Estudo feito por irmão carlos da assembleia de deus bras

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Estudo feito por irmão carlos da assembleia de deus bras

  1. 1. ESTUDO FEITO POR IRMÃO CARLOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS BRAS Há Necessidade, de se fazer um Auto-Exame rigoroso, a celebração da Santa Ceia: Em 1 Coríntios 11.28, disse Paulo: «Examine-se pois o homem a si mesmo e assim coma deste pão, e beba deste cálice». A palavra grega para «examinar» édokimazetõ que significa «testar como a metais». O dicionário Aurélio, define o termoexaminar como: «analisar com atenção e minúcia», «ponderar ou meditar sobre», «submeter a exame», «observar», «sondar», «observar a própria consciência». O auto-exame é aqui determinado como modo de levar o crente a participar dignamente da Ceia do Senhor Jesus. Trata-se então de um rigoroso auto-exame. É extremamente necessário, fazermos este auto-exame, a fim de garantir com maior precisão, se estamos ou não em condições de participar da Santa Ceia. Cada crente em Cristo precisa fazer uma investigação de si mesmo. É preciso que enfrente honestamente os seus pecados, com o propósito de abandoná-los. Nos dias de hoje este rigoroso auto-exame é deixado de lado, desprezado. Todavia, tal exame, que resultará em arrependimento, produzirá a «dignidade» que o crente precisa possuir, a fim de participar apropriadamente da Ceia do Senhor Jesus. Este auto-exame não é uma atitude de última hora, a ser tomada. A Santa Ceia não é como muitos pensam, ela é um ato muito Sagrado. E, esta verdade o leitor irá concluir quando passar a conhecer os propósitos divinos a seu respeito. - Para que se possa garantir com a mais possível precisão, se estamos ou não em condições de participar da Ceia do Senhor Jesus, é indispensável à observância de quatro requisitos fundamentais, que são: 1. Conhecer o Valor e o Propósito da Santa Ceia: A falta de conhecimento da Igreja a respeito da Santa Ceia, é algo muito assustador. O conceito que ela tem acerca da Santa Ceia, é completamente antagônico, quando comparado com os princípios bíblicos e éticos que norteiam o mandamento sobre a Celebração da Santa Ceia. Além disso, não basta um conhecimento parcial, mas sim, um conhecimento profundo (João 5.39). Os cristãos de Corinto estavam tendo uma visão muito distorcida da Ceia do Senhor Jesus, comparavam-na, com àquela tradicional Festa de Amor e, com isso não se examinavam antes de comer o pão e de beber o cálice do Senhor Jesus e, para complicar participavam indignamente da Mesa do Senhor Jesus (1 Cor 11.27-29). Porventura, não é este mesmo tipo de visão que muitos estão tendo nos dias atuais da Ceia do Senhor Jesus? A Igreja de Jesus Cristo, não pode continuar na ignorância, alheia deste assunto (conhecer sobre a Santa Ceia), ela precisa se corresponder com plena realidade, dos propósitos da Santa Ceia, caso contrário, não poderá discernir nos seus elementos o Corpo e o Sangue de Cristo. Se falarmos que a Igreja atual nada sabe sobre a Santa Ceia, é óbvio que não estamos brincando e nem querendo assustar ninguém, falamos1
