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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Maio de 2019

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Edição de Maio de 2019 do Jornal Folha de São Pedro, o Jornal da Paróquia de São Pedro

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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Maio de 2019

  1. 1. A memória humana é fraca para guardar todos os nomes que a Mãe de Deus e nossa Mãe recebeu nesses milênios de Cristianismo. Uns datam dos primeiros sécu- los da era cristã; outros são contemporâneos nossos e, certamente no futuro, surgirão muitíssimos títulos que a criatividade humana há de gerar. Não podemos estranhar essa singularidade de Maria porque a sua personalidade é tão rica que não pode ser definida por uma, duas ou mais palavras.Apesar de ser invocada por expressões tão dife- rentes, elas nascem de uma só verdade: Maria é a Mãe do Filho de Deus, a se- gunda Pessoa da Santíssima Trindade. Apesar do dogma da maternidade divina só ser oficialmenteproclamadopela Igreja no Concílio de Éfeso, em 431 d.C., as comunidades cristãs já endereçavam suas preces à Mãe de Jesus, sem- pre presente na religiosidade popular. E, a cada revelação do seu mistério no tempo, mais cresciam as formas de ser ela reconhecida pela fé de tantospovos. A Mãe de muitos nomes acompanhou o Brasil desde os primeiros anos de colonização portuguesa. É tradição que São José deAnchieta, referência da nossa evangeliza- ção, escreveu para os indígenas, em língua tupi, na areia da praia, o “Poema à Virgem”, instrumento para a cate- quese mariana. Nossa pátria, portanto, educou-se na fé e posteriormente cresceu à luz da devoção a Ela. De norte a sul, de leste a oeste, o amor a Nossa Senhora foi marca acentuada da religiosidade popular. Essa particularidade, todavia, não basta para a Mãe de Jesus ser suficientemen- teveneradaelouvadapelopovo brasileiro. Comemoramos os grandes homens e fatos da história com atos cívicos que se bastam por si mesmo. Na expe- riência da fé, o comportamento é diferente. Um verdadei- ro culto mariano jamais se limita a liturgias, a obras de arte e outros sinais da sua memória. Melhor venera Maria quem se compromete a fazer dela seu modelo de vida, pois foi assim que Ela brilhou como a estrela da evangeli- zação. Como a fé cristã, a devoção à Virgem deve ser encarnada, concreta, testada em todos os momentos da nossa passagem pelo tempo. Ninguém precisa ser doutor em teologia ou mariólogo para ser um autêntico devoto de Maria. Basta que siga a sua cartilha, que foi o testemunho deJesus. Maria viveu na maior simplicidade, no anonimato da humilde casa de Nazaré, conforme o padrão da condu- ta feminina no seu tempo. Entretanto, o que definiu sua espiritualidade foi a entrega total à vontade do Pai, que ela traduziu bem na sua resposta ao anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua pala- vra”. Esse pronunciamento, feito no momento supremo do seu 'sim' ao plano de Deus, foi o programa de toda sua história. E é o único que nos conduzirá a Cristo, o Reden- tordahumanidade. Aproveitemos o mês de maio para aprofundar o nosso amor à Maria, a Mãe de tantos nomes. É indispensável que Ela seja a nossa mestra, o exemplo maior no caminho da santidade, que é um nosso compromisso batismal. Que a bênção de Jesus e o carinho de Maria acompanhem sem- preos nossos passos. O abraçocordialdo irmãono CristoSenhor. Padre Aderbal Galvão de Sousa No artigo da página 2, Zélia Vianna nos explica por que Maria é a mulher da bênção e da aliança Não deixe de participar do curso “Conhecendo Mais Sobre a Bíblia”. Informações na página 3 No Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco nos recomenda a rede social adequada: aquela que abre caminho ao diálogo, ao encontro e ao sorriso. Página 4
