Et 2010

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Et 2010

  1. 1. ISSN 0377-2306 Edição2011 Estatísticas do Turismo 2010 oficiais Estatísticas e
  2. 2. Edição2011 Estatísticas do Turismo 2010
  3. 3. O INE, I.P. na Internet www.ine.pt © INE, I.P., Lisboa · Portugal, 2011 * A reprodução de quaisquer páginas desta obra é autorizada, excepto para fins comerciais, desde que mencionando o INE, I.P., como autor, o título da obra, o ano de edição, e a referência Lisboa-Portugal. 201 808808 Apoio ao cliente Título Estatísticas do Turismo 2010 Editor Instituto Nacional de Estatística, I.P. Av. António José de Almeida 1000-043 Lisboa Portugal Telefone: 21 842 61 00 Fax: 21 844 04 01 Presidente do Conselho Directivo Alda de Caetano Carvalho Design e Composição Instituto Nacional de Estatística, I.P. ISSN 0377-2306 ISBN 978-98925-0112-3 Periodicidade Anual FICHA TÉCNICAFICHA TÉCNICAFICHA TÉCNICAFICHA TÉCNICAFICHA TÉCNICA
  4. 4. EstatísticasdoTurismo2010 33333 NOTA INTRODUTÓRIA A presente publicação das “Estatísticas do Turismo”, relativa ao ano de 2010, mantém os principais conteúdos relativos à actividade turística nas suas diversas vertentes, destacando-se a capacidade de alojamento, os hóspedes e as dormidas, bem como os proveitos obtidos nos estabelecimentos de alojamento colectivo classificados de interesse turístico pelo Turismo de Portugal, I.P. Para a elaboração da presente publicação foi utilizada informação proveniente do Inquérito à Permanência de Hóspedes e Outros Dados na Hotelaria, bem como de inquéritos similares realizados pelo INE e dirigidos aos parques de campismo, às colónias de férias e às pousadas de juventude. São igualmente divulgados os resultados sobre procura turística resultantes do Inquérito às Deslocações dos Residentes (IDR), operação estatística iniciada pelo INE em 2009, em substituição do anterior Inquérito à Procura Turística dos Residentes. Na publicação “Estatísticas do Turismo” é complementarmente utilizada informação de fontes diversas, designadamente do Eurostat, da Organização Mundial de Turismo (OMT), do Turismo de Portugal, I.P. e do Banco de Portugal, conforme se encontra assinalado. No último capítulo da publicação apresentamos a metodologias e os conceitos utilizados nos diferentes inquéritos, que constituem a base da informação publicada. O INE agradece a todas as entidades que contribuíram para a elaboração desta publicação, salientando a relevância da colaboração de todos aqueles que responderam aos inquéritos realizados. Agradece igualmente todas as críticas e sugestões que venham a ser formuladas pelos utilizadores, visando a melhoria das edições futuras. INTRODUCTORY NOTE The 2010 issue of “Tourism Statistics”, keeps the main contents on tourism activity in its different approaches, with the emphasis on accommodation capacity, guests and overnight stays, as well as the total revenue of hotel and similar establishments classified as being of tourist interest by Portugal’s National Tourism Authority (TP). This publication was based on the main sources of information from the “Guest stays and other data on hotel activity survey” and from other surveys conducted by Statistics Portugal covering the activity of hotel and similar establishments as well camping sites, holiday camps and youth hotels. This publication also disseminates results from the “Travel survey of residents (IDR)”, introduced in 2009 by Statistics Portugal, replacing the previous “Survey on tourism demand of residents”. In “Tourism Statistics”, complementary information is used from several sources, namely Eurostat, the World Tourism Organization (UNWTO), Portugal’s National Tourism Authority and the Portuguese Central Bank, as duly referred in the text. The final chapter presents the methodologies and statistical concepts underlying the different surveys which serve as the basis for the overall results published. Statistics Portugal would like to thank all those entities that have contributed to this publication and acknowledge particularly the respondents to our surveys. It also welcomes all comments and suggestions aiming at the improvement of future issues.
  5. 5. Estatísticas do Turismo 2010 44444 SUMÁRIO EXECUTIVO Segundo os dados disponíveis da OMT, as chegadas de turistas internacionais perfizeram 940 milhões em todo o mundo em 2010, ou seja, mais 58 milhões relativamente ao ano anterior. O ano de 2010, com um crescimento homólogo de 6,6%, o mais elevado registado desde 2005, inverteu a quebra das chegadas de turistas internacionais ocorrida em 2009. Em 2010, os resultados globais das chegadas de turistas a nível mundial revelaram um aumento em todas as regiões do globo, ainda que com diferentes andamentos, com crescimentos entre 3,3% na Europa e 14% no Médio Oriente. A nível nacional, as primeiras estimativas da Conta Satélite do Turismo 2010 apontam para um crescimento homólogo da Procura Turística, medida pelo Consumo do Turismo no Território Económico, de 7,9% em termos nominais, aproximando-se dos 16 mil milhões de euros. A Oferta Turística, medida pelo Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo registou igualmente um acréscimo nominal de 6,4%, correspondendo a 6,3 mil milhões de euros. Neste ano, a Balança Turística Portuguesa apresentou uma evolução positiva significativa, com as receitas do Turismo a atingirem 7 611 milhões de euros e as despesas turísticas 2 953 milhões, ambas equivalendo a crescimentos homólogos de 10,2% e 8,9%, respectivamente. O saldo da balança turística foi de 4 658 milhões de euros, superior ao do ano anterior em 11,0%. Segundo os resultados do Inquérito às Deslocações dos Residentes, o qual observa especificamente as viagens turísticas dos residentes realizadas para um destino fora do seu ambiente habitual, quer para Portugal quer para o estrangeiro, cerca de 4 milhões de residentes (37,4% da população residente) efectuaram, em 2010, pelo menos uma deslocação em que tenham dormido uma ou mais noites fora da sua localidade de residência. Em Portugal, no mesmo ano efectuaram-se cerca de 15,4 milhões de viagens por motivos turísticos, 89,5% das quais dentro do território nacional e as restantes, cerca de 1,6 milhões, para um destino localizado no estrangeiro. Pouco menos de metade das viagens (48,6%) realizaram-se por motivo de “Lazer, recreio e férias”, seguindo-se a “Visita a familiares e amigos”, associada a 39,2% das deslocações, e os motivos “Profissionais e de negócios”, que totalizaram cerca de 1,2 milhões de viagens (7,5%). EXECUTIVE SUMMARY In 2010, according to data from the World Tourism Organization (WTO), the international tourist arrivals totalled 940 million worldwide, 58 million more than in the previous year. The year 2010 reversed the downward trend of international tourist arrivals occurred in 2009, with a year- -on-year growth of 6.6%, the highest recorded since 2005. In 2010 overall results of international tourist arrivals, increased in all regions worldwide, although with different paces, growing from 3.3% in Europe to 14% in the Middle East. On a national level, the first estimates from the 2010 Satellite Tourism Account point to a year-on-year growth of the Tourist Demand, as measured by expenditure on Tourism Consumption within the Economic Territory, of 7.9% in nominal terms, nearing EUR 16 thousand million. Likewise, Tourism Supply, as measured by the tourism value added, recorded also a nominal increase of 6.4%, corresponding to EUR 6.3 thousand million. In 2010, The Portuguese Balance of Tourism showed a positive year-on-year variation, with a tourism revenue reaching EUR 7 611 million and EUR 2 953 million in Tourism expenditure, both standing for year-on-year growths of 10.2% and 8.9%, respectively, amounting to a balance of EUR 4 658 million, equivalent to +11% than in the previous year. According to the results of the “Travel Survey of Residents”, which specifically observes the tourist trips made by residents towards a destination outside their usual environment whether in Portugal or abroad, in 2010 about 4 million residents (37.4% of the resident population) travelled at least once with one or more overnight stays outside their usual place of residence. In Portugal, on the same year, around 15.4 million tourist trips were made, of which 89.5% within national territory and 1.6 million to foreign destinations. Less than half (48.6%) of these trips were for “Leisure, recreational and holiday”, followed by “Visit to relatives and friends” with 39.2% and “Professional or business” with 7.5%, totalling 1.2 million trips.
  6. 6. EstatísticasdoTurismo2010 55555 As deslocações dos residentes geraram um total de 68,1 milhões de dormidas fora da sua residência habitual. O alojamento privado foi o preponderante, com 74,3% do total de dormidas. O alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos foi predominante nas dormidas associadas às deslocações para “Visita de familiares ou amigos”, representando 82,6% do total, contrariamente às viagens “Profissionais e de negócios” em que este meio de alojamento apenas registou 14,9% do total. As dormidas em estabelecimentos hoteleiros corresponderam a 20,7% do total, sendo o meio de alojamento mais expressivo nas deslocações por motivo de “Lazer, recreio e férias”, com 27,5%. Em 2010, os resultados da oferta nos meios de alojamento turístico colectivo foram globalmente positivos, indiciando uma tendência de recuperação da actividade turística após a evolução desfavorável de 2009, associada à crise económica global. Em Julho de 2010, o conjunto dos meios de alojamento dispunha de 484 252 camas, capacidade de alojamento superior à do período homólogo em 1,2%. A hotelaria representava 57,7% do total da oferta de alojamento, os parques de campismo 37,6%, o turismo no espaço rural 2,7% e as colónias de férias e pousadas de juventude 2%. Em termos anuais, os meios de alojamento turístico apresentaram 45 milhões de dormidas, valor que representa um acréscimo homólogo de 1,5%, para o qual contribuíram tanto os residentes (+1,6%) como os não residentes (+1,4%). Considerando apenas a hotelaria, em Julho de 2010 estiveram em actividade 2011 estabelecimentos, com uma oferta de 279 506 camas e 47 452 pessoas ao serviço. Em comparação com o período homólogo, estes indicadores cresceram respectivamente 1,2%, 2,1% e 2,8%. O movimento anual de hóspedes e dormidas foi também positivo: 13,5 milhões de hóspedes que originaram 37,4 milhões de dormidas, equivalendo a acréscimos homólogos de 4,7% e 2,6%, respectivamente. Para esta melhoria contribuíram tanto os residentes (+4,1% nas dormidas), como os não residentes (+1,7%), estes últimos representando 63% do total. Algarve, Lisboa e Madeira continuam a ser os principais destinos turísticos, tendo concentrado mais de 70% do total das dormidas. Quanto ao tipo de estabelecimento, os hotéis mantêm a liderança (58% do total), principalmente as unidades de quatro estrelas, que representaram cerca metade das dormidas em hotéis. Seguem-se, em termos de importância relativa, os hotéis-apartamentos (15,3%) e os apartamentos turísticos (10,1%). Os proveitos totais atingiram 1 808 milhões de euros e os de aposento 1 226 milhões, correspondendo a variações homólogas positivas de 2,5% e 3,0%, respectivamente. Trips made by residents originated a total of 68.1 million overnight stays outside their usual place of residence. Private accommodation was mostly used, with 74.3% of total overnight stays. Accommodation provided without charge by relatives or friends was predominant among overnight stays related to “Visit to relatives or friends”, accounting for 82.6% of the total, as opposed to “Professional and business” trips, where private accommodation only registered 14.9% of the total. Overnight stays in hotel establishments corresponded to 20.7% of the total, becoming the most popular means of accommodation in “Leisure, recreational and holiday” trips, with 27.5%. In 2010, tourism activity showed global positive results on the supply side, which started a reversal of the downward trend of the tourism activity after the negative results of 2009, linked to the international economic crisis. In July 2010, 484 252 beds were available in the various types of collective accommodation, recording a 1.2% increase towards the previous year. Hotel activity represented 57.7% of the total bed capacity, camping sites accounted for 37.6%, rural tourism establishments for 2.7% and holiday camps and youth hostels for 2%. Overnight stays ascended to 45 million, in the various means of tourism collective accommodation, revealing a 1.5% increase towards 2009. Residents contributed for this outcome (+1.6%), as well as non-residents (+1.4%). In July 2010, considering hotel and similar establishments, 2 011 were operating, offering 279 506 bed places and accounting for 47 452 staff employed. By comparison with the same month of the previous year, these indicators increased as 1.2%, 2.1% and 2.8%, respectively. In 2010, Hotel sector provided accommodation to 13.5 million guests corresponding to 37.4 million overnight stays, revealing increases of 4.7% and 2.6%, vis-à-vis 2009. For this improved performance, both residents (+4.1% of overnight stays) and non-residents (+1.7%) contributed, with the latter representing 63% of the total. The regions of Algarve, Lisbon and Madeira are still the main tourist destinations, concentrating more than 70% of the total of overnight stays. By type of establishment, hotels were the most sought accommodations (58% of the total of overnight stays), mainly four star units, standing for about half of overnight stays in hotels, followed by hotel-apartments (15.3%) and tourist apartments (10.1%). The total revenue of hotel establishments reached EUR 1 808 million and the revenue from accommodation accounted for EUR 1 226 million, corresponding to year- -on-year increases of 2.5% and 3%, respectively.
