Successfully reported this slideshow.
Your SlideShare is downloading. ×

Alterações Vocais em Profissionais da Voz: Classificação e Epidemiologia

Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Ad
Upcoming SlideShare
Edição 14
Edição 14
Loading in …3
×

Check these out next

1 of 23 Ad
Advertisement

More Related Content

Recently uploaded (20)

Advertisement

Alterações Vocais em Profissionais da Voz: Classificação e Epidemiologia

  1. 1. ALTERAÇÕES VOCAIS EM PROFISSIONAIS DA VOZ: CLASSIFICAÇÃO E EPIDEMIOLOGIA Pedro Melo Pestana Terapeuta da Fala PMP Terapia, Esposende, Portugal ppestana@pmpterapia.pt 19 de Maio de 2017 V JORNADAS DOS MEIOS COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA EM ORL
  2. 2. Introdução Alteração vocal • Doença profissional; lesão ocupacional • Impacto negativo nas carreiras, na cultura e nos lucros das empresas (Sataloff, 2014) • Para alguns profissionais vocais uma disfonia simples representa uma alteração significativa funcional e da qualidade de vida relacionada com o trabalho (Woo, 2015) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  3. 3. 2011
  4. 4. Classificações da utilização da voz Kaufman e Isaacson 91 I - Profissionais de elite II - Profissionais da voz III - Profissional não vocal IV Não profissional não vocal Vilkman 00 Carga vocal Qualidade vocal Shewell 09 I - Supporters II – Callers III - Transmitters IV - Informers V – Leaders and vendors VI - Interpreters Sataloff 14 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  5. 5. Classificações do impacto na ocupação • Sataloff 14 – propõe classificação como resposta à pouca especificidade e adequação das existentes WHO International Classification of Impairments, Disabilities and Handicaps; AMA’s Guides to the Evaluation of Permanent Impairment; CIF • Classes de 1 a 5, classificadas de acordo com • Audibility – capacidade de ser ouvido sobre um ruído de fundo • Intelligibilty – capacidade de articular e ligar sons da fala • Functional efficiency – capacidade de produzir e um débito de fala satisfatório • Converter a percentagem da alteração de voz/fala em percentagem de alteração da pessoa como um todo Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  6. 6. Epidemiologia • Prevalência – de quê? • alterações estruturais VS funcionais • diagnosticadas VS self-reported • passado VS presente • Factores de risco (Martins, 2012) • Intrínsecos: estilo de vida, personalidade, características individuais • Extrínsecos: exigência vocal, ruído ambiental, condições acústicas do local, qualidade do ar, factores ergonómicos Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  7. 7. Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  8. 8. • 146.7 millionlives • Disfonia primária ou secundária • 1.3% em 2008 -> 1.7% em 2012 • Mais novos com laringite • Mais velhos com lesões malignas • Neoplasias benignas 2.6x > no sector terciário • Neoplasias malignas 1.4x > na indústria de manufacturação • $900 milhões em laringoscopias Journal of Voice 2017 Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  9. 9. População geral História de disfonia - 29.9% Alterações da voz actuais - 6.6% 1% na população dos EUA Por ano (USA) - $300 milhões (Roy et al, 2005; Cohen et al 2012) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  10. 10. Professores Educadores Presentes – 11%; Passados – 57.7% Portugal – 10%; 57% (no último ano) Risco 5x > do que outros profs vocais Mulheres (38%) > homens (26%) Risco 3x > com + 50 anos; 2x > com +de 20 anos de actividade profissional (Santos et al, 2016; Vaz-Freitas, 2006; Roy et al 2004) Risco: feminino; 1º ciclo; disciplinas não-específicas; muitos alunos; não ter água; personalidade ansiosa; depressão; sinusite; RGE; gritar Proteção: 3º ciclo; Físico-química; sala com ventilação natural Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  11. 11. Cantores Passado:46.09%; I2 = 90.59% Estudantes– 21.76%; Professores – 55.15%; Clássico – 40.53%; Não-clássico – 46.96% Representam 11.5% dos profissionais da voz Teatro musical -51.9% VS Ópera – 40.5% VS CCM – 39.3% (Pestana, Vaz-Freitas e Manso, 2017; Phyland, 1999; Titze 1997) Estilo de canto; nível de conhecimento; movimentos associados ao canto; hábitos; estilo de vida; condições físicas do ambiente (Sataloff 2014; Martins, 2012) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017 2017
  12. 12. Actores Fenda glótica – 62%; hiperfunção – 59%; redução da onda mucosa – 55% 50% com queixas vocais depois de performance Muito frequentes – comportamentos vocais violentos e higiene vocal pobre (D’haeseleer et al, 2017; Lerner et al, 2013) Uso de voz excessivo Performances e ensaios muitas vezes intensos e prolongados Esforço físico da encenação e comportamentos abusivos (eg. grito, choro) Estilo de vida do actor (eg. jantar e deitar tarde) (Zeine & Waltar, 2002; Roy, Ryker, & Bless, 2000; Behlau et al., 2005) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  13. 13. Operadores de call-center Passado– 59% Presente – 27% 2x > probabilidade de mencionar sintomas Rouquidão é o sintoma mais mencionado (Devadas e Rajashekhar, 2013) Uso excessivo da voz; elevada carga horária Temperaturas extremas das salas; ar condicionado Ansiedade; conflitos Sedentarismo (Ferreira et al, 2008; Ferreira et al, 2008; Schneider-Stickleret al, 2011) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  14. 14. Jornalistas Locutores Passado – 34% Sintomas vocais – 66.7% (Cielo e Bazo 2008) Turnos longos e cansativos Estúdios pouco ventilados; reportagens em exteriores com condições adversas Ar condicionado Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  15. 15. Clero 8,6% a 15,9% (Verdolini & Ramig, 2001; Hočevar-Boltežar, 2009) Igrejas com uma má acústica Carga emocional elevada Carga vocal excessiva Falta de treino vocal Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  16. 16. Instrutores Treinadores Passado – 52% Fonoalgia – 68% Afonia – 28% a 44% Nódulos – 8% a 10% (Heidel & Torgerson, 1993; Long et al. 1998) Movimento físico constante em simultâneo com uma voz em esforço Necessidade de motivar os alunos Ruído da música e dos participantes Falta de treino vocal (Wolfe et al., 2002; Newman and Kersner, 1998) Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  17. 17. 2016 5407 sujeitos 1.4x > risco para self-reported 1.6x > risco para self-reported Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  18. 18. 2016 1º instrumento para voz ocupacional? Pedro Melo Pestana - Copyright 2017
  19. 19. ppestana@pmpterapia.pt http://voz.pmpterapia.pt Obrigado!

×