  2. 2. Duas palavras são constantes na Bíblia e são realida- des inseparáveis: Aliança e Bênção. A Aliança é sempre abençoadora porque toda Aliança com Deus traz sempre atotalidadedesuas bênçãos. Até para muitos de nós, que nos dizemos cristãos, a bênção ainda é vista apenas como uma forma de invocar o apoio e a graça de Deus para o nosso bem-estar ou da pes- soa que abençoamos e, não raras vezes, é praticada de modo mecânico e rotineiro.Abençoar não é simplesmen- te desejar o bem a alguém ou fazer o sinal da cruz sobre ele. Tudo isso é muito bom, porém, abençoar é bem mais que isso. Para o povo doVelhoTestamento, a bênção esta- va condicionada ao cumprimento da Lei Mosaica e relacionada aos bens terrenos: segurança, poder, riqueza, grande descendência. Entretanto, ela ultrapassa as coisas materiais porque não faz parte do universo do ter, mas do ser, não depende da ação do homem, mas de Deus. Quando falamos em aliança, imaginamoslogoumacordoemque ambas as partes discutem as condi- ções de um contrato e assumem os direitos e deveres decorrentes desse acordo. No sentido bíblico, Aliança não é um simples contrato porque a base da Aliança é a comunhão com Deus. Aliança é um compromisso de amor que une o homem a Deus. Diferentemente, porém, de um sim- ples acordo entre pessoas ou povos, onde as partes são iguais, cabe a Deus estabelecer as condições da Aliança porque Ele é maior que o homem. Quando Deus criou a humanidade representada pelo casal Adão e Eva, abençoou-os e firmou com eles um pacto de amor e fidelidade. A única condição imposta para gozarem eternamente da amizade e presença de Deus era não comer do fruto da Árvore do Bem e do Mal, símbolo da possibilidade de um conhecimento potencial- mente ilimitado. Usando uma linguagem fabulosa, o autordo Gênesis contaque,aocederemàtentaçãoetenta- rem se apropriar de algo que só pertence a Deus (Onis- ciência), nossos primeiros pais rejeitaram a condição de criaturas dependentes de Deus e quiseram ser iguais a Ele. Com esse pecado (original = na origem da humanida- de), a Aliança foi rompida, a humanidade perdeu a filia- ção divina e foi expulsa do Paraíso. Mas Deus, que, na sua infinita misericórdia nunca se cansa de perdoar, promete o Redentor: “Porei inimizade – diz Ele à serpente – entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela. Esta lhe feriráacabeçaetulheferirásocalcanhar”(Gn 3,15). AHistória da Salvação é a história desse Deus rico em misericórdia,buscandooserhumanoparaviveremcomu- nhão com Ele, e da humanidade sendo infiel, dando as costasparaDeus edesprezandosuas bênçãos. O Primeiro Testamento narra com detalhes as Alian- ças celebradas entre Deus e a humanidade, tendo sempre como mediadores homens escolhidos no meio do povo (Adão, Noé, Abraão, Moisés…). Depois de várias Alianças e todas elas quebradas pelo povo, chegado o tempo estabelecido por Deus, Ele propõe uma nova Aliança. É a última e definitiva, impossível de ser desfeita porque o mediador escolhido é o seu próprio Filho, o Redentorprometido. Mas, para que o Filho pudesse se tornar também homem e nosso Salvador, era preciso que fosse concebido por uma mulher. A mulher escolhida foi Maria. Ela não é o cumprimento da promessa, mas é a porta através da qual o Redentor prometido entra no mun- do. Nela, o Filho de Deus assume nossa humanidade, faz-se um de nós, nosso irmão, reconcilia-nos com Deus e n´Ele nos tornamos filhosadotivosdoPai. Amaior bênção, pois, que o ser humano pode receber tem tudo a ver com Maria porque está relacio- nada com o Mistério da Encarnação. O ‘Sim’dado por ela ao Arcanjo Gabriel foi determinante para dar início à NOVAE ETERNAALIANÇA, e inundar o mundo com a totalidadedas bênçãosdeDeus. Maria, a Mulher da Bênção e daAliança, Mãe de Deus e nossa Mãe, é merecedora de todas as homenagens que lhe possamos prestar no mês de maio a ela dedicado pela devoção popular, porque ela é,de uma forma única e espe- cial, abençoada entre todas as mulheres da terra. E quem muito antes do povo proclamou isso foi o próprio Espí- rito Santo, quando falou pela boca de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc1, 42-42). Zélia Vianna zelia.vianna@yahoo.com.br Venha participar das comunidades de Estudos Bíblicos e aprofunde seu conhecimento da Palavra de Deus. Informações na secretaria paroquial.
