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Bullying na escola_diretores

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Bullying na escola_diretores

  1. 1. BULLYING NA ESCOLA Mary Anabel Rodríguez de Duera PSICOPEDAGOGA/ ASSISTENTE SOCIAL / ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
  2. 2. BULLYING NA ESCOLA “BULLY”: TRADUZIDO COMO VALENTÃO, TIRANO, BRIGÃO
  3. 4. O CONTEXTO SOCIAL CONTEMPORÂNEO
  4. 5. <ul><li>“ vivemos toda uma situação de ansiedade, desconfiança, defesa, levando cada indivíduo ao estresse físico e emocional permanente. (...) antes a psiquiatria lidava com manifestações de desequilíbrios de ordem individual ; no atual contexto histórico, o principal agente é cultural. ” </li></ul><ul><li>“ A falta de pertencimento à vida, a desilusão e o individualismo estão impactando as diversas formas de fobias e surtos psicóticos na sociedade mundial .” </li></ul><ul><li> ( THOMÉ, 2006) </li></ul>
  5. 6. <ul><li>ERA DA IMAGEM E DA ESPETACULARIZAÇÃO </li></ul><ul><li>“ (...) o mundo passa a se resumir àquilo que se vê em imagens de computadores, jornais televisivos, Pods, celulares e similares. O que não se vê é considerado inexistente.”(DEBRAY) </li></ul><ul><li>ESTAMOS NÃO SÓ NA ERA DA INFORMAÇÃO, MAS TAMBÉM NA CIVILIZAÇÃO DA IMAGEM PELA CRESCENTE PROLIFERAÇÃO DOS MEIOS IMAGÉTICO-ELETRÔNICOS E DOS SISTEMAS COMPUTADORIZADOS QUE VÊM OCUPANDO PARTE SIGNIFICATIVA DAS RELAÇÕES SOCIAIS . </li></ul>
  6. 7. CONVIVEMOS COM UMA CULTURA DE VIOLÊNCIA <ul><li>VIOLÊNCIA SOCIAL...... DESIGUALDADE SOCIAL, DESEMPREGO, AUMENTO DE FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL </li></ul><ul><li>VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: PERVERSIDADE DA MÍDIA </li></ul><ul><li>VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.....MAUS TRATOS, ABANDONO, ABUSO </li></ul><ul><li>PROSTITUIÇÃO INFANTIL....PEDOFILIA...EROTIZAÇÃO DA INFÂNCIA..... </li></ul><ul><li>AS DROGAS DE FÁCIL ACESSO...... O NARCOTRÁFICO </li></ul><ul><li>PORNOGRAFIA VIRTUAL...... </li></ul><ul><li>SEXO VIRTUAL........ </li></ul><ul><li>ASSÉDIO MORAL </li></ul><ul><li>BULLYING </li></ul>
  7. 8. EM RELAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS...... <ul><li>Destacamos a ONU (Organização das Nações Unidas) e as leis internas de cada sistema nacional como a Constituição brasileira e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). As leis defendem o respeito a todas as necessidades até os 18 anos: o direito a vida, saúde, educação, convivência, lazer, profissionalização, liberdade, dignidade e outros..... </li></ul>
  8. 9. MUDANÇAS JURÍDICAS E SOCIAIS APÓS A LEGISLAÇÃO ABAIXO CITADA : <ul><li>Constituição Federal de 1988 </li></ul><ul><li>ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) </li></ul><ul><li>LDB - LEI DE Diretrizes de Base </li></ul><ul><li>Código Civil de 2002 (evolução dos direitos da família e conceituação de “ Novos Arranjos Familiares”. </li></ul><ul><li>Lei de Maria da Penha(2006) Ampara a mulher contra a violência doméstica e familiar e disciplina as uniões homoafetivas. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>A partir da Constituição Federal de 1988 pela primeira vez na história brasileira se aborda a criança como prioridade absoluta . </li></ul><ul><li>Sendo a sua proteção dever da família, do estado e da sociedade. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Pais e educadores devem preservar a infância como período de desenvolvimento com características específicas para, desta forma, preservar a adolescência e a vida adulta. </li></ul><ul><li>O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - traz a concepção de todas as crianças e adolescentes como: </li></ul><ul><li>“ sujeitos de direito universalmente reconhecidos ”. </li></ul>
  11. 12. NOVOS ARRANJOS FAMILIARES <ul><li>FAMÍLIA NUCLEAR </li></ul><ul><li>Formada por pai, mãe e filhos se houver, instituída através do casamento; </li></ul><ul><li>FAMÍLIA MONOPARENTAL </li></ul><ul><li>Este formato é originado por separação, falecimento de um dos cônjuges, moradias separadas por diversas circunstâncias como o trabalho em cidades/países diferentes, e as chamadas produções independentes. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>FAMÍLIA ANAPARENTAL </li></ul><ul><li>CONVIVÊNCIA entre parentes dentro de uma estrutura organizada com identidade de propósito (afetividade ou em função de necessidades financeiras) como seria o caso de: irmãos, tios e sobrinhos, avôs e neto(s).... </li></ul><ul><li>FAMÍLIA EUDEMONISTA </li></ul><ul><li>Formada pela convivência entre pessoas por laços de amizade e solidariedade mútua. </li></ul><ul><li>FAMÍLIA RECONSTITUÍDA </li></ul><ul><li>É formada quando dois adultos se unem tendo pelo menos um deles um filho de uma relação anterior. A maternidade ou paternidade é sempre uma experiência anterior à relação conjugal atual.Também chamado de RECASAMENTO </li></ul>
  13. 14. <ul><li>. </li></ul><ul><li>FAMÍLIA HOMOAFETIVA </li></ul><ul><li>É uma relação afetiva entre pessoas do mesmo sexo que pode vir a ser caracterizada como união estável nos termos de lei. </li></ul><ul><li>FAMÍLIA INSTITUÍDA PELA UNIÃO ESTÁVEL </li></ul><ul><li>União estável duradoura, pública sob o mesmo teto com prole e dependência econômica de sexos diferentes ou do mesmo sexo.. </li></ul>
  14. 15. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA HUMILHAÇÃO MEDO AGRESSÃO FÍSICA E PSICOLÓGICA
  15. 16. ONU APONTA A VIOLÊNCIA COMO PRINCIPAL CAUSA DE LESÕES EM MULHERES DE 15 A 44 ANOS <ul><li>DADOS DE OCORRÊNCIAS ANUAIS DE CAXIAS DO SUL REGISTRADAS NA DELEGÂCIA DA MULHER </li></ul>ANO 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Nº 2838 3403 3981 3673 3325 4463 ANO 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Nº 4466 5212 5505 5474 5135 5661
  16. 17. <ul><li>A ESCOLA ATUAL COMO INSTITUIÇÃO SOCIAL </li></ul><ul><li>A escola tem, hoje, a necessidade de ser um espaço que necessariamente deve envolver promoção da saúde e prevenção da doença. É possível que muitas crianças e adolescentes encontrem, na escola, a segunda chance - e talvez a última - de conhecer um ambiente favorável ao seu desenvolvimento: a primeira sempre será a família. </li></ul><ul><li>José Outeiral </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  17. 18. FUNÇÃO SOCIAL <ul><li>A ESCOLA NÃO É UMA INSTITUIÇÃO DE RELAÇÕES PREVISÍVEIS, ESTÁVEIS E EM CONTÍNUA HARMONIA. </li></ul><ul><li>A ESCOLA É UMA INSTITUIÇÃO PLURICULTURAL, HIERARQUIZADA QUE ENFRENTA SITUAÇÕES IMPREVISÍVEIS E CONFLITOS COTIDIANOS COMO OUTRA ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE </li></ul>
