Gerenciamento da construção

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Gerenciamento da construção

  1. 1. GERENCIAMENTO DE CONSTRUÇÃO :: Objetivos :: O curso de Gerenciamento de Construção surgiu da vontade de compartilhar experiências e co- nhecimentos adquiridos ao longo de nossa atua- ção profissional, e que são exigidos no processo de executar uma construção, tornando-o uma atividade prazerosa, de realizações e economi- camente de resultados positivos, predispondo o investidor para novos empreendimentos.
  2. 2. Esta apostila é parte integrande do: Curso GERENCIAMENTO DE CONSTRUÇÃO Instrutor e Coordenador: Ayrton Magalhães Santos Apoio Técnico: Graco Melo Santos Projeto Gráfico, Diagramação: Alexandre Xavier MS Ayrton Arquiteto CREA 226/D – DF CLS 116 – Bloco B – Lojas 9/13 – Asa Sul – Brasília / DF Fone 3345-8019 - Cel: 9972-1299
  3. 3. Aula 1 I - Apresentação 09 Envolvimentos Legais 09 Código de Obras 10 ABNT 10 Aprovação do Projeto e Visto em Projeto 10 Alvará de Construção 11 Carta de “Habite-se” 11 Contratos 12 Encargos Sociais 12 Taxas de Serviços e de Expediente 12 ART 13 CREA 13 CONFEA 14 Atribuições do Arq. e do Eng. Civil 14 Tópicos para Leitura 15 Aula 2 1 - Projetos de Arquitetura 21 1.1 - Estudos preliminares 21 1.2 - Anteprojeto 21 1.3 - Projeto Legal 21 1.4 - Projeto Executivo 21 Aula 3 2 - Projetos de Estrutura (Cálculo Estrutural) 27 2.1 - Estrutura, dependendo do tipo de edificação 27 2.2 - O engenheiro Calculista - Proj. de Arquitetura 28 2.3 - A estrutura em concreto armado convencional 28 2.4 - Conjunto de pranchas do projeto estrutural 28 2.5 - Das fundações 29 Aula 4 3 - Instalações 35 3.1 - Proj. de Inst. de Água Potável 35 Aula 5 3 - Projetos de Instalações 41 3.2 - Esgoto Sanitário e Inst. para captação das Águas Pluviais 41 Aula 6 3.3 - Eletricidade e telefone. 47 3.4 – Outros projetos 48 Aula 7 Etapas de uma construção - Residência (I parte) 53 Aula 8 Etapas de uma construção - Residência (II parte) 63 Aula 9 Etapas de uma construção - Residência (parte final) 71 Aula 10 Modelo básico de pré-orçamento 79 1 - Projetos verba 79 2 - Instalação do Canteiro 80 3 - Movimento de terra 80 4 - Fundações 81 5 - Estrutura 81 10 – Esquadrias 81 11 - Ferragens 82 12 – Vidros 82 13 - Instalações em geral 82 14 - Aparelhos/louças e metais 83 15 - Cobertura 83 16 – Pintura 83 17 – Elementos decorativos 84 19 - Ligações externas 84 Aula 11 Previsões e das provisões dos materiais de construção 91 1 - Projetos 91 2 - Inst. Canteiro 91 3 - Mov. de terra 91 4 - Fundações 91 5 - Estrutura 92 6 - Alvenaria 94 7 - Revestimentos 94 8 - Pavimentação 95 Aula 12 Planejamento e custos de uma residência 101 Características do contrato de empreitada por preço global, fixo irreajustável 101 Características do contrato de empreitada por preço global, reajustável por índices 101 Características do contrato por Administração 102 Recomendações para a contratação de serviços com fornecimento de mão de obra especializada 102 Anexos 107 Índice
  4. 4. 1 aula
  5. 5. Aula I I - Apresentação: • Do instrutor; • Dos alunos; • Do Curso; • Da sistemática a ser adotada durante curso. 1.ª Aula Teórica: Procedimentos junto aos órgãos públicos, observadas as leis e regulamentos, para se fazer qualquer edificação em zona urbana. Envolvimentos Legais: Nesta aula vamos conhecer os procedimentos legais junto aos órgãos públi- cos, observando as leis e regulamentos para se fazer qualquer edificação em zona urbana e ou rural. • Códigos de Obras; • ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas; • Aprovação do projeto; • Alvará de Construção; • Carta de Habite-se; • Recolhimentos dos encargos trabalhistas - (INSS); • Taxas; • INSS; • ISS; • CREA.
  6. 6. Aula I 10 Código de Obras O Código de Obras dispõe de normas gerais e específicas para a elaboração de projetos e para execução das construções. Para que o projeto seja aprovado pelo órgão municipal competente é necessário que ele esteja de acordo com as exigências contidas no Código de Obras. No Distrito Federal, o atual Código de Edificações foi aprovado pela LEI N. 2.105 de 08/10/98 e Regulamentada pelo Decreto N. 19.915 de 17/12/98 e para dirimir algumas dúvidas surgidas poste- riormente, foi editado o Decreto 20.085 de 09/03/99. As Administrações Muni- cipais (prefeituras) de cada cidade brasileira dispõe do seu Código para orientar os projetos e construções em seus respectivos municípios. ABNT A ABNT ‘’Associação Brasileira de Normas Técnicas’’ é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. A normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de nor- mas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente. Assim, para o projeto ser aprovado, ele precisa também estar de acordo com as normas nacionais da ABNT. A ABNT possui atualmente 53 comitês, 3 Organismos de Normalização Se- torial, atuando em várias áreas, entre elas: construção civil; eletricidade; mineração e metalurgia; máquinas e equipamentos mecânicos; cimento, con- creto e agregados; madeiras etc. Aprovação do Projeto e Visto em Projeto A primeira providência do proprietário junto a órgão público no Distrito Federal (Administração Regional), quando se pretende construir, é fazer encamnhar o Projeto de Arquitetura Legal à aprovação na respectiva DREAEP - Divisão Regio- nal de Exame, Aprovação e Elaboração de Projetos, da região onde está o terre- no, obtendo-se, após os procedimentos, análises e cumprimentos de exigências, os documentos finais (cópias do Projeto Legal) com o número do processo, data e assinatura do responsavel (Diretor da DREAEP) pela “Aprovação do Projeto de Arquitetura” do que se pretende construir no terreno. O não atendimento das exigências feitas quando dos procedimentos das análi- ses, acarretará no indeferimento do pedido e arquivamento do processo.
  7. 7. 11 Aula I Um projeto aprovado numa DREAEP tem validade por quatro anos (Art. 32, parágrafo 1°, Seção II, Capítulo IV da Lei 2.105 de 08/10/98}; findo esse prazo deverá ser reavaliado na DREAEP. Quando se tratar de residência unifamiliar, o Projeto de Arquitetura Legal poderá ser submetido à respectiva DREAEP para os procedimentos relativos ao regime de “Visto em Projeto de Arquitetura”. Alvará de Construção É o documento oficial em que a DREAEP autoriza o proprietário a dar inicio às obras é o Alvará de Construção. O proprietário só obterá o Alvará de Construção na DREAEP após ter a res- pectiva Aprovação do Projeto. Um “Alvará de Construção” expedido numa DREAEP tem validade por oito anos a partir da data de sua expedição, podendo ser renovado por igual período ( Art. 52, Seção III, Capítulo IV da Lei 2.105 de 08/10/98 ); Estão isentas da aprovação do projeto e do Alvará de Construção execuções de pequenas reformas, como: pinturas, troca de revestimento, substituição e con- sertos em esquadrias e portas, troca de telhas ou elementos de cobertura, re- paros em instalações elétricas e hidráulicas, quando realizadas dentro do limite dos lotes e “ que não alterem ou requeiram estrutura de concreto armado, de metal ou de madeira, treliças ou vigas”. Carta de “Habite-se” É um documento oficial expedida pela Administração Regional, autorizando a ocupação do imóvel, depois de verificado, através de seus Técnicos/Fiscais, que a obra está de acordo com o Projeto de Arquitetura Legal aprovado ante- riormente e cujo número do processo e data constam do respectivo “Alvará de Construção”. A Carta de “Habite-se” deverá ser solicitada através do requerimento próprio à Administração Regional, após a conclusão da obra. Após o recebimento da Carta de “Habite-se” o proprietário deverá levar este documento ao cartório de imóveis para que esta nova construção possa ser registrada.