  3. 3. DIA DO TRABALHADOR, ABERTURA DO MÊS DE MARIA E ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE PADRE ADERBAL GALVÃO DE SOUSA: 1.º de maio, missafestivaàs8h,naIgrejadeSãoPedro. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE PADRE ÁUREO JOSÉSAMPAIO:2 demaio. HORA SANTA E MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: 3 de maio, Hora Santa às 9h emissaàs 10h, naIgrejadeSãoPedro. PREPARAÇÃO DE PAIS E PADRINHOS PARA O BATISMO DE CRIANÇAS: 4 e 18 de maio, das 14h às 18h, naIgrejadeSãoPedro. BATISMO DE CRIANÇAS: 5 e 19 de maio, às 8h30, naIgrejadeSãoPedro. DIADAS MÃES: 12 de maio, missa às 7h30, 9h30 e 11h30,naIgrejadeSãoPedro. DIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: 13 de maio. DIADOS GARIS:16 demaio. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS D O A D O R E S D O B A Z A R D A SOLIDARIEDADE: 19 de maio, missa às 7h30, 9h30 e11h30,naIgrejadeSãoPedro. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS DIZIMISTAS DAPARÓQUIA: 26 de maio, missa às 7h30, 9h30 e11h30, naIgrejadeSãoPedro. COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA: 31 de maio. GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA DO CENÁCULO: às quartas-feiras, às 8h, na Igreja Nossa SenhoradaConceiçãodaLapa. ESCOLA DE MARIA: Palestras para um melhor conhecimento de Nossa Senhora, aos sábados, às 9h, naIgrejadeSãoPedro. 01a13:TrezenadeSantoAntônio; 01 e 15: Preparação de pais e padrinhos para o batismodecrianças; 02: Ascensão de Jesus e Dia Mundial das ComunicaçõesSociais; 02e16:Batismodecrianças; 09:DiadeSãoJosé deAnchieta; 09:Pentecostes; 13:FestadeSantoAntônio; 16:SantíssimaTrindade; 16: Missa em Ação de Graças pelos doadores do Bazar; 18: Aniversário de nascimento de padre FernandoPedrosa; 20:Corpus Christi; 24:NatividadedeSãoJoãoBatista– Feriado; 26 a 28: Tríduo preparatório para a Festa de SãoPedro; 29:FestadeSãoPedro. CURSO CONHECENDO MAIS SOBRE A BÍBLIA A Escola de Formação Permanente convida a todos para participarem do curso Conhecendo Mais Sobre a Bíblia, por meio do qual aprenderemos ou ampliaremos nosso conhecimento sobre a origem e a importância daPalavradeDeus emnossa vida. Confiraos horários: Você pode escolher participar do curso às terças-feiras, das 11h às 12h; ou aos sábados, das 14h às 15h, na IgrejadeSãoPedro,comaseguinteprogramação: 4 demaio:HistóriadeIsrael. 7 e11demaio:LivrosdoAntigoTestamento. 14 e18 demaio:Livrosdo NovoTestamento. 21 e25 demaio:NomesdeDeus etermosbíblicos. 28 demaioe1.ºdejunho:InterpretaçãodaBíblianavidadaIgreja. O hábito da leitura enriquece o intelecto. Aceitamos doação de livros de conteúdo católico para serem revendidos com renda revertida para os trabalhos sociais da nossa Paróquia. Adquira livros de doação com temas religiosos na Igreja Matriz de São Pedro.
