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  1. 1. CADERNO DE APOIO AO PROFESSOR Porta-viagens–6.oANO Português Provas-modelo de Final de Ciclo Testes formativos e sumativos Testes de compreensão oral Guião de leitura d’O Principezinho ANA SOARES • MARTA BRANCO
  2. 2. APRESENTAÇÃO DO PROJETO PORTA-VIAGENS............................... 3 COMPONENTES DO PROJETO ........................................................ 4 Manual .............................................................................. 5 Minigramática .................................................................... 5 Leituras integrais orientadas ................................................ 5 Caderno de Atividades.......................................................... 5 Caderno de Apoio ao Professor .............................................. 6 Planos de Aula .................................................................... 6 CD Áudio............................................................................ 6 Aula Digital ........................................................................ 7 ANUALIZAÇÃO (PROPOSTA DE CICLO – 5.O E 6.O ANOS) ....................... 8 GRELHAS DO PROFESSOR / AVALIAÇÃO POR COMPETÊNCIAS............. 19 Leitura expressiva ............................................................... 20 Compreensão do oral ........................................................... 21 Expressão escrita ................................................................ 22 Expressão oral .................................................................... 23 GUIÃO DE LEITURA...................................................................... 25 O Principezinho................................................................... 26 TESTES ..................................................................................... 43 PROVAS-MODELO DE FINAL DE CICLO .................................................................. 137 FICHAS DE TRABALHO EXTRA ....................................................... 154 SOLUÇÕES ................................................................................ 175 ÍNDICE Nota: Este caderno encontra-se redigido conforme o novo Acordo Ortográfico.
  3. 3. Neste Caderno de Apoio ao Professor, pode encontrar materiais complementares ao manual Porta-viagens 6, nomeadamente: • proposta de planificação anual; • distribuição dos descritores pelo 2.o ciclo; • fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual; • grelhas de avaliação para as diversas competências; • guião de leitura; • testes de avaliação concebidos de acordo com os modelos do GAVE; • testes de compreensão do oral; • provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo. O rigor esteve na base de todas as propostas deste projeto, concebido em estreita articulação com as novas indicações programáticas e fruto de uma aturada reflexão sobre os Novos Programas de Português e res- petivos descritores de desempenho. Destacamos ainda que, não retirando ao texto literário o protagonismo que ele merece no ensino da língua, valorizamos também outrastipologiastextuais, nomeadamente as referidas no próprio programa. As autoras APRESENTAÇÃO DO PROJETO 3
  4. 4. COMPONENTES DE PROJETO Manual O manual apresenta uma viagem introdutória de diagnóstico e está dividido em seis grandes unidades. Cada uma das unidades é constituída por várias viagens e uma secção de aferição das aprendizagens (Memórias de viagem ). Na versão do professor, as barras laterais incluem ainda propostas de solução dos exercícios e sugestõesmetodológicas. Todas as viagens propõem atividades das cinco competências, articuladas tematicamente entre si. Para além da flexibilidade que esta proposta oferece, a mesma pode ser entendida como uma forma de possibilitar aprendizagens diferenciadas por parte dos alunos, atendendo ao diferente grau de dificuldade das tarefas propostas e da variedade de competências exploradas a partir do mesmo núcleo temático ou textual. Por outro lado, a grande diversidade de atividades e estratégias propostas vai ao encontro de alunos com diferentes estilos de aprendizagem. A adequação curricular é também facilitada por este conceito das viagens, podendo o docente aprofundar determinadas competências numa unidade e outras noutras, ao longo de todo o manual. A organização do manual foi feita considerando a seguinte distribuição das unidades pelos períodos letivos: 4 Período escolar Manual Unidades Outros recursos 1.o período Unidade 0 – Antes da partida (viagem de diagnóstico, onde são recuperados os principais tipos de texto e conceitos explorados no 5.o ano) Leitura integral orientada Teste formativo esumativo nofinalde cadaunidade Unidade 1 – Narrativa de aventuras Viagem 1 – Os nomes Viagem 2 – Os heróis Viagem 3 – As aventuras Memórias de viagem Unidade 2 – Narrativa de mistério (predomíniodotextonarrativoemarticulaçãocomoutrostiposdetexto) Viagem 1 – Narrativa de aventura Viagem 2 – Narrativa de ficção científica Viagem 3 – Narrativa policial Memórias de viagem 2.o período Unidade 3 – Narrativa de viagens Viagem 1 – Narrativas espaciais Viagem 2 – Narrativas e feitiços Viagem 3 – Odisseias narrativas Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo esumativo nofinalde cadaunidade Unidade 4 – Texto poético Viagem 1 – Poesia escrita nas estrelas Viagem 2 – Poemas de amor Viagem 3 – Poesia com sabor a sal Memórias de viagem
  5. 5. Minigramática Com todo o rigor, mas com uma linguagem que se pretende adequada à faixa etária destes alunos, o manual integra no final uma minigramática para consulta ao longo das viagens. A mesma está de acordo com o Dicionário Terminológico e visa complementar as viagens, sendo, na nossa perspetiva, um importante auxiliar do estudo dos alunos. Leituras integrais orientadas O manual Porta-viagens oferece dois guiões de leitura para exploração de obras integrais, no próprio manual: Ulisses, de Maria Alberta Menéres, e O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Neste Caderno de Apoio ao Professor, existe ainda um outro guião alternativo relativo à obra O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. Caderno de Atividades Em estreita articulação com as viagens do manual, o Caderno de Atividades propõe textos e exercícios com- plementares e de reforço aos conteúdos do CEL previstos para o 2.o ciclo. Podem ser usados para TPC, atividades extra na sala de aula ou ainda para trabalho e estudo autónomo por parte do aluno, visto que o mesmo integra, no final, as soluções dos exercícios propostos. O caderno apresenta ainda uma prova-modelo de final de ciclo, concebida de acordo com as indicações do GAVE, que poderá ser resolvida como forma de preparação para a referida prova. 5 Período escolar Manual Unidades Outros recursos 3.o período Unidade 5 – Texto dramático Viagem 1 – Animais em cena Viagem 2 – Palco da vida Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo esumativo nofinalde cadaunidade Unidade 6 – Textos dos média Viagem 1 – Entrevista, opinião, publicidade Viagem 2 – Notícia Memórias de viagem Provas-modelo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo (Caderno de Apoio ao Professor)
  6. 6. Caderno de Apoio ao Professor O presente Caderno de Apoio ao Professor apresenta ainda: • a anualização dos descritores de desempenho do 2.o ciclo; • grelhas de avaliação para as diversas competências; • guião de leitura; • livro de testes com testes elaborados segundo o modelo do GAVE e testes de compreensão oral; • provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a referida prova. • fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual; • soluções de todos os testes, provas, fichas e guião de leitura. Livro de Testes Os testes propostos neste Caderno de Apoio ao Professor visam facilitar ao professor a tarefa de pesquisa de textos e construção de itens. Para além das provas-modelo concebidas para serem utilizadas no final do ano letivo no trabalho de prepara- ção para a prova final de ciclo, o capítulo a partir da página 43 apresenta 12 outros testes. Deste modo, podem ser realizados dois testes formativos e dois sumativos por período escolar. Os testes estão todos articulados com as propostas das unidades e viagens do manual e, com vista a preparar ao longo de todo o ano os alunos para a avaliação externa, apresentam uma estrutura tripartida (Leitura, CEL e Escrita). Quanto ao domínio da Leitura, à semelhança do que se tem registado em situações de avaliação externa, pro- pomos sempre dois textos: o primeiro, texto A, literário (com, predominantemente, itens de construção), e o outro, texto B, de tipo informativo (com itens de seleção). O índice detalhado dos testes, em que se apresentam as tipologias textuais e os conteúdos do CEL, visa facili- tar a escolha dos itens mais pertinentes a aplicar. Este componente do Caderno de Apoio ao Professor encontra-se em formato editável na Aula Digital. Planos de Aula Os Planos de Aula que propomos não têm a pretensão de ser a única leitura do manual, apresentando um caminho possível por entre as viagens que constituem este projeto e explicitando a articulação das propostas do manual com os descritores de desempenho dos Novos Programas de Português. CD Áudio O CD Áudio contém todos os materiais necessários à realização das atividades da secção ouvir das viagens das três unidades, além dos textos a partir dos quais foram concebidos os testes de compreensão oral. As suas trans- crições encontram-se disponíveis num booklet que acompanha o CD Áudio. 6
  7. 7. 7 20 Aula Digital – em CD-ROM e on-line em www.portaviagens6.te.pt Este recurso multimédia permite ao professor uma fácil exploração do projeto Porta-viagens utilizando as novas tecnologias em sala de aula, com total integração entre os recursos digitais de apoio e o manual. Inclui: • Manual multimédia • Gramáticas interativas • Animações • Vídeos • Apresentações em PowerPoint direcionadas para a exploração do texto literário e produção de textos escritos • Jogos • Links • Fichas e testes em formato editável • Planos de aula e planificações em formato editável A Aula Digital permite-lhe preparar as suas aulas em pouco tempo, podendo: • aceder aos Planos de Aula disponíveis em formato editável e planificar as suas aulas de acordo com as características de cada turma; • utilizar as sequências de recursos digitais feitas de acordo com os Planos de Aula criados para si, que o apoiarão nas suas aulas, com recurso a projetor ou quadro interativo; • personalizar os Planos de Aula com recursos do projeto ou com os seus próprios materiais. A Aula Digital permite-lhe avaliar os seus alunos de uma forma fácil, podendo: • utilizar os testes pré-definidos ou criá-los à medida da sua turma, a partir de uma base de mais de 120 questões; • imprimir os testes para distribuir, projetá-los em sala de aula ou enviá-los aos seus alunos com correção automática; • acompanhar o progresso dos alunos através de relatórios de avaliação detalhados.