  18. 19. <ul><li>A ESCOLA TÊM UMA FUNÇÃO SOCIAL ESPECÍFICA, QUE SOFREU MODIFICAÇÕES SEGUNDO OS DIFERENTES CONTEXTOS HISTÓRICOS. </li></ul><ul><li>HOJE A META DA EDUCAÇÃO SEGUNDO PERRENOUD É : </li></ul><ul><li>“ QUE OS JOVENS CHEGUEM À IDADE ADULTA COM CULTURA E COMPETÊNCIA, TANTO NO MUNDO DO TRABALHO COMO NA VIDA.” </li></ul>
  19. 20. OS QUATRO PILARES que NORTEIAM A EDUCAÇÃO <ul><ul><li>APRENDER A SER </li></ul></ul><ul><ul><li>APRENDER A CONHECER </li></ul></ul><ul><ul><li>APRENDER A FAZER </li></ul></ul><ul><ul><li>APRENDER A CONVIVER </li></ul></ul><ul><ul><li>UNESCO – “ Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura”, instituição especializada da ONU, constituída em 1946 para proteger as liberdades humanas e incentivar o desenvolvimento cultural. Sede, em Paris. </li></ul></ul>
  20. 21. <ul><li>NAS RELAÇÕES SOCIAIS ESCOLARES COMO ACONTECE O FENÔMENO CHAMADO DE “BULLYING ”? </li></ul>
  21. 23. O QUE É BULLYING? <ul><ul><li>O BULLYING É DIFERENTE DE UMA BRINCADEIRA INOCENTE SEM INTENÇÃO DE FERIR; NÃO SE TRATA DE UM ATO DE VIOLÊNCIA PONTUAL, DE TROCA DE OFENSAS NUMA DISCUSSÃO OU BRIGA CORRIQUEIRA MAS........ </li></ul></ul>
  22. 24. <ul><li>SE TRATA DE ATITUDES HOSTIS QUE ACONTECEM REPETIDAMENTE FERINDO O DIREITO À INTEGRIDADE FÍSICA, PSICOLÓGICA E A DIGNIDADE HUMANA </li></ul><ul><li>Pode acontecer de forma individual ou grupal . Os estudos científicos são recentes e praticamente se sitúam nas últimas 3 décadas </li></ul>
  23. 25. UM POUCO DE HISTÓRIA
  24. 26. <ul><li>O BULLYING NAS ESCOLAS É UM FENÔMENO MUNDIAL QUE VEM AUMENTANDO ASSIM COMO A VIOLÊNCIA SOCIAL, DOMÊSTICA OU FAMILIAR. </li></ul><ul><li>NO BRASIL. </li></ul><ul><li>EM 2006 FOI REALIZADO O 1º FÓRUM BRASILEIRO RESULTANDO NA CARTA ABERTA DE BRASÍLIA COMO DENÚNCIA E MARCO DE LUTA, SENDO CONSIDERADO FENÔMENO DE INTERESSE PÚBLICO. </li></ul>
  25. 27. <ul><li>O BULLYING nasce do desrespeito da intolerância, da necessidade de poder frequênte na sociedade tão divulgada nos meios de comunicação. </li></ul>
  26. 28. ALGUNS DADOS <ul><li>2000 -2003 pesquisa pioneira com 2000 estudantes de escolas públicas e privadas de São José de Rio Preto </li></ul><ul><li>49% envolvidos em casos de Bullying. 22% vítimas, 15% agressores e 12% vítimas agressoras . </li></ul><ul><li>2002 RJ Pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência com 5875 estudantes </li></ul><ul><li>40,5% envolvidos em casos de bullying, 17% vítimas, 13% agressores e 11% vítimas agressoras </li></ul>
  27. 29. MAIOR ÍNDICE EM MENINOS
  28. 30. COMO IDENTIFICAR O BULLYING
  29. 31. <ul><li>CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DO BULLYING: </li></ul><ul><li>1. BRINCADEIRAS OU ATITUDES VIOLENTAS </li></ul><ul><li>2. AÇÕES REPETITIVAS CONTRA A MESMA PESSOA (VÍTIMA) </li></ul><ul><li>3. DESEQUILIBRIO DE PODER </li></ul><ul><li>4. AÇÕES NUM PERÍODO PROLONGADO DE TEMPO </li></ul><ul><li>5. AUSENCIA DE MOTIVOS QUE JUSTIFIQUEM OS ATAQUES </li></ul>
