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1289687806 cp5 _dr4_globalização

  1. 1. CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE EFA NS / CP5
  2. 2. CP_5 DEONTOLOGIA E PRINCÍPIOS ÉTICOSComunidade GlobalConceitos-chave: nexo local/global; globalização. 􀂃 A globalização e as novas dimensões de atitudes: local, nacional, transnacional e global 􀂃 Internacionalização, transnacionalidade e os problemas éticos colocados pela globalização 􀂃 As ambivalências do processo de globalização, nomeadamente- Abertura de mercados: ética na competitividade- Esbatimento de fronteiras: ética para a igualdade/inclusão 􀂃 A construção de uma cidadania mundial inclusiva- Importância da criação de plataformas de convergência e desenvolvimento, com vista a uma integraçãoeconómica mundial- Dimensão ética do combate às desigualdades económico-sociais, no âmbito da globalização
  3. 3. O mundo globalizado que se vê hoje é ummundo cada vez menor, em relação àsdistâncias, as comunicações queencurtaram, dizem que a cada dia mais pareceque as distâncias deixam de existir Por qualquer ângulo que se olhe, percebemosque cada indivíduo vive hoje numa sociedademundial. As pessoas alimentam-se, vestem-se,moram, são transportadas, comunicam, divertem-se, por meio de bens e serviços mundiais,utilizando mercadorias produzidas pelocapitalismo mundial, globalizado.
  4. 4. Suponhamos que vai com os amigoscomer um hamburger e beber Coca-Colano McDonald’s. Em seguida, vai aocinema ver um filme de Steven Spielberg evolte para casa num carro Ford ou numautocarro Mercedes. Ao chegar, o telefonetoca. Você atende num aparelho fabricadopela Siemmens e ouve um amigolembrando-o de um videoclipe quecomeçou há instantes na televisão:Michael Jackson. Você corre e liga oaparelho da marca Mitsubishi. Ao terminaro clipe, decide ouvir um CD do grupoSimply Red gravado pela BMG AriolaDiscos, de propriedade da Warner, em seuequipamento Philips.
  5. 5. Veja quantas empresastransnacionais estiveram presentesnesse curto programa de algumashoras em apenas um dia. Na verdade,não há actividades que escapem aosefeitos da globalização do capitalismono mundo.
  6. 6. GLOBALIZAÇÃO O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização. Globalização ou mundialização é a interdependência de todos os povos e países do nosso planeta, também denominado "aldeia global". As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, rádio, TV, Internet e outros meios de comunicação. O mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de Setembro, ao atentado ao World Trade Center (as torres gémeas), à invasão americana ao Iraque, etc. Com toda essa tecnologia ao serviço da humanidade, dá a impressão que o planeta terra ficou menor. Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofrem influência directa dessa tal Globalização.
  7. 7. GLOBALIZAÇÃO Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e exportam para outros. Também podemos observar a fusão de empresas. Tudo isto tem como objectivo baixar os custos de produção e aumentar a produtividade. Assim, produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo. A Globalização analisada pelo lado económico-financeiro teve o seu início na década de 80, com a integração a nível mundial das relações económicas e financeiras, tendo como pólo dominante os Estados Unidos.
  8. 8. GLOBALIZAÇÃO Numa perspectiva mais restrita – essencialmente económica – o World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional de 1997 descreve o fenómeno da globalização como “a crescente interdependência económica dos países no âmbito mundial, mediante um volume crescente e uma variedade de transacções de bens, serviços e fluxos de capitais através das fronteiras e a mais rápida e ampla difusão de tecnologias
  9. 9.  Esse movimento de globalização ou mundialização da economia envolve, segundo a OCDE, três aspectos ou linhas distintas: a) A internacionalização ou desenvolvimento dos fluxos de trocas entre países (em vez de dentro de um mesmo país) – como no caso das uvas e pêssegos espanhóis, com odor mas sem sabor, em substituição da tradicional e saborosa fruta portuguesa. b) A transnacionalidade – na localização ou implantação de empresas e fluxos de investimento (deslocalização), dependente da liberdade de estabelecimento, e a procura de dimensão à escala mundial, dando lugar a um número e volume de fusões e aquisições sem precedente. c) E a globalização, propriamente dita, que corresponde à criação ou desenvolvimento de redes mundiais de produção, distribuição e informação.
  10. 10. ÉTICA E GLOBALIZAÇÃO“Os mesmos movimentos tanto podem conduzir a humanidade a horrores como a um futuro melhor” Václav Havel
  11. 11.  A globalização é um processo de abertura de mercados e de diminuir fronteiras, combinado com uma revolução de tecnologias. Um movimento que abre amplas perspectivas e potencialidades aos povos, mas que tem também custos e efeitos desfavoráveis para alguns, que é preciso enfrentar ou compensar e corrigir mediante políticas adequadas a nível nacional e mundial, mediante acções de cooperação internacional e uma oferta mais ampla e adequada de bens públicos globais.
  12. 12.  A globalização promove a eficiência e a inovação, cria riqueza ou prosperidade, conduzindo mesmo a uma maior igualdade em algumas sociedades e regiões do mundo. É a adaptação que envolve os padrões de produção, introduzidos por todos os povos ou sociedades, sendo a preocupação de que alguns grupos sociais, regiões ou países que não consigam acompanhar o processo sejam deixados para trás ou marginalizados.