  8. 8. 8 ANUALIZAÇÃO – 2.o CICLO Escutar para aprender e construir conhecimento Descritor 5.o 6.o Prestar atenção ao que ouve, de modo a tornar possível: – reformular o enunciado ouvido; – cumprir instruções dadas; – responder a perguntas acerca do que ouviu; – explicitar o assunto, tema ou tópico; – indicar o significado global, a intenção do locutor e o essencial da informação ouvida; – referir pormenores relevantes para a construção do sentido global; – fazer inferências e deduções; – distinguir facto de opinião, o que é objetivo do que é subjetivo; – distinguir o que é essencial do que é acessório; – explicitar o significado de expressões de sentido figurado; – relatar o essencial de uma história ouvida ou de uma ocorrência; – distinguir diferentes graus de formalidade em discursos ouvidos. Utilizar procedimentos para reter e alargar a informação recebida: – registar tópicos, tomar notas; – preencher grelhas de registo; – pedir informações e explicações complementares; – registar relações de forma e de sentido com outros textos ouvidos, lidos ou vistos; – esquematizar relações. • • • • • • • • • • Manifestar a reação pessoal ao texto ouvido, tendo em conta a sua tipologia. • • Detetar aspetos de diferenciação e variação linguística, precisando o papel da língua padrão. • • Distinguir traços característicos específicos do oral. • • Compreensão do oral • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
  9. 9. 9 Falar para construir e expressar conhecimento Descritores 5.o 6.o Usar da palavra de modo audível, com boa dicção e num débito regular. • • Usar com precisão um repertório de termos relevantes para o assunto que está a ser tratado. • Produzir enunciados, controlando com segurança as estruturas gramaticais correntes e algumas estruturas gramaticais complexas. • • • Respeitar princípios reguladores da atividade discursiva: – na produção de enunciados de resposta; – na colocação de perguntas; – na formulação de pedidos; – na apresentação de factos e opiniões; – na justificação de pontos de vista. • • • • • • • • • • Produzir textos orais: – combinar com coerência uma sequência de enunciados; – distinguir com clareza uma introdução e um fecho; – captar e manter a atenção de diferentes audiências; – apoiar-se em recursos audiovisuais, informáticos ou outros; – exprimir o(s) conhecimento(s); – emitir opiniões; – construir uma argumentação, através de um discurso convincente e com alguma complexidade. • • • • • • • • • • • Ler em público, em coro ou individualmente. • • Participar em situações de interação oral Descritores 5.o 6.o Interagir com espontaneidade e à-vontade em situações informais de comunicação. • • Iniciar, manter e terminar conversas simples com diversos tipos de interlocutores. • • Respeitar os princípios adequados às convenções que regulam a interação verbal e não verbal. • • Fornecer um contributo eficaz para o trabalho coletivo, na turma ou grupo, em situações mais formais: – pedir oportunamente a palavra e esperar pela sua vez; – apresentar os seus pontos de vista e fundá-los em argumentos válidos; – facilitar o entendimento entre os participantes; – relacionar os seus contributos com os dos restantes participantes; – sintetizar o essencial. • • • • • • • • • Expressão oral
  10. 10. 10 Ler para construir conhecimento Descritores 5.o 6.o Ler de modo autónomo, em diferentes suportes, as instruções de atividades ou tarefas. • • Detetar o foco da pergunta ou instrução, de modo a concretizar a tarefa a realizar. • • Localizar a informação a partir de palavra ou expressão chave e avaliar a sua pertinência. • Utilizar técnicas adequadas ao tratamento da informação: – sublinhar; – tomar notas; – esquematizar; – preencher grelhas de registo; – sintetizar. • • • • • • • • • Antecipar o assunto de um texto, mobilizando conhecimentos anteriores. • • Definir uma orientação de leitura e fixar-se nela. • • Fazer uma leitura que possibilite: – confirmar hipóteses previstas; – identificar o contexto a que o texto se reporta; – explicitar a intenção comunicativa ou função dominante e registo(s) utilizado(s); – demarcar diferentes unidades de forma-sentido; – identificar pelo contexto ou pela estrutura interna o sentido de palavras, expressões ou fraseologias desconhecidas; – detetar informação relevante: • factual e não factual; • essencial e acessória; – distinguir relações intratextuais e a sua ordem de relevância: • parte-todo; • causa-efeito; • razão-consequência; – captar sentidos implícitos; – fazer inferências, deduções; – explicitar o sentido global de um texto. • • • • • • • • • • •(funçãoeregistos) • • • • • • • • • • • • Explicitar processos de construção do sentido de um texto multimodal. • Confrontar diferentes interpretações de um mesmo texto, sequência ou parágrafo. • • Recontar e sintetizar textos. • • Identificar relações, formais ou de sentido, em vários textos, abrindo redes intertextuais. • • Detetar traços característicos de diferentes tipos de texto ou sequências textuais. • • Leitura
  11. 11. 11 Ler para apreciar textos variados Descritores 5.o 6.o Fazer apreciações críticas sobre um texto, incidindo sobre o conteúdo e sobre a linguagem. • • Identificar marcas de literariedade nos textos: – mundos representados; – utilização estética dos recursos verbais. • • • • Distinguir modos e géneros de textos literários a partir de critérios dados. • • Manifestar-se em relação a aspetos da linguagem que conferem a um texto qualidade literária. • Ler textos literários Descritores 5.o 6.o Fazer a leitura integral de textos literários representativos dos três modos literários. • • Expor o sentido global de um texto narrativo ou de partes específicas do mesmo. • • Explicitar os temas dominantes e características formais de poemas. • • Expor o sentido global de um texto dramático, estabelecendo relações entre o texto e o desenvolvimento cénico. • • Expressar ideias e sentimentos provocados pela leitura de um texto literário. • •
  12. 12. 12 Escrever para construir e expressar conhecimento Descritores 5.o 6.o Redigir com correção enunciados para responder a diferentes propostas de trabalho. • • Organizar as respostas de acordo com o foco da pergunta ou pedido. • • Usar com precisão o repertório de termos relevantes para o assunto que está a ser tratado. • Controlar as estruturas gramaticais mais adequadas à resposta a fornecer. • Combinar os enunciados numa organização textual com coesão e coerência. • Cuidar da apresentação final do texto escrito. • • Utilizar técnicas específicas para selecionar, registar, organizar ou transmitir informação. • • Definir a temática, a intenção, o tipo de texto, o(s) destinatário(s) e o suporte em que o texto vai ser lido. • • Fazer um plano, esboço prévio ou guião do texto: – estabelecer objetivos; – selecionar conteúdos; – organizar e hierarquizar a informação. • • • • • • • • Redigir o texto: – articular as diferentes partes planificadas; – selecionar o vocabulário ajustado ao conteúdo; – construir os dispositivos de encadeamento (crono)lógico, de retoma e substituição que assegurem a coesão e a continuidade de sentido; – dar ao texto a estrutura compositiva e o formato adequados; – respeitar regras de utilização da pontuação. Adotar as convenções (orto)gráficas estabelecidas. • • • • • • • • • • • • • • Rever o texto, aplicando procedimentos de reformulação: – acrescentar, apagar, substituir; – condensar, reordenar, reconfigurar. • • • • • Produzir textos que obrigam a uma organização discursiva bem planificada e estruturada, com a intenção de: – reformular, reinterpretar, resumir; – relatar, expor, descrever; – dar instruções, persuadir; – analisar, comentar, criticar. • • • • • Escrita
  13. 13. 13 Escrever em termos pessoais e criativos Descritores 5.o 6.o Escrever textos por sua iniciativa, para expressar conhecimentos, experiências, sensibilidade e imaginário. • • Intervir em rede, utilizando dispositivos tecnológicos adequados: – cooperar em espaços de partilha de escrita relacionados com os seus interesses e necessidades; – participar em projetos de escrita colaborativa, em grupo ou em rede alargada. • • • Escrever textos experimentando novas configurações textuais, com marcas intencionais de literariedade. • • Identificar em enunciados orais e escritos a variação em vários planos (fonológico, lexical, sintático, semântico e pragmático). • • Distinguir contextos geográficos e sociais que estão na origem de diferen- tes variedades do português. • Identificar propriedades da língua padrão. • • Consultar regularmente obras lexicográficas, mobilizando a informação na análise da receção e da produção no modo oral e escrito. • •
  14. 14. 14 Plano morfológico Descritores 5.o 6.o Sistematizar as propriedades de distinção entre palavras variáveis e invariáveis. • • Explicitar categorias relevantes para a flexão das classes de palavras variáveis. • • Sistematizar paradigmas flexionais regulares dos verbos. • • Identificar paradigmas flexionais irregulares em verbos de uso muito frequente. • Estabelecer grupos de verbos de conjugação incompleta. • Plano da língua, variação e mudança Descritores 5.o 6.o Identificar em enunciados orais e escritos a variação em vários planos (fonológico, lexical, sintático, semântico e pragmático). • • Distinguir contextos geográficos e sociais que estão na origem de dife- rentes variedades do português. • Identificar propriedades da língua padrão. • • Consultar regularmente obras lexicográficas, mobilizando a informação na análise da receção e da produção no modo oral e escrito. • • Plano fonológico Descritores 5.o 6.o Identificar unidades mínimas com valor distintivo nas palavras. • • Distinguir ditongos crescentes e decrescentes. • • Distinguir ditongos de sequências de duas vogais que não pertencem à mesma sílaba. • • Identificar diferentes estruturas silábicas nas palavras. • • Distinguir sílaba gramatical de sílaba métrica. • Conhecimento explícito da língua
  15. 15. 15 Plano morfológico Descritores 5.o 6.o Explicitar padrões de formação de palavras complexas. •(derivação) •(composição) Deduzir o significado de palavras complexas a partir do valor de prefixos e sufixos nominais, adjetivais e verbais do português contemporâneo. • • Distinguir regras de formação de palavras por composição de duas ou mais formas de base. • Plano das classes de palavras Descritores 5.o 6.o Distinguir classes abertas e fechadas de palavras. • • Explicitar propriedades distintivas de classes e subclasses de palavras. •(nome/verbo/ adjetivo/ pronome/ determinante/ interjeições/ conjunções/ preposições) •(todas) Utilizar o pronome pessoal átono (reflexo e não reflexo) em adjacência verbal. • • Sistematizar as propriedades na base das quais se pode distribuir o léxico do português em dez classes gramaticais. •
