P curricular dos 2 anos borboletas

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P curricular dos 2 anos borboletas

  1. 1. CENTRO BEM ESTAR INFANTIL DE MONTE REAL PROJECTO CURRICULAR DE SALA SALA DOS DOIS ANOS AS BORBOLETAS ANO LECTIVO 2009 / 2010 MARIA DE LURDES VALENTIM GERARDO
  2. 2. INDICE 1. INTRODUÇÃO 2. CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DOS 2 AOS 3 ANOS 3. CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO 4. CARACTERIZAÇÃO DA SALA DOS 2 ANOS 5. ROTINA DIÁRIA DA SALA 6. OS MOMENTOS DA ROTINA 7. OBJECTIVOS GERAIS 8. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS 9. ÁREA DE FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – 10. OBJECTIVOS ESPECIFICOS 11. PROCEDIMENTOS/ ACTIVIDADES 12. ÁREA DO CONHECIMENTO DO MUNDO 13. OBJECTIVOS ESPECIFICOS 14. PROCEDIMENTOS/ ACTIVIDADES 15. ÁREA DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO 16. OBJECTIVOS ESPECIFICOS 17. PROCEDIMENTOS E ACTIVIDADES 18. DOMÍNIO DA EXPRESSÃO DRAMÁTICA 19. PROCEDIMENTOS/ACTIVIDADES 20. DOMÍNIO DA EXPRESSÃO PLÁSTICA 21. PROCEDIMENTOS / ACTIVIDADES 22. DOMÍNIO DA EXPRESSÃO MUSICAL 23. PROCEDIMENTOS/ ACTIVIDADES 24. DOMÍNIO DA MATEMÁTICA 25. PROCEDIMENTOS/ ACTIVIDADES 26. DOMÍNIO DA LINGUAGEM ORAL 27. PROCEDIMENTOS E ACTIVIDADES 28. EDUCAR PARA A CIDADANIA 29. EDUCAR PARA A AUTONOMIA 30. EDUCAR PARA OS VALORES: 31. PLANO ANUAL DE ACTIVIDADE 32. PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICO CONCLUSÃO 2
  3. 3. BILIOGRAFIA 1 - INTRODUÇÃO O Projecto curricular de sala é uma proposta educativa. para dar resposta à educação das crianças, às necessidades dos pais e características da comunidade. Através do projecto educativo procuramos explicitar, de forma coerente valores e intenções educativas, formas previstas para concretizar esses valores e intenções (estratégias globais, horários, actividades colectivas, etc.) e os meios da sua realização . “O projecto do educador é um projecto educativo/pedagógico que diz respeito ao grupo e contempla as opções e intenções educativas do educador e as formas como prevê orientar as oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem de um grupo. Este projecto adapta-se às características de cada grupo, enquadra as iniciativas das crianças, os seus projectos individuais, de pequeno grupo ou de todo o grupo” ( orientações curriculares ,Ministério da Educação, 1997:p.44). Os adultos têm um papel vital na sociabilização dos bebés até aos três anos. Relações calorosas entre o adulto e as crianças ajudam – nas a ganhar uma sensação de confiança no mundo e em si própria e ainda a ganhar sentimentos de competência.. Durante os 3 primeiros anos de vida se forem dadas às crianças as condições óptimas , elas vão adquirindo competências importantes sobretudo ao nível da linguagem, é por meio de uma troca de sons com o adulto que a criança associará uma palavra a um objecto, para depois estruturar a palavra e finalmente chegar à linguagem. As informações facultadas às crianças devem ser de toda a espécie. Nomeadamente, cores, formas, movimentos, palavras, sentimentos. Assim através de meios e materiais adequados à sua faixa etária serão facultadas ao grupo de crianças actividades estratégias de modo a desenvolver-lhes as suas 3
  4. 4. potencialidades. Nomeadamente: Organização física do espaço , sala de actividades, materiais diversos, actividades propostas diariamente, bem como oportunidade de se exprimirem livremente. Nesse sentido ,o Projecto Curricular de sala representa o conjunto de objectivos a atingir, ao longo do ano lectivo. A forma de alcançar estes objectivos será através das rotinas diárias (refeições, higiene, …), dos momentos de brincadeiras livres e ainda pelas actividades orientadas pela educadora. Estes objectivos estão organizados em três grandes áreas de desenvolvimento, definidas pelas ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO NO PRÉESCOLAR, e que ajudam o educador a orientar o seu trabalho. São elas: a Área do Conhecimento do Mundo, a Área da Formação Social e Pessoal e a Área de Expressão e Comunicação. “As Orientações curriculares para a educação no pré-escolar (…) constituem um conjunto de princípios destinados a apoiar os educadores nas decisões sobre a sua prática, ou seja, a conduzir o processo educativo a desenvolver com as crianças. Os referidos princípios constituem uma referência comum para todos os educadores da Rede Nacional de Educação Pré-Escolar, destinando-se à organização da componente educativa… O desenvolvimento curricular é da responsabilidade do educador. É ele o principal gestor do currículo… Estamos conscientes de que a metodologia na Educação Pré-Escolar não deve adoptar os princípios rígidos do ensino formal, mas também não pode sujeitar - se ao mero improviso, nem à atitude de deixar que as coisas simplesmente aconteçam. Na planificação não deverão ser ignorados os seguintes aspectos: 1. Continuidade educativa, processo que parte do que as crianças já sabem e aprenderam, criando condições para o sucesso nas aprendizagens seguintes; 2. Intencionalidade educativa, processo reflexivo de observação, planeamento, acção e avaliação desenvolvido pelo educador, de formar a adequar a sua prática às necessidades da criança… Por outro lado, a planificação deve ser entendida como uma actividade conjunta entre o educador, pais e crianças, deverá ter em consideração o resultado da observação de cada criança e do grupo, no sentido de permitir uma diferenciação 4
  5. 5. pedagógica e de garantir a adequação do trabalho a realizar ao grupo das crianças envolvidas. 2- CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DOS 2 AOS 3 ANOS - Desenvolvimento Físico • À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de saltar, andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar; • É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha; • Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os intestinos e depois a bexiga); - Desenvolvimento Intelectual • Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Porquê?"; • À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física - trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo; • É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período; • Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome"; • A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de voltar a uma actividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela por períodos de tempo mais longos); • A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à compreensão dos conceitos - progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo; • Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e de formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos); 5
