Successfully reported this slideshow.

Guiné bissau 13% mais próximo da guerra pdf

4,561 views

Published on

  • Thanks I Found You
    How are you today? i hope you are fine,if so, thanks be to God .My name is Miss Klara, i saw your lovely profile today on fb and i really love it,i am looking for a trust friend, please can you kindly write and tell me more about yourself, please don't send your e-mail on this fb but through my private e-mail, so that i will contact you back, my id e-mail is (darboklara@yahoo.com) as soon as i receive from you i will be happy to reply back with my picture,and also tell you more about me.I will be expecting to hear from you soon.Yours miss Klara,

    darboklara@yahoo.com
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here

Guiné bissau 13% mais próximo da guerra pdf

  1. 1. Guiné-Bissau: 13% mais próximo da guerra!Raúl M. Braga Pires, em Rabat (www.expresso.pt)Contra-Almirante José Américo Bubo Na Tchuto,Considerado um Barão da Droga desde 2010 pelo Departamento dEstado AmericanoPassado 1 ano do golpe do 12 dAbril na República da Guiné-Bissau (RGB), o cenário daencruzilhada não poderia ser maior, sobretudo após a detenção do Contra-Almirante BuboNa Tchuto pela americana Drug Enforcement Agency (DEA), o qual já desde 2010 fazia parteda lista dos chamados "Barões da Droga", do Departamento dEstado americano. Em cima damesa estava uma transacção de 4 toneladas de cocaína, da Colômbia para a RGB.Esta detenção obedece também a um ajuste de contas entre a DEA e Na Tchuto, já queconsta que este terá assassinado um dos seus melhores agentes nos idos de 2010. De formatelegráfica, a RGB serviu de refúgio a 3 jihadistas mauritanos após terem assassinado 4turistas franceses, no sul da Mauritânia na véspera de Natal de 2007. Entre fugas e capturasvárias após o crime, os 3 assassinos chegam a Bissau, onde são detidos pelas autoridadeslocais em colaboração com serviços dinteligência estrangeiros, conseguindo evadir-se de novopouco tempo depois. Consta também que o conseguiram através da ajuda e influência doContra-Almirante agora detido, passando a beneficiar da sua segurança directa. Osamericanos, interessados em deter estes indivíduos, enviam para a RGB uma espécie de 007da Agency em África, o qual acaba por cair nas mãos dos homens de Na Tchuto, sendo maistarde morto à catanada e com um sinal claro da presença de extremistas islâmicos nolocal e no acto, já que o corpo estava degolado. Este detalhe reforça as desconfianças deque Bubo Na Tchuto, para além de traficante, terá ligações a células da Al-Qaeda noMagrebe Islâmico (AQMI) na Mauritânia, na Guiné-Conakri, no Mali e na Gâmbia.Quanto aos criminosos mauritanos, foram de novo capturados, enviados para o seu paísdorigem, julgados e condenados à morte, em 2010.Consequências da detenção de José Américo Bubo Na Tchutoa) Percebe-se desta forma porque que é que as autoridades americanas têm pedido acolaboração do CEMGFA António Indjai, sendo que ao mesmo tempo não reconhecem asAutoridades Oficiais Provisórias. O interesse é mútuo, os americanos queriam deter NaTchuto e Indjai queria livar-se dum concorrente. Decorria um processo de reabilitação dafigura do Contra-Almirante no seio da instituição militar, a propósito duma tentativa de golpedEstado a 26 de Dezembro de 2011, a qual era acusado de ter liderado. Nada ficou provado,ou achou-se por bem que assim fosse e, Na Tchuto já tinha dito publicamente que sóaceitaria o processo de reabilitação, caso fosse reintegrado como CEMGFA, destituindodesta feita o actual, António Indjai;
  2. 2. b) A primeira novidade da acusação apresentada pelos americanos é absolutamentedemolidora para as duas principais figuras do Período de Transição. O Presidente InterinoManuel Serifo Nhamadjo e o Primeiro-Ministro Interino Rui Duarte Barros, são implicadosnas gravações apresentadas como provas pela DEA. Um "depois de amanhã vou falarcom o Presidente da República", terá sido dito por militar dalta patente envolvido no negócio,sendo que outros também referiram noutros momentos que falariam com "o Primeiro-Ministroe com o Presidente", e que a comissão destes para olharem para o lado enquanto tudodecorreria, seria de 13% do produto/negócio (aqui não é claro se do valor da transacção, oudirectamente do produto). Ambos gabinetes já desmentiram e demarcaram veementemente,tanto o PR como o PM destes factos, mas a verdade é que o estrago já está feito. Mesmo quese venha a provar que não são verdade e que foram ditos apenas para impressionar, a dúvidavai sempre pairar.Uma segunda novidade, não menos demolidora, é a de que o pagamento da transacçãoseria efectuado em armas, incluindo mísseis terra-ar, legitimamente comprados peloEstado guineense e depois entregues ao fornecedor da droga, o qual representava asFARC colombianas (agentes da DEA fizeram-se passar por elementos deste grupo marxistarevolucionário);c) Que credibilidade é que este PR e este Governo vão agora ter para continuar o seutrabalho? Do ponto de vista interno, o assunto "recenseamento biométrico/eleições" continuapor