Vantagens do comércio exterior para as empresas brasileiras

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Vantagens do comércio exterior para as empresas brasileiras

  1. 1. Faculdade de Tecnologia de Barueri Tecnologia em Comércio Exterior – 1º Semestre – VespertinoVantagens do comércio exterior para as empresas brasileiras Barueri, 4 de junho de 2012.
  2. 2. Vantagens do comércio exterior para as empresas brasileiras Daiane Sombra Giselly Rodrigues Nathalie Almeida Pâmella Cavallini Wanderleia Diniz Tecnologia em Comércio Exterior – 1º Semestre – Vespertino Givan Fortuoso da Silva
  3. 3. "A atividade social chamada comércio, por mal vista que esteja pelos teoristas de sociedadesimpossíveis, é, contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. Ooutro característico distintivo é o que se denomina cultura." Fernando Pessoa
  4. 4. Sumário 1. Introdução ........................................................................................................................... 6 2. Referencial teórico .............................................................................................................. 8 2.1.As influências da globalização para o comércio exterior ..................................................... 8 2.2.Definição para comércio exterior ......................................................................................... 9 2.3.Comércio exterior no Brasil a partir dos anos 2000 ........................................................... 10 2.4.Vantagens da exportação e importação para as empresas brasileiras ................................. 11 2.4.1. Vantagens da exportação para as empresas brasileiras ................................................ 12 2.4.2. Vantagens da importação para as empresas brasileiras ................................................ 16 3. Vantagens do comércio exterior – coleta de dados ........................................................ 21 4. Análise e interpretação dos resultados ........................................................................... 27 4.1.Vantagens da exportação para as empresas brasileiras ...................................................... 27 4.2.Vantagens da importação para as empresas brasileiras ...................................................... 33 5. Conclusão .......................................................................................................................... 38 6. Referências bibliográficas ................................................................................................ 39 7. Anexos ................................................................................................................................ 44Tabelas Tabela 1 – Balança comercial brasileira 2007/2008 ................................................................. 10
  5. 5. 61. IntroduçãoO comércio internacional se originou a partir das trocas de mercadorias entre os homens, umaatividade que é exercida desde os primórdios da civilização (DIAS, RODRIGUES, 2010), quesurgiu a partir do conhecimento de que nenhuma nação é suficiente sozinha. Com as necessidadese desejos de cada país, há uma dependência entre as nações, o comércio internacional então buscasatisfazer as necessidades de cada uma delas, através de compra e venda de produtos e serviçosentre as mesmas.Esse cenário de economia globalizada traz para as empresas brasileiras um grande desafio: o dese estruturar para se defender das ameaças dos concorrentes de diversos países e, ao mesmotempo, aproveitar o amplo conjunto de oportunidades que o acesso a novos mercados,fornecedores, conhecimentos, tecnologias, pessoas e demais recursos que o ambienteinternacional possa gerar (LUDOVICO, 2009).A partir disso definiu-se a seguinte questão de pesquisa: quais são as vantagens das importações eexportações para as empresas brasileiras? Embora a atividade de comércio exterior exista hámuitos anos no Brasil, as empresas ainda buscam o desenvolvimento da administração das açõesde importação e exportação. Além disso, procuram inovação tecnológica para o aperfeiçoamentode produtos e como resultado, atinge competitividade no mercado interno e externo (SEBRAE,2005). Pretende-se a partir disso, como objetivo, identificar as vantagens adquiridas por empresasbrasileiras que participam das atividades de importação e exportação.“O saldo comercial atingiu US$20,3 bilhões em 2010, significando retração de 19,8% sobreconsignado em 2009, de US$25,3 bilhões, motivado pelo maior aumento das importações emrelação às exportações.” (MDIC, 2010, p. 03), ou seja, no Brasil o número de importações em
  6. 6. 72010 foi maior que o de exportações. Para a economia do país, o recuo no saldo comercialproposto pelo maior número de importações é visto de forma negativa, pois há maior remessa dedivisas para o exterior do que para o interior do Brasil, entretanto será observado nodesenvolvimento da pesquisa que para as empresas brasileiras existem vantagens tanto noprocesso de exportação quanto no de importação. Para que seja alcançado o objetivo, será feitapesquisa bibliográfica na mídia impressa e eletrônica e análise dos textos, confrontando a teoriacom a realidade apresentada em notícias e reportagens.Nas seções que seguem serão apresentados referencial teórico e resultados que fundamentam asvantagens das atividades de importação e exportação para as empresas brasileiras.
  7. 7. 82. Referencial teórico2.1. As influências da globalização para o comércio exteriorMuitas são as divisões feitas por autores referentes às fases da globalização, porém o quepercorre esta pesquisa é a divisão feita por Cignacco (2008), que para tornar mais claro oprocesso destas fases divide a globalização em três etapas: mercantilista, industrial e a terceiraque é a que vivemos até hoje, ou seja, a globalização em processo.A etapa mercantilista (1420-1850) compreende ao período das grandes navegações e descobertas.Neste período da globalização o governo estimulava a produção de produtos nacionais eincentivava a exportação com o intuito da valorização para seu produto. Entretanto os reiscriavam impostos e taxas para a compra de mercadorias do exterior, com o propósito de nãohaver a saída da moeda nacional a outras nações, pois se acreditava que traria prejuízo aomercado nacional (DIAS, RODRIGUES, 2010).A etapa da industrialização teve inicio no século XIX, período onde vivenciamos a RevoluçãoIndustrial e Revolução Francesa e essa fase simboliza a evolução na indústria, onde a máquinapassa a substituir o homem, a fim de aumentar a agilidade no processo de produção e expandir aescala de produtos. Esse marco trouxe ao mundo os primeiros passos para a expansão datecnologia (CIGNACCO, 2008).A terceira etapa da globalização é marcada pela diminuição da distância entre as nações,promovendo através dessa aproximação maior facilidade de comunicação e expansão dacomercialização entre as mesmas.
  8. 8. 9Ainda segundo Cignacco (2008), além de proporcionar a diminuição da distância, esta fase émarcada pelo avanço da tecnologia, consumismo, desenvolvimento econômico, preocupação como meio ambiente, pobreza e fome.A globalização qualifica-se como um fenômeno de grande importância para o comércio exterior,por assim corresponder a um fenômeno que acarreta vantagens e facilidades no âmbito dacomunicação e da diminuição de fronteiras entre os países que comercializam.2.2. Definição para comércio exterior “A troca de mercadorias entre os homens é uma atividade que advém desde os primórdios da civilização. Os antigos mercadores das companhias de comércio somente ampliaram o fenômeno do comércio global, desenvolvendo um ambiente favorável ao desenvolvimento conjunto dos diferentes países, cada qual segundo sua vocação principal” (DIAS, RODRIGUES, 2010. p.53).Para um país de alto poder aquisitivo e grande índice de inovações tecnológicas há umadefasagem no setor alimentício. Já para outro país com pouco índice de inovação tecnológica e debaixa renda, se produz muito no setor alimentício, porém o setor tecnológico do país enfrentadificuldades. Ao perceberem que ambos possuem qualidades em setores adversos, decidem porrealizar a troca de bens e serviços.O comércio exterior se procede da troca de bens e serviços, já que nenhum país pode serautossuficiente, no sentido de que um só país não pode ser qualificado em todos os setores, assim,como um país não pode ser ruim em todos os ramos. O comércio exterior busca suprir asnecessidades que os países possuem, através da relação e comercialização entre as nações, a fim
  9. 9. 10de torná-las eficientes, capazes e satisfeitas perante o cumprimento das suas necessidades(CIGNACCO, 2008).2.3. Comércio exterior no Brasil a partir dos anos 2000O Comercio Exterior vem passando por grandes mudanças onde o Brasil contribui em uma boaparcela no mercado mundial. O Brasil está inserido no bloco das quatro maiores economiasemergente do planeta junto com a Índia, China e Rússia. Esse conjunto de países forma oacrônimo BRIC, a participação efetiva do Brasil no G20 (Grupos dos Países emDesenvolvimento) (VAZQUEZ, 2009).Conforme se passam os anos o Brasil ascende no mercado internacional, como em 2008 eleexportou cerca de US$ 191.942 milhões, nas importações foi cerca de US$ 173.197 milhões. Omovimento comercial teve um salto de US$ 371.139 milhões (VAZQUEZ, 2009), como podemosver na tabela a seguir:Tabela 1 - Balança comercial brasileira 2007/2008
  10. 10. 11Segundo Ministério do Desenvolvimento das Indústrias e do Comercio Exterior, em maio de2012, a exportação alcançou o valor recorde para os meses de maio de US$ 23,215 bilhões,superando igual período de 2011 que foi US$ 23,209 bilhões. Com relação a abril de 2012 e maiode 2011, pela média diária, as exportações cresceram 7,9%. As importações tiveram um total deUS$ 20,262 bilhões, valor recorde para meses de maio, superando o de 2011 que foi no valor deUS$ 19,685 bilhões. Sobre igual período anterior, as importações registraram aumento de 2,9%, equeda de 1,4% em relação a abril de 2012, pela média diária (MDIC, 2012).Com a análise pode-se constatar que em 2008 e em 2012 o Brasil exportou mais do que importou.O Brasil em sua história passou por grandes dificuldades em relação ao comércio exterior, eatualmente vem se mostrando cada vez mais aberto às negociações internacionais (MOREIRA,2010).2.4. Vantagens das atividades de exportação e importação para as empresas brasileirasApesar de a internacionalização das empresas brasileiras, aparentemente, ser um atrativo e umconvite para a expansão de negócios, é sempre necessário verificar se em certa área é ou nãoviável participar das atividades de importação e exportação de produtos, sejam eles matéria primaou não.Primeiramente deve ser feito um estudo que indique quais são as vantagens para certa empresa seesta seguir tais atividades.Uma vantagem é uma “qualidade do que está adiante ou é superior, benefício” (FERREIRA,1988), no nosso caso, seria uma ação que se converta em benefícios para a empresa brasileira quedeseja importar ou exportar a fim de ter seu negócio em ascensão.