  8. 8. Aula I 12 Contratos Para garantir os direitos do empregador é mais seguro estabelecer contratos re- lativos aos serviços a serem executados por terceiros no ou fora do canteiro de obras. O contrato é um documento que garante as duas partes e não uma prova de desconfiança. O contrato deve descrever o trabalho a ser elaborado (objeto do contrato), deve conter as obrigações das partes (contratante e contratado), constarem os prazos de execução dos serviços, a forma de pagamento, as garantias, a responsabilidade sobre os encargos sociais advindos daquela pres- tação serviços, data e ter assinatura de duas testemunhas presentes ao ato. Encargos Sociais A mesma atenção deve ser dada ao pagamento do INSS (Encargos sociais re- lativo aos serviços prestados junto às obras). A recomendação que se dá é que o proprietário do imóvel, através seu contador, inscreva sua obra no INSS e passe a recolher mensalmente os respectivos encargos relativos aos seus em- pregados fixos no canteiro de obra. O eletricista, o bombeiro, o armador não permanecem de forma contínua no canteiro de obras, eles atuam em fases da obra, trabalham em diversas obras, poucos dias em cada uma, não necessitam serem registrados, geralmente são profissionais autônomos (elaborar contra- tos específico como prestadores de serviços autônomos); quanto aos pedreiros, serventes, vigias, que trabalham de forma continuada na mesma obra, devem ser registrados com carteira assinada, respectivos recolhimentos dos emcargps devodos por lei, férias e 13° salário proporcionais, FGTS, seguro, etc.; Para ob- ter mais informações sobre como inscrever os trabalhadores no INSS, consulte seu contador ou acesse www.mps.gov.br. Outro imposto que também deve receber atenção é o ISS – Imposto Sobre Ser- viço devido ao GDF, imposto cobrado sobre os serviços da mão-de-obra; para maiores informações sobre o ISS acessar o site da Secretaria da Fazenda do GDF www.fazenda.gov.br. Taxas de Serviço e de Expediente (www.fazenda.gov.br) Taxa para requerer o Alvará de Construção Taxa para requerer a Carta de “Habite-se” Taxa para registro de ART
  9. 9. 13 Aula I ART ART ‘’Anotação de Responsabilidade Técnica’’ foi criada pela Lei n 6496, de 07- 12-77, com a finalidade de garantir os empreendimentos realizados no âmbito das profissões agregadas ao Sistema CONFEA/CREAs visando defender a socie- dade da ação perniciosa dos não habilitados e beneficiar o desempenho do pro- fissional habilitado e responsável perante seu órgão fiscalizador. Todo profissional do Sistema CONFEA/CREAs, habilitado e em plena atuação gozo de seus direitos, está obrigado a apresentar, para registro no CREA de sua região, a respectiva ART da obra ou serviço, ou desempenho de cargo ou fun- ção técnica relativa à sua profissão. Nenhuma obra ou serviço de Arquitetura ou Engenharia poderá ter início sem a respectiva ART. Este documento, em cinco vias, deve ser levado para registro no CREA. O profissional ao fazer uma ART tem o dever e a responsabilidade de acompanhar passo a passo a realização dos trabalhos, verificando com exatidão e responsabilidade própria, tudo o que será executado, observados o que cons- tam do Código de Edificação, das Normas de ABNT, e da boa tecnica para satis- fação do cliente e garantia e segurança dos usuários e do empreendimento. ART define, para os efeitos legais, quais são os responsáveis técnicos pela elaboração dos projetos, pela execução de obra ou prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e demais ciências vinculadas ao Sis- tema CONFEA/CREAs. CREA O CREA ‘’Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia’’ é uma autarquia federal criada por lei, com jurisdição em cada Estado, e administra- da pelos próprios profissionais. O CREA é dirigido por um conselho composto de engenheiros, arquitetos e agrônomos eleitos pelas associações, sindicatos e escolas representadas. O cargo de Presidente do CREA é ocupado por pro- fissional eleito(a) por escrutínio entre os profissionais habilitados pelo SISTE- MA CONFEA/CREAs. O objetivo geral do CREA é promover a defesa da sociedade através do aper- feiçoamento do exercício profissional. E o seu objetivo específico é fiscalizar preventiva e corretivamente o exercício da engenharia, arquitetura, agronomia e profissões afins como os geógrafos, geólogos, meteorologistas, tecnólogos dessas modalidades, técnicos industriais e agrícolas e suas especializações, num total de centenas de títulos profissionais.
  10. 10. Aula I 14 Assim, é importante que o proprietário ao desejar iniciar uma obra ou serviços de Arquitetura, Engenharia e Agronomia, contrate profissionais habilitados, re- gistrados e que esteja gozando de pleno direito no exercício da sua profissão, reconhecimento este dado pelo CREA. ao proceder o registro de cada ART. CONFEA O CONFEA ‘’Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia’’ é regido pela Lei 5.194 de 1966; O CONFEA zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta e fiscaliza o exercício profis- sional dos que atuam nas áreas que representa, tendo ainda como referência o respeito ao cidadão e à natureza. O Conselho Federal é a instância máxima do SISTEMA CONFEA/CREAs ao qual um profissional pode recorrer no que se refere ao regulamento do exer- cício profissional. Das atribuições do Arquiteto e do Engenheiro Civil. Resolução N 218 de 29/06/73 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. ... Considerando que o art. 7 da Lei n 5.194/66 refere-se às atividades profis- sionais do engenheiro agrônomo, em termos genéricos; Resolve: Art.1 – Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às di- ferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades: 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica; 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; 04 - Assistência, assessoria e consultoria; 05 - Direção de obra e serviço técnico; 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; 07 - Desempenho de cargo e função técnica; 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão; 09 - Elaboração de orçamento; 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade;
  11. 11. 15 Aula I 11 - Execução de obra e serviço técnico; 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; 13 - Produção técnica e especializada; 14 - Condução de trabalho técnico; 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação; 18 - Execução de desenho técnico. Art.2 - Compete ao Arquiteto: O desempenho das atividades 01 a 18 do Artigo Um desta Resolução, referentes a edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de interiores; planejamento físico, local, urbano e regional; seus serviços afins e correlatos. Art.7 - Compete ao Engenheiro Civil: O desempenho das atividades 01 a 18 do Artigo Um desta Resolução, referentes a edificações, estradas, pistas de rolamentos e aeroportos; sistemas de trans- portes, de abastecimento de água e de saneamento; portos, rios, canais, barra- gens e diques; drenagem e irrigação; pontes e grandes estruturas; seus serviços afins e correlatos. . . . Obs. Publicada no ‘’Diário Oficial’’ de 31.7.1973 Tópicos Para Leitura: • www.abnt.org.br • www.crea.org.br • www.confea.org.br • www.arquitetura.com/4/municipal/legis_codobras.htm
  12. 12. Aula I 16 Anotações da aula
  13. 13. 17 Aula I Para construir sua residência em um terreno relativamente grande, você optaria por construir uma casa térrea ou de dois pavimentos? Por quê? QPI Questão Problema Apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Exercício: Analise as afirmativas abaixo e escolha a alternativa correta: ( ) Para que um projeto seja aprovado ele precisa estar somente de acordo com as exigências contidas no Código de Obras. ( ) O Alvará de Construção é um documento oficial que autoriza o inicio de qualquer construção. ( ) A Carta de Habite-se é um documento oficial expedido pelo governo fe- deral autorizando a ocupação do imóvel. ( ) É importante que o proprietário ao iniciar uma obra, contrate todos os profissionais registrados no CREA. ( ) Nenhuma obra poderá ter inicio sem a competente ART dos profissionais envolvidos. ( a ) F, F, V, V, F ( b ) F, V, F, V, V ( c ) V. V. V. F, V ( d ) V, V, F, F, F ( e ) V, F, F, V, F Alternativa correta: letra ( )
  14. 14. 2 aula
  15. 15. 21 Aula 2 2.ª Aula Teórica: Identificação e análise dos diferentes projetos necessários numa construção. 1 - Projeto de Arquitetura 1.1 - Estudo Preliminar 1.2 - Anteprojeto 1.3 - Projeto Legal, a ser aprovado pela administração pública 1.4 - Projeto de execução ou detalhamento do projeto 1 - Projetos de Arquitetura 1.1 - Estudos preliminares Análise das características do terreno; orientação quanto ao nascente e poente do Sol; detalhes significativos do local; vistas interessantes; topografia do local; ruas de acesso; edificações na vizinhança. Verificação dos Capítulos e Artigos do Código de Edificações da cidade, que re- gulam os tipos de construções (residencial, unifamiliar, coletiva, industrial, co- mercial, outros); verificação das normas e gabaritos que regulam as construções naquela região, quadra ou lote; Proposta da solução em desenhos, mostrando a concepção, que venha atender às necessidades do cliente. 1.2 - Anteprojeto Etapa após apresentação e aceitação, pelo cliente, dos estudos preliminares; Execução das vistas (fachadas ou elevações), dos cortes e da cobertura, em es- calas compatíveis (1:100) ou (1:50); Elaboração de eventuais ajustes surgidos ou sugeridos, quando da apresentação dos estudos preliminares ao cliente; Devem constar no anteprojeto as especificações de cada ambiente (revestimen- tos dos pisos e paredes) interna e externamente; O anteprojeto deverá ser também submetido à aprovação do cliente. 1.3 - Projeto Legal É o conjunto de plantas elaboradas dentro dos padrões da ABNT, segundo as exigências do Código de Obras da cidade.
  16. 16. Aula 2 22 Indicação das cotas (dimensões dos ambientes); especificação dos materiais de revestimento (pisos e paredes internos e externos); identificação da destinação de cada ambiente; Indicação dos cortes; dos níveis; relação e dimensões das esquadrias de ma- deira e metálicas; indicação do tipo de material de revestimento das paredes; indicação do local de cada esquadria. O projeto legal, de uma edificação, é composto por: 1.3.1 - Planta de situação; 1.3.2 - Planta de locação; 1.3.3 - Plantas baixas do térreo, dos pavimentos superiores e do subsolo, se houver; 1.3.4 - Planta da cobertura com indicação do tipo de telha, declivida- des, beirais e calhas; 1.3.5 – Cortes elucidativos (no mínimo dois) quanto aos níveis, pés- direitos, forros-falsos, estrutura suporte do telhado e reser- vatórios d’agua; 1.3.6 – Quatro elevações, (ou vistas), são as quatro fachadas da re- sidência. 1.4 - Projeto executivo. Detalhamento completo da obra com desenhos em escalas compatíveis ao bom entendimento de cada parte da futura edificação, para fins de levantamento de quantidade de material, orçamentos, e a própria execução no canteiro de obras, determinando a exata maneira de se fazer cada parte do todo, suas dimensões e especificações. 1.4.1 - Telhado, cobertura 1.4.2 - Escada 1.4.3 - Banheiros 1.4.4 - Lavabo 1.4.5 - Área de Serviços 1.4.6 - Cozinha 1.4.7 - Copa 1.4.8 - Esquadrias 1.4.9 - Bancadas 1.4.10 - Churrasqueira 1.4.11 - Paginação dos pisos 1.4.12 - Detalhe dos forros falsos 1.4.13 - Portão de acesso e gradíl 1.4.14 - Piscina e outros
  17. 17. 23 Aula 2 Anotações da aula
  18. 18. Aula 2 24 Casa pré-fabricada, de madeira ou de alvenaria de tijolos. Qual sua preferência? Por quê? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA
  19. 19. 3 aula
  20. 20. 27 Aula 3 3ª Aula Teórica: Identificação e análise dos diferentes projetos necessários numa construção. 1 - Arquitetura (2ª aula) 2 - Estrutura (veremos nesta aula) 2 - Projeto de Estrutura, também chamado de Cálculo Estrutural. A estrutura de uma edificação é como o esqueleto do nosso corpo; é a parte que mantém a edificação, quando submetida às cargas previstas, de forma estável sobre o terreno. Cargas previstas são: Os pesos próprios dos materiais empregados na própria estrutura, sobrecargas das paredes, do mobiliário, das máquinas e das próprias pessoas que estarão na futura edificação; consideram-se também eventuais concentrações maiores de pessoas, no caso de festas, danças, etc. Bem como esforços oriundos dos carregamentos pontuais previstos. A estrutura de um edifício alto é também calculada e dimensionada para resistir aos esforços dos ventos que sopram sobre uma fachada, bem como aos esforços oriundos dos carregamentos assimétricos e pontuais. 2.1 - A estrutura, dependendo do tipo de edificação, pode ser: 2.1.1 - De concreto armado convencional: Nas residências, edifícios de apartamentos, salas de escritórios, lojas. 2.1.2 - De perfis metálicos: Na cobertura dos grandes vãos, tais como auditórios, ginásios de esportes, galpões industriais, abrigo das bombas em postos de ga- solina e outros. 2.1.3 - De madeira: Edificações rústicas, varandas e telhados de residências. 2.1.4 - De concreto protendido: Utilizado, por oferecer vantagens, para grandes vãos suportando so- brecargas moveis ou fixas, pontes, etc; Atualmente já está sendo ado- tado para alguns prédios de vãos menores.