  2. 2. assim é porque temos a absoluta certeza disso. Basta examinar os estudos sobre esta doutrina, a qual foi escrita sob a orientação do Espírito Santo e, compará-la com a Ceia que vem sendo celebrada nos dias de hoje. Afirmamos, todos estão equivocados a respeito da Ceia do Senhor Jesus! - Afinal de contas, quem são os verdadeiros responsáveis por desviar a Igreja da verdade? Claramente que são os "líderes" (pastores), são eles que devem apascentar o rebanho de Cristo, são eles os responsáveis em ensinar a Igreja de Cristo na senda da verdade (João 21.15-17, Atos 5.42; 20.27,28; 1 Tim 3.2; 4.13; 2 Tim 2.24; 1 Ped 5.1-3). É verdade, que é de praxe ouvirmos aqueles sermões no dia da celebração da Ceia. Mas se pergunta, qual é o aprendizado da Igreja ao ouvir a estes sermões improvisados? Certamente e claramente, nada!. Além disso, sempre se dá ênfase sobre o lado negativo, como; «toma cuidado para não participar indignamente da Santa Ceia». Realmente é preciso que cada um saiba o que pode acontecer consigo, quando participa indignamente dela (1 Cor 11.27-30). Mas é preciso também que todos estejam conscientes sobre as bênçãos e o conforto espirituais transmitidos pelo Espírito Santo quando se celebra a Ceia do Senhor Jesus, desde que seja celebrada de modo correto e ordeiro. Vede sobre «A Segurança para Aqueles que Participam da Ceia do Senhor Jesus». É preciso que os lideres (pastores e outros), se empenham com todo afinco no ensino ao rebanho de Cristo, ministrando, contudo, um ensino real, substancial, eficaz e contínuo da Palavra do Senhor Jesus. Não basta ensinar raramente a Igreja, pois, é preciso que todos tenham um conhecimento profundo sobre a Santa Ceia. Cada participante da Santa Ceia deve saber; «porque participo da Santa Ceia?», «como deve ser as minhas condições para celebrá-la?», «qual a sua relação com o sacrifício de Cristo?», «quais são as bênçãos que recebemos por celebrá-la?» Por falta de noção sobre a Santa Ceia, muitos a celebram como se fosse apenas uma tradição da Igreja e, não como uma das ordenanças de Cristo à Sua Igreja. Assim sendo, se alguém que recebeu o devido ensino sobre as regras que regem à observância da Santa Ceia, mas, mesmo assim insistir em celebrá-la «indignamente», não fazendo caso do seu caráter sagrado, tal transgressor receberá de Jesus a justa retribuição, de maneira que se merece (1 Cor 11.27-30). Todavia, se alguém participar dela «indignamente», inconsciente do pecado que estava cometendo, porque não foi suficientemente instruído pelo pastor, tal pastor também será culpado pelo pecado desta pessoa (Ezeq 3.16-19; 33.7-9; Heb 13.17). Portanto, a obrigação e o dever e a necessidade de se fazer um auto-exame é de cada participante da Santa Ceia , mas, a responsabilidade pelo ensino é dos lideres, dos mestres. 2. Cultivar uma consciência sadia, pura, santa: A etimologia do vocábulo «consciência» é no grego syneidesis, equivalente ao latino conscientia. Syneidesis, que deriva de syn «com» e eidesis «conhecimento», e assim significa «conhecimento consigo mesmo». Aconsciência é o sentimento ou percepção (uma voz secreta) do que se passa em nós, um testemunho ou julgamento da alma, aprovando ou não nossos atos (Rom 2.15; 9.1; 2 Cor 1.12). Ela também pode ser treinada por pensamento e ato, convicções e regras implantadas na mente da pessoa por estudo e experiência. Baseada nestas coisas a consciência faz uma comparação com proceder adotado ou pretendido. Daí ela soa como alarme quando as regras e procederes estão em conflitos, a menos que a consciência esteja cauterizada, tornada insensível por continuas violações de seus avisos. É preciso, que a consciência de cada cristão verdadeiro seja devidamente educada pela Palavra de Jesus Cristo. Visto que a consciência precisa ser plena e precisamente educada, treinada pela Palavra de Nosso Deus para fazer avaliações corretas, a consciência não treinada pode ser fraca. É possível violar a consciência a ponto de não ser mais limpa e sensível, ou seja, ela se torna contaminada, cauterizada e finalmente insensível (1 