  16. 16. 16 Plano sintático Descritores 5.o 6.o Distinguir os constituintes principais da frase. • • Sistematizar processos sintáticos. • Explicitar a relação entre constituintes principais de frases e as funções sintáticas por eles desempenhadas. • • Identificar diferentes realizações da função sintática de sujeito. • • Distinguir as funções sintáticas de constituintes selecionados e não selecionados pelo verbo. •(c.d., c.ind., predicativo do sujeito) •(complemento oblíquo / modificador) Identificar a função sintática do constituinte à direita do verbo copulativo e os grupos que o podem constituir. • •(grupos que o constituem) Explicitar as convenções do uso do vocativo em enunciados orais ou escritos. • Transformar frases ativas em frases passivas e vice-versa. • Explicitar processos sintáticos de articulação entre frases complexas. •(coordenação) •(subordinação) Plano lexical e semântico Descritores 5.o 6.o Identificar processos de enriquecimento lexical do português. • • Identificar diferentes significados de uma mesma palavra ou expressão em distintos contextos de ocorrência. • • Explicitar relações semânticas de semelhança e oposição, hierárquicas e de parte-todo. • Detetar processos irregulares de formação de palavras e de inovação lexical. • Identificar duas funções básicas da linguagem verbal que dão origem ao significado das frases e dos enunciados: – referir entidades, localizações temporais e espaciais; – descrever situações e relações entre as entidades. • • • Utilizar diferentes processos de negação em enunciados e frases. • Distinguir recursos verbais que podem ser utilizados para localizar no tempo as situações descritas nos enunciados: – tempos verbais; – grupos preposicionais e adverbiais temporais; – orações temporais. • • • • Estabelecer relações entre diferentes categorias, lexicais e gramaticais, para exprimir o aspeto e a modalidade. •
  17. 17. 17 Plano discursivo textual Descritores 5.o 6.o Explicitar relações pertinentes entre a sequência dos enunciados que constituem um discurso e: – quem o produz; – a quem se destina; – a intenção e o efeito conseguido; – a situação particular em que ocorre; – o tema ou assunto; – o registo (in)formal. • • • • • • • • • • • • • • Caracterizar modalidades discursivas e sua funcionalidade. • • Detetar, nas formas de realização de um enunciado, o objetivo do locutor, tendo em conta o contexto em que a interação ocorre. • • Explicitar princípios básicos reguladores da interação discursiva, aplicando-os eficazmente nos enunciados que produz. • • Distinguir, na receção de enunciados, ou utilizar intencionalmente na sua produção, unidades linguísticas com diferentes funções na cadeia discursiva: – ordenação; – explicação e retificação; – reforço argumentativo; – concretização; – marcação conversacional ou fática; – conexão entre enunciados. • • • • • • • Identificar nos enunciados recebidos ou produzidos as unidades linguísticas que referenciam a sua enunciação. • • Identificar informação não explicitada nos enunciados, recorrendo a processos interpretativos inferenciais. • Distinguir modos de reprodução do discurso no discurso, quer no modo oral quer no modo escrito. • • Detetar, em sequências de enunciados orais ou escritos, características inerentes à textualidade: – autonomia (sequência de enunciados com um princípio e um fim delimitados); – autoria (sequência de enunciados produzida por um ou mais autores); – unidade forma-sentido (sequência de enunciados organizados de acordo com determinadas intenções, convenções e regras, de modo a produzir um sentido global); – atualização do sentido feita por um leitor/ouvinte intérprete. • •(escrito) • • • • •(oral) • • • Enunciar, por comparação, as principais diferenças entre texto realizado no modo oral e texto realizado no modo escrito, no que se refere a: – organização da informação; – utilização de recursos extraverbais e verbais. • • •
  18. 18. Representação gráfica e ortográfica Descritores 5.o 6.o Explicitar regras de uso de sinais de pontuação para: – delimitar constituintes da frase; – representar tipos de frase. • • • • Aplicar regras de uso de sinais auxiliares da escrita. • • Aplicar regras de configuração gráfica dos textos, das unidades textuais ou das palavras. • • Explicitar regras: – ortográficas; – de acentuação gráfica; – de translineação. • • • • • • Desambiguar sentidos que decorrem de relações entre a grafia e a fonia de palavras. • • Nota: O grau de progressão entre os dois anos que constituem o ciclo foi feito a partir do grau de dificuldade e do material linguístico apresentado. Daí que muitos dos descritores se repitam nos dois anos. 18
  19. 19. Grelhas do Professor Avaliação por competências
  20. 20. 20 Grelha de Avaliação da Leitura Expressiva Alunos Pronuncia todo o texto de forma clara e fluente Lê expressivamente e com entoação adequada todo o texto Utiliza ritmo e tom adequados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
  21. 21. 21 Grelha de Avaliação de Compreensão do Oral Alunos Compreende globalmente o texto Compreende pormenores do texto Realiza deduções sugeridas pelo texto Compreende a intencionalidade comunicativa do texto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
  22. 22. 22 Grelha de Avaliação da Expressão Escrita Alunos Interpreta e cumpre a instrução, desenvolvendo o tema de acordo com a tipologia textual Revela conhecimento profundo sobre o tema, apresentando um juízo crítico Define claramente a estrutura do texto, com recurso adequado a parágrafos Utiliza corretamente conectores, concordâncias, flexões verbais, construção frásica e outros Aplica corretamente as regras ortográficas, de acentuação, pontuação e uso de maiúscula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
  23. 23. 23 Grelha de Avaliação da Expressão Oral Alunos Estrutura e organiza o discurso/ as ideias É objetivo, desenvolve e fundamenta as ideias Utiliza linguagem e rigor adequados, assim como vocabulário adequado Utiliza tom, entoação e expressividade variados e adequados, ritmo regular e adequado, volume audível e dicção clara Revela domínio de estratégias argumentativas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
  24. 24. 24
  25. 25. GUIÃO DE LEITURA O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry
  26. 26. 26 . . . . . Antes de ler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lê a dedicatória e resolve os exercícios de acordo com as indicações dadas. 1. O autor dedica o livro «a uma pessoa crescida». Indica: a. quem é a pessoa crescida. b. o motivo pelo qual lhe dedica o livro. c. os argumentos que explicam a sua opção. 2. A dedicatória inicia-se por um pedido de desculpas. A quem é dirigido? 2.1. Na tua opinião, por que motivo é feito esse pedido de desculpas? 3. A história do principezinho inicia-se com o narrador a recordar um desenho que fez aos seis anos. Observa-o atentamente e seleciona a opção correta. 3.1. O desenho é: a. um chapéu. b. uma jiboia muito grande. c. uma jiboia a comer um elefante. 3.2. Inicia a leitura do primeiro capítulo e verifica a correção da tua resposta anterior. O Principezinho
  27. 27. 27 . . . . . Durante a leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo I 1. O narrador da história O principezinho é participante ou não participante? 1.1. Transcreve uma frase que comprove a tua resposta. 1.2. De acordo com a opinião do narrador e com a resposta dada na pergunta 3.2. do exercício ante- rior, tu pensas como uma criança ou um adulto? Justifica a tua resposta. 1.3. Explica que influência teve a interpretação feita pelos adultos do desenho do narrador na sua vida futura. 1.4. Por que motivo o narrador guardou sempre o desenho número um? 1.5. O que nos ensina este capítulo sobre como são as pessoas crescidas? Seleciona apenas as opções que consideres corretas. a. Sérias e. Criativas b. Divertidas f. Imaginativas c. Inteligentes g. Perspicazes d. Objetivas 1.5.1. Justifica cada uma das tuas opções. Capítulo II 1. O narrador conheceu o principezinho. 1.1. Em que circunstâncias se encontraram? 1.2. Por que motivo estranhou tanto a presença daquele rapazinho no sítio em que se encontraram?
  28. 28. 28 1.3. O principezinho fez-lhe um pedido. Indica: a. que pedido foi esse. b. por que motivo o fez. c. como reagiu o narrador. d. a reação do menino à resposta dada. 1.4. O principezinho era muito exigente. Concordas com a afirmação? Justifica. 1.5. Que situação nos permite ver a capacidade de imaginação do principezinho? Capítulo III 1. O narrador e o principezinho têm algo em comum. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta. 2. Por que motivo o principezinho desatou a rir quando soube que o narrrador caiu do céu? 2.1. Como reagiu o narrador? 3. O que ficou o narrador a saber sobre o principezinho?
  29. 29. 29 Capítulo IV Neste capítulo, o narrador volta a fazer considerações sobre as pessoas crescidas. 1. Na tua opinião, qual das afirmações é a mais correta? a. As pessoas crescidas são preconceituosas. b. As pessoas crescidas têm uma mente aberta. Redige um pequeno texto de opinião, baseando-te nos factos apresentados neste capítulo para fun- damentares a tua opção. 2. É-nos também indicado quando decorreu esta história e o motivo pelo qual o narrador a conta. Indica-os. Capítulo V Faz a correspondência entre as duas colunas de forma a obteres frases verdadeiras. 1. são as sementes do embondeiro. 2. o seu planeta poderia explodir. 3. não o podemos deixar para depois, pois pode ter consequências graves. 4. para transmitir a lição do principezinho a todos os meninos. 5. os rebentos dos embondeiros quando estes se distinguem das roseiras. 6. todos os dias limpava o seu planeta. 7. para que esta coma as ervas daninhas do seu planeta. a. O principezinho quer a ovelha b. No seu planeta, as sementes daninhas c. Por isso, é preciso arrancar d. Caso deixasse crescer os embondeiros e. Apesar de ser um trabalho monótono, f. Se um trabalho é mesmo importante, g. O narrador esforçou-se por demonstrar o perigo que os embondeiros representavam
  30. 30. 30 Capítulo VI Completa o resumo. No a. dia, o narrador ficou a saber que b. era tão pequeno que bastava colocar c. para assistir as vezes que quisesse d. . Uma vez, viu o pôr do sol e. vezes. O principezinho gostava de ver o pôr do sol quando f. . Capítulo VII 1. O principezinho compara o narrador a um senhor que conheceu. Preenche o quadro com informação do texto que te permita ver as semelhanças entre os dois. 2. Identifica o recurso expressivo presente na frase «Mas aquilo não é um homem! Aquilo é um cogumelo!» 2.1. Se o senhor do outro planeta é comparado a um cogumelo, podemos afirmar que o narrador é também um cogumelo. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta. 3. Indica: a. o estado de espírito do principezinho que o levou a fazer esta comparação. b. o motivo do seu estado de espírito. 4. Por que motivo está tão preocupado em saber se as ovelhas comem flores com espinhos? Senhor de outro planeta Narrador
  31. 31. 31 Capítulo VIII 1. Seleciona com ˚a opção que completa a afirmação. 1.1. O principezinho vigiara o rebento que dera origem àquela flor porque a. receava tratar-se de uma erva daninha. b. era semelhante às outras. c. estava certo de que era uma semente de embondeiro. d. estava curioso para ver quando despontava. 1.2. A flor a. demorara muito tempo a despontar. b. despontara rapidamente. c. demorara um dia a despontar. d. despontara ao anoitecer. 1.3. O principezinho desde logo percebeu que era uma flor a. muito vaidosa. b. muito humilde. c. muito cínica. d. muito vivaça. 1.4. Ao vê-la, o principezinho ficou muito admirado porque a. ela era semelhante a uma papoila. b. ela era tão grande como um embondeiro. c. ela era uma flor muito bonita. d. ela era a flor mais faladora que já vira. 1.5. Neste capítulo, está presente a personificação porque a. o principezinho fala. b. a flor fala com o principezinho. c. a flor está presa ao chão. d. a flor nasceu.