  21. 21. Aula 3 28 2.2 – O engenheiro Calculista, com base no projeto de Arquitetura, adota os seguintes procedimentos: 2.2.1 - Levantamento e determinação das cargas originárias do peso próprio da futura edificação (materiais) e das sobre- cargas de uso futuro (estimado de acordo com a finalidade de cada ambiente da edificação); a ABNT recomenda so- brecargas específicas para diferentes usos; 2.2.2 - Determinação das seções, dos blocos, dos pilares, vigas e lajes para suportarem as cargas oriundas do peso próprio e das sobrecargas estimadas; 2.2.3 - Determinação do tipo, bitola e posicionamento das arma- ções dentro de cada bloco, pilar, viga e laje, para absor- verem as cargas do peso próprio e os esforços produzidos ou gerados, pela sobrecargas de uso, mobiliário e pessoas, pressão dos ventos e transmiti-los para os blocos das fun- dações, garantindo a estabilidade da edificação; 2.3 - A estrutura em concreto armado convencional, é a solução predominante nas edificações de residências, blocos de apartamentos e de salas para escritórios. O trabalho de Cálculo Estrutural é apresentado em forma de pran- chas de desenho contendo: 2.3.1 - Planta de Carga, planta indicando as posições exatas das bases dos pilares do pavimento térreo, ou do subsolo se houver, bem como as cargas axiais (em toneladas) e, se ocorrem, os esforços (momentos) na base; 2.3.2 - Pranchas ou plantas de formas: Contendo as posições, di- mensões e seções das peças estruturais, blocos, vigas, pi- lares, lajes, etc.; 2.3.3 - Pranchas ou plantas de armação, contendo as dimensões, bitolas (seções das barras de ferro) e as posições dos fer- ros que ficarão no interior do concreto. 2.4 - Numa residência de dois pavimentos o conjunto de pranchas do projeto estrutural é composto de: 2.4 .1 - Planta de forma dos baldrames ou cintas baldrames ligan- do os blocos de fundações; 2.4 .2 - Forma dos blocos, pilares, vigas e das lajes teto do térreo e do pavimento superior;
  22. 22. 29 Aula 3 2.4 .3 - Formas da escada, da piscina, de muro de arrimo, se hou- ver, e formas dos outros detalhes estruturais que sejam necessários; 2.4 .4 - Armação dos baldrames ligando os blocos de fundações; 2.4 .5 - Armação dos pilares, vigas e das lajes teto do térreo e do teto do pavimento superior; 2.4 .6 - Armação da escada, da piscina, de muro de arrimo, se hou- ver, e de outros detalhes estruturais que sejam necessários. 2.5 - Das fundações: As fundações locais onde o prédio se apóia devem ser executadas por especia- lista nesta área específica, a partir das cargas dadas pelo Calculista, na planta de cargas, e levando-se em consideração a sondagem do terreno. A sondagem do terreno é obtida através de perfurações, no caso de residência de ocupação do terreno em torno de 300 m2, fazem-se de dois a três furos na região de implantação da edificação. As fundações podem ser feitas em tubulões, sapatas diretas, estacas tipo Strauss, estacas a trado, sapatas corridas, radier, estacas pré-moldadas de concreto, de madeira e de ferro, dependendo das cargas, do resultado do perfil de sondagem e altura do lençol freático. Tubulões são perfurações com diâmetro mínimo de 60 cm; trata-se de escava- ção cilíndrica, no prumo, executadas por uma dupla de profissionais, com auxilia de um sarilho. Uma corda e um recipiente (lata de 18 litros ou balde) para retirada da terra que vai sendo escavada por um dos homens na extremidade inferior e retirada pelo outro, na extremidade superior, se utilizando do sarilho. Nos tubulões é considerado o efeito de ponta, daí a necessidade de se alargar a base na extremidade inferior do tubulão na profundidade pré-estabelecida no projeto de fundações; a base é alargada em forma de tronco de cone aumen- tando a área de apoio das cargas. O vazio da escavação é preenchido com con- creto convencional. As estacas são perfuradas com diâmetro menor que 60 cm, utilizando-se de ferramentas apropriadas e ou máquinas perfuratrizes e na seqüência preenchi- das também com concreto convencional; nas estacas são considerados o atrito lateral e o efeito de ponta da estaca.
  23. 23. Aula 3 30 Estacas Strauss são para o tipo de fundações cuja cota de parada das funda- ções está abaixo do nível do lençol freático As estacas a trado são perfurações também cilíndricas de diâmetro menor ( 25 ou 32 cm ) para suportar cargas consideradas pequenas. Sapatas diretas quando o terreno apresenta boa resistência nas camadas supe- riores do perfil de sondagem. O terreno na região de Brasília não favorece para esta solução. As sapatas corridas são usadas em construções térreas, e cuja laje teto se apóia diretamente sobre as paredes. Curiosidade: O salto do sapato (com carga 50 Kg) penetrando no terreno e a pata do elefante (6000 Kg) não penetra no mesmo terreno.
  24. 24. 31 Aula 3 Anotações da aula
  25. 25. Aula 3 32 A laje maciça ou pré-fabricada? Por quê? Construção de uma residência utilizando de estrutura metálica ou de concreto armado convencional? Por quê? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Alunos QPA
  26. 26. 4 aula
  27. 27. 35 Aula 4 4ª Aula Teórica: Identificação e análise dos diferentes projetos necessários numa construção. 1 – Arquitetura (2ª aula) 2 – Estrutura (3ª aula) 3 – Instalações: 3.1 - Água potável 3.2 - Esgoto Sanitário e Águas Pluviais; 3.3 - Eletricidade e Tubulação para telefone fixo; 3.4 – Outros Projetos. 3 – Instalações: 3.1 - Projetos de Instalações de Água Potável. 3.1.1 - Introdução: • As águas destinadas ao uso nas edificações, quando nas cida- des que possuem sistema de tratamento, são entregues em cada lote por rede distribuidora da Concessionária, numa única entrada d´água por lote; passa pelo medidor - hidrômetro - que mede, em m3, o consumo no mês daquele imóvel num período de um mês. • O abastecimento da edificação pode ser direto, quando vem da concessionária diretamente para os pontos de consumo d´água: Pias, lavatórios, vasos sanitários, tanques, etc.; • Será abastecimento indireto quando a água passa pelo(s) reservatório(s) elevados e por gravidade é distribuída para os pontos de consumo d´água; • Calcula-se um volume de 1m3 d´água por família de 5 pessoas a cada 24 horas. 3.1.2 - O projeto de tubulação de água potável para uma residên- cia deve conter as seguintes informações: • Plantas de situação e locação; • Entrada de água da concessionária; • Reservatório(s) d’ água superior(es); • Entrada, extravasor e limpeza; • Plantas baixas da edificação;
  28. 28. Aula 4 36 • Filtro de entrada; • Barrilete e colunas d´água; • Isométricos das áreas com água; • Legenda, recomendações e notas; • Tabela de conversão de diâmetros; • Tubulação de água quente; • Projeto de Energia solar; • Válvula de descarga ou caixa acoplada; • Tubulações para a piscina; • Solução para aviso de falta d’ água; • Dimensionamento das tubulações. 3.1.3 - Dos inconvenientes de se ter reserva d´água em excesso dentro da propriedade: a - Grande estrutura para armazenagem; b - Perigo de poluição das águas paradas; c - Necessidade de recalque das águas; d - Manutenção do(s) reservatório(s). 3.1.4 - Atenção especial para: • O aquecimento solar; • A filtragem da água, na entrada da edificação; • O alerta de falta d´água na rede pública da Concessionária: • O escoamento d´água pelo extravasor (ladrão); • A pressão nos pontos de consumo; • A manutenção do(s) reservatório(s).
  29. 29. 37 Aula 4 Anotações da aula
  30. 30. Aula 4 38 Para descargas nos vasos sanitários temos duas soluções: Caixa acoplada e válvula de descarga. Qual das soluções você adotaria para sua residência? Justifique. QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA
  31. 31. 5 aula
  32. 32. 41 Aula 5 5.ª Aula - Teórica: Identificação e análise dos diferentes projetos necessários numa construção. 1 - Arquitetura (2ª aula) 2 - Estrutura (3ª aula) 3 - Instalações: 3.1 - Água potável (4ª aula) 3.2 - Esgoto Sanitário e Águas Pluviais; (veremos nesta aula) 3.3 - Eletricidade e Tubulação para telefone fixo; 3.4 - Outros Projetos. 3 - Projetos de Instalações: 3.2. - Esgoto Sanitário (ou Instalações para captação das águas servidas) e Instalações para captação das Águas Pluviais; • Nas regiões urbanas, bairros, loteamentos e ou quadras, em que há sistema público de captação das águas servidas, - rede pública coletora de esgotos - cada edificação deverá ter suas canalizações e caixas de inspeção (C I) interligadas e terminando numa última caixa de inspeção que estará ligada à rede pública da Concessionária. • A Concessionária é que faz a ligação final entre a última CI e a Rede coletora pública; no canteiro de obras deixa-se tudo preparado, vala aberta entre a últi- ma CI e a rede coletora pública; requer-se a ligação; vem a equipe especializada da Concessionária e faz a ligação definitiva. • No caso de não haver rede pública de coleta, as águas servidas serão des- carregadas numa fossa séptica; nesta fossa séptica haverá um processo de fermentação, decomposição da matéria orgânica - fezes - e na seqüência do processo as águas são despejadas num sumidouro dentro do próprio lote. A fossa séptica é dimensionada para atendimento diretamente proporcional a quantidade de moradores da residência. 3.2.1 - Os projetos de tubulação para captação das águas servidas (Esgoto Sanitário) e da captação das Águas Pluviais para uma residência devem conter as seguintes informações:
  33. 33. Aula 5 42 Esgoto Sanitário (Instalações para captação das águas servidas na edificação): • Plantas de situação e locação; • Ligação com a rede da concessionária de esgoto; caso não exista no local, verificar posição da futura rede que atenderá a região e orientar a colocação da fossa séptica de modo a facilitar, na época oportuna, a futura ligação. • Plantas baixas da edificação; • Especificação, Legenda e notas; • Tubulação e direção do esgoto primário; • Tubulação e direção do esgoto secundário; • Conduto de ventilação; • Tubo de queda; • Caixas de inspeção; • Caixas de gordura; • Caixas sifonadas (caixas de sabão); • Ralos sifonados e Ralos secos; • Fossa séptica e Sumidouro (se for o caso); • Diâmetros das tubulações de esgoto; • Detalhes dos banheiros do pavimento superior. Águas Pluviais (Instalações para captação e escoamento das águas de chuva) • Tubulação e direção das águas pluviais; • Caixas de areia; • Diâmetro das tubulações de Águas Pluviais; • Destino das águas pluviais.