  7. 7. Estatísticas do Turismo 2010 66666 Os parques de campismo aumentaram a sua oferta em Julho de 2010, relativamente ao período homólogo: 227 parques (mais dois do que em 2009), com capacidade para alojar 181 954 campistas (acréscimo de 0,8%). No entanto, em 2010 verificou-se uma redução da procura, já que as dormidas decresceram 3,5% face a 2009, correspondendo a 6,5 milhões. No período em análise, estiveram em actividade 36 colónias de férias, com uma oferta de 4 873 camas, constatando-se uma redução no número de estabelecimentos (menos dois) e na capacidade oferecida (-20,6%). Também as dormidas (601 mil) decresceram em relação a 2009 (- 8,5%). Pelo contrário, as pousadas de juventude apresentaram resultados globais positivos, totalizando 50 estabelecimentos (mais dois do que em Julho de 2009), com capacidade de alojamento de 4 652 camas, tendo registado 531 mil dormidas anuais, mais 5,9% do que as observadas em 2009. In July 2010, the camping sites increased their offer when compared with the same period of the previous year: 227 units (two more than in 2009), supplying accommodation to 181 954 campers, 0.8% more than in 2009. However, in 2010, there was a decrease on the demand, since overnight stays decreased by 3.5% towards 2009, totalling 6.5 million. In the year under analysis, 36 holiday camps were operating, with a bed capacity of 4 873, declining two units and the supply capacity (-20.6%). The number of overnight stays (601 thousand) also decreased when compared with 2009 (-8.5%). On the contrary, the youth hostels presented global positive results, with a total of 50 establishments (two more than in July 2009), with a bed capacity of 4 652, recording 531 thousand overnight stays in the year, 5.9% more than those recorded in 2009.
  8. 8. EstatísticasdoTurismo2010 77777 e SIMBOLOGIA SINAIS CONVENCIONAIS … Dado confidencial x Dado não disponível 0 Resultado nulo Dado inferior a metade do módulo da unidade utilizada % Percentagem D Dados definitivos Po Dado provisório Pe Dados preliminares p.p. Ponto percentual SÍMBOLOS, SIGLAS E ABREVIATURAS Ag. Viag. Agência de Viagens Aloj. Alojamento Cap. Capacidade CST Conta Satélite do Turismo CTTE Consumo do Turismo no Território Económico CAE Rev.2 Classificação Portuguesa das Actividades Económicas, Revisão 2 Estab. Estabelecimento E.U.A. Estados Unidos da América EUROSTAT Serviço de Estatística da União Europeia FMI Fundo Monetário Internacional H Homens Ha Hectare Hab Habitantes HM Homens e Mulheres IDR Inquérito às Deslocações dos Residentes INE Instituto Nacional de Estatística LD Longa Duração LRF Lazer, Recreio e Férias M Mulheres N.º Número N.E. Não especificadas OMT Organização Mundial do Turismo OCDE Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico PIB Produto Interno Bruto P/N Profissionais/Negócios NUTS Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos R.A. Região Autónoma Reg. Região Rep. República RevPar Rendimento por quarto disponível TLOC Taxa líquida de ocupação cama TP Turismo de Portugal, I.P. Tur. Turístico Tvh Taxa de variação homóloga Tx. Taxa UE União Europeia Unid. Unidade VAB Valor Acrescentado Bruto Var. Variação VAGT Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo VFA Visita a Familiares e Amigos 103 Milhares 109 Milhares de Milhões
  9. 9. 88888 Estatísticas do Turismo 2010 INDICE FICHATÉCNICA ................................................................................................................................................................... 2 NOTAINTRODUTÓRIA......................................................................................................................................................... 3 INTRODUCTORY NOTE ...................................................................................................................................................... 3 SUMÁRIO EXECUTIVO ........................................................................................................................................................ 4 EXECUTIVESUMMARY ........................................................................................................................................................ 4 SIMBOLOGIA ........................................................................................................................................................................ 7 1. ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL ....................................................................................................................... 13 1.1 CONTEXTO ECONÓMICO MUNDIAL ........................................................................................................................... 13 1.2 CONTEXTO INTERNACIONAL– CHEGADAS DE TURISTAS INTERNACIONAIS........................................................ 13 2. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO DO TURISMO PORTUGUÊS ............................................................................. 21 2.1 BALANÇO DA ECONOMIA NACIONAL.......................................................................................................................... 21 2.2 CONTASATÉLITE DO TURISMO ................................................................................................................................. 21 2.3 BALANÇA TURÍSTICA ................................................................................................................................................... 23 3. PROCURA TURÍSTICA ................................................................................................................................................. 27 3.1 INQUÉRITO ÀS DESLOCAÇÕES DOS RESIDENTES ................................................................................................ 27 3.1.1 Perfil dos Turistas ...................................................................................................................................................... 27 3.1.2 Características das viagens ....................................................................................................................................... 28 3.1.3 Características das dormidas .................................................................................................................................... 32 3.1.4 Características das despesas .................................................................................................................................... 34 4. OFERTA NO ALOJAMENTO TURÍSTICO COLECTIVO .............................................................................................. 37 4.1 CONJUNTO DOS MEIOS DEALOJAMENTO TURÍSTICO COLECTIVO ...................................................................... 37 4.2 ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS ......................................................................................................................... 38 4.2.1 Capacidade deAlojamento ......................................................................................................................................... 38 4.2.2 Hóspedes e Dormidas ............................................................................................................................................... 40 4.2.3 Proveitos Totais e deAposento ................................................................................................................................... 45 4.3 PARQUES DE CAMPISMO ........................................................................................................................................... 46 4.4 OUTROS MEIOS DEALOJAMENTO ............................................................................................................................ 47 4.4.1 Colónias de Férias ..................................................................................................................................................... 47 4.4.2 Pousadas de Juventude ............................................................................................................................................. 48 5. QUADROS DE RESULTADOS 5.1 PROCURA TURÍSTICA DOS RESIDENTES ................................................................................................................. 51 Quadro 1 - Estimativas da população residente, segundo o escalão etário, por sexo ......................................................... 51 Quadro 2 - Turistas, segundo o motivo e destino da viagem, por sexo e escalão etário ...................................................... 51 Quadro 3 - Turistas e não turistas, segundo a autoclassificação perante o trabalho, por sexo e escalão etário .................. 52 Quadro 4 - Turistas e não turistas, segundo o nível de instrução, por sexo e escalão etário ............................................... 52 Quadro 5 - Não turistas, segundo as razões por não ter viajado, por sexo e escalão etário ................................................ 53 Quadro 6 - Viagens, segundo o motivo, por escalão etário.................................................................................................. 53 Quadro 7 - Viagens, segundo o motivo, por duração da estadia .......................................................................................... 54 Quadro 8 - Viagens, segundo o motivo, por mês de inicio da viagem .................................................................................. 55 Quadro 9 - Viagens, segundo o motivo, por meio de transporte utilizado ............................................................................ 56 Quadro 10 - Viagens, segundo o motivo, por organização da viagem ................................................................................. 57 Quadro 11 - Viagens, segundo o motivo, por n.º de pessoas do agregado doméstico privado que viajaram ........................ 58 Quadro 12 - Viagens, segundo o motivo, por NUTS II de destino ......................................................................................... 59 Quadro 13 - Matriz origem/destino (NUTS II) das viagens realizadas, segundo o motivo ..................................................... 59 Quadro 14 - Viagens, segundo o motivo, por país de destino .............................................................................................. 60 Quadro 15 - Dormidas, segundo o motivo, por escalão etário ............................................................................................. 61
  10. 10. EstatísticasdoTurismo2010 99999 Quadro 16 - Dormidas, segundo o motivo, por duração da estadia ..................................................................................... 62 Quadro 17 - Dormidas, segundo o motivo, por mês de inicio da viagem ............................................................................. 63 Quadro 18 - Dormidas, segundo o motivo, por meio de transporte utilizado ........................................................................ 64 Quadro 19 - Dormidas, segundo o motivo, por meio de alojamento utilizado ...................................................................... 65 Quadro 20 - Dormidas, segundo o motivo, por organização da viagem .............................................................................. 66 Quadro 21 - Dormidas, segundo o motivo, por n.º de pessoas do agregado doméstico privado que viajaram..................... 67 Quadro 22 - Dormidas, segundo o motivo, por NUTS II ....................................................................................................... 68 Quadro 23 - Dormidas, segundo o motivo, por país de destino ........................................................................................... 68 Quadro 24 - Duração média da viagem, segundo o motivo, por destino .............................................................................. 68 Quadro 25 - Despesa média por viagem, segundo o motivo, por destino ............................................................................ 69 Quadro 26 - Despesa média diária por turista, segundo o motivo, por destino .................................................................... 69 5.2 OFERTADOS ESTABELECIMENTOS DEALOJAMENTO COLECTIVO ...................................................................... 70 Quadro 27 - Estabelecimentos, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ............................................. 70 Quadro 28 - Quartos, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ............................................................ 70 Quadro 29 - Capacidade deAlojamento, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ............................... 71 Quadro 30 - Pessoal ao serviço, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ........................................... 71 Quadro 31 - Hóspedes, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) e países de residência habitual ........ 72 Quadro 32 - Hóspedes, segundo o mês, por regiões (NUTS II) e países de residência habitual .......................................... 81 Quadro 33 - Dormidas, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) e países de residência habitual......... 86 Quadro 34 - Dormidas, segundo o mês, por regiões (NUTS II) e países de residência habitual .......................................... 95 Quadro 35 - Estada média, segundo o tipo dos estabelecimentos, por países de residência habitual ............................... 100 Quadro 36 - Estada média, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ................................................. 101 Quadro 37 - Estada média, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual ........................................... 101 Quadro 38 - Taxa líquida de ocupação-cama, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ...................... 102 Quadro 39 - Taxa líquida de ocupação-cama, segundo o mês, por regiões (NUTS II) ....................................................... 102 Quadro 40 - Proveitos totais, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) ............................................... 103 Quadro 41 - Proveitos de aposento, segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) .................................... 103 Quadro 42 - Rendimento por quarto disponível (RevPar), segundo o tipo dos estabelecimentos, por regiões (NUTS II) .... 104 Quadro 43 - Parques de campismo, área, capacidade de alojamento e pessoal ao serviço, por regiões (NUTS II)........... 104 Quadro 44 - Campistas, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual................................................ 105 Quadro 45 - Campistas, segundo o mês, por países de residência habitual ..................................................................... 