  11. 11. 12A seguir serão apresentadas as vantagens da atividade de importação e da atividade de exportaçãopara as empresas brasileiras, encontradas a partir de pesquisa bibliográfica.2.4.1. Vantagens da exportação para as empresas brasileiras2.4.1.1. AUMENTO DO MARKET SHARE E DIMINUIÇÃO DA DEPENDÊNCIA DOMERCADO INTERNO:A empresa, ao exportar, pratica uma ampliação de seu mercado, podemos dizer que ela aumentao seu “market share” (participação de mercado em português). Um exemplo seria uma empresaexportadora de soja, que produz 4 (quatro) mil grãos em um mercado cujo total de produção degrãos concorrentes seja 10 (dez) mil. Esta empresa possui o seu market share de 40%. Umaempresa, quando exporta, aumenta o seu mercado e melhora sua imagem, passando a vender maise seu market share aumenta comparado aos da concorrência.Com a exportação, as empresas também podem aumentar o seu lucro e o seu volume de vendas e,consequentemente aumentar seu número de clientes fazendo com que ela não dependa tanto deseus clientes nacionais, pois sabe que pode contar com compras de clientes internacionais. “A estratégia de destinar uma parcela de sua produção para o mercado interno e outra para o mercado externo permite que a empresa amplie sua base/carteira de clientes, o que significa correr menos riscos, pois, quanto maior o número de mercados ela atingir, menos dependente ela será” (MDIC, 2012. p.1).2.4.1.2. DIMINUIÇÃO DO CUSTO DE PRODUÇÃO:Quando a companhia participa da atividade de exportação, a empresa pode facilmente diminuirsua capacidade ociosa, e aproveitar assim, “a redução de seus custos fixos na produção, além dese beneficiar da sazonalidade, por conta das diferenças sazonais entre o hemisfério norte e o
  12. 12. 13hemisfério sul” (CASTRO, 2010. p.1). Além do aumento de vendas e clientes com a exportação,a empresa pode também diminuir seus custos de produção, no que tange a compra de matériaprima, por exemplo, pois se a quantidade de produtos é maior, a negociação com os fornecedorestende a beneficiar em relação aos preços.2.4.1.3. ISENÇÃO DE IMPOSTOS:Como a exportação é uma forma de movimentar a economia nacional, e faz isso muito bem, oGoverno, como forma de apoiar o exportador brasileiro e movimentar a economia, isenta osprodutos exportados de impostos. “a empresa pode compensar o recolhimento dos impostos internos, via exportação: a) Os produtos exportados não sofrem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); b) O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco incide sobre operações de exportação de produtos industrializados, produtos semi-elaborados, produtos primários ou prestação de serviço; c) Na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), são excluídas as receitas decorrentes da exportação; d) As receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP); e) O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero” (LUDOVICO, 2009 p.15).
  13. 13. 142.4.1.4. MAIOR PRODUTIVIDADE:Uma das vantagens para uma empresa exportadora é a maior produtividade: “Exportar no aumento da escala de produção, que pode ser obtido pela utilização da capacidade ociosa da empresa e/ou pelo aperfeiçoamento dos seus processos produtivos. A empresa poderá, assim, diminuir o custo de seus produtos, tornando-os mais competitivos, e aumentar sua margem de lucro” (LUDOVICO, 2009 p.14).Um exemplo seria uma empresa exportadora de biquínis com sede no Brasil. Por lógica, elaproduziria para o Brasil somente em nosso verão e no inverno haveria ociosidade, porém, se elaexportar biquínis para os EUA, no período de inverno no Brasil, ela produziria e venderia para osEUA, já que lá seria verão.2.4.1.5. MELHOR COMPETITIVIDADE NO MERCADO INTERNO:Com o aumento da exigência dos clientes, as empresas exportadoras vêm inovando em seusprodutos e ao mesmo tempo em que se tornam mais competitivas no mercado externo se tornamcompetitivas no mercado interno, pois, o produto acaba sendo inovador no seu mercado deorigem. Quando falamos em exportação, devemos sempre lembrar que: “o mercado externo exige que seu produto tenha um nível ótimo de qualidade, não apenas na concepção final do seu produto, como também nos processos, gestão de pessoas e práticas ambientais. Com estas exigências, seu produto se torna mais competitivo tanto no mercado externo quanto interno” (CASTRO, 2010. p.1).2.4.1.6. MELHOR UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA:
  14. 14. 15Uma empresa que participa da atividade de exportação aumenta sua qualidade interna. Passa acrescer e a possuir maior poder aquisitivo, podendo então investir em sua estrutura. A empresaque prática a atividade da exportação faz uma melhor utilização da capacidade instalada, ou seja,traz uma melhora significativa no ambiente interno, melhora que vai dos funcionários a qualidadede produção. A companhia que passa a exportar: “obtém melhoras significativas, tanto dentro da empresa (novos padrões gerenciais, novas tecnologias, novas formas de gestão, qualificação da mão de obra, agregação de valor à marca) quanto fora (melhoria da imagem: frente a clientes, fornecedores e concorrentes)” (MDIC, 2012. p.1).2.4.1.7. MELHORIA NA EMPRESA:Quando uma empresa expande seus negócios com a atividade de exportação, “passa a gerarnovos empregos, devido o aumento da produção, e os funcionários passam a sentir orgulho detrabalhar em uma empresa que exporta seus produtos” (MDIC, 2012. p.1). A partir desta novaatividade, a demanda aumenta e com isso ela produz mais, para atender a sua demanda e ter comogarantia um estoque de segurança a empresa contrata mais funcionários.2.4.1.8. MENOR IMPACTO DA SAZONALIDADE:A atividade de exportação trás além dos outros benefícios citados o menor impacto dasazonalidade, por exemplo: “Uma empresa que venda ‘moda praia’ no Brasil vai ter seu ápice de vendas no nosso verão, porém ela também pode vender com facilidade para os Estados Unidos e para a Europa na época de queda de vendas no mercado interno, por conta do inverno aqui, porém estes lugares estarão em pleno
  15. 15. 16 verão. Assim, a demanda se mantém constante durante todo o ano” (CASTRO, 2010. p.1).Podemos dizer então que, exemplificando, uma empresa que trabalha somente com produtos deverão e que produz apenas para sua região teria lucro durante uma época do ano. Porém, no casode uma empresa que, além de produzir para sua região, também exporta para outros países,consegue garantir lucros durante o ano inteiro.2.4.1.9. POSSIBILIDADE DE CONTATO COM NOVAS TECNOLOGIAS:Pode-se perceber que a atividade de exportação nos possibilita conhecer diversos tipos detecnologia dentro do nosso ramo de atuação e até mesmo fora de nosso campo de atuação. Isso,além dos benefícios de inovação tecnológica e maior competitividade nos mercados interno eexterno, nos trás ainda mais experiência. “Com a exportação, o benchmarking é ampliado, sendo possível conhecer diversas novas tecnologias dentro de sua área de atuação nos diferentes mercados que estiver atuando. Também vai conseguir melhorar o networking nas diversas feiras e eventos internacionais do qual poderá participar” (CASTRO, 2010. p.1).2.4.2. Vantagens da importação para as empresas brasileiras2.4.2.1. AGREGAÇÃO DE VALOR A IMAGEM DA EMPRESA:A empresa que importa um produto acabado ou semi-acabado é vista de maneira diferente, pois,há a agregação de valor ao produto vindo de outro país. Para o consumidor o grande diferencialdo produto é ele ser produzido fora do seu país de consumo.
