S imun3-110203112621-phpapp01

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S imun3-110203112621-phpapp01

  1. 1. Sistema Imunitário III
  2. 2. Mecanismos de defesaMecanismos de defesa • Defesas específicas ou imunidade adquirida. • Imunidade humoral ou imunidade mediada por anticorpos • Imunidade celular ou imunidade mediada por células
  3. 3. DefesaDefesa específicaespecífica É desencadeada alguns dias após o início da invasão de agentes patogénicos. É dirigida de uma forma específica e eficaz contra um determinado agente agressor - antigénio. Ao contrário do que acontece com a defesa não específica, a resposta do organismo melhora a cada novo contacto. Verifica-se especificidade e memória.
  4. 4. DefesaDefesa específicaespecífica Antigénio Molécula que é capaz de desencadear uma resposta específica de um linfócito. Podem ser moléculas pertencentes a vírus, bactérias, protozoários, parasitas. Podem ser moléculas estranhas ao organismo como as que se encontram no pólen, no pêlo dos animais ou nas células de tecidos transplantados. Possui várias regiões capazes de serem reconhecidas pelas células do sistema imunitário - determinante antigénico ou epítopo. ANTIGÉNIOS As principais células que intervêm na defesa específica do organismo são os linfócitos.
  5. 5. DefesaDefesa específicaespecífica
  6. 6. DefesaDefesa específicaespecífica Linfócitos B e Linfócitos T Ambos são produzidos a partir de células estaminais na medula óssea (ou no fígado durante o período fetal). Inicialmente são iguais mas posteriormente sofrem um processo de maturação. Os linfócitos que migram da medula para o timo dão origem aos linfócitos T - Imunidade celular - Os linfócitos que permanecem na medula óssea e aí continuam o seu processo de maturação dão origem aos linfócitos B - Imunidade humoral -
  7. 7. DefesaDefesa específicaespecífica Durante o processo de maturação os linfócitos B e T adquirem moléculas específicas receptoras de antigénios. Passam a ser capazes de participar na resposta imunitária e por isso são designados por imunocompetentes. Adquirem também a capacidade de distinguir o que é próprio do que é estranho ao organismo. Imunocompetência Seguidamente, passam para a circulação sanguínea e linfática e acumulam-se em órgãos como o baço e os gânglios lifáticos.
  8. 8. DefesaDefesa específicaespecífica Os linfócitos que apresentam receptores para antigénios próprios são eliminados, caso contrário desenvolver- se-ia uma acção do sistema imunitário contra o próprio organismo.
  9. 9. Cada pessoa tem uma grande diversidade de linfócitos B e T com diferentes receptores permitindo reconhecer um número incalculável de antigénios. DefesaDefesa específicaespecífica
  10. 10. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral. Linfócito B
  11. 11. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral. A imunidade humoral é mediada por anticorpos que circulam no sangue e na linfa e que são produzidos após o reconhecimento do antigénio por linfócitos B. Um anticorpo é uma proteína (solúvel) específica, produzida em resposta à presença de um antigénio com o qual reage especificamente.
  12. 12. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral. 2 Após a ligação antigénio - receptor, verifica-se a activação dos linfócitos que possuem esse tipo de receptor; Os linfócitos multiplicam-se originando-se 2 tipos de clones: 3 Plasmócitos - de vida relativamente curta produzem anticorpos que se difundem através do sangue e da linfa. 4 Células memória - permanecem vivas durante um longo período de tempo, prontas a responder quando necessário. 1 Os linfócitos B reconhecem os antigénios através de receptores específicos.