  6. 6. - Desenvolvimento Social • A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos. A partir dos 32 meses, a criança já deve reagir melhor quando é separada da mãe, para ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas crianças consigam este progresso com menos ansiedade do que outras; • Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.; • É capaz de participar em actividades com outras crianças, como por exemplo ouvir histórias; - Desenvolvimento Emocional • Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a crianças necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais; • Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção, podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de comunicar de forma eficaz); Após os 2 anos a criança começa a descobrir o prazer em brincar com o outro. O egocentrismo começa a sair de cena e então começa o processo de socialização , Até os 2 anos e ½ a criança assimila centenas de palavras em pouco tempo. Já é capaz de construir frases simples completas. Reconhece cores e formas. Compreende perfeitamente o significado da palavra "NÃO". Classifica formas, cores e espessuras. idade: 3 a 4 anos - Encontra livro específico, quando lhe pedem - Aponta para figuras simples, quando nomeadas. - Combina texturas. - Utiliza molde. - Corta com tesoura. - Aponta para 10 partes do corpo seguindo uma ordem verbal. - Diz quais os objectos que se usam juntam, por imitação. - Junta 2 partes para formar um todo (figuras). 6
  7. 7. -Combina um a um, três ou mais objectos. - Constrói uma ponte com cubos, imitando. - Junta quebra-cabeças de 3 peças. - Pega o lápis entre o polegar e o indicador, descansando o 3º dedo. - Copia linha ondulada. - Desenha uma cruz, imitando. - Acrescenta perna e ou braço ao desenho incompleto de uma pessoa. -Fase lúdica e predomínio do pensamento mágico; -Aumenta, rapidamente, seu vocabulário; -Faz muitas perguntas. Quer saber "como" e "por quê ?"; -Egocentrismo - narcisismo; -Não diferenciação entre a realidade externa e os produtos da fantasia infantil; ( até aos 6 anos) -Desenvolvimento do sentido do "eu"; -Tem mais noção de limites (meu/teu/nosso/certo/errado); -Tempo não tem significação - não há passado nem futuro, a vida é o momento presente; -Consolidação da linguagem, onde as palavras devem corresponder às figuras; -Para Piaget, etapa animista, pois todas as coisas são dotadas de vida e vontade; - elemento maravilhoso começa a despertar interesse na criança. Nesta fase, é preciso ter bastante disponibilidade para responder a todos os questionamentos da criança - Como? Quando? E a preferida: Por quê? - Apesar da linguagem ainda estar em desenvolvimento, o seu vocabulário já é bastante extenso. Consegue comunicar-se com perfeição. A sua coordenação fina está mais segura. É nesta fase que a lateralidade (destra ou canhota) normalmente se define. 3- DOS 2 AOS 3 ANOS sinais de alerta • Adaptabilidade excessiva: retirada, passividade; • Medo excessivo; • Falta de interesse pelos objectos, pelo meio ou pelo jogo; • Alterações de humor excessivas, bater ou morder de forma incontrolável; • Birras prolongadas, com muito pouca tolerância aos limites impostos pelas figuras cuidadoras; • "Consciência de si" muito frágil, que se pode traduzir na: Dificuldade de tomar decisões: 7
  8. 8. • Aceitação passiva das imposições dos outros; • Incapacidade de se identificar como "eu"; • Atraso significativo ao nível da linguagem: por exemplo, não é capaz de produzir frases simples (3, 4 palavras); • Sono: • Dificuldade em adormecer sozinho; • Insónias. 4- CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO O grupo da sala dos 2 anos é constituído por 20 crianças, sendo 9 do sexo feminino e 11 do sexo masculino, em que 17 destas crianças já frequentaram o Infantário no ano anterior e 3 pela primeira vez. É um grupo bastante activo e heterogéneo em idades, uma vez que as crianças mais nova fazem 2 anos em Dezembro e as mais velhas faz 3 anos no início do ano, em Janeiro . A nível do domínio Cognitivo, as crianças da sala, encontram-se no estádio pré-operacional, que compreende crianças desde os 2 até aos 7 anos, e é marcada pela modalidade simbólica. Por exemplo, a linguagem é a forma mais comum de representação simbólica: as palavras representam objectos e eventos que não têm semelhança física. Os desenhos das crianças desta idade caracterizam-se pela garatuja em leque e em novelo. Quando completarem três anos as crianças começam a fazer as suas representações através do girino, isto quer dizer que passaram a entrar na fase Ideoplástica, e é a partir da figura humana que as crianças irão pintar casas, animais, flores, etc. 8
  9. 9. A maior parte das crianças do grupo gosta de imitar os adultos, os sons, experimentar e dizer muitas palavras diferentes; sendo esta uma aprendizagem intuitiva. Este tipo de aprendizagem permite à criança fazer associações livres, fantasias e ser criativa; não sendo de admirar que estas falem com as bonecas como se fossem reais ou mesmo que criem os seus amigos imaginários. È possível constatar que entre as crianças são patentes laços de amizade que se vão reforçando e que sobressaem nas relações que se estabelecem na dinâmica da sala. No entanto, denota-se no modo como agem e/ou reagem, que são crianças egocêntricas, muito ligadas ao seu "Eu" (o que é natural nesta fase de desenvolvimento). É um grupo de crianças muito espontâneas, que têm diferentes formas de demonstrarem os seus sentimentos. Riem intensamente se algo lhes agrada muito ou, rapidamente choram, ou fazem birras se algo lhes desagrada, ou não