  34. 34. 43 Aula 5 Anotações da aula
  35. 35. Aula 5 44 - os vasos sanitários no térreo, devem ter tubulações indi- vidualizadas; um tubo para cada vaso e um tubo para cada caixa sifonada, interligando-os diretamente à caixa de ins- peção mais próxima. - os vasos sanitários nos pavimentos superiores, podem ter as tubulações interligadas na horizontal e conectadas num único tubo de queda até a caixa de inspeção no térreo. Se o material a esgotar é o mesmo, como justificar a dife- rença entre as recomendações técnicas acima? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Em discussão Recomenda-se tecnicamente que:
  36. 36. 6 aula
  37. 37. 47 Aula 6 6.ª Aula Teórica: Elétrica Identificação e análise de projetos necessários numa construção. 3 – Instalações 3.1 - Água Potável (4ª aula); 3.2 - Esgoto Sanitário (5ª aula); 3.3 – Eletricidade e telefone (veremos nesta aula); 3.4 – Outros Projetos. 3 - Projetos de Instalações 3.3 - Eletricidade e telefone. 3.3.1 - Instalações de eletricidade • Usinas hidroelétricas e ou termoelétricas, linhas de transmissão, subestações abaixadoras, linhas de distribuição primária e subesta- ções nas quadras, em postes e no interior dos lotes das indústrias e dos grandes consumidores, todo esse sistema faz com que a ener- gia possa ser distribuída, e permitem, em tensões mais reduzidas, a utilização nos prédios, nas residências, nas oficinas, indústrias, laboratórios etc. • A utilização é a última etapa do sistema elétrico onde a energia é transformada, pelos equipamentos de utilização, em energia mecâ- nica, térmica, luminosa, etc. • NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, lançada em 1.980, revisada pela segunda vez em 1.997, é a Norma da ABNT que trata da distribuição de energia de baixa tensão ou energia secun- dária; O projeto de eletricidade para uma residência deve conter as seguintes informações: • Plantas de situação e locação; • Plantas baixas da edificação; • Quadro de Medição; • QL(s) quadro(s) de distribuição (luz e força); • Esquemas unifilares de cada QL; • Lista ou quadro de cargas; • Cálculo da demanda; • Entrada de energia, PC; • Tubulação passando pelo piso;
  38. 38. Aula 6 48 • Tubulação passando em parede e teto; • Legenda; • Circuitos, sancas; • Pontos de luz, tomadas, interruptores; • Proteção: Contra surto de tensão; contra contatos diretos e indiretos; • Dispositivo diferencial de retorno (DDR). 3.3.2 - Instalações para telefone O projeto de tubulação de telefone para uma residência deve conter as seguintes informações: • Plantas de situação e locação; • Plantas baixas da edificação; • Entrada da concessionária; • Detalhe da entrada; • Tubulação passando pelo piso; • Tubulação passando por paredes e pelo teto; • Detalhes das caixas de saídas. 3.4 – Outros projetos: Não obrigatórios, ou exigíveis pela Administração Pública, porém de interesse do proprietário do imóvel em valorizar seu patrimônio ou seu produto de venda. 3.4.1 - Aquecimento solar; 3.4.2 - Alarme; 3.4.3 - Interfone; 3.4.4 - Rede de lógica e TV a cabo; 3.4.5 - Decoração; 3.4.6 - Paisagismo; 3.4.7 - Para-raios; 3.4.8 – CFTV, circuito fechado de TV.
  39. 39. 49 Aula 6 Anotações da aula
  40. 40. Aula 6 50 Na planta baixa apresentada, fazer as indicações e para: a - tomadas de energia para aparelhos domésticos; b - interruptor simples; c – interruptor “tree way”; d - tomadas para telefone; QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Para pensar... ... solucionar e anotar:
  41. 41. 7 aula
  42. 42. 53 Aula 7 7ª Aula Teórica Etapas de uma construção - Residência Parte Inicial Apresentação e identificação das etapas de execução de uma construção, desde as providências iniciais, utilização de cada tipo de mão de obra especializada, suas respectivas ferramentas e equipamentos, e a aplicação de cada material. • De posse do Alvará de Construção, fazer requerimento, junto à Adminis- tração, para demarcação do lote; • Encaminhar, para aprovação o projeto do canteiro de obras; Obs.: Quando se tratar de construções em terrenos mais afastados, ou terreno de grande área em relação à construção, solicitar dispen- sa do tapume. • Limpeza do terreno, movimento de terra e instalação do canteiro de obras, com construção de barraco (alvenaria ou madeira) contendo pequeno es- critório, depósito para guarda de cimento e ferramentas; providenciar li- gação provisória de energia elétrica e água potável; • Instalar wc, chuveiro e apoio de cozinha; • Execução do gaba- rito para marcação da obra; • Marcação da obra; verificar se será ne- cessária marcação com o uso de ins- trumentos topográ- ficos ou se será fei- to manualmente; • Locação,seguidadas escavações, para as fundações (estacas, tubulões, sapatas diretas), etc.;
  43. 43. Aula 7 54 • Cálculo aproximado do vo- lume do concreto a ser apli- cado na obra toda, tomada de preços junto aos fornecedores, negociação para fornecimento do concreto usinado e bombea- do para todas as fases da obra, condições de pagamento, pra- zos, equipe fornecida pela usina de concreto, equipe própria da obra, anotar nome e telefone de cada contato e endereço da usina de concreto, decidir pelo fornecedor, e já encomendar o concreto para execução das fundações (concretagem das estacas, ou dos tubulões etc.); • Na bancada de armação fazer chegar as barras de ferros; os armado- res iniciam o corte dos ferros das estacas, dos blocos e cintas, arma- ção dos pilares do tér- reo, e da escada, se houver; • Na carpintaria, os carpinteiros vão preparando as fôrmas para os blocos e para as cintas baldrames; • O RT confere os furos, os diâ- metros, a profundidade, o prumo e determina a cota de arrasamento das fundações; • O RT libera para a concretagem das fundações (primeira etapa de concretagem); • Calcular o volume do concreto a ser aplicado nas fundações, ligar para o fornecedor já escolhido an- teriormente e encomendar o concreto em volu- me e especificações corretos para execução das fundações (concretagem das estacas, ou dos tu-
  44. 44. 55 Aula 7 bulões etc.), ou fazer o concreto na obra, no caso de Estacas Strauss, ou semelhantes; • Abertura das valas, quando for o caso, para colocar as fôrmas dos blocos e das vigas baldrames (cintas bal- drames); • Carpinteiros preparam (batem) as fôrmas dos pilares e das vigas do teto do pavimento tér- reo; • Os armadores colocam as armaçôes (gaiolas) nos blocos e as respectivas armações nas formas das vigas baldrames; • Prever com antecedência o aluguel de no mínimo dois vibradores (um será reserva) para serem utiliza- dos nas fases de concretagens; • O RT da obra confere as armações dentro das formas e libera a concre- tagem dos blocos e das vigas baldrames (cintas baldrames); • O concretagem deve ser sempre programada para o inicio da manhã; • Concluída a concretagem dos baldrames, no dia seguinte os carpinteiros aprumam as fôr- mas dos pilares do térreo. Prever acesso de vi- sita à base dos pilares;
  45. 45. Aula 7 56 • Após 48 horas da conclusão da c o n c r e t a g e m proceder a des- forma dos blo- cos e das vigas baldrames; • Impermeabilizar as vigas baldrames com capa de argamassa requadrada, nivelada na face superior; adi- cionar à argamassa o produto Sika 1 ou si- milar (impermeabili- zante); • Aplicar pintura de Igol, Neutrol ou outro impermeabi- lizante similar sobre o capeamento de argamassa das vigas baldrames; • Aterrar compactando bem, em camadas de 30 cm, as áreas entre as vigas bal- drames; • Preparar e iniciar es- coramento (carpintei- ros) para formas das vigas e formas das la- jes do teto do térreo;
  46. 46. 57 Aula 7 • Os carpinteiros colocam as formas das vigas e forma das lajes do teto do térreo; • Sobre o assoalho (forma das lajes), o instalador de elétrica inicia a mar- cação dos pontos de luz, colocação das caixas de fundo móvel e prever passagens para as tubulações de telefone, lógica, som, alarme, interfone, CFTV; • O instalador de hidráulica marca os pontos de passagens das colunas de água potável e dos tubos de queda de esgoto e águas pluviais, na forma da laje teto do térreo; Obs.: Em vigas e pilares é terminantemente proibido deixar pas- sagens para água potável, esgoto sanitário e águas pluviais, salvo no caso de vigas, quando já estiverem detalhadamente previstas e indicadas no projeto da estrutura; • Os armadores colocam as ar- mações nas fôrmas dos respec- tivos pilares e continuam pre- parando as armações das vigas e das lajes do teto do térreo; • O RT pela obra confere as armações de cada pilar, veri- fica as bases dos pilares (pela janela de visita deixada junto à base), providenciando retirada de pontas de pau, retalhos de madeira, serragens, etc.; fechar as visitas (tampas das fôrmas) nas bases dos pilares; • Conferir e liberar para concretagem os pilares; calcular volume necessário para a concretagem de todos os pilares conferidos; solicitar concreto usina- do e bombeado, nas especificações indicadas pelo cálculo estrutural; e con- cretar os pilares até altura do fundo da forma das vigas teto do térreo; • Preparar uma área aterrada entre os baldrames, (área não prevista para passagem de rede de esgoto), para receber eventuais sobras de con- creto usinado;
  47. 47. Aula 7 58 • Depois da concretagem dos pilares, os armadores colocam as armações das vigas teto do térreo; • Na seqüência, os armadores colocam a armação positiva das lajes teto do térreo e da escada, se houver; • Os carpinteiros preparam, na bancada, as formas dos pilares do pavi- mento superior; • O Eletricista coloca as tubulações de eletricidade ligando as caixas de fundo móvel; • Armadores colocam armação negativa das lajes e negativa da escada, se houver; • Deixar as passagens, nas lajes, para os tubos de queda e ventilação de esgoto e tubos de escoamento das águas pluviais; • Na carpintaria providenciar as guias que garantirão uniformidade na es- pessura da laje por ocasião da respectiva concretagem; • Preparar os dois vibradores (alugados), verificando funcionamento nor- mal, mangotes, parte elétrica, comprimento e recobrimento do cabo elé- trico, etc.; • Conferir e liberar para concretagem as vigas e as lajes do teto do térreo e da escada; calcular volume necessário para esta concretagem; solici- tar concreto usinado a ser lançado com bomba; observar no pedido do concreto as especificações indicadas pelo cálculo estrutural; e concretar iniciando pela manhã; • Manter as lajes e vigas molhadas, nas primeiras horas, após a concreta- gem;
  48. 48. 59 Aula 7 Anotações da aula
  49. 49. Aula 7 60 Identificar numa obra: Os ferros, As armações, As ferragens, Os metais, As louças. QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA
  50. 50. 8 aula
