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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Abril de 2018

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Edição de Abril de 2018 do Jornal Folha de São Pedro, o Jornal da Paróquia de São Pedro

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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Abril de 2018

  1. 1. OAno do Laicato veio para alertar a grande maioria do Povo de Deus sobre a sua insubstituível missão de ser sinal da NovaAliança numa sociedade pluralista que se esfacela em velocidade acelerada. Um furacão de múltiplas causas ameaçaahumanidadenasuasobrevivêncianesteplaneta. Na Exortação Apostólica “AAlegria do Evangelho”, o Papa Francisco se pronuncia: “O processo de seculariza- ção [...], com a negação de toda a transcendência, produziu uma crescente deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social, e um aumento progressivo do relativismo; e tudo isso provoca uma desorientação generalizada, especialmente na fase tão vulnerá- vel às mudanças da adolescência e juventude. (EG 64)”. Nesse texto, o Pontífice destaca a “deformação ética” responsável “pela perda do sentido pessoal e social do peca- do”, assim como “um aumento progressivo do relativismo”. Tudo é permitido, tudo é relativo é o refrão do ser humano do 3.º milê- nio, que se lança nos despenhadei- ros perigosos da permissividade e entra nos túneis escuros de uma filosofia de vida indiferente a Deus e ao irmão. Para salvar a humanidade dessa crise, o leigo cristão é requisitado para ser sinal da Aliança, que foi perdida no passado pelo pecado do ser humano, mas posteriormente resgatada pela Paixão, Morte eRessurreiçãodeJesus. Durante seu trajeto pelo tempo, o Homem de Nazaré reuniu 12 homens, conviveu com eles e preparou-os para lhe darem colaboração no anuncio do Reino de Deus, comunidade a ser construída sobre os alicerces da justiça, da fraternidade e da liberdade. Fez o bem a muita gente e ensinou todos a viverem como irmãos. Conclui sua missão de Redentor morrendo numa cruz depois de uma via sacra de dores e humilhações. É sepultado, porém ressuscita no terceiro dia, porque o Filho de Deus não pode ser vencido pela morte.Ainda passa mais alguns dias na terra e retorna à casa do seu Pai, de onde saiu para nos salvar. Entretanto, não considerou a história da salvação concluída. Pede-nos assumi-la com esta ordem: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípu- los...”(Mt28, 18-19). Nessa hora confusa que já coloca o Brasil na fronteira do caos, a Páscoa celebrada em 1.º de abril convoca os leigos a serem sinais do pacto de amor que Deus assinou com o ser humano ao criá-lo. A este com- pete ser fiel à proposta divina através de uma vida santa e santificadora, num mundo frio e cruel onde não se respeitam as criaturas porque Deus é esque- cido, e os irmãos desrespeita- dos aténodireitoàvida. Caro leigo, a Igreja lhe pede uma ação evangelizadora cora- josa e perseverante, capaz de poupar a humanidade de tantos sofrimentos. O mundo se deba- te entre ondas violentas. Você deve ser o salva-vidas dos que lhe estão mais próximos. Saia do banco da reserva e encaminhe-se para o campo da luta.Avitória está conosco porque somos parceiros do Ressuscitado. Com a minha bênção de pároco, acompanho o esforço de todos que res- ponderemàconvocaçãodoAno doLaicato. UmafelizesantaPáscoa! Padre Aderbal Galvão de Sousa O Papa Francisco convida os integrantes da Diaconia da Beleza a viverem de modo comunitário a paixão pela arte. Página 4 Em seu artigo na página 7, Yvette Amaral destaca que é preciso ressuscitar a esperança “Deus nos concedeu poderes de parceria no processo de criação do mundo. Deu-nos livre escolha para melhorar o mundo ou fazê-lo pior”, frisa Eliane Azevêdo na página 8