corresponde à sua vontade momentânea. É um grupo que reclama muita atenção dos adultos necessitando de se sentir aceite. Aos dois anos existe uma maior capacidade de armazenamento de memória. A maioria das crianças fixam pequenas canções, lenga-lengas, sabem os nomes uns dos outros, normalmente sabem quem falta e o nome dessas crianças. Aos poucos e poucos já conseguem perceber as rotinas diárias e a distinção das partes do dia. No que diz respeito ao domínio da linguagem, a maior parte das crianças deste grupo gosta de comunicar: dirigem-se espontaneamente aos adultos da sala, colegas e a uma pessoa que veja pela primeira vez, estabelecendo diálogo ou então pedindo para chamar pela "mamã". Compreendem o que se lhes diz e executam ordens ou pedidos, mas na verbalização, apresentam algumas dificuldades. É inútil corrigir a criança e exigir a perfeição quando esta se expressa incorrectamente; basta dizer correctamente depois dela. Designam-se, na maioria dos casos na terceira pessoa ("o João" em vez de "eu"), o que próprio desta idade. Relativamente ao domínio Sócio – Afectivo, Neste grupo de crianças o controlo dos esfíncteres já aconteceu com as crianças mais velhas, no entanto as mais novas ainda não o conseguem, devido à diferença da faixa etária. A forma como as crianças se relacionam é por vezes de maneira agressiva: querem um lugar para o seu EU. Quando não conseguem o que querem (um brinquedo) batem ou tiram à força, para de seguida dar um beijo ao agredido. Esta 9
  10. 10. agressividade é um processo de crescimento. O jogo do faz de conta já começa a aparecer nas brincadeiras na área da casinha. As crianças deste grupo são afectuosas e buscam afecto com frequência, pedindo colo. Ao nível do domínio Psicomotor, são crianças muito activas e gostam e tudo o que implica movimento, correm, saltam, sobem e descem escadas. Na área do desenho pude constatar que as crianças seguram no lápis perto da extremidade e enquanto umas fazem força outras carregam muito suavemente no lápis. Ainda durante o desenho pude constatar que há crianças que comentam as suas garatujas. Esta atitude é muito significativa, pois é, indício de que o pensamento da criança mudou. As palavras são o seu instrumento para explorar e compreender o Mundo circundante; o vocabulário é cada vez mais variado e expressivo. Nesta idade, a criança dá inicio à exploração e descoberta do mundo que a rodeia, no sentido de que se apercebe da sequência dos acontecimentos, apreende as noções e conceitos de grandeza, classe, gradação, cores. É também nesta idade que começam a adquirir já uma certa independência alguns vão sozinhos à casa de banho (solicitando ajuda somente quando o botão das calças é difícil de apertar ou desapertar). Lavam e secam as mãos nos toalhetes de papel mas normalmente são supervisionados No almoço, quando terminam, arrancam a babete de papel e ficam radiantes quando o conseguem fazer. A maior parte das crianças utilizam correctamente a colher. Demonstram também grande interesse por puzzles e jogos de encaixe. A água é sem dúvida um elemento que origina muitas alegrias. A maior parte das crianças quando vão à casa-de-banho dirigem-se logo para os lavatórios e brincam com a água. Se os deixarmos ficavam ali tempo infinito. "A água permite o chafurdar, as lavagens, os mergulhos, o ensaboar-se, os banhos da boneca, etc." (BOUFFARD,1982: 178). A água e a lavagem excitam-lhe a curiosidade. No que diz respeito ao esquema corporal, a maior parte das crianças conhecem as partes do corpo. Nomeiam-nas e/ou apontam: cabelo, cara, olhos, nariz, boca, orelhas, barriga, maminhas, pernas, braços, pés, mãos. Quanto ao domínio sensorial, nota-se uma gradual aprendizagem em distinguir: tamanhos - grande/pequeno; cheiros - bons/maus; sons - altos/baixos. 10
  11. 11. Em relação à estruturação espacial, conhecem relativamente bem o espaço em que se movimentam; vão buscar material que necessitam; sabem qual o trajecto para o refeitório. É um grupo de crianças muito activo, Gostam de correr, saltar, jogar, rebolar,... são crianças cheias de energia, pelo que as actividades motoras são planeadas de uma forma lúdica e constante É a brincar, só ou em grupo, que a criança aprende, liberta tensões, canaliza conflitos, convive e partilha actividades e interesses. Gostam também de cantar, ouvir pequenas histórias, cheias de entoações e de sons. O trabalho será orientado no sentido da auto-regulação das crianças e desenvolvido tendo em atenção as características de cada uma, estimulando assim uma maior autonomia, criatividade e confiança em si mesmas. 5 - CARACTERIZAÇÃO DA SALA DOS 2 ANOS “Necessitamos de um ambiente sadio e seguro que encoraje interacções positivas e que desperte nas crianças o desejo de explorar...” (Cryer, 1996) Há diferentes factores que influenciam o modo próprio de funcionamento de um grupo, tais como: as características de cada criança, o maior ou menor número de crianças de cada sexo, a diversidade de idades, a dimensão do grupo e para além destes factores podemos, igualmente, apontar a organização do tempo e do espaço. A sala dos dois anos é acompanhada por uma educadora e uma auxiliar . A sala de actividades dos dois anos é a “Sala das borboletas”, nome escolhido para o grupo no ano anterior. Situa-se no 1º andar do edifício do Centro Bem-Estar Infantil de Monte Real. É uma sala ampla e bem iluminada com luz natural vinda das três janelas envidraçadas. O chão é forrado a linóleo e de limpeza fácil. Como é uma sala virada ao sol, torna-se quente na época de calor e agradável na época de frio. No que respeita á decoração da sala, procura-se que proporcione um ambiente agradável e alegre, integrando trabalhos realizados pelas crianças e vários motivos decorativos realizados pela educadora. Está equipada com materiais e mobiliário adequado à faixa etária das crianças, procurando satisfazer as necessidades do grupo. 11