  4. 4. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25): das comu- nidades de redes sociais à comunidade humana. “Queridosirmãoseirmãs! Desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem procurado que o seu uso sirva para o encontro das pessoas e para a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refle- tir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em- relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerradonaprópriasolidão. As metáforas da rede e da comunidade Hoje, o ambiente das mídias sociais é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida quotidiana.A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conheci- mentos e relações outrora impensáveis. Mas, numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circula- ção e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autên- tica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, ver- dade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e pilota- da dos fatos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezescairnodescrédito. É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visan- do obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos.As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying. Na complexidade desse cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A figura da rede convida- nos a refletir sobre a multiplicidade de caminhos e dos nós, que não garantem sua estabilidade, na ausência de um cen- tro, de uma estrutura hierárquica, de uma organização ver- tical.Arede funciona graças à comparticipação de todos os elementos. Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comuni- dade. Uma comunidade é tanto mais forte quanto mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálo- go,baseadonouso responsáveldalinguagem. No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comu- nidade de redes sociais não seja, automaticamente, sinôni- mo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunida- des conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, nas redes sociais, muitas vezes, a identidade funda-se na contraposi- ção ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso e outros). Essa tendência alimen- ta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando, às vezes, por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo. A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoiso- lamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que as redes sociais possam satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenômeno dos jovens “eremitassociais”,quecorremoriscodesealheartotal MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, A SER CELEBRADO NO DIA 2 DE JUNHO PRÓXIMO
  5. 5. mente da sociedade. Essa dinâmica dramática manifesta uma grave ruptura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar. Essa realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, econô- mico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para sal- var a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivodamesma. Naturalmente não basta multiplicar as conexões para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na cons- ciência da responsabilidade que temos uns para com os outrosinclusivenaredeon-line? Somos membros uns dos outros Pode-se esboçar uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros –, usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. “Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O fato de ser- mos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a se despir da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; ao contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo, assim, o únicocaminhoparasereencontrarasimesmo. A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo, cuja cabeça é Cristo. Isso ajuda- nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir por- que o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integranteecondiçãodarelaçãoedaproximidade. Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comu- nhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunica- ção, porque o amor sempre comunica; antes, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar conosco e Se comunicar a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo, na história, um verdadeiro e próprio diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. DeiVerbum,2). Em virtude de termos sido criados à imagem e seme- lhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comu- nhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio: “nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros”. O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão, nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De fato, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreenderodomdooutroecorresponder-lhe. É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingueapessoadoindivíduo.Da fénumDeus queéTrin- dade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como “rosto”, voltado para o outro, comprometidocomos outros.Anossa vidacresceemhuma- nidade, passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece umcompanheirodeviagem. Do curtiraoamém A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso das redes sociais é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expectação de tal encontro, então, não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade ecle- sial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiên- cias de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descober- tadaquiloquenos une,entãoéumrecurso. Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho... Essa é a rede que queremos: uma rede feita não para captu- rar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos, no 'curtir', mas, na verdade, no 'amém' com que cada umadereaoCorpodeCristo,acolhendoos outros.” Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019. Franciscus MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, A SER CELEBRADO NO DIA 2 DE JUNHO PRÓXIMO
  6. 6. 01-EDNA DE ARAUJO ROCHA 01-LUCIANA PINHEIRO IGLESIAS 01-MARINALVA CHAVES SANTANA 02-JOSÉ DE ALENCAR PEREIRAABRAHÃO 02-M.ª HELENA PASSOS DA SILVA PINTO 02-M.ª PEREIRA SANTOS 03-BERNADETE M.ª SOARES FONTES 03-JANDIRAANDRADE SILVA DOS SANTOS 03-JOSÉ ONOFRE DOS SANTOS 03-M.ª DO CARMO RODRIGUES DE SOUZA 03-NEUZA BISPO DE ALMEIDA 03-SANDRA M.ª PEREIRA DE SANTANA 04-FERNANDO S. MOTA DE BARROS 05-DANILO DE OLIVEIRA ROCHA 05-LUCIENE LIMA SOUZA 05-LUÍS ROBERTO ALVES DOS SANTOS 05-MÁRCIA M.ª ABREU BASTOS 05-MARLENE M.ª COSTA FREITAS 06-JOSSILENE SANTOS FREIRE 06-M.ª CREUSA DE SOUZA TRINDADE 06-MIROSVALDO SANTOS MENEZES 07-IASMIM SOUZA ROCHA 07-M.ª ALICE COSTA MURICY 07-M.ª JOSÉ DE CARVALHO 07-SHEILA CRISTINA TEIXEIRA 08-ANITA DE OLIVEIRAALVES 08-CLARICE BARBOSA PEREIRA 08-EDNA SOUZA GUIMARÃES 08-M.ª DE LOURDES AMORIM VIEIRA 08-M.ª NASCIMENTO LEAL 09-MÁRCIA COSTA DE SOUSA 09-RAIMUNDO DE SOUSA 10-ANTONINA MAURÍCIO DO CARMO 10-ANTÔNIO AUGUSTO DE LIMA PEREIRA 10-DIONE OLIVEIRAALMEIDA FREITAS 10-EDNA M.ª OLVEIRA RIBEIRO 10-JACQUELINE MONIZ BARRETO PEREIRA 10-NÁBILA SANTOS BRITO 10-OSÓRIO HENRIQUE DANTAS DE SOUZA 11-ELIANA CARDOSO XAVIER 11-JORGE LUIZ SANTANA BOAVENTURA 11-JOSÉ AUGUSTO SILVA 11-JOSÉ CARLOS DOS SANTOS 11-M.ª JOSÉ DOS SANTOS SANMARTIN 11-MONIQUE MONIZ BARRETO PEREIRA 11-ROBERTO LUIZ DE ANDRADE VIEIRA 11-STELLA SOUZA GUERRA LIMA 12-EDNA LIMA DE CARVALHO 12-ITALO N. DO NASCIMENTO FONSECA 12-JOÃO CANÁRIO BARBOSA DE SOUZA 12-NADIR TEIXEIRA 13-LINDAURA OLIVEIRAALMEIDA 13-M.ª DE FÁTIMA DE LIRO SÁ 13-MARLENE PITA DA SILVA 13-MARLY PAES LANDIM B. DE BORGES 14-GIESI NASCIMENTO DOS SANTOS FILHO 14-IOLANDA M.ª SANTOS BATISTA 14-JACIARA CONCEIÇÃO ALMEIDA 14-LUÍS CARLOS CHAGAS BRAGA 14-M.ª CELESTE DE GOES BARRETO 15-JOANA ZEFERINA DA PAZ 15-M.ª DA HORA GONÇALVES DE SOUZA 16-IOLANDA DE OLIVEIRA KELLER 16-M.ª DO CARMO OLIVEIRA DE SOUZA 16-M.ª DAS GRAÇAS FERREIRA DA SILVA 16-ZILMA HONÓRIA XAVIER 17-JOSÉ AYRES NUNES COSTA 17-M.ª CLÉA MARQUES BITENCOURT 18-BRENDA DOS SANTOS DE SOUZA 18-CRISTIANE LOPES ESQUIVEL DE JESUS 18-DEMÉTRIUS BONFIM DOS SANTOS 18-ISA DA SILVA BATISTA 19-IVAN BARRETO SARDINHA 19-IVONE CELESTINA MARTINS 19-M.ª DA HORA DE JESUS SANTOS 19-M.ª GILMA VERA CRUZ 21-ALBANO ERNESTO MARTINS 21-M.