  32. 32. 32 1.6. A flor não receava os tigres porque a. no planeta do principezinho não havia tigres. b. os tigres não comiam flores. c. tinha quatro espinhos que a protegiam. d. estava protegida por uma redoma. 1.7. A flor era a. modesta, mas exigente. b. cansativa, mas modesta. c. exigente e caprichosa. d. bonita e compreensiva. 1.8. O biombo serviria para a. a proteger dos tigres. b. a proteger da água. c. a proteger das correntes de ar. d. a proteger do sol. 1.9. A flor sentiu-se humilhada porque a. foi apanhada numa mentira. b. não se lembrava de onde vinha. c. o principezinho não lhe fazia as vontades. d. era a única flor daquele planeta. 1.10. O principezinho estava cansado por causa a. das correntes de ar do seu planeta. b. dos embondeiros do seu planeta. c. dos tigres do seu planeta. d. dos caprichos da flor do seu planeta.
  33. 33. Capítulo IX A flor, antes que o principezinho partisse, mostrou arrependimento. Redige um texto, com base na informação dada neste capítulo, em que demonstres que o arrependi- mento é verdadeiramente sentido. Capítulos X a XV 1. Nestes capítulos, ficamos a conhecer os vários asteroides que o principezinho visitou. Completa a grelha com informação sobre ele. 33 Asteroide Habitantes Características Informação sobre o asteroide Problema de cada habitanteFísicas Psicológicas
  34. 34. 34 2. O principezinho refere constantemente que «As pessoas crescidas são mesmo esquisitas!» Redige um texto em que demonstres o(s) motivo(s) pelo(s) qual(is) o principezinho tem esta opinião sobre as pessoas crescidas. Capítulo XVI O sétimo planeta visitado, a Terra, é um planeta que conjuga todos os outros. Concordas com a afirmação? Redige um pequeno texto em que fundamentes a tua opinião com base no presente capítulo e no conhe- cimento que tens de capítulos anteriores. Capítulo XVII 1. Este capítulo divide-se em duas partes: Parte 1 – reflexões do narrador. Parte 2 – narração da chegada do principezinho à terra. Delimita as partes que o constituem transcrevendo o início e o final de cada uma. 2. Atenta na parte 1. 2.1. O narrador inicia este capítulo fazendo uma confissão. a. Que confissão é essa? b. Por que motivo a fez? 2.2. Neste capítulo, o narrador confunde-se com o principezinho, pois começa também ele a usar a linguagem da personagem principal da história. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta fazendo referências textuais.
  35. 35. 35 3. Atenta na segunda parte do capítulo e preenche a banda desenhada. 1 2 3 4 5 6 7 8 9
  36. 36. 36 10 11 12 13 14 15 16 17
  37. 37. 37 Capítulo XVIII 1. Na Terra, o principezinho encontra uma flor. Compara a flor que agora encontrou com a que deixou no seu planeta. 2. Que recurso retórico foi usado neste capítulo? Justifica a tua resposta. 3. Que informação pretende o principezinho obter da flor? 4. Transcreve do capítulo uma frase que comprove que a flor não conhece os homens. 18 19 20 Joann Sfar, O Principezinho – segundo obra de Antoine de Saint-Exupéry, Editorial Presença (adaptado)
  38. 38. 38 Capítulo XIX 1. Atenta na última fala do capítulo. 1.1. Explica por que motivo o principezinho considera : a. o planeta Terra seco e pontiagudo. b. que os homens têm falta de imaginação. Capítulo XX 1. Que descoberta faz o principezinho relativamente: a. à flor do seu planeta? b. a si próprio? 2. Por que motivo, na tua opinião, o principezinho desata a chorar? Capítulo XXI 1. Transcreve do texto a expressão que define a palavra «cativar». 2. O principezinho anda «à procura de amigos», como ele próprio diz à raposa. Não andará, portanto, à procura de alguém para cativar? Justifica a tua resposta. 3. Explica porque é que a vida da raposa é monótona. 4. «O trigo é dourado e há de fazer-me lembrar de ti.» 4.1. Explica a relação entre o principezinho e o trigo.
  39. 39. 39 5. O que teve o principezinho de fazer para cativar a raposa? Ordena os passos de acordo com o ritual explicado pela raposa. a. Aproximar-se a cada dia do ser a cativar. b. Passar a ser único no mundo. c. Sentar-se longe do ser a cativar. d. Usar o olhar como forma de comunicação. e. Chegar sempre à mesma hora. f. Ser paciente, pois é um processo longo. 6. Seleciona uma das afirmações feitas pela raposa. a. «Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja.» b. «A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.» c. «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.» 6.1. Em grupos, discutam o significado de cada uma das frases. 6.2. Apresentem à turma as conclusões a que chegaram. 7. Individualmente, seleciona uma das afirmações em 6 e, com base nela, redige um texto narrativo em que se possa ver a mensagem da citação que selecionaste.
  40. 40. 40 Capítulo XXII 1. Neste capítulo, o principezinho encontra um agulheiro. Lê o verbete do dicionário. a.gu.lhei.ro a n. 1. Pessoa que tem por profissão fabricar agulhas. 2. Pessoa que movimenta as agu- lhas nos caminhos de ferro. • agulheiro n.m. 3. Estojo para guardar agulhas. Dicionário de Português 2.o Ciclo, Texto Editores 1.1. Que significado corresponde ao sentido da palavra neste contexto? 2. Completa o diagrama com palavras que encontras no texto pertencentes ao campo lexical de «agulheiro». 3. Que conclusão tira o principezinho da observação dos comboios? a. Os homens sabem o que procuram. b. Os homens estão sempre insatisfeitos. c. As crianças estão sempre a chorar. d. As crianças sabem o que procuram. Capítulo XXIII 1. O homem perde tempo a pensar em formas de ganhar tempo em vez de aproveitar a vida. 1.1. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta. Agulheiro
  41. 41. 41 Capítulo XXIV 1. Transcreve do texto uma frase/expressão que te indique o período de duração da ação neste momento. 2. Quer o principezinho, quer o narrador enfrentam uma situação problemática. 2.1. Que situação é essa? 2.2. Que sugestão faz o principezinho para a resolver? 2.3. O narrador concorda com a sugestão? Justifica a tua resposta. 3. Neste capítulo há situações que nos mostram que a raposa tinha razão quando referiu que «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos». 3.1. Apresenta essas situações. Capítulo XXV 1. O resumo que se segue tem informação incorreta. Reescreve-o no teu caderno, corrigindo-a. Ao chegarem ao poço, o narrador percebeu que aquele poço era um poço sariano. De imediato, puxou o balde através da roldana e o ruído que fazia acordou o principezinho. Beberam a água e sen- tiram-se melhor de imediato. Toda aquela situação fez o narrador perceber que o que se vê é que é importante, e lembrou-se dos seus presentes de Natal. O principezinho relembrou-o da importância de se ver bem com os olhos. De seguida, pediu-lhe que lhe mostrasse o açaimo que tinha desenhado para a sua ovelha. O nar- rador tirou os desenhos do seu casaco e verificaram que os desenhos estavam muito bem feitos. O principezinho relembrou-o de que fazia uma semana que se conheceram no dia seguinte. O nar- rador percebeu que o principezinho encontrara o que andara à procura, o poço. Por fim, o principezinho aconselhou o narrador a voltar para o seu avião, dizendo-lhe que estava quase na hora de partir para o seu planeta.
  42. 42. 42 Capítulo XXVI 1. No dia seguinte, o narrador foi ter com o principezinho. Por que motivo, ao vê-lo, procurou a sua pis- tola e desatou a correr? 2. O principezinho cativou o narrador, tal como a flor cativou o principezinho e o principezinho cativou a raposa. Mostra que a afirmação é verdadeira. Capítulo XXVII 1. Quanto tempo decorreu até que o narrador contasse a história que vivera? 2. Que sentimento provocou no narrador o desaparecimento do principezinho? 3. Por que motivo, na tua opinião, esteve tanto tempo sem contar a ninguém a história vivida no deserto? 4. O que representam os quinhentos milhões de guizinhos que o narrador ouve à noite? 5. O narrador percebeu ou não o que a raposa queria dizer ao afirmar «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos»? Justifica a tua resposta.
