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Aula 1

  1. 1. ASSISTÊNCIAFARMACÊUTICAPrf(a): Ms.c. Naidilene Chaves Aguilar
  2. 2. A assistência farmacêutica não chega a ser diferente de atençãofarmacêutica. São partes de um mesmo conceito.Assistência Farmacêutica conjunto amplo de ações com características multiprofissionais,destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por umacomunidade.Atividade essencial que possibilita que os vários processos queenvolvem o fármaco, desde sua pesquisa até sua utilização,ocorram de forma segura e racional beneficiando individual ecoletivamente os usuários de medicamentos no país.
  3. 3. Atenção Farmacêutica direciona o exercícioprofissional do farmacêutico para o atendimento dasnecessidades farmacoterapêuticas do paciente eeste passa a ser o seu foco principal de atenção.
  4. 4.  O farmacêutico assume a responsabilidade debuscar que o medicamento esteja produzindo no paciente o efeito desejado pelo médico que o prescreveu e, ao mesmo tempo, que, ao longo do tratamento, não apareçam problemas indesejados possíveis e, em casode manifestação destes problemas, que eles sejam solucionados.
  5. 5. A complexidade das terapiasmedicamentosas e as evidências dosresultados das intervenções farmacêuticasna melhoria dos regimes terapêuticos e naredução dos custos assistências, reforçama importância de uma assistênciafarmacêutica de qualidade.
  6. 6. O serviço de farmácia tem participaçãoimportante na elaboração de uma política de usoracional de medicamentos, visando melhorar egarantir a qualidade da farmacoterapia, reduzircustos para o estabelecimento e, principalmenteno acompanhamento dos processos demedicações, como por exemplo, na análise deprescrição, dispensação, para que problemas e/ouerros sejam evitados.
  7. 7. PROBLEMAS RELACIONADOS COMMEDICAMENTOS.  O segundo consenso de Granada define PRM (Problema relacionado com medicamentos) como sendo:  "Problemas de saúde, entendidos como resultados clínicos negativos, derivados da farmacoterapia que, produzidos por diversas causas, conduzem ao não alcance dos objetivos terapêuticos ou ao surgimento de efeitos não desejados" (Comité de Consenso, 2002, p. 65). 
  8. 8.      Um PRM tem sempre dois componentes principais: 1. Um efeito indesejável apresentado pelo paciente. 2. Deve existir alguma relação (ou haver a suspeita de que existe) entre o efeito indesejável apresentado pelo paciente e a terapêutica farmacológica.
  9. 9. LISTA DE PRM Administração errada do fármaco; Características pessoais (do usuário); Conservação inadequada; Contra-indicação; Dose, esquema posológico e/ou duração do tratamento não adequadas; Duplicidade; Erros na prescrição; Não cumprimento; Interações; Outros problemas de saúde que afetem o tratamento; Probabilidade de efeitos adversos; Problema de saúde insuficientemente tratado; Outros.
  10. 10. Erro de medicação _ Evento que pode levar ao uso inadequado demedicamento que pode ou não lesar o paciente, e não importa se omedicamento se encontra sob o Controle de profissionais de saúde,do paciente ou do consumidor.A segurança do medicamento começa com a avaliação de potencialde risco, sendo considerado, para isto, a elaboração das prescrições(doses, intervalos, horários, duração), a administração (diluições,aplicações, assepsia nas injeções, horários, alimentosconcomitantes), a aquisição (qualidade, boas práticas de fabricação),o armazenamento, a dispensação e se conclui com a adesão dopaciente ao tratamento.Erro de prescrição _constitui aspecto da segurança do paciente,tendo nítidas conseqüências econômicas.