ª CÉLIA DE ARAÚJO GUEDES 21-ZACÁRIAS CARDOSO DOS APÓSTOLOS 22-TEREZA CRISTINA LOPES DOS SANTOS 23-DULCENEIDE MOURA BORGES 23-EUNICE BATISTA 23-LÚCIA LIRA 23-MARINALVA SOUZA NASCIMENTO 23-NEUZA REIS VIANA 24-ÂNGELA TEREZA P. ALVES DE ALMEIDA 24-M.ª DAS VIRGENS CHÉ DE MEDEIROS 24-NORMA MENDES BARRETO 25-IRAILDES M.ª FERREIRA 25-MARINA GOMES DA SILVA 26-M.ª DAS GRAÇAS OLIVEIRA DOS ANJOS 27-OLINDA SOUZA CRUZ MENEZES 28-ANA BERNADETE MACEDO DE MOURA 28-ANDREY RAPHAEL DE S. NASCIMENTO 28-LIZETTE DIAS TEIXEIRA 28-LORENY CARDOSO DE MELO 28-LUIZ TADEU MACHADO DA SILVA 28-SÔNIA REGINA DE OLIVEIRA PINHO 29-ALMERINDA BARBOSA DOS SANTOS 29-NAIR PALLES KELLER 30-M.ª EDNETE GUIMARÃES NEGRÃO 30-NEIDE SOUZA MAGNAVITA 30-ROSILENE PALHETA DE OLIVEIRA 31-AVANI M.ª B. DE OLIVEIRA COUTINHO 31-MÉRCIA CABRAL SILVA OLIVEIRA A você, meu irmão, minha irmã, que assume esta Paróquia como dizimista e se compromete com o trabalho pastoral, parabéns! Como presente do seu aniversário, a comunidade paroquial estará unida a você, seus amigos e familiares, nesse dia tão especial, para celebrar esta data. Venha participar, nesse dia, da Santa Missa, às 8h, na Igreja de São Pedro. Caso a data seja no domingo ou Dia Santo, a missa começa às 7h30. PARÓQUIA DE SÃO PEDRO MOVIMENTO FINANCEIRO MARÇO/2019 RECEITAS Dízimos ................................................ 33.965,00 Espórtulas de missas .......................... 12.464,00 Espórtulas de batizados ........................... 200,00 Taxas de matrimônios ........................... 180,00 Taxas de certidões ................................ 140,00 Coletas ordinárias ................................. 8.681,00 Donativos ............................................. 4.200,00 Rendimento do bazar ......................... 10.523,00 Rendimento do Santo Café ..................... 484,80 Rendimentos bancários ....................... 71,68 TOTAL ............................................ 70.909,48 DESPESAS Despesas Administrativas Material de expediente ........................ 793,49 Material litúrgico .................................. 2.049,36 Côngrua ............................................... 3.000,00 Repasses à Cúria ................................ 4.943,00 Tarifas bancárias ................................. 106,20 Despesas com pessoal Salários e férias.....................................20.780,93 Encargos sociais ..................................11.445,75 Vale refeição .......................................... 7.785,20 Vale transporte ...................................... 2.072,00 Exame periódico ................................... 30,00 Assistência odontológica ...................... 260,00 Seguro de vida ...................................... 155,88 Despesas Pastorais Ajuda a Moradores de rua .................... 1.000,00 Ajuda a Mulheres Marginalizadas ......... 998,00 Assistência Pastoral .............................. 1.587,00 Serviços e utilidades Água e esgoto ...................................... 1.688,82 Correios ................................................ 2.496,30 Energia elétrica ..................................... 2.193,30 Telefonia ................................................ 472,95 Condomínio ........................................... 307,63 Manutenção de site e programa SGCP .. 229,70 Combustível ........................................... 500,00 Serviços contábeis .................................. 775,00 Manutenção e conservação ............... 2.730,90 TOTAL ............................................. 68,848,61 SALDO DO MÊS 2.060,87 O dízimo é a “maior parte” que posso dar como a oferta da viúva de Jerusalém da qual nos fala o Evangelho. SEJA DIZIMISTA INSCREVA-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL
  7. 7. Relendo a magnifica Exortação Apostólica Sinodal Amoris laetitiae assinada pelo Papa Francisco, no Jubileu Extraordinário da Misericórdia, em 19 de março de 2016, encontro nela introduzida uma frase de São João Paulo II. Transcrevo-a porque achei muito apropriada para as mães na comemoração do seu dia, nesse ano, 12 de maio. São palavras vigorosas e rigorosas, que chamam a atenção para a dimensão social da maternidade. Ei-las: “As mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta”. A maternidade é sempre vista como a missão humana de maior oblação. A mulher-mãe é considerada a imagem do amor que se dá sem limite àquele ou àqueles que, duran- te nove meses, viveram no seu útero, nutridos pelo seu sangue e amamentados pelo seu leite. Desde o nascimento até a morte, não desaparece do ventre humano a cicatriz do cordão umbilical, como sinal permanente da ligação mãe- filho, mesmo que a idade o faça autônomo na vida.Atradi- ção sempre louvou as filhas de Eva como símbolos de doa- çãoplenaeinesgotávelgenerosidade. Há, no entanto, uma contradição no comportamento de muitas mulheres: a consciência exacerbada da maternida- de concentra no filho toda a sua capacidade de amar, fechando-as aos apelos de outros que também precisam do seu amor. Nada veem além dele e só buscam no mundo a felicidade dos que a chamam de mãe. Há um egoísmo embutido nos seus sentimentos e na sua sensibilidade, que a torna cega e surda à sociedade que a rodeia. O seu mundo gira em volta deles que, naturalmente, se educam na escola do egoísmo. A família considerada o primeiro espaço de socialização da pessoa, se transforma na aprendizagem do individualismoqueestádestruindoo planodeDeus econs- truindo esse mundo cruel e desumano em que estamos escrevendo nossa história temporal. Se fizermos uma lei- tura realista da sociedade pós-moderna; se nos detivermos nos maiores problemas atuais, encontraremos na gênese de todos o DNA do individualismo, consequência mais noci- vadaideologianeoliberal. O grande escritor francês Michel Quoist, na sua joia literária e mística – Poemas para rezar –, considera desu- mano o mundo contemporâneo porque se construiu sem a participaçãodamãe,nãoobstanteoempenhodo sexofemi- nino pela sua libertação. Ninguém questiona os passos dados pela mulher na sua emancipação, na busca da sua maioridade em todos os segmentos sociais. Há, porém, muitos grilhões a serem quebrados para ela considerar-se vitoriosa no seu combate. Se ela vencer todos os obstácu- los na sua caminhada em vista à conquista dos seus direitos plenos, mas se não forem destruídos sinais de egoísmo na sua conduta, será duvidoso o êxito das suas persistentes batalhas. Por mais oblativa que seja uma mãe, por mais que se dedique ao lar e à família, jamais essa mulher atingirá uma maturidade adulta que consiga administrar com sabe- doria sua promoção. Somente aberta ao mundo, sentindo- se não apenas mãe dos seus filhos, mas mãe da humanida- de, ela construirá sua autêntica libertação. Se no seu cora- ção não houver espaços para os filhos, vítimas das muitas orfandades criadas pelo egoísmo, vã será a luta feminina desses últimos tempos. Libertar-se para libertar é o slogan dequalquerprocesso libertário. Yvette Amaral yvettealemosmaral@gmail.com A obstipação é uma queixa comum em atendimento médico primário ou especializado.Apesar de normalmen- te ser definida pela infrequência das evacuações (menos de três vezes na semana), essa manifestação clínica costu- ma estar associada a outros sintomas, como formação excessiva de gases intestinais, esforço evacuatório e sen- sação de evacuação incompleta. A obstipação intestinal interfere na qualidade de vida da pessoa, nas atividades sociaisehabilidadesparaexercersuas funçõesdiárias. O relato dos hábitos alimentares é muito importante durante a consulta médica, pois o consumo deficitário de água e alimentos ricos em fibras tem grande influência na origem da obstipação intestinal, assim como o uso de medicamentos, tais como: antidepressivos, antialérgicos, analgésicos, antiparkinsonianos, betabloqueadores, diu- réticos, morfina e derivados, suplementos de cálcio e ferro, antiácidos à base de alumínio, anti-inflamatórios não hormonais, dentre outros. Devem ser investigadas também causas obstrutivas (tumores), metabólicas (dia- bete melito, hipotireoidismo, uremia), neurológicas, den- tre outras (anorexia, bulimia, ansiedade, depressão, inati- vidadefísica,gravidezepós-parto). No tratamento da obstipação intestinal, é preciso saber que a regularidade na evacuação é mais importante que o número de evacuações semanais. No caso de identifica- ção de doença sistêmica, o tratamento deve ser direciona- do para tal doença. Como medida geral, deve-se incenti- var o uso de alimentos com mais fibras (folhas, frutas e vegetais) ou suplementos ricos em fibras e água, que não têm o efeito purgativo, mas de melhora da obstipação a longo prazo. É preciso lembrar que o uso crônico de laxantes pode causar danos ao sistema nervoso do intesti- no, piorandoaobstipaçãointestinal. Dr. Getúlio Tanajura Machado gemachado@bol.com.br - tel. 71-3328-5633