  43. 43. Testes
  44. 44. 44 ÍNDICE TESTES Leitura Conhecimento Explícito da Língua Escrita UNIDADES 1 e 2 Pág. Teste 1 Texto A – Texto narrativo: O rapaz Invísivel Texto B – Texto informativo: Invisibilidade já é real! • Palavras variáveis e invariáveis • Classes de palavras • Família de palavras • Flexão dos nomes (grau) • Tempos verbais Texto narrativo 46 50 Teste 2 Texto A – Texto narrativo: O dia em que a mata ardeu Texto B – Texto expositivo: Os fósforos e as velas • Classes abertas • Flexão- palavras variáveis e e invariáveis • Campo lexical • Classes de palavras • Funções sintáticas (tipos de predicado) Texto de opinião 54 57 Teste 3 Texto A – Texto narrativo: A mala assombrada Texto B – Texto Informativo: Fontes de energia renováveis • Processos de formação de palavras • Tempos e modos verbais • Pronomes relativos • Graus dos adjetivos • Funções sintáticas (tipos de sujeito) Texto narrativo 61 64 Teste 4 Texto A – Texto narrativo: Crime no expresso do tempo Texto B – Textos informativo: Comunicações através dos tempos • Classes de palavras e flexão • Pronominalização • Flexão verbal: tempos e modos • Processos de formação de palavras • Análise sintática Relato 68 71 UNIDADES 3 e 4 Pág. Teste 5 Texto A – Texto narrativo: OssetePotters Texto B – Texto instrucional: Panquecaspeloar! • Flexão do adjetivo • Sinónimos • Grupos constituintes da frase • Funções sintáticas • Discursos direto e indireto • Classes de palavras • Orações subordinadas Texto narrativo 76 79 Teste 6 Texto A – Texto narrativo: As aventuras de Caidé Texto B – Crítica cinematográfica: Os Marretas • Palavras homónimas • Flexão dos adjetivos • Funções sintáticas • Grupos constituintes da frase • Orações subordinadas (temporais, causais e condicionais) Entrevista 83 86 Teste 7 Texto A – Texto poético: O cavaleiro da montanha Texto B – Cartaz publicitário: Procura-se • Sílabas gramaticais e sílabas métricas • Discursos direto e indireto • Relações entre palavras • Classe e subclasse dos adjetivos • Grupos constituintes da frase Carta 90 92 Teste 8 Texto A – Texto poético: Um dia o nosso Duarte Texto B – Notícia: O planeta Kepler • Pronomes relativos • Classes de palavras • Orações subordinadas • Grupos constituintes da frase • Funções sintáticas Carta 96 98 UNIDADES 5 e 6 Pág. Teste 9 Texto A – Texto dramático: Enquanto a cidade dorme Texto B – Texto expositivo: As rochas, os fósseis e os metais • Processos de formação de palavras • Frase negativa / afirmativa • Tempos compostos • Frase ativa / passiva • Funções sintáticas Texto dramático 102 105 Teste 10 Texto A – Texto Dramático: Shakespeare Texto B – Notícia: Eduardo Gageiro • Família de palavras • Classes de palavras • Funções sintáticas • Verbos transitivos e intransitivos • Tempos compostos • Frase ativa e passiva Texto dramático 109 112
  45. 45. 45 PROVAS-MODELO Pág. Prova- -modelo 1 Texto A – Texto narrativo: Asaladechocolate Texto B – A difusão do chocolate • Acentuação • Sinónimos • Classes de palavras • Pronomes • Flexão dos adjetivos • Funções sintáticas Carta 138 Prova- -modelo 2 Texto A – Texto poético: A nau catrineta Texto B – Cartaz publicitário: O mundo mágico de Jack • Classes de palavras • Pronomes • Formação de palavras • Frase ativa / passiva • Modos verbais: conjuntivo • Orações • Funções sintáticas Relato de viagem 145 SOLUÇÕES 174 Testes de Compreensão do Oral Pág. Teste 1 Unidade 1 – Texto narrativo: O escadote-fantasma Texto narrativo 129 Teste 2 Unidade 2 – Texto narrativo: O mistério da porta da igreja Texto narrativo 131 Teste 3 Unidade 3 – Texto narrativo: AsviagensdeGulliver Texto narrativo 133 Teste 4 Unidade 4 – Texto poético: Deriva Texto poético 134 Teste 5 Unidade 5 – Texto drmático: Excerto da peça Dom Quixote pelo Til (Teatro Infantil de Lisboa) Texto dramático 135 Teste 6 Unidade 6 – Notícia Notícia 136 Leitura Conhecimento Explícito da Língua Escrita (continuação) Pág. Teste 11 Texto A – Texto narrativo: Gatoescuro Texto B – Texto informativo: Entrevista a Mia Couto • Processo de formação de palavras • Subclasse dos verbos • Frase ativa / passiva • Tempo anterior, posterior e simultâneo • Frase afirmativa / negativa Entrevista 116 119 Teste 12 Texto A – Notícia: Supercontinente Amásia Texto B – Cartaz publicitário: Banco Alimentar contra a fome • Ativa / passiva • Processo de formação de palavras • Subclasses dos verbos • Grupos constituintes da frase e funções sintáticas • Tempo simultâneo Notícia 123 126
  46. 46. 46 5 10 15 20 25 30 TESTE 1 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A O rapaz invisível Não é fácil para um rapaz sem família, viver na cidade. – Deves ser internado na Casa Pia, Zé Manel — aconselhava uma vizinha. Mas ele queria ser livre. – Podes ser adotado. Gostavas de ser nosso filho? — propôs-lhe um casal gordo e rico que morava numa vivenda grande e rica com grades em todas as janelas. Mas ele queria ser livre. Com doze anos, sonhava correr mundo sem dar contas a ninguém, ainda que para isso tivesse de passar fome, de andar esfarrapado, de dormir debaixo das pontes. Para se sustentar vendia jornais nas esquinas ou entre as filas de carros. Nos intervalos lia as notícias – dos desastres, das guerras, do futebol. Até que um dia, ao folhear o Diário Popular, deu com uma cara conhecida, por baixo de um grande título: Doutor Inventino, o inventor português que tornou um gato invisível Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice? Resolveu investigar. O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à campainha para entregar o jornal. O Doutor vinha abrir, invariavelmente acom- panhado do gato preto, que aproveitava para vadiar. O doutor voltava a entrar, deixando a porta escancarada, para só a fechar quando o bichano regressava. Entretanto, qual- quer pessoa podia, sorrateiramente, ir descobrir os seus segredos. Mas um dia ao ir buscar o jornal, não trazia consigo o inevitável gato preto. – O seu tareco, doutor? − perguntou o rapaz. – Acaba de sair. É natural que não reparasses, porque se tornou invisível – respon- deu o cientista, rindo. E meteu-se para dentro deixando, como sempre, a porta aberta. Zé Manel detestava que troçassem dele. Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse, subiu os degraus, seguiu o corredor, espreitou para o quarto, escutou à porta da casa de banho, felizmente o doutor cantava enquanto fazia a barba. A mulher e a filha tomavam o pequeno-almoço na cozinha. NOME: TURMA: N.O :
  47. 47. 47 À vontade, o moço esgueirou-se para o laboratório. Também aí não topou sinais do gato — só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução. H2O2 Água oxigenada H2SO4 Ácido Sulfúrico C2H5OH Álcool Até que uma garrafa lhe chamou a atenção, por ter uma fórmula tão extensa que quase a tapava toda: CO4H4fe Cu 100Gd Pr (SO4) Na (C6H6)Hg C12 12F2K4 Co Va Nb (H20) 311 Pt Ag Sn Pb Os W Ti N Dy Ba Sr Ca Qual seria a tradução? Xarope da Invisibilidade. «E se eu tomasse isto?» — pensou o rapaz — «Podia viajar sem comprar bilhete, almoçar sem pagar, dormir nos hotéis de luxo.» Tirou a rolha. Levou o frasco à boca para provar. Que enjoativo! Sentiu a cabeça a andar à roda. Estava pronto a desistir quando repa- rou que os seus braços acabavam nos pulsos. Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo, «O rapaz invisível», Civilização Editora 2. Identifica a personagem principal da ação. 3. Assinala com ˚os adjetivos que melhor caracterizam a personagem principal. a. Medroso b. Determinado c. Solitário d. Curioso e. Inteligente f. Aventureiro g. Desconfiado 35 40 45 50
  48. 48. 48 3.1. Justifica as tuas opções. 4. Que propostas são feitas ao Zé Manel para que deixe de viver na rua? Assinala com ˚as opções . a. O Dr. Inventino e a esposa querem adotá-lo. b. Um casal rico propõe-lhe uma viagem ao mundo. c. Um casal aconselha-o a ir para a Casa Pia. d. Uma vizinha aconselha-o a ir para a Casa Pia. e. Uma vizinha quer adotá-lo. f. Um casal rico quer adotá-lo. 5. O Zé Manel recusa todas as propostas que lhe são feitas. 5.1. Transcreve a frase do texto que justifica esta recusa. 5.2. Enumera as consequências desta recusa. 6. Seleciona com ˚a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto. 6.1. O Zé Manel vivia sozinho porque a. ninguém o queria adotar. b. fugira da Casa Pia. c. queria ser livre. d. não tinha família. 6.2.O Zé Manel sonhava a. vender jornais. b. viajar pelo mundo. c. ser invisível. d. ser cientista.
  49. 49. 49 6.3. O Dr. Inventino era a. um investigador. b. um cientista. c. um inventor. d. um criativo. 6.4. O Zé Manel foi a casa do Dr. Inventino para a. lhe entregar o jornal, como habitualmente. b. lhe perguntar se a notícia que lera é verdadeira. c. para ver o gato que se tornara invisível. d. para descobrir a fórmula da invisibilidade. 6.5. O Zé Manel esgueirou-se para o laboratório porque a. queria beber o xarope da invisibilidade. b. queria procurar o gato que ficara invisível. c. queria descobrir a fórmula do xarope da invisibilidade. d. queria ver como era um laboratório. 7. Na tua opinião, o Zé Manel agiu bem quando entrou em casa do Doutor Inventino e bebeu o xarope?
  50. 50. 50 8. Lê a notícia com atenção. Texto B Invisibilidadejáéreal! Dispositivo desenvolvido em Birmingham ocultou pequenos objetos Tornar alfinetes ou clipes invisíveis ao olho humano já é possível graças a uma invenção de Zhang Shuang, da Universidade de Birmingham (Inglaterra), que desenvolveu um dispositivo capaz de ocultar objetos dentro do espetro de luz visível. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47275&op=all (acedido em dezembro de 2011) 5 10 15 20 25 30 Nesta investigação, des- crita na revista científica Nature Communications, os cientistas criaram um apare- lho composto por dois cristais de calcite, um mineral que possibilita a polarização da luz, sendo capaz de criar um «manto da invisibilidade». Quando um raio de luz incide na calcite, decompõe- -se em dois feixes polarizados em direções perpendiculares e com velocidades diferentes. Os investigadores colocaram dois prismas deste mineral unidos em forma piramidal na parte superior e recorre- ram a ouro para fortalecer a reflexão. Daí resultou o «desa- parecimento» dos elementos colocados entre os cristais. A investigação nesta área de estudo tem vindo a dar largos passos desde 2006, quando um grupo de cientis- tas liderado por John Pendry descreveu a técnica de «ótica de transformação», que conse- gue controlar a luz e outras ondas eletromagnéticas. Este investigador do Imperial College de Londres colaborou com a equipa de Zhang, que incorpora também elementos da Universidade Técnica da Dinamarca, nesta busca pelo «manto da invisibilidade». Apesar dos avanços con- seguidos, esta técnica ainda precisa de mais investigação e desenvolvimento, sendo um dos seus maiores incon- venientes a visibilidade do dispositivo que oculta os objetos. O cientista de Birmingham acredita que no futuro haverá uma forma de ocultá-lo, dizendo que nos testes de laboratório já foi possível fazê- -lo passar quase despercebido, colocando-o debaixo de água. Outra das limitações deste aparelho relaciona-se com o facto de funcionar apenas com luz polarizada sobre uma superfície fixa. Além disso, os cristais de calcite têm de ser muito maiores do que o corpo que pretendem esconder. Tendo em conta o suces- so alcançado com este dis- positivo, futuramente os investigadores esperam con- seguir esconder objetos maiores, como artigos milita- res. Outra das aplicações desta investigação poderia refletir-se na indústria cosmé- tica, visto que as calcites, segundo Zhang Shuang, podem ocultar pequenas manchas e imperfeições da pele. 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80
  51. 51. 51 9. Preenche a tabela com informação retirada do texto. 10. Enumera as desvantagens encontradas pelos cientistas. 11. Indica em que outra área poderá ser usada a calcite e como poderá ser usada. GRUPOII 1. «O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à cam- painha para entregar o jornal.» 1.1. Agrupa as palavras destacadas na coluna correta: 2. «Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse…» 2.1. Retira da frase o pronome indefinido. 2.2. Reescreve a frase substituindo o pronome indefinido pelos nomes a que refere. 2.3.Indica a classe e subclasse de palavras a que pertence a palavra destacada. 2.3.1. Comprova a tua resposta. Nome do cientista Invenção Local onde foi desenvolvida Material usado Revista onde o estudo foi publicado Palavras variáveis Palavras invariáveis
  52. 52. 52 3. Insere as palavras que te são dadas no grupo respetivo de acordo com a classe de palavras a que per- tencem. reparasse nada pessoa mulher eu ir degraus uma isto seu chamou doze as 4. «… só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução.» 4.1. Na frase transcrita é usada uma família de palavras. Identifica-a. 4.2.A que classe de palavras pertence? 4.3.Indica o grau em que se encontram as palavras desta família. 4.4.Completa a frase. Nesta frase, o grau é usado para mostrar 5. Reescreve a frase colocando o verbo nos tempos indicados. «Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice?» a. Futuro do indicativo: b. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: c. Pretérito imperfeito do indicativo: dia ele oito qualquer tocava jornal se todas as tornou gato ninguém metade nosso tomasse
  53. 53. 53 GRUPOIII O Zé Manel bebeu o Xarope da Invisibilidade que encontrou no laboratório do Dr. Inventino e começou de imediato a desaparecer. Redige um texto narrativo (entre 15 a 20 linhas) em que continues a história. Deverás referir: •os efeitos secundários que o xarope da invisibilidade teve no Zé Manel; •o que sentiu quando ficou completamente invisível; •de que forma usou a invisibilidade; •se voltou a tornar-se visível ou não, como e porquê.