  16. 16. 17 “A atividade de importação de um produto pode atender a propósitos diversos para cada uma das empresas. Para algumas, a qualidade do produto produzido no exterior pode ser o grande diferencial, o que agrega valor em sua imagem corporativa perante seu mercado. (...) Contudo, o mais importante é que a empresa tenha clareza daquilo que uma compra internacional vai agregar valor em seus negócios” (ONE, 2004. p.1).2.4.2.2. AUMENTO DE LUCRO:Uma empresa que importa produtos para aperfeiçoar a sua produção e assim aumentar tambémsuas vendas e margem de lucro pode contar com outra vantagem. A Receita Federal impõe que sehouver “agregação de valor aos custos dos bens, serviços ou direitos importados, oriundos da aposição de uma marca previamente às suas comercializações no País, em caso de opção pelo método PRL (Método do Preço de Revenda Menos Lucro), deverá ser aplicada a margem de lucro de 60%.” (FAZENDA, 2010 p.31),enquanto uma empresa brasileira que apenas revende um produto importado tem a margem delucro de 20%.2.4.2.3. AUMENTO DE VENDAS:Frequentemente se ouve frases como: “(...) Artigos importados podem melhorar o mix deprodutos de suas linhas, aumentando suas vendas e destacando-se diante de sua concorrência”(ONE, 2004 p.1), o que não deixa de ser verdade. A atividade de importação realizada por umaempresa pode alavancar o seu mix de produtos (tipos de produtos fabricados ou comercializados),ou seja, ao importar peças que aperfeiçoem os seus produtos, a empresa pode ainda aumentar a
  17. 17. 18diversificação dos mesmos e isso tem como consequência um aumento de vendas, já que aempresa aumentando o seu mix de produtos em suas linhas, destaca-se diante a concorrência,atingindo mais facilmente o público alvo.2.4.2.4. AUMENTO DO MARKET SHARE:Não só com a atividade exportadora, mas com as importações as empresas brasileiras podemaumentar seu market share, já que a companhia está inovando tecnologicamente e aperfeiçoandoseus produtos, o que faz com que ela possa competir com mais igualdade tanto no mercadointerno, como no externo, pois nada impede que ela exporte seus produtos finais. Segundo oMDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). “o Brasil é o único país da América Latina com ampla capacidade produtiva. Deste modo, apresenta grande potencial de expansão. No entanto, ainda se observa forte participação dos importados no market share do Brasil (45%)” (MDIC, 2012. p.1).2.4.2.5. CRIAÇÃO DE NOVOS NEGÓCIOS E GERAÇÃO DE NOVOS EMPREGOS:A importação também pode trazer à empresa uma ampliação, no sentido de que com oaperfeiçoamento de seus produtos, isso para os casos de importação de peças, a empresa poderáfuturamente exportar o seu produto final. Isso trará crescimento da imagem da empresa e ocrescimento econômico, possibilitando que a empresa amplie os seus negócios e suas sedes. Aempresa ainda, com resultados positivos, poderá criar novos negócios e caminhar a umcrescimento ainda maior empregando mais funcionários de acordo com a demanda crescente declientes. No mundo inteiro, “com a importação, houve a criação de novos negócios, a abertura de
  18. 18. 19novas empresas, o estabelecimento de representantes ou distribuidores de empresas estrangeiras(...)”. (SEBRAE, 2005 p.6)2.4.2.6. MAIOR COMPETITIVIDADE NO MERCADO NACIONAL:Com o lançamento de diversos produtos, a competitividade entre as empresas aumentou, fazendocom que as empresas renovassem suas tecnologias para poder competir no mercado nacional.Uma saída para essas empresas é, claro, a importação de produtos tecnológicos para apostar nainovação e aperfeiçoar seus produtos que já estão no Brasil, mas necessitam de novidades paracompetir com tantos concorrentes. “O lançamento de produtos diferentes, de melhor qualidade e com preços competitivos fez com o que brasileiro se conscientizasse da importância da abertura da economia para o desenvolvimento do país, obrigando as indústrias a reformular seu parque industrial, completamente obsoleto, com o intuito de poder competir no novo mercado” (SEBRAE, 2005. p.5).2.4.2.7. MELHOR APROVEITAMENTO DO TEMPO:A globalização gerou uma fácil comunicação, um fácil transporte de pessoas e produtos, aevolução da tecnologia, com isso os produtos demoram menos tempo no trajeto de um país paraoutro, há uma redução no tempo de importação, produção ou um repasse de material. Por isso écorreto dizer que o comércio internacional passou a “funcionar como uma via de mão dupla, isto é, a importação de máquinas e equipamentos, a aquisição de novas tecnologias, a adoção de novos métodos e técnicas de produção, a modernização dos parques industriais e a ampliação
  19. 19. 20 do leque de alternativas de compras de insumos vieram reduzir o tempo”. (SEBRAE, 2005 p.6)2.4.2.8. PRODUTOS DE MELHOR QUALIDADE E MAIOR COMPETITIVIDADENO MERCADO INTERNACIONAL:As empresas, pela competitividade nos mercados externo e interno, são sedentas de novastecnologias e inovação de produtos. Com a possibilidade de matéria prima de maior qualidade eque não se encontra em território nacional, seus produtos finais terão um diferencial no mercado,com maior possibilidade de vendas. A importação: “beneficia diretamente as empresas, capacitando-as a produzir bens de melhor qualidade e, consequentemente, de maior competitividade no mercado internacional, criando, em contrapartida, condições mais favoráveis à exportação de produtos e serviços.” (SEBRAE, 2005 p.5).
  20. 20. 213. Vantagens do comércio exterior – coleta de dados3.1. Abicab e Apex-Brasil realizam missão vendedora em ChicagoO projeto Sweet Brasil desenvolvido pela Abicab (Associação Brasileira da Indústria deChocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) em parceria com a Apex-Brasil (AgênciaBrasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), tem como integrantes do pavilhão asempresas: Aladim, Chocolates Garoto, Docile, Embaré, Montevérgine e Riclan.O projeto permite que estas empresas atuem em um mercado de extrema importância para aindústria brasileira, que dá sinais de recuperação no consumo e é o maior do setor de confeitariano mundo. Relata a reportagem “Abicab e Apex-Brasil realizam missão vendedora em Chicago”,publicada no Portal Fator Brasil, no dia 11(onze) de maio de 2012.É a oportunidade de conhecer a dinâmica do mercado americano e de apresentar não só osprodutos brasileiros, mas também um pouco da cultura, valorizando, assim, estas indústrias, quesão responsáveis pela geração de 31 mil empregos diretos e 62 mil indiretos e que representam92% do mercado de chocolates, 70% do mercado de balas e confeitos, 80% do mercado deamendoim e 100% do mercado de cacau.3.2. Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capitalJá a matéria “Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capital”, publicada noperiódico online Jornal de hoje, caderno Negócios, no dia 20 (vinte) de maio de 2012, nos trás ainformação de que a empresa Agrícola Famosa Ltda. (maior exportadora de frutas frescas doBrasil e maior produtora de melão do mundo) irá ampliar sua área de plantio.
  21. 21. 22A empresa está apostando em aumentar a área de plantação para maior diversificação das frutascultivadas e aumentar a parcela de produtos que irão ser comercializados dentro e fora do Brasil.,ou seja, aumentar o seu market share. Além de diminuir a ociosidade da empresa, pois as frutastêm época certa para germinar e aumentando a variedade de tipos de sementes, no período emque uma das frutas estiver fora do tempo de colheita, outra pode ser utilizada, a empresa aindapoderá aumentar seu market share(participação de mercado), porque irá exportar para mais paísesalém dos que já são seus clientes. Aumentará também a qualidade das frutas que serãocomercializadas, terá menor dependência do mercado interno, maior produtividade, pois commais área de cultivo existe mais espaço e terá melhor aproveitamento da capacidade instalada, nocaso, a fazenda.3.3. Agricultura: Produção de café reduz custos e amplia exportação brasileiraNa reportagem “Produção de café reduz custo e amplia exportação brasileira” publicada no dia02 de setembro de 2011, nos mostra a relação de produção de café no cerrado brasileiro e aredução de custos que impulsiona a exportação.Pesquisas têm permitido produzir, plantar e cultivar o café no cerrado, que praticamente só eraproduzido em biomas da região Sul e Sudeste do Brasil. O engenheiro agrônomo Antonio Guerraexplica que a cafeicultura do cerrado permite a utilização de características heteroedafoclimáticas da região de forma que produza um café de melhor qualidade e que tenha ummelhor preço de mercado.O custo de produção na região é menor do que nas regiões tradicionais de montanha, podendo-seassim aumentar a produção do produto, comprar matéria-prima mais barata de fornecedores,melhorar a qualidade desse café e criando maiores oportunidades de exportação.A expectativa segundo a Embrapa, é que no cerrado a produção do café seja ampliada para supriras previsões de mercado futuro e se manter como o maior produtor destes grãos no mundo.
  22. 22. 233.4. Confecções brasileiras elevam importação de peças do PeruNa matéria “Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru”, publicada no JornalFloripa, caderno Economia no dia 14 (catorze) de maio de 2012, há a informação de que váriasmarcas brasileiras estão apostando na importação de algodão e lã produzidos no Peru para aprodução de suas peças.Esta com certeza é uma ótima decisão das confecções, pois assim elas podem produzir bens demelhor qualidade, já que dizem que o algodão e lã feitos no Peru são mais qualificados e por issonão são baratos, mas a aliança entre Brasil e Peru faz com que o material seja importado semimpostos, barateando assim a matéria prima.A matéria-prima sendo importada pronta acaba tornando a produção mais rápida, com acontribuição do tempo de transporte, pois as fronteiras do Peru estão muito próximas do Brasil.Como as peças finais produzidas com estes materiais adquirem maior qualidade,consequentemente ficam mais competitivos no mercado interno, pois seus preços não ficamelevados, e ainda, este processo de aperfeiçoamento do produto trás muito mais lucros para estasconfecções brasileiras. Vale ressaltar que ao importar o algodão e a lã a empresa investe nadiversificação dos seus produtos que pode ser considerado um fator de grande influência para oaumento das vendas.3.5. CSA já é segunda maior exportadora de açoNa reportagem “CSA já é a segunda maior exportadora de aço”, publicada na folha de São Paulo,no dia 18 (dezoito) de maio de 2011, é dissertado sobre a evolução da exportadora de aço CSA,uma parceria da alemã Thyssenkrupp (73,13%) com a Vale (26,87%), que iniciou suas atividades
  23. 23. 24de exportação em setembro de 2010 e em maio de 2011 já era considerada a segunda maiorexportadora de aço no Brasil.Ao desenvolver a leitura da reportagem vimos que a empresa objetiva alcançar o título de maiorexportadora brasileira, ou seja, trazer a valorização da imagem atrelada a empresa, através daexportação. A siderúrgica busca ultrapassar sua maior concorrente, a empresa ArcelorMilitar,que no ranking das 40 empresas brasileiras exportadoras ocupa o 17° lugar, enquanto a CSAencontra-se na 20° posição. A empresa enxerga a oportunidade de atingir a ocupação dasmelhores empresas exportadoras brasileiras por meio do investimento da sua capacidade instaladaaumentando sua produção e suas vendas.3.6. FANEM é eleita a melhor exportadora do ano de 2011Na matéria “FANEM é eleita a melhor exportadora do ano de 2011”, publicada no próprio site daempresa, relata o reconhecimento da Associação Brasileira de Marketing em Saúde pordivulgação do design brasileiro internacionalmente feito pela empresa FANEM.A FANEM vem cada vez mais expandindo suas fronteiras, ela exporta produtos de medicinaneonatal para mais de 90 países, como reflexo teve a expansão de sua receita de vendas para oexterior em 47% e inaugurou sua primeira fábrica em território internacional na Índia.Com o aprimoramento de seus produtos tem se mantido frente a seus concorrentes no âmbitointernacional promovendo o crescimento continuo das exportações. Esse reconhecimentointernacional faz com que a marca da empresa seja reconhecida nacionalmente. É a companhiabrasileira em equipamentos médicos, em especial neonatologia, com maior representatividade naindústria mundial.