  51. 51. 63 Aula 8 8ª Aula - Teórica: Etapas de uma construção - Residência Continuação • Concluída a concretagem da laje teto do térreo, no dia seguinte, os car- pinteiros aprumam as fôrmas dos pilares do pavimento superior; prever visita à base dos pilares; • Armadores, na bancada, continuam armando pilares, vigas do pavimento superior e preparam os ferros positivos e negativos da(s) laje(s) teto do pavimento superior; • Selecionar fornecedor de tijolos 8 ou 12 furos, fazer cálculo da quantidade de tijolos, em milheiros, a ser aplicada na obra; encomendar os tijolos para serem entregues num prazo ou data de interesse da obra; • Adquirir também tijolos maciços para as primeiras fiadas das alvenarias que receberão rodapés de madeira, aperto das alvenarias e execução de futuras caixas de inspeção e areia; • Preparar e iniciar escoramento (carpinteiros) para formas das vigas e for- mas das lajes do teto do pavimento superior; • Os carpinteiros colocam as formas das vigas e forma das lajes do teto do pavimento superior; • Sobre o assoalho (forma das lajes), o instalador de elétrica inicia a mar- cação dos pontos de luz, colocação das caixas de fundo móvel e prever passagens para as tubulações de telefone, lógica, som, alarme, interfone, CFTV; • O instalador de hidráulica marca os pontos de passagens das colunas de água potável e dos tubos de ventilação dos esgotos e tubos das águas pluviais, na forma da laje teto do pavimento superior; Obs.: É bom lembrar novamente que em: vigas e pilares é terminante- mente proibido deixar passagens para água potável, esgoto sanitário e águas pluviais, salvo no caso de vigas, quando já estiverem detalha- damente previstas e indicadas no projeto da estrutura; • Os armadores colocam as armações nas fôrmas dos respectivos pilares do pavimento superior;
  52. 52. Aula 8 64 • O RT pela obra confere as armações de cada pilar, verifica as bases dos pi- lares (pela janela de visita deixada junto à base), providenciando retirada de pontas de pau, retalhos de madeira, serragens, etc.; fechar as visitas nas bases dos pilares; • Conferir e liberar para concretagem os pilares; calcular volume necessário para a concretagem de todos os pilares do segundo pavimento; solicitar concreto usinado e bombeado, nas especificações indicadas pelo cálculo estrutural; e concretar os pilares até altura do fundo da forma das vigas teto do pavimento superior; • Depois da concretagem dos pilares, os armadores colocam as armações das vigas teto do pavimento superior; • Na seqüência, os armadores colocam a armação positiva das lajes teto do pavimento superior; • O Eletricista coloca as tubulações de eletricidade ligando as caixas de fun- do móvel; • Armadores colocam armação negativa das lajes; • Deixar as passagens, nas lajes, para os tubos de ventilação de esgoto e tubos para escoamento das águas pluviais; • Deixar a previsão do alçapão (mínimo 60 x 60 cm) de acesso sob o telhado; • Na carpintaria providenciar as guias que garantirão uniformidade na es- pessura da laje teto do segundo pavimento, por ocasião da respectiva concretagem; • Preparar e testar os dois vibradores (alugados), verificando funcionamen- to normal, mangotes, parte elétrica, comprimento e recobrimento do cabo elétrico, etc.; • Conferir e liberar para concretagem as vigas e as lajes do teto do pavi- mento superior calcular volume necessário para esta concretagem; soli- citar concreto usinado a ser lançado com bomba; observar no pedido do concreto as especificações indicadas pelo cálculo estrutural; e concretar iniciando pela manhã; • Manter as lajes e vigas molhadas, nas primeiras horas, após a concretagem; • Definição da compra do madeiramento do telhado, das telhas e contrata- ção da mão de obra; • Definição do tipo, fornecedor e compra do sistema de aquecimento solar;
  53. 53. 65 Aula 8 • Definição do tipo e aquisição dos reservatórios d´água potável e das tu- bulações do barrilete; • Eletricista instalador coloca tubulações de eletricidade ligando as caixas de fundo móvel, tubulações de telefone, alarme, lógica; • Segue colocação dos ferros negativos das lajes teto do pavimento superior; • Na carpintaria providenciar as novas guias que garantirão uniformidade na espessura da laje por ocasião da concretagem; Obs.: As guias usadas na laje anterior provavelmente não servirão, as lajes teto do pavimento superior deverão ter espessura menor que as do teto do térreo; • Preparar os vibradores verificando funcionamento, mangotes, parte elétri- ca, comprimento de cabo elétrico evitar fios danificados; • Após a concretagem inicia-se a execução da estrutura do telhado com o preparo das tesouras; • Subir os reservatórios d´água, os aquecedores e tubulações para o barri- lete depositando-os sobre a laje; • Colocação das terças, caibros e ripas da estrutura do telhado. Não esque- cer do ripão nas bordas dos beirais; • Desformar as vigas e laje(s) teto do térreo, com reposição do escoramento com distâncias mais espaçadas; execução da estrutura do telhado, com marcação e preparo das tesouras; • Início das alvenarias no pavimento térreo, fazendo na base algumas (3 a 4) fiadas de tijolos maciços, especialmente para os ambientes onde estiver es- pecificado rodapé de madeira; prever vergas sobre as portas e sobre e sob as janelas;
  54. 54. Aula 8 66 Anotações da aula
  55. 55. 67 Aula 8 Execução das alvenarias (pa- redes) em blocos de concreto ou de tijolos cerâmicos? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Marcação de nossa aula prática, em canteiro de obras, no próximo sábado.
  56. 56. 9 aula
  57. 57. 71 Aula 9 9ª Aula - Teórica Etapas de uma construção - Residência Parte Final • Verificar a impermeabilização dos baldrames e iniciar as alvenarias do tér- reo, com as 3 ou 4 primeiras fiadas em tijolos maciços, especialmente nos ambientes que receberão rodapés de madeira; • Colocação das tesouras, terças, caibros e ripas da estrutura do telhado; colocar ripão nas bordas dos beirais; • Fazer o barrilete, as colunas d’água, ligações dos reservatórios de água fria e quente, ladrão (extravasor) e limpeza; • Colocação das telhas e emboçamento (arremates dos espigões, beirais, e rincões); • A conclusão da cumeeira caracteriza término de serviços para os operários que executaram a parte inicial da construção, é também época de início de outra fase, a fase dos acabamentos, com novos profissionais que per- manecerão até o final da obra; concluída a cobertura da casa, é tradição, o proprietário oferecer aos operários e amigos a festa do churrasco da cumeeira, no fim da semana, improvisando-se um local para assar a car- ne, servir os refrigerantes e demais complementos (evitar álcool); • Iniciar retirada do escoramento do teto do térreo após o período de cura inicial da laje teto do pavimento superior; • Executar em caráter definitivo a tubulação de entrada d´água da concessio- nária, tubulação da entrada de energia elétrica, e tubulação de telefone; • Execução do contrapiso nos ambientes do térreo que não receberão redes de esgoto; • Início das alvenarias do pavimento superior; prever vergas sobre os vãos das futuras portas e sobre e sob os vãos das futuras janelas; • Fazer tomadas de preços das esquadrias junto aos serralheiros e marce- neiros (usar os detalhes elaborados pelo arquiteto autor do projeto); fazer na tomada de preços, constar que todas as esquadrias metálicas serão guarnecidas com chapa de requadração;
  58. 58. Aula 9 72 • Decidir pela proposta mais conveniente, não forçosamente a de menor custo, e encomendar os serviços; exigir do serralheiro e também do mar- ceneiro, (fazer constar cláusula no contrato) que é da responsabilidade deles, a verificação de medidas exatas na obra, antes de iniciar o proces- so de fabricação das esquadrias, evitando-se com isso ajustes, reajustes, quebra de paredes, etc. (observar que cada esquadria deve atender às exigências relativas ao respectivo ambiente que serve); • Decorrido o prazo da cura do concreto proceder a retirada total do escora- mento da laje do pavimento superior; • Fazer chegar ao canteiro, o material de revestimento das paredes dos ba- nheiros, lavabos, cozinha e área de serviços; • Registrar, em cada ambiente, os respectivos níveis dos pisos acabados; • Estudar a paginação definitiva dos pisos e paredes em função das ca- racterísticas dos respectivos materiais de revestimento efetivamente adquiridos e já estocado no canteiro de obras; determinar tipo de so- leiras e rodapés; • Marcação das posições das louças nos banheiros, lavabos, área de serviço, etc., utilizando como referencial a paginação definitiva para cada ambiente; • Determinar e ajustar dimensões exatas internas, de cada ambiente, em função da paginação definitiva, para os pisos e paredes; • Marcação e execução das redes de distribuição de água fria e de água quente, em função do revestimento das paredes; • Os registros e torneiras de água quente devem ficar à esquerda, os de água fria à direita; • Distribuição das tubulações de eletricidade, telefone, marcação das toma- das, interruptores, caixas de passagens e quadros de luz; • Dar carga de trabalho e testar as redes de distribuição de água fria e quente; • Fechamento dos rasgos que contém as passagens das tubulações; não es- quecer do isolamento térmico envolvendo toda a rede de água quente; evi- tar aproximação (contato) da tubulação de água quente com a água fria; • Colocação dos contramarcos, se foi previsto no detalhamento, ou dos marcos;
  59. 59. 73 Aula 9 • Assentamento das esquadrias (quando metálicas de ferro, protege-las com pintura contra oxidação); • Chapisco nas faces das alvenarias pilares e vigas, interna e externamente; • Colocação da massa de revestimento (emboço) nas paredes interna e exter- namente; emboço sarrafeado para receber revestimento de cerâmica, azule- jos, etc., ou emboço desempenado e camurçado para receber pintura; • Definido o tipo de vidro para cada esquadria, solicitar orçamentos, decidir pela melhor proposta e encomendar; a espessura do vidro é função do semi-perímetro do vão; • Determinar os pontos dos vasos, das caixas sifonadas, ralos, banheira, em função da paginação do piso e paredes; fazer os respectivos ramais de descarga e de esgoto de cada banheiro; • O eletricista executa a fiação, coloca os fios dos diversos circuitos pelas tubulações, caixas de fundo móvel, caixas dos interruptores e tomadas, complementa com os quadros de distribuição de luz; • Execução dos serviços de gesso, em placa ou acartonado, forro falso, san- cas, requadros, etc.; • Decidir qual será o empreiteiro de pintura; fazer contrato; Iniciar com primeiras demãos nos caixilhos de ferro para receber o vidro; • Entrar com a pintura do pavimento superior; lixar as superfícies das pa- redes e selar (o trabalho será de cima para baixo); internamente aplicar massa acrílica ou pva e as primeiras demãos de tinta; • Procurar concluir os serviços de acabamentos por fora, nas fachadas, in- clusive pintura, arremates dos beirais, para liberar os andaimes dos es- paços externos; • Executar as redes de esgoto e de águas pluviais, caixas de inspeção, caixas de areia, de gordura, caixas sifonadas, fossa séptica e sumidouro (quando for o caso); • Gradil, muros ou cercas vivas nas divisas; desmanchar barracos da obra, movimento de terra, retirada de entulhos, implantação do paisagismo; • Pavimentação dos pisos dos banheiros do pavimento superior; Colocação das louças e acessórios nos banheiros; preparar os quartos e outros am- bientes para pintura. Aplicar massa acrílica e primeiras demãos de tinta, colocação dos pisos e demão final de pintura nas paredes;
  60. 60. Aula 9 74 • Requerer vistorias e ligações definitivas de energia elétrica, água potá- vel, esgoto sanitário; Requerer a carta de HABITE-SE, junto a Adminis- tração Regional; • Limpeza final internamente; manter a casa fechada e estabelecer controle de chaves; limpeza externa; • Requerer baixa da obra no INSS e requerer a CND - Certidão Negativa de Débitos no INSS; • Com a carta de HABITE-SE, efetuar o registro da obra concluída no Cartó- rio de Imóveis, e obter a certidão constando a nova construção no local, as dependências, e área total construída.