Cor 8.7,12; 1 Tim 4.2). Quando isso acontece, ela não pode mais dar avisos, nem prover orientação segura (Tito 1.15). Porventura, não é assim que está acontecendo com muitos? Estão sempre a pecar (com propósitos), quando repreendidos, dizem apenas que as suas consciências não lhes acusaram. Isto porque ela está contaminada e sem sensibilidade. O verdadeiro cristão, precisa ter uma consciência pura, santa. Pois, uma pessoa que se diz crente em Jesus Cristo, mas, anda com uma consciência cauterizada, pode e age pior de que um incrédulo (1 Tim 4.1,2). Todavia, sigamos o exemplo de Paulo que disse: «E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens» (Atos 24.16).2
  3. 3. É necessário fazermos um exame da nossa consciência, a fim de avaliarmos o seu nível de pureza. Após certificarmos que ela está pura e sem nenhuma acusação, então, temos certeza que os nossos procedimentos tem se correspondido com vontade do Senhor Jesus Cristo (Heb 12.2). Uma consciência pura é o passo decisivo para a nossa santificação, para que assim possamos participar da Santa Ceia do Senhor Jesus, sem medo algum de estarmos contrariando as normas que regem a sua observância e nem de sermos condenados por Cristo (Atos 23.1; 1 Tim 1.5,19; 3.9; 2 Tim 1.3; 1 Ped 3.16,21). Temos que dar acesso ao Espírito Santo à nossa consciência, para que Ele possa influenciá-la. 3. Cultivar a Comunhão com Cristo e com a sua Igreja: A «comunhão» (gr koinonia) é o ato ou condição de compartilhar das mesmas idéias, propósitos, valores, sentimentos, aflições, fé, amor, etc. (Ver Atos 2.42, 44; 4.32; 2 Cor 8.23; 9.13; Rom 11.7; 15.26; Gál 2.9 Filip 1.5, 7; 1 Ped 5.1; 1 João 1.3 ss.). Como a Ceia do Senhor Jesus é um ato de «comunhão», então, não pode ser compartilhada por aqueles que não estão em «comunhão» com Cristo e com os demais membros do Seu Corpo. A Santa Ceia surge da unidade e produz a unidade. Ela não pode ser usada como ponto de partida da nossa comunhão. É comum ouvirmos a seguinte expressão; «no dia da Ceia eu vou voltar à comunhão com Cristo e com a Igreja», para estes, a Ceia é o momento propício para se começar a comunhão. Até se tornou rotina alguns abusarem da Ceia, usando este dia para promover o perdão. Com isso, é comum deparamos com aquelas «filas de perdão nas Ceias». Para muitos, estes dias mais se parecem como sendo o dia do perdão (uma espécie de Yom Kippur dos judeus, ou seja, o Dia da Expiação) do que da Ceia. A Ceia de Cristo é a continuação da nossa comunhão e não o início dela. Por conseguinte, celebrarmos a Santa Ceia significa externarmos a nossa comunhão com Cristo (e, Cristo conosco) e com a Sua Igreja (1 Cor 1.9; 10.16), esta comunhão requer separação do pecado. Quem esta em comunhão com demônios não pode participar da Ceia do Senhor Jesus. Embora seja capaz de tomar os elementos indignamente, para a sua própria condenação (1 Cor 10.21). Simplificando, a celebração da Santa Ceia é para aqueles que estão em comunhão com Cristo e com a Sua Igreja e, não para aqueles que querem entrar em comunhão (1 João 1.6,7). Acomunhão descrita acima, deve ser alcançada antes da celebração da Santa Ceia e não no dia dela. A Santa Ceia é de caráter completamente festivo, é uma reunião que nos transmite alegria. Por isso é uma reunião bem diferente das demais, pois, é uma das mais importantes reuniões da Igreja de Cristo. Na Santa Ceia, o Cristo Vivo é o hospedeiro presente. Ao participarem do alimento, os adoradores participam de tudo quanto Cristo fez em favor deles. Tal associação tão íntima permite-nos um companheirismo similar uns com os outros. Não é a