  24. 24. 253.7. JAC Motors desembarca primeiro lote de carros no Porto de SalvadorA reportagem “Jac Motors desembarca primeiro lote de carros no Porto de Salvador” publicadano jornal online Rolando na orla no dia 21 de maio de 2012, informa que o Porto de Salvadorcomeça a receber os primeiros carros da empresa para a implementação da nova fábrica na Bahia.Essa nova fábrica, que será instalada na cidade de Camaçari, gerará 3.500 empregos diretos ecerca de 10 mil indiretos.A meta da instalação dessa nova fábrica na cidade é aumentar o número de negócios e adensar aindústria automotiva no local. Com o aumento do polo industrial automotivo, ocorre também oaumento do polo de fornecedores, criando assim novos empregos e favorecendo outras empresasbrasileiras instaladas no mesmo local com a circulação do capital desses novos empregados.3.8. Receita aumenta exigência para empresas exportadoras terem devolução aceleradade impostosSegundo a matéria “Receita aumenta exigência para empresas exportadoras terem devoluçãoacelerada de impostos”, publicada no jornal online DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços)no dia 23 (vinte e três) de abril de 2012 em Brasília, desde 2010 as empresas exportadorasbrasileiras têm direito à devolutiva de três impostos, que são: PIS, Contribuição para oFinanciamento da Seguridade Social (Cofins) e Imposto sobre Produtos, porém a Receita Federalaumentou a exigência da devolução acelerada desses impostos a partir deste ano de 2012.Como o governo brasileiro trata as exportações como atividades que movimentam a economiabrasileira, há o incentivo para que as companhias utilizem cada vez mais este mecanismo e um
  25. 25. 26destes incentivos é a isenção de impostos na exportação, o que acaba facilitando os trâmitesburocráticos e criando vantagem para a empresa exportadora.3.9. Setores de produção padronizada demitem e importam da ChinaNa reportagem “Setores de produção padronizada demitem e importam da China” de SergioLamucci, publicada no dia 05 de abril de 2011 no jornal online Valor Econômico, é relatado queempresas do segmento de válvulas industriais, elevadores e ferramentas passaram a importarprodutos que antes produziam ou compravam de outras empresas para poder competir com aconcorrência chinesa no mercado interno e externo. Segundo a Abimaq, 80% dessas empresas jáimportam 100% do que vendem.São empresas que atuam no segmento de válvulas-commodities, uma referência a produtospadronizados com baixo valor agregado. Nesse segmento, o produto chinês é 60% mais baratoque o brasileiro, gerando assim uma dificuldade de concorrência para as empresas brasileiras.Porém, para algumas empresas como a RTS, ainda é viável produzir válvulas com maiordiferenciação de preço. Essa empresa fabrica as chamadas válvulas borboletas e para manter acompetitividade no mercado nacional, ela importa desde o ano passado um componente da Chinapara a fabricação de seus produtos, obtendo assim uma redução do seu custo de produção. Comum produto que tem algo importado, como a matéria prima ou peça importante, os clientes ficammais interessados e olham para a empresa de maneira diferenciada, pois assimilam que seuproduto (aperfeiçoado) é mais qualificado que os da concorrência.
  26. 26. 274. Análise e interpretação dos resultadosNeste capítulo será observada a correlação entre a coleta de dados e as vantagens levantadas, afim de expor de forma clara e objetiva os resultados que a empresa, ao praticar o comércioexterior adquire.4.1. Vantagens da exportação para as empresas brasileiras4.1.1. AUMENTO DO MARKET SHARE:Ao praticar a atividade de exportação, a empresa aumenta o seu número de clientes e comoconsequência obtêm maior garantia e menor escala de erros para a venda de seus produtos.Segundo o MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, na prática daexportação a empresa abrange seu público alvo para outros mercados e o termo técnico utilizadopara esse aumento é “market share”, que em português significa participação de mercados, comojá visto no capitulo anterior.Quando ela amplia sua venda para o mercado internacional ela abre seus horizontes, trazendo apossibilidade de aumento para seu market share, pois ela passa a atuar em outros mercados,ampliando seu público alvo e ganhando destaque sobre seus concorrentes nacionais. (MDIC,2012).Além de aumentar sua parcela de mercado, a empresa aumenta seus lucros e expandecrescimentos tanto no âmbito interno quanto no externo da empresa e isso ocasiona maiorestabilidade.No anexo B (Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capital), visualizamos oexemplo deste conceito. A entrevista argumenta sobre a maior empresa exportadora de frutas
  27. 27. 28frescas do Brasil e maior produtora de melão do mundo. Observamos que a empresa visa comoobjetivo ampliar sua área de plantio, o que ocasiona o aumento de vendas para o mercado externoe interno, este fator trás a empresa o aumento da parcela de mercado, pois provem a evolução donúmero de clientes.4.1.2. DIMINUIÇÃO DA DEPENDÊNCIA DO MERCADO INTERNO:Com relação à vantagem: menor dependência do mercado interno, podemos dizer que asempresas que exportam podem aumentar o seu volume de vendas e o seu lucro e,consequentemente, aumentar o seu número de clientes, gerando assim uma menor dependênciade clientes internos, pois ela pode contar também com a venda para clientes externos (MDIC,2012).Podemos comprovar esta vantagem com o anexo B (Agrícola Famosa ampliará área de plantio eabrirá seu capital). A empresa quando opta por produzir uma parte de seus produtos direcionadapara o mercado interno e outra parte para o mercado externo, acaba se tornando menosdependente do seu país de origem, assim a empresa corre menos riscos exportando mais.4.1.3. DIMINUIÇÃO DO CUSTO DE PRODUÇÃO:Percebe-se também que, como a empresa exportadora diminui o tempo ocioso de produção eaumenta a quantidade de clientes, pois seus produtos estão mais aperfeiçoados, ela ainda tem adiminuição do custo de produção, porque quando aumenta a quantidade de produtos vendidos,podem-se negociar valores melhores com os fornecedores para comprar a matéria prima outecnologia em maiores unidades, fazendo com que o custo fixo da peça diminua (CASTRO,2010). No caso da agricultura, o local escolhido para plantio deve ser muito bem escolhido paraque a produção tenha maior qualidade e não haja tanto desperdício.
  28. 28. 29A diminuição do custo de produção pode ser observada no anexo C (Agricultura: Produção decafé reduz custos e amplia exportação brasileira), pois ele retrata que a produção em determinadolocal pode diminuir o custo do café e também aumentar automaticamente a qualidade do produto.A terra do cerrado é considerada mais fértil, portanto é um investimento para o produtor tanto naqualidade final do produto quanto no custo fixo de sua produção.4.1.4. ISENÇÃO DE IMPOSTOS:Para um país, a exportação é uma atividade que trás capital para seu interior. Como esta atividademovimenta a economia interna das nações, para que as empresas se sintam motivadas a exportar,os governos trazem a isenção de impostos nesta atividade, como por exemplo: IPI, COFINS e PIS(LUDOVICO, 2009).O anexo I (Receita aumenta exigência para empresas exportadoras terem devolução acelerada deimpostos) comprova esta vantagem, confirmando que nenhum país pode exportar esses valores,logo, há esta isenção.4.1.5. MAIOR PRODUTIVIDADE:A vantagem referente à maior produtividade de uma empresa exportadora pode ser confirmadacom o anexo B (Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capital), que nos diz que aempresa aposta na plantação não só de uma commoditie, mas de várias.Esta é uma estratégia, já que como em outros ramos, na agricultura devemos levar em conta queas frutas e verduras têm época certa para germinar e para aproveitar o período de ociosidade deuma ou de outra, aproveita-se parte da área de plantio para outras frutas e legumes para maiorobtenção de lucros no final de cada colheita (LUDOVICO, 2009).