  61. 61. 75 Aula 9 Anotações da aula
  62. 62. Aula 9 76 Pisos dos banheiros em nível ou com quedas para os ralos? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. Em discussão :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Marcação de nossa aula prática, em canteiro de obras, no próximo sábado.
  63. 63. 10 aula
  64. 64. 79 Aula 10 10ª Aula Teórica: Modelo básico para um pré-orçamento - material e mão de obra - de uma resi- dência, tendo como base o Projeto Legal. Item Serviços unid. 1 Projetos e administração verba 2 Inst. Canteiro verba 3 Mov. de terra m3 4 Fundações m3 5 Estrutura m3 6 Alvenaria m2 7 Revestimento m2 8 Pavimentação m2 9 Peitorís, Rodapés e Soleiras m1/pç 10 Esquadrias m2 11 Ferragens verba 12 Vidros m2 13 Inst.em Geral verba 14 Aparelhos e metais pçs 15 Cobertura m2 16 Pintura m2 17 Elementos Decorativos verba 18 Limpeza verba 19 Ligações externas verba 1 – Projetos verba A estimativa para custo dos projetos de uma residência entre 400 e 500 m2, pode ser baseada diretamente sobre o valor Ci, (material + mão de obra + encargos), observadas as taxas abaixo para cada serviços específico: 1.1 - Estudos Preliminares ................... 1,00% 1.2 - Anteprojeto/Especificações ........... 1,00% 1.3 - Proj. Arq. Legal (aprovação) ......... 1,50% 1.4 - Detalhes executivos .................... 1,50% 1.5 - Cálculo estrutural ....................... 1,50% 1.6 - Projetos de. Instalações .............. 1,50% 1.7 - Orçamento ................................ 0,50% Soma ....................................... 8,50%
  65. 65. Aula 10 80 A estimativa para custo da Administração (o que se paga ao RT pela adminis- tração da obra) pode ser baseada diretamente sobre o valor Ci, (material + mão de obra + encargos), observadas as taxas abaixo para cada modalidade de serviço de Responsabilidade Técnica e administração da obra: a - RT e Administração técnica da obra, sem compra de material, confecção de folha e pagamentos ......................... 4,00% b - RT e Administração técnica da obra e do canteiro com compra de material confecção de folha de pagamento ... 10,00 a 12,00% Obs.: As percentagens acima variam de forma inversamente propor- cionais aos tamanhos e tipo de construção. 2 - Instalação do Canteiro verba 2.1 - limpeza do terreno 2.2 - demolições 2.3 - tapumes 2.4 - instalações provisórias 2.5 - ensaios diversos Serviços gerais: 2.6 - despesas legais 2.7 - despesas gerais 2.8 - administração e fiscalização 2.9 - vigilância ... 2.10 - ... 3 - Movimento de terra m3 3.1 - locação da obra 3.2 - escavações 3.3 - aterros - reaterros 3.4 - drenagem 3.5 - ... 3.6 - ...
  66. 66. 81 Aula 10 4 - Fundações m3 4.1 - sondagens verba 4.2 - estaqueamento 4.3 - tubulões 4.4 - alvenaria de pedra sêca 4.5 - pedra argamassada 4.6 - blocos de concreto ciclópico 4.7 - blocos armados 4.8 - ... 4.9 - ... 5 - Estrutura m3 5.1 - concreto m3 5.2 - ôrmas m2 5.3 - ferros kg 5.4 - lajotas unid 5.5 - escoramento ... 5.6 - ... 5.7 - ... 10 – Esquadrias m2 10.1 - de madeira 10.1.1 - portas 10.12 - armários 10.2 - de ferro 10.2.1 - portas 10.2.2 - caixilhos 10.2.3 - ...
  67. 67. Aula 10 82 11 - Ferragens verba 11.1 - p/ as esquadrias de ferro 11.2 - p/ as portas 11.3 - p/ os armários 11.4 - ... 12 – Vidros m2 12.1 – Espessura 3 mm 12.2 – Espessura 4 mm 12.3 - Fantasia 12.4 – Temperado 12.5 - Laminado 13 - Instalações em geral verba 13.1 - Elétrica / telefone 13.1.1 - eletrodutos 13.1.2 - fios 13.1.3 - quadros 13.1.4 - tomadas 13.1.5 - interruptores 13.1.6 - ponto completo 13.1.7 - ... 13.1.8 - ... 13.2 - Hidraulica água/esgoto/AP 13.2.1 - tês, curvas, cotovelos, 13.2.2 - tubos de PVC cola 40 mm 13.2.3 - tubos de PVC cola 50 mm 13.2.4 - tubos de PVC 75 mm 13.2.5 - tubos de PVC 100 mm 13.2.6 - caixa sifonada 13.2.7 - ralo seco 13.2.8 - ... 13.2.9 - ...
  68. 68. 83 Aula 10 14 - Aparelhos/louças e metais pçs 14.1 - vasos 14.2 - lavatórios 14.3 - banheira 14.4 - pia de cozinha 14.5 - bancada de granito 14.6 - filtro 14.7 - sifões 14.8 - válvulas 14.9 - aparelhos misturadores 14.10 - torneiras 14.11 - ducha higiênica 14.12 - registro de gaveta c/acab. 14.13 - registros de pressão 14.14 - saboneteiras 14.15 - papeleira 14.16 - cabides 14.17 - porta-toalhas 14.18 - ... 14.19 - ... 15 - Cobertura 15.1 - telhado (m2) 15.2 - impermeabilização (m2) 15.3 - calhas (m1) 14.4 - rufos (m1) 14.5 - ... 14.6 - ... 16 – Pintura m2 16.1 - acrílica sobre massa (m2) 16.2 - acrílica (m2) 16.3 - esmalte sintético fosco (m2) 16.4 - ... 16.5 - ...
  69. 69. Aula 10 84 17 – Elementos decorativos 17.1 - sancas de gesso (m2) 17.2 – vitral (m2) 17.3 – escultura pç 17.4 – paisagismo verba 17.5 - ... 17.6 - ... 19 - Ligações externas verba 19.1 – Elétrica (verba) 19.2 - Água potável (verba) 19.3 - Esgoto sanitário (verba) 19.4 - Telefone (verba) 19.5 - ... 19.6 - ...
