Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Dezembro de 2017

29 views

Published on

Edição de Novembro de 2017 do Jornal Folha de São Pedro, o Jornal da Paróquia de São Pedro

Published in: Spiritual
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Dezembro de 2017

  1. 1. O Natal, festa essencialmente cristã, está perdendo a verdadeira identidade devido a mudanças nos conceitos e hábitos das pessoas e da sociedade. A cultura do con- sumo, que dita os mandamentos do nosso tempo, assu- miu a data do nascimento de Jesus como motivação para o seu grande objetivo: vender sempre mais. Por isso, dezembro é o melhor mês para o comércio. Com- pram-se mais presentes, além dos ingredientes da lauta ceia.Afigura de Papai Noel está substituindo o Menino Jesus, opersonagemcentraldomistériodaencarnação. No momento, o ser humano deseja a renovação da história. Expressões de uma cultura envelhecida mani- festam-se em inúmeros fenômenos atuais, inclusive a espiral de violência que apavora cidades grandes e pequenas, sobretudo as metrópoles. No rol das mudan- ças, vamos incluir um novo estilo de celebrar o Natal. Precisamos voltar à fonte para festejar o Natal cristão. Nos dias que o antecedem, é válida uma preparação conveniente, tanto na dimensão religiosa quanto no sentidosocial. O que celebramos na noite de 24 para 25 de dezem- bro? Um encontro social? Uma chance de rezarmos? Uma oportunidade de presentear amigos? Tudo isso e muito mais. É a memória de um Deus que se fez homem para que o homem fosse libertado da culpa original, conquistando o direito de novamente chamar Deus de Pai. Com o Natal se inicia um novo ciclo na humanida- de: a era cristã, que determinou outra contagem do tem- po.Até hoje quase todos os povos contam os seus sécu- loscomum'antes'eum'depois:A.C. eD.C. A incoerência de um Natal envolvido em sinais de riqueza e aparência, num ambiente de luxo e superficia- lidade, é um grande erro. Conforme o espírito do verda- deiro Natal, viveram entre nós duas pessoas que, se vivas fossem, comemorariam nesse ano seu centenário. Por coincidência ou por desígnio divino nasceram no mesmo dia: 10 de dezembro: Dom Tomás Muphy e Carmita Overbeck; ele, um americano e bispo redento- rista; ela, uma baiana, leiga casada, mãe e avó. Os dois, porém, ligados por um traço de união indestrutível: a fé cristã e o compromisso com o Reino anunciado pelo Menino Jesus. Corações ardentes e despojados dos interesses transitórios, engajados no mundo, mas com o coração livre “para amar a Deus sobre todas as coisas e aos irmãos como a si mesmo”, Dom Tomás e Carmita deram a todos nós, Igreja, a lição magnifica de que Jesus é realmente o Caminho, a Verdade e a Vida. Tri- lharam a mesma estrada de fé e da partilha, sentaram-se na mesma mesa do Cordeiro e agora se deliciam com a eterna presença do mesmo Pai. Que no céu, onde eles se encontram, intercedam por nós, por toda a comunidade de São Pedro, pelos leitores do Folha para que celebre- mos o Natal verdadeiro, o nascimento de um Deus feito HomemquecaminhaconoscoparaaTerraPrometida. A minha bênção de pároco e abraço de irmão no SenhorMenino,desejandoumFelizeSantoNatal! Padre Aderbal Galvão de Sousa Fim de ano é tempo de louvar a Deus e renovar a esperança, recomenda Zélia Vianna no artigo da página 2 Nas páginas 4, 5, 7 e 8, o Folha registra o centenário de nascimento do querido Bispo Dom Tomás Murphy Padre Aderbal transmite sua mensagem de Natal aos paroquianos e leitores do Folha. Página 8