  13. 13.  Nos países desenvolvidos o rendimento per capita triplicou no último meio século, o qual conheceu um período de liberalização de mercados e de movimentos de capitais e, ao mesmo tempo, de crescimento sem precedentes e que esse factor multiplicativo se aplica, com ligeira diferença, igualmente aos países em vias de desenvolvimento no seu conjunto. O que corresponde a dizer, a 4/5 da humanidade. Mas houve países também, nomeadamente na África a Sul do Sahará – com ligeiramente mais 1/10 da população mundial – que, praticamente, não participaram nessa melhoria. Assim, a disparidade de rendimentos per capita entre a 5ª parte mais rica da população mundial e a 5ª mais pobre, passou de 30 para 1 em 1960, para 74 para 1 em 1997, cavando-se fossos profundos de desigualdades entre países e regiões do globo.
  14. 14. Num dos seus World Economic Outlooks o FMI (1997) observa que a globalização tem servido para acentuar os benefícios das boas políticas e os malefícios das más políticas.E aponta como principais determinantes do sucesso no desenvolvimento:a) A qualidade da governação;b) A estabilidade macroeconómica;c) A abertura ao exterior e inserção na economia mundial;d) A defesa ou protecção do direito de propriedade;e) A qualificação da mão-de-obra.Sendo a abertura ao exterior, especialmente para os pequenos países ou economistas, talvez o mais importante.
  15. 15. Sendo a abertura ao exterior, especialmente paraos pequenos países ou economistas, talvez o maisimportante.Pensa-se, assim, que a primeira e mais importantedas tarefas a empreender para assegurar odesenvolvimento dos países mais pobres – e,também, a mais difícil – reside nas alterações que énecessário introduzir nesses mesmos países.Seja como for, os efeitos negativos da globalizaçãosobre alguns países e povos devem ser enfrentados,procurando diminui-los e compensá-los mediantepolíticas ou medidas apropriadas de cooperação porparte dos países mais avançados.
  16. 16. À cooperação multilateral é reconhecida comonecessária pelo menos em duas frentes.•A primeira respeita aos países menos desenvolvidosem risco de marginalização, pelo menos quandodispostos a introduzir ou adoptar políticas quepermitam tornar eficaz a ajuda recebida, muitoparticularmente os países mais pobres e altamenteendividados.•A segunda respeita à neutralização dos efeitossecundários negativos da globalização sobre essespaíses, como os respeitantes à degradação ambiental,aos problemas de saúde (epidemias e outros) e àsmigrações e situações de conflito.
  17. 17. Os países mais desenvolvidos e as organizaçõesinternacionais podem contribuir muito para amelhoria da situação ambiental e sanitária,nomeadamente através da promoção de investigaçãoorientada para a problemática destes países nosdomínios da saúde, da agricultura e do combate àdesertificação.Estes e outros problemas que se põem à escalamundial, mesmo quando não sejam novos ounecessariamente associados à globalização,reclamam o fortalecimento da chamada GlobalGovernance e uma maior e mais eficiente oferta de“bens públicos globais”.
  18. 18. Globalização
  19. 19. Eu conheço um país que tem uma das mais baixastaxas de mortalidade de recém-nascidos domundo, melhor que a média da União Europeia. Euconheço um país onde tem sede uma empresa que élíder mundial de tecnologia de transformadores. Masonde outra é líder mundial na produção de feltros parachapéus. Eu conheço um país que tem uma empresaque inventa jogos para telemóveis e os vende para maisde meia centena de mercados. E que tem também outraempresa que concebeu um sistema através do qualvocê pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala decinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeiraonde se quer sentar.
  20. 20. Eu conheço um país que inventou um sistemabiométrico de pagamentos nas bombas de gasolina euma bilha de gás muito leve que já ganhou váriosprémios internacionais. E que tem um dos melhoressistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazemoperações que não é possível fazer na Alemanha,Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo umarevolução no sistema financeiro e tem as melhoresagências bancárias da Europa (três bancos nos cincoprimeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimona investigação da produção de energia através dasondas do mar. E que tem uma empresa que analisa oADN de plantas e animais e envia os resultados para osclientes de toda a Europa por via informática.
  21. 21. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas quedesenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e destocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço umpaís que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA oupara outros clientes internacionais com o mesmo grau deexigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo depassar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar ummedicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é lídermundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz umvinho que “bateu" em duas provas vários dos melhores vinhosespanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas atrabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou edesenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartõespré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiuum conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade umpouco por todo o mundo.
  22. 22. O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele emque vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feitopor empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas porportugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, quefuncionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, porordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, PrimaveraSoftware, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, GrupoAmorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, DeimosEngenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services.E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos gruposPestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. Edepois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas noPaís, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicosportugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto dascasasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BPPortugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema emtempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo sãovendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
  23. 23. É este o País em que também vivemos. É este o País de sucessoque convive com o País estatisticamente sempre na cauda daEuropa, sempre com péssimos índices na educação, e comproblemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do Paísque está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que seatrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmospara o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. Demostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmenteo que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de umavelhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, porsua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos aomundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nostambém na situação de levar muitos outros portugueses a tentaremreplicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os mausexemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem tambémseguidos? Nicolau Santos, Director – adjunto do Jornal Expresso na Revista Exportar

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