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conclusão de forma contextualizada, crítica e reflexiva. Nessa perspectiva,entendemos que, “a existência de um laboratório...
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Aprender e ensinar com a experimentação da combustão da vela no ensino de Ciências

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Texto de uma licencianda do curso, articulado na disciplina de Laboratório de Ciências e submetido ao evento XI Encontro de Investigação na Escola

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Aprender e ensinar com a experimentação da combustão da vela no ensino de Ciências

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL - UFFS LICENCIATURA EM CIÊNCIAS: BIOLOGIA, FÍSICA E QUÍMICA APRENDER E ENSINAR COM A EXPERIMENTAÇÃO DA COMBUSTÃO DA VELA NO ENSINO DE CIÊNCIAS Luciane Follmann (lucianefollmann@yahoo.com.br) UFFS Rosangela Ines Matos Uhmann (rosangela.uhmann@uffs.edu.br) UFFS Roque Ismael da Costa Güllich (roquegullich@uffs.edu.br) UFFSResumo: O relato traz uma abordagem reflexiva a partir de algunsexperimentos, em especial sobre o “mito da combustão da vela”, emborapresentes na vida diária existe pouca compreensão no que se refere aosconceitos físicos e químicos envolvidos no processo. A prática foi realizadacom 40 Licenciandos através do Componente Curricular: “Laboratório deEnsino em Ciências”, do Curso de Graduação em Ciências: Biologia, Física eQuímica - Licenciatura, da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS deCerro Largo, RS, no qual os discentes tiveram a oportunidade de observar erefletir sobre as causas que levam a extinção de uma chama, diferentementedo que trazem alguns livros didáticos, que destacam o término total do gásoxigênio. Durante a discussão do experimento, foram abordados outrosaspectos, entre eles, a qualidade do combustível e comburente, condensaçãorápida da água, dissolução do gás carbônico em água, reação exotérmica,dentre outros. Para sintetizar as ideias, propôs-se um relatório semiestruturadoque foi utilizado ou produzido no contexto da sala de aula, na forma deavaliação diagnóstica e investigativa, como suporte significativo a serincorporado nas atividades experimentais.Palavras-chave: Prática Experimental, Combustão, Formação Inicial.INTRODUÇÃO O presente relato enfoca a importância da reflexão no trabalho docentecom experimentos. Em especial, abordamos o “mito da combustão da vela”,através da dialogicidade, discussão e questionamentos sobre a prática citadacom base teórica fundamentada. A prática transcorreu no laboratório daUniversidade, no qual foi proporcionado aos Licenciandos da Universidade
  2. 2. Federal da Fronteira Sul – UFFS de Cerro Largo, RS, do Curso de Graduaçãoem Ciências: Biologia, Física e Química - Licenciatura, a oportunidade depensar na significação de conceitos como: temperatura, pressão, massa,volume, combustão completa e incompleta, reagentes, produtos, reações dehidrocarbonetos, fenômeno físico e químico, energia de ativação, combustível,comburente, entre outros, sequer imaginados para um experimento tãosimples, mas rico de significado conceitual e de extrema complexidade sobrerelações que ocorrem durante o fenômeno da combustão pensado para oEnsino Fundamental de Ciências de interesse para a formação inicial dosLicenciandos.DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES A prática e os conceitos envolvidos foram criticamente discutidosconforme o artigo científico: “Desfazendo o Mito da Combustão da Vela paraMedir o Teor de Oxigênio no Ar”, no qual o autor trabalha em direção contráriaa ideia sobre a quantidade de gás oxigênio consumida durante reação decombustão, através do volume ocupado de água no momento em que aqueima da vela cessa, quando sobre a chama é colocado um cilindro de vidroinvertido. Mesmo que a proporção de volume de gás oxigênio presente numaporção de ar com a proporção de água que subiu no cilindro tenha lógica, oautor coloca a prova de que o oxigênio não é totalmente consumido daquantidade de ar contido no cilindro pela combustão da vela, através daexperiência de Birk & Lawson (1999), o qual queimou uma vela sob umacampânula na presença de um rato que continuou bastante vivo após a vela seapagar (BRAATHEN, 2000). Para melhor entender a situação, observou-se os materiais utilizadosdurante experimentação feita pela professora. Atentava-se ao que se fazia edizia, pois era exigida muita participação e dialogicidade no questionamentodos conceitos na prática, a respeito do aumento e diminuição da pressão,temperatura e volume sofridos durante o experimento. Após análise ediscussões, foi proposto aos discentes à escrita de um relatóriosemiestruturado com objetivos, procedimentos, discussão, questionamentos e
  3. 3. conclusão de forma contextualizada, crítica e reflexiva. Nessa perspectiva,entendemos que, “a existência de um laboratório adequado é condiçãonecessária, mas não suficiente” (MALDANER, 2000, p.176) para uma boaproposta de ensino através da experimentação.ANÁLISE E DISCUSSÃO DO RELATO Analisar uma atividade prática como a citada anteriormente favorece asignificação reconstrutiva dos conceitos físicos e químicos, de fundamentalimportância para a formação inicial, visto que na contemporaneidade é precisoaprender a aprender para melhor ensinar. A partir da vivência sobreimportância da experimentação no ensino de Ciências, temos umconhecimento da relação investigativa teoria e prática para não ensinar eaprender conceitos ou práticas confusas ou demasiadamente simplistas aosLicenciandos. Pensar sobre as interpretações discursivas e representativas produzidaspelos Licenciandos durante observação e