  12. 12. A sala encontra-se dividida, de uma forma pouco estanque, em áreas de interesse: área das actividades do grande grupo (almofadas),área dos jogos . área do jogo simbólico (casinha) e área das mesas. A área das actividades do grande grupo ou a área das almofadas é o local escolhido para conversar, ouvir histórias e ver livros. Na área dos jogos as crianças podem fazer construções com legos, executar pequenos puzzles ou jogos de encaixe. A área do jogo simbólico permite às crianças iniciar as dramatizações, nas quais imitam o mundo dos crescidos e recriam experiências vividas dentro e fora do infantário. Na área das mesas as crianças exploram a expressão plástica e todo o tipo de actividades que requeiram que permaneça sentada à mesa. No entanto, nada impede que ao longo do ano lectivo surjam outras áreas ou sub-áreas, cujo interesse se manifeste no grupo de crianças À hora da sesta, a sala é escurecida e transforma-se em dormitório para acolher o grupo de crianças durante o seu repouso. Cada criança tem o seu colchão e cobertor devidamente identificados, e estes são distribuídos (sempre pela mesma ordem) pelo chão da sala, enquanto as crianças almoçam. Nos corredores de acesso à sala de actividades, estão expostos os cabides devidamente identificados com símbolo representado por uma borboleta, diferente para cada criança, que transitou do ano anterior e nome de cada criança,. Existem também duas casas de banho – equipados respectivamente com 2 lava mãos a outra com 4 e ainda 3 sanitários cada casa de banho. adequados às idades das crianças. Numa das casa de banho existe uma estante para arrumar fraldas, outra para os bacios, uma banca de mudas e uma banheira para dar o banho quando necessário, que serve de apoio às salas intermédia e 2 anos. As refeições principais (almoço e lanche) são realizadas no refeitório do rés-do-chão, na mesa reservada à sala dos dois anos, na qual as crianças se sentam sempre no mesmo lugar. Ainda no exterior do rés-do-chão, podemos encontrar o parque e a sala 12
  13. 13. polivalente (espaço amplo utilizado para actividades de grande movimento . È de referir que o espaço educativo vai para além do espaço sala (interior) e jardim(exterior) e aplica-se a um domínio mais alargado – o estabelecimento educativo(Instituição) – onde a criança se relaciona com outras crianças e adultos, que por sua vez é englobado pelo meio social. O desenvolvimento da criança é assim encarado como uma responsabilidade colectiva, onde a aprendizagem deve ocorrer num contexto social. Deste contexto fazem parte todos aqueles que contribuem para o desenvolvimento global harmonioso da criança, nomeadamente os pais, os educadores e os seus pares, ea sociedade onde estão inseridos. 6- ROTINA DIÁRIA DA SALA O tempo educativo tem, regra geral, uma distribuição flexível, embora corresponda a momentos que se repetem com uma certa periodicidade. A sucessão de cada dia tem um determinado ritmo existindo uma rotina que e educativa porque e intencionalmente planeada pelo educador e é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão. As referencias temporais estabelecidas pela rotina transmitem segurança á criança e servem como fundamento para a compreensão do tempo e simultaneamente, fomentam a sua autonomia e iniciativa. A rotina diária determina o funcionamento da sala, do grupo e dos adultos e deve estar intimamente relacionada com a organização do espaço, pois a utilização do tempo depende das experiencias e oportunidades educativas que se podem retirar dos espaços; a articulação entre tempo e espaço deve ser planeada pelo educador e ter em conta as características do grupo e as necessidades das crianças. A rotina, segundo Zabalza “é um instrumento que enquanto estrutura organizacional pedagógica permite ao educador promover actividades educativas diferenciadas de acordo com as experiencias que pretende promover. Uma rotina diária consistente permite a criança a realização dos seus interesses, fazer escolhas, tomar decisões e resolver problemas a sua dimensão no contexto dos acontecimentos que vão surgindo” Ainda para o referido autor a rotina baseia-se na repetição de actividades e ritmos, na organização espácio-temporal da sala e desempenha importantes funções 13
  14. 14. na configuração do contexto educativo. Vejamos o papel importante desempenhado pelas rotinas no quotidiano de um infantário: 1. Marco de Referência – após ser apreendida pela criança proporciona-lhe grande liberdade de actuação. Prevê-se que a criança demore 2 a 3 semanas para concretizar essa estruturação mental permitindo-lhe, posteriormente, a sua interiorização, que a criança dedique as suas energias ao que esta a fazer sem se preocupar como que vira; assim sendo, a rotina enquanto marca permite ao educador introduzir qualquer temática, mesmo que esta surja inesperadamente; 2. Segurança – para as crianças mais pequenas as rotinas têm o papel importante de lhes proporcionar segurança. Uma vez que ao saberem realizar essas rotinas diárias, terão menos ansiedade e sentem-se “donas” do seu tempo e mais seguras, pois sabem o que fazer; 3. Captação Temporal – a criança aprende a existência de fases, (o antes, o depois, o inicio, o final. o que lhe permite uma bagagem essencial para enfrentar a realidade quotidiana; 4. Captação Cognitiva – durante as rotinas estabelecidas as crianças são confrontadas com actividades planificadas e orientadas para o seu processo educativo (o contacto sensorial com experiencias e materiais ricos e diversificados favorece a sua percepção do mundo que as rodeia). Por outro lado, o estabelecimento da rotina ajudaa a perceber o que pode fazer e quando e confere-lhe autonomia e segurança; estes dois factores incentivam-na a explorar e a interagir com o mundo favorecendo, deste modo, o conhecimento que tem do mesmo; 5. Actividades – cabe ao educador, tendo em conta a faixa etária, as necessidades do grupo e o seu projecto educativo estabelecer nas suas rotinas actividades: individuais (em pequeno ou em grande grupo), realizadas independentemente pela criança ou com o apoio do adulto, e contemplem tanto o espaço interior como o exterior .Em suma e importante realçar que as rotinas são aprendizagens, são algo que as crianças devem aprender, dai a importância da sua planificação e esquematização cuidadas. A rotina assume assim um papel importante no desenvolvimento das competências cognitivas, sociais e pessoais da criança, uma vez que a sua estabilidade e consistência promovem uma previsibilidade que predispõe a criança para novas 14