  2. 2. No apagar das luzes de mais um ano que se despe- de, vejo um tempo mais que propício para louvar e dar graçasaDeus. Em carta aos tessalonicenses, Paulo escreve: “Deem graças em todas as circunstâncias” (1Ts 5,18). Essa recomendação é mais ampla do que parece à pri- meira vista. Significa agradecer não apenas pelos sucessos e acontecimentos agradáveis, mas louvá-Lo e bendizê-Lo em todas as circunstâncias ou situações vividas, tenham sido elas agradáveis ou não aos nossos olhos. O porquê dessa recomendação eu encontro na cartadoapóstoloaosromanos:“…porquetodasascoi- sas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o projeto dEle” (Rm,8,28). Consegue dar graças a Deus “em tudo” quem não tem dúvida que tudo que acontece é con- forme Sua santa von- tade ou Sua permis- são; louva a Deus em tudo quem acredita que o mal não provém dele, mas da fragilida- de e limitação própri- as da natureza huma- na e, consequente- mente, do nosso livre arbítrio, das nossas másescolhas. É importante entender que o mal não vem de Deus e, como tão sabiamente lembra Santo Agostinho, se Ele dá permissão para que algo de ruim aconteça é por- que tem o poder de extrair desse mal um bem maior. Assim como acreditamos que do “maior mal cometido pela humanidade, que foi a rejeição e o homicídio do Filho de Deus, por causa de nossos pecados, Ele tirou o maior dos bens, que foi a glorificação de Cristo e a nossa redenção”, precisamos também acreditar que há um propósito em tudo que acontece e que Deus tem, na sua infinita misericórdia – sem a qual não haveria sal- vação para ninguém –, não uma fórmula mágica para transformar o mal num bem, mas formas e recursos capazes de transformar crises e situações adversas e contrárias à Sua vontade em oportunidades de cresci- mentoefelicidadeparanossas vidas. Peçamos emprestadas as palavras do salmista para expressar nossa gratidão a Deus por tudo o que pessoal e comunitariamente vivenciamos durante esse ano: “Demos graças ao Senhor Deus por sua justiça; ao nome do Senhor Altíssimo cantemos louvores” (Sl 7. 17). Fim de ano é tempo de cantar louvores a Deus, mas também de cantar a fé e a esperança. Compreendo que, num país como o nosso, onde o câncer da violência, da falta de ética e corrupção deslavada apoderou-se de todo o tecido social, numa sociedade onde os shop- pings ocupam o lugar dos templos, onde Deus está sendo coisificado e as coisas endeusadas, e a palavra “crise” está presente em praticamente todas as conver- sas, falar de fé e esperança pode parecer insanidade. Mas nãoé. Nãodáparanãoseindignarcomasnotíciasdos nos- sos líderes beneficiando-se, legislando em causa pró- pria e sobrecarregando o povo com impostos e aumen- tos. Não dá para fechar os olhos para o desemprego, o sucateamento da educação e da saúde. Mas também nãodáparamergulharemtristezaedesânimo. Para Dom Pedro Casaldáliga, para todos nós que nos professamos cris- tãos, a crise não pode ser vista necessaria- mentecomoumades- graça. Para quem tem esperança (e a esperança é uma vir- tudequenãopodefal- taraoverdadeirocris- tão), crise é mudan- ça, é travessia, é fonte de novas oportunidades. A crise, continua o conhecido bispo católico, “é a febre do espírito. E se há febre, há vida. Mortos não têm febre”. E se há vida, completaopovo, háesperança. Claro que não falo da esperança que é apenas dese- jo de que algo bom aconteça, que não é simples otimis- mo ou mera expectativa. Refiro-me à maravilhosa esperança cristã, a esperança que é filha da fé, aquela que, no dizer de São Paulo, espera contra tudo e contra todos e jamais falha. Falo da esperança que, porque é fundamentada na pessoa do Cristo Ressuscitado, vence o medo e o desânimo, inspira coragem para lutar, ousadia para superar as dificuldades e construir um mundo segundo o projeto do Pai. Não importa que demore, o que importa, como escreve Geir Campos no seu poema 'Alba', é perseverar: “Não faz mal que ama- nheça devagar, as flores não têm pressa nem os frutos sabem que a vagareza dos minutos adoça mais o outo- no por chegar. Portanto, não faz mal que devagar o dia vença a noite em seus redutos do leste. O que nos cabe éterenxutosos olhoseaintençãodemadrugar”. Zélia Vianna zelia.vianna@yahoo.com.br