levantamento de hipóteses quandose deparam ao tentar explicar fenômenos, utilizando argumentos do ponto devista científico, são interações que o professor orientador precisa mediar comcuidado. Pois, uma vez discutido os conceitos, sejam eles escolares, científicosou do cotidiano, vivenciados durante, antes ou depois do experimento,precisam ser significados no coletivo da sala de aula ou laboratório, a partir dedúvidas, avanços e/ou sugestões, no qual: não basta simplesmente que façam o experimento ou acompanhem uma demonstração feita pelo professor, uma vez que a compreensão sobre o que é o fenômeno químico se dá na mediação pela/com a linguagem e não através de uma pretensa observação empírica (SILVA; ZANON, 2000, p.133). Ao realizar um experimento o professor deve ter claro quais objetivospretende alcançar com a prática, pois a experimentação não é uma forma deprovar na prática o que foi estudado na teoria ou vice-versa. Cabe ao professorauxiliar/orientar o aluno a desenvolver um pensamento crítico e investigativopara a reconstrução do conhecimento. O futuro professor e o professor
  4. 4. orientador da licenciatura se constituem pesquisando o próprio trabalho. Poisnão existe pesquisa sem ensino e nem ensino sem pesquisa (DEMO, 2005). Acreditamos num ensino e aprendizagem baseados na pesquisa, poiscontribuem para um melhor conhecimento escolar de Ciências entre outrasáreas de saber, assim como a exploração de alguns experimentos, a exemploda simples combustão da vela, que exigiu um pensamento cognitivo complexo.As dúvidas conceituais surgiram mesmo na escrita, no qual alguns estudantesdialogaram novamente para entender o próprio raciocínio. Esse fato talvez édevido à sistematização escrita individual ser requisito avaliativo, no qual todostiveram que fazer a entrega do relatório como requisito de aprovação, sendoque no laboratório nem todos os Licenciandos se manifestaram/argumentaram. A discussão da matéria estudada pode ser feita a propósito de um experimento realizado pelo professor ou mesmo de um problema que ele apresente oralmente à classe. Os alunos se educarão na técnica de debater problemas científicos, de emitir hipóteses, de testá-las por meio de raciocínios ou de experimentos, de planejar pesquisas; e aprenderão a julgar com espírito crítico e isenção de ânimo, a se expressar com precisão e concisão, e a reconhecer publicamente seus erros. (FROTA-PESSOA et al, 1985, p.74). Nisso a sistematização foi fundamental para interpretação dosequívocos e acertos, além da aplicação do conhecimento, sendo que aotrabalhar com a experimentação no ensino de Ciências, é fundamental muitaatenção, desde a linguagem oral específica dos conceitos científicos,escolares e do senso comum à linguagem descrita/escrita produzidas atravésdos relatórios, que precisam ser levados ao contexto da sala de aula apósobservações/intervenções feitas pelo professor orientador do experimento.CONSIDERAÇÕES FINAIS Trabalhar com a experimentação no ensino de ciências pode agregarqualidade à prática docente, visto que, com uma boa pergunta ou problemamediando pelo professor, o aluno constrói hipóteses na tentativa de responderaos questionamentos abordados durante a observação ou processoexperimental. Levantar perguntas significa problematizar um experimento.Igualmente o questionamento reconstrutivo, não sendo simplesmente “um
  5. 5. meio formal de aprendizagem, um meio de coleta de dados, mas constitui umprocesso sistemático e reflexivo permanente da realidade em que vivemos”(FAGUNDES, 2007, p.329). Corroboramos as ideias de Silva e Zanon para dizer que “o ensinoexperimental precisa envolver menos prática e mais reflexão” (2000, p.123). Naação, melhor quando: “o estudante é capaz de aplicar os novos significados auma variedade de diferentes fenômenos e situações, ele se tornou capaz deentender esses novos significados e se apropriou deles como seus própriossignificados” (MORTIMER, 2010, p.191). Através da reflexão sobre a prática da combustão da vela professor ealunos refletem a partir do questionamento crítico o que implica diálogoformativo ao problematizar concepções sobre a experimentação no ensino deCiências.REFERÊNCIASBRAATHEN, Per Christian. Desfazendo o mito da combustão da vela paramedir o teor de oxigênio no ar. Química Nova na Escola, nº12, p.43-45,nov/2000. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc12/v12a10.pdf>(Acesso em: 25 de abril de 2012).DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. 7. Ed. Campinas, SP: AutoresAssociados, 2005.FAGUNDES, Suzana Margarete Kurzmann. Experimentação nas aulas deciências: um meio para a formação da autonomia?. In: GALIAZZI, Maria doCarmo. Construção curricular em rede na educação em ciências: umaaposta de pesquisa na sala de aula. UNIJUÍ, Ijuí, 2007.FROTA-PESSOA, Oswaldo; GEVERTZ, Rachel; SILVA, Ayrton Gonçalves da.Como ensinar ciências. 5. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1985.MALDANER, O. A. Formação Inicial e Continuada de Professores deQuímica: Professores/Pesquisadores. Ijuí, RS: UNIJUÍ, 2006.MORTIMER, Eduardo Freury. As chamas e os Cristais Revisitados:estabelecendo diálogos entre a linguagem científica e a linguagem cotidiana noensino das ciências da natureza. p.180-207. In: SANTOS, Wildson Luis Pereira
  6. 6. dos Santos; MALDANER, Otavio Aloisio. A. Ensino de química em foco. Ijuí,RS: UNIJUÍ, 2010.SILVA, Helenice, de Arruda. ZANON, Lenir. Basso. A experimentação noensino de ciências. p.120-153. In: Schnetzler, Roseli. Pacheco. (org.);ARAGÃO, Rosália M. R. de. Ensino de Ciências: fundamentos eabordagens. Campinas, SP: R. Vieira Gráfica e Editora Ltda, 2000.

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