Igreja que oferece a Cristo em comunhão; mas Cristo se ofereceu a si mesmo de uma vez para sempre (Heb 7.27; 9.25,26; 10.10; 12.14.18); e agora Ele traz à Igreja o pão e o vinho, não como uma oferta e, sim, para serem comido e bebido, a fim de que, por esse intermédio, Ele nos dê de Seu próprio Corpo e de Seu próprio Sangue, para nossa nutrição, de conformidade com a sua promessa. O Pão e o Vinho tornaram-se símbolos do Corpo e do Sangue de Jesus. Misticamente falando, é através da comunhão com Seu Corpo e com Seu Sangue que temos a redenção. Por se tratar de reunião diferente, a celebração da Santa Ceia não pode ser confundida e nem misturada com outras reuniões. Por isso quando a Igreja de Cristo se reunir para celebrar a Santa Ceia, todos os outros trabalhos da Igreja devem ser interrompidos neste dia, o alvo deve ser exclusivamentea celebração da Ceia do Senhor Jesus. Não deve de maneira alguma esta reunião, ser preenchida por outros trabalhos, como vem acontecendo nos dias de hoje, quando a Ceia na verdade fica reservada para o período final da reunião, enquanto, que todo o tempo (da reunião) passa a ser preenchido por atividades que nas muitas vezes, não se correspondem com o caráter essencial da reunião. Por isso, quando a Igreja for se reunir para celebrar a Ceia do Senhor Jesus, o caráter da reunião deve ser única e exclusivamente voltado para ela. Em fim, somente irão participar da reunião e da celebração da Santa Ceia, os que estiverem em comunhão (isto não é um ato de exclusivismo, mas, de comunhão). Se, porventura, alguém neste dia se reconciliar com Cristo e com a Sua Igreja, amém, contudo, não poderá celebrar a Santa Ceia. Vede o item seguinte. 4. Cultivando e Priorizando a Nossa Santificação : Santificação (gr agiasmos) significa «tornar-se santo», «consagrar», «separar do mundo» e «apartar-se do pecado», a fim de termos ampla comunhão com Cristo e servi-lo com alegria (1 Cor 6.14-18). Todos3
  4. 4. aqueles que aceitam a Jesus Cristo como Seu Salvador pessoal e, a Sua Palavra como regra de fé e conduta, deverão palmilhar-se neste Caminho Santo, em «santificação» (Efés 4.20-32). O povo de Jesus Cristo de deve ser Santo, diferente e separado de todos os outros povos. A Santidade é por Excelência a Natureza de Yahweh dos Exércitos e, por isso o Seu povo é exortado para que sejais santos, assim como Ele é (Lev 11.44; Is 8.13: 1Ts 4.1-8; 1 Ped 1.15,16). O verdadeiro cristão deve deferir da sociedade em redor, quanto a comer, beber, falar, vestir-se e, pela rejeição de todos os costumes pecaminosos e sociais dos ímpios, de tal modo que o Nome de Jesus Cristo seja glorificado no seu corpo (Sal 1.1; 1 Cor 6.20; 10.31; Gál 5.19-21; Efés 4.29; Col 3.5; 1 Ped 2.11,12). «Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver» (1 Tess 5.23; 1 Ped 1.15). A santidade é o alvo e o propósito da nossa eleição em Cristo Jesus (Efés 1.4); isto significa ser semelhante a Ele (2 Ped 1.4), ser dedicado a Ele, viver para agradar a Ele e pertencer a Ele (Rom 6.19-22; 12.1; Efés 2.10; Heb 12.14; 1 João 3.2,3). Sem santidade ninguém pode ser útil a Cristo (2 Tim 22.19-22) e, sem santificação ninguém verá a Deus (Sl 15.1-5; Mat 5.8; 1 João 3.2-7). Vede «Santificação e Santa Ceia» Meios de Santificação: Somos santificados mediante a fé (Atos 26.18; Heb 11.6), pela união com Cristo na Sua Morte e Ressurreição (João 15.4-10; Rom 6.1-13; 1 Cor 1.30), pelo sangue de Cristo (Heb 13.12; 1 João 1.7-9), pela Sua Palavra (João 17.17; Efés 5.26), pela comunhão mística com o Espírito Santo, que se caracteriza pelo Seu poder regenerador e santificador