  29. 29. 304.1.6. MELHOR COMPETITIVIDADE NO MERCADO INTERNO:A partir do momento que uma empresa é reconhecida internacionalmente ela ganha credibilidadetambém em seu mercado de origem, tendo uma marca de renome e uma imagem forte em ambosos mercados. Assim ela consegue ter melhor competitividade em seu próprio país (CASTRO,2010).Por meio do anexo G (FANEM é eleita a melhor exportadora do ano de 2011) pode ser verificadoque a empresa, por aprimorar a qualidade de seus produtos para a exportação e ter sidoreconhecida internacionalmente, reforça a sua marca nacionalmente e melhora suacompetitividade no mercado interno.4.1.7. MELHOR UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA:A empresa que exporta busca o seu crescimento de mercado. Com visão ampliadora, ao exportarela visa não só o aumento de lucros, por passar a atingir novos clientes, mas também condiçõesfinanceiras melhores que possibilitem um investimento futuro para progressões no setor interno eexterno.Assim, a empresa ao praticar a atividade exportadora adquire vantagens, cuja uma delas é amelhoria do local de trabalho, pois com o aumento de sua renda através da exportação de seuproduto, a empresa cria a oportunidade de investir em seu local de produção, aprimorando aqualidade para seus funcionários e para seu produto, ou seja, atingi melhoras no âmbito interno(MDIC, 2012).Como já citado, a empresa ao alcançar a oportunidade da investir em sua capacidade instalada,passa a trazer melhorias também no âmbito externo, ou seja, ao passar a investir na qualidade da
  30. 30. 31sua instalação, ela reflete sobre os seus produtos essa qualidade vivenciada no ambiente interno,através da valorização da imagem atrelada a sua marca.O anexo F (CSA já é a segunda maior exportadora de aço) ilustra a importância da valorização dacapacidade instalada, deixando explícito ainda o quanto o investimento na capacidade instaladapoderá ocasionar bons resultados para a exportação de produtos da empresa. Analisemos ocomentário feito pelo vice-presidente financeiro da CSA “Ao final de 2012, quando a usinaestiver operando com o total da capacidade instalada (5 milhões de toneladas/ano), a previsão éexportar de U$$ 3 bilhões e USS 3,5 bilhões”.Observa-se que a empresa ao operar em toda suacapacidade instalada, ocasiona o aumento de produção e tendo como consequência o crescimentode vendas no mercado externo e interno.Ao exportar a empresa investe em suas instalações adquirindo melhorias no setor de vendas efinanceiro.4.1.8. MELHORIA NA EMPRESA:Quando uma empresa começa a exportar, sua produção automaticamente aumenta, pois ela devesuprir agora a necessidade de um público maior, assim, precisa de mais funcionários, estespassam a sentir orgulho e prestígio em trabalhar numa empresa exportadora (MDIC, 2012), comoo caso das empresas Aladim, Chocolates Garoto, Docile, Embaré, Montevérgine e Riclan,associadas à ABICAB, que aparecem no anexo A (Abicab e Apex-Brasil realizam missãovendedora em Chicago).Estas empresas são responsáveis por 92% do mercado de chocolates, 70% do mercado de balas econfeitos, 80% do mercado de amendoim e 100% do mercado de cacau. Para atender essademanda no mercado é necessário o apoio de uma grande quantidade de funcionários e,
  31. 31. 32consequentemente, a empresa aumenta seu porte e, além disso, há a melhoria na estrutura daempresa.4.1.9. MENOR IMPACTO DA SAZONALIDADE:Em relação à sazonalidade podemos dizer que a exportação é muito importante, porque elapossibilita que a empresa tenha lucro durante o ano inteiro, pois ao exportar roupa, por exemplo,a empresa garantirá que independentemente da estação que a linha da roupa dirigir, asazonalidade proporcionará garantias (CASTRO, 2010).Vemos isto no exemplo citado no capitulo anterior: uma empresa que trabalha somente comprodutos de verão e que produz apenas para sua região teria lucro durante uma época do ano. Jáno caso de uma empresa que além de produzir para sua região, também exporta para outrospaíses, ela consegui garantir lucros durante o ano inteiro.Podemos afirmar isso com o anexo B (Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seucapital), em que o empresário Luiz Roberto Barcelos, sócio-diretor da empresa ao lado de CarloPorro, diz que além do melão e da melancia, que correspondem a quase 90% de sua produção, aempresa está expandindo a área da banana, que sairá dos atuais 150 ha para 300 ha até o finaldeste ano. E em 2013, esta área será acrescida em mais 200 ha para produção de 120 toneladassemanais da fruta, metade voltada ao mercado interno e metade para exportação.4.1.10. POSSIBILIDADE DE CONTATO COM NOVAS TECNOLOGIAS:Pode-se observar no capitulo anterior que a exportação nos possibilita conhecer diversos tipos detecnologia dentro do nosso ramo de atuação, através das feiras e eventos internacionais
  32. 32. 33(CASTRO, 2010). Isso, além dos benefícios de inovação tecnológica e maior competitividade nosmercados interno e externo, nos trás ainda mais experiência.Podemos afirmar isso com o anexo B (Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seucapital), em que a fruticultura no Ceará é viabilizada pelos investimentos em irrigação e emtecnologia, o que atrai a instalação de grandes empresas. Ainda assim, setor cobra maisinvestimentos públicos para avançar.4.2. Vantagens da importação para as empresas brasileiras4.2.1. AGREGAÇÃO DE VALOR A IMAGEM DA EMPRESA:A empresa que importa um produto acabado ou semi-acabado é vista de maneira diferente, pois,há a agregação de valor ao produto vindo de outro país (ONE, 2004). Na reportagem “Setores deprodução padronizada demitem e importam da China” segundo o presidente do Sindicato dasEmpresas de Elevadores de São Paulo 50% do que as empresas vendem vem do exterior.Mesmo que para a empresa isso seja encarado de maneira negativa, para o consumidor o grandediferencial do produto é ele ser produzido fora do seu país de consumo, pois pode ter um grandediferencial tecnológico, e o produto pode ter um valor mais baixo.4.2.2. AUMENTO DE LUCRO:O aumento de lucro com a importação de materiais pode acontecer de forma que a empresabrasileira importe produtos de um país que tem uma boa qualidade para oferecer, mas, alémdisso, que tenha aliança comercial com o Brasil (MDIC, 2010). Assim a empresa brasileiraimportará um produto bom, que pode aperfeiçoar seu produto final e terá também isenção de
  33. 33. 34impostos, eliminando boa parte do valor final que seria cobrado se houvessem estes valoresadicionais.A vantagem de que as empresas brasileiras têm aumento de lucro pode ser comprovada com oanexo E (Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru), que retrata a empresabrasileira que importa a matéria prima de seu produto para agregar qualidade na produção final eobter mais lucro.4.2.3. AUMENTO DE VENDAS:A importação para uma empresa pode ser visada como um meio de diferenciar a linha de seusprodutos, isto significa que ela poderá importar peças para a montagem de seu produto final,peças estas que poderão alavancar a diversificação de um produto que ela poderá até mesmoexportar futuramente (ONE, 2004).O mix de produtos trata-se do tipo de produtos fabricados ou comercializados, ao diversificar osprodutos de sua linha, a empresa obtém maiores vendas, ampliação do negócio e estabilidade desegurança no que diz respeito à venda.No anexo E (Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru) decorre sobre asempresas brasileiras do setor têxtil que importam algodão e lã do Peru que oferece esses produtosem alta qualidade. As empresas brasileiras de confecções ao importar estes produtos aprimoram aqualidade e a variedade das suas linhas de produção, motivando a maior venda dos produtos daempresa.
  34. 34. 354.2.4. AUMENTO DO MARKET SHARE:Market Share: termo que designa a participação de uma empresa em algum ramo de atuação e ébaseado na disputa de mercado. (MDIC, 2012. p.1) “O Brasil é o único país da América Latinacom ampla capacidade produtiva. Deste modo, apresenta grande potencial de expansão. Noentanto, ainda se observa forte participação dos importados no market share do Brasil”. Podemosafirmar isso com o anexo K (Sumitomo mira setor sucroalcooleiro e elege Brasil comoplataforma de expansão na América Latina) em que a empresa Sumitomo Heavy diz: "Faz parteda nossa estratégia deter 20% de market share até 2015".4.2.5. CRIAÇÃO DE NOVOS NEGÓCIOS E GERAÇÃO DE NOVOS EMPREGOS:Quando uma empresa toma a decisão de importar, ela passa por diversos processos, como mesmoo planejamento. No planejamento, ela irá observar quais serão as vantagens que poderão seralcançadas e os possíveis erros que poderão ocorrer.Para a empresa a importação muitas vezes significa inovações e aperfeiçoamento do produto,entretanto por outro lado poderá ocasionar diversas outras vantagens, como a ampliação de seunegócio e a geração de novos empregos (SEBRAE, 2005).A empresa ao importar para melhoria do seu produto alavanca a qualidade e a imagem daempresa e dos produtos fabricados, isso proporciona a possibilidade de crescimento econômicopara a empresa. Ela poderá visualizar a oportunidade de ampliação, podendo abrir novas sedes ecriar novos negócios. Assim cria-se a oportunidade abertura de novas filiais. Como visto noanexo H (Jac Motors desembarca primeiro lote de carros no Porto de Salvador), onde a empresa
  35. 35. 36Jac Motors analisa o número de carros importados para o Brasil e enxerga a oportunidade detrazer uma filial para o Brasil gerando novos negócios e novos empregos.4.2.6. MAIOR COMPETITIVIDADE NO MERCADO NACIONAL:Com o crescimento da importação houve aumento de novas empresas, com isso gerando novosempregos. Com o lançamento de diversos produtos, a competitividade entre as empresasaumentaram, fazendo com que as empresas renovassem suas tecnologias para poder competir nomercado, assim o Brasil passou a se conscientizar da importância da abertura da economia(SEBRAE, 2005).Podemos afirmar isso com o anexo D (Apex-Brasil, IBGM e exportações de gemas, joias ebijuterias) Nosso desafio é aumentar a competitividade das empresas brasileiras, promovendo ainternacionalização de seus negócios, além de consolidar e ampliar os mercados conquistados.4.2.7. MELHOR APROVEITAMENTO DO TEMPO:Por meio da importação se tem facilidade na produção, pois há a possibilidade de se comprar amatéria-prima ou o produto semi-acabado e com isso não há desperdício de tempo (SEBRAE,2005). Na reportagem “Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru” as empresasbrasileiras importam algodão e lã do Peru.O Peru por ser um país de fronteira com o Brasil torna a importação mais rápida, com isso osprodutos demoram menos tempo no trajeto de um país para outro e há uma redução no tempo deimportação, produção ou um repasse de material.
  36. 36. 374.2.8. PRODUTOS DE MELHOR QUALIDADE E MAIOR COMPETITIVIDADE NOMERCADO INTERNACIONAL:Importando matéria prima ou inovação tecnológica do exterior para aperfeiçoar um produto feitono Brasil é sem dúvida uma ótima escolha para as empresas brasileiras, pois assim seus bensterão, com certeza, um ótimo acabamento e o produto final terá muito mais qualidade (SEBRAE,2005).O anexo E (Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru) expõe a vantagem deque empresas importadoras produzem bens de melhor qualidade quando faz referência ao fato deque mesmo que os produtos do Peru não sejam baratos, a aliança comercial entre ele e o Brasilfacilita na isenção de impostos e o produto final fica mais competitivo, pois o algodão e a lã doPeru são de alta qualidade.
  37. 37. 385. ConclusãoAs empresas brasileiras se deparam atualmente com um cenário de economia globalizada. Comisso as empresas acabam tendo que enfrentar alguns desafios ao ingressar no comérciointernacional. Essas empresas devem se preocupar com a ameaça de concorrentes de váriospaíses, aproveitar as oportunidades de acesso a novos mercados, ter conhecimentos sobre novastecnologias e saber negociar com fornecedores.Portanto para a realização dess trabalho definiu-se a seguinte questão de pesquisa: Quais são asvantagens do comércio exterior para as empresas brasileiras? A partir dessa questão foi realizaauma pesquisa de referencial teórico, coleta de dados e análise dos resultados que fundamentam asvantagens das atividades de importação e exportação para as empresas brasileiras.A partir da conclusão desses resultados definiram-se as seguintes vantagens na exportação:aumento do market share, diminuição da dependência do mercado interno, diminuição do custode produção, isenção de impostos, maior produtividade, melhor competitividade no mercadointerno, melhor utilização da capacidade instalada, melhoria na empresa, menor impacto dasazonalidade, melhoria na empresa, possibilidade de contato com novas tecnologias.E definiram-se também as seguintes vantagens na importação: agregação de valor ao produto,aumento de lucro, aumento de vendas, aumento do market share, criação de novos negócios egeração de novos empregos, maior competitividade no mercado nacional, melhor aproveitamentodo tempo, produtos de melhor qualidade e maior competitividade no mercado internacional.Com a análise destes resultados, podemos concluir que as empresas brasileiras precisam ter umbom planejamento e devem estar atentas á todas essas vantagens do comércio exterior parapoderem obter bons resultados em suas atividades no comércio internacional.