  3. 3. ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA Dia 2 de dezembro, missa festiva às 18h, com celebração da Crisma, presidida pelo nosso Arcebispo Dom Murilo Krieger, na Igreja de São Pedro. Neste dia celebramos também os 100 anos da inauguração da nova Igreja Matriz deSãoPedro. PREPARAÇÃO DE PAIS E PADRINHOS PARA O BATISMO DE CRIANÇAS Dias 2 e 16 de dezembro, das 14h às 18h, na Igreja de São Pedro. BATISMO DE CRIANÇAS Dias3 e17dedezembro,às8h30,naIgrejadeSãoPedro. FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO Dia 8 de dezembro, missa às 7h30, 9h30 e 11h30, na Igreja deSãoPedro. CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM TOMÁS MURPHY Dia 10 de dezembro, missa em ação de graças às 7h30, 9h30 e 11h30. Logo depois das missas, haverá momentos de oração e adoração ao Santíssimo Sacramento, na Igreja deSãoPedro. FESTA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE Dia 12 de dezembro, missa às 8h, 10h, 12h, 15h, 17h e 18h, naIgrejadeSãoPedro. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO PAPA FRANCISCO Dia17 dedezembro. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS DOADORES DO BAZAR Dia 17 de dezembro, às 7h30, 9h30 e 11h30, na Igreja de SãoPedro. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS DIZIMISTAS DA PARÓQUIA Dia 24 de dezembro, às 7h30, 9h30 e 11h30, na Igreja de SãoPedro. ESCOLA DE MARIA Aprofundamento sobre a vida de Nossa Senhora. Todos os sábados, às9h,naIgrejadeSãoPedro. GRUPO DE ESTUDOS BÍBLICOS A nossa Paróquia dispõe de Grupos de Estudos Bíblicos, durante toda a semana, em vários horários. Informações nasecretariaparoquial. BAZAR DA SOLIDARIEDADE A nossa Paróquia mantém três espaços com o Bazar da Solidariedade, que são frutos de doações de roupas, sapatos, objetos de decoração, móveis e utensílios domésticos em bom uso que são postos à venda com o objetivo de ajudar no trabalho social que a paróquia desenvolve. Faça uma arrumação na sua casa, no seu guarda-roupa! Doe o que você não precisa mais para o nosso Bazar! Visite os espaços do Bazar da Solidariedade, onde também podem ser feitas as doações. Informações pelo telefone: 2137-8666 CELEBRAÇÃO DO NATAL DE JESUS Dia 24 de dezembro, missa da Vigília do Natal, às 17h, na Igreja de São Pedro. Dia 25 de dezembro, missa às 7h30, 9h30 e 11h30, na Igreja de São Pedro. FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA: JESUS, MARIA E JOSÉ Dia 31 de dezembro, missa às 7h30, 9h30 e 11h30, na Igreja de São Pedro.
  4. 4. No próximo dia 10 de dezembro, será celebrado, em memória, o centenário de nascimento de Dom Tomás Murphy, que foi missionário americano no Brasil, pri- meiro bispo de Juazeiro e bispo auxiliar da nossa Arqui- diocese. Para marcar esse acontecimento haverá na nossa Paróquia, no dia 10 de dezembro, das 7h30 às 13h, três missas em ação de graças e momentos de oração e adora- çãoaoSantíssimoSacramento,naIgrejadeSão Pedro. Thomaz William Murphy era o seu nome de batismo, porém, a cada momento de sua vida, seu nome foi sendo mudado: Bill, Padre Tomás, Bispo Bill, Bispo Murphy, Dom Tomás Guilherme Murphy para nós, brasileiros, e, mais carinhosamente ainda, Dom Tomás. Nasceu na cidade de Omaha, no Estado de Nebraska, nos Estados Unidos daAmérica,em10 dedezembrode1917, defamí- lia profundamente católica, de origem irlandesa. Seus pais foram Tomás Luís Murphy e Loretta Elizabeth Murphy. Ele foi o segundo filho do casal, tendo como irmãsLorettaeGeraldine. Desde sua infância, já demonstrava a vocação sacer- dotal e, aos 13 anos, entrou para o seminário. Mais tarde, ele mesmo revelou que não foi tão fácil decidir. Seus primeiros anos de estudos foram na Escola do Santo Nome, na sua cidade natal, prosseguindo os estudos no Colégio São José, em Kikwood, no Estado do Missouri. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário da Imaculada Conceição, da Congregação do Santíssimo Redentor – Seminário Redentorista –, em Oconomowoc, no Estado do Wisconsin, tendo feito seus votos religiosos nessa Congregação em 2 de agosto de 1938. Fez pós-graduação em Educação, em Melwaukee, também no Wisconsin, na Universidade Maquette, e pós-graduação em Psicologia Pastoral,emChicago,naUniversidadeLoyola. Sua ordenação sacerdotal ocorreu na cidade de Oco- nomowoc,Wisconsin, em 29 de junho de 1943, mas, para ele, uma data inesquecível foi quando celebrou sua pri- meira missa, na sua cidade natal, Omaha, em 3 de julho daqueleano. Padre Tomás foi, então, designado para ser pregador de missões no Brasil, no Estado do Amazonas, tão dife- rente do seu torrão natal. Era o ano de 1945, e o mundo estava em guerra. Após viajar de navio até Recife, ele e outros missi- onários america- nos foram para M a n a u s , o n d e Padre Tomás assu- miu a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida. Como missionário foi coordenador, pre- gador de Santas Missões Popula- res, pároco em Manacapuru e vice-provincial da Missão Redentorista na Amazônia. Transcorreram os anos de 1945 a 1958, retornando aos Estados Unidos por decisão dos seus superiores. De volta à sua terra natal, o então Padre Tomás foi ser reitor do novo Seminário Menor da sua Congregação, em Edgerton, Wisconsin. Pouco tempo ficou na América. Em 16 de outubro de 1962, recebe o chamado de Roma, através do núncio apostólico no Brasil, para ser o primei- ro bispo da recém-criada Diocese de Juazeiro, na Bahia. Sua ordenação episcopal se deu em 2 de janeiro de 1963, na Igreja do Santo Nome, na sua cidade natal, em pleno inverno. A cidade ficou coberta com um denso nevoeiro durantequatrodias. Viajou para o Brasil para assumir a nova diocese de Juazeiro, numa região de grande pobreza, com grandes desafios. “Ad Iesum per Mariam” (AJesus por Maria) foi seu lema como bis- po. A devoção a Nossa Senhora e à Eucaristia era a mar- ca de sua espirituali- dade. Os 12 anos que ele permaneceu em Juazeiro foram de muito trabalho: cou- be-lhe organizar a nova diocese desde os alicerces, dotá-la de estruturas míni- mas, traçar linhas pastorais, abrir casas de formação para o sacerdócio, criar obras sociaisvárias, Dom Tomás com familiares nos EUA Padre Tomás, em 1950 1.º bispo de Juazeiro
  5. 5. inclusive para recuperaçãodepros- titutas, sem desleixo da evangelização. Nes-se período de pastoreio, o povo o acolheu com muito a-mor e reconheci- mento do seu traba- lho. Uma vez, em uma entrevista, ele mesmo recordou o quanto aprendeu com os pobres, as lavadeiras, as pro- fessoras e as pessoas simples. Isso lhe dava grande alegria. Juazeiro ainda é saudosa por sua partida, contudo, neces- sária,porquesuasaúdehaviadecaídomuito,o queo levou a pedir o Papa Paulo VI sua transferência para Salvador, o quesedeuem1975. Não menos trabalhou na Arquidiocese de Salvador, auxiliando o então Cardeal Arcebispo Dom Avelar Bran- dão Vilela, que veio a falecer em 1986. Dom Tomás admi- nistrou a Arquidiocese vacante até a chegada do novo arcebispo, Dom Lucas Moreira Neves, em setembro de 1987. Como bispo auxiliar atuou na Cúria Metropolitana e na administração financeira da Arquidiocese, prestou assistência junto aos leigos (Movimento de Cursilhos da Cristandade, Renovação Carismática Católica, Instituto Feminino, Missionários da Eucaristia, treinamento de lideranças cristãs) e outros, sem falar junto às religiosas, tanto na direção espiritual quanto no confessionário, e