  15. 15. aprendizagens. Esta previsibilidade, permite que a criança se aproprie da sequência dos acontecimentos e adquira um sentimento de segurança e estabilidade ao saber o que a espera em cada parte do dia. Com o passar do tempo, a criança vai estando cada vez menos dependente do adulto, tornando-se cada vez mais autónoma e independente. Cabe ao educador organizar o tempo de forma a constituir uma experiência interessante, afectuosa e de aprendizagem, tanto para si, como, principalmente, para as crianças. 15
  16. 16. 7 - OS MOMENTOS DA ROTINA 08.30h – 10h 10h – 10h30 Acolhimento (brincadeira livre, troca de informação com os pais, conversa com as crianças, … vestir os bibes dar colo, acalmar as crianças ) Higiene das crianças , ida á casa de banho e aos bacios , retirar algumas fraldas lavar as mãos . Comer uma bolacha Reunião na área das actividades receptivas (canção dos bons dias, canções, caixa dos brinquedos, histórias, conversas dirigidas pelo adulto, jogos, apresentação das actividades …) 10h30 – 11h15 Realização das actividades planeadas (actividades de expressão plástica, jogos de movimento/calma, actividades de carácter individual ou dirigidas ao grande/pequeno grupo, as actividades poderão ser realizadas na sala ou no exterior…) 11h15 – 11h30 Eventual ida ao parque Higiene (preparação para o almoço com ida à sanita, lavar as mãos e 11h30 – 12h30 colocar os babetes) Almoço Higiene (muda de fraldas, ida ao bacio e á sanita , lavar as mãos e caras. 12h30 – 13h No regresso à sala, cada criança dirige-se à sua cama, descalça-se – caso já consiga – e prepara-se para dormir). Adormecer as crianças 13h – 15h Repouso Acalmar algumas que o necessitem, acompanhar á casa de banho. Ir calçando. Levantar (à medida que as crianças vão acordando trocam-se as fraldas, 15h – 15h50 vão ao bacio, e à sanita calçam-se. Desenvolvendo actividades livres, brincando . Após estarem todas organizadas, reúnem-se na área das almofadas onde se retorna á calma com jogos de descontracção. Preparar para o lanche (pequeno momento de encontro na área das 15h50 – 16h actividades receptivas ,almofadas calma/concentração. Colocação dos 16h – 16h30 babetes Lanche Higiene , ida á casa de banho troca de fraldas , lavar as mãos e a cara. 16h30 – 18h30 Saída (brincadeira livre – no parque ou na sala de actividades, troca de informação com os pais aquando a entrega das crianças, …) 16
  17. 17. As rotinas são momentos privilegiados que devem ser flexíveis e individualizados, baseados nas necessidades das crianças, relativizando-se a importância das actividades. Os tempos de cuidados (alimentação, higiene...) emergem como momentos privilegiados de relação e de afecto, momentos de trocas intensas e de aprendizagem, em que a independência e autonomia se podem exercer. O trabalho com as famílias e outro dos aspectos fundamentais para este contexto educativo, uma vez que, quanto mais pequena e a criança maior e a necessidade de estabelecer relações intimas com as famílias de modo a contribuir para o bem-estar e desenvolvimento saudável da criança. Tendo em conta a faixa etária do grupo procurou se elaborar um plano de actividades que contemple o tempo de concentração, a necessidade de movimento, de experimentação e a realização de actividades simples e lúdicas. porque se brinca! Brinca-se a vida toda! No Principio VII da Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1959, pode ler-se: “A criança deve desfrutar plenamente de jogos e recriações...”. Através do brincar, a criança aprende a conhecer-se a si própria e a compreender os outros. A brincadeira infantil e uma espécie de miniatura, da vida futura em comunidade, com todas as suas esperanças, as suas alegrias, as suas frustrações. Através do jogo, a criança conhece as suas possibilidades reais, as suas limitações, o seu grau de altruísmo e a sua capacidade de acção individual ou de equipa. Acima de tudo, aprende a desenvolver estratégias para contornar obstáculos e superar/ultrapassar dificuldades, aprendizagens estas que serão tomadas com exemplo ao longo da vida. Segundo Winnicott, o acto de brincar desenvolve-se numa área intermédia entre o mundo real e imaginário, num estado de suprema concentração entre o sonho e a realidade. Na realização e escolha dos temas a abordar tive em conta que e necessário desenvolver actividades que permitam a exploração dos sentidos, dos objectos e dos materiais de forma a fomentar o desenvolvimento e autonomia da criança. Mais importante do que transmitir conhecimentos e noções e possibilitar a criança a exploração e participação activas em 17
  18. 18. actividades simples e adequadas a sua faixa etária e com recurso a ludicidade. “Crescer a brincar” significa dar a criança a oportunidade de experimentar novas situações e vivências, retirando destas as suas próprias conclusões. Assim, a creche e um espaço onde se aprende brincando, explorando, questionando..., e onde os princípios da acção pedagógica não se baseiam em ministrar conhecimentos, mas sim num proporcionar de situações diversificadas em que a criança aprenda ou se enriqueça de um modo natural e que dai lhe venha o gosto e a curiosidade por saber mais, por partilhar as suas experiências, partir para outras situações. Cabe ao educador encontrar e apresentar actividades diversificadas e simples que despertem na criança o interesse em aprender mais sobre o que a rodeia e encontrar respostas para as suas inúmeras perguntas e incertezas. Nesse sentido as temáticas abordadas neste tais como: as cores, os animais, a alimentação, o corpo humano, a higiene, o vestuário e as profissões, entre outras que serão desenvolvidas durante o ano lectivo. O contacto com estas áreas do saber será acompanhado e ilustrado por actividades orientadas para o desenvolvimento da criança, tendo por base uma componente pratica, simples e lúdica. 8 - Objectivos Gerais Os objectivos gerais correspondem a um conjunto de competências, que ao longo do ano, o educador procurara incutir nas crianças, tais como:  Contribuir para a segurança e bem-estar da criança, nomeadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;  Ajudar a criança a conhecer-se a si própria, para melhor conhecer as suas capacidades e superar as suas dificuldades;  Estimular o desenvolvimento global da criança, através da realização de actividades que favoreçam aprendizagens significativas;  Promover a autonomia, a autoconfiança e o sentido de responsabilidade;  Desenvolver as suas capacidades de expressão e comunicação, assim como, a imaginação criativa;  Incentivar e incutir nas crianças o espírito de solidariedade/colaboração entre elas;  Incentivar a criança a interagir com o que a rodeia;  Adquirir a capacidade de confiar nos colegas e nos adultos 18
