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(11) biologia e geologia 10º ano - hormonas vegetais

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(11) biologia e geologia 10º ano - hormonas vegetais

  1. 1. HORMONAS VEGETAIS Biologia e Geologia 10º Ano
  2. 2. Movimento nas planta  Todos os seres vivos apresentam uma série de respostas aos estímulos exteriores.  Algumas dessas respotas manifestam-se sobre a forma de movimentos.  As plantas, apesar não serem capazes de locomoção, também produzem movimentos.  Esses movimentos podem não ser tão rápidos ou evidentes como os dos animais.  Todos os órgãos das plantas podem apresentar movimentos.
  3. 3. Movimentos das plantas Alongamento Curvaturas Enrolamentos Abertura e fecho de folhas e flores…
  4. 4. Movimento nas plantas  Os movimentos das plantas, bem como o desenvolvimento dos seus órgãos são afectados por inúmeros estímulos do meio exterior:  Temperatura;  Gravidade;  Fotoperíodo;  Toque mecânico.  Os movimentos que as plantas desenvolvem, e que resultam em crescimento, em resposta a estes estímulos, na sua direcção ou em direcção oposta, denominam-se de tropismos.  Os movimentos que não envolvam crescimento da planta em resposta a um estímulo denominam-se de movimentos násticos ou nastias.
  5. 5. Movimento nas plantas
  6. 6. Tropismos  Os tropismos podem ser…  Positivos – em direcção ao estímulo;  Negativos – em direcção oposta ao estímulo.  O tropismos podem ser:  Fototropismo;  Gravitropismo;  Tigmotropismo;  Termotropismo;  Quimiotropismo;  Hidrotropismo.
  7. 7. Nastias  As nastias são movimentos mais interessantes e de acordo com o estímulo podem ser classificados:  Fotonastias;  Tigmonastias;  Termonastias; Fotonastia  Quimionastias;  Hidronastias. Tigmonastia
  8. 8. Acção das Hormonas Vegetais no Crescimento das Plantas  Desde cedo que os investigadores se interrogam qual o processo que leva as plantas a reagir aos estímulos uma vez que não apresentam sistema nervoso.  Entre esses investigadores encontra-se Charles Darwin e Francis Darwin, os quais desenvolveram uma série de experiências com vista de descobrir de onde partia a mensagem que leva planta a responder.
  9. 9. Experiência de Charles e Francis Darwin (1881)
  10. 10. Experiência de Charles e Francis Darwin (1881)  O que estes dois investigadores descobriram foi que algures no ápice do coleóptilo se desenvolvia uma mensagem que era passada para as regiões inferiores da planta.  Esta mensagem levava a planta a curvar.  Em 1926, Frits Went deu seguimento às experiências de Darwin.
  11. 11. Experiência de Frits Went (1926)  Frits sabia que havia uma substância a ser produzida no ápice do coleóptilo, só não sabia qual era.  Então cortou o ápice e colocou-o em cima de um bloco de agar, de forma a que este absorve-se a substância.  Essa substância foi isolada veio-se a conhecer que é uma substância química que percorre toda a planta e intervem no desenvolvimento da planta.  Descobriu-se então que tal como os animais, as plantas produzem substância que percorrem o corpo da planta e enviam mensagens.  Assim descobriram-se as fitohormonas ou hormonas vegetais.  Frits tinha descoberto a auxina.
  12. 12. Experiência de Frits Went (1926)
  13. 13. Experiência de Frits Went (1926)
  14. 14. Experiência de Frits Went (1926)  As auxinas sintetizadas, sobre o estímulo da luz, deslocam-se pelo caule abaixo e para o lado oposto ao que está exposto à luz.  Isto leva a que as células do lado oposto ao da luz alongem o que resulta numa curvatura da planta em direcção à fonte luminosa.
  15. 15. Fitohormonas  As fitohormonas são sintetizadas em pequenas quantidades em determinados locais e transportadas para outros locais, por exemplo através do floema.  Depois da descoberta das auxinas, muitas outras fitohormonas foram descobertas, pelo que existem actualmente cinco grandes grupos de fitohormonas:  Auxinas;  Giberelinas;  Citoquininas;  Ácido abscísico;  Etileno.  As suas funções são diversificadas:  Crescimento;  Manutenção;  Reparação.