em nossos nossas vidas (Jer 31.31-34; Rom 8.13; 1 Cor 1.2; 6.11; 2 Tess 2.13; 1 Ped 1.2). Ficando claro, que a santificação é uma obra do Espírito Santo, juntamente com a cooperação do Seu povo (2 Cor 7.1; Filip 2.12,13; 1 João 3.3). Para cumprir a vontade Divina quanto a santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Isa 1.16; Amós 5.15; Rom 12.9; Heb 1.9), ao se purificar de toda a imundícia da carne e do espírito (Rom 6.12,13; 2 Cor 7.1; Gál 5.16-25; 1 Ped 2.11) e, ao guardar-se da corrupção do mundo (Sal 1.1; Rom 6.19; 8.13; Efés 5.18; Tiago 1.27; 4.8; 1 João 2.15-17) O PERIGO QUANDO SE PARTICIPA «INDIGNAMENTE» DA SANTA CEIA, NÃO DISCERNINDO O CORPO E O SANGUE DE JESUS CRISTO, NOS ELEMENTOS QUE A ELES SIMBOLIZAM: Disse o apóstolo Paulo: «Pois quem come e bebe, sem discernir o corpo [de Jesus], come e bebe juízo para si...» (1 Cor 11.29). A palavra «...discernir...» é tradução do vocábulo grego diakrino, que significa «julgar corretamente» a seriedade do rito, porquanto abusar desse símbolo significa abusar da realidade simbolizada. O Dicionário brasileiro de Aurélio define o termo como: «conhecer distintamente», «saber distinguir», «diferenciar», «separar». O que estava ocorrendo com a Igreja de Corinto era a mistura das coisas sagradas com as profanas e, com este gesto participavam da Ceia do Senhor Jesus «indignamente», como se ela não tivesse qualquer relação com o Corpo e o Sangue de Cristo. Veja a correção de Paulo aos coríntios, com relação aos seus comportamentos diante da Mesa do Senhor Jesus; «não podeis beber o cálice do Senhor [Jesus] e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da Mesa do Senhor [Jesus] e da mesa dos demônios» (1 Cor 10.21). O erro de muitos em Corinto, era não distinguir entre a retidão e impiedade, entre o santo e o profano, entre que é de Cristo e o que é do diabo. Não compreendiam o zelo do Deus Vivo (Êx 20.5; Deut 4.24; Jos 24.19, 1 Cor 10.22) e a gravidade da transigência com o mundo. O próprio Cristo falou deste erro fatal; «Ninguém pode servir dois senhores» (Mat 6.24). A Santa Ceia é uma cerimônia sagrada e, quem participa dela «indignamente», peca terrivelmente contra o Senhor Jesus. Comer e beber indignamentenão é comer «sendo indigno», como alguns entendem, pois verdadeiramente digno ninguém era, mas «indignamente» se refere a maneira e o espírito de quem participa, isto é, participar da Mesa do Senhor Jesus com um espírito indiferente, egocêntrico e irreverente, com ódio no coração contra outro irmão, sem qualquer intenção ou desejo de abandonar os pecados conhecidos e de aceitar o concerto da graça com todas as suas promessas e deveres. Todos nós precisamos evitar estes maus4
  5. 5. comportamentos e conceitos pecaminosos para que não sejamos reprovados por Jesus (João 12.48). Paulo acusa com veemência muitos cristãos de Corinto, dizendo que eles estavam sendo «culpados do Corpo e do Sangue de Cristo», porque tomavam parte na Ceia indignamente, como se ela não tivesse nenhuma relação com a morte de Cristo e com o Seu Corpo oferecido em sacrifício vicário (João 3.16). Paulo relaciona aos coríntios os resultados funestos que muitos haviam adquiridos, por não discernir o Corpo e Sangue de Cristo, pois participavam da Santa Ceia indignamente, veja a seguir: 1) Responsabilidade pela Morte de Cristo: «...Será culpado do corpo e do sangue do Senhor...» (1 Cor 11.27): O termo grego traduzido por «...culpado...» é enochos, que significa «passível», «responsável por», «culpado». Esse termo, vinculado à palavra morte, significa «digno de morte», envolvendo alguém que fez algo