  19. 19.  Incentivar a participação das famílias no processo educativo;  Proporcionar as crianças oportunidades que facilitem o seu desenvolvimento afectivo, intelectual e psicomotor.  Favorecer a igualdade de oportunidades entre todas as crianças, respeitando o seu ritmo e a sua individualidade. 9- Objectivos Específicos Os objectivos específicos correspondem a um conjunto de metas que se pretende que as crianças atinjam, mediante a realização de actividades planeadas ao longo do ano lectivo, de acordo com as varias áreas do saber nomeadamente a nível: 10- Área de Formação Pessoal e Social  Construir e desenvolver relações com crianças e adultos;  Respeitar os interesses individuais e colectivos;  Expressar e compreender sentimentos;  Saber ouvir;  Conhecer algumas regras de convívio social;  Compreender rotinas e hábitos;  Assimilar algumas regras da sala (ex. não podemos correr, nem gritar dentro da sala...);  Esperar pela sua vez;  Participar nas actividades propostas;  Estimular a sensibilidade e o sentido estético;  Proporcionar momentos de convívio e diversão;  Incentivar a criança a ser capaz de tomar decisões.  Saber ouvir e esperar pela sua vez;  Interiorizar regras básicas de convivência, higiene pessoal e de vida saudável;  Reconhecer as partes constituintes do seu corpo;  Reconhecer a família como estrutura essencial da vida;  Utilizar expressões de agradecimento e saudação;  Ser independente e autónomo; 19
  20. 20. 11- Procedimentos/Actividades  Responsabilizar As crianças para arrumar a sala;  Compreender e realizar as rotinas;  Chamar a atenção sempre que não tenham cuidado com os materiais  Aprender a falar baixo chamando atenção para o barulho  Diálogos colectivos;  Decoração da sala de forma agradável e em conjunto, adultos / crianças;  Exercícios que impliquem concentração e memoria; Explorar as diferentes formas de expressão artística (plástica, musica …  Promover visitas ao exterior; 12- Área do Conhecimento do Mundo 13- Objectivos Específicos  Desenvolver a capacidade de observar;  Desenvolver a curiosidade natural das crianças;  Ser capaz de cuidar da sua higiene(ir a casa-de-banho, lavar as mãos e a  cara...);  Identificar e nomear diferentes partes do corpo;  Conhecer normas de higiene alimentar;  Identificar e nomear as cores primárias;  Identificar e nomear as diferentes refeições;  Fortalecer normas de conduta a mesa;  Conhecer algumas normas de prevenção rodoviária (ex. atravessar nas passadeiras, sempre de mão dada com o adulto, etc.)  Conhecer os 5 sentidos: paladar, olfacto, tacto, visão e audição.  Revelar curiosidade e desejo pelo saber (Questionar-se sobre o que rodeia) 20
  21. 21.  Conhecer algumas normas de prevenção rodoviária (ex. atravessar nas passadeiras, respeitar os semáforos...); 14- Procedimentos/actividades  Contacto directo com os espaços exteriores que circundam o Jardim deinfância;  Utilizar revista, livros e recortes;  Confronta-las com situações do dia a dia;  Fazer trabalhos de expressão plástica plástica;  visualizar em DVD filmes relacionados com determinado tema; exemplo os animais,  as cores ,  o corpo humano,  a estações do ano entre outras direccionadas para esta fase etária. Colecção as primeiras impressões.  Contar histórias alusivas aos temas e outras;  Trazer objectos de casa para a sala de acordo com assunto a explorar;  Conhecer o co5rpo e suas diferenças (ex. Através de imagens filme );  Explorar imagens sobre animais , e outros temas incentivando a criança a falar sobre o que vê.  Visualizar filmes sobre temas , como os animais, o corpo humano, as quatro estações, ou seja a colecção as primeiras impressões do 1 aos 5 anos.  Preenchimento de imagens relacionadas com os temas a explorar  Escutar sons e identificá-los.  Falar e observar sempre que possível o meio circundante , natureza, pessoas…  Visualização de fotografias das crianças e da família e conversar sobre isso  Visualização de imagens alusivas às datas festivas e conversar sobre isso.  Observação de imagens e gravuras para identificação dos alimentos falando da sua importância para a nossa saúde. 21
  22. 22. 16- Área de Expressão e Comunicação - Domínio da Expressão Dramática  Participar em situações de jogo simbólico /dramático;  Interagir com outras crianças em actividades de jogo simbólico;  Criar situações de comunicação verbal e não verbal;  Recriar experiências da vida quotidiana;  Recrear situações imaginárias, usar a expressão do corpo;  Utilizar objectos livremente, atribuindo significados múltiplos;  Utilizar diferentes formas de mimar e dramatizar, canções ,histórias 17 - Procedimentos /actividades  Ouvir histórias;  Utilizar imagens de animais como suporte para a criação de pequenos diálogos, histórias, etc.;  Dramatizações, imitar alguns animais ,árvores…dramatizar canções, ex:era uma vez um moinho entre outras  Mostrar figuras para exprimirem as emoções que estas lhes transmitem; 18- Domínio da expressão motora  Movimentar-se de varias formas locomotoras (ex. gatinhar, correr ,saltar...);  Imitar gestos e movimentos;  Experimentar e desenvolver a percussão corporal (batimentos, palmas...); Tocar as partes do corpo mencionadas ao longo de uma canção;  Desenvolver a motricidade fina e destreza manual. 19- Procedimentos/actividades  Proporcionar meios onde se faculte a possibilidade de as crianças poderem: trepar, correr, baloiçar, deslizar, rodopiar, saltar a pés juntos saltar obstáculos, 22