  70. 70. 85 Aula 10 Resumo geral 1 – Projetos ............................................................. R$ ,00 2 - Inst. Canteiro ...................................................... R$ ,00 3 - Mov. de terra ...................................................... R$ ,00 4 – Fundações .......................................................... R$ ,00 5 – Estrutura ............................................................ R$ ,00 6 – Alvenaria ............................................................ R$ ,00 7 – Revestimento ...................................................... R$ ,00 8 – Pavimentação ...................................................... R$ ,00 9 - Peitorís, Rodapés e Soleiras ................................... R$ ,00 10 – Esquadrias .......................................................... R$ ,00 11 – Ferragens ........................................................... R$ ,00 12 – Vidros ................................................................ R$ ,00 13 - Inst.em Geral ...................................................... R$ ,00 14 - Aparelhos, louças e metais .................................... R$ ,00 15 – Cobertura ........................................................... R$ ,00 16 – Pintura ............................................................... R$ ,00 17 - Elem. Decorativos ............................................... R$ ,00 18 – Limpeza ............................................................. R$ ,00 19 - Ligações externas ................................................ R$ ,00 Soma 1 a 19 ................................................................ R$ ,00 20 – Eventuais .............................................. ( %) R$ ,00 21 – Impostos .............................................. ( %) R$ ,00 22 – Seguros ................................................ ( %) R$ ,00 23 – Administração ....................................... ( %) R$ ,00 24 - Valor total da obra .................................. (100%) R$ ,00 Data ______/______/______
  71. 71. Aula 10 86 Anotações da aula
  72. 72. 87 Aula 10 Soleiras, Rodapés e Peitorís, São necessários ou é questão de moda? Rodapés nos banheiros podem ser dispensados? Para que servem? QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Em discussão Pensar, Pensar... ...defenda sua opção:
  73. 73. 11 aula
  74. 74. 91 Aula 11 VT = V1 + V2 + V3 V3 =∏R2 -2 x h3 R1 + R2 = R3 2 V2 =∏R3 2 x h2 V1 =∏R1 2 x h1 11ª Aula Teórica Das previsões e das provisões dos materiais de construção numa obra (residên- cia unifamiliar) Estimativa do consumo dos materiais. 1 - Projetos 2 - Inst. Canteiro 3 - Mov. de terra 4 - Fundações: 4.1 – Escavações (m1 da profundidade ou volume em m3); 4.2 – Concreto (m3): 4.2.1 - tubulões; 4.2.2 - estacas; 4.3 – Ferros (kg); 4.4 - MO escavação; 4.5 - MO lançamento do concreto. TUBALÃOESTACA Ve =∏R2 x he R R2 R1 V3 V2 V1 V2 V1 h3h2h1h2h1
  75. 75. Aula 11 92 5 - Estrutura: 5.1 – Formas (m2): 5.1.1 – formas p/ blocos e baldrames; 5.1.2 – formas p/ pilares do(s) pavimento(s); 5.1.3 – formas p/ vigas do(s) pavimento(s); 5.1.4 - forma(s) p/ a(s) laje(s) do(s) pavimento(s); 5.1.5 – MO carpinteiro; 5.2 - Concreto (m3): 5.2.1 - concreto p/ blocos e baldrames; 5.2.2 - concreto p/ pilares e vigas do(s) pavimento(s); 5.2.3 - concreto para a(s) laje(s) do(s) pavimento(s); 5.2.4 - MO lançamento do concreto; 5.3 - Ferros (kg): 5.3.1 - Ferros para a estrutura; 5.3.2 - MO armadores; Vb = a.b.c Vc = e.f.g Vp = g.i.h e f d g h i
  76. 76. 93 Aula 11 L1 VL = a.b.e L2 L3 L4 a b e=0,10 Vv = a.c.d a d c
  77. 77. Aula 11 94 6 - Alvenaria: 6.1 - Paredes de 15; 6.2 - Paredes de 25; CÁLCULO DE TIJOLOS – PÉ DIREITO 2,80m Sp ={(a+a+a+a/3) + (b+b+b+b+b/2)}x2,80 Sp =área de parede em toda a construção No em m2 de parede x 25 = quantidade de tijolos Obs.: 1 – Tijolo de 8 furos: 10x20x20cm Calcular 25 tijolos por m2 2 – Em paredes duplas calcula-se 50 tijolos/m2 7 - Revestimentos: 7.1 - internos; 1 2 3 4 5 6 7 8 1/2b 1/3a a b b a 1515 1515
  78. 78. 95 Aula 11 P = semi-perímetro = a+b 2p = perímetro = 2p ou 2(a+b) Área do piso = a.b Área do teto = a.b Área de revestimento de parede 2p x 2,80 = 2(a+b).2,80 Comprimento de rodapé = 2p Área de chapisco = AC Volume de argamassa de revestimento AR x 0,025m = VR 7.2 - externos; Planifique as fechadas e calcule: Sf = a.b Sg = a.b 2 2 St =exh Área de chapisco Sch =St +Sf +Sg Revestimento SRV =Sch Volume de massa = SRV x 0,025 8 - Pavimentação: 8.1 - Áreas internas; 8.2 - Áreas externas; f e g h b a 1515 1515
  79. 79. Aula 11 96 P = semi-perímetro = a+b 2p = perímetro = 2p ou 2(a+b) Área do piso = a.b = AP Área do contrapiso = AC Volume de contrapiso = AC x 0,08 = VC Argamassa de regularização VRG = AP x 0,03
  80. 80. 97 Aula 11 Anotações da aula
  81. 81. Aula 11 98 Esquadrias, assunto tam- bém muito sério numa construção. QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. Em discussão :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA Marcação de nossa aula prática, em canteiro de obras, no próximo sábado.
  82. 82. 12 aula
  83. 83. 101 Aula 12 12ª Aula Teórica: Planejamento e custos de uma residência; Formas de se contratar serviços de construção. a - Contrato de empreitada por preço global, fixo, irreajustavel; b - Contrato de empreitada por preço global, reajustavel por índices oficiais; c - Contrato por Administração; estabelecendo-se percentual sobre os valores despendidos na compra do material, nos pagamen- tos da mão de obra e dos encargos sociais, durante cada mês de construção; Características do contrato de empreitada por preço global, fixo irreajustável: Vantagens: - certeza do preço final; - simplifica, para o proprietário, o envolvimento com a compra de materiais; - simplifica, para o proprietário, o envolvimento com o pagamento de mão de obra. Vícios: - tendência à baixa de qualidade dos materiais; - tendência à baixa de qualidade da mão de obra; - tendência à baixa de qualidade, do ponto de vista técnico, dos serviços a serem executados. Características do contrato de empreitada por preço global, reajustável por índices: Vantagens: - os valores ajustados são isentos de expectativa de aumentos futuros; - os trabalhos desenvolvem normalmente, sem açodamento diante da infla- ção monetária; - certeza de que o preço final da obra, será reajustado de acordo com os índices oficiais; - Vícios do contrato de empreitada por preço global, reajustável por índices. Vícios: - tendência à baixa de qualidade dos materiais; - tendência à baixa de qualidade da mão de obra; - tendência à baixa de qualidade, do ponto de vista técnico, dos serviços a serem executados.
  84. 84. Aula 12 102 Características do contrato por Administração: Vantagens: - Remuneração justa em função dos custos da obra; - Controle dos gastos em cada etapa; - Possibilidade de se aumentar ou reduzir a obra ou o tipo de acabamento, sem prejuízo para as partes contratadas. Vícios: - tendência a compra de materiais mais caros; - tendência à criação de novas frentes de serviços; novas sugestões; - tendência à mão de obra ociosa; - tendência ao desperdicio de materiais. A forma ideal de se contratar uma obra: Valor fixo, baseado no custo estimado da obra, com pagamentos de etapas efetivamente concluídas; encargos sociais sempre da responsabilidade do proprietário contratante. Recomendações para a contratação de serviços com fornecimento de mão de obra especializada de: Limpeza do terreno Fazer constar cláusula específica com: Com máquina; remoção das raízes das plantas; deslocamento do material para fora do terreno, com auxílio de caminhões para depósito legal permitido pela Administração pública; Ou fazer uma escavação e lançar o material dei- xando-o em decomposição - (diminuição de volume). Instalação do Canteiro de Obras Proteção dos piquetes de demarcação; determinar as dimensões dos barra- cos para o escritório, depósito de ferramentas e cimento, banheiro, cozinha, alojamento; Se de alvenaria ou madeira, pé direito, tipo de telha, tipo de piso ou só o con- trapiso, esquadrias de madeira fabricada no local ou comprada pronta; Ligações provisórias com as redes das concessionárias e distribuição para o can- teiro dos serviços de eletricidade, água potável, esgoto sanitário e telefone; Se haverá tapume segundo projeto aprovado pela Administração; citar o mate- rial e a mão de obra requerida. Execução do gabarito e da marcação da obra.
  85. 85. 103 Aula 12 Fundações (infra-estrutura) Execução conforme projeto específico determinado por firma especializada, com a respectiva ART registrada no CREA/DF; tipo das fundações, execução das es- cavações, mão de obra de concretagem, usando concreto usinado, controle das cotas de arrasamento, deixando 10 cm acima do nível de arrasamento para cor- te antes da colocação dos blocos; conferir prumo, nível e esquadro. Estrutura (super-estrutura) Formas para os blocos na extremidade superior das estacas ou tubulões, formas para as cintas baldrames; para os pilares, vigas e lajes; corte dos ferros, dobra- gem e armação dos blocos e cintas, pilares e lajes; na forma dos pilares, fazer constar que os carpinteiros deverão deixar visitas na base de cada pilar para vis- toria antes da concretagem; esclarecer no contrato que a estrutura será confor- me o projeto específico de cálculo estrutural, com ART registrada no CREA/DF, fazer constar no contrato que a estrutura vai ser executada antes das alvenarias ou junto com a execução destas; se a(s) laje(s) serão maciças ou pré-fabrica- das; qualquer que seja o tipo de laje pré-fabricada, deverá ter o RT pelo projeto da laje e este projeto da laje pré-fabricada deverá ser também registrado no CREA/DF, antes do início dos trabalhos no canteiro; se o escoramento das lajes (cimbramento) será de madeira ou metálico; se haverá madeira suficiente para fazer a forma de toda a estrutura da construção, ou se haverá necessidade de se esperar a cura do concreto para reaproveitamento da madeira que fora utilizada anteriormente. Esquadrias de madeira Informar no contrato se as portas e guarnições serão para pintura ou com aca- bamento em cera ou verniz, caso em que se deve prever fixação de contra- marcos e a colocação das portas, batentes e alizares, bem como os rodapés de madeira, somente no final, após a limpeza da obra. Revestimentos Chapisco de um lado e de outro das alvenarias, bem como em toda a estrutura onde vai receber revestimento; determinar os ambientes que deverão receber massa sarrafeada para assentamento de azulejo ou cerâmica, ou massa de- sempenada e camurçada para receber pintura; constar que os revestimentos em azulejos e ou cerâmicas deverão seguir desenhos de paginação específicos, previamente estudados. Pavimentações Que a pavimentação deverá seguir paginação especifica para cada ambiente, previamente estudado; respeitar níveis, esquadros e espaçamentos recomenda- dos pelo fabricante do material de piso.