  2. 2. “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém maisfortedoqueeu.EleéquembatizarávocêscomoEspí- rito Santo e com fogo”. Essas palavras ditas por João Batista ao povo que o seguia na expectativa da vinda do Messias prometido são bem claras. E é porque não é só com água, mas também no Espírito que somos batizados, que esse primeiro sacramento da Igreja nos liga indissolu- velmente a Cristo e nos insere na comunidade eclesial. Pelo Batismo somos todos mergulhados, enxertados em Cristo, revestidos de Cristo. Identificados com ele, anima- dos pelo mesmo Espírito que O guiou e O conduziu no mundo,teremoscondiçõesdevivercomoEleviveueanun- ciar ao mundo, de forma adequada e atualizada, a mensa- gemdoEvangelho. A missão dos leigos não vem do Clero, mas de Deus, através do Batismo, que é a fonte de todas as vocações e essa é a razão porque nossa consagração não pode ser con- siderada de menor valor ou responsabilidade que a do sacerdote. A diferença entre clero e laicato está nas fun- ções. Mas “padre é padre e leigo é leigo”. Ao sacerdote compete governar, ensinar, orientar o povo, alimentá-lo com o pão da Palavra e da Eucaristia. Nós, leigos, não o substituímos, mas vivemos e trabalhamos em união frater- na e comunhão com ele. E embora nossa principal função seja a de ser sal e luz no mundo, embora nosso campo espe- cífico de atuação não seja a sacristia, mas lá onde palpita o coração do mundo com suas dores e alegrias, trevas e luzes, somos chamados a realizar diversas tarefas como a de catequista, ministro da Eucaristia, ministro da Palavra, agente das diferentes pastorais, serviço aos pobres e aos doentes...Tal como o casal Áquila e Priscila, que ajudaram Paulo a fundar a comunidade de Corinto, cabe a nós, lei- gos, colaborar com o padre no governo da Paróquia e auxi- liá-lo nas diversas atividades pastorais.Reconheço que não éfácilanunciaroCristoRessuscitadonumasociedadeindi- vidualista e relativista onde as coisas mudam numa rapi- dez alucinante e a cada dia aparecem novidades e proble- mas. Não é fácil, repito, ser sal e luz num mundo que per- deuogostopelobomebeloeacostumou-seavivernaescu- ridão. Mas essa é a nossa missão, dela não podemos fugir e, para exercê-la, precisamos estar preparados. Afinal, “qual de vós, querendo construir uma torre, não se concen- tra primeiro e calcula os gastos para ver se tem o suficiente para terminar?” (Lc 14,28). De fato, para que possamos cumprir com solicitude e eficácia a missão que nos cabe, é imprescindível que conheçamos bem a Igreja e sua doutri- na e estejamos permanentemente em busca de uma sólida formação humana, moral, teológica e pastoral, vez que não nos é permitido ensinar o que achamos ou queremos, mas o que a Igreja prega e ensina. O tema da formação humana, teológica, eclesiológica e pastoral do leigo é atual e urgen- te não só para o trabalho na comunidade como para a socie- dade de modo geral. Refiro-me não a uma formação ocasi- onal para dar resposta a um determinado trabalho ou mis- são,masaumaformaçãosistemáticaepermanente. É grande, nas paróquias, o número de leigos que parti- cipam das missas dominicais e dos momentos devocionais e oracionais, contudo nem todos (alegando muitas vezes falta de preparo) assumem as missões régia, profética e sacerdotal recebidas no Batismo.Anecessidade de um lai- cato que reza, estuda e trabalha foi muito bem definida pelo Papa Emérito Bento XVI quando recomendou a um grupo de bispos ucranianos “empenho na formação de um laicato que saiba dar ao mundo as razões de sua fé e possua clarosobjetivospastorais”. Nós, católicos, somos privilegiados porque contamos com o Magistério da Igreja, que vem ao nosso encontro, recordando-nos, ensinando-nos, orientando-nos, esclare- cendo nossas dúvidas. O Magistério, formado pelos bispos em união com o Papa, goza da assistência do Espírito San- to, tem a responsabilidade de zelar para que a mensagem do Evangelho não seja deturpada e permaneça viva no meio do povo a fim de que desse povo se possa dizer o que disse Lucas das primitivas comunidades cristãs: “Amulti- dão dos fiéis era um só coração e um só alma” (At 4,32). É oSagradoMagistérioquenos dáacertezadequeoquepro- fessamos e ensinamos está em perfeita sintonia com o que Jesus ensinou aos Doze. Sem ele, com tanta gente pensan- do de seu jeito e ansiando para que sua verdade prevaleça, aIgrejaseriaumantrodedesordemedesunião. Entretanto, embora a formação, o conhecimento e o estudo sejam de fundamental importância, jamais respon- deremos aos anseios de fraternidadee justiçada sociedade, jamais seremos autênticas testemunhas do Evangelho se abdicarmos do encontro pessoal com o Senhor, se não fizermos a experiência do amor a Deus e ao próximo na vidacomunitária. Zélia Vianna zelia.vianna@yahoo.com.br