  38. 38. 396. Referências bibliográficasAPEX BRASIL, Imprensa da. Apex-Brasil, IBGM e exportações de gemas, joias e bijuterias.Leia Moda. São Paulo. 24 Abr. 2012. Disponível em<http://www.leiamoda.com.br/leiamoda/content/materia.php?idText=6932&secao=modanobolso> Acesso em 1 Mai. 2012.CASTRO, Claudio Henrique de. Internacionalização: Vantagens e desvantagens da exportação.São Paulo, 2010. Disponível em:<http://www.mbc.org.br/mbc/pb/components/com_mediacenter/pop_up_PDF.php?id=773&tipo=Artigos>. Acesso em 09 Mai. 2012.CIGNACCO, Bruno Roque. Fundamentos de comércio internacional para pequenas e médiasempresas. São Paulo: Saraiva, 2008.DIAS. Reinaldo. RODRIGUES. Waldemar. Comércio exterior: teoria e gestão. 2 ed. São Paulo:Atlas, 2010.FAZENDA. Receita Federal. Operações Internacionais. Disponível em<http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/dipj2012/CapituloXIX-IRPJCSLLOperacoesInternacionais2011.pdf> Acesso em 21 Abr. 2012.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.IN, Agência. Abicab e Apex-Brasil realizam missão vendedora em Chicago. Portal FatorBrasil. São Paulo. 1 Mai. 2012. Comércio Exterior. Disponível em:
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  40. 40. 41MDIC, Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comercio Exterior. Balança comercial:dados consolidados 2012. Disponível em:<http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567>. Acesso em:1 Jun. 2012.MDIC. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Desenvolvimento daprodução. Setor de Brinquedos. Distrito Federal, 2012. Disponível em<http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=3294> Acesso em 9 Mai.2012.MDIC. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Diversificação demercados. Distrito Federal, 2012. Disponível em:<http://www.mdic.gov.br/sistemas_web/aprendex/default/index/conteudo/id/10>. Acesso em 27Abr. 2012.MDIC. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Por que exportar?Melhoria da empresa. Distrito Federal, 2012. Disponível em:<http://www.mdic.gov.br/sistemas_web/aprendex/default/index/conteudo/id/14>. Acesso em 27Abr. 2012.MOREIRA, Diego. Evolução do comércio exterior brasileiro. G1. Vestibular e Educação. SãoPaulo: 29 Set. 2010. Disponível em: <http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/09/professor-explica-evolucao-do-comercio-exterior-brasileiro.html>.Acesso em: 1 Jun. 2012.REUTERS. Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru. Folha de São Paulo.São Paulo, 13 Mai. 2012. Mercado. Disponível em
  41. 41. 42<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1089254-confeccoes-brasileiras-elevam-importacao-de-pecas-do-peru.shtml> Acesso em 20 Mai. 2012.RURAL, Globo. Sumitomo mira setor sucroalcooleiro e elege Brasil como plataforma deexpansão na América Latina. Globo Rural On-line. São Paulo: 9 Mai. 2012. Disponível em<http://www.ultimoinstante.com.br/empresas/70932-Sumitomo-mira-setor-sucroalcooleiro-elege-Brasil-como-plataforma-expanso.html#axzz1wa0e9ka7> Acesso em 23 Mai. 2012.SEBRAE, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Importação. 2 ed. rev. e atualizada.Belo Horizonte: 2005. 36 p. il. (Série Cooperação Internacional).SECOM. Secretaria de Comunicação Social. JAC Motors desembarca primeiro lote de carrosno Porto de Salvador. Secretaria de Comunicação Social da Bahia. São Paulo: 21 Mai. 2012.Disponível em < http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2012/05/21/jac-motors-desembarca-primeiro-lote-de-carros-no-porto-de-salvador/print_view> Acesso em 23 Mai. 2012.SILVA, Dayane. FANEM é eleita a melhor exportadora do ano de 2011. Fanem. São Paulo:20 Dez. 2011. Disponível em <http://www.fanem.com.br/noticia/104/fanem-e-eleita-a-melhor-exportadora-do-ano-de-2011> Acesso em 7 Abr. 2012.SOARES. Edimar. Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capital. Jornal dehoje. Ceará, 20 Mai. 2012. Negócios. Disponível em<http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2012/05/19/noticiasjornaleconomia,2842128/agricola-famosa-ampliara-area-de-plantio-e-abrira-seu-capital.shtml> Acesso em: 20 Mai. 2012.TRADER ONE - Business & Operations Management. FAQs. Disponível em<http://www.trader-one.com/faqs.asp#I2> Acesso em 21 Abr. 2012.
  42. 42. 43VAZQUEZ, José Lopes. Comércio exterior brasileiro. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
  43. 43. 447. AnexosA. Abicab e Apex-Brasil realizam missão vendedora em Chicago.Entre as ações do projeto Sweet Brasil, desenvolvido pela Abicab em parceria com a Apex-Brasil, destaca-se a participação das indústrias brasileiras na feira Sweet&Snacks e a realizaçãode uma rodada de negócios.São Paulo – Entre 06 e 11 de maio, a Abicab – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates,Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – levará seis associados para uma missão vendedora emChicago (EUA), que irá englobar, entre outras ações, a participação na feira Sweet&Snacks 2012,uma das principais vitrines para o mercado americano de chocolates, balas e confeitos. A ação fazparte do projeto Sweet Brasil, por meio do qual a entidade promove as exportações do setor, emparceria com a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.Aladim, Chocolates Garoto, Docile, Embaré, Montevérgine e Riclan serão as integrantes dopavilhão brasileiro na feira, que acontece entre 8 e 10 de maio. Em 2011, o evento reuniuaproximadamente 15 mil visitantes de mais de 60 países e 737 expositores. Além da presença naSweet&Snacks, as empresas também participarão de visitas técnicas e de uma rodada de negóciosexclusiva organizada pela ABICAB e Apex-Brasil.Em 2011, a missão vendedora somou cerca de US$ 1 milhão em negócios. “O projeto permiteque atuemos em um mercado de extrema importância para a indústria brasileira, que dá sinais derecuperação no consumo e é o maior do setor de confeitaria no mundo. É a oportunidade deconhecermos de perto a dinâmica do mercado americano e de apresentar não só nossos produtos,mas também um pouco de nossa cultura”, analisa a vice-presidente de Exportação da ABICAB,Solange Isidoro.
  44. 44. 45A Abicab – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas eDerivados foi fundada em 1957 com o objetivo de responder pela política do setor junto àsesferas públicas e privada, tanto no Brasil quanto no exterior. Suas diretrizes são voltadas para avalorização destas indústrias, que é responsável pela geração de 31 mil empregos diretos e 62 milindiretos. Atualmente, a ABICAB engloba a cadeia produtiva brasileira, representando 92% domercado de chocolates, 70% do mercado de balas e confeitos, 80% do mercado de amendoim e100% do mercado de cacau.Dentre as principais atividades desenvolvidas em prol do fortalecimento e desenvolvimento dosetor, destaca-se o Programa Sweet Brasil, criado em março de 1998, que tem por objetivopromover os produtos brasileiros no mercado externo, por meio de parceria com a Apex-Brasil.Perfil: APex-Brasil - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo ainternacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estrangeiros diretos. A Apex-Brasil é uma agência do governo brasileiro vinculada ao Ministério do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A Apex-Brasil apoia, atualmente, 13 mil empresas, de 81setores produtivos da economia brasileira que exportam para mais de 200 mercados. Por meio deiniciativas realizadas em parceria com entidades setoriais, a Agência organiza ações de promoçãocomercial e produz estudos de inteligência comercial e competitiva com o objetivo de orientar asdecisões das empresas nacionais sobre o ingresso em mercados internacionais. Além da sede emBrasília, a Apex-Brasil possui Unidades de Atendimento nos estados brasileiros e Centros deNegócios (CNs) espalhados pelo mundo. A Agência também coordena os esforços de atração deinvestimentos estrangeiros diretos (IED) para o País, trabalhando na identificação deoportunidades de negócios e na promoção de eventos estratégicos e garantindo apoio ao
  45. 45. 46investidor estrangeiro durante todo o processo no Brasil. A Apex-Brasil preside a AssociaçãoMundial das Agências de Promoção de Investimentos.B. Agrícola Famosa ampliará área de plantio e abrirá seu capitalEmpresa é a maior exportadora de frutas frescas do Brasil e maior produtora de melão do mundo.Nos planos, também está se tornar uma das maiores produtoras de banana e mamão do Nordeste eaté mesmo do Brasil.EDIMAR SOARESProdução de melão é o carro-chefe das exportações de frutas cearenses.Maior empresa exportadora de frutas frescas do Brasil e maior produtora de melão do mundo, aAgrícola Famosa Ltda., localizada no município de Icapuí(CE), está crescendo para ser, também,uma das maiores produtoras de banana e mamão do Nordeste.As fazendas da Agrícola Famosa (entre próprias e arrendadas) somam 20.807 hectares (ha). Paraa safra 2011/2012, a estimativa de área plantada chega a 6.000 ha e a produção esperada deveráser de 60 mil toneladas para o mercado interno e 140 mil toneladas para exportação.O empresário Luiz Roberto Barcelos, sócio-diretor da empresa ao lado de Carlo Porro, diz quealém do melão e da melancia, que correspondem a quase 90% de sua produção, a empresa estáexpandindo a área da banana, que sairá dos atuais 150 ha para 300 ha até o final deste ano. E em2013, esta área será acrescida em mais 200 ha para produção de 120 toneladas semanais da fruta,metade voltada ao mercado interno e metade para exportação.Já o mamão ocupa, hoje, uma área de 250 ha (em produção e a produzir). “Nossa expectativa échegar em 2014 a 600 ha, aumentando o volume das atuais 120 toneladas semanais (metade
  46. 46. 47mercado interno/metade exportação) para 600 toneladas semanais, sendo 300 toneladas para omercado nacional e a outra metade, exportação.”Barcelos afirma que, hoje, o mamão produzido na região é reconhecidamente de melhorqualidade que o tradicional, produzido no Espírito Santo e no Sul da Bahia.Novas VariedadesMas a Agrícola Famosa não se limita às frutas. A empresa também atua na produção de legumese, no momento, testa o potencial produtivo e comercial de tomate-cereja, aspargo, berinjela,abobrinha, quiabo e milho verde para consumo humano.Estes produtos estão sendo testados no mercado de Fortaleza com a marca própria “Viva”,encontrados em supermercados e algumas padarias.O tomate-cereja, plantado em 2 ha, está colhendo 30 toneladas/ha por safra. O aspargo estáconseguindo em 10 ha uma produtividade de 30 toneladas/ha por safra. Já a berinjela, a abobrinhae o quiabo estão sendo cultivados em 2 ha, obtendo 20 toneladas/ha por safra cada uma. O milhoverde ocupa 5 ha e produz 15 toneladas/ha por safra.PotencialO aspargo é o que vem registrando maior potencial, afirma Luiz Roberto Barcelos. Hoje, o maiorprodutor do mundo é o Peru, que se encontra na mesma latitude que o Ceará, mas cuja saída épara o Oceano Pacífico. “A logística deles obriga a produção a escoar pelo Canal do Panamá,consumindo a vida útil do produto vendido à Europa”, observa o empresário, vendo aí umapoderosa janela de oportunidade para o produto cearense.