se definir, há já um ano, sendo que o Período de Transição já foi extendido até ao final doano, na espectativa de que tudo sorganize um pouco à portuguesa, em cima do joelho, paraumas eleições com cadernos eleitorais desactualizados desde 2009, uma das justificaçõespara a recusa da participação na 2ª volta das Presidenciais de há um ano, por parte de KumbaIalá e dos restantes candidatos eliminados na 1ª volta.Qual a credibilidade duma prevista remodelação governamental, inclusiva do PAIGC,após este ter finalmente assinado o Pacto de Transição?Do ponto de vista externo, este Governo e Presidência Interinos, até estavam quase a seremreconhecidos pelas instâncias internacionais, já que estes tinham percebido a inevitabilidadedos respectivos apoios para que o calendário eleitoral fosse cumprido. A determinada altura,pareceu-me que tudo dependeria dum acordo prático que tardou. Marcava-se uma dataconcreta para a realização das eleições (com ou sem recenseamento biométrico, perdeu-sedemasiado tempo nesse debate), aquando duma das reuniões magnas da CEDEAO, aUnião Africana apoiava, reconhecia o Período de Transição, o que permitiria a que asrestantes instituições também o fizessem, sobretudo depois das boas vontades dasNações Unidas em nomearem Ramos-Horta seu representante e também após já esteano o regresso do FMI.E agora, como fica? Alguém vai reconhecer? Sem reconhecimento não há financiamento esem financiamento não há eleições. Continua-se a correr o risco, mas agora ainda mais que háum ano, da Comunidade Internacional pura e simplesmente abandonar a RGB e esta ficarao nível da Somália, conforme já foi aventado pelo Secretário-Geral Ban Ki Moon epassar a ter golpes destado, mas de bairro e diários. Haverá certamente sectores na RGBe arredores, interessados em que assim seja e que o poder caia na rua. A RGB pode correr orisco de desaparecer, como já muito bem advogaram o antigo Embaixador FranciscoHenriques da Silva, o Representante do Secretário-Geral da ONU Ramos-Horta e demaisentendidos no país e na região;d) Para além da Primatura e da Presidência, a instituição militar também sai muito mal nafotografia. Nas notícias que saiem a público fala-se em oficiais dalta patente envolvidos, quepor ora os nomes são omitidos, mas que muito provavelmente virão a público a partir dopróximo dia 15, data do início do julgamento em Nova York. Com a perspectiva duma maisque certa sentença de prisão perpétua, o mais certo é que os detidos aceitem colaborar eabram jogo, garantindo a redução de penas.
  3. 3. Por outro lado, o Capitão Pansau NTchama também está a ser julgado em Bissau, tendo já"disparado" em várias direcções militares e civisQuem se aguentará no Poder em Bissau, no meio deste fogo cruzado? Certamente quehaverá sectores, indivíduos que optarão por uma fuga para a frente, numa lógica de "perdidopor 1, perdido por 1000".O cenário poderá ser catastrófico, com um regresso a uma guerra nunca tão sangrentacomo agora, baseada nas disputas pessoais, ajustes de contas antigos, tensões étnicas eagora religiosas também, sobretudo entre muçulmanos sunitas e xiítas. Um dado novo erecente, este último.A Guiné-Bissau no contexto da guerra do MaliO problema do tráfico de droga, trata-se duma questão de dimensão regional e nãoapenas da RGB. Ora se um dos objectivos da intervenção militar francesa no norte do Mali é ode eliminar os grupos jihadistas que aí encontraram guarida, então convém começar a tratar doassunto a montante, precisamente na RGB, evitando a entrada da droga, cujos dinheiros irãoalimentar estes grupos, a par do tráfico darmas e outros, já que nestas zonas inóspitas doSahel tudo se trafica, incluindo pessoas/crianças.Neste sentido, parece-me que a abordagem levada a cabo desde o exterior está a ter estadimensão e esta coordenação regional.A grande preocupação actual da CEDEAO relativamente ao Mali, é a de começar a trabalharos mecanismos burocráticos e legais, para em breve transformar a AFISMA* numa Missãode Peacekeeping. Ora seguindo a lógica da abordagem regional, poderá estar noprograma o alargamento/extensão no futuro desta Missão de Manutenção de Paz para aRGB. Mas para que a paz seja mantida, parece-me que primeiro é necessário que haja guerra,cenário cada vez mais provável de acordo com os acontecimentos da última semana.Como nota final, uma curiosidade local, um wishfull thinking bissau-guineensetransversal a toda a sociedade. É normal ouvir-se nas conversas de salão e de café, na RGBe junto da diáspora o seguinte desabafo: "Isto só lá vai com o país a ser governado pelasNações Unidas", numa alusão clara à presença e exercício da UNTAET em Timor-Leste entre1999 e 2002, a qual deteve de facto totais poderes executivos, legislativos e judiciais no país.Ora a chegada de Ramos-Horta à RGB veio certamente alimentar esta chama, a qual nortearácada vez mais o cidadão comum da RGB à medida que a situação se for deteriorando. Há anoção da necessidade duma purga. Mais uma, mas que dada a gravidade e insistênciada situação, se pretende que seja benígna e a última!

×