  11. 11. A incidência do erro de medicação pode ser reduzida com aimplantação da Farmácia Clínica nas instituições, tendo oacompanhamento do profissional farmacêutico naidentificação, prevenção, interceptação dos principaisproblemas relacionados a medicamentos.A tendência atual é que a prática farmacêutica direcione-se parao paciente, tendo o medicamento como instrumento e não maiscomo meio.Desta forma, promove suporte técnico junto à equipe de saúde e,principalmente, na monitorização do tratamento e do quadroclínico do paciente, na análise e identificação dos problemasrelacionados a medicamentos (PRM’s) nas prescrições médicascomo: prescrições ilegíveis, ausência da via de administração,ausência de dose, interação medicamentosa e por via sondanasoentérica, medicamento fora da padronização, posologiasalteradas, viabilizando assim a implantação da Farmácia Clínica.
  12. 12. A Farmácia Clínica é a grande perspectiva para aFarmácia Hospitalar no Brasil, uma vez que ela reduzsignificativamente os principais erros de medicação,visando assim à segurança na terapia medicamentosados pacientes.
  13. 13. PROBLEMAS RELACIONADOSCOM MEDICAMENTOS  é um evento ou circunstância relacionada ao tratamento medicamentoso, que real ou potencialmente impede o paciente de experimentar um • resultado ótimo. (Strand & col, Ann Pharmacother 1990; 1093-Os PRM podem se transformar 1097)em morbidade relacionadas amedicamentos
  14. 14.  5 Causas de resultados negativos que podem diminuir a qualidade de vidas dos pacientes: Prescrição inadequada; Distribuição e dispensação inadequada; Comportamentos inadequados dos pacientes; Idiossincrasia do paciente; Monitorização inadequada;
  15. 15.  Prescrição Inadequada:  Medicamento, posologia, via, duração do tratamento inadequada.  Prescrição desnecessária. Distribuiçãoinadequada: o medicamento não está disponível devido a :  barreiraseconômicas( a farmácia não tem o medicamento em estoque, o paciente não quer ou não pode pagar)  Barreiras biofarmacêuticas( formulação inadequada)  Barreiras Sociais ( falha na adm do med) ou devido a um erro de dispensação e de informação ao paciente.
  16. 16. ATENÇÃO FARMACÊUTICA Comportamento inadequado do paciente:  Cumprimento de um regime posológico equivocado;  Não cumprimento de um regime posológico correto. Idiossincrasia do paciente:  Resposta inadequada ao medicamento.  erro/acidente. Monitorização inadequada:  falhaem detectar e resolver decisões terapêuticas inadequadas.  Falha na monitorização do tratamento.
  17. 17. PROBLEMAS RELACIONADOSCOM MEDICAMENTOS Indicações não  Sobredoses tratadas  Interações Seleção inadequada do Medicamentosas medicamento  Uso de Doses Sub-terapêutica medicamentos sem Não Cumprimento indicação Terapêutico
  18. 18. MORBI-MORTALIDADE RELACIONADA AOS MEDICAMENTOS. A Atenção Farmacêutica requer que o farmacêuticoesteja envolvido em 3 funções:  Identificação de problemas potenciais e reais relacionados com medicamentos.  Resolução dos problemas relacionados com medicamentos.  Prevenção dos problemas potenciais relacionados com os medicamentos.
  19. 19. MORBIDADE RELACIONADA AMEDICAMENTOS Morbidade relacionada aos medicamentos é um fracasso de um agente terapêutico em produzir o efeito desejado.  Fracasso terapêutico.  Produção de um novo problema clínico relacionado com o tratamento do doente. A Morbidade relacionada com medicamentos se não identificada e não tratada pode se transformar em Mortalidade Relacionada com Medicamentos
  20. 20. PREVENÇÃO DA MORBI-MORTALIDADE COMMEDICAMENTOS Algumas morbidades relacionadas com medicamentos que resultam de PRMs são imprevisíveis(idiossincrasia). Medicamentos de margem terapêutica bem definida(toxicidade por doses acima das usuais) na maioria são preveníveis. Monitorização inadequada do tratamento.
