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úLceras de pressão

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úLceras de pressão

  1. 1.  As úlceras de pressão são definidas como áreas de ulceração e necrose da pele e tecidos moles de qualquer parte do corpo, usualmente sobre uma proeminência óssea, que seja submetida a uma pressão prolongada.  Úlceras de pressão também chamada de úlceras de decúbito, envolve também as úlceras de pacientes em cadeiras de rodas e todas aquelas decorrentes de qualquer pressão externa, como nas imobilizações gessadas.
  2. 2.  São mais comuns em áreas em que a pressão comprime os tecidos moles sobre uma proeminência óssea no corpo – o tecido é pinçado entre a pressão externa e a superfície dura subjacente.
  3. 3.  Uma pressão externa que supere a pressão de perfusão capilar comprime os vasos sangüíneos e causa isquemia nos tecidos supridos por esses vasos.  Se a pressão continuar por um período suficientemente longo, os capilares colabam e apresentam trombose, acumulam-se subprodutos tóxicos do metabolismo, e as células nos tecidos musculares e subcutâneos vizinhos começam a morrer, aparecendo na pele a sinais de necrose.
  4. 4.  Historicamente, três fatores são relatados como sendo os responsáveis pelo desenvolvimento das úlceras: causa neuropática, força de atrito e pressão direta.  A teoria da força de atrito postula que esta provocaria estreitamento e compressão dos vasos perfurantes musculares com conseqüente necrose isquêmica.
  5. 5.  Dinsdale, em 1974, estudando pressão e fricção em cobaias paraplégicas, concluiu que a fricção era apenas um adjuvante na produção de ulcerações de pele, por aplicação direta de força mecânica à epiderme.
  6. 6.  GRAU 1: evidência de inflamação sobre uma proeminência óssea sem ulceração;  GRAU 2: ulceração superficial da pele;  GRAU 3: ulceração profunda, em forma de cone invertido, estendendo-se pata tecido subcutâneo, muscular e ósseo;  GRAU 4: úlcera complexa, estendendo-se para outras úlceras, articulações ou cavidades.
  7. 7.  Hiperemia: observada até 30 minutos, manifestada por vermelhidão na pele. Desaparece em uma hora após remoção da pressão.  Isquemia: surge caso a pressão seja contínua por 2 a 6 horas. A vermelhidão da isquemia exige no mínimo 36 horas para desaparecer após a retirada da pressão.  Necrose: pressão mantida por 6 horas pode produzir necrose. A pele fica azulada e a necrose não desaparece após retirada da pressão  Ulceração: dentro de 2 semanas a área necrótica pode tornar-se ulcerada e infectada. Proeminências ósseas podem estar envolvidas e destruídas.
  8. 8.  Os objetivos básicos da prevenção são: alívio da pressão, higiene e cuidados com a pele, suporte nutricional e estimulação da circulação sanguínea.
  9. 9.  Alívio da pressão : Pacientes acamados devem ser reposicionados, no máximo, a cada duas horas; nos quatro decúbitos: ventral, dorsal e laterais em seqüência.  Faz-se também o reposicionamento dos membros superiores e inferiores com a utilização de espumas e travesseiros, para melhor distribuição de peso.  Podem ser utilizadas em determinadas áreas como escapular, occipital, calcâneos, joelhos e cotovelos, no intuito de diminuir a pressão.  É contra-indicada a elevação do dorso do leito acima de 20 graus, pois promove escorregamento, fricção e atrito e diminui o retorno linfático e venoso.
  10. 10. • Os pacientes restritos a cadeiras de rodas devem ser reposicionados a cada 30 minutos, modificando a distribuição do peso corporal a cada 15 minutos, de modo independente ou com ajuda. A elevação do tronco a cada 30 minutos por um período de 60 segundos alivia significativamente a pressão na região isquiática. Utilizam-se dispositivos para redução de pressão, como assentos de ar, água, silicone, ou uma proteção de espuma na superfície do assento.
  11. 11.  A pele intacta deve ser mantida limpa e bem hidratada, mas protegida do excesso de umidade e irritação pela presença de suor, urina e fezes. Deverá ser higienizada regularmente com água morna e sabão neutro, evitando força mecânica e fricção.  Deve-se ter cuidado com a umidade exacerbada, o atrito e o cisalhamento, porque a pele úmida adere à superfície do leito. O outro extremo – ressecamento excessivo – também contribui para o aumento das úlceras.
  12. 12.  Como a estimulação da circulação sanguínea alivia a isquemia tecidual, o paciente é encorajado a manter atividade. Movimentos ativos e passivos melhoram o tônus muscular, vascular e cutâneo. Quando possível, estimular a deambulação.
  13. 13. Por isso devemos estimular a circulação sanguínea . . .
  14. 14.  A espasticidade pode contribuir para formação de úlceras, promovendo fricção e atrito, assim, são utilizados medicamentos tranqüilizantes e antiespasmódicos.  A restauração do estado nutricional do paciente é fundamental para o tratamento.  A recuperação de um balanço nitrogenado positivo facilita a cicatrização dos tecidos.