  13. 13. Anticorpos Os anticorpos são cadeias polipeptidicas designadas por imunoglobulinas (Ig). Tem a forma de um Y e são formadas por 4 cadeias polipeptídicas. 2 cadeias pesadas e 2 cadeias leves. Possuem: Uma região constante, muito semelhante em todas as imunoglobulinas Uma região variável, distinta e própria de cada tipo de anticorpo. É nesta região que se estabelece a ligação com o antigénio. formando o complexo antigénio-anticorpo. Dado a sua forma de Y, cada anticorpo tem 2 regiões variáveis e por isso 2 locais de ligação ao antigénio. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  14. 14. Estrutura de um anticorpo. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  15. 15. Tipos de imunoglobulinas (anticorpos). Atravessam a placenta e conferem imunidade ao feto . Existem na saliva, suor, lágrimas e leite materno. Ligam-se aos basófilos e mastócitos e estimulam a libertação de histamina que pode desencadear reacções alérgicas. Encontram-se essencialmente na superfície dos linfócitos B, funcionando como receptor de antigénios O facto de ser formado por 5 unidades torna-o muito eficaz no combate inicial aos microrganismos IgG IgA IgE IgD IgM Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  16. 16. Reacção antigénio - anticorpo. Os anticorpos, ao ligarem-se aos antigénios, formam o complexo antigénio- anticorpo. Geralmente os anticorpos não reconhecem os antigénios como um todo. O anticorpo identifica regiões localizadas na superfície de um antigénio determinantes antigénicos ou epítopos. Alguns antigénios tem muitos determinantes antigénicos diferentes. Assim uma simples molécula ou uma bactéria, por ex. pode estimular a produção de diferentes anticorpos. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  17. 17. Os anticorpos actuam sobre os antigénios de várias formas: Neutralização. Os anticorpos fixam-se sobre os vírus ou toxinas bacterianas impedindo-os de penetrar nas células. Estes complexos podem ser depois destruídos por fagocitose. Aglutinação. Os anticorpos ligam-se aos determinantes antigénicos formando complexos de grandes dimensões que são rapidamente fagocitados. Precipitação. Processo semelhante à aglutinação mas com moléculas solúveis, como as toxinas, formando-se complexos insolúveis que são removidos por fagocitose. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  18. 18. Os anticorpos actuam sobre os antigénios de várias formas: Activação do sistema de complemento. O complexo anticorpo-antigénio activa uma das proteínas do sistema de complemento e desencadeia a reacção em cascata que activa todo o sistema, conduzindo à estimulização de fagocitose, lise celular e reacção inflamatória. Estimulação da fagocitose. Os macrófagos possuem receptores que reconhecem os anticorpos (especialmente a IgG) ligados aos antigénios sendo estimulados a realizar a fagocitose. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral.
  19. 19. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral. Actuação dos anticorpos
  20. 20. Imunidade mediada por anticorpos ou imunidade humoral. A presença do complexo antigénio-anticorpo amplifica a resposta inflamatória e a eliminação celular já iniciada de uma forma não específica.
  21. 21. Imunidade mediada por células ou imunidade celular Destruição de célula cancerosa por um linfócito T
  22. 22. É realizada com base na acção dos linfócitos T, que têm, também, capacidade de reconhecimento de antigénios. Tem início com a apresentação do antigénio aos linfócitos T. Esta apresentação pode ser realizada por: • macrófagos, que fagocitaram agentes patogénicos • linfócitos B • células infectadas por vírus • células cancerosas • células dendríticas. Imunidade mediada por células ou imunidade celular. célula dendrítica.
  23. 23. Como é feita a apresentação? Quando os macrófagos fagocitam e digerem agentes patogénicos, formam-se fragmentos de moléculas com poder antigénico, que se ligam às suas membranas. Imunidade mediada por células ou imunidade celular. Ligam-se às proteínas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) dos macrófagos formando um complexo antigénio-MHC, que é apresentado aos linfócitos T, tornando-os activos.
  24. 24. • Linfócitos T citolíticos ou T citotóxicos, (Tc) • Linfócitos T auxiliares (Th) • Linfócitos T memória (Tm) Imunidade mediada por células ou imunidade celular. Uma vez activados, os linfócitos T dividem-se e diferenciam-se em diferentes tipos de células T.
  25. 25. Linfócitos T citolíticos ou T citotóxicos, (Tc) ou CD8 Actuam directamente, reconhecem as células infectadas e células cancerosas e destroem-nas por indução da lise celular produzindo para tal compostos químicos tóxicos ( perforina). Imunidade mediada por células ou imunidade celular.
  26. 26. LinfócitosT auxiliares (Th) ou CD4 Auxiliam tanto na imunidade celular como na imunidade humoral. Libertam mediadores químicos (citoquinas) que estimulam a capacidade defensiva de outras células como, fagocitos, linfócitos B e outros linfócitos T. Imunidade mediada por células ou imunidade celular.
  27. 27. Imunidade mediada por células ou imunidade celular. Linfócitos T memória (Tm) Células inactivas que ficam aptas a responder a uma nova exposição ao mesmo antigénio.
  28. 28. Imunidade mediada por células ou imunidade celular.
  29. 29. Os linfócitos T circulam no sangue e na linfa atacando células infectadas por bactérias, vírus, fungos e protozoários. Protegem o organismo contra as suas próprias células, ou seja as que se tornaram cancerosas. São, também, responsáveis pela rejeição, que ocorre quando se efectuam implantes de tecidos (enxertos) ou transplantes de órgãos. Imunidade mediada por células ou imunidade celular. Interacção entre um linfócito Tc e uma célula cancerosa
  30. 30. Porque é que ocorre a rejeição dos transplantes? A rejeição ocorre porque o tecido ou órgão transplantado possui antigénios na superfície das células, diferentes das do indivíduo receptor. Ao detectar a presença de corpos estranhos, os linfócitos T ficam activos e produzem substâncias capazes de destruir as células estranhas. Imunidade mediada por células ou imunidade celular.