  21. 21. PREVENÇÃO DA MORBI-MORTALIDADE COM MEDICAMENTOS Existem três elementos lógicos que definem o conceito de morbidade prevenível relacionada com medicamentos: O PRM deve ser reconhecido e a probabilidade de um efeito clínico indesejável deve ser previsível. A causa específica do resultado deve ser identificável. A causa do resultado deve ser controlável
  22. 22. CUSTOS COM PRMS  A morbidade relacionadas com medicamentos pode conduzir :  Consultas médicas Aumento de gastos  Ingresso ao hospital em saúde  Prolonga o tempo de hospitalização
  23. 23. ENFOQUE CENTRADONO PACIENTE
  24. 24.  Paciente e seu conjunto de necessidades:  Assistênciasanitária geral  Relacionadas com medicamentos Contempla o paciente  Direitos, conhecimento.  Decisões compartilhadas e o paciente como quem toma a decisão final;  As necessidades do paciente e não as preferências do profissional é quem determina o exercício da AF;
  25. 25. RELAÇÃO TERAPÊUTICAÉ uma aliança ou parceria entre o profissional eo paciente que se forma para atender asnecessidades de assistência do último.
  26. 26. RELAÇÃO TERAPÊUTICA Necessita do reconhecimento de certas responsabilidades por parte do PACIENTE e do PROFISSIONAL. 1ª. Função da interação do paciente com o profissional é a construção e manutenção de uma relação terapêutica efetiva. Confiança,respeito, autenticidade, empatia e compromisso.
  27. 27. RESPONSABILIDADE DOPROFISSIONAL
  28. 28. RESPONSABILIDADES DOPROFISSIONAL Garantir que os tratamentos farmacológicos que o paciente faz uso tenham uma indicação adequada e que todas as indicações sejam tratadas. Os tratamentos sejam efetivos e seguros;  Identificar, resolver e prevenir P.R.M.s Que o paciente cumpra com as instruções em relação ao uso de medicamentos e as instruções do plano de atenção farmacêutica.
  29. 29. IMPORTÂNCIA DO PROBLEMA Um em dois pacientes tem umproblema relacionado a farmacoterapia Recursos são disperdiçados Dor e sofrimento ocorrem quando afarmacoterapia não está funcionando
  30. 30. Indicações mais frequentes da farmacoterapia (N = 5.136 Pacientes, 26.238 consultas)1. HIPERTENSÃO 6. RINITE ALÉRGICA2. HIPERLIPIDEMIA 7. ESOFAGITE3. DIABETES 8. DEPRESÃO4. OSTEOPOROSE 9. SINTOMAS5. SUPLEMENTO MENSTRUAISVITAMÍNICO 10. DOR ARTRITICAEstas 10 condições represemtam 50% detodas as indicações da farmacoterapia
  31. 31. PROBLEMAS FARMACOTERAPÊUTICOS (N =26.238 consultas) % de PFT OU PRM Farmacoterapia desnecessária 6% Indicação 34% Necessidade de FT adicional 28 % Medicamento inefetivo 8% 28%Eficacia Dose muito baixa 20 %Segurança 19% Dose muito alta 19 %Compliance Não adesão 19 % 19% Total 100%
  32. 32. RESOLUÇÃO DE PROBLEMASFARMACOTERAPÊUTICOSCOM OS MÉDICOSIniciar um novo medicamento _______________31 %Modificação do regime posológico____________23 %Mudança do medicamento____________________15 %interrupção do tratamento __________________15 %iniciar monitoração laboratorial_____________10 %Outros________________________________________ 6 %
  33. 33. FARMACÊUTICO NA SAÚDE DA FAMÍLIA ENASF. A participação do profissional farmacêutico na atenção básica, inclusive no Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF que apoia o Programa Saúde da Família – PSF, consiste em ato legal autorizado pelas portarias n. 698 de 03 de março de 2006 (PSF) e 154 de 24 de janeiro de 2008 (NASF) – ambas do Ministério da Saúde. Entende-se que o farmacêutico mostra-se necessário na atenção básica, pois tal profissional irá atuar em todo o ciclo de assistência preceituado pelo PSF. Reconhecendo que cada vez mais a população vem sofrendo problemas decorrentes do mau uso de medicamentos nota- se a necessidade da figura do farmacêutico em todos os locais ou programas que envolvam seu uso.