ainda, no aten- dimento a ido- sos e doentes. Ele também fundou o Curso Igreja, valori- zou e promo- veu a Pastoral da Comunica- ção da nossa Arquidiocese, expressando grande apoio à Rádio Excel- sior e ao Setor deVídeoeTV. A desco- berta de uma leucemia o le- vou aos Esta- dos Unidos em busca de tratamento em 1993. Poucos meses depois retor- nou ao Brasil, mas permaneceu por pouco tempo, tendo que retornar à sua terra para continuar o tratamento da doença que avançava apressadamente. Com o tratamento, a leucemia estava controlada, porém seu coração não suportou. Na tarde de 6 de julho de 1995, no Hospital Santa Maria, em Saint Louis, no Missouri, ele retornou ao Pai. Deus o quis perto de Si. Nas últimas conversas telefô- nicas com amigos brasileiros, despediu-se. Já previa o seu fim. Seu corpo foi levado para Omaha, com missa de corpo presente no dia 10 de julho, depois seguiu para Ligouri, para ser sepultado no cemitério da sua Congrega- ção, o que aconteceu no dia 11 de julho, com a presença do CardealArcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves, irmãos da Congrega- ção dos Redentoristas, familiares e amigos brasileiros e americanos. Em Salvador, havia ocorrido uma Celebração Eucarís- tica em sua memória, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no dia 7 de julho, com grande participação de fiéis. Em Ligouri, seu corpo foi devolvido à terra, ao pó. DomTomás retornou ao Pai, sim. Ele se foi, como expres- sou a enfermeira que o assistiu nos últimos momentos no Hospital Santa Maria, mas, com certeza, ele está interce- dendopor nós. Pai,Amém. Brasão pessoal de Dom Tomás Celebração na Igreja de São Pedro Fundação dos Missionários da Eucaristia, em Salvador, em 1989 Em tratamento, nos EUA, em 1994
  6. 6. 01-ELOÍSA ELIAS DA SILVA PORTELLA 01-JOSÉ NILTON CARDOSO 01-MARLENE RODRIGUES MACIEL 01-TELMA CONCEIÇÃO OLIVEIRA MENDES 02-HELIOMAR GOMES DE SOUZA 02-NIVALDO BISPO DE JESUS 03-IVANEIDE MARIA DOS SANTOS 04-BÁRBARA RIBEIRO GRANJA 04-GEORGINA DA SILVAARCANJO 05-HAMILTON LIMA ROCHA 05-JESUS NUNES FREIRE 05-PATRÍCIA FALCÃO DOS SANTOS 05-VALDETE DOS SANTOS DE SÃO MIGUEL 06-ANA BÁRBARA UMBURANAS 06-LEONES SILVA CARILO 07-SARAJANE BARREITO FREITAS 07-SÔNIA S. VASCONCELOS 07-VICTÓRIA GAMA MOURA 08-ANTÔNIO MARTINS ESPÍNOLA 08-HELIJANDRO SILVA DOS SANTOS 08-M.ª MACHADO 08-NATHALIAALVES DE SOUZA 08-NILSON NERE DOS SANTOS 09-ALEX DE JESUS SILVA 09-HAYSE LYRA MACHADO 09-JAIR CRAVO 09-Mª CÁSSIA DE ANDRADE 09-MINERVINAAFONSO RAMOS 10-HELENA PALMAAZEVEDO DE SANTANA 10-IZAURINA PASSOS DE SOUZA 10-M.ª DAS GRAÇAS DA SILVA 10-Mª EMÍLIA DA SILVA NOVA 11-ANA PAULA LIMA SANTOS 11-CÉLIA MARIA GUEDES 11-ESTERLINA GONSALVES DOS REIS 11-JAQUES RODRIGUES DA CRUZ 11-SARAADRIANE DOS SANTOS 11-TÂNIA CONCEIÇÃO S. DE M. ESPÍNOLA 12-MATEUS MENDONÇA VALE 13-ANÍSIAALVES DA SILVA 13-LUZIA BARROS CERQUEIRA SANTOS 13-LUZIA MARIA DA COSTA PINTO 14-GISÉLIA BASTOS LEITE BATINGA 14-M.ª DAS GRAÇAS SANTOS BOTTAS 15-ANTONIETA MARQUES M. DE LIMA 15-EDNA PEREIRA BATISTA 15-FRANCISCO MARTINS FERRAZ 16-CORÁLIA DE O. BRAGA MACEDO 16-M.ª PIRES SANTOS 16-NEIDE OLINDA CARDOSO SOUZA 16-NORMA TERESA FERREIRA VITÓRIO 16-PAULO CÉSAR SILVA DE MATOS 17-JORGE ANTÔNIO SOUZA ZUZA 17-JOSÉ ALMIR BATISTA DOS SANTOS 17-MARLENE TEREZINHA DACROCE 18-CELINA NASCIMENTO DE JESUS 18-EDVALDO DOS SANTOS PEREIRA 18-HONORATA BORBA DA TRINDADE 18-JOSÉ OTÁVIO CORDEIRO DE OLIVEIRA 18-JUDITE ALVES DOS REIS 18-MOACIR DOS SANTOS FERREIRA 19-EDINEI ROBERTO PEREIRAATAÍDE 19-JOSÉ MURICY 19-VIVIANE ARAÚJO DOS SANTOS 20-ALBÉRICO LEÔNCIO E FRANÇA 20-JANETE SILVAALMEIDA 20-NADNALVAARAÚJO LEITE 20-PALMIRO PINTO DA SILVA 20-VANILDA LEITE LAGO 21-ELOÁ DE JESUS DOS SANTOS 21-HELENA LIMA PALMA 21-UDILÃ SALES CORTÊS UMBELINO 22-GUANACY OLIVEIRA DE SANTANA 22-JOÃO CARLOS SANTANA DA CRUZ 22-M.