  15. 15.  Microcorrente:  Quando a atividade elétrica endógena dos organismos é considerada, é pertinente a hipótese de que as estimulações elétricas ou eletromagnéticas, quando aplicadas externamente ao corpo, possam desencadear alterações em nível celular que intensificam o processo de cicatrização.  MENS (Microcurrent Electrical Neuromuscular Stimulators) : a estimulação é animadora no controle da dor, controle de edemas e na cicatrização de feridas.  A microcorrente acelera em até 500% a produção do Trifosfato de adenosina (ATP), sendo essa molécula a grande responsável pela síntese protéica e regeneração tecidual devido a sua participação em todos os processos energéticos da célula.
  16. 16.  Enquanto o TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) é usado no controle da dor, a microcorrente, devido a sua proximidade com a corrente biológica, realiza um trabalho a nível celular.  Em teoria, o tecido saudável é o resultado do fluxo direto de correntes elétricas pelo nosso corpo. O balanço elétrico é alterado quando o corpo é lesado em um determinado local, fazendo com que a corrente elétrica mude seu curso. O uso de Micro-correntes sobre a lesão tem o objetivo de normalizar esse fluxo, objetivando o reparo do tecido.
  17. 17.  Laser :  A radiação a laser tem sido usada para acelerar os processos cicatriciais, prática fisioterapêutica, pois a terapia laser de baixa potência é uma técnica capaz de acelerar o processo de reparação de tecidos biológicos traumatizados.  Os efeitos desencadeados pelos lasers são basicamente analgésicos, antiinflamatórios, antiedematosos e cicatrizantes.
  18. 18.  O efeito cicatrizante do laser se dá por três fatores principais:  à produção de ATP (proporcionando um aumento da atividade mitótica e um aumento da síntese de proteína, por intermédio da mitocôndria);  estímulo a microcirculação (aumentando o aporte de elementos nutricionais associados ao aumento da velocidade mitótica, facilitando a multiplicação das células);  formação de novos vasos a partir dos pré-existentes.
  19. 19.  Oxigenoterapia hiperbárica:  É uma modalidade terapêutica que consiste na oferta de oxigênio puro (FiO2 = 100%) em um ambiente pressurizado a um nível acima da pressão atmosférica.  Baseado no seu efeito como terapêutica coadjuvante no tratamento das feridas de difícil cicatrização, notavelmente naquelas que se apresentam cronicamente hipóxicas.  Ocorre aumento na pressão parcial de oxigênio no sangue arterial aumentando a oxigenação celular e quebrando o ciclo vicioso da isquemia.
  20. 20.  Avaliação do Paciente:  A avaliação do paciente com um ferimento deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar (médico, enfermeira, assistente social, psicólogo e fisioterapeuta).  A avaliação do fisioterapeuta além de avaliar amplitude de movimento ativo de todas as articulações, da mobilidade no leito, das transferências e da condição da marcha, deve-se também classificar os ferimentos presentes no corpo do paciente.  O fisioterapeuta deve fazer uma avaliação completa, além de pesquisar fatores predisponentes as úlceras de pressão.
  21. 21.  O tratamento deve envolver várias áreas importantes: • 1. controle dos distúrbios clínicos e nutricionais; • 2. controle das cargas teciduais; • 3. tratamento da úlcera; • 4. terapia tópica; • 5. controle de colônias bacterianas e de infecção; • 6. orientação ao paciente; • 7. debridamento periódico das regiões necrosadas e/ou fibrosadas; • 8. uso de cremes cicatrizantes e antibióticos; • 9. em caso de úlceras profundas, indicação de enxertos.
  22. 22.  Geradores de Alta Freqüência:  Aumenta a oxigenação celular, isso está associado à vasodilatação, e conseqüente aumento do fluxo sanguíneo, aumento assim o aporte de oxigênio por intermédio do sangue.  Melhora o trofismo dérmico devido à ação bactericida do aparelho de alta freqüência, pois muitas vezes o trofismo da pele, relacionado a processos de regeneração tecidual, está prejudicado pela ação de bactérias.  Age como antiinflamatório, tratando à inflamação ocorrida nos processos de reparo tecidual onde há solução de continuidade da pele, como em feridas abertas (úlceras, acne, etc.), pois é comum nesses casos a presença de germes e bactérias que acabam por dificultar a resolução do processo inflamatório.
  23. 23.  Apesar dos efeitos positivos, o aparelho de alta freqüência não é indicado para o tratamento contra inflamação de estruturas internas do corpo como tendões, músculos e articulações, pois o mesmo não tem ação em profundidade.  O aparelho de alta freqüência é altamente indicado ainda para tratamentos estéticos, sendo principalmente a acne, além de ferimentos com descontinuidade da pele como as úlceras de compressão. Algumas contra-indicações estão relacionadas à relação das ondas eletromagnéticas no organismo. Entre elas, a presença de marca-passo, gestantes, pacientes com distúrbios de sensibilidade, entre outros.
  24. 24. • Cirurgia plástica: fundamentos e arte. Rio de Janeiro: Medsi, 2004. 752 p. ISBN: 85-7199-379-3. • Fundamentos de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 658 p. Titulo original: Fundamentals of nursing made incredibly easy. (Incrivelmente fácil) ISBN: 978-85-277-1355-9. • Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, patologias. 3. ed. rev. ampl. Barueri: Manole, 2004. 560 p. ISBN: 85-204-1244-0. • ABRAHÃO, G. S.; AMUL, S. B.; Soncino, C. Ação dos diferentes tipos de lasers de baixa potencia na cicatrização das úlceras de pressão. Ano 11. Edição n.87. Fevereiro de 2008.

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