que merece a punição capital. Porém, isoladamente, esse termo pode significar «culpado de um crime». Portanto, está aqui em foco uma «culpa» associada ao Corpo de Cristo. Neste caso a pessoa torna-se culpada por participar de um gravíssimo crime, ou seja, na causa da crucificação de Cristo. Significando que a pessoa é considerada responsável pela Sua morte. Ou ainda, isso torna o indivíduo culpado de «violar» ou de «pecar contra» o corpo e o sangue de Cristo. Pois, não fez diferença entre o sagrado e o profano. Sendo assim, o indivíduo será julgado (vss. 31,32). O versículo em foco mostra-nos o quanto a Santa Ceia é Sagrada. Por isso, devemos ter muito cuidado para não participarmos dela indignamente. Isto serve de alerta para aqueles que participam indignamente da Ceia não discernindo o Corpo e Sangue de Cristo, pois, ser culpado do corpo e do sangue de Cristo é um pecado gravíssimo, sem perdão, principalmente para os que estão conscientes disto (Heb 10.28-31). 2) Responsabilidade pela própria condenação: «...Come e bebe juízo para si...» (1 Cor 11.29) : «...juízo...», nesse caso, significa «julgamento», no grego, «krima», o qual aqui está em foco uma «punição» ou «penalidade». Ninguém é obrigado participar do pão e do cálice do Senhor Jesus indignamente, mas é preciso estar consciente, que ao participar deste ato sagrado irreverentemente, com um espírito indiferente, é tornar-se imediatamente sujeito ao juízo e retribuições especiais; que são: «fraqueza», «doença» e «morte» (vss. 29- 32). Fracos; «Por causa disso há entre vós muitos fracos...» (vs. 30a). O Apóstolo lembra os coríntios que a existência de muitos fracos entre eles, era em decorrência do mau conceito que tinham da Ceia do Senhor Jesus, pois haviam desprezado o real significado e propósito dela (1 Cor 11.17-22, 27-30). Certamente eles eram «fracos» não somente fisicamente, mas, também moralmente, mentalmente e espiritualmente. Os fracos espirituais são aquelas pessoas inseguras, incrédulas, inconstantes, negligentes ao dever e de ânimo dobre, isto é, servem a dois senhores e por isso vivem na carnalidade (1 Reis 18.21; 21.7; 2 Reis 17.33; Osé 6.4; 10.2; Sof 1.4,5; Luc 9.62; 16.13; 1 Cor 10.21; Gál 1.6; 2.11-14; Tiago 1.8; 4.8). A exemplo de Israel, muitos crentes de Corinto eram inconstantes, serviam ao mesmo tempo dois senhores e, por isso, viviam na carnalidade (Sal 78.36,37,40-42; Isa 29.13; Ezeq 33.31,32; 1 Cor 3.1-3; 5.1-13; 6.1-8; 8.10). Doentes (vs.30b). Doenças «físicas, morais e espirituais». Estes também ficaram doentes porque não discerniram o Corpo e o Sangue de Cristo nos elementos da Santa Ceia. Participavam dela de qualquer maneira sem fazer caso do seu ato santo. Uma pessoa doente espiritualmente é aquela que perdeu o apetite pela doce Palavra de Deus e apresenta cegueira, surdez, mudez espiritual (Isa 59.10; Jer 5.21; 6.10; Ezeq 12.2; Zac 7.11; Mat 6.23; 15.14; Atos 28.27; 2 Tim 4.4; 2 Ped 1.9; 1 João 2.11; Apoc 3.17). Veja também sobre as doenças físicas (Deut 28.1; 2 Crôn 21.12-15; Sal 107.17,18; Miq 6.13). Mas tudo indica que os coríntios estavam na ocasião «doentes fisicamente», ao qual também não podemos descartar que estavam doentes espiritualmente. Muitos que dormem (vs.30b). Aqui temos um óbvio eufemismo para a «morte física». O sono espiritual fala da falta de vigilância (Marc 13.33,36; Rom 11.8; 13.11; 1 Tess 5.6; Apoc 16.15), da insensibilidade espiritual (Prov 23.35; Isa 42.25; Efés 4.19). Mas a tradução mais correta da expressão é «muitos que morreram» a invés de «muitos que dormem». Isto explica que muitos em Corinto começaram a enfraquecer, passaram a ficar doentes vindos em seguida a morrerem. Os coríntios haviam sido atingidos por doenças e até pela morte, por causa da sua irreverênciapara com o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. O castigo divino que havia sobrevindo sobre os coríntios, era de natureza disciplinadora. Visava não5