ª CONCEIÇÃO MORAES 22-M.ª JÚLIA DA R. CAMPOS MARINHO 22-ROMÁRIO FERREIRA DE SOUZA 22-SANDRA FERREIRA BARBARINO 23-ALOÍSIA CRISPINA DE JESUS SALES 23-AMÉLIA SANTOS DA SILVA 23-MARGARIDA G. LOPES DE MORAES 23-ZILNARA DA SILVA BRITO 24-LEONARDO ALESSANDRO L. MENDES 24-PATRÍCIA MARIA OLIVEIRA PRADO 24-SULIMAR SAMPAIO DA SILVA 25-CLOTILDES SILVA SOUZA 25-DULCE M.ª MONTEIRO BONFIM 25-M.ª DA GLÓRIA SILVA COSTA 25-M.ª DE LOURDES F. SANTANA 25-NATALICE BARBOSA PESTANA 25-TELMA IRACEMAALVES ARAÚJO 26-ESTEFÂNIA DO ESPÍRITO SANTO DIAS 26-MARILENE DOS ANJOS DE FREITAS 26-TEREZA NERI REIS 27-VANDA SANTOS LIMA 28-SIOMARA BISPO DOS SANTOS 29-ALEXANDRO SALES FERREIRA 29-JAILTON JOSÉ TEIXEIRA 29-Mª JOSÉ DE SANTANA OLIVEIRA 29-URANITA MARIA DO NASCIMENTO 30-ANA RAFAELA DO SACRAMENTO FREIRE 30-LEONARDO VENTURA MACEDO 30-MANELITA SENHORINHA DO NASCIMENTO 31-ELIENE SANTOS RODRIGUES 31-JOSENALVA BORGES SANTOS 31-JURACY PITA FERREIRA 31-LEONARDO ALVES DOS SANTOS 31-Mª DE FÁTIMA MATO GROSSO DE JESUS 31-MARTA LÚCIA R. MACIEL DE SOUZA 31-SILVIO GOMES DE SOUZA A você, meu irmão, minha irmã, que assume esta Paróquia como dizimista e se compromete com o trabalho pastoral, parabéns! Como presente do seu aniversário, a comunidade paroquial estará unida a você, seus amigos e familiares, nesse dia tão especial, para celebrar esta data. Venha participar, nesse dia, da Santa Missa, às 8h, na Igreja de São Pedro. Caso a data seja no Domingo ou Dia Santo, a missa começa às 7h30. PARÓQUIA DE SÃO PEDRO MOVIMENTO FINANCEIRO OUTUBRO/2017 RECEITAS Espórtulas de missas ............................... 8.545,00 Espórtulas de batizados .............................. 240,00 Espórtulas de matrimônios .......................... 705,00 Dízimos .................................................. 34.674,00 Coletas ordinárias .................................. 8.980,95 Coleta para as Missões......................... 1.688,00 Taxas de certidões ...................................... 210,00 Donativos ............................................... 5.600,00 Rendimento do bazar ............................. 7.760,00 Rendimento do restaurante .................... 7.845,29 TOTAL ............................................... 76.248,24 DESPESAS Manutenção e conservação .................. 2.221,77 Material litúrgico ...................................... 1.034,16 Promoção humana/formação ................... 600,00 Ajuda pastoral a moradores de rua .......... 1.000,00 Ajuda pastoral a mulheres marginalizadas 937,00 Ajuda social ............................................. 2.600,00 Salários ....................................... 24.872,15 Vale refeição ......................................... 9.191,58 Vale transporte .........................................2.880,00 Encargos sociais ......................... 14.746,02 Assistência odontológica a funcionários .. 299,00 Côngrua ao pároco ....................... 3.000,00 Material de informática ............................ 100,00 Correios .................................................. 1.181,40 Água, energia e telefonia ........................ 2.994,89 Tarifa bancária ...............................................72,90 Repasse de taxa à Cúria ........................ 5.314,50 Repasse à Cúria da Coleta das Missões .1.688,00 TOTAL ............................................. 74.733,37 SALDO DO MÊS 1.514,87 Dízimo é colaboração com a comunidade em sua caminhada, mas é, também, partilha com os mais pobres. SEJA DIZIMISTA INSCREVA-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL
  7. 7. Nas noites negras do Brasil contemporâneo, houve neste ano um dia de céu aberto – 10 de dezembro –, quando duas inesquecíveis pessoas completariam 100 anos, se vivas fos- sem: Dom Tomás Murphy e Carmita Overbeck. Foram duas histórias diferentes, mas dois rios que fluíram na mesma dire- ção: Cristo Jesus. Ambos admiráveis na fé e na luta para ampliar os limites do Reino de Deus entre os homens. Vive- ram adorando e construindo, contemplando e evangelizando. Conheci-os em momentos diferentes da minha vida, mas os admirei sempre pela simplicidade e coerência. Souberam ser amigos,entusiasmadospelaféesempreabertosaos irmãos. Conheci Carmita quando eu tinha 16 anos, e ela esperava ser mãe, não me lembro bem de qual das filhas. Era cliente do meu avô, médico obstetra, que teve o privilégio de abrir a porta do mundo para muita gente, inclusive para mim. Carmi- ta e eu fazíamos diferença na idade. Como não são os anos que nos identificam, porém ideias e ideais, conversávamos muito quando voltávamos para casa depois da missa diária das 6h30 do Hospital Português. Nunca mais a perdi de vista, acompa- nhando a edificante trajetória quefoiasua vida. Bem diversa foi a descober- ta de Dom Tomás que, para mim e para tantos, não precisou de nenhum cartão de apresenta- ção. Já era casada e mãe, quan- do ele chega a Salvador com a missão de auxiliar o tão querido Dom Avelar no pastoreio do seu rebanho. Era americano que, apesar de tanto tempo no Brasil, nunca perdeu o sotaque de estran- geiro, embora se tornasse um nor- destino que tanto conhecia o mor- maço da seca como a brisa do Atlântico. Tinha um jeito tão cati- vante de conviver que criou uma imensa constelação de amigos fiéisatéo fim. Falar sobre a trajetória pasto- ral de Dom Tomás é tarefa que não pode ser cumprida no limita- do espaço de um jornal. Só um livro de muitos capítulos, traba- lhado por inteligência que enxer- gue além do que os olhos veem, pode registrar os passos de um homem de Deus, como ele foi, na profundidade da fé e na experiência do amor. Foi amado por muita gente que admira- va a lucidez da sua inteligência, os valores do seu caráter e principalmente a sabedoria do seu coração. Foi confessor e diretor espiritual de inúmeros baianos que encontraram na sua palavra e no seu exemplo um roteiro para uma caminhada cristã,numasociedadepluralista. CarmitaeDomTomásforam,paranós, umaescoladecris- tianismo autêntico, mostrando que através de opções diferen- tes podemos trilhar uma vida santa, caminhando para a Casa do Pai. Chegaram lá eles que, unidos na terra pela mais frater- nal amizade, agora no eterno hoje contemplam face a face o Deus emqueacreditaram. Yvette Amaral yvettealemosmaral@gmail.com A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em um nível que compromete a saúde da pessoa, acarretando prejuízos como alterações metabólicas, dificuldades locomotoras e risco cardiovascu- lar aumentados. O problema do excesso de peso e da obesi- dade tem alcançado proporções epidêmicas no mundo todo. Pesquisas mostram que o excesso de peso tem aumentado emtodasasfaixasdeidade. Com o crescimento alarmante da obesidade, são atendi- dos cada vez mais pacientes com excesso de peso, sendo fundamental abordar adequadamente esse problema. Do ponto de vida clínico, é importante verificar a época do iní- cio do ganho de peso e investigar possíveis fatores desenca- deantes.Agestação tem grande influência nas mulheres para o ganho de peso. Outro período crítico é a menopausa porque há modificação na composição corporal com o aumento da gordura abdominal visceral, com consequências metabóli- cas significativas. Em homens, a cessação de atividade física tem papel decisivo no ganho de peso, assim como a cessação do tabagismo e o uso de alguns medicamentos (corticoides e antidepressivos). Existem doenças que podem estar associadas ao excesso de peso e devem ser investigadas, como baixa produção do hormônio cortisol, hipotireoidismo, hipoglicemia, síndrome