105 Quadro 46 - Dormidas de campistas, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual ........................... 106 Quadro 47 - Dormidas de campistas, segundo o mês, por países de residência habitual ................................................. 106 Quadro 48 - Estada média de campistas, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual ..................... 107 Quadro 49 - Colónias de férias, capacidade de alojamento e pessoal ao serviço, por regiões (NUTS II) ........................... 107 Quadro 50 - Hóspedes nas colónias de férias, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual .............. 108 Quadro 51 - Hóspedes nas colónias de férias, segundo o mês, por países de residência habitual ................................... 108 Quadro 52 - Dormidas nas colónias de férias, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual .............. 109 Quadro 53 - Dormidas nas colónias de férias, segundo o mês, por países de residência habitual .................................... 109 Quadro 54 - Estada média nas colónias de férias, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual ........ 110 Quadro 55 - Pousadas da juventude, capacidade de alojamento e pessoal ao serviço, por regiões (NUTS II)................... 110 Quadro 56 - Hóspedes nas pousadas da juventude, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual ......111 Quadro 57 - Hóspedes nas pousadas da juventude, segundo o mês, por países de residência habitual ............................111 Quadro 58 - Dormidas nas pousadas da juventude, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual...... 112 Quadro 59 - Dormidas nas pousadas da juventude, segundo o mês, por países de residência habitual ........................... 112 Quadro 60 - Estada média nas pousadas da juventude, segundo as regiões (NUTS II), por países de residência habitual 113 6 - METODOLOGIAS, CONCEITOS E NOMENCLATURAS.......................................................................................... 117 6.1 METODOLOGIAS ....................................................................................................................................................... 117 6.2 CONCEITOS .............................................................................................................................................................. 126 6.3 NOMENCLATURAS .................................................................................................................................................... 137 7 - ANEXOS ..................................................................................................................................................................... 141
  11. 11. ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL
  12. 12. EstatísticasdoTurismo2010 1313131313 1. ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL A informação utilizada na análise tem por base elementos com origem no Barómetro do Turismo Mundial de responsabilidade da Organização Mundial de Turismo, nos dados do Eurostat, bem como nas Perspectivas da Economia Mundial do FMI. A informação relativa a 2010 tem carácter provisório e a relativa a 2009 e anos anteriores é a última disponível, pelo que pode diferir quando comparada com publicações análogas anteriores. 1.1 CONTEXTO ECONÓMICO MUNDIAL Recuperação económica internacional reflectida na actividade turística mundial Em 2010 assistiu-se a uma inversão da trajectória descendente da economia mundial que se verificava desde 2008. Assim, todas as principais potências económicas registaram um crescimento real do PIB, quando no ano anterior só no conjunto das “Economias emergentes e em desenvolvimento” tal se verificou. As medidas de contenção da crise mundial originaram que, em termos globais, se progredisse de uma situação inaudita nos tempos mais recentes: de quebra real do PIB (-0,5%) para um crescimento de 5% em 2010. Essa inflexão em termos económicos mundiais teve inevitavelmente reflexos no sector do turismo, que registou em 2010 uma recuperação significativa da quebra registada no ano anterior. Mesmo assim, os efeitos da crise económica mundial ainda são visíveis nesta actividade na medida em que a recuperação das receitas turísticas foi mais modesta (+4,7%) da que se observou no número de turistas (+6,6%). A amplitude entre estas variações difere consoante se analise as “economias avançadas”, em que as chegadas de turistas cresceram 5,1% e as consequentes receitas aumentaram 4,5%, ou as “economias emergentes” em que esses valores são mais distintos: +8,3% e +5,5%, respectivamente, em linha com a diferenciada recuperação económica, mais evidente nestas últimas economias. Muito significativo em 2010 foi o crescimento verificado neste sector na China, país este que subiu a sua posição em todos os rankings dos principais indicadores do sector, atingindo o Top 3 em dois deles: chegada de turistas e receitas turísticas, e alcançando o quarto lugar em termos de gastos turísticos, assumindo uma posição relevante em termos da actividade turística, quer como receptor, quer como emissor. 1.2 CONTEXTO INTERNACIONAL – CHEGADAS DE TURISTAS INTERNACIONAIS Chegadas de turistas internacionais recuperam das quebras de 2009 e atingem o mais alto valor de sempre Segundo os dados da OMT, em 2010 as chegadas de turistas internacionais totalizaram 940 milhões em todo o mundo, mais 58 milhões do que o registado em 2009. Assim, o aumento em termos homólogos de 6,6% foi o maior observado desde 2005, o que desanuvia o panorama negativo criado pela tendência dos últimos anos verificada no sector. Fonte: FMI - World Economic Outllook Update - Abril 2011 Figura 1 - Taxa de crescimento do PIB, 2006- 2010 5,1 5,2 3,0 -0,5 5,0 3,1 2,9 0,5 -4,3 1,8 6,9 4,7 0,4 -2,6 2,8 2,0 2,4 0,0 -6,3 3,9 7,9 8,3 6,1 2,7 7,3 -6,5 -3,5 -0,5 2,5 5,5 8,5 2006 2007 2008 2009 2010 po % Mundo* UE 27 EUA Japão Economias emergentes e em desenvolvimento*
  13. 13. 1414141414 Estatísticas do Turismo 2010 unid: milhões Região 2007 2008 2009 2010 Po Mundo 899,9 918,8 881,8 939,8 Europa 485,4 487,3 461,5 476,7 Ásia e Pacífico 182,0 184,1 180,8 203,8 Américas 143,0 146,9 140,6 149,8 África 42,6 44,5 46,0 49,2 Médio Oriente 46,9 56,0 52,9 60,3 Fonte: UNWTO - Barómetro do Turismo Mundial - Abril de 2011 Quadro 1 – Chegadas de turistas por Regiões de destino, 2007 - 2010 A actividade turística registou, ao longo de todo o ano de 2010, taxas de variação mensais positivas em termos de chegadas de turistas, que o comportamento no último trimestre de 2009 já deixava adivinhar. Os meses de Março, Maio, Junho e Setembro registaram crescimentos acima de 8% no número das chegadas de turistas. Em 2010, a Europa recebeu um total de 476,7 milhões de turistas, o que representa um aumento de 15,2 milhões relativamente a 2009. Todas as restantes regiões registaram igualmente aumentos no número de chegadas de turistas, nomeadamente de 23 milhões na “Ásia e Pacífico”, 9,2 milhões nas “Américas” e 7,4 milhões no “Médio Oriente”. De menor expressão, África, ainda assim contribuiu para o desempenho muito positivo da actividade turística em termos mundiais verificada neste ano com um aumento de 3,2 milhões de chegadas de turistas, neste caso em parte justificado com a realização de um evento desportivo de impacto mundial: o campeonato do mundo de futebol ocorrido no Verão de 2010 na África do Sul. Fonte: UNWTO - Barómetro do Turismo Mundial - Abril 2011 Figura 2 - Total de chegadas de turistas internacionais, 2006 - 2010 846 900 919 882 940 250 500 750 1 000 2006 2007 2008 2009 2010 Po Milhões Fonte: UNWTO - Barómetro do Turismo Mundial - Abril 2011 Figura 3 – Variação homóloga mensal das chegadas de turistas internacionais no Mundo, 2010 5,5 7,3 8,9 1,8 10,7 9,3 7,0 5,0 8,5 7,8 5,6 3,3 0 5 10 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez %
  14. 14. EstatísticasdoTurismo2010 1515151515 Analisando agora ao nível da sub-região, no Top 3 das zonas do globo com o maior número de chegadas de turistas encontram-se o Sul da Europa e o Mediterrâneo (169,7 milhões), a Europa Ocidental (153,6 milhões) e o Nordeste Asiático (111,6 milhões), os quais no seu conjunto representaram 46,3% do total de chegadas de turistas a nível mundial, em 2010. De assinalar a perda de quota de mercado verificada neste ano em todas as regiões da Europa, nomeadamente no “Sul da Europa e Mediterrâneo” (-0,7 p.p.), na “Europa Ocidental” (-0,5 p.p.) e “Norte da Europa” (-0,3 p.p.). Em oposição, todas as regiões localizadas na “Ásia e Pacífico” mantiveram a sua quota, pelo menos, ou chegaram mesmo a aumentar, como no caso do “Nordeste Asiático” (+0,8 p.p.). Os resultados globais das chegadas de turistas a nível mundial, em 2010, evidenciaram uma melhoria em todas as sub-regiões do globo. A Europa, que no seu conjunto registou em 2009 uma diminuição de 5,6%, recuperou parcialmente em 2010, apresentando um aumento face ao ano anterior de 3,3%, para o que contribuíram significativamente os resultados verificados na “Europa Central/Oriental” (+5,2%) e na Europa Ocidental (+3,4% em termos homólogos). Nas restantes sub-regiões, observaram-se crescimentos no número de chegadas de turistas, atingindo os dois dígitos em várias, com especial realce para as três sub-regiões da Ásia: “Nordeste Asiático” (+13,9%), “Sul da Ásia” (+13,3%) e “Sudeste Asiático” (+12,1%). Igualmente importante foi o incremento de 10,3% registado em 2010 na América do Sul, em linha com a desenvoltura económica evidenciada por alguns dos países desta parte do globo, nomeadamente o Brasil. Fonte: UNWTO - Barómetro do Turismo Mundial - Abril 2011 Figura 4 - Principais destinos dos turistas internacionais por (Sub) Região de destino, 2010 (Po) 169,7 153,6 111,6 98,2 94,9 69,6 60,3 58,5 30,5 23,5 20,2 18,7 11,6 11,1 7,9 0 45 90 135 180 SuldaEuropae Mediterrâneo Europa Ocidental Nordeste Asiático Américado Norte Europa Central/Oriental Sudeste Asiático MédioOriente Norteda Europa África Subsariana AméricadoSul Caraíbas NortedeÁfrica Oceânia SuldaÁsia AméricaCentral milhões Fonte: UNWTO - Barómetro do Turismo Mundial - Actualização de Abril de 2011 Nota: Os dados de 2010 apresentam um carácter provisório. Figura 5 – Variação homóloga (2010/2009) das chegadas de turistas internacionais por (Sub) Região de destino 6,6 3,3 1,4 3,4 5,2 2,8 12,7 13,9 12,1 6,4 13,3 6,5 6,5 3,6 3,9 10,3 7,0 6,2 7,4 14,0 0 4 8 12 16 MUNDO EUROPA Norte da Europa Europa Ocidental Europa Central/Oriental Sul da Europa e Mediterrâneo ÁSIA E PACÍFICO Nordeste Asiático Sudeste Asiático Oceânia Sul da Ásia AMÉRICAS América do Norte Caraíbas América Central América do Sul ÁFRICA Norte de África África Subsariana MÉDIO ORIENTE %
  15. 15. 1616161616 Estatísticas do Turismo 2010 Em 2010, relativamente ao ano anterior, mantiveram-se os mesmos países como os principais receptores de turistas, sendo o único facto relevante a entrada no Top 3 da China, por troca com Espanha, permanecendo a França como principal destino, seguida dos Estados Unidos. É de assinalar os crescimentos homólogos registados na Alemanha (+11,2%), China (+9,4%) e Estados Unidos (+8,5%). Em oposição, o Reino Unido foi o único destes países onde diminuiu o número de turistas entrados (-0,4%), não se verificando aqui recuperação do sector, contrariamente à globalidade do resto do mundo. Portugal neste ranking, subiu uma posição relativamente a 2009, situando-se na 37ª posição em 2010. No mesmo ano, considerando as receitas turísticas, verifica-se que os Estados Unidos continuam a ser o principal receptor, quase duplicando o valor da Espanha, segundo no ranking. Ainda neste indicador, a China subiu uma posição por troca com a Itália, sendo de assinalar igualmente a entrada de Hong Kong nesta escala, para o nono lugar. Deste ranking, apenas três países viram descer as receitas turísticas em 2010, tendo sido o caso da Turquia, onde essa redução se cifrou em -2,1%, a França (-6,3%) e a Itália (-3,5%). No pólo oposto situaram-se os crescimentos verificados em Hong Kong (+39,8%), China com +15,5% e os Estados Unidos com +9,8%. Portugal permaneceu na 26ª posição mundial em termos de receitas turísticas em 2010. Em 2010, foram os residentes na Alemanha, nos Estados Unidos e na China os que mais gastaram em turismo, sendo que também aqui a China subiu uma posição por oposição do Reino Unido, graças ao constante aumento acima de 20% verificado nos últimos três anos nos gastos dos turistas oriundos deste país. Posição Entradas de Turistas Internacionais Receitas do Turismo Internacional Despesas em Turismo Internacional 1º França Estados Unidos Alemanha 2º Estados Unidos Espanha Estados Unidos 3º China França China 4º Espanha China Reino Unido 5º Itália Itália França 6º Reino Unido Alemanha Canadá 7º Turquia Reino Unido Japão 8º Alemanha Austrália Itália 9º Malasia Hong Kong (China) Federação Russa 10º México Turquia Austrália ,,, ,,, ,,, ,,, Portugal (37º) Portugal (26º) Portugal (42º) Fonte: UNWTO - Barómetro de Turismo Mundial - Abril de 2011 Quadro 2 – Rankings dos principais indicadores de Turismo, 2010
  16. 16. EstatísticasdoTurismo2010 1717171717 Fonte: EUROSTAT Nota: Os dados de 2010 apresentam um carácter provisório. Figura 6 – Balança Turística dos países da União Europeia, 2010 27 8,8 7,5 6,4 5,3 4,7 2 1,8 1,8 1 0,8 0,8 0,5 0,4 0,4 0,2 0,2 0 -0,4 -1 -1,8-2,4-2,8 -5 -6,4 -13,8 -32,4-40 -20 0 20 40 60 80 Espanha Itália Grécia Áustria França Portugal Rep.Checa Hungria Bulgária Polónia Eslovénia Chipre Malta Luxemburgo Estónia Lituânia Eslováquia Letónia Roménia Finlândia Suécia Dinamarca Irlanda PaísesBaixos Bélgica ReinoUnido Alemanha 109 euros Importações Saldo Balança Turística Exportações Países da UE com saldo positivo de 3,6 mil milhões de euros na Balança Turística A informação provisória disponibilizada pelo EUROSTAT relativamente à balança turística dos 27 países da União Europeia para o ano de 2010, revela que a Espanha, a Itália e a Grécia permaneceram como os países europeus com os mais elevados saldos da balança turística, com 27 mil milhões de euros, 8,8 mil milhões de euros e 7,5 mil milhões de euros, respectivamente. Globalmente, a balança turística da UE apresentou um saldo positivo de cerca de 3,6 mil milhões de euros em 2010, superior aos 2,2 mil milhões de euros registados em 2009. Portugal, à semelhança de anos recentes, apresentou o sexto valor mais elevado no saldo da balança turística, com um total de 4,7 mil milhões de euros em 2010, mais 11,9% relativamente ao ano anterior. Em 2010, a Alemanha, seguida do Reino Unido e da Bélgica, cotaram-se entre os países europeus com os maiores défices da balança turística, constituindo, contudo, a par da França e da Itália, os principais mercados emissores de turistas para o espaço europeu.