  30. 32. 6. SENTIMENTOS NEGATIVOS MOBILIZADOS NA VÍTIMA 7. SEQUÊLAS EMOCIONAIS COMO ( MEDO, RAIVA REPRIMIDA, CONSTRANGIMENTO SOCIAL, ANGÚSTIA) 8. SÍNTOMAS PSICOSSOMÁTICAS (DORES DE CABEÇA, DIFICULDADES ALIMENTARES. ALTO NÍVEL DE ANSIEDADE, DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM, DESINTERESSE ESCOLAR, DESATENÇÃO )
  31. 33. MAUS-TRATOS USADOS NO BULLYING <ul><li>FÍSICOS: bater, chutar, beliscar, machucar, isolar </li></ul><ul><li>VERBAL: apelidar, xingar, zoar, discriminar </li></ul><ul><li>SEXUAL: abusar, assediar, insinuar </li></ul><ul><li>PSICOLÓGICO: intimidar, ameaçar, perseguir, provocar sofrimento, excluir, discriminar, amedrontar, aterrorizar, dominar, </li></ul><ul><li>MATERIAL: furtar, roubar, destruir pertences </li></ul><ul><li>VIRTUAL (telefone, internet): discriminar, difamar, humilhar </li></ul><ul><li>Observação: Geralmente as agressões são conjugadas </li></ul>
  32. 34. A FAIXA ETÁRIA <ul><li>ESTE FENÔMENO ACONTECE EM QUALQUER NÍVEL DE ESCOLARIDADE . </li></ul><ul><li>PORÉM É MAIS COMUM À PARTIR DA 6ª SÉRIE . A MÉDIA DE IDADE É DE 13 A 14 ANOS PARA OS AGRESSORES E DE 11 PARA AS VÍTIMAS MAS, </li></ul><ul><li>SE PROPAGA RAPIDAMENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL. </li></ul>
  33. 35. TIPOS DE BULLYING
  34. 36. CIBERBULLYING <ul><li>N o passado as ações de “BULLYING” estavam relacionadas em geral a ameaças, tomar os pertences, o lanche dos colegas ou dinheiro... </li></ul><ul><li>Atualmente se acrescenta a utilização de fotos, afetando a própria imagem dos alvos. </li></ul><ul><li>O s agressores ficam no anonimato o que permite uma expansão rápida da violência virtual. </li></ul>
  35. 37. CIBERBULLYING
  36. 38. BULLYING HOMOFÓBICO <ul><li>A DISCRIMINAÇÃO COMUM NA NOSSA SOCIEDADE CONTRA GÉNERO, SEXO E RAÇAS NEM SEMPRE SIGNIFICA BULLYING. NESTE CASO É NECESSÁRIO O TRABALHO FORMATIVO NO AMBIENTE ESCOLAR COMEÇANDO COM OS PRÓPRIOS EDUCADORES. </li></ul><ul><li>QUANDO AS AGRESSÕES E HUMILHAÇÕES ACONTECEM EM PERÍODO PROLONGADO PASSA A SE TRANSFORMAR EM ASSÉDIO OU </li></ul><ul><li>BULLYING HOMOFÓBICO . </li></ul>
  37. 39. PAPÉIS NO BULLYING <ul><li>Alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING; </li></ul><ul><li>A lvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING; </li></ul><ul><li>A utores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING; </li></ul><ul><li>T estemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre. </li></ul>
  38. 40. <ul><li>AUTORES DE BULLYING </li></ul><ul><li>OS AUTORES SÃO, COMUMENTE, PESSOAS QUE TÊM POUCA EMPATIA. FALTA RELACIONAMENTO AFETIVO COM OS PAIS E MONITORAMENTO DOS COMPORTAMENTOS E ATIVIDADES. O MODELO FAMILIAR PARA SOLUCIONAR CONFLITOS E O COMPORTAMENTO AGRESSIVO OU EXPLOSIVO. </li></ul>
  39. 41. <ul><li>ALVOS DE BULLYING </li></ul><ul><li>OS ALVOS SÃO PESSOAS OU GRUPOS SEM HABILIDADES SOCIAIS PARA REAGIR. TÊM POUCOS AMIGOS, SÃO PASSIVOS, QUIETOS, PODEM APRESENTAR BAIXO DESEMPENHO ESCOLAR E ADOECER MAIS FACILMENTE. </li></ul><ul><li>UM FORTE SENTIMENTO DE INSEGURANÇA OS IMPEDE DE SOLICITAR AJUDA AO GRUPO . A SUA BAIXA AUTOESTIMA É AGRAVADA POR INTERVENÇÕES CRÍTICAS OU PELA INDIFERENÇA DOS ADULTOS SOBRE SEU SOFRIMENTO. </li></ul>