  86. 86. Aula 12 104 Peitoris, rodapés e soleiras Designar por ambiente o tipo, material e fixação do rodapé conforme detalhe fornecido no projeto executivo (detalhamento do projeto). Atenção especial para o caso das escadas. Vidros Colocação dos vidros – Constar que os vidros nos diferentes tipos, só serão co- locados após pintura das partes das esquadrias metálicas onde serão fixados. Pintura Os serviços de pintura serão iniciados na época oportuna, com preparação e pintura das partes das esquadrias que receberão os vidros; que a pintura sobre as alvenarias e nos tetos, terão tantas demãos quantas forem necessárias para o bom acabamento; que o trabalho de pintura será desenvolvido de cima para baixo (iniciando no pavimento superior se for o caso ), executando ao mesmo tempo a pintura externa; proceder lixamento, aplicar selador, definir a respon- sabilidade da execução e do desfazimento dos andaimes. Serviços de Hidráulica (água potável, esgoto sanitários e águas pluviais) Serviços de hidráulica (água potável, esgoto sanitário e águas pluviais) – Deter- minar tipo de material a ser usado, conforme constar no projeto, para água fria e água quente, esgoto sanitário e captação das águas pluviais. Ajustar a rede de distribuição de água nos banheiros, lavabos, cozinha e área de serviços às linhas da paginação dos azulejos e das cerâmicas dos pisos (fazer chegar no canteiro os azulejos e as cerâmicas antes da distribuição das redes); fazer teste de carga d´ água na tubulação antes do assentamento dos azulejos. Serviços de instalação elétrica e telefone Determinar tipo de material a ser usado, conforme constar no projeto, para ins- talação elétrica e de telefone. Ajustar os pontos de distribuição de tomadas, interruptores nos banheiros, lava- bos cozinha e área de serviços às linhas da paginação dos azulejos das paredes e das cerâmicas dos pisos já depositado no canteiro; Paisagismo Execução conforme projeto especifico elaborado por firma e ou profissional es- pecializado, com a respectiva ART registrada no CREA/DF.
  87. 87. 105 Aula 12 Anotações da aula
  88. 88. Aula 12 106 Das ferragens, escolha do tipo certo... QPI Questão problema apresentada pelo Instrutor. :: Resposta :: Questão problema apresentada pelo Aluno QPA
  89. 89. anexos
  90. 90. Anexos Energia Solar Como Funciona? Um sistema básico de aquecimento de água por energia solar é composto de coletores solares (placas) e reservatório térmico (Boiler). As placas coletoras são respon- sáveis pela absorção da radia- ção solar. O calor do sol, captado pelas placas, é transferido para a água que circula no interior de suas tubulações de cobre. O reservatório térmico, também conhecido por Boiler, é um re- cipiente para armazenamento da água aquecida. São cilindros de cobre, inox ou polipropileno, isolados termicamente com po- liuretano expandido sem CFC, que não agride a camada de ozônio. Desta forma, a água é conservada aquecida para con- sumo posterior. A caixa de água fria alimenta o reservatório térmico, manten- do-o sempre cheio. Em sistemas convencionais, a água circula entre os coletores e o reservatório térmico através de um sistema natural chamado termossifão. Nesse sistema, a água dos coletores fica mais quente e, portanto, menos densa que a água no reservatório. Assim a água fria “empurra” a água quente gerando a circulação. Esses sistemas são chamados da circulação natural ou termossifão. A circula- ção da água também pode ser feita através de motobombas em um processo chamado de circulação forçada ou bombeado, e são normalmente utilizados em piscinas e sistemas de grandes volumes. O Sistema de aquecimento de água por Energia Solar Atualmente uma das mais utilizadas e viáveis formas de aproveitamento da energia solar é o aquecimento de água em residências, piscinas, hotéis, indús- trias, edifícios, propriedades rurais ou qualquer outra aplicação que necessite de água quente. E quando se pensa em água quente com economia, a energia solar reforça ainda mais essa visão por um aquecedor solar, que tem modelos
  91. 91. Anexos partindo de cerca de R$ 900,00, se paga com a economia pro- porcionada entre seis meses e dois anos, dependendo do tama- nho. Em residências, a aplicação do aquecedor solar de água vai além do aquecimento de água para banho e pode também ser utilizado na lavanderia, cozi- nha e até para aquecimento de piscinas. Com a crescente evolução tecnológica dos aquecedores solares, foram desen- volvidos dispositivos como o Registro Misturador Solar, que também é con- feccionado em cobre e torna possível a instalação de aquecedores solares de água em residências prontas, dispensando a quebra de paredes e azulejos para instalação de rede própria para água quente. Praticamente sem necessitar de manutenção, apenas de uma limpeza a cada seis meses nas placas coletoras, o aquecedor solar tem uma vida útil de cerca de 20 anos. As aplicações mais comuns dos aquecedores solares de água são em residên- cias, piscinas, hotéis, hospitais, e indústrias. O investimento e os gastos mensais com uma piscina não são baixos. Os coletores solares que aquecem a água da piscina são desenvolvidos para manter a temperatura em torno de 27°C e são fabricados normal- mente em cobre, alumínio e em material termoplástico. Seu visual incorpora-se bem em todo local. Você pode optar por diversos modelos de coletores, que podem ser abertos (sem vidros), fechados (com vidros) ou em monobloco, como é o caso de nossos coletores em termoplástico, que são super resistentes a ação do sol e raios UV. O aquecedor solar de piscina pode ser instalado em todo tipo de piscina e sua interligação é feita entre o filtro e o retorno existente. O sistema é acionado au- tomaticamente através de um controlador Digital de Temperatura. Você sabia que... A energia solar é incomparável a qualquer outro sistema de energia convencio- nal por tratar-se de uma fonte 100% natural, ecológica, gratuita, inesgotável e que não agride o meio ambiente?
  92. 92. Anexos O Sol tem potencial para nos dar cerca de 7000 vezes o total de energia de que precisamos. Se cobríssemos 2,6 % do deserto do Saara com células solares, todas as nossas necessidades de energia seriam supridas? Nos EUA, Israel, Itália, França, Grécia, Alemanha, Austrália e Japão a energia solar para aquecimento de água é utilizada em massa e em alguns desses países o equipamento de aquecimento solar tem parte significativa doada pelo governo ou pela companhia energética? Em Israel seu uso é obrigatório? Que o aquecimento de água através de chuveiros elétricos é responsável por cerca de 7,0 % de todo consumo nacional de energia elétrica, o que significa quase o dobro do que se gasta em todo o país com iluminação pública? Que o Brasil é o único país do mundo a utilizar o sistema de chuveiro elétrico como padrão nacional para aquecimento de água para banhos? Que a Soletrol criou o Projeto POPSOL que é a utilização de energia solar para aquecimento de água em residências de pequeno porte e para núcleos habita- cionais, e o resultado é um sucesso entre os usuários que tiveram uma redução de cerca 50% em suas contas de energia elétrica? Para cada 1m² de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 m² de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas? Para cada 1m² de coletor solar instalado, permite-se economizar 55 kg de GLP/ ano ou 66 litros de diesel/ano ou 215 kg de lenha/ano? A construção de novas hidrelétricas resulta na perda da fauna e da flora tropical, inundação de terras que eram ou poderiam ser utilizadas para agricultura e pecuá- ria, perda de patrimônio histórico/cultural e também na recolocação de famílias? A energia solar incidente no Brasil em uma ano (15 trilhões de MWh) correspon- de a 21000 vezes a nossa produção anual de petróleo ou 50000 vezes o consu- mo nacional de energia elétrica em 1999.Além disso, uma parte do milionésimo dessa energia representa 57% da produção brasileira de carvão mineral? Ainda existem estudos que colocam a Amazônia como um grande potencial hi- drelétrico, competitivo e viável ao Brasil? Você concorda com isso? As usinas termoelétricas produzem gases nocivos ao meio ambiente quando operam para produzir energia elétrica e que por isso todas as cidades as rejei- tam, a exemplo das usinas nucleares? Fonte: http://www.soletrol.com.br Curso GERENCIAMENTO DE CONSTRUÇÃO, MS Ayrton Arquiteto CREA 226/D – DF CLS 116 – Bloco B – Lojas 9/13 – Asa Sul – Brasília / DF Fone 3345-8019 - Cel: 9972-1299
  93. 93. anexos
  94. 94. Anexos Recomendações para a contratação de serviços em canteiro de obras. Contratos de serviços com fornecimento de mão de obra especializada de: Fazer constar cláusula específica com: Limpeza do terreno Com máquina; remoção das raízes das plantas; deslocamento do material para fora do terreno, com auxílio de caminhões para depósito legal permitido pela Administração pública. Instalação do Canteiro de Obras Ou fazer uma escavação e lançar o material deixando-o em decomposição - (diminuição de volume); Proteção dos piquetes de demarcação, Tipo, dimensões dos barracos, escritório, depósito de ferramentas e cimento, banheiro, cozinha, alojamento; Se de alvenaria ou madeira, pé direito, tipo de telha, contrapiso, esquadrias de madeira fabricada no local ou comprada pronta; Ligações provisórias com as redes das con- cessionárias e distribuição para o canteiro dos serviços de eletricidade, água potável, esgoto sanitário e telefone; Se haverá tapume segundo projeto aprovado pela Administração; citar o material e a mão de obra requerida. Execução do gabarito e da marcação da obra. Fundações (infra-estrutura) Execução conforme projeto específico deter- minado por firma especializada, com a res- pectiva ART registrada no CREA/DF; tipo das fundações, execução das escavações, mão de obra de concretagem, usando concreto usina- do, controle das cotas de arrasamento, dei- xando 10 cm acima do nível de arrasamen- to para corte sntes da colocação dos blocos; conferir prumo, nível e esquadro.
  95. 95. Anexos Contratos de serviços com fornecimento de mão de obra especializada de: Fazer constar cláusula específica com: Estrutura (super-estrutura) Formas para os blocos na extremidade supe- rior das estacas ou tubulões; Deixar visita na base de cada pilar para vistoria antes da con- cretagem; esclarecer no contrato que as lajes serão conforme o projeto específico de cálculo estrutural, com ART registrada no CREA/DF, fazendo se a estrutura vai ser executada an- tes das alvenarias ou junto com a execução destas; se a(s) laje(s) serão maciças ou; Tipo conforme projedimensões dos barracos, escritório, depósito de ferramentas e cimento, banheiro, cozinha, alojamento; Se de alvenaria ou madeira, pé direito, tipo de telha, contrapiso, esquadrias de madeira fabricada no local ou comprada pronta; Ligações provisórias com as redes das con- cessionárias e distribuição para o canteiro dos serviços de eletricidade, água potável, esgoto sanitário e telefone; Se haverá tapume segundo projeto aprovado pela Administração; citar o material e a mão de obra requerida. Curso GERENCIAMENTO DE CONSTRUÇÃO, MS Ayrton Arquiteto CREA 226/D – DF CLS 116 – Bloco B – Lojas 9/13 – Asa Sul – Brasília / DF Fone 3345-8019 - Cel: 9972-1299
  96. 96. Curso GERENCIAMENTO DE CONSTRUÇÃO, MS Ayrton Arquiteto CREA 226/D – DF CLS 116 – Bloco B – Lojas 9/13 – Asa Sul – Brasília / DF Fone 3345-8019 - Cel: 9972-1299

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