  17. 17. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO DO TURISMO PORTUGUÊS
  18. 18. EstatísticasdoTurismo2010 2121212121 2. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO DO TURISMO PORTUGUÊS 2.1 BALANÇO DA ECONOMIA NACIONAL Tendência de recuperação da actividade turística Em 2010, a economia nacional revelou uma tendência de recuperação, após o período de crise económica global que afectou os resultados de 2009. O PIB cresceu 2,3%; a taxa de inflação foi 1,4%. No entanto, o indicador de confiança dos consumidores permaneceu negativo, enquanto a taxa de desemprego atingiu 10,8%. No que diz respeito à actividade turística, os resultados foram positivos para os principais indicadores, embora a dinâmica de crescimento tenha variado ao longo do ano: no primeiro semestre as dormidas apresentaram ainda uma evolução negativa face ao ano anterior (-1,3%), a que se seguiu uma forte recuperação nos meses do Verão (+6,7%) e um abrandamento do crescimento no último trimestre (+3,4%). 2.2 CONTA SATÉLITE DO TURISMO As primeiras estimativas da Conta Satélite do Turismo para 2010 indiciam recuperação da actividade turística Os dados da Conta Satélite do Turismo (CST) de 2010 resultam de uma primeira estimativa para os principais agregados, baseada na informação disponível para o período em análise. Foi também implementada uma nova série da CST para o período de 2000 a 2009, de acordo com a nova base das Contas Nacionais, que tem 2006 como ano de referência. Em 2010, estima-se uma recuperação da actividade turística relativamente aos resultados de 2009, com um aumento da procura turística, medida pelo Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) de 7,9% em termos nominais, correspondendo a cerca de 16 mil milhões de euros. O Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo (VAGT), que se situou nos 6,3 mil milhões de euros, apresenta igualmente uma taxa de variação nominal positiva (+6,4%). Estima-se que a recuperação do Consumo do Turismo no Território Económico tenha sido mais expressiva na componente do Turismo Receptor, relativa ao consumo dos não residentes, que representa mais de metade da procura turística. Nova série da Conta Satélite do Turismo Analisando os resultados da nova série, verifica-se que a Procura Turística, medida pelo Consumo do Turismo, obteve os maiores crescimentos nominais em 2006 e 2007 (+9,5% e +10,4%, respectivamente), observando-se uma desaceleração em 2008 (+2,0%) e uma forte redução em 2009 (-6,2%), correspondendo a 14,8 mil milhões de euros de CTTE. Esta contracção foi consequência da crise económica internacional e do efeito base dos anos anteriores. A evolução da Oferta Turística teve comportamento semelhante, tendo o VAGT registado os maiores aumentos nominais em 2006 (+9,6%) e 2007 (+11,2%). Em 2008 observou-se uma redução de 2,1%, que se acentuou ligeiramente em 2009 (-2,8%), equivalendo a 5,9 mil milhões de euros. * Primeira Estimativa Figura 7 - Evolução nominal do Consumo do Turismo no Território Económico e do Valor Acrescentado gerado pelo Turismo, 2001-2010 5,3 -0,5 -2,9 5,5 3,2 9,5 10,4 2,0 -6,2 7,9 5,8 -0,8 -3,0 7,2 2,3 9,6 11,2 -2,1 -2,8 6,4 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Po 2009 Pe 2010* % Consumo do Turismo no Território Económico Valor Acrescentado gerado pelo Turismo
  19. 19. 2222222222 Estatísticas do Turismo 2010 VAGT VAB VAGT VAB Total 6 075 807 149 792 900 5 902 697 148 086 000 Actividades Características do Turismo 5 373 414 13 452 880 5 239 617 13 364 093 Hotéis e Similares 1 858 216 1 953 494 1 720 381 1 808 590 Residências Secundárias por conta própria 524 537 524 537 545 887 545 887 Notas: 1 368 177 4 804 009 1 307 192 4 915 743 Transportes 1 024 008 4 089 064 1 085 606 4 041 544 Aluguer de equipamento de transporte de passageiros 225 728 935 338 228 454 915 692 Agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos 151 624 255 412 134 319 226 260 Cultura, Desporto, Recreação e Lazer 221 124 894 027 217 779 910 377 Fonte: INE - Conta Satélite do Turismo 2008 e 2009 Notas: O valor do VAB 2008 corresponde ao valor provisório do VAB das Contas Nacionais de 2008 Quadro 4 - Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo e Valor Acrescentado Bruto da Economia, 2008-2009 2008 Po 2009 Pe Unidade: 10 3 Euros Actividades do Turismo A evolução das componentes da Procura Turística revela que o Turismo Receptor1 obteve os melhores resultados em 2006 e 2007 (acréscimos homólogos de cerca de 12%, em termos nominais), a que se seguiu uma estabilização em 2008 (+0,3%) e um forte decréscimo em 2009 (-7,4%). O Turismo Interno2 também decresceu em 2009 (-5,5%), após um período alargado de crescimento, de 2004 a 2008, com destaque para o ano de 2007 (+8,8%). Os resultados da Oferta Turística (medidos pelo Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo) revelam que, em 2008, as actividades que registaram os maiores crescimentos homólogos foram o Aluguer de transporte de passageiros (+5,6%) e as Residências secundárias (+4,5%), enquanto em 2009 se destacaram o sector dos Transportes (+6,0%) e as Residências secundárias (+4,1%), sector este cujo crescimento tem sido relativamente constante nos últimos anos. Em 2009, os resultados menos favoráveis ocorreram nos sectores das Agências de viagens e dos Hotéis e similares (decréscimos nominais de 11,4% e 7,4%, respectivamente). Contributos do Turismo para os principais Agregados Macroeconómicos Em 2009, o Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo representava 4,0% do VAB da economia, proporção inferior à de 2008 em 0,1 p.p. e à de 2007 em 0,3 p.p. Em termos de dinâmica de crescimento, os resultados de 2009 revelam que tanto o VAB do conjunto da Economia como o Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo decresceram, o VAB menos 1,7 p.p. do que o VAGT. Pelo contrário em 2008, o VAB e o VAGT apresentaram evoluções de sinal contrário, tendo a taxa de crescimento nominal do VAB superado a do VAGT em 4,9 p.p. Unidade: 106 Euros Componentes do CTTE 2006 2007 2008 Po 2009 Pe Consumo do Turismo no Território Económico 14 008,5 15 466,6 15 776,2 14 797,4 Consumo doTurismo Receptor (a) 7 878,6 8 822,6 8 846,8 8 192,0 Consumo do Turismo Interno (b) 5 395,5 5 868,7 6 125,6 5 787,6 Consumo das Outras componentes do Turismo 734,3 775,3 803,8 817,7 Notas: (a) Inclui o consumo do turismo receptor e o consumo do turismo de negócios de não residentes no território económico do país (b) Inclui o consumo do turismo interno e o consumo do turismo de negócios de residentes no território económico do país Quadro 3 – Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE), 2006-2009 Figura 8 – Evolução nominal do Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo por actividades características do Turismo, 2008-2009 -1,5 -7,4 4,5 4,1 -4,2 -4,5 -7,2 6,05,6 1,2 -4,8 -11,4 0,3 -1,5 -15,0 -10,0 -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0 % Hotéis e Similares Residências Secundárias Restaurantes e Similares Transportes Aluguer de transporte Agências de viagens Cultura e Lazer 2008/2007 2009/2008 1 Inclui o consumo do turismo receptor e o consumo do turismo de negócios de não residentes no território económico do país. 2 Inclui o consumo do turismo interno e o consumo do turismo de negócios de residentes no território económico do país.
  20. 20. EstatísticasdoTurismo2010 2323232323 Segundo os resultados da nova série da CST, em 2008 a proporção do Consumo do Turismo no PIB foi de 9,2% e em 2009 de 8,8%, estimando-se que em 2010 atinja 9,2%. Com efeito, os valores preliminares de 2010 indiciam uma recuperação do Consumo do Turismo (+7,9%) superior à do PIB a preços de mercado (+ 2,4%). 2.3 BALANÇA TURÍSTICA Receitas turísticas crescem mais do que as despesas turísticas Os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal relativos à Balança Turística Portuguesa3 em 2010 revelam uma expressiva melhoria das receitas provenientes do Turismo relativamente ao ano anterior (+10,2%), correspondendo a 7 611 milhões de euros. Este valor é também ligeiramente superior aos observados em 2008 e 2007, indiciando uma recuperação do sector. As despesas turísticas, que ascenderam a 2 953 milhões de euros, evidenciaram igualmente um crescimento homólogo significativo, embora de menor dimensão (+8,9%). Assim, o saldo da balança turística foi de 4 658 milhões de euros, superando em 11% o registado em 2009. Em 2010, a taxa de cobertura da balança turística foi de 257,7%, superior à do ano anterior, que se situou nos 254,7%. Analisando a evolução da Balança Turística nos últimos cinco anos, em que os melhores resultados ocorreram em 2007, 2008 e 2010 e os menos favoráveis em 2006 e 2009, obtém-se um crescimento médio anual de 3,4% nas receitas, 2,7% nas despesas e 3,8% no saldo da Balança. Não se verificaram alterações nas posições relativas dos principais mercados emissores de fluxos monetários turísticos para Portugal, em 2010: Reino Unido (18,3%), França (17,4%), Espanha (14,6%) e Alemanha (10,4%). No seu conjunto, estes mercados reduziram a sua quota face a 2009 em 2 p.p. Estes países são igualmente os principais mercados de destino de divisas provenientes do turismo nacional, representando 59,9% do total, resultado inferior ao de 2009 em 1,4 p.p. Figura 9 – Proporção do Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) no PIBpm, 2008-2010 9,2% 8,8% 9,2 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 0 30 000 60 000 90 000 120 000 150 000 180 000 2008 Po 2009 Pe 2010 Pe 106 Euros CTTE PIBpm Contribuição do CTTE no PIBpm Figura 10 – Balança Turística Portuguesa, 2006-2010 6672 7402 7440 6909 7611 2 658 2 869 2 939 2 712 2 953 4 014 4 533 4 501 4 196 4 658 0 1 500 3 000 4 500 6 000 7 500 9 000 2006 2007 2008 2009 2010 106 Euros Receitas Despesas Saldo 3 Não inclui a rubrica relativa a Transporte Internacional.
