNICA NAVAL BARCOS BtoB – Outros dois ramos de atuação que mostram o empreendedorismo do estaleiro são a navegação comercial e produção de embarcações para outras marcas. “A Aguz Marine acabou de criar a divisão de barcos de serviço, que irá oferecer barcos para transporte de passageiros (sofisticado ou simples), transporte de carga pequena, patrulha, salvamento, e barcos para treino (Pilot Boats). Além disso, já fabrica embarcações para outras marcas, por exemplo, para a GT Boats”. PERFILNÁUTICO 89

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