  34. 34. A presença do profissional farmacêutico, é sabido, faz-se necessária em todos os locais onde haja presença demedicamentos, de modo que o uso dos referidosmedicamentos seja realizado de maneira adequada esegura, atendendo ao que se propõe por meio deles.No dizer de Silva e Nascimento (2009) a assistênciafarmacêutica pode ser entendida como uma atividadeessencial para o adequado atendimento dasnecessidades dos indivíduos que fazem uso dosdiversos serviços de saúde disponíveis nas referidasunidades.
  35. 35. De modo geral, ao farmacêutico compete: produzir,selecionar, programar, adquirir, armazenar, distribuire dispensar.Analisando o teor de cada uma das ações acimaelencadas e considerando o cotidiano das unidadesbásicas de saúde entende-se a importância e a validadedo trabalho do farmacêutico
  36. 36. [...] assegurar a acessibilidade de medicamentos efarmacoterapia de qualidade à população, com ênfasenos grupos de risco; garantir o uso racional demedicamentos e de insumos farmacêuticos; oferecerserviços farmacêuticos e cuidados ao paciente e àcomunidade, complementando a atuação de outrosserviços de atenção à saúde e contribuir de maneiraeficaz e efetiva para transformar o investimento commedicamentos em incremento de saúde e qualidade devida.
  37. 37. De outra parte, sabe-se que um dos entraves aoincremento da saúde e à qualidade de vida consiste naautomedicação.Ora, é crescente o número de pessoas que faz uso demedicamentos de forma indiscriminada; da mesmaforma a oferta e o acesso sem obstáculos contribuempara que o problema torne-se ainda mais grave.Em relação à inadequação do uso de medicamento, ouautomedicação, observa-se a seguinte afirmação deVilarino (1998, p.44): A automedicação é definida como uso de medicamentos sem prescrição médica, onde o próprio paciente decide qual fármaco utilizar.
  38. 38. Inclui-se nessa designação genérica (ou orientação) demedicamentos por pessoas não habilitadas, comoamigos, familiares ou balconistas da farmácia.A automedicação pode acontecer de diversas maneirase, a esse respeito, assim dispõe Loyola Filho(2002.p.56):Várias são as maneiras de a automedicação serpraticada: adquirir o medicamento sem receita,compartilhar remédios com outros membros da famíliaou círculo social e utilizar sobras de prescrições,reutilizarem antigas receitas e descumprir a prescriçãoprofissional prolongando ou interrompendoprecocemente a dosagem e o período de tempo indicadona receita.
  39. 39. Observa-se, portanto, a relevância do trabalho dofarmacêutico no que tange à orientação, de modo aconscientizar os usuários de medicamentos,especialmente nas unidades básicas de saúde, arespeito da importância do uso adequado dosmedicamentos, com recomendação médica eacompanhamento deprofissionais capacitados.
  40. 40. Diante disso mostra-se indispensável a presença do farmacêuticono PSF e, ainda, no NASF, em uma atividade de suporte. Poroportuno, convém conceituar tanto o programa de saúde dafamília quanto seu núcleo de apoio.O NASF consiste em um núcleo de apoio que tem por principalobjetivo ampliar as ações da atenção básica, apoiando a questãoda saúde da família dentre os demais serviços que compõem areferida atenção básica.De acordo com dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde:A saúde da família caracteriza-se como a porta de entradaprioritária de um sistema hierarquizado, regionalizado de saúde evem provocando um importante movimento de reorientação domodelo de atenção à saúde do SUS. Visando apoiar a inserção daEstratégia Saúde da Família na rede de serviços e ampliar aabrangência e o escopo das ações da Atenção Primária bem comosua resolutividade, além dos processos de territorialização eregionalização, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio àSaúde da Família – NASF, com a portaria GM n. 154, de 24 dejaneiro de 2008, Republicada em 04 de março de 2008.