  3. 3. DOMINGO DE PÁSCOA: 1.º de abril. Missa às 7h30, 9h30 e11h30, naIgrejadeSãoPedro. HORA SANTA E MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: 6 de abril, Hora Santa às 9h, e missaàs10h, naIgrejadeSão Pedro. PREPARAÇÃO DE PAIS E PADRINHOS PARA O BATISMO DE CRIANÇAS: 7 de abril, das 14h às 18h, naIgrejaNossa SenhoradaConceiçãodaLapa. BATISMO DE CRIANÇAS: 8 de abril, às 8h30, na IgrejadeSão Pedro. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM ESTEVÃO:10 deabril. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO DIÁCONO LOURIVAL:11 deabril. M I S S A E M A Ç Ã O D E G R A Ç A S P E L O S DOADORES DO BAZAR: 15 de abril, missa às 7h30, 9h30 e11h30, naIgrejadeSãoPedro. DIADE SANTOEXPEDITO:19 deabril. FERIADO DE TIRADENTES: 21 de abril. As igrejas de São Pedro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos, Nossa Senhora da Conceição da Lapa e Nossa Senhora do Rosárioestarãofechadas. M I S S A E M A Ç Ã O D E G R A Ç A S P E L O S DIZIMISTAS DA PARÓQUIA: 22 de abril, missa às 7h30,9h30e11h30, naIgrejadeSãoPedro. DIADOS EMPREGADOS DO LAR:27deabril. ESCOLA DE MARIA: Todo sábado, às 9h, na Igreja de SãoPedro. GRUPO DE MÃES QUE ORAM PELOS FILHOS: Todo sábado, às 8h30, na Igreja Nossa Senhora da ConceiçãodaLapa.Venhaparticipar! 01: Dia do Trabalhador, abertura do Mês de Maria, aniversário de ordenação sacerdotal de PadreAderbal. Missa às 9h30, na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa. Não haverá missanaIgrejadeSãoPedro. 04: Hora Santa e Missa do Sagrado Coração de Jesus; 05 e 19: Preparação de pais e padrinhos para o batismodecrianças; 06 e20:Batismodecrianças; 13: Dia das Mães e dia de Nossa Senhora de Fátima; 20:Pentecostes; 20: Missa em ação de graças pelos doadores do bazar; 27:SantíssimaTrindade; 27: Missa em ação de graças pelos dizimistas daParóquia; 30:CoroaçãodeNossa Senhora; 31:Corpus Christi. A nossa Paróquia mantém três espaços com o Bazar da Solidariedade, que são frutos de doações de roupas, sapatos, objetos de decoração, móveis e utensílios domésticos em bom uso que são postos à venda com o objetivo de ajudar no trabalho social que a Paróquia desenvolve. Faça uma arrumação na sua casa, no seu guarda-roupa! Doe o que você não precisa mais para o nosso Bazar! Visite os espaços do Bazar da Solidariedade, onde também podem ser feitas as doações: Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa Av. Joana Angélica, 41 - Lapa Igreja Nossa Senhora do Rosário Av. Sete de Setembro, 819 - Rosário Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos Largo dos Aflitos, s/n - Aflitos Informações pelo telefone: 2137-8666
  4. 4. PAPA EXORTA “DIACONIA DA BELEZA” A PROMOVER CULTURA DO ENCONTRO Em 24 de fevereiro passado, o Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, os membros da “Diaconia da Beleza”, um movimento da Igreja nas- cido com a finalidade de construir uma ponte entre os artistas e Deus, para torná-los testemunhas da Sua beleza. Os componentes da “Diaconia” são músicos, poetas, cantores, pintores, arquitetos, cineastas, escultores, atores e bailarinos que buscam viver de modo comunitário sua busca pela verdade e paixão pelaarte. “AIgreja conta com vocês para tornar perceptível a Beleza inefável do amor de Deus e para permitir a cada um descobrir a beleza de ser amado por Deus, de ser preenchido por Seu amor, para viver deste amor e dar testemunho dele na atenção aos outros, em particular, àqueles que são excluídos, feridos, rejeitados em nossas sociedades”, disse o Santo Padre. Dirigindo-se aos presentes, o Pontífice quis esten- der sua saudação a todos os artistas que buscam fazer resplandecer a beleza com seus talentos e sua paixão, bem como às pessoas em condições de fragilidade que se restabelecem graças à experiência da beleza na arte. Citando São João Paulo II na Carta aosArtis- tas, Francisco ressaltou: “O artista vive uma relação peculiar com a beleza. Num sentido muito verdadei- ro, pode-se dizer que a beleza é a vocação a ele con- cedidapeloCriadorcomodomdo 'talentoartístico'”. O Papa lembrou que a “Diaconia da Beleza” fin- cou suas raízes em Roma por ocasião do Sínodo sobre a Nova Evangelização, realizado em outubro de 2012, agradecendo a Deus, junto com eles, pelo caminho trilhado e pela variedade dos talentos que o Senhor os chama a desenvolver a serviço do próximo e de toda a humanidade. Em seguida, destacou que os dons que