  21. 21. 2424242424 Estatísticas do Turismo 2010 Unidade: Milhares de euros 2009 2010 2009 2010 TOTAL 6 907 843 7 610 905 2 712 262 2 952 889 Países europeus da OCDE 5 829 066 6 201 962 2 074 027 2 208 025 UE 5 563 115 5 942 268 1 991 834 2 125 577 Alemanha 753 546 788 697 177 598 185 140 Áustria 56 278 55 803 13 994 15 134 Bélgica/Luxemburgo 261 310 275 258 90 030 104 966 Dinamarca 73 564 81 498 8 837 7 921 Espanha 1 055 158 1 114 484 866 126 917 617 França 1 213 933 1 323 733 322 545 349 353 Grécia 15 610 10 869 10 185 8 445 Hungria 9 039 9 024 3 562 3 373 Irlanda 177 262 178 694 32 151 43 711 Itália 157 678 176 522 91 551 93 807 Países Baixos 283 300 318 298 50 209 51 777 Polónia 42 871 48 441 6 744 6 934 Reino Unido 1 304 921 1 391 742 297 368 317 676 República Checa 15 748 14 140 7 505 7 137 Suécia 73 180 82 945 8 069 7 557 Outros países da UE 3 107 3 135 1 064 1 078 Outros países europeus da OCDE 265 951 259 694 82 194 82 448 Islândia 1 370 2 527 921 716 Noruega 71 133 79 335 5 596 5 952 Suíça 188 444 172 680 61 956 54 897 Turquia 5 004 5 152 13 720 20 882 Países americanos da OCDE 332 540 409 929 173 946 209 826 Canadá 86 709 102 444 38 129 44 502 EUA 241 639 300 857 131 587 159 142 Outros países da OCDE 37 555 48 718 20 511 21 342 Outros países 708 682 950 297 443 778 513 696 Fonte: Banco de Portugal (Informação disponível em Maio de 2011) Quadro 5 - Receitas e Despesas do Turismo, por Países de Origem/Destino PAÍSES RECEITAS DESPESAS A evolução do grupo dos principais mercados geradores de receitas turísticas foi globalmente positiva, destacando-se o crescimento homólogo da França (+9%), seguindo-se o Reino Unido (+6,7%), a Espanha (+5,6%) e a Alemanha (+4,7%). Também os principais mercados receptores de despesas turísticas apresentaram acréscimos homólogos, que atingiram maior expressão na França (+8,3%) e no Reino Unido (+6,8%).
  22. 22. PROCURA TURÍSTICA
  23. 23. EstatísticasdoTurismo2010 2727272727 3. PROCURA TURÍSTICA DOS RESIDENTES 3.1 INQUÉRITO ÀS DESLOCAÇÕES DOS RESIDENTES Apresentamos seguidamente os resultados do Inquérito às Deslocações dos Residentes (IDR) de 2010, inquérito que, a partir do ano de referência 2009, passou a cobrir a recolha de informação relativa à temática da procura turística dos residentes. A informação recolhida por este inquérito permite analisar o fenómeno da procura turística dos residentes em território nacional e conhecer as principais características e os fluxos das viagens realizadas em Portugal e para destinos dentro e fora da Europa. São inquiridos os indivíduos residentes em Portugal, cuja residência principal é um alojamento não colectivo, que tenham realizado deslocações em que dormiram (pelo menos uma noite) fora do seu ambiente habitual, pelos seguintes motivos: Lazer, Recreio e Férias; Profissionais e de Negócios; Visita a Familiares e Amigos, Saúde (razões voluntárias), Religiosos e Outros motivos. 3.1.1 Perfil dos turistas Durante o ano de 2010, cerca de 4 milhões de residentes, representando 37,4% da população (menos 2,7 p.p. do que em 2009) efectuaram pelo menos uma deslocação em que tenham dormido uma ou mais noites fora do seu ambiente habitual (não foram contabilizadas as viagens dentro da localidade de residência e para o local de trabalho ou estudo habitual). Considerando apenas as deslocações com destino no estrangeiro, esse valor situa-se em cerca de 8,8% da população residente, mais 1 p.p. do que no ano anterior. Examinando o principal motivo da deslocação, cerca de 2,8 milhões de indivíduos viajaram por “Lazer, recreio e férias” em 2010, sendo este o motivo mais frequentemente referido como o principal motivo para se efectuar uma deslocação. O segundo motivo mais frequente foi a “Visita a familiares ou amigos”, que levou cerca de 1,8 milhões de residentes a viajarem. Por motivos “Profissionais ou de negócios” deslocaram-se, no mesmo ano, cerca de 377 mil indivíduos. Nos indivíduos que viajaram em 2010 por motivos “Profissionais ou de negócios”, à semelhança do ocorrido no ano anterior, verifica-se uma predominância dos indivíduos do sexo masculino, que representaram 62,8% do total de indivíduos que viajaram por este motivo. Contrariamente, nos outros principais motivos, a desagregação por género acompanha aproximadamente a apresentada na população residente: 51,7% de mulheres e 48,3% de homens. Assim, dos indivíduos que viajaram por “Lazer, recreio e férias” e por “Visita a familiares ou amigos”, 51,5% e 53,5% eram do sexo feminino, respectivamente. Figura 11 – População, segundo a realização ou não de viagens turísticas, por principal motivo da viagem, 2010 6 658,3 6 658,3 6 658,3 6 658,3 1 222,5 2 220,4 3 600,63 977,6 2 755,0 1 757,1 376,9 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Total Lazer, Recreio e Férias Visita a Familiares e Amigos Negócios/ Profissionais Não turistas Turistas por outros motivos Turistas pelo motivo milhares
  24. 24. 2828282828 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 13 – Viagens, segundo os principais motivos, 2010 Lazer, Recreio e Férias 48,6% Outros motivos 3,3%Profissionais/ Negócios 7,5% Saúde 0,2% Visita a Familiares e Amigos 39,2% Religião 1,2% Observando a estrutura etária dos turistas, verifica-se que 60,4% dos indivíduos que viajaram por motivos “Profissionais ou de negócios” tinham menos de 45 anos de idade; em oposição, por motivos de saúde 65,6% tinham mais de 44 anos, sendo estes dois motivos os que se afastam mais da estrutura da população residente. Os turistas que se deslocaram por “Lazer, recreio e férias” concentravam-se nos escalões com menos de 45 anos: 63,8% dos turistas por este motivo (56% da população residente no mesmo grupo etário). Assim, o motivo cuja estrutura etária mais se aproxima da estrutura da população residente é o relacionado com “Visita a familiares ou amigos”, em que o desfasamento comparativo entre escalões nunca ultrapassou os 3 p.p. Cerca de 62,6% da população residente não efectuou qualquer deslocação turística em 2010, tendo sido apontadas as razões económicas como a justificação para a sua não realização por mais de metade dos indivíduos (51,2%) nestas circunstâncias. 3.1.2 Características das viagens Em 2010 realizaram-se cerca de 15,4 milhões de viagens por motivos turísticos, o que, comparativamente com 2009, se traduziu em menos 14,8%. De assinalar que no IDR se consideram as deslocações realizadas por toda a população para fora do ambiente habitual, e não apenas as realizadas pelos três principais motivos. Predominam as viagens por motivo de lazer, recreio e férias As viagens por motivo “Lazer, recreio e férias” representaram pouco menos de metade das deslocações realizadas pelos residentes: 48,6% (51,2% em 2009), cifrando-se o seu número em cerca de 7,5 milhões. As viagens para “Visita a familiares ou amigos” constituíram o segundo conjunto mais importante que, com cerca de 6 milhões de deslocações, representam 39,2% do total (37,7% em 2009). Figura 12 – Estrutura etária da população residente e dos indivíduos que viajaram, por principais motivos da viagem, 2010 15,2 19,0 17,1 5,0 17,4 8,8 10,9 11,5 10,7 9,7 10,4 6,3 29,9 33,3 28,3 45,7 23,0 27,3 19,6 26,1 25,2 28,7 34,5 29,9 25,6 38,5 17,9 11,0 15,2 5,1 35,7 19,3 26,8 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% População Total Lazer, Recreio e Férias Visita a Familiares e Amigos Profissionais/Negócios Saúde Religião Outros motivos 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 44 anos 45 - 64 anos + 64 anos
  25. 25. EstatísticasdoTurismo2010 2929292929 Os outros motivos apresentam níveis muito inferiores, em que, ainda assim, as 1,2 milhões de deslocações “Profissionais ou de negócios” representam 7,5% do total, peso que, no ano anterior, se situou em 8,6%. As deslocações por motivos “Religião” e “Saúde” (apenas razões voluntárias), no seu conjunto representam apenas 1,4% do total de viagens turísticas dos residentes, sendo o remanescente 3,3% relativo a deslocações turísticas com motivos diversos não enquadrados nas outras situações. As viagens com destino ao estrangeiro assumem maior importância nos motivos profissionais e de negócios Em termos do seu destino principal, as viagens turísticas realizadas em 2010 pelos residentes distribuíram-se por cerca de 89,5% com destino em Portugal e 10,5% com destino no Estrangeiro, exactamente a mesma estrutura apresentada em 2009. Se pelo motivo “Lazer, recreio e férias” esta distribuição diverge pouco face à totalidade das deslocações (registando 86,2% e 13,8%, respectivamente), os outros dois principais motivos apresentam proporções diferentes, com uma flagrante concentração de deslocações para locais localizados em Portugal (95,4% do total) no motivo “Visita a familiares ou amigos”, enquanto nas deslocações “Profissionais ou de negócios” as viagens para destinos no estrangeiro dilatam o seu peso para 21% do total. Em 2010, cerca de 2,7 milhões de viagens turísticas iniciaram-se no mês de Agosto representando 17,6% do total de viagens realizadas, sendo este o mês em que a ocorrência de deslocações turísticas é mais marcante. Dezembro e Julho, com cerca de 11,9% e 11,3% do total, destacam-se igualmente dos restantes meses pelo número de deslocações turísticas neles iniciadas. No extremo oposto, os meses menos importantes em termos turísticos foram Março, Maio e Novembro, em que apenas se iniciaram em cada um deles cerca de 5,7% das deslocações realizadas em 2010. Considerando apenas o motivo “Lazer, recreio e férias”, o trimestre correspondente ao Verão, de Julho a Setembro, concentrou perto de metade (49,1%) do total de deslocações iniciadas por este motivo em 2010, valor superior aos 43,3% verificados neste período em 2009. Em oposição, o trimestre que reuniu menos deslocações por este motivo em 2010 foi o primeiro, que contabilizou apenas 14,8%. Figura 14 – Viagens, segundo os principais motivos, por destino, 2010 13 764 6 445 5 747 913 1 609 1 032 279 243 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Total Lazer, Recreio e Férias Visita a Familiares e Amigos Profissionais /Negócios Portugal Estrangeiro milhares Figura 15 – Viagens, segundo os principais motivos, por mês de partida, 2010 0 500 1000 1500 2000 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez milhares Lazer, Recreio e Férias Visita a Familiares e Amigos Profissionais/Negócios
  26. 26. 3030303030 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 16 – Viagens, segundo os principais motivos, por organização da viagem, 2010 20,6 29,8 6,2 36,9 72,1 59,9 92,9 42,8 7,3 10,3 0,9 20,3 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Total Lazer, Recreio e Férias Visita a Familiares e Amigos Profissionais /Negócios % Directamente Sem marcação Agência Viagens/OT Foi no mês de Dezembro, que se iniciaram mais deslocações por motivo “Visita a familiares ou amigos” (18% do total), sendo que, nos meses do 1º e do 4º trimestre de 2010, este motivo foi o mais frequente para a realização de viagens turísticas, em oposição aos restantes meses em que o motivo “Lazer, recreio e férias” foi o mais importante. Relativamente ao principal meio de transporte utilizado nas viagens dos residentes em 2010, verifica-se que o “automóvel privado” foi utilizado em cerca de 12,6 milhões das deslocações, representando 81,7% do total. O avião, utilizado em 1,3 milhões de viagens e o veículo pesado de passageiros, utilizado em 791 milhares de deslocações, foram os meios de transporte público mais salientes, representando 13,7% no seu conjunto. É de assinalar a importância que o transporte aéreo assumiu nas viagens “Profissionais ou de negócios” em 2010: 21,8% do total de deslocações ocorreram por este motivo, contrastando com o verificado nas viagens relacionadas com “Visita a familiares ou amigos” em que foi utilizado apenas em 4,3% das deslocações. O meio de transporte escolhido depende em grande medida da distância até ao destino das deslocações. Assim, nas deslocações cujo destino se localiza em Portugal, o transporte terrestre foi utilizado em 97,6% das deslocações, sendo o “automóvel privado” utilizado em 88,2% das viagens para este destino. Nas deslocações com destino no estrangeiro, o avião foi usado em 64,6% das deslocações. De assinalar a importância relativa da utilização do “autocarro” nas deslocações ao estrangeiro: 6,8%, superando o valor deste modo de transporte nas deslocações em Portugal em que representa apenas 5%. Em cerca de 11,1 milhões de viagens turísticas realizadas em 2010 (72,1% do total), não existiu qualquer marcação prévia dos serviços associados à deslocação, incluindo transporte ou alojamento. Em 20,6% dessas deslocações foi marcado pelo menos um serviço directamente no prestador, não se recorrendo a agência de viagens ou operador turístico (OT). O recurso a agência de viagens ou outro operador turístico ocorreu em 7,3% (8,7% em 2009) das viagens turísticas, com especial incidência nas realizadas pelos motivos “Profissionais ou de negócios” e “Lazer, recreio e férias” em que se verificou esse recurso em 20,3% e 10,3% das deslocações realizadas por esses motivos, respectivamente. A utilização das agências reduz-se de forma acentuada nas deslocações para “Visita a familiares e amigos”, em que se fica apenas pelos 0,9%. A tipificação da organização das deslocações difere substancialmente consoante o destino seja em Portugal ou no Estrangeiro, sendo que, no primeiro caso, a quase totalidade das deslocações se realizou sem qualquer tipo de marcação ou com marcação directa junto do prestador do serviço de transporte ou alojamento (96,4% do total), enquanto nas deslocações ao estrangeiro o recurso a agência de viagem ou outro operador turístico ocorreu em 39,1% das viagens.