  6. 6. somente ajudá-los no desenvolvimento espiritual, mas também impedir o perigo muito maior da perdição e da condenação, juntamente com os perdidos que estão no mundo, fora do reino do Deus Vivo (vs. 32). Por conseguinte, «não discernir» o corpo de Cristo é menosprezar a sua expiação. Vale lembrar que a palavra «corpo» é usada nos versículos 27 e 29, para indicar a expiação de Cristo, aquilo que foi conseguido com o sofrimento de seu corpo, com o derramamento do seu sangue. Sendo assim, aqueles que profanam o «corpo» de Cristo são aqueles que, de alguma maneira ridicularizam o sentido de sua morte em favor dos homens, de sua missão universal e remidora. Esses insultam a Cristo e são escândalos para a sua cruz. Por isso, o apóstolo Paulo conclama os seus leitores a uma avaliação séria e correta do que essa cerimônia significa; e, deste modo, para que pudessem evitar a profanação da mesma. Assim sendo, o crente em Cristo deve «discernir» corretamente qual é o significado da Ceia do Senhor Jesus, quão sagrada é ela, e quão sagrada ainda é a realidade espiritual que ela representa. E deve agir assim, a fim de evitar a degradação da Ceia do Senhor Jesus. Para celebrar a Santa Ceia de modo que não venhamos correr nenhum risco de sermos culpados pelo Corpo e pelo Sangue de Cristo, é somente obedecer todas as observâncias contidas nesta obra, pois ela foi escrita exatamente para que ninguém venha a participar «indignamente» do pão e do cálice do Senhor Jesus. Muitos nos dias de hoje dizem que estão discernindo o Corpo e o Sangue de Cristo, mas, são tantos pães (ainda fermentados) na mesa, que é preciso que haja muitos corpos. Iguais aos coríntios, estão hoje às celebrações das Ceias. Um exemplo de desordem na celebração da Santa Ceia O testemunho direto concernente a Ceia do Senhor Jesus no N.T. está descrito em cinco trechos (Ma 26.26-29; Marc 14.22-25; Luc 22.15-20; 1 Cor 10.16-25; 11.17-34). Enquanto, que nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) é registrado o momento da instituição da Santa Ceia; na carta de Paulo aos coríntios, é relatada a Igreja já na celebração da Santa Ceia. Como as cartas de Paulo aos coríntios (1 e 2 Coríntios) foram escritas antes de Mateus, Marcos e Lucas, portanto, trata-se do primeiro relato sobre a Ceia do Senhor Jesus. É justamente na correção de Paulo aos coríntios é que somos informados e em ensinados a respeito do nosso comportamento e procedimento diante da Mesa do Senhor Jesus. Bem como do juízo iminente, para aqueles que não respeitam o caráter sagrado dela. Ao lermos em 1 Cor 11.17-34, é possível notar com clareza até que ponto pode chegar a Igreja, quando ela perde de vista o seu real objetivo, faltando com a espiritualidade, o discernimento com o Corpo e o Sangue de Cristo, com o desrespeito para com as coisas santas. É claro que, procedimentos desta natureza só podem produzir dissensões, desordens, confusões e ações carnais. Mediante disso, em poucas palavras vamos descrever alguns dos acontecimentos mais notáveis caracterizados pela desordem dos coríntios na Celebração da Santa Ceia. Nos dias do Novo Testamento, a Santa Ceia de Cristo era celebrada anualmente no decurso de uma refeição tomada em comum, conhecida como Festa de Amor (grego Ágape). Cada um