receberam são para cada um deles uma res- ponsabilidade e uma missão. Efetivamente, acres- centou, é pedido a vocês que trabalhem sem se deixar dominarpelabuscadavãglóriaou deumafácilpopu- laridade, e muito menos pelo cálculo muitas vezes mesquinhodo lucropessoalunicamente. “Num mundo no qual a técnica é muitas vezes entendida como o principal recurso para interpretar a existência,vocês são chamados,medianteseus talen- tos e haurindo das fontes da espiritualidade cristã, a propor 'um modo alternativo de entender a qualidade da vida, a encorajar um estilo de vida profético e con- templativo capaz de alegrar profundamente sem ser obcecado pelo consumo', e a servir à criação e à tutela de 'oásis de beleza' em nossas cidades muitas vezes cimentadasesemalma”,frisou Francisco. O Santo Padre os exortou a desenvolver seus talentos para contribuir para uma conversão ecológi- ca que reconheça a eminente dignidade de toda pes- soa, seu valor peculiar, sua criatividade e sua capaci- dadedepromovero bemcomum. Francisco acrescentou: “Encorajo-os nessa 'Dia- conia da Beleza' a promover uma cultura do encon- tro, a construir pontes entre as pessoas, entre os povos, num mundo em que ainda se elevam tantos muros por medo dos outros. Tenham a peito também testemunhar, na expressão da arte de vocês, que crer em Jesus Cristo e segui-lo não é simplesmente uma coisa verdadeira e justa, mas também bonita, capaz de preencher a vida de um novo esplendor e de uma alegriaprofunda,mesmoemmeioàs provações”. Fonte:VaticanNews FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE CATEGERÓ Em 14 de março passado, foi realizada a festa de SantoAntônio de Categeró, nas missas das 8h e 17h, na Igreja de São Pedro. A devoção a este santo acon- tecenanossa ParóquiadesdeoséculoXVII.
  5. 5. FESTA DE SÃO JOSÉ Em 19 de março último, foi celebrada a festa de São José, em todas as missas, na nossa Paróquia. VIVENCIANDO A PÁSCOA O tempo pascal compreende 50 dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados como um só dia: “os 50 dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo” (Normas Universais doAno Litúrgico,n22). O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inau- gurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cin- quentenaremonta-seàs origensdoAno litúrgico. Os judeus já celebravam a “festa das semanas” (Cf. Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos 50 dias da Páscoa.Acelebração cristã da Páscoa organizada em sete semanas é para prolongar a alegria da Ressurrei- ção e para celebrar ao final dos 50 dias a festa de Pen- tecostes: o dom do Espírito Santo. Já no século II temos o testemunho de Tertuliano que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongadaalegria. A liturgia insiste muito no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a “oitava da Pás- coa”, em que já por irradiação os batizados na Vigília Pascal, eram introduzidos a uma mais profunda sin- tonia com o Mistério de Cristo que a liturgia celebra. A“oitavadaPáscoa”terminacomo domingodaoita- va, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados retiravam, em outros tempos, as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo. O 2.º domingo, é chamado de Domingo da Divina Miseri- córdia,eo4.º domingo,deDomingodo BomPastor. Dentro destes 50 dias da Páscoa, é celebrada a festa da Ascensão do Senhor, agora não necessaria- mente aos 40 dias da Páscoa, mas no 7.º domingo da Páscoa, porque a preocupação não é tanto cronológi- ca mas teológica, e aAscensão pertence simplesmen- te ao mistério da Páscoa do Senhor. E conclui tudo comavindado EspíritoemPentecostes. A unidade vivida nestes 50 dias é também desta- cada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecos- tes. As celebrações litúr- gicas no período da Pás- coa expressam e nos aju- dam a viver o mistério pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus. As leituras da Palavra de Deus dos oito domin- gos desteTempo na Santa Missa estão organizadas com essa intenção. A primeira leitura é sempre dosAtos dosApóstolos, a história da Igreja primiti- va, que em meio a suas debilidades, viveu e difundiu a Páscoa do Senhor Jesus.Asegunda leitura muda segundo os ciclos A, B e C, com predominân- cia da 1.ª carta de São Pedro, da 1.ª carta de São João edo livrodoApocalipse,respectivamente.