  54. 54. 54 5 10 15 20 25 30 TESTE 2 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A O dia em que a mata ardeu Hoje, vou contar-vos o dia em que estes maraus, por descuido e negligência, deixa- ram atear um grande fogo, que é a pior tragédia que pode acontecer a todos os que vivem numa mata. Tudo se passou quando a família dos pássaros Bisnaus quis fazer um piquenique naquela mata que é de toda a gente e, por isso, também é muito minha. Veio o pai Bisnau que tinha cara de tubarão e cuspia para o chão. A mãe Bisnau, D. Bisnuca que era embirrenta, gosmenta e muitíssimo zaruca. A filha Bisnica, estica- -larica, que pintava o bico de verniz e passava o dia a tirar macacos do nariz. O filho Bisneco que comia até rebentar e ficava como a bola a rebolar. Em vez de virem a pé, entraram com o carro pela mata dentro, a deitar fumo para o ar e com o rádio a fazer punca-punca-punca, punca-punca-punca, punca- -punca-punca tão alto que até as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não fica- rem malucas. Mal se instalaram, puseram-se logo a fazer porcaria. A filha bisnica desembrulhou 19 hambúrgueres e encheu-os de molhos amarelos, azuis, verdes e vermelhos. O filho Bisneco comeu 32 pacotes de batatas fritas, 26 pastilhas, 17 chupa-chupas, 59 rebuçados e 9 sumos de laranja completamente deslaranjados. E os papéis de tudo isto para onde é que foram atirados? Para o chão! Todo aquele lixo foi parar ao chão da minha mata. Mas ainda fizeram muito pior, os pássaros Bisnaus. D. Bisnuca e os filhos Bisnica e Bisneco, depois de terem comido tanta comida que não presta, resolveram fazer a sesta. Foram-se deitar e, em menos de nada, já estavam a ressonar. O pai, de barriga a rebentar, sentou-se encostado a um tronco e pôs-se a fumar. E o que é que havia de acontecer? Deixou-se adormecer, o cigarro aceso caiu e pôs-se a rebolar, fazendo acender uma faúlha aqui, outra ali, até o fogo começar a crepitar. De repente, no meio de latas, lixos e sucatas, mais pacotes de batatas, embalagens de papel e papelão, começaram a surgir mais de mil chamas no chão. As chamas cresceram, pegaram-se às ervas e subiram pelas árvores acima numa dança assustadora. NOME: TURMA: N.O :
  55. 55. 55 O fumo encheu tudo num instante e, no meio de fumarada, os pássaros Bisnau acordaram a tossir e sem pensarem em mais nada, puseram-se logo a fugir. O fogo crescia e crescia, as árvores ardiam. E os animais, muito aflitos, que remédio tinham? Para se salvar foram-se embora passarinhos passarões toutinegras e perdizes cotovias codornizes pintassilgos tentilhões pombas brancas e falcões pato-bravos tarambolas gaviões e galinholas pica-paus e andorinhas raposões e raposinhas lebres lobos e coelhos todos com os olhos vermelhos cucos melros rouxinóis aranhiços cara- cóis a correr e a saltar todos se foram embora para nunca mais voltar. Com mais ou menos facilidade, os animais conseguiram escapar daquele pesadelo. Mas as minhas amigas ervas, as plantas, os arbustos e as árvores estão agarrados à terra e não têm pernas para fugir. Por isso, a pouco e pouco, no meio da enorme con- fusão, iam-se deixando cair, transformadas em carvão. Um passarinho pequeno, quando viu que a árvore onde costumava fazer o seu ninho estava a arder, foi a correr, quer dizer, foi a voar chamar os bombeiros. O passarinho não sabia falar a língua dos homens. Mas o seu canto era tão aflitivo, que os bombeiros perceberam muito bem o que lhes queria dizer e saíram logo com a sirene tinóni-tinóni para ir apagar o fogo da nossa mata que estava mesmo à beira de ficar toda queimada. Foi uma trabalheira. Mangueiras para aqui, mangueiras para ali. Com muito esforço e muita coragem, os bombeiros lá conseguiram apagar as chamas, salvaram algumas árvores que ainda só estavam chamuscadas. E deram de beber à terra que estava cheia de sede. O fogo foi apagado, o fumo foi desaparecendo e o ar, ao fim de alguns dias, voltou a ficar limpo e puro. José Fanha, O dia em que a mata ardeu, Gailivro 2. Seleciona com ˚a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto. 2.1. A mata ardeu no dia em que a. o narrador foi passear na mata. b. o narrador fez um piquenique com a família na mata. c. a família Bisnau fez um piquenique na mata. d. o narrador viu a família Bisnau na mata. 2.2. Bisnico era a. vaidoso. c. mal-humorado. b. mal-educado. d. comilão. 35 40 45 50
  56. 56. 56 2.3. A causa do incêndio foi a. um cigarro aceso. c. um curto circuito. b. uma fogueira mal apagada. d. um trovão. 2.4.Os bombeiros foram chamados a. pelo narrador. c. pelos animais da mata. b. pela família Bisnau. d. por um pássaro pequeno. 2.5. O incêndio foi extinto a. rapidamente. c. dificilmente. b. lentamente. d. facilmente. 3. Transcreve do texto uma frase que comprove que os pássaros Bisnaus não respeitam a natureza. Cumpre as regras da transcrição. 4. Na frase «as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não ficarem malucas» está presente um recurso expressivo. 4.1. Identifica-o. 4.2.Explica a sua expressividade. 5. Responde de forma clara, completa e objetiva às seguintes questões: 5.1. O narrador, no início do excerto, refere-se a «estes maraus». A quem se refere? 5.2. Por que motivo se refere a eles desta forma? 6. O narrador do texto mostra-nos claramente a sua opinião negativa relativamente à família Bisnau. Na tua opinião, a posição do narrador em relação a esta família é correta?
  57. 57. 57 7. Lê o texto. Texto B Os fósforos e as velas Os fósforos Os troncos de madeira são descascados e seguidamente cortados em toros. Estes são depois divididos em pranchas que são empilhadas umas em cima das outras. 1 As pranchas de madeira passam por uma picadora que as corta em pedacinhos. Estes pedacinhos são alisados e tratados para não arderem demasiado depressa. 2 A pasta vermelha que forma a cabeça do fósforo é feita com uma mistura de produtos químicos. 3
  58. 58. 58 8. Enumera todos os ingredientes necessários para se fazer a. os fósforos: b. as velas: 9. Ordena as frases de acordo com o processo de fabricação dos fósforos. a. De seguida, estes são transformados em pranchas. b. É tirada a casca dos troncos de madeira. c. Os pauzinhos de madeira são mergulhados numa pasta vermelha. d. Os troncos são transformados em toros. e. Depois de passarem pela picadora, as pranchas são cortadas. f. Após secarem, são colocados nas caixas de fósforos. g. Os pedacinhos de madeira recebem um tratamento para arderem devagar. Os pauzinhos de madeira são todos levados por uma máquina até um tanque cheio desta pasta. A máquina mergulha-os todos ao mesmo tempo no banho vermelho. 4 A seguir os fósforos são secos e colocados em pequenas gavetas. Quando as gavetas estão cheias, são introduzidas nas caixas de fósforos. 5 Como é que as velas são fabricadas? As velas são fabricadas com cera de abelha ou parafina, um derivado do petróleo. Despejam-se estes produtos líqui- dos num molde e eles endurecem ao secar. A mecha da vela é de algodão enrolado. Quando a mecha arde, a cera ou a parafina fundem com o calor, sobem ao longo da mecha e alimentam a chama. Y Françoise Gilbert, O meu primeiro Larousse dos como é que se faz, Campo das Letras, 2007 (adaptado)
  59. 59. 59 10. Completa as frases de acordo com o texto. a. A cera de abelha e a parafina são b. A parafina é feita a partir c. A mecha é feita de d. A cera ou a parafina fundem por causa e. A cera ou parafina líquida GRUPOII 1. A classe de palavras do nome é uma classe aberta. Comprova a afirmação transcrevendo do texto nomes inventados pelo narrador. 2. Reescreve a frase que se segue no singular. «As chamas cresceram, pegaram-se às ervas e subiram pelas árvores acima numa dança assustadora.» 2.1. Agrupa as palavras da frase que escreveste na coluna correta: 3. Completa o campo lexical da palavra mata com palavras retiradas do texto A . Mata: árvores; ; ; ; ; . 4. Indica as classes a que pertencem as palavras sublinhadas em cada uma das frases. a. «… é a pior tragédia…» b. «E os animais, muito aflitos…» c. «… transformadas em carvão.» d. «… o fogo da nossa mata…» Palavras variáveis Palavras invariáveis
  60. 60. 60 5. Reescreve a frase de acordo com as indicações dadas. «… deixaram atear um grande fogo.» a. Coloca o adjetivo no superlativo relativo de superioridade. b. Substitui o grupo nominal «um grande fogo» pelo pronome mais adequado. 6. Sublinha e classifica o sujeito de cada uma das frases. a. «… a família dos pássaros Bisnaus quis fazer um piquenique…» b. «… o fogo foi apagado.» c. «… as minhas amigas ervas, as plantas, os arbustos e as árvores estão agarrados à terra…» d. «Foi uma trabalheira.» GRUPOIII A família Bisnau, por ser tão irresponsável, foi a principal responsável pelo incêndio na mata. Concordas com a afirmação? Redige um texto em que seja clara a tua opinião relativamente ao comportamento desta família. Deverás: •identificar os comportamentos errados; •mostrar por que motivo são errados; •fazer sugestões quanto à forma correta de agir.