  23. 23.  Realizar exercícios com música, usando-a para controlar os movimentos e como relaxamento;  Imitar gestos e movimentos;  Exercícios com bolas e balões  Usar o corpo como instrumento rítmico;  Fazer jogos de enfiamentos;  Manipular correctamente diversos objectos; 20- Domínio da expressão plástica  Desenvolver a motricidade global  Desenvolver a motricidade fina  Desenvolver o esquema corporal  Desenvolver o jogo simbólico  Desenvolver a criatividade  Desenvolver a capacidade de expressão do mundo interior  Favorecer o manuseamento de diferentes materiais  Desenvolver a imaginação e a criatividade  Desenvolver a coordenação visual motora.  Promover o gosto pela descoberta 21 - Procedimentos / actividades  Desenhar e pintar livremente;  Fazer colagens;  Trabalhar com plasticina, massa de cores;  Fazer carimbagem;  Explorar diversos materiais, texturas  Fazer composições utilizando diferentes materiais;  Experimentar a mistura de cores;  Fazer digitinta.  Preenchimento de figuras, sobre os temas a explorar 22- Domínio da expressão musical  Desenvolver o sentido rítmico 23
  24. 24.  Desenvolver a discriminação auditiva  Favorecer a exploração da voz  Desenvolver a memória auditiva  Despertar na criança o gosto pela musica;  Acompanhar canções com gestos;  Explorar e identificar sons;  Explorar a intensidade dos sons (mais alto, mais baixo);  Cantar canções  Explorar diferentes sons e ritmos;  Associar músicas às épocas festivas;  Ser capaz de identificar e reproduzir sons, ruídos da natureza e do quotidiano;  Saber fazer silêncio para escutar e identificar sons; 23- Procedimentos/actividades  Acompanhar canções com gestos;  Cantar as canções com intensidades diferentes mais alto mais baixo  Aprender canções relacionadas com as épocas em vivência no momento;  Ouvir sons gravados e identifica - los seja a escutar seja a escutar e visualizar  Dançar ao som de vários tipos de musica. 24- Domínio da matemática  Familiarizar-se com a noção pequeno/grande;  Familiarizar-se com as noções de um e muitos;  Familiarizar-se com os conceitos de vazio/cheio;  Familiarizar-se com a numeração;  Familiarizar-se com algumas formas geométricas. 25- Procedimentos/actividades  Utilizar diferentes materiais como: egos, cubos, puzzles, dominós, com diferentes, tamanhos, cores, formas;  Tentar diferenciar os momentos que sucedem ao longo do dia, sua sequência temporal;  utilizar imagens para identificar, contar acompanhando o adulto.  Observação de imagens identificando, o número, e ou o tamanho.  Explorar as imagens contando, exemplo quantas patas, quantas orelhas etc. 26- Domínio da linguagem oral 24
  25. 25.  Aprender competências de comunicação e linguagem  Desenvolver o interesse em comunicar e verbalizar o que sente  Favorecer a comunicação verbal e não verbal        Fomentar o diálogo Favorecer a aquisição de vocabulário Desenvolver a articulação de palavras Relacionar palavra/objecto Participar nos diálogos em grande grupo; Enriquecimento do vocabulário; Maior domínio da expressão e comunicação. 27- Actividades/procedimentos  Explorar diferentes tipos de suportes escritos (livros, ,revistas, etc.);  Interpretar imagens ou gravuras;  Expressar e comunicar sentimentos através de gestos ou mímica;  Memorizar e reproduzir oralmente algumas canções;  Leitura de imagens;  Facultar material para que ponham em prática o sentido de articular as palavras.  Conversar com as crianças incentivando as respostas.  Possibilitar que todas as crianças tenham oportunidade de falar na área do grande grupo.  Explorar o carácter lúdico da linguagem, através de canções e historias;  Falar sobre experiências pessoais importantes.           28- EDUCAR PARA OS VALORES: Saber ouvir os colegas nas actividades de grupo. Esperar a sua vez para falar. Respeitar o outro, as suas ideias e decisões. Partilhar materiais de trabalho. Aumentar a auto-estima. Desenvolver o sentido estético. 29 -EDUCAR PARA A AUTONOMIA: Seleccionar, escolher, dar ideias e tomar decisões acerca do projecto ou situações que decorrem na sala. Responsabilizar a criança pelas suas decisões. Desenvolver hábitos de autonomia e higiene: comer sozinha quando os alimentos estão cortados em pedaços. 25
  26. 26.  utilizar os talheres e guardanapo correctamente.  vestir-se e despir-se sozinho.  utilizar a casa de banho autonomamente. 30- EDUCAR PARA A CIDADANIA:  Evoluir no comportamento com interiorização das regras:  permanecer algum tempo nas áreas.  completar uma tarefa.  arrumar a área onde brinca.  Educação para a saúde  Educação para a prevenção de acidentes. 31- PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES O plano anual apresentado não tem uma ordem especifica para ser abordado, nem datas definidas, dado que ao longo do ano lectivo serão enquadrados e explorados outros temas (ex. Dias Festivos, Estacões do Ano...). “CRESCER A BRINCAR E A FAZER” Outono.  Diálogos sobre esta estação  Poesia do Outono.  Preencher com colagem ,figuras de folhas de árvores, com papel de lustro, com recortes de folhas naturais.  Com figuras sobre o Outono, explorar os conceitos de grande / pequeno. Alto / baixo. - As cores Nomear e distinguir as cores Actividades intercalares.  Actividades de pintura (exploração das cores.)  Desenho livre.  Colagem,. Modelagem. 26
  27. 27.  Actividades de linguagem.  Actividades de movimento. OS ANIMAIS: Diálogos com as crianças sobre alguns animais. Falar dos animais e da sua utilidade para as pessoas e ainda como devemos respeitá-los. Através da observação directa, observação através de imagens, identificar, nomear alguns animais.  Preencher figuras representando animais, com diversos materiais .  Cantar canções, dizer lengalengas, trava-línguas que falem de animais.  Jogar jogos simples, fazer dramatizações de animais.  Pesquisar em livros, revistas, de animais e identificá-los .  Visualizar alguns DVD sobre animais Dia do animal escolher uma figura que represente um animal e preenchê-lo para expor no hall do 1º andar. Dia de Todos os Santos: Carimbagem num saco de papel ou tecido, para posteriormente colocar o”bolo” para ser enviado para casa. Dia de S. Martinho: Carimbagem com o dedo na Maria castanha . Realização de um lanche convívio - NATAL: Falar desta data festiva de forma adequada a esta faixa etária . Cantar canções de Natal. Dizer poesias de Natal. Preencher figuras alusivas ao Natal tais como: Um pinheiro, um anjo, uma vela, o Pai Natal, uma estrela. Decorar a sala com motivos de Natal. Elaborar com as crianças a prenda, para posteriormente levarem para casa. Um pequeno arranjo com uma vela e um cartão de Natal Estações do Ano Inverno: Diálogos sobre esta estação , chamando a atenção para as suas características. Poesia do Inverno. 27