  8. 8. Informativo da Paróquia de São Pedro Praça da Piedade, 11 - São Pedro - CEP: 40.060-300 - Salvador - Bahia - Brasil Site: www.paroquiadesaopedro.org - E-mail: salvador.paroquiasaopedro@gmail.com Direção e Coordenação: Padre Aderbal Galvão de Sousa Diagramação e Revisão: Equipe da Pastoral da Comunicação Colaboração: Getúlio Machado, Yvette Amaral, Zélia Vianna Ilustrações: Getúlio Machado, José Queiroz e internet Jornalista responsável: Maria Alcina Pipolo - MTb/DRT/BA 915 Tiragem: 5 mil exemplares Distribuição Gratuita Arquidiocese de São Salvador da Bahia - Brasil Fone: (71) 3329-3280 “Estamos aqui para celebrar a plenitude do amor e da misericórdia”. Com este chamamento, o pároco de São Pedro, padreAderbal Galvão de Sousa, deu início, em 18 de abril último, às celebrações do Tríduo Pascal, que se encer- raram no domingo, dia 21, com a Festa da Páscoa. Os paro- quianos atenderam ao convite do pároco e participaram, em grande número e em clima de fé e oração, dos atos litúrgicos daPáscoa,realizadosnaIgrejaMatrizdeSão Pedro. Na Quinta-Feira Santa, a programação foi iniciada às 8h com aAdoração Eucarística, que se estendeu até as 16h. Às 17h, aMissa daCeiado Senhor foipresididapor padreAder- bal, ladeado no altar pelo padre Gil André Peixinho, pelos diáconos Lourival Almeida e Joaquim Nobre Chagas, e pelos 12 paroquianos que participaram do Lava-Pés. A celebração foi enriquecida por uma apresentação lembran- do a ceia judaica: o candelabro de sete velas, os pães ázi- mos, o cordeiro, as ervas amargas, o ovo e as verduras, den- trodo contextoemqueJesus celebrouaPáscoa. “A Páscoa Judaica nos lembra a história da salvação. Deus ouviu o clamor do seu povo e escolheu Moisés para conduzi-lo na caminhada da libertação da escravidão no Egito. Depois, Deus enviou Seu próprio Filho para nos salvar – o Cordeiro é o próprio Cristo, o cordeiro sem man- cha”, explicou padre Aderbal. O pároco ressaltou que, na Última Ceia, Jesus transformou o pão e o vinho no Seu Corpo e no Seu Sangue, instituindo a Eucaristia e o sacra- mento da Ordem. “Estamos aqui para fazer memória daquela Eucaristia que Jesus celebrou na Última Ceia, lem- brando-nos que somos um povo sacerdotal”, disse padre Aderbal. Na Sexta-Feira Santa (dia 19), os paroquianos participa- ram da Adoração Eucarística das 8h às 11h30. Às 17h, em clima de recolhimento, foi celebrada a Liturgia da Paixão, ocasião em que padre Gil André assinalou que “foram os nossos pecados que levaram Jesus à cruz. Cristo padeceu com uma morte ultrajante para dar Sua vida por nós, pela nossa salvação”. Contritos, os fiéis ouviram a narração do Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segun- do João (Jo 18,1-19,42) e participaram dos momentos comunitárioeindividualdeadoraçãodeCristonacruz. No sábado (20), a Vigília Pascal foi iniciada às 18h com as luzes do templo apagadas para a celebração da luz. Durante a procissão do círio pascal, os paroquianos acende- ram velas para ouvir a proclamação da Páscoa. Em seguida, com velas apagadas e luzes acesas, ouviram leituras bíbli- cas do Antigo e do Novo Testamento que proclamam as grandes maravilhas realizadas por Deus ao longo da histó- ria da humanidade. Depois, durante a liturgia batismal, os paroquianos fizeram a renovação das promessas do Batis- mo, sendo que cinco deles receberam os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Primeira Eucaristia: Aliel dos Santos Conceição, João Daniel Gramosa Maciel, Jorge Dias Barbosa, José Paulo de Queiroz Júnior e Tatiane San- tos Magalhães. No domingo (21), a Ressurreição do Senhor foi celebrada com alegria nas três missas: das 7h30, 9h30 e11h30. Maria Alcina Pipolo

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