  40. 42. <ul><li>TESTEMUNHAS DO BULLYING </li></ul><ul><li>AS TESTEMUNHAS, REPRESENTADAS PELA GRANDE MAIORIA DOS ALUNOS, CONVIVEM COM A VIOLÊNCIA E SE CALAM EM RAZÃO DO TEMOR DE SE TORNAREM AS &quot;PRÓXIMAS VÍTIMAS&quot;. </li></ul><ul><li>Compactuam com a “lei do silêncio” </li></ul>
  41. 43. <ul><li>TODOS OS PAPÉIS: AGRESSORES, ALVOS E TESTEMUNHAS DOS ENVOLVIDOS NO BULLYING GERAM SOFRIMENTO </li></ul>
  42. 44. <ul><li>O BULLYING PODE LEVAR AO SUICÍDIO </li></ul><ul><li>POR QUÊ? </li></ul><ul><li>AS EXPERIÊNCIAS DE BULLYING SÃO EM GERAL SUPERDIMENSIONADAS NO REGISTRO DE MEMÓRIA DAS PESSOAS, EM FUNÇÃO DA FORTE CARGA EMOCIONAL DA(S) SITUAÇÃO(OES) VIVIDAS. </li></ul><ul><li>POR ISSO, E DEPENDENDO DA ESTRUTURA PSICOLÓGICA INDIVIDUAL, AS CONSEQUÊNCIAS PODEM SER ALTAMENTE COMPROMETEDORAS . </li></ul>
  43. 45. BULLYING NÃO É INDISCIPLINA
  44. 46. INDISCIPLINA x ATO INFRACIONAL <ul><li>INDISCIPLINA: ações de desrespeito/descumprimento das normas de convivência da escola </li></ul><ul><li>Procedimentos: atitudes socioeducativas previstas nas normas escolares </li></ul><ul><li>ATO INFRACIONAL: ato ilícito descrito na legislação penal como crime </li></ul><ul><li>Procedimentos: conforme a idade o ECA determina a aplicação de medidas protetivas de responsabilidade dos pais ou a inclusão em programas comunitários de auxílio à família à criança ou ao adolescente. </li></ul>
  45. 48. BULLYING/ VIOLÊNCIA SOCIAL <ul><li>O BULLYING ESTÁ DIRETAMENTE LIGADO A FORMAÇÃO DE GANGUES, AO USO DE DROGAS E ARMAS, A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL, AOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO E A DELINQUÊNCIA. </li></ul>
  46. 49. “ PREVENÇÃO” DEVE SER META EDUCATIVA A INTERVENÇÃO NÃO É SUFICIENTE <ul><li>A PREOCUPAÇÃO DOS ESTUDIOSOS PELA RÁPIDA EXPANSÃO DESTE FENÔMENO É COM A </li></ul><ul><li>PREVENÇÃO DESDE A 1ª INFÂNCIA . </li></ul>
  47. 50. BULLYING e possíveis SEQUÊLAS FUTURAS <ul><li>NA SAÚDE MENTAL (COMPROMETIMENTO DA AUTOIMAGEM) </li></ul><ul><li>TENDÊNCIA A COMPORTAMENOS DEPRESSIVOS OU COMPULSIVOS </li></ul><ul><li>ENVOLVIMENTO COM VIOLÊNCIA DOMÊSTICA E OU SOCIAL </li></ul><ul><li>RELAÇÕES INTERPESSOAIS COMPROMETIDAS </li></ul><ul><li>DIFICULDADES DE ESTABELECIMENTO DE VÍNCULOS AFETIVOS </li></ul>
  48. 51. O PAPEL DA ESCOLA Pais e educadores devem estar informados e preparados para identificar e tomar providências contra este fenômeno
  49. 52. <ul><li>Capacitação dos educadores de toda a comunidade escolar (conhecimento científico sobre bullying) </li></ul><ul><li>Acompanhamento de todas as situações de violência e das pessoas envolvidas buscando alternativas caso a caso </li></ul><ul><li>Informação aos pais dos envolvidos em agressões mesmo “pontuais” </li></ul><ul><li>Informação e sensibilização contra este fenômeno para educadores, alunos e pais </li></ul>