  61. 61. 61 5 10 15 20 25 30 TESTE 3 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A A mala assombrada Ao fundo da nossa rua, depois de todas as casas, depois de todas as árvores, depois do campo de ervas altas e do ribeiro de água gelada, há um muro. E atrás do muro, há um casarão, velho e abandonado, torto e escuro, onde ninguém vive. Todas as tardes, quando regresso da escola, passo ao lado do muro. E não gosto. Porque tenho um bocadinho de medo do casarão. Se não fosse o muro teria muuuuuuuito medo do casarão. Seja como for, uma tarde, estava uma mala em cima do muro. Era uma mala pequena, com a pele gasta e uma fechadura ferrugenta. Tentei abri-la, claro, mas sem a chave respetiva não fui capaz. Sacudi-a e pareceu-me vazia. E nesse momento tive uma ideia. Eu ia usar a mala para meter medo ao meu irmão. Dragões e ladrões, tempestades, aranhas e leões: o meu irmão não tem medo de nada. E ele só tem cinco anos. (Eu tenho nove. Assusto-me com tudo.) Levei a mala para casa, mostrei-lha e disse-lhe: «Há um fantasma dentro da mala.» «Há?!», perguntou o meu irmão. «Há», repeti eu. «O Fantasma do Casarão.» Ele olhou para a mala. Parecia mesmo estar com medo. Só que depois piscou um olho e disse: «Vamos abri-la.» Eu expliquei: «Não podemos fazer isso. Um fantasma à solta na casa podia ser muito perigoso.» O meu irmão concordou. Acreditei que finalmente ele estava com medo. Mas logo de seguida, disse-me: «Podíamos abri-la só um bocadinho. Para ver como é o fantasma.» Ele não tinha medo! Como se um fantasma não fosse uma coisa assustadora. Eu disse: «Mesmo que quiséssemos abrir a mala, não podíamos. Não temos a chave.» O meu irmão encolheu os ombros e foi-se embora. Porque se não era possível ver o fantasma, então para ele a mala não tinha interesse. Mesmo assim, deixei a mala numa cadeira do corredor. Talvez o medo estivesse atrasado para chegar ao coração do meu irmão. NOME: TURMA: N.O :
  62. 62. 62 A mala esteve vários dias na cadeira do corredor. Ele passava e nem sequer olhava. Como se ter um fantasma a viver no corredor, dentro de uma mala, fosse a coisa mais normal do mundo. Mas depois, uma tarde, cheguei a casa e encontrei a mala aberta. Como se fosse magia, a mala estava aberta. O meu irmão estava a saltar em cima da cama. Tanto que parecia voar. Perguntei-lhe: «Quem é que abriu a mala do Fantasma do Casarão?» Ele parou de saltar e gritou: «Fui… Eu.» «Mas como?», perguntei. Ele disse: «Com um lápis bem afiado.» E depois saltou tão alto que as mãos dele quase tocaram no teto. «Mas porquê?» Ele riu-se no ar. «Para ver o fantasma, claro» «E viste?», perguntei (embora fosse uma pergunta desnecessária, porque não havia fantasma nenhum). O meu irmão parou de saltar, olhou para mim e disse: «Não vi, porque ele fugiu muito depressa. Mas ouvi. Parecia o vento.» Ele podia estar a gozar, para me meter medo. Porque o meu irmão sabe bem que tenho medo de fantasmas. Mas eu podia dizer-lhe que desde o início a mala estava vazia. Que tinha sido tudo uma piada. David Machado, A mala assombrada, Editorial Presença 2. Seleciona com ˚a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto. 2.1. O narrador da história a. participa na história como personagem principal. b. participa na história como personagem secundária. c. não participa na história que narra. d. participa na história como figurante. 2.2. O narrador levou a mala para casa, porque a. queria mostrá-la ao irmão. b. queria oferecê-la ao irmão. c. queria abri-la com o irmão. d. queria assustar o irmão. 35 40 45 50
  63. 63. 63 2.3. O narrador não queria abrir a mala porque a. como não tinha a chave, não a queria estragar. b. tinha medo do fantasma do casarão. c. o irmão ainda não demonstrara ter medo. d. sabia que a mala estava vazia. 2.4.A mala ficou em cima da cadeira do corredor porque a. acreditava que o irmão ainda pudesse sentir medo. b. queria que fosse o irmão a abrir a mala. c. sabia que assim despertaria a curiosidade do irmão. d. tinha a certeza de que o irmão já estava com medo. 2.5. O irmão do narrador abriu a mala com a ajuda de a. uma chave. b. um clip. c. magia. d. um lápis. 3. Transcreve do texto uma frase que comprove que o irmão do narrador era uma pessoa engenhosa. Cumpre as regras da transcrição. 4. Identifica o recurso retórico presente na frase: «E atrás do muro, há um casarão, velho e abandonado, torto e escuro, onde ninguém vive.» 4.1. Explica a sua expressividade. 5. Explica a importância do muro para o narrador. 6. A personalidade do narrador contrasta com a personalidade do irmão. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta.
  64. 64. 64 7. Lê o texto. Texto B Projeto educativo Galp energia (folheto)
  65. 65. 65 8. Indica se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F). a. Os painéis solares armazenam a energia do sol. b. Esta energia é apenas usada para aquecer a água do banho. c. Portugal é um país solarengo. d. A energia geotérmica usa o calor do magma. e. Toda a água do planeta é aquecida devido às altas temperaturas do magma. f. É muito difícil obter energia eólica. g. A energia hídrica só pode ser obtida em barragens. h. Os biocombustíveis são produzidos a partir de combustível como o gasóleo. 9. Associa os grupos de palavras a cada um dos tipos de energia. a. Turbinas; ventoinhas; moinhos. b. Árvores; milho; dejetos dos animais. c. Raios de sol; painéis solares; calor. d. Rocha líquida; temperaturas elevadas; água. e. Turbina; gerador; pás. 10. Indica qual é a principal diferença entre a energia hidroelétrica e a energia das ondas. GRUPOII 1 . Agrupa as palavras que te são dadas na coluna respetiva, de acordo com o processo de formação de palavras. esvaziar ferrugenta finalmente anormal amedrontar assombrada gelada perigoso desnecessária Palavras derivadas por prefixação Palavras derivadas por sufixação Palavras derivadas por parassíntese
  66. 66. 66 2. Preenche os espaços com o verbo no tempo verbal e modo indicado entre parênteses. Assim que (sair – pretérito perfeito do indicativo) de casa, o meu irmão (ir – pretérito perfeito do indicativo) ao corredor e (pegar – preté- rito perfeito do indicativo) na mala. (querer – pretérito imperfeito do indicativo) abri-la para ver o fantasma. (ter – condicional) que o (fazer – infiniti- vo) antes que eu (voltar – pretérito imperfeito do conjuntivo), pois (saber – pretérito imperfeito do indicativo) que eu não o (deixar – condicional) abrir a mala. 3. Liga as frases usando um pronome relativo. a. A mala estava vazia. A mala estava em cima do muro. b. O meu irmão não tem medo de nada. O meu irmão tem cinco anos. c. O fantasma escapuliu-se. O fantasma estava dentro da mala. 4. Identifica o grau em que se encontra o adjetivo da frase transcrita. «Um fantasma à solta na casa podia ser muito perigoso.» 4.1. Reescreve a frase colocando o adjetivo no grau indicado. a. Comparativo de igualdade b. Superlativo absoluto sintético 5. Indica a função sintática desempenhada pelo grupo destacado. a. «Um fantasma à solta na casa podia ser muito perigoso.» b. «A mala esteve vários dias na cadeira do corredor.» c. «Não temos chave.» d. «O meu irmão encolheu os ombros.»
  67. 67. 67 GRUPOIII O narrador acreditava que a mala estava vazia e que o irmão apenas o queria assustar quando lhe dizia que o fantasma tinha fugido de dentro da mala Estaria a mala mesmo vazia? Esconderia algum tesouro? Ou era mesmo a morada do Fantasma do Casarão e este vagueava agora pela casa do narrador? O que terá acontecido após a mala ter sido aberta? Redige um texto narrativo em que narres o que aconteceu após a mala ter sido aberta. Deverás: •descrever o que estava dentro da mala; •contar o que aconteceu após a abertura da mala; •apresentar as reações das personagens; •apresentar um final para a narrativa
  68. 68. 68 5 10 15 20 25 30 TESTE 4 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A Crime no expresso do tempo Havia dois anos que o Marco, maquinista, conduzia o expresso do tempo. Todas as manhãs, às oito em ponto, todas as tardes, às duas horas, recebia uma centena de passageiros na estação, trancava cuidadosamente portas e janelas, ligava a aparelhagem sonora (que substituía a hospedeira em férias). «Minhas senhoras e meus senhores, vamos iniciar a mais fantástica de todas as via- gens, a viagem através do tempo. Haverá diversas paragens no passado, cuidadosamente escolhidas para interessa- rem adultos e crianças, sem chocarem ninguém. No século dezanove vamos assistir à inauguração do caminho de ferro em Portugal, com a presença do rei D. Pedro V. No século quinze veremos Vasco da Gama partir na sua famosa viagem para a Índia. Na época medieval assistiremos a um torneio a cavalo e a uma sessão musical de trovadores. Conheceremos o Portugal romano, vendo o teatro de Lisboa a funcionar. Só é pena os atores falarem latim, língua que já ninguém fala. Finalmente, vamos parar no tempo em que os dinossauros viviam onde hoje estamos. Coloquem por favor os cintos de segurança e mantenham-nos apertados durante todo o percurso. Será servido um lanche em 1143, comemorando a fundação de Portugal. As bande- jas descerão automaticamente diante de vós. A Companhia de Viagens Intertemporais a todos deseja uma excursão agradável, instrutiva, que ninguém poderá esquecer.» Mas a verdade é que para Marco, maquinista, esta viagens eram mais monótonas que a ida para o emprego de metropolitano. No dia a dia as coisas vão mudando. O passado é irremediavelmente igual. Naquela tarde de 1 de maio de 2019, entrou na cabina, sentou-se mais uma vez diante do painel luminoso carregou, bocejando, no primeiro botão da esquerda, o ter- ceiro da direita, no quarto a contar de cima, no décimo a contar de baixo, para pôr a máquina em movimento. Mas de repente – zás! – sentiu uma coisa a empurrar-lhe a cabeça. NOME: TURMA: N.O :
  69. 69. 69 – Isto é um assalto! – gritou um matulão mascarado, mostrando-lhe uma pistola. – Mas eu não trago dinheiro. Pode revistar-me os bolsos. Os bilhetes são pagos na bilheteira. Além disso, são proibidos os assaltos. – Isto não é um assalto – emendou o mascarado. – É um desvio. Vais parar no tempo em que nós mandarmos. – Mas eu só posso parar nas estações previstas, senão despedem-me. – Juizinho, juizinho, senão despedimos-te para o cemitério. Marco estremeceu. Carregou a fundo no travão. Em 1908, os passageiros deram dois tremendos solavancos e só não foram pelo ar graças aos cintos de segurança. Uma jovem grávida soluçava, agarrada à barriga: – Ai que me está a dar uma dor. Ai que o meu menino nasce no meio desta barafunda. Mas ninguém ligava. – O que é que se passa? – Em que estação estamos? – perguntavam aflitos, ao ouvirem lá fora o som de tiros e gritos de multidão. – Esta é uma paragem de emergência – explica o condutor do interior da cabina, tremendo diante das armas. – Não posso adiantar mais nada. Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo, Civilização Editora 2. Completa as frases de acordo com o texto. a. Marco era b. Por dia fazia duas viagens ao passado, levando c. Como a hospedeira estava de férias, era d. A viagem ao passado tem cinco paragens e. A companhia que promove as viagens ao passado chama-se 3. Faz a correspondência. a. Século XIX b. Século XV c. Época Medieval d. Portugal Romano e. Tempo dos Dinossauros 1. Falava-se latim. 2. Os dinossauros viviam no local onde estavam. 3. Veriam o Rei D. Pedro V. 4. Início da viagem para a Índia. 5. Torneios a cavalo e trovadores eram uma forma de entretenimento. 35 40 45
  70. 70. 70 4. Transcreve do texto uma frase que mostre o estado de espírito do maquinista perante o seu trabalho. Cumpre as regras da transição. 4.1. Por que motivo se sentia assim? 5. Quando decorre a ação? 6. Neste dia, o expresso do tempo fez uma paragem que não estava prevista. 6.1. Indica: a. o ano em que pararam. b. o motivo de tal paragem. 7. Explica o significado da frase: «Juizinho, juizinho, senão despedimos-te para o cemitério.»