  6. 6. 01-CÉLIA CABRAL DE SOUZA 01-LUTHGARDES PORTELA DOS SANTOS 01-THIAGO SAMPAIO ALMEIDA 01-VITALINA SANTOS DA CONCEIÇÃO 02-ALEXANDRINA DANTAS DOS SANTOS 02-FERNANDO BASTOS VALENTE 02-FRANCISCA RIBEIRO PASSOS 02-TERESA CRISTINA BONFIM SOUSA 03-ANA RITA FRAGOZO 03-M.ª BERNADETE DE JESUS SANTANA 04-ALANA PLÁCIDO CAETANO DA SILVA 04-CECÍLIA LEONOR N. L. LEAL RIBEIRO 05-ALFRENA DA COSTA LIMA 05-GERALDO PEDRAL SAMPAIO 05-IRENE RIBEIRO SANTANA 05-LUCIENE LIMA SOUZA 05-WALDELICE CONCEIÇÃO MARTINS 06-ÂNGELA FERNANDA NAPOLI PEIXOTO 06-CLÁUDIA DE ALMEIDA E SILVA 06-CREMILDA VIEIRA DE VILAR 06-M.ª DE LURDES OLIVEIRA MARQUES 07-ANÁLIA DA SILVA BATISTA 07-HINARACY MARIA DE ARAÚJO DIAS 07-MARINALVA VIEIRA QUEIROZ 07-NEUZAALMEIDAANTON 08-ANA CLARA OLIVEIRA SILVA 08-CELSITO RIBEIRO DE ARAUJO 08-EVANY CORREA LEAL 09-ARLINDA CONCEIÇÃO DE ALMEIDA 10-M.ª DAS GRAÇAS OLIVEIRA DE ARAÚJO 10-Mª DE LOURDES CANELAS RUBIM 10-REGINA PALMAAZEVEDO DE SANTANA 11-ALBA REGINA MOREIRA DE CARVALHO 11-LOURIVAL CERQUEIRAALMEIDA 12-EDITE SILVA CORREIA DE ARAÚJO 12-ELZA MARIA SANTOS TINOCO 12-RENATO DE JESUS LIMA 13-BERNADETE Mª DA SILVAALMEIDA 13-JOSÉ CARLOS SÃO PEDRO ACCIOLY 13-M.ª CONCEIÇÃO MELO FILHA 13-VANDA CARDOSO CARVALHO 14-JUREMITA DO CARMO DA SILVA 14-SARA MOTA DOS SANTOS 15-BERNADETE SANTOS LIMA 15-CÉLIA MARIA CORREIA NASCIMENTO 15-LÚCIA DE SOUZA 16-BERNADETE DOS SANTOS CERQUEIRA 16-TEREZINHA DO ROSÁRIO 17-EDELZUITA PEREIRA SOUZA 17-INDIRA SILVA DE MATOS 17-ROSELITA SANTOS DE CARVALHO 17-TIAGO SANTOS VIEIRA 18-ALDECIR NUNES TEIXEIRA 18-VERA LÚCIAABREU 19-CONCEIÇÃO BÁRBARA DOS SANTOS 19-IRACEMA FERREIRA DA SILVA 20-ADELAIDE FRANÇA DOS SANTOS 20-HÉLIA SAMPAIO SANTOS 20-LUIZ CARLOS SOUZA TEIXEIRA 20-OLINDINA MARIA BISPO DOS SANTOS 22-ROBSON DE SANTANA BORGES 22-SIMONE SANTOS RIBEIRO 23-Mª DA PIEDADE CERQUEIRA BARBOSA 23-MARGARETE ROSE OLIVEIRA NEDER 23-NILZA SILVA HEREDA 24-DAISY LEONOR FERREIRA 24-PEDRO PAULO ROCHA DE ANDRADE 25-ANGELITA DALTRO DOS REIS ALONSO 25-GEORGINA DOS SANTOS ÁVILA 25-IOLANDI SANTOS DE AGUIAR 25-TATIANA BRITO CRUZ 26-CLÁUDIA MÁRCIA L. DE MORAES LOBO 26-HELOIZA TEIXEIRA DE MELO 26-LOURDETE VILASBOAS CARDOSO 26-WALDELICE RIBEIRO DOS SANTOS 27-JAYRA DOS SANTOS 28-JOSÉ MARIA RAMOS DE OLIVEIRA 28-TEREZINHA FERNANDES DE JESUS 29-CAROLINA MARIA ROXO SILVA 29-EDITH MARIA DE SOUZA 29-KATHERINE DOS SANTOS ZUZA 29-LARISSA GABRIELA B. SANTIAGO 29-ROBERTO EMILIANO DE BRITO 29-YVES WEST BEHRENS 30-M.ª EULINA MANGABEIRA FRANÇA 30-M.ª DA CONCEIÇÃO BISPO DOS SANTOS A você, meu irmão, minha irmã, que assume esta Paróquia como dizimista e se compromete com o trabalho pastoral, parabéns! Como presente do seu aniversário, a comunidade paroquial estará unida a você, seus amigos e familiares, nesse dia tão especial, para celebrar esta data. Venha participar, nesse dia, da Santa Missa, às 8h, na Igreja de São Pedro. Caso a data seja no Domingo ou Dia Santo, a missa começa às 7h30. PARÓQUIA DE SÃO PEDRO MOVIMENTO FINANCEIRO FEVEREIRO/2018 RECEITAS Espórtulas de missas ............................... 7.660,00 Espórtulas de batizados .............................. 320,00 Espórtulas de matrimônios .......................... 928,00 Dízimos .................................................. 30.800,00 Coletas ordinárias .................................. 