  50. 53. <ul><li>Possibilitar a presença dos pais na escola em programas formativos e informativos </li></ul><ul><li>Elaboração de políticas e programas preventivos para toda a escola sinalizando ações viáveis no dia a dia na sala de aula, no recreio, na entrada e saída dos alunos,em atividades e eventos. </li></ul><ul><li>Encaminhamentos externos conforme as diversas situações, após trabalho socioeducativo e psicopedagógico interno (para psicólogos, Assistentes Sociais, Conselho tutelar, Promotorias públicas, Vara da infância e da Adolescência) </li></ul>
  51. 54. <ul><li>E......TRABALHAR A ÉTICA DAS RELAÇÕES SOCIAIS NO AMBIENTE ESCOLAR E FAMILIAR </li></ul>
  52. 55. O PAPEL DO EDUCADOR
  53. 56. <ul><li>Registros de condutas salientes e frequêntes de submissão, isolamento e ou agressão </li></ul><ul><li>Registros de horários e locais onde acontecem atos de intimidação, humilhação agresssão verbal ou física </li></ul><ul><li>Avaliação dos comportamentos observados com outros educadores </li></ul><ul><li>Encaminhamento interno aos setores escolares responsáveis </li></ul>
  54. 57. <ul><li>A observação é um instrumental educativo na sala de aula para a prática profissional: </li></ul><ul><li>Observação dos relacionamentos sociais, em tarefas escolares, em organização de atividades </li></ul><ul><li>Identificação do perfil social e comportamental dos alunos </li></ul><ul><li>Análise de atitudes e reações </li></ul>
  55. 58. O PAPEL DOS PAIS
  56. 59. <ul><li>Parceria dos pais com a escola (a escola deve buscar momentos de aproximação e orientação) </li></ul><ul><li>A observação dos comportamentos, da vida social e das mudanças dos filhos deve fazer parte do exercício da paternidade/maternidade no cotidiano </li></ul><ul><li>Busca de ajuda profissional para os filhos uma vez informados e encaminhados </li></ul><ul><li>Responsabilidade de formar filhos/cidadaõs e pessoas sadias física e mentalmente </li></ul><ul><li>Participar de programas informativos e formativos extensivos à família </li></ul>
  57. 60. <ul><li>Tomar conhecimento dos registros escolares de violência, Bullying ou suspeita do mesmo quando o filho está envolvido </li></ul><ul><li>Não negligenciar o atendimento, ajuda externa ou acompanhamento familiar periódico quando necessário </li></ul><ul><li>O acompanhamento dos pais em relação a vida escolar deve ser sistemático e complementar a formação e informação que corresponde a educação formal da escola </li></ul>
  58. 61. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família . Rio de Janeiro: Zahar, 1998. </li></ul><ul><li>http://www.religare.com.br/mural.php?materia=94 . </li></ul><ul><li>Entendendo as famílias do século XXI. Aceso em 20 jun.2008 </li></ul><ul><li>http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/2002/GT_Gen_PO11_Medeiros_texto . </li></ul><ul><li>Artigo de Hintz Helena.: </li></ul><ul><li>Novos tempos, novas famílias? Da modernidade a pós-modernidade </li></ul><ul><li>http://www.domusterapia.com.br/pdf/PF3HelenaHintz.pdf . </li></ul><ul><li>FONTE ,Cleo et PEDRA ,José Augusto. Bullying escolar : perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed; 2008. </li></ul><ul><li>CARTER, B& Mc Goldrich, M. A família contemporânea no ciclo de vida familiar . 2ª ed. Porto Alegre: Artes médicas, 1995. </li></ul>

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