  16. 16. Auxinas  As auxinas são das fitohormonas mais bem estudadas e importantes pois intervem no crescimento da planta.  Conhecem-se três auxinas naturais sendo a mais activa o Ácido Indolacético (IAA).  Produzida nos ápices dos caules, sementes (embrião), folhas jovens, flores, frutos e grãos de pólen.  O efeito das auxinas depende, entre outros factores, do local onde são produzidas, de espécie para espécie e de concentração.  Certas auxinas têm maior efeito em determinados órgãos do que outras.  Por vezes as auxinas em vez de promoverem o crescimento em certos órgãos mas inibe em outros.  Nos caules estimula o crescimento mas nas raízes inibe.
  17. 17. Auxinas  As auxinas ajudam a perceber o fototropismo positivo do caule e o negativo da raíz.  Se uma planta for colocada na horizontal, os lados voltados para baixo recebem maior quantidade de auxinas.  No caule as auxinas levam a que essas células se alongem, logo o caule curva para cima;  Já na raiz, as auxinas inibem o crescimento, assim as células inferiores alongam menos, logo a raíz curva para baixo.
  18. 18. Auxinas  O crescimento das plantas faz a partir de células com grande capacidade de divisão e diferenciação (totipotência), formando um tecido denominado de meristema.  Os meristesmas podem ser classificados de acordo com a sua posição no corpo da planta em:  Apicais – nas pontas do caule e raíz;  Laterais – gomos dos ramos laterais.
  19. 19. Auxinas  Nas plantas que apresentam dominância apical, o crescimento ocorre quase exclusivamente a partir dos meristemas apicais.  Isto porque as auxinas produzidas nos meristemas apicais inibem o desenvolvimento do meristemas laterais.  Se por alguma razão se eliminar o meristema apical os meristemas laterais desenvolvem-se originando ramos.
  20. 20. Outras acções das auxinas  As auxinas são ainda responsáveis por:  Evitam a abcissão e queda dos folhas e frutas.  Evitam a desintegração das células da base do pecíolo.  Estimulam a formação dos frutos.  As auxinas produzidas nas sementes levam ao desenvolvimento das paredes do útero, logo levando à formação de frutos.  A aplicação de auxinas em flores não fecundadas leva à formação de frutos sem sementes.  Propagação vegetativa  A aplicação de auxinas em estacas caulinares leva à formação de raízes.
  21. 21. Giberelinas  Conhecem-se cerca de 80 giberlinas naturais.  São responsáveis pelo alongamento dos caules.  Acção mais lenta do que a das auxinas.  Intervenientes também na germinação de sementes e no processo de floração e maturação dos frutos.  Actuam muitas vezes em conjunto com a IAA.
  22. 22. Citoquininas  Estimula a divisão celular em tecidos meristemáticos.  Em certas situações tem acção contrária à das auxinas, estimulando o desenvolvimento de gomos laterais ou inibindo a ramificação das raízes.  Retardam o envelhecimento de células vegetais, impedindo a abscissão das folhas.
  23. 23. Etilenos  Tal como muitas outras fitohormonas, a acção do etileno era já conhecida antes de se descobrir a hormona.  Desde muito cedo que se verificou que as bananas amadureciam muito mais depressa quando armazenadas junto a laranjas.  Em 1934 comprovou-se que as plantas produzem etileno, um gas que provoca a maturação dos frutos, bem como a abscissão das folhas.  O etileno é também essencial na protecção de plantas feridas ou infectadas, pois acelera o envelhecimento das partes afectadas.
  24. 24. Ácido Abscísico  O ácido abscísico ou ABA inibe a acção de hormonas de crescimento, a germinação de sementes e o desenvolvimento de gomos.  Promove o fecho dos estomas, protegendo a planta em situações de seca.  Estimula a abscissão de folhas, ramos e frutos.
  25. 25. Fitohormonas  As hormonas raramente actuam sozinhas.  A produção coordenadas de diferentes hormonas ao mesmo tempo permite às plantas sobreviver e reagir a diversas situações, como a mudança de estações ou mesmo mudanças abruptas das condições climatéricas.  Controlando assim o seu desenvolvimento.

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