  27. 27. EstatísticasdoTurismo2010 3131313131 Da relação entre o destino da viagem, o seu motivo principal e duração, verifica-se, que em 2010, as deslocações ao estrangeiro tiveram duração superior às deslocações com destino em Portugal; esta superioridade só não se verificou nas deslocações por “Lazer, recreio e férias” com 4 ou mais noites, em que a duração das deslocações para Portugal foi ligeiramente superior que as realizadas para o estrangeiro, com durações médias respectivas de 10,1 dias e 9,0 dias. As viagens que, em média, tiveram maior duração, foram as efectuadas por “Visita a familiares ou amigos” com destino no estrangeiro (em média 15,4, subindo para 17,5 dias no subconjunto de longa duração), sendo que, pelo mesmo motivo mas com destino a Portugal, foram em média as mais curtas (2,6 dias), sensivelmente o mesmo valor registado pelas viagens “Profissionais ou de negócios” com destino igualmente em Portugal (2,7 dias em média). LD = Longa duração (viagens com 4 ou mais noites) Figura 17 – Duração média da viagem, segundo os principais motivos, por destino, 2010 3,7 10,5 3,2 9,8 5,4 2,7 8,6 2,6 10,1 5,2 7,2 17,5 15,4 9,0 7,0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Profissionais/ Negócios Visita a Familiares e Amigos LD Visita a Familiares e Amigos Lazer, Recreio e Férias LD Lazer, Recreio e Férias dias Estrangeiro Portugal TOTAL
  28. 28. 3232323232 Estatísticas do Turismo 2010 3.1.3 Características das dormidas O número de dormidas associadas às deslocações turísticas dos residentes ascendeu a cerca de 68,1 milhões, menos 15% do que o verificado em 2009. Desse número, cerca de 54 milhões corresponderam a dormidas em Portugal e 14,2 milhões a dormidas no estrangeiro. A repartição das dormidas no território nacional mostra que as regiões Centro e Algarve foram aquelas que concentraram um maior número de dormidas, com 26,6% do total de dormidas em ambas as regiões. No extremo oposto foram as Regiões Autónomas as menos procuradas, com apenas 2,3% nos Açores e 1,3% na Madeira, do total de dormidas ocorridas nas viagens turísticas dos residentes. Figura 18 – Destino das viagens e das dormidas, segundo os principais motivos (%), por NUTS II, 2010 km 14,,6 110,66 23,,9 227,99 23,,2 111,55 10,,1 226,11 30,,9 224,77 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 29,,3 119,99 33,,1 337,66 34,,9 222,99 19,,8 333,66 33,,6 330,88 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 29,,3 119,99 33,,1 337,66 34,,9 222,99 19,,8 333,66 33,,6 330,88 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 12,,7 110,88 17,,6 110,55 8,,0 111,55 10,,7 114,88 9,,4 88,22 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 25,,5 446,22 5,,0 66,44 9,,9 339,33 46,,4 66,00 7,,2 110,99 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 1,,2 11,88 0,,9 22,99 2,,911,66 1,,8 22,77 4,,8 44,88 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N 1,,3 11,88 0,,5 11,99 1,,211,33 1,,3 11,11 2,,0 22,88 LRF LLRF LD VFA VVFA LD P/N LRF - Lazer, Recreio e Férias LRF LD - Lazer, Recreio e Férias, Longa Duração VFA - Visita a Familiares e Amigos VFA LD - Visita a Familiares e Amigos, Longa Duração P/N - Profissionais/Negócios
  29. 29. EstatísticasdoTurismo2010 3333333333 De acordo com os principais motivos, é de assinalar que, no Algarve foi onde se registou o maior número de dormidas por “Lazer, recreio e férias”: 39,3% do total, sendo assim a região mais relevante. Já pelos motivos “Visita a familiares ou amigos” e “Profissionais ou de negócios”, foi a região Centro a mais procurada, com 33,6% e 30,8% do total de dormidas associadas a estes motivos, sendo a região Norte, nestes dois motivos, a segunda mais importante. A maior concentração de dormidas associadas a um motivo específico numa região aconteceu no Centro pelo motivo “Religião”, facto justificável pela localização do Santuário de Fátima, em que o valor registado atingiu os 66%. O meio de alojamento mais utilizado nas dormidas relativas às deslocações turísticas realizadas em 2010, foi o “Alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos”, associado a 43,4% das dormidas (41,8% em 2009), sendo seguido pelos “Estabelecimentos hoteleiros” com cerca de 14,1 milhões de dormidas (20,7% do total). Considerando apenas as dormidas ocorridas em Portugal, a proporção de dormidas nos “Estabelecimentos hoteleiros” reduz-se para 14,3%, assumindo as “Segundas residências” maior destaque, valendo 24,3% do total. O principal meio de alojamento mantém-se o “Alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos” com uma percentagem próxima do peso global: 44,2%. No estrangeiro a tipificação do meio de alojamento é substancialmente diferente, com os “Estabelecimentos hoteleiros” a contabilizarem 44,8% do total de dormidas, sendo o mais relevante; seguiu-se o “Alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos” com 40,4%. O meio de alojamento utilizado é substancialmente diferente consoante o motivo da viagem: se, nas deslocações por motivo “Lazer, recreio e férias” e “Profissionais ou de negócios”, os “Estabelecimentos hoteleiros” são os mais utilizados, com 27,5% e 46,2% do total de dormidas das viagens realizadas por esses motivos, esse mesmo meio de alojamento apenas acumulou 2,9% das dormidas nas deslocações por “Visita a familiares ou amigos”. Figura 19 – Dormidas por motivo de Lazer, Recreio e Férias, segundo o meio de alojamento utilizado e destino da viagem, 2010 18,6 6,9 0,8 15,5 29,0 28,3 0,9 68,6 4,5 0,0 7,7 0,8 16,6 1,8 0 10 20 30 40 50 60 70 Estab. Hoteleiros Outros Estab. Aloj. Colectivo e Aloj. Especializado Quartos arrendados em casas particulares Apartamentos ou casas arrendadas Segunda residência Alojamento fornecido gratuitamente Outro alojamento privado % Portugal Estrangeiro Figura 20 – Dormidas por motivo de Visita a Familiares e Amigos, segundo o meio de alojamento utilizado e destino da viagem, 2010 1,8 0,6 0,0 0,1 14,6 82,5 0,4 6,6 0,0 0,0 0,0 9,1 83,1 1,2 0 20 40 60 80 100 Estab. Hoteleiros Outros Estab. Aloj. Colectivo e Aloj. Especializado Quartos arrendados em casas particulares Apartamentos ou casas arrendadas Segunda residência Alojamento fornecido gratuitamente Outro alojamento privado % Portugal Estrangeiro
  30. 30. 3434343434 Estatísticas do Turismo 2010 3.1.4 Características das despesas Em 2010 a despesa média por viagem turística cifrou-se em 157,24 Euros, abrangendo todas as viagens com, pelo menos, uma noite. Segundo o destino, para as deslocações efectuadas em Portugal a despesa média foi 105,61 Euros, enquanto para as viagens para o estrangeiro atingiu os 599,06 Euros. Segundo o motivo, verifica-se que nas deslocações por “Lazer, recreio e férias”, a despesa média por viagem alcançou os 218,20 euros, valor bem superior ao obtido nas viagens para “Visita a familiares ou amigos”: 76,76 euros. O valor observado nas deslocações “Profissionais ou de negócios” atingiu os 205,58 euros. No respeitante à despesa média diária por turista dispendida pelo agregado a que pertence, em 2010, o valor atingiu os 35,48 euros para o total das deslocações, 26,94 euros para as viagens para Portugal e 68,06 euros para as deslocações ao estrangeiro. Os valores extremos de despesa média diária por turista foram registados nas deslocações ao estrangeiro por razões “Lazer, Recreio e Férias” que atingiu 90,67 euros, substancialmente superior ao verificado nas deslocações para “Visita a familiares ou amigos” em Portugal: 21,26 euros. Salienta-se ainda a particularidade do efeito da Longa Duração (LD), que provoca uma redução na despesa média diária nas deslocações de “Recreio, lazer e férias” face à respectiva média global, enquanto faz elevar significativamente esse valor nas deslocações por “Visita a familiares e amigos”. Figura 21 – Despesa média diária por turista, segundo os principais motivos, por destino, 2010 56,0 39,9 23,8 38,3 40,1 37,4 43,7 21,3 26,2 29,1 82,3 33,3 32,7 86,5 90,7 0 20 40 60 80 100 Profissionais / Negócios Visita a Familiares e Amigos LD Visita a Familiares e Amigos Lazer, Recreio e Férias LD Lazer, Recreio e Férias EurosEstrangeiro Portugal Total
  31. 31. OFERTA NO ALOJAMENTO TURÍSTICO COLECTIVO
  32. 32. EstatísticasdoTurismo2010 3737373737 Unidade: Nº TIPOS DE ALOJAMENTO 2009 2010 ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS Número 1 988 2 011 Capacidade de Alojamento 273 804 279 506 Pessoal ao Serviço 46 154 47 452 Dormidas 36 457 069 37 391 291 Residentes em Portugal 13 242 692 13 783 084 Residentes no Estrangeiro 23 214 377 23 608 207 PARQUES DE CAMPISMO Número (*) 225 227 Capacidade de Alojamento (a) (*) 180 584 181 954 Pessoal ao Serviço 2 825 2 841 Dormidas 6 749 904 6 512 198 Residentes em Portugal 5 097 314 4 903 302 Residentes no Estrangeiro 1 652 590 1 608 896 COLÓNIAS DE FÉRIAS Número 38 36 Capacidade de Alojamento 6 138 4 873 Pessoal ao Serviço 1 271 1 104 Dormidas 656 444 600 732 Residentes em Portugal 629 588 571 305 Residentes no Estrangeiro 26 856 29 427 POUSADAS DA JUVENTUDE Número 48 50 Capacidade de Alojamento 4 661 4 652 Pessoal ao Serviço 411 429 Dormidas 501 325 530 784 Residentes em Portugal 370 470 391 230 Residentes no Estrangeiro 130 855 139 554 TURISMO NO ESPAÇO RURAL (*) Número 1 193 1 185 Capacidade de Alojamento 13 211 13 267 Pessoal ao Serviço x x Dormidas x x Residentes em Portugal x x Residentes no Estrangeiro x x a) Não inclui a Região Autónoma dos Açores (*) Fonte: Turismo de Portugal (TP) Quadro 6 - Capacidade de Alojamento, Pessoal ao Serviço e Dormidas no Conjunto dos Meios de Alojamento 4. OFERTA NO ALOJAMENTO TURÍSTICO COLECTIVO 4.1 CONJUNTO DOS MEIOS DE ALOJAMENTO TURÍSTICO COLECTIVO Em 2010, os resultados do conjunto dos meios de alojamento incluem informação relativa ao número de estabelecimentos e capacidade de alojamento no Turismo no Espaço Rural, da responsabilidade do Turismo de Portugal, I.P., permanecendo no entanto indisponíveis os correspondentes dados sobre o movimento de hóspedes e dormidas, devido a uma reformulação da operação estatística que cobre o sector. Em Julho de 2010, a capacidade disponível nos meios de alojamento turístico colectivo era de 484 252 camas, superior em 1,2% à observada em 2009. Em termos de representatividade, a hotelaria deteve uma quota de 57,7% da oferta total, os parques de campismo 37,6%, o Turismo no Espaço Rural 2,7% e as colónias de férias/ pousadas de juventude 2%. No ano de 2010, o conjunto dos meios de alojamento apresentaram 45 milhões de dormidas, mais 1,5% do que no ano anterior. Para este acréscimo contribuíram tanto os residentes (+1,6%) como os não residentes (+1,4%). A hotelaria representou 83% do total de dormidas, os parques de campismo 14,5%, as colónias de férias 1,3% e as pousadas de juventude 1,2%, não se verificando alterações nas posições relativas de cada tipo de alojamento.