  47. 47. 48A Agrícola Famosa está testando 30 variedades de aspargos e já detectou duas ou três que seadaptaram muito bem ao nosso clima. O Brasil também é um poderoso mercado, já que todo oaspargo consumido no país também é importado do Peru. “Lá, as fazendas plantam em 5 mil ha.Aqui, podemos falar em 10 mil ha e colhendo 150 toneladas”, completa.A aposta no mercado interno para os produtos da empresa poderá mudar sua balança comercial.Isso porque, há 8 anos, 95% da produção era exportada. Com o aumento da renda da populaçãobrasileira, hoje, 70% é exportada e 30% ficam no mercado interno, mas Barcelos não duvida quenos próximos 2 anos o mercado brasileiro reterá 40% da produção. (Rebecca Fontes)Números90 por cento da produção da Famosa referem-se a melão e melancia, mas a empresa estáexpandindo a área de cultivo de banana e mamão.O quêENTENDA A NOTÍCIAA fruticultura no Ceará é viabilizada pelos investimentos em irrigação e em tecnologia, o queatrai a instalação de grandes empresas. Ainda assim, setor cobra mais investimentos públicos paraavançar.C. AGRICULTURA: Produção de café reduz custos e amplia exportação brasileiraTempo do Áudio: 2min1segLOC/REPÓRTER: Pesquisas têm permitido produzir, plantar e cultivar o café no Cerrado. Apresença do grão no bioma é resultado de diversas pesquisas realizadas por especialistas nos
  48. 48. 49últimos anos. O produto que foi ao longo da história um personagem importante da economiabrasileira saiu dos biomas da região sul e sudeste do Brasil etem explorado os benefícios dasterras do cerrado, como enumera o engenheiro agrícola registrado no sistema Confea/CREA,Antonio Guerra.TEC/SONORA: Engenheiro Agrícola registrado no CREA-DF, Antonio Guerra."A cafeiculturado cerrado permite você utilizar as características hetero edafoclimáticas da região de forma aproduzir um café de melhor qualidade. Ou seja,um café que tenha um melhor preço de mercado.O custo da produção de café aqui ele é menor do que nas regiões tradicionais de montanha porque lá ele é colhido a mão e aqui a colheita é feita mecanizada."LOC/REPÓRTER: A produção de café reduz custos e amplia exportação brasileira. Oengenheiro agrônomo e conselheiro do Confea, Kleber Santos destaca o que o café encontrou nasterras do cerrado.TEC/SONORA: Engenheiro Agrônomo e conselheiro do Confea, Kleber Santos"Primeiro que apesquisa descobriu a vocação do cerrado para a produção do bom café brasileiro e segundo porque a pesquisa está avançando no sentido de reduzir os custos e melhorar ainda mais a qualidadedo nosso café. Descobriu-se mesmo que o cerrado ele possui características próprias queasseguram uma melhor qualidade para o café brasileiro. E as estações definidas de seca e água, arelativa altitude em algumas regiões do cerrado proporcionam uma qualidade no aroma do café”.LOC/REPÓRTER: Segundo a Embrapa, a expectativa é que no cerrado a produção do café sejaampliada para suprir as previsões de mercado futuro e se manter como o maior produtor destesgrãos no mundo.Reportagem, Lídia Mara.
  49. 49. 50D. Apex-Brasil, IBGM e exportações de gemas, joias e bijuteriasEm dois anos serão investidos cerca de R$ 13.5 milhões nas ações do Projeto.A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o InstitutoBrasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) renovaram nesta quarta-feira (25 de abril), emBelo Horizonte (MG), o convênio do Projeto Setorial de Gemas, Joias e Bijuterias para 2012 e2013. Por meio do convênio serão investidos, nos próximos dois anos, cerca de R$13.5 milhõesnas ações do Projeto, com o objetivo de aumentar as exportações brasileiras de produtos de maiorvalor agregado, diversificar e consolidar mercados e ampliar a base exportadora em cada um dossegmentos selecionados.As novas metas do Projeto para o período visam aumentar o volume de exportação das empresasparticipantes em 8% em 2012, e em 15% em 2013, tendo como base 2011. A quantidade deempresas participantes também deve aumentar em 30% até 2013 em relação ao cadastro existenteem janeiro de 2012, que totalizou 157 empresas.“Por meio do convênio com o IBGM, a Apex-Brasil oferece meios para que o setor possadesenvolver produtos baseados no design, inovação e sustentabilidade, itens que agregam valoraos produtos”, explicou o presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges. “Nosso desafio éaumentar a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização de seusnegócios, além de consolidar e ampliar os mercados conquistados”.As ações previstas pelo convênio têm o objetivo de atender às necessidades de desenvolvimentodas empresas do setor. Um dos pilares do trabalho é a orientação das ações de promoçãocomercial, de comunicação e de capacitação, de acordo com a maturidade exportadora de cadaempresa. As ações estratégicas definidas para o período incluem, também, ações de promoção da
  50. 50. 51imagem, com a realização do Projeto Imagem, que propicia a jornalistas e formadores de opiniãoestrangeiros a oportunidade de conhecer in loco o setor.Os segmentos que compõem o setor estão divididos em Gemas e Artefatos de Pedras; Joalheriade Ouro e Prata; e Joia Folheada e Bijuterias. Com base em estudo de Inteligência Comercial eCompetitiva, desenvolvido pela Apex-Brasil em parceria com o IBGM, foram definidos osmercados prioritários para cada segmento.Os mercados-alvo para o segmento de Joias são Rússia, Peru, Catar, Emirados Árabes, Colômbia,Chile, Panamá, México, Estados Unidos e Espanha. Para Bijuterias e folheados, os mercados-alvo são Angola, Itália, França, Emirados Árabes, Colômbia, Chile, Panamá, México, EstadosUnidos e Espanha. Já o segmento de Gemas terá como mercados-alvo a China, Turquia, Japão,Áustria, Itália, França, Estados Unidos e Espanha.“Uma das principais inovações do Projeto é a implementação de uma política de segmentaçãoatravés de um modelo de capacidade e maturidade exportadora das empresas”, explica a gestorade projetos da Apex-Brasil, Deborah Rossoni.Para o presidente do IBGM, Hécliton Santini Henriques, a diversificação de mercado e aperformance nas exportações das empresas que participam do Programa IBGM/Apex-Brasil têmsido significativamente maior do que os resultados do setor como um todo, demonstrando aimportância desse apoio. “Em um momento conturbado no mercado internacional, com acrescente concorrência de países asiáticos e a necessidade de melhor posicionar o produtobrasileiro, a manutenção da parceria do IBGM com a Apex-Brasil é fundamental”, explicou. “Aparceria garante a continuidade desse programa vitorioso, que tem proporcionado o efetivo
  51. 51. 52engajamento das empresas de gemas, joias e bijuterias no mercado internacional, numa estratégiade longo prazo, incorporando inovação, design e estratégias de marketing”.Histórico – A parceria da Apex-Brasil com o IBGM existe desde 1998. Nesse período, foraminvestidos R$ 108 milhões, aproximadamente, e 330 empresas foram apoiadas pelo Projeto.Somente o segmento de Folheados teve um crescimento de 700% em 12 anos – Joalheria cresceu129% e Bijuterias, 124%.De acordo com dados do IBGM, as exportações de gemas, joias e metais preciosos atingiramUS$ 3 bilhões em 2011, aproximadamente 30% a mais que em 2010. Nos primeiros dois mesesdeste ano, as exportações totalizaram US$ 635 milhões, 38% a mais que no mesmo período doano passado.O Brasil é, atualmente, um dos maiores produtores do segmento, responsável por um terço dovolume das gemas produzidas no mundo. Segundo a Gold Fields Mineral Services (GFMS), em2010 o Brasil se posicionou como o 14º país do mundo na produção de joias de ouro e como o 9ºno seu consumo.E. Confecções brasileiras elevam importação de peças do Peru."HechoenPerú" --ou "Fabricado no Peru"-- é frase cada vez mais comum nas etiquetas de roupasbrasileiras. E isso poderá aumentar muito se, como previsto, peças confeccionadas no paísvizinho em algodão de alta qualidade começarem a chegar às prateleiras de grandes redes devarejo, como Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour.Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), as importações de confecçõesperuanas cresceram 57,5% em 2011, alcançando US$ 102 milhões.