  71. 71. 71 8. Lê com atenção o texto B. Texto B
  72. 72. 72 Anna Claybourne, Adam Larkum, A história das invenções, Texto Editores
  73. 73. 73 9. Ordena as invenções cronologicamente. Prensa Mensagem de texto Sinais de fumo Telefones Código Morse Primeiro serviço postal Satélites 10. Faz a correspondência entre o inventor e a invenção. 11. Refere a importância da cítala para os Gregos. 11.1. Descreve o processo de codificação das mensagens. a. Joseph Henry b. Samuel Morse c. Gutenberg d. Chineses e. Alexander Graham Bell f. Tim Berners-Lee g. Guglielmo Marconi h. Gregos 1. World Wide Web 2. Sinais de fumo 3. Cítala 4. Telefone 5. Código Morse 6. Telégrafo 7. Prensa 8. Ondas de rádio
  74. 74. 74 GRUPOII 1. Completa o excerto com as palavras em falta. Deverás flexioná-las sempre que necessário. Entretanto, Marco recuperou o a. e b. buscar vidros c. para colocar nas janelas. d. miúdos ficaram e. , os adultos aliviados. Com a ajuda de f. operários que g. a bordo, em breve o conserto ficou pronto, e Marco, pegando no h. , anunciou: «Vamos partir dentro de momentos para a época medieval. É favor i. os cintos de segurança.» O expresso arrancou num deslizar j. . Algumas senhoras puxaram do k. , l. homens abriram os jornais, os miúdos conta- vam anedotas. Conversava-se, ria-se, até se dormitava. 2. Reescreve as frases substituindo os nomes destacados pelos pronomes mais adequados. a. Todas as manhãs, Marco recebia uma centena de passageiros no expresso do tempo. b. Marco estremeceu. Marco era o maquinista do expresso do tempo. c. Carregou a fundo no travão. d. Os assaltantes não queriam dinheiro. 3. Indica o tempo e modo em que se encontram conjugados os verbos. a. Vamos b. Chocarem c. Assistiremos d. Contavam Nomes Adjetivos Verbos Determinantes microfone sangue-frio tricô desiludido sobressalente suave vir ir colocar algum um os
  75. 75. 75 4. Classifica as palavras que te são dadas de acordo com o seu processo de formação. a. Sangue-frio b. Irremediavelmente c. Dia a dia d. Luminoso e. Maquinista 5. Indica o tipo de sujeito presente em cada uma das frases. a. Coloquem os cintos. b. Um lanche será servido em 1143. c. A companhia das viagens intemporais deseja-vos uma boa viagem. d. Não posso fazer mais nada. GRUPOIII Imagina que existe realmente um expresso do tempo que nos permite viajar até ao passado. Relata uma das tuas aventuras no passado. Deverás: •referir a época histórica para a qual viajaste; •explicar o motivo de teres viajado para aquela época; •descrever os cuidados que tiveste que ter; •inserir um diálogo com uma das personagens da época; •narrar uma das aventuras vividas.
  76. 76. 76 TESTE 5 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A Os sete Potters – Vamos deixar-nos de discussões. O tempo está a esgotar-se. Preciso duns cabelos teus, rapaz, e é já. – Mas isto é uma loucura, não há necessidade… – Não há necessidade! – rosnou Moody. – Com o Quem-Nós-Sabemos à solta e metade do Ministério do lado dele? Potter, se andarmos com sorte, ele terá engolido a pista falsa e estará a preparar-se para te montar uma emboscada no dia trinta, mas seria uma imprudência da parte dele não ter um Devorador da Morte ou mais de olho em ti, que é o que eu faria no seu lugar. Talvez eles não te possam deitar a mão enquanto o encantamento da tua mãe se mantiver, mas está prestes a desfazer-se e eles conhecem a localização aproximada desta casa. A única possibilidade que nos resta é usarmos cha- marizes. Nem mesmo o Quem-Nós-Sabemos se pode dividir em sete. Harry apanhou Hermione a olhar para ele e de imediato desviou o olhar. – Então, Potter… passa para cá uns quantos cabelos, se fazes favor. Harry lançou um olhar ameaçador a Ron, que lhe fez uma careta como a mandá-lo despachar-se. – Já – vociferou o Moody. Com todos os olhos cravados nele, Harry levou a mão ao alto da cabeça, agarrou numa madeixa de cabelo e puxou. – Assim é que é – disse Moody, aproximando-se dele a coxear, enquanto destapava o frasco de Poção. – Deita-os para aqui, se não te importas. Harry deixou cair os cabelos no líquido semelhante a lama. Logo que entraram em contacto com a superfície, a Poção começou a fazer espuma e a deitar fumo; depois, subitamente, ficou de um dourado límpido e brilhante. – Ooh, tu tens um ar muito mais saboroso que a Crabbe e o Goyle, Harry – comen- tou Hermione antes de reparar nas sobrancelhas arqueadas de Ron, corar ligeiramente e se emendar: – Oh, percebes o que eu quero dizer… a Poção do Goyle parecia um pântano. – Muito bem, os falsos Potters alinham deste lado, por favor – ordenou Moody. Ron, Hermione, Fred, George e Fleur dispuseram-se diante do lava-loiças reluzente da tia Petúnia. NOME: TURMA: N.O : 5 10 15 20 25 30
  77. 77. 77 – Falta-nos um – constatou Lupin. – Está aqui – indicou Hagrid com brusquidão, enquanto agarrava em Mundungus pelo cachaço e o deixava cair ao lado de Fleur, que franziu o nariz peremtoriamente e se foi colocar entre Fred e George. – Eu avisei que era melhor ser protetor – disse Mundungus. – Cala-te – admoestou-o Moody. – Tal como já te disse, verme invertebrado, quais- quer Devoradores da Morte com que nos depararmos hoje terão como objetivo capturar o Potter, não matá-lo. O Dumbledore sempre disse que o Quem-Nós-Sabemos quer que o Potter acabe às suas próprias mãos. Serão os protetores quem terá mais a recear, porque os Devoradores da Morte irão tentar matá-los. Mundungus não se mostrou particularmente tranquilizado, mas Moody já estava a tirar meia dúzia de copos do tamanho de recipientes para ovos do interior do manto, e, depois de os encher com um pouco de Poção Polissuco, estendeu um a cada um. – Todos juntos, agora… J. K. Rowling., Harry Potter e os Talismãs da Morte, Editorial Presença 2. Seleciona com ˚a opção que completa as afirmações sobre o texto. 2.1. Moody precisava de cabelos do Harry porque a. iria fazer uma poção mágica. b. iria fazer-se passar por ele. c. iria terminar a poção mágica. d. iria continuar a fazer a poção mágica. 2.2. Moody acredita que o Quem-Nós-Sabemos a. terá colocado um Devorador da Morte a vigiar Harry Potter. b. irá apenas atacar Harry Potter no dia trinta. c. sabe com toda a certeza onde encontrar Harry Potter. d. tem a capacidade de se dividir em sete partes. 2.3. Harry obedece a Moody a. de imediato. b. de boa vontade. c. contra sua vontade. d. sem ripostar. 35 40
  78. 78. 78 2.4.A poção, antes de estar concluída, parecia a. lama. b. espuma. c. fumo. d. ouro. 2.5. Quando Moody se refere aos falsos Potters, refere-se a a. si próprio, Mundungus, Lupin, Hagrid, à tia Petúnia e Hermione. b. Ron, Hermione, George, Fred, Crabbe e Goyle. c. Mundungus, Ron, Hermione, George, Fred e Hagrid. d. Mundungus, Ron, Hermione, George, Fred e a Fleur. 2.6.O único que não bebeu a poção de boa vontade foi a. Harry. b. Hermione. c. Crabbe. d. Mundungus. 3. Explica, com base no texto, o título «Os sete Potters». 4. Com que objetivo é que as personagens presentes no texto beberam a poção Polissuco? 5. Transcreve do texto a frase que prove que Quem-Nós-Sabemos quer matar Harry. 6. Na tua opinião, os amigos de Harry Potter são mesmo seus amigos? Justifica a tua resposta.
  79. 79. 79 7. Lê o texto. Texto B in Visão Júnior, n.º 88, setembro 2011
  80. 80. 80 8. Na receita, são usados vários utensílios e equipamentos de cozinha. Indica, de acordo com a receita, para que é usado a. o copo de medidas b. a frigideira c. a espátula d. o micro-ondas 9. As panquecas doces e salgadas são feitas da mesma forma? Justifica a tua resposta. GRUPOII 1. Reescreve a frase que te é dada colocando o adjetivo nos grau indicado. «Mundungus não estava tranquilo.» a. Grau superlativo absoluto sintético: b. Grau comparativo de igualdade: 2. Retira do texto A palavras que sejam sinónimas de: a. acabar-se b. necessito c. sabem d. parecido e. brilhante f. dentro
  81. 81. 