  33. 33. 3838383838 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 22 – Repartição da capacidade de Alojamento nos estabelecimentos hoteleiros, 2010 Hotéis 53,4% Hotéis- Apartamen. 13,6% Apartamen. Turísticos 11,6% Aldeamentos Turísticos 5,6% Pousadas 0,9% Outros 14,9% Norte 13,7% Centro 13,9% Lisboa 19,2% Alentejo 4,3% Algarve 35,5% R.A.Açores 3,1% R.A.Madeira 10,3% 4.2 ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS 4.2.1 Capacidade de Alojamento Ligeiro aumento do número de estabelecimentos e da capacidade disponível Nesta edição das Estatísticas do Turismo mantém-se a desagregação da informação por categoria dos hotéis e dos hotéis-apartamentos, que constituem as principais tipologias em termos de importância relativa. Por outro lado, na sequência das alterações legislativas que regulam o sector, optou-se por manter, embora de forma agregada, a informação dos motéis, estalagens e pensões, tipologias já não reconhecidas pelo TP- Turismo de Portugal de acordo com a actual legislação (DL nº 39/2008, de 7 de Março), mas que integram o Alojamento Turístico no âmbito da Classificação das Actividades Económicas. Em Julho de 2010 estiveram em actividade 2 011 estabelecimentos hoteleiros, mais 23 do que no ano anterior, significando uma variação homóloga positiva de 1,2%. O número de hotéis aumentou expressivamente: mais 90 do que em Julho de 2009, correspondendo a um acréscimo homólogo de 13,2%. Este aumento resultou do contributo de todas as categorias, nomeadamente das unidades de cinco estrelas (+14,3%) e, principalmente das de duas e uma (+33,3%), estas últimas devido à reconversão de estabelecimentos das tipologias não reconhecidas. Os aldeamentos e os hotéis-apartamentos também aumentaram em número (5 e 9 unidades, respectivamente), os últimos devido ao aumento das unidades de cinco e quatro estrelas. Pelo contrário, o número de apartamentos turísticos e pousadas não apresentou alterações sensíveis (menos uma unidade em ambos). Regionalmente e face a Julho de 2009, verificaram-se aumentos da oferta de estabelecimentos hoteleiros no Algarve (+4,3%), em Lisboa (+3%), no Alentejo (+2,6%) e no Centro (+1,2%). Os Açores mantiveram o mesmo número, enquanto no Norte e na Madeira se observaram reduções, de 2% e 1,6% respectivamente. O Norte, o Centro e o Algarve assumem maior relevância na oferta de estabelecimentos, representando cada região cerca de 20% do total. Por tipologia, os hotéis detêm uma quota de 38,3% do total, seguindo-se os apartamentos turísticos (9,1%). Em Julho de 2010, os estabelecimentos hoteleiros dispunham de uma oferta de 124 542 quartos com 279 506 camas, capacidade superior à de 2009 em 3,2% e 2,1% respectivamente. O Alentejo foi a região com maior aumento da capacidade disponível (+9,2% nos quartos e +12,4% nas camas), seguindo-se Lisboa e o Algarve (ambos com aproximadamente +5% nos quartos e +3% nas camas). O Centro não apresentou alterações sensíveis (+0,8%), enquanto as restantes regiões decresceram ligeiramente (cerca de -1% cada). Considerando o tipo de estabelecimento, observaram-se acréscimos homólogos da capacidade de alojamento nos hotéis-apartamentos (+9%), nos hotéis (+5,5%), nos aldeamentos turísticos (+4,5%) e nas pousadas (+3%). Os apartamentos turísticos reduziram a oferta de camas em 2,2%, embora o maior decréscimo tenha ocorrido para o conjunto das tipologias não reconhecidas (-11,2%), resultado associado ao processo de reconversões em curso, conforme já foi referido. Mais de metade da capacidade de alojamento foi disponibilizada pelos hotéis (53,4%), seguindo-se os hotéis- apartamentos (13,6%) e os apartamentos turísticos (11,6%). Regionalmente, o Algarve dispõe da maior oferta de camas (35,5% do total) secundado por Lisboa (19,2%) e pelo Centro e Norte (aproximadamente 14% cada).
  34. 34. EstatísticasdoTurismo2010 3939393939 Figura 23 – Capacidade Média de Alojamento nos Estabelecimentos Hoteleiros, por NUTS II, 2010 87 93 172 76 240 106 154 0 50 100 150 200 250 300 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.Açores R.A.Madeira N.º de camasPortugal = 139 No período em análise, os estabelecimentos hoteleiros apresentaram uma capacidade média de 139 camas, ligeiramente superior à do período homólogo do ano anterior (+0,9%). A desagregação por tipo de estabelecimento revela que as pousadas e os hotéis-apartamentos aumentaram a sua capacidade média em 5,5% e 1,8%, respectivamente, enquanto as restantes tipologias decresceram, de forma mais expressiva nos aldeamentos turísticos (-9,2%) e nos hotéis (-6,8%). Não se verificaram alterações em termos de importância relativa das regiões para este indicador, tendo-se salientado o Algarve, Lisboa, Madeira e Açores. Situação semelhante se verifica na desagregação por tipologia, em que os aldeamentos, os hotéis-apartamentos, os hotéis e os apartamentos turísticos detiveram os valores mais elevados da capacidade média. Número de pessoas ao serviço aumenta Em Julho de 2010, a hotelaria contava com 47 452 pessoas ao serviço, valor que representa um acréscimo de 2,8% face a 2009. Os hotéis-apartamentos e os aldeamentos turísticos aumentaram o número de pessoas ao serviço (+3,4% e +1,5%, respectivamente). Para o acréscimo dos hotéis-apartamentos apenas contribuíram as unidades de quatro estrelas (+8,7%) que, no entanto, concentram mais de 65% do total de trabalhadores desta tipologia. Pelo contrário, os estabelecimentos com maior decréscimo no pessoal foram os apartamentos turísticos (-4,7%) e os hotéis (-3,9%). Para o resultado dos hotéis contribuiu o forte decréscimo das unidades de duas e uma estrela associados à reconversão de estabelecimentos com menos pessoas ao serviço, já que as restantes categorias mantiveram ou aumentaram o número de trabalhadores. Os estabelecimentos hoteleiros empregaram, em média, 24 trabalhadores, valor semelhante ao do ano anterior (23). Não se verificaram alterações nas tipologias com maior número de pessoas ao serviço: aldeamentos turísticos (44) e hotéis e hotéis-apartamentos, ambos com 37 trabalhadores em média. Figura 24 – Número médio de pessoas ao serviço, por tipo de alojamento, 2010 37 37 14 44 21 10 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Hotéis Hotéis-Apart. Apart. Turíst. Aldeam Turíst. Pousadas Outros N.º Total = 24
  35. 35. 4040404040 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 25 – Evolução dos hóspedes, por NUTS II 2 546 2 155 3 940 698 2 874 348 9763,2% 5,4% 8,4% 6,4% 4,9% 6,1% -7,8% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% -3 000 -2 000 -1 000 0 1 000 2 000 3 000 4 000 5 000 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R. A. Açores R. A. Madeira tvhN.º 2010 var. 10/09 4.2.2 Hóspedes e Dormidas Acréscimo no número de hóspedes e dormidas em 2010 No ano de 2010 os estabelecimentos hoteleiros acolheram 13,5 milhões de hóspedes que originaram 37,4 milhões de dormidas, valores que representam acréscimos de 4,7% e 2,6% respectivamente, quando comparados com os de 2009. Estes resultados decorrem do aumento da procura turística, após um período de resultados negativos associados à crise económica global. Esta tendência de recuperação não foi uniforme ao longo do ano, já que no primeiro semestre o número de hóspedes aumentou (variação homóloga de +2,8%) mas as dormidas diminuíram (-1,3%), seguindo-se um forte aumento nos meses de Verão (+7,5% para os hóspedes e +6,7% para as dormidas) e um abrandamento no último trimestre (+4,2% e +3,4, respectivamente). O total anual dos hóspedes é o mais elevado dos últimos cinco anos, aproximando-se dos observados em 2008 (+0,6%) e 2007 (+1,2%). Contudo, a recuperação das dormidas não foi suficiente para ultrapassar os valores daqueles dois anos, situando-se ao nível dos resultados de 2006 (-0,5%). Analisando a evolução destes indicadores nos últimos cinco anos verifica-se que os hóspedes cresceram, em média, 6,1% enquanto as dormidas decresceram, em média, 1,3%, o que significa que a procura aumentou, mas à custa de estadias mais curtas. Em comparação com o ano anterior, o número de hóspedes em 2010 aumentou em todas as regiões, à excepção da Madeira, que registou um decréscimo de 7,8%. Lisboa obteve os melhores resultados (+8,4%), seguindo-se o Alentejo e os Açores (ambos com +6%). Lisboa e o Algarve receberam cerca de metade do total de hóspedes. A evolução das dormidas foi semelhante, com crescimentos homólogos em todas as regiões do Continente e nos Açores, com destaque para Lisboa (+9%) e Alentejo (+6,2%). A Madeira foi a única região a evoluir negativamente (-9,2%), em resultado das condições climáticas fortemente adversas de Fevereiro, com consequências negativas na procura por parte dos principais mercados emissores da Região, que se arrastaram para os meses seguintes. Pelo contrário, Lisboa beneficiou de um forte aumento da procura dos seus principais mercados, nomeadamente o italiano e o espanhol e principalmente do brasileiro, que cresceu acima dos 40%. O aumento da procura pelo Alentejo poderá estar associado ao aumento da oferta, já que em 2010 esta região foi a que mais cresceu em termos da capacidade disponível, conforme já foi referido. Algarve, Lisboa e Madeira mantiveram-se como principais regiões de destino, concentrando 72% do total de dormidas.