  28. 28. Preencher figuras alusivas a esta estação: Uma nuvem. Gotas de chuva, guarda chuvas, vestuário de Inverno, Os Frutos:  Dialogar sobre os frutos e sua importância para a saúde.  Dar a conhecer o nome de alguns frutos, através da observação directa, de fotografias, livros, revistas, imagens.  Preenchimento de figuras representando frutos, colorindo, colando.  cantar canções, dizer lenga-lengas, relativas a cada fruta Primavera:  Diálogos, adequados a esta faixa etária sobre esta estação.  Poesia da Primavera.  Canções sobre a Primavera .  Preencher figuras com motivos da Primavera, flores, andorinhas, borboletas,  Decorar a sala com motivos sobre a Primavera. Elaborar a árvore da Primavera.  Saídas ao exterior para observação do meio imediato. O Carnaval: Preencher algumas figuras relacionadas com a data ,elaborar máscaras para o rosto, Elaborar fantasias para as crianças e fazer o desfile com todas as crianças das salas por algumas ruas de Monte Real. O Dia do Pai: Elaborar a prenda para o dia do Pai, um poster em tecido de pano cru com duas pequenas ripas de madeira, e desenhado pelas crianças. Páscoa Preenchimento de figuras relacionadas com a data, um coelho, um ovo, um pintainho 28
  29. 29. Decorar um saco para colocar as amêndoas oferecidas pelo jardim. O ESQUEMA CORPORAL:  Levar a criança a nomear partes do corpo humano em si e nos outros, utilizando vocabulário relacionado com o tema.  Preencher a figura de um menino e de uma menina.  Analisar separadamente cada parte que constitui o corpo humano, cabeça, tronco, membros.  Elaborar as figuras de um menino e de uma menina preenchidas com tecido, o vestuário das imagens, pelas crianças.  Cantar canções, contar histórias, fazer jogos de lateralidade, fazer pequenas dramatizações. Dia da Mãe:  Elaborar a prenda para a Mãe. Um arranjo com flores ou de papel ou secas , acompanhado do respectivo cartão.  Poesia sobre a Mãe. Dia mundial da criança:). Estação do ano : Verão:  Diálogos sobre esta estação.  Preenchimento de figuras. Uma árvore, um barco, o Sol, crianças a brincar na praia.  Época balnear: Conversar com as crianças sobre regras de segurança nas praias.  Dar a conhecer as cores das bandeiras e seu significado.  Explorar a praia, recolher conchas, pedras para posteriores trabalhos na sala.  avaliações individuais. Processo de Implementação do Projecto Pedagógico 29
  30. 30. Tendo sempre presente o Projecto Pedagógico, em cada sala, com cada grupo etário, a educadora, em “cumplicidade” com a auxiliar da Sala, vai gerindo e organizando o plano de actividades que, em cada momento, e em para cada criança é mais adequado. O Plano de Actividades de cada sala é composto por.  Plano de rotinas;  Actividades/Brincadeira livres. -Conclusão O objectivo deste Projecto de sala é, principalmente, o de mobilizar competências nas crianças que lhes permitam questionar o seu meio envolvente, os factos e os fenómenos naturais e questionar-se acerca de si mesmas, como seres que vivem em sociedade e no comportamento que devem ter face a diversas circunstâncias. Todas as crianças são diferentes e a intervenção não pode ser a mesma para todas elas. A diferenciação pedagógica é fundamental na acção diária. Segundo Katz e Schard (1994), “o papel do Educador é cultivar a vida da mente da criança mais nova.” Num sentido mais amplo a palavra mente engloba não só conhecimentos e capacidades mas também a sensibilidade emocional, moral e estética, o sentido crítico e a capacidade de opinar sobre questões que lhe são familiares. Neste sentido, não só conhecemos as crianças enquanto grupo e na sua individualidade, como também mobilizamos esforços no sentido de proporcionar uma interacção educativa com as suas famílias e com o contexto que envolve a Instituição. A avaliação deste projecto será baseada na observação e análise de comportamentos das crianças nas diferentes actividades. E ainda na sua evolução gradual. A par disto estarão sempre as planificações semanais e as fichas de 30
  31. 31. OBSERVAÇÃO. Observando analisando e avaliando o trabalho que se for desenvolvendo, reformulando sempre que seja necessário. Procurando que este seja o mais flexível possível e adequado ao nível etário deste grupo de crianças 2/3 anos até ao final do ano lectivo,. Privilegiando a sua forma essencial de aprendizagem o brincar. B IBLIOGRAFIA FIGUEIREDO, Manuel, - Um novo olhar sobre as rotinas, Bola de Neve, colecção “inovação”, Lisboa, 2004; FIGUEIREDO, Manuel, - Projecto Curricular no Jardim de Infância, Bola de Neve, colecção “Pre”, Lisboa, 2001; GISEL, ARNOLD “ O MUNDO DA CRIANÇA” Publicações D. Quixote. GUIMARÃES, MARIA DULCE / COSTA, ISABEL ALVES “EU ERA A MÃE” Divisão de Educação Pré-escolar Direcção geral do ensino básico Ministério da Educação e Cultura MINISTERIO DA EDUCACAO,- Orientações Curriculares para a Educação pré-escolar, Lisboa, 1997; MINISTERIO DA EDUCACAO, - Qualidade e Projecto na Educação pré-escolar, Lisboa, 1998; 31
  32. 32. PORTUGAL, Gabriela, - Crianças, Famílias e Creches - uma Abordagem Ecológica da Adaptação do Bebé à Creche , Porto Editora, 1998; REBELO, DULCE / DINIS,M. AUGUSTA G. SEABRA. “FALAR CONTIGO” Divisão de educação pré-escolar Direcção geral do ensino básico Ministério da Educação e Cultura “PARA UMA TROCA DE SABERES” Divisão de Educação Pré-escolar Direcção geral do ensino básico Ministério da Educação e Cultura. DOS 3 AOS 5 ANOS NO JARDIM DE INFÂNCIA( 1995) Ministério da Educação Departamento da Educação básica Núcleo de educação pré-escolar Educadora de Infância - Maria de Lurdes Valentim Gerardo 32

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