trazia o que podia e compartilhava com os outros, mas não acontecia isso em Corinto. Esta Festa de Amor em Corinto, parece que eclipsara inteiramente a Ceia do Senhor Jesus. Por isso, Paulo declara que suas reuniões estavam sendo realizadas para pior e não para melhor, isto é, suas reuniões estavam sendo cada vez mais degradantes (vs.17) e, que a Ceia deixava de ser do Senhor Jesus, porque estava sendo deturpada (vs.20). Os que traziam alimentos comiam-no com os da sua roda íntima, sem esperar que a congregação se reunisse. Assim, uns tinham fome e outros comiam demais, isto é, os pobres que não podiam trazer refeição, eram desconsiderados e deixados com fome. Imitando as bebedeiras dos pagãos em seus templos, tornavam assim, as suas "Festas de Amor" em ocasião de glutonaria e, assim, estavam também perdendo de vista inteiramente o significado da Santa Ceia (vss. 20,21). Paulo continua dizendo que, se quisessem realmente comer e beber à vontade, contudo, que fizessem isso em suas casas, mas não nas reuniões de adoração a Jesus Cristo. Pois, assim agindo, demonstravam total desprezo para com a Igreja de Cristo, isto é, sua unidade, seus valores, normas, e sua relação com Cristo como Cabeça e, ainda envergonhando os que nada tinham para comer e beber. Tratava-se de uma desordem tão grave, que Paulo mais uma vez disse-lhes: «Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto certamente não vos louvo (vs.22)». Por isso, ele recorda-lhes brevemente as circunstâncias6
  7. 7. em que Jesus instituiu a Sua Santa Ceia. Isto os ajudaria a perceber a gravidade de seus erros. Para assegurar a veracidade do assunto, Paulo esclarece a eles que o ensino que lhe fora transmitido, não era uma história fictícia e nem fruto da sua imaginação, mas disse; «Porque eu recebi do Senhor [Jesus] o que também vos ensinei...» (vs.23a). Em seguida ele apresenta um registro cuidadoso de como se iniciou a celebração da Ceia de Jesus, dizendo que ela foi instituída pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Depois fala do seu valor, ainda lembra-lhes a sua profunda significação espiritual e o seu caráter sagrado, fazendo compreender a diferença existente entre a Festa de Amor e a Ceia do Senhor Jesus e, do escândalo que o comportamento deles causava (vss. 23-26). Paulo repreende-os contra a participação indigna (vss. 27,29) e, a necessidade de fazer um auto-exame para depois comer do pão e beber do cálice (vs.28), para que não caíssem sob o castigo Divino, porque por isso, muitos na verdade já estavam sendo castigados (vss. 28-30). Paulo finaliza lembrando mais uma vez a Igreja em Corinto, para que tomasse todo cuidado, para que não repetisse os mesmos maus procedimentos diante da Ceia do Senhor Jesus em outras reuniões posteriores; «para que não vos ajunteis para a condenação» (vss. 33,34). Paulo disse ainda que tinha mais coisas a serem passadas, mas que faria isso pessoalmente (vs.34). ALERTA: As desordens na celebração da Santa Ceia pelos irmãos de Corinto, servem de alerta para nós, para que não venhamos a cair nestes mesmos erros; é preciso acima de tudo discernir o Corpo e o Sangue de Cristo nos elementos que a eles simbolizam. N o t a: A palavra «embriagar» no versículo 21, é no (grego methuo) e tem dois sentidos. Pode referir-se a: a) Ficar bêbado, ou b) Ficar farto ou satisfeito, sem qualquer referência à embriaguez. É justamente o último sentido que se refere o versículo em apreço (1 Cor 6.10). ESTUDO FEITO POR IRMÃO CARLOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS BRAS7

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