  41. 41. Com isso tem-se que a partir da implantação do PSF com o apoiodo NASF tem-se uma reorganização do sistema de saúde, quenessa nova formulação vem buscando a melhoria na atençãoprimária com vistas a garantir, a partir dessa ação, areorganização de todo o sistema.Sendo o NASF um núcleo de apoio, imperioso observar que deveser composto de uma equipe multiprofissional, isto é, composta deprofissionais de diferentes áreas que atuem em conjunto noauxílio aos profissionais do PSF.Tanto no NASF1 quanto no NASF2 conta-se com a presença dofarmacêutico, profissional que deverá integrar o núcleo de apoioao PSF no sentido de atuar na área de medicamentos, realizandoas atividades que compreendem a atenção farmacêutica, áreaque, não raro, é mal interpretada no cotidiano das unidades desaúde.
  42. 42. Duppim (1999) em atenção a isso observa que necessário se fazsuperar a visão estreita que entende que a atenção farmacêuticase restringe à distribuição de medicamentos, pelo contrário, deveser vista como recurso complementar nas ações em saúde, comenfoque amplo, abarcando a multidisciplinaridade e aintegralidade em suas práticas, combatendo o uso irracional demedicamentos que causa prejuízos financeiros.Bernardi, Bieberbach e Thomé (2006) asseveram que a atuaçãofarmacêutica deve contemplar a organização da assistênciafarmacêutica, identificando claramente o contexto de atuação esuas necessidades. Para os autores isso pode ser feito por meio delevantamentos de dados referentes a características econômicas,sociais e culturais tanto da região de modo geral quanto dapopulação-alvo a ser atendida por aquele serviço, numa avaliaçãocontínua das práticas e sua eficácia.
  43. 43. Considerando a questão do PSF, por se tratar de umserviço específico, com área de atendimento definida,entende-se que esse levantamento será eficiente, comdados claros e precisos acerca das necessidades dapopulação a ser atendida.No dizer de Abrantes (2010):O profissional farmacêutico vai atuar na atençãobásica, inclusive no Programa Saúde da Família (PSF).
  44. 44. Convém, por oportuno, citar o magistério de Pereira e Freitas(2008) que evidenciam que antes do SUS, o farmacêutico eraafastado dos pacientes, uma vez que sua participação não eraprevista na equipe de saúde e o medicamento não era consideradoinsumo estratégico.Tal panorama mudou e atualmente o farmacêutico é um dosintegrantes do PSF, para Abrantes (2010) as ações desseprofissional destinam-se a adquirir medicamentos e insumos deassistência farmacêutica; angariar financiamentos para o custeiode ações de assistência farmacêutica bem como para programasde saúde específicos; estabelecer critérios para dispensaçãoexcepcional e atrair financiamento para tal.Evidenciada a porção estratégica, importante ressaltar que, noSUS, o farmacêutico atuará em todo o ciclo de assistência, asaber: seleção, aquisição, distribuição e dispensação demedicamentos.
  45. 45. Em sendo incluído no PSF o farmacêutico assume funções que, nasua ausência, eram desenvolvidas por médicos e enfermeiros, aexemplo de acompanhar doentes crônicos como diabéticos ehipertensos segundo os princípios da assistência farmacêutica nabusca de promover a adesão ao tratamento, o uso racional demedicamentos, redução dos gastos na aquisição de produtos,diminuição de internações hospitalares desnecessárias dentreoutros (ABRANTES, 2010).
  46. 46. Em face de tal concepção, não é adequado que ofarmacêutico esteja desvinculado da atenção básica, comovisto, esse profissional deve estar em contato com opaciente, sendo, por vezes, o agente motivador da adesão aotratamento e do uso adequado do medicamento.De acordo com Araújo, Ueta e Freitas (2005) umaassistência farmacêutica de qualidade requer recursos eplanejamento na consecução de todas as etapas quecompõem o ciclo, a saber:seleção dos medicamentos, programação, aquisição,armazenamento, distribuição, prescrição, dispensação eutilização do medicamento. Ora, a atenção farmacêuticadeve estar presente em todas as referidas etapas, mas nota-se como essencial sua presença no final do ciclo, isto é, nadispensação e uso, momento em que a figura dofarmacêutico mostra-se de fundamental importância.