  31. 31. Para tentar minimizar os efeitos da rejeição • Tenta-se encontrar um dador que possua a maior identidade bioquímica possível com o receptor. Para isso, verifica-se a semelhança que existe entre os antigénios do complexo maior de histocompatibílidade (MHC). • Após o transplante, são ministradas drogas que suprimem a resposta imunitária. Mas como essas drogas são pouco selectivas, tornam os indivíduos mais vulneráveis a infecções e ao desenvolvimento de certos tipos de cancro. • Actualmente, a comunidade científica tenta desenvolver drogas imunossupressoras mais específicas, procurando inibir apenas os tipos de linfócitos que estão envolvidos no processo de rejeição. Imunidade mediada por células ou imunidade celular.
  32. 32. Memória imunitária. O primeiro contacto do organismo com um antigénio origina uma resposta imunitária primária, durante a qual são activados linfócitos B e T que se diferenciam em células efectoras e células de memória. Eliminado o antigénio, as células efectoras desaparecem, mas as células de memória permanecem no organismo. Resposta imunitária primária
  33. 33. Memória imunitária. Num segundo contacto com o mesmo antigénio, as células memória dão origem a uma resposta imunitária secundária, mais rápida, intensa e prolongada. A capacidade do sistema imunitário reconhecer o antigénio e produzir uma resposta imunitária secundária designa-se memória imunitária. Resposta imunitária secundária
  34. 34. Memória imunitária. Como o organismo já possui células de memória reage de uma forma mais intensa e rápida, impedindo o aparecimento dos sintomas de doença. Assim, algumas doenças só nos afectam um vez na vida. Como a produção de anticorpos requer a multiplicação de um determinado linfócito B, demora alguns dias até que atinja os valores máximos; entretanto, desenvolve-se um estado infeccioso. Todo o processo inicia-se novamente quando em contacto com um novo antigenio, desconhecido para o nosso organismo. Como se explica a existência de mecanismos de memória imunitária?
  35. 35. Memória imunitária. Imunização A memória imunitária desenvolve-se após um primeiro contacto com o antigénio, conferindo imunidade ao indivíduo. A imunidade pode : . desenvolver-se naturalmente . ser induzida - imunidade activa - através das vacinas - imunidade passiva - Por administração directa de anticorpos específicos
  36. 36. Memória imunitária. Uma vacina é uma solução preparada com antigénios tornados inofensivos, ex:microrganismos mortos ou atenuados ou toxinas inactivas. A vacina desencadeia no organismo uma resposta imunitária primária e formam-se células de memória. Vacinas Soros com anticorpos específicos Administra-se anticorpos retirados do plasma de indivíduos que já estiveram em contacto com esse antigénio ou de animais que foram expostos a esse antigénio - soros imunes. Ex: tétano, envenenamento resultantes de mordeduras de cobra. Nestes casos as toxinas produzidas pelo bacilo do tétano ou da cobra tem um efeito fulminante, podendo conduzir à morte antes que possam ser produzidos anticorpos.
  37. 37. Interacção das células do sistema imunitário
  38. 38. QUESTIONÁRIO 1. Um antigénio... a. é uma bactéria patogénica. b. é um vírus. c. é uma molécula do próprio organismo. d. é uma molécula estranha ao organismo. e. todas as opções anteriores são falsas. 2. A imunidade humoral é da responsabilidade dos... a. neutrófilos. b. eosinófilos. c. basófilos. d. linfócitos B. e. linfócitos T. 3. Os anticorpos... a. são moléculas estranhas ao organismo. b. são moléculas altamente específicas. c. fazem parte do sistema de complemento. d. ligam-se de forma não específica aos anticorpos. e. são um conjunto de moléculas que apenas estimulam a fagocitose. X X X
  39. 39. QUESTIONÁRIO 4. Uma segunda resposta imunitária a uma mesma infecção é sempre mais rápida graças à presença de... a. linfócitos B. b. neutrófilos. c. células-memória. d. plasmócitos. e. macrófagos. 5 As vacinas são fluidos que... a. contêm anticorpos. b. contêm agentes patogénicos activos. c. não contêm agentes patogénicos. d. nunca levam ao desenvolvimento de uma doença. e. contêm agentes patogénicos mortos ou atenuados. X X

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