8.765,20 Donativos ............................................... 3.500,00 Rendimento do bazar ............................. 6.756,00 Rendimento do restaurante .................... 8.740,00 Rendimento de aplicações ........................... 45,67 TOTAL ............................................... 67.514,87 DESPESAS Manutenção e conservação .................. 3.564,50 Material litúrgico ...................................... 1.964,10 Ajuda pastoral a moradores de rua .......... 1.000,00 Ajuda pastoral a mulheres marginalizadas 954,00 Promoção humana/formação ................. 1.000,00 Assistência social .................................. 1.954,00 Salários ....................................... 20.210,97 Vale refeição ......................................... 8.550,34 Vale transporte ..................................... 1.995,80 Encargos sociais ......................... 12.636,36 Assistência odontológica a funcionários .. 247,00 Côngrua ao pároco ....................... 3.000,00 Material de informática ......................... 1.150,00 Taxa de programa SGCP (informática).. 110,50 Correios .................................................. 1.224,20 Água, energia e telefonia ........................ 2.004,67 Taxa à Cúria .................................. 4.694,81 Tarifa bancária .............................................133,40 TOTAL ............................................. 66.394,65 SALDO DO MÊS 1.120,22 O dízimo consiste no gesto alegre de devolver a Deus, na comunidade, um pouco de tudo que Ele nos dá. SEJA DIZIMISTA INSCREVA-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL
  7. 7. O brasileiro atual é um carente de tudo. Falta-lhe pão, emprego, assistência médica, segurança, bem-estar social e... esperança. As sucessivas decepções na política e na administração pública, a luta inglória pela sobrevivência, a falta de perspectiva quanto ao futuro levam a sociedade ao pessimismo e à descrença. Como mingua a comida no prato, mingua a esperança na vida, e sem esta nenhuma vitória se conquista. E nada motiva mais o ser humano do que a esperança.Apaciência no sofrimento e o entusiasmo na hora do cansaço são objetos obrigatórios na mochila do viajante. Só com esperança se faz a história, e sem ela nenhumhomemseconstrói. Ela, porém, não decorre apenas das disposições inte- riores de cada um. Para se desenvolver carece do caldo de cultura de uma vida digna, de um trabalho gratificante, de uma sociedade humana e de uma fé madura. Não adianta semeá-la no solo árido das circunstâncias adversas. Elas morrem sem nunca frutificar. É o que acontece com a crise brasileira: o povo massacrado por tantas cruzes não conse- guelevantaros olhosparadescobriralgumaestrela. É urgente a ressurreição da esperança, e não há momento melhor do que o tempo pascal. Frutos maduros estão pendentes na árvore da Vida. Basta esticar o braço para colocá-los à nossa disposição. Mas, sozinho, o homem não consegue resgatá-la; necessita da ajuda do outro e da realidade social. Por que não tentar a operação- esperança para recuperar esse valor tão benéfico para a alma do brasileiro que está no seu limite de tolerância à dor,beirandoodesespero? Será que a Terra de Santa Cruz, como já foi chamado o Brasil, outrora qualificado por Stefan Zweig como país do futuro, não é capaz de associar