  36. 36. EstatísticasdoTurismo2010 4141414141 Figura 26 – Evolução das dormidas, por NUTS II 4 438 3 885 8 620 1 173 13 248 1 035 4 994 3,9% 3,7% 9,0% 6,2% 2,5% 3,0% -9,2% -15,0% -7,5% 0,0% 7,5% 15,0% 22,5% 30,0% 37,5% -6 000 -3 000 0 3 000 6 000 9 000 12 000 15 000 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R. A. Açores R. A. Madeira tvhN.º 2010 var. 10/09 Figura 27 – Evolução das dormidas, por tipo de estabelecimento 7,2% 2,9% -5,6% 0,4% 3,6% -10,6% -15,0% -7,5% 0,0% 7,5% 15,0% 22,5% 30,0% - 12 000 - 6 000 0 6 000 12 000 18 000 24 000 Hotéis Hotéis - Apart. Apart. Turíst. Aldeam Turíst. Pousadas Outros tvhN.º 2009 2010 var.10/09 A análise por tipo de estabelecimento destaca os hotéis, que representavam quase 60% do total de dormidas e cresceram 7,2% face a 2009. Todas as categorias contribuíram para este aumento, principalmente as de cinco estrelas (+18,3%) e as de duas e uma (+15,4%), resultados que beneficiaram do processo de reconversão em curso. As pousadas registaram um acréscimo homólogo de 3,6% e os hotéis-apartamentos de 2,9%. Nestes, as unidades de quatro e cinco estrelas cresceram, em termos de dormidas, respectivamente 8,5% e 9,1%, resultados que compensaram a evolução negativa das de três e duas estrelas (-10,3%). Os aldeamentos turísticos não apresentaram alterações sensíveis no número de dormidas (+0,4%), enquanto os apartamentos turísticos as reduziram em 5,6%, relativamente ao ano anterior. Dormidas de residentes aumentam Mantendo a tendência do ano anterior, os residentes originaram 13,8 milhões de dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 4,1%. Por região, observaram-se aumentos das dormidas de residentes em Lisboa (variação homóloga de +9,6%), Alentejo (+7,2%), Algarve (+5,1%), Açores (+3,9%) e Centro (+3,6%). No Norte verificou-se uma relativa estabilidade (-0,8%) enquanto na Madeira se registou um decréscimo (-2,6%). Em quase todas as regiões se implementaram campanhas promocionais dirigidas especificamente ao mercado interno, privilegiando os destinos nacionais como alternativa aos internacionais. As regiões de maior procura foram o Algarve (27,8% das dormidas de residentes), Lisboa (19%) e Centro e Norte ambos com 18%. Os residentes mantiveram a preferência pelos hotéis, que concentraram mais de 60% do total de dormidas, repartidas principalmente pelas unidades de quatro estrelas (42,9%) e de três (32,5%). Destacam-se igualmente os hotéis-apartamentos, que representaram cerca de 11% das dormidas de residentes, cabendo a maior quota às unidades de quatro estrelas (62,2%). Acréscimo das dormidas de não residentes Em comparação com o ano de 2009, as dormidas de não residentes cresceram 1,7%, correspondendo a 23,6 milhões. O grupo dos principais mercados emissores foi constituído pelo Reino Unido, Alemanha, Espanha, Países Baixos, França, Itália, Irlanda e Brasil e representava no seu conjunto mais de 85% das dormidas de não residentes. O desempenho destes mercados foi maioritariamente positivo, destacando-se o crescimento do Brasil (+39,1%), mercado que integra as economias emergentes e cuja importância relativa no nosso país tem vindo progressivamente a aumentar.
  37. 37. 4242424242 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 28 – Repartição das dormidas, segundo o país de residência habitual, 2010 Portugal 36,9% Brasil 2,2% Outros 7,4% 16,4% 16,4% 8,1% 4,3% 4,1% 9,2% 27,5% 14% União Europeia (excepto Portugal) 53,5% Alemanha Espanha França Irlanda Itália Países Baixos Reino Unido Restante UE Observa-se igualmente uma evolução positiva do mercado italiano (+8,2%), do holandês (+3%), do espanhol (+2,3%) e do francês (+1,5%). Os restantes mercados revelaram um comportamento negativo, embora de menor dimensão do que o observado em 2009: -5,2% de dormidas do mercado irlandês, -3,1% do britânico e -1,9% do alemão. Os destinos preferenciais dos não residentes mantiveram-se sem alterações significativas. Os britânicos escolheram principalmente o Algarve (67,4% das dormidas deste mercado) e a Madeira (21%), tal como os alemães (40,8% e 33,2%, respectivamente); os espanhóis elegeram como principais destinos as regiões de Lisboa (38,5%), Algarve (23,2%) e Norte (17,3%), do mesmo modo que os franceses (31,2% das dormidas em Lisboa, 21,2% no Algarve e 14,4% no Norte); os holandeses e os irlandeses escolheram maioritariamente o Algarve (68% e 76,3%, respectivamente), enquanto os brasileiros se repartiram principalmente por Lisboa (64,1%) e pelo Norte (19,9%). De notar a importância crescente da região Norte como destino preferencial dos não residentes, eventualmente associada a uma maior dinâmica do transporte aéreo com aumento da oferta de viagens consideradas de low cost, traduzindo-se no acréscimo de passageiros desembarcados provenientes de alguns do principais mercados emissores da Região.
  38. 38. EstatísticasdoTurismo2010 4343434343 Estabilização na duração das estadas médias Em 2010, a estada média nos estabelecimentos hoteleiros foi de 2,8 noites, igual à de 2009. Como habitualmente, as estadias mais elevadas ocorreram nos apartamentos e aldeamentos turísticos (superiores a cinco noites), seguindo- se os hotéis-apartamentos (4,6), tipologia em que as unidades de cinco estrelas superaram o total (5,5 noites), as de quatro estrelas registaram 4,6 e as de três e duas verificaram 4,4 noites de estada média. Considerando a origem dos hóspedes, verifica-se que os residentes nos Países Baixos são os que, em média, permaneceram mais tempo nos estabelecimentos hoteleiros (5,2 noites), seguindo-se os britânicos e os irlandeses (ambos com 4,9 noites), os finlandeses (4,6), os alemães (4,5), e os dinamarqueses (4,4). Os suecos e noruegueses registaram estadias de aproximadamente 4 noites. Figura 29 - Distribuição das dormidas por NUTS II, segundo a residência em Portugal e no Estrangeiro, 2010 km 57% 43% 65% 35% 30% 70% 77% 23% 29% 71% 49% 51% 17% 83%
  39. 39. 4444444444 Estatísticas do Turismo 2010 Figura 31 - Taxa Líquida de Ocupação Cama nos Estabelecimentos Hoteleiros, por NUTS II, 2010 Portugal = 38,732,4 28,6 44,3 28,3 41,1 34,1 48,2 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira % Por região, a liderança continuou a pertencer à Madeira (5,1 noites), seguida do Algarve (4,6) e dos Açores (3,0). Mantendo a tendência dos últimos anos, os valores deste indicador continuam a diminuir para alguns dos principais mercados emissores, correspondendo a estadas de não residentes cada vez mais curtas. Madeira, Lisboa e Algarve lideram níveis de ocupação A taxa líquida de ocupação-cama foi de 38,7%, semelhante à do ano anterior (38,3%). Os estabelecimentos que apresentaram níveis de ocupação mais elevados foram os hotéis-apartamentos (44,3%), as pousadas (44,1%) e os hotéis (41,4%). Nos hotéis-apartamentos, as unidades de cinco estrelas aproximaram-se dos 50%, secundadas pelas de quatro (44,7%), enquanto nos hotéis a liderança coube às unidades de quatro estrelas (43,8%) e de cinco (41,7%). Em termos de evolução face a 2009, verificaram-se melhorias nas pousadas (+3,4 p.p.) e nos hotéis (+0,9 p.p.). Pelo contrário, os hotéis-apartamentos, os aldeamentos e apartamentos turísticos reduziram os níveis de ocupação, com maior impacto nos hotéis-apartamentos de cinco estrelas (-7,1 p.p.). Regionalmente, Madeira, Lisboa e Algarve registaram taxas de ocupação superiores ao total nacional. Também os meses de Verão registaram as maiores taxas de ocupação (superiores a 50%), com destaque para o mês de Agosto (65,3%), superior à do mês homólogo em 1,8 p.p. Figura 30 – Estada Média nos Estabelecimentos Hoteleiros, por NUTS II, 2010 Portugal = 2,8 1,7 1,8 2,2 1,7 4,6 3,0 5,1 0 1 2 3 4 5 6 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira N.º de noites
  40. 40. EstatísticasdoTurismo2010 4545454545 Figura 32 – Proveitos Totais e Proveitos de Aposento, por NUTS II, 2010 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira Milhões de Euros Proveitos Totais Proveitos de Aposento 4.2.3 Proveitos Totais e de Aposento Acréscimos nos proveitos e no RevPar No ano de 2010 a hotelaria registou 1 808 milhões de euros de proveitos totais e 1 226 milhões de proveitos de aposento, resultados que se traduzem em variações homólogas positivas de 2,5% e 3%, respectivamente. No Continente, todas as regiões cresceram em ambos os indicadores relativamente ao ano anterior, verificando-se os maiores progressos em Lisboa (+6,6% para os proveitos totais e +7,2% para os de aposento) e no Norte (+5,2% para os proveitos totais e +6,8% para os de aposento). Nas Regiões Autónomas, os Açores apresentaram uma relativa estabilidade (-0,5% para os proveitos totais e +0,1% para os de aposento), enquanto a Madeira registou quebras acentuadas (-11,4% e -13,2%, respectivamente), em resultado da intempérie que assolou a Região, conforme já foi referido. As regiões que mais contribuíram para os proveitos foram o Algarve e Lisboa (cada uma representando cerca de 30% do total), o Norte (12,1%) e a Madeira (12,5%). Por tipo de estabelecimento, os hotéis mantêm a maior quota de representatividade (70% do total de proveitos), para a qual contribuíram principalmente as unidades de cinco e quatro estrelas (75,8% do total da tipologia). Em termos de evolução de resultados, as pousadas e os aldeamentos registaram os maiores acréscimos homólogos (respectivamente, +8,6% em ambos os indicadores e +8,1% nos proveitos totais e +4,4% nos de aposento). Seguiram-se os hotéis (+5% e +6 %) e os hotéis-apartamentos (+2,8% e +4,2%), enquanto os apartamentos turísticos apresentaram resultados menos favoráveis face ao ano anterior (-6,5% e -7,7%). O rendimento por quarto dispo nível (Rev Par – Revenue Per Available Room) foi de 28,3 euros, ligeiramente superior ao do ano anterior (+0,7%). Lisboa, Algarve e Madeira foram as regiões com maior rentabilidade média, à semelhança do ano anterior. No entanto, o Norte foi a região que mais cresceu (variação homóloga de +6,5%), seguida por Lisboa, Centro e Açores (aproximadamente 3% cada). As restantes regiões decresceram, com maior impacto na Madeira (-12%). Não se verificaram alterações nas posições relativas dos estabelecimentos, com as pousadas e os hotéis a apresentarem os valores mais elevados para este indicador (39,1€ e 33€, respectivamente), com destaque para hotéis de cinco estrelas (55,1€). Figura 33 – Rendimento Médio por Quarto (RevPar), por NUTS II, 2010 23,0 17,3 40,8 20,8 29,7 24,2 27,1 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira Euros Portugal = 28,3 Euros

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