  52. 52. 53As projeções indicam que o negócio poderá crescer 400% nos próximos quatro anos, alcançandoUS$ 500 milhões de dólares, apesar das medidas protecionistas do Brasil."Estamos simplesmente acompanhando o crescimento da demanda brasileira", disse o adidocomercial do Peru em São Paulo, AntonioCastillo.Dezenas de marcas brasileiras --a exemplo de Richards, Ellus ou Brooksfield-- atravessam osAndes atrás do algodão peruano de fibra extra longa. Há um acordo comercial que permiteimportá-lo sem impostos."Além de oferecer algodão e lã de alpaca de alta qualidade, o Peru tem essa grande vantagemcomercial de entrar no Brasil sem alíquotas", disse Luis Melo, gerente comercial da Richards."São produtos caros, mas não têm impostos."A indústria têxtil peruana já produz roupas para marcas internacionais como Lacoste, ArmaniExchange, Calvin Klein, Donna Karan ou Guess.A demanda brasileira contribuiu para que o Peru aumentasse em 27% suas exportações têxteis em2011, alcançando quase US$ 2 bilhões, apesar da redução nas exportações para os EUA, o maiormercado.Por enquanto, o Peru não tira o sono da indústria têxtil brasileira como a China, Bangladesh ou oVietnã, porque seus preços são o dobro dos concorrentes asiáticos, e o volume do comércio érelativamente pequeno.Em 2011, a indústria nacional perdeu cerca de 13 mil postos de trabalho por causa daconcorrência com os produtos chineses.
  53. 53. 54"O dano que o comércio com o Peru está causando à indústria nacional é marginal emcomparação à China", comentou Fernando Pimentel, diretor da Abit. "Ele nos preocupa porquecresceu de forma marcante. Mas o volume ainda não faz com que haja uma destruição bestial dacadeia produtiva brasileira."O executivo descartou a possibilidade de rever o acordo comercial com o Peru, a exemplo do queaconteceu neste ano com um tratado semelhante que levou a uma disparada nas importações deveículos mexicanos.Embora o Brasil ocupe hoje o quarto lugar entre os destinos das confecções peruanas, autoridadese analistas preveem que em breve substituirá a Venezuela como segundo maior comprador.F. CSA já é segunda maior exportadora de aço.As exportações Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), uma parceria da alemãThyssenKrupp (73,13%) com a Vale (26,87%), já ultrapassaram Gerdau Açominas, Usiminas eCompanhia Siderúrgica Nacional (CSN). A siderúrgica iniciou os embarques em setembro de2010 e já é a segunda maior exportadora de aço do Brasil, atrás apenas da ArcelorMittal Brasil.No primeiro trimestre somou US$ 362,5 milhões em vendas externas, desempenho que a colocouno 20º lugar no ranking das 40 maiores empresas exportadoras do país, segundo o Ministério doDesenvolvimento. No mesmo período, a ArcelorMittal Brasil ocupou o 17º lugar, com US$ 383milhões. A Gerdau Açominas aparece na 22ª posição (US$ 355,3 milhões), a Usiminas, na 28ª(US$ 282 milhões), e a CSN, na 39ª (US$ 217,5 milhões).5ª posição
  54. 54. 55E a expectativa do vice-presidente financeiro da CSA, Rodrigo Tostes, é alcançar a quintaposição do ranking geral das empresas brasileiras no próximo ano. "Ao final de 2012, quando ausina estiver operando com o total da capacidade instalada (5 milhões de toneladas/ano), aprevisão é exportar de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões", diz. Tendo como referência o resultadoacumulado em 2010, significaria dizer que à frente da CSA estariam só Vale (US$ 24 bilhões),Petrobras (US$ 18,2 bilhões), Bunge (US$ 4,3 bilhões) e Embraer (US$ 4,2 bilhões).Esse cenário estaria garantido para a CSA, segundo o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, jáque a "siderúrgica foi idealizada para exportar placas para as unidades da ThyssenKrupp". Dototal produzido, Tostes confirmou que 60% vão para a ThyssenKrupp dos EUA, e 40%, para a daAlemanha.DemandaO analista Felipe Reis, do Santander, acredita que a CSA possa seguir a trajetória daArcelorMittal Tubarão (antiga CST), instalada no Espírito Santo, visto que a demanda de aço doBrasil é crescente e não há investimentos para ampliação significativa da atual capacidadeinstalada do país."No primeiro momento, esse aço produzido pela CSA (placas) não compete com o aço daUsiminas e da CSN (laminados). Acontece que, por um investimento marginal, é consenso que,daqui a algum tempo, ela pode instalar um laminador e participar do mercado doméstico. É ahistória da CST, que também já foi uma mera produtora de placas para exportação", diz. RodrigoTostes afirma que o atual desafio da CSA é chegar a 5 milhões de toneladas ao ano e que não hánenhum outro investimento em análise. Diz, contudo, que no complexo existe espaço físico paraexpansão.
  55. 55. 56G. FANEM é eleita a melhor exportadora do ano de 2011.A fabricante brasileira líder em produtos de neonatologia recebeu o prêmio Design Brasilis -Empresa Exportadora do Ano, concedido pela ABMS – Associação Brasileira de Marketing emSaúde.A FANEM foi escolhida como a Empresa Exportadora do Ano de 2011 pela AssociaçãoBrasileira de Marketing em Saúde, prêmio Design Brasilis em reconhecimento pela divulgaçãointernacional do design brasileiro. Também foi concedido o prêmio Hospital Best pelos produtosinovadores da Fanem em diferentes categorias, entre elas Fototerapia, Incubadoras, BerçoHospitalar e Cama para Parto Humanizado. A cerimônia de entrega aconteceu na noite de 14 dedezembro, no Salão Nobre do Esporte Clube Sírio, em São Paulo, reunindo profissionais,dirigentes e representantes dos principais hospitais e instituições de saúde do país.A Fanem exporta seus produtos de medicina neonatal para mais de 90 países e em 2011 teve umaexpansão na receita de vendas para o exterior de 47%, considerando a flutuação do câmbio. Oano foi marcado ainda pela inauguração da sua primeira fábrica em território internacional, naÍndia, e pelo crescimento das vendas em países como Iraque, Rússia, Turquia, Marrocos eBolívia, além da Índia. Em 2011, a empresa também expandiu suas fronteiras comercializandoprodutos pela primeira vez em países africanos como a República de Botswana, a Costa doMarfim e a República da Namíbia; assim como para a Caledônia, na Oceania; e Lituania eBulgária, no leste europeu.“A Fanem vem aprimorando muito a qualidade de seus produtos e, como conseqüência vemfirmando-se frente à concorrência internacional, promovendo o crescimento continuo dasexportações. Estes prêmios são reconhecimentos importantes deste esforço e contribuem para
  56. 56. 57reforçar a nossa marca nacionalmente, junto aos profissionais de saúde e dirigentes hospitalares”,afirma Marlene Schmidt, diretora executiva da Fanem.Esta foi a nona edição do Hospital Best, realizada pela Associação Brasileira de Marketing emSaúde. Entre os premiados estiveram também o Hospital Santa Catarina (Maternidade), HospitalSabará (Hospital Pediátrico) e Fleury Medicina e Saúde (Centros Diagnósticos), entre outros. Osprodutos Fanem agraciados foram: Aparelhos de Fototerapia: BILITRON®, Aspirador cirúrgico:R2D2 Diapump®, Estufas de Cultura FANEM®, Estufas de Esterilização e Secagem FANEM®,Câmaras de Conservação de Sangue e Vacina FANEM®, Incubadora: VISION ADVANCED®,Incubadora de transporte: IT 158 TS, Berço Hospitalar: AMPLA®, Cama PPP: Cama para PartoHumanizado MP-7097i.Empresa brasileira líder na fabricação de produtos de neonatologia, a FANEM detêm 85% domercado nacional. É a companhia brasileira com maior representatividade internacional naindústria mundial de equipamentos médicos, em especial de neonatologia, com grande expressãono mercado global do segmento de incubadoras. Exportando para mais de 90 países, a empresarecebeu o reconhecimento de diversas entidades, por sua atividade neste campo.H. JAC Motors desembarca primeiro lote de carros no Porto de SalvadorO primeiro lote de mil carros da JAC Motors, importados da China, via Porto de Salvador,desembarcou nesta segunda-feira (21), com a presença do governador do Estado, Jaques Wagner,e do presidente da empresa no Brasil, Sérgio Habib. A distribuição dos automóveis, que até entãoera feita a partir do Espírito Santo, passa a ser feita na Bahia devido a um acordo feito com amontadora, responsável pela implantação de uma fábrica no estado, com inauguração previstapara 2014.
  57. 57. 58“Eu estive na China visitando a fábrica da JAC Motors e este desembarque é uma confirmaçãodas nossas negociações, faz parte do compromisso firmado”, afirmou o governador. Segundo ele,o terreno para a construção da fábrica já está definido, em Camaçari.A implantação receberá investimentos de R$ 900 milhões. A planta gerará 3.500 empregosdiretos e cerca de 10 mil indiretos. A capacidade de produção será de 100 mil unidades. “Aslicenças estão sendo tratadas para o lançamento da pedra fundamental e até 2014 já estaremosproduzindo aqui”.Wagner disse que a empresa incentiva o adensamento da cadeia automotivana Bahia. “Foi feitauma reunião com vários fornecedores de insumos e autopeças, há cerca de dez dias. A meta éadensar esta indústria automotiva aqui. Como a Ford desenvolveu seu carro mundial na fábrica deCamaçari, eu espero que a JAC Motors tenha condição de seguir o mesmo caminho”.O governador ainda destacou que a importação pelo porto de Salvador já cria novos empregos naárea de distribuição e manutenção. “Porém, o grande avanço virá mais tarde, com a implantaçãoda fábrica”.Ampliação – Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, paraincentivar a indústria automotiva no estado, o governo está propondo também uma ampliação doporto da Ford, contemplando as solicitações da empresa, mas abrindo o terminal privado para autilização de outras montadoras. “A ideia é ampliar o terminal da Ford, passando dos 200 milmetros quadrados atuais para 1,5 milhão de metros quadrados”.Estado sediará centros de distribuição de peças e veículos

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