dos ovários policísticos. Outro ponto de investigação é o hábito alimentar.Verificar se há compulsão alimentar, inges- tão de comida em excesso, alimentação fora de horário (be- liscar alimentos em qualquer hora). Os antecedentes familia- res de obesidade e os hábitos de vida também são importan- tes. A obesidade pode piorar diversas situações clínicas, entre elas: hipertensão arterial sistêmica, diabete melito, excesso de colesterol e triglicerídeos, osteoartrose, doenças cardiovasculares, apneia do sono, refluxo gastroesofágico e deposição de gordura no fígado (esteatose hepática). Por isso é importante, na consulta clínica, avaliar todos os fatores que contribuem para a obesidade para que haja uma melhor con- duçãonoseu controleetratamento. OBESIDADE Dr. Getúlio Tanajura Machado gemachado@bol.com.br - tel. 71-3328-5633
  8. 8. Informativo da Paróquia de São Pedro Praça da Piedade, 11 - São Pedro - CEP: 40.060-300 - Salvador - Bahia - Brasil Site: www.paroquiadesaopedro.org - E-mail: padreaderbal@bol.com.br Direção e Coordenação: Padre Aderbal Galvão de Sousa Diagramação e Revisão: Equipe da Pastoral da Comunicação Colaboração: Getúlio Machado, Yvette Amaral, Zélia Vianna Ilustrações: Getúlio Machado, Acervo de fotografias de Dom Tomás e internet Jornalista responsável: Maria Alcina Pipolo - MTb/DRT/BA 915 Tiragem: 5 mil exemplares Distribuição Gratuita Arquidiocese de São Salvador da Bahia - Brasil Prezado(a) paroquiano(a) e leitor(a) do Folha de São Pedro, O Advento, como nos lembra o Papa Francisco, “é um tempo de ampliar os horizontes e estar pronto para mudar. É um novo caminho de fé em que o povo de Deus vai ao seu encontro e Ele vem aténós”. Depois da primeiravisita do Senhor à humanidade, com o nascimento de Jesus nagrutadeBelém,asegundaacon- tece no presente. O Senhor nos visita continuamente, todo dia, caminha ao nosso lado, é uma presença de consola- ção. O meu desejo é que, nesse Natal, você faça verdadeiramente essa expe- riência de Jesus na sua vida e possa caminhar com Ele em cada dia do novo ano que se aproxima, deixan- do-sesurpreenderpelasnovidadesqueDeus nos apresenta. Um frutuoso Advento e um Santo e Feliz Natal! Padre Aderbal Galvão de Sousa Expediente: Fone: (71) 3329-3280 ORAÇÃO DO PEREGRINO Senhor, vós sabeis melhor do que eu que estou envelhecendo e que um dia estarei velho. Preservai-me o hábito fatal de pensar que devo sempre dizer alguma coisa sobre todo e qualquer assunto, em toda e qualquer ocasião. Livrai-me do desejo de pôr em ordem a vida dos outros. Fazei-me ponderado, mas não melancólico, prestativo, mas não mandão. Parece uma pena não poder usar todo o meu vasto cabedal de sabedoria, mas vós sabeis, Senhor, que quero conservar alguns amigos até o fim. Conservai minha mente livre da recitação de pormenores sem fim... Dai-me asas para chegar ao miolo das questões. Selai os meus lábios para que eu não fale das minhas dores e sofrimentos. Eles estão aumentando e a vontade de enumerá-los vai-se tornando cada vez mais doce com o correr dos anos. Não me atrevo a pedir boa vontade suficiente para apreciar as histórias dos outros, porém ajudai-me a suportá- las com paciência. Não ouso pedir uma memória perfeita, mas, sim, uma crescente humildade e decrescente “infalível segurança”, quando minhas lembranças entrarem em choque com as lembranças dos outros. Ensinai-me a gloriosa missão de que, às vezes, posso estar errado. Conservai-me razoavelmente amável. Não quero ser um santo. É tão difícil conviver com alguns deles! Porém, um velho mal-humorado é uma das obras-primas do demônio. Dai-me habilidade para descobrir coisas boas em lugares imprevistos e talento em pessoas inesperadas. Dai-me a graça de saber dizer isso. Dom Tomás Guilherme Murphy

×