  47. 47. De acordo com Araújo, Ueta e Freitas (2005) umaassistência farmacêutica de qualidade requer recursose planejamento na consecução de todas as etapas quecompõem o ciclo, a saber: seleção dos medicamentos,programação, aquisição, armazenamento, distribuição,prescrição, dispensação e utilização do medicamento.Ora, a atenção farmacêutica deve estar presente emtodas as referidas etapas, mas nota-se como essencialsua presença no final do ciclo, isto é, na dispensação euso, momento em que a figura do farmacêutico mostra-se de fundamental importância.
  48. 48. Tendo comentado os caracteres e funções do farmacêutico no PSFconvém ressaltar que essa participação não é pacífica, havendoresistência tanto por parte dos farmacêuticos quanto por parte deoutros membros da equipe.Oliveira (2005) delineia tal questão evidenciando que aimplantação da atenção farmacêutica nas farmácias comunitáriasesbarra em obstáculos como o vínculo empregatício dofarmacêutico, rejeição do programa por gerentes, insegurança edesmotivação por parte de alguns farmacêuticos em virtude doexcesso de trabalho e a falta de tempo para se dedicar aoatendimento ao público.
  49. 49. Necessário se faz, portanto, reconhecer a importância doatendimento ao paciente pelo farmacêutico, a fim de que aassistência realmente seja efetiva.O primeiro obstáculo evidenciado por Oliveira, acima, já foisuperado, em sendo legalizada a participação dofarmacêutico no PSF configura-se a tentativa de que haja apresença desse profissional na equipe; na questão daresistência é importante o trabalho de conscientização nosentido de reestruturar práticas que há muito vemocorrendo nas unidades de saúde.No que se refere à motivação para o atendimento por partedo farmacêutico, essa é uma questão que aos poucos serámodificada, sendo necessária a conscientização nos cursosde formação inicial e delimitação do espaço de cadaprofissional nas equipes que compõem o PSF.
  50. 50. A atenção primária, na área da saúde, passa por umperíodo de revitalização. A instituição do PSF e doNASF pelas portarias do Ministério da Saúde em 2006e 2008, respectivamente, faz parte de um processoamplo que visa a integrar os membros da equipe nabusca de um atendimento de qualidade e voltado paraas necessidades da população-alvo.As portarias que instituem PSF e NASF prevêem apresença do farmacêutico nas equipesmultiprofissionais o que, por si, mostra-se um avanço,uma vez que nem sempre o farmacêutico estevepresente e em contato direto na dispensação demedicamentos nas unidades de saúde.
  51. 51. A determinação ora em comento resulta da constatação deque o referido profissional mostra-se de fundamentalimportância tanto na composição da equipe do PSF quantodo núcleo de apoio, pois atua tanto estrategicamente naseleção, aquisição e armazenamento de medicamentosquanto no contato diretocom os pacientes, na dispensação e acompanhamento dautilização.Observa-se que o medicamento constitui um pontoestratégico na atenção à saúde, devendo receber maioratenção, requerendo maior cuidado em todos os ciclos queenvolvem a atenção farmacêutica, motivo pelo qualmostrou-se imprescindível a presença do farmacêutico noPSF.
  52. 52. Apesar de legalizadas a função e a atuação na equipe,vários são os obstáculos ainda a serem superados paraque as referidas equipes atuem de maneiraharmoniosa. No entanto, há que se considerar o avançoque reside na inserção do farmacêutico nas equipes dePSF e no NASF a fim de racionalizar a distribuição demedicamentos e atender aos pacientes, orientando-osno uso dos medicamentos.

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