o verde da bandeira ao verde da esperança para avançar numa rota de estabilidade e paz? Mesmo nos dias de densas nuvens, o sol brilha por trás delas.Vamos afastá-las do nosso céu, para que o astro- rei retorne com sua luminosidade. Não podemos mergu- lhar nas ondas agitadas que nos ameaçam. A Páscoa nos conclama à renovação, à recuperação de valores que enri- queceram o nosso passado sem os quais não conhecere- mos dias melhores. Não é possível continuarmos cercados pelo lixo da desonestidade manifestada tanto em pequenos gestos do cotidiano, como pelos dentes dos dragões cor- ruptos. Sem escrúpulos nem vergonha, estes se investem do poder para sugar, com suas garras, as reservas do tesou- ropúblico,muitasprovenientesdobolso dos pobres. Vamosreagiraesses ataquescomasarmaslevesdajus- tiça e da caridade. Ainda é tempo de reconstruirmos um paísquepermitaviver-senasegurançaetranquilidade. Yvette Amaral yvettealemosmaral@gmail.com Agota é uma doença hereditária crônica do metabolis- mo das purinas que acomete preferencialmente o sexo masculino entre a terceira e quarta décadas de vida. Geral- mente é causada pela concentração elevada dos níveis sanguíneos do ácido úrico, acarretando deposição nos tecidos dos cristais de urato, tanto em articulações, quanto em outros tecidos. Além disso, há uma diminuição da excreçãorenaldo ácidoúrico. Clinicamente, essa enfermidade caracteriza-se por ataques recorrentes de artrite aguda, durante os quais é possível se detectar cristais de urato dentro dos leucócitos isolados do líquido sinovial. Esses surtos têm duração e intensidade variáveis e se restringem a poucas articula- ções, quase sempre nos membros inferiores, no seu início. Esses episódios de crise são sucedidos por um período de acalmiatotal. A deposição dos cristais em partes moles ao redor das articulações, ou sobre elas, promove a formação de tofos que podem levar, em alguns casos, a deformidades. Quan- do depositados nos rins, podem causar doença renal, aco- metendo esse órgão como um todo, não sendo rara a ocor- rênciadecálculosrenaisdeácidoúrico. O aumento do ácido úrico na corrente sanguínea pode resultar tanto do excesso de produção do urato quanto da diminuição da excreção urinária de ácido úrico. O termo gota primária refere-se à doença clínica que resulta do aumentodos níveisséricosdouratocausadoporerrometa- bólico de origem genética, e também por decréscimo de sua excreção pelos rins.Agota secundária advém do acú- mulo de ácido úrico decorrente de doenças que apresen- tam elevado metabolismo das purinas (mieloma múltiplo, linfomas, psoríase, entre outras) ou por ação de medica- mentos (ácido salicílico, diuréticos tiazídicos, ciclospori- nas,entreoutros),porexemplo. Obesidade, diabete melito, triglicérides elevados, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, consumo de álcool, hipotireoidismo, pós-parto são condições que podem estar associadas à gota. É importante que o pacien- te portador de gota faça uma redução da ingestão de pro- teínas,pois elassão fontesdeproduçãodeácidoúrico. GOTA Dr. Getúlio Tanajura Machado gemachado@bol.com.br - tel. 71-3328-5633
  8. 8. Informativo da Paróquia de São Pedro Praça da Piedade, 11 - São Pedro - CEP: 40.060-300 - Salvador - Bahia - Brasil Site: www.paroquiadesaopedro.org - E-mail: salvador.paroquiasaopedro@gmail.com Direção e Coordenação: Padre Aderbal Galvão de Sousa Diagramação e Revisão: Equipe da Pastoral da Comunicação Colaboração: Getúlio Machado, Yvette Amaral, Zélia Vianna, Eliane S. Azevedo Ilustrações: Getúlio Machado, Rivelino Silva e internet Jornalista responsável: Maria Alcina Pipolo - MTb/DRT/BA 915 Tiragem: 5 mil exemplares Distribuição Gratuita Arquidiocese de São Salvador da Bahia - Brasil Expediente: Fone: (71) 3329-3280 Cada pessoa é única na seleção de palavras ou pensa- mentos que atingem o coração. Às vezes, ouvimos longas falas ou lemos longos textos que, simplesmente, passam. Outras vezes, em meio a mil palavras, umas poucas batem forte na alma, lá se cravam e mudam algo dentro de nós. Passam a fazer parte do nosso “eu”. Uma dessas frases arrebatou-me em profunda reflexão e mudou algo em mim: “Deus não criou o mundo, está criando”.Aautoria é do admirável teólogo, pesquisador e padre jesuíta Pierre TeilharddeChardin. Desde a infância, ouvia ensinamentos que Deus “cri- ou” (verbo no passado) o mundo. Tal afirmativa gerava a ideia de um mundo já concluído, entregue pronto, finali- zado. Dar uma volta no pensamento e imaginar que Deus continua criando o mundo estabelece uma dinâmica evo- lutiva entre nós, o mundo e Deus. Estamos no mundo não apenas como “criatura”, mas também como “criador(a)”. Nossas ações, boas ou más, integram-se ao continuado processo de criação do mundo. Os humanos, diferente- mente de outros seres vivos que, ao morrerem, deixam memória apenas do que foram, nós deixamos memória do quefomos edo quefalamosefizemos. Deus nos concedeu poderes de parceria no processo de criação do mundo. Deu-nos também a livre escolha para melhorar o mundo ou fazê-lo pior. Imaginemos que, em certo momento, toda a humanidade esti- vesse agindo na pro- m o ç ã o d o b e m . Teríamos, então, a presença do Reino dos Céus, conforme anunciado. Por outro lado, estando toda a humanidade comprometida em promover maldades em escala universal, teríamos a revelação do inferno em temporeal. Somos mais poderosos do que imaginamos. Temos o poder da palavra que constrói tanto a violência quanto a paz; tanto destrói conceitos, coisas e pessoas, como resga- tavaloresquenos dignificam. Costumamos valorizar pouco o que acrescentamos ao mundo, quer em palavras ou ações. Mas, por menor que sejam nossas atitudes, elas estarão sempre acrescentando algoaomundo:fazendo-omaisoumenosviolento. Patriarcas, profetas, apóstolos, todos eles viviam ali- mentados pela palavra e reconheciam o poder da palavra. “No princípio havia a palavra...” O próprio Jesus advertiu sobre o poder do que sai pela boca, porque vem do cora- ção. Dr.ª Eliane S. Azevedo Páscoa ... É a passagem da morte para a vida, É crer na vida que vence a morte, É partilhar a vida na esperança, É lutar para vencer toda sorte de sofrimento, É dizer sim ao amor e à vida, É investir na fraternidade, É lutar por um mundo melhor, É ajudar mais gente a ser gente, É ser capaz de estar aberto às mudanças, É viver em constante libertação, É ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Desejo a você uma feliz e santa Páscoa. Que, neste período pascal, você possa também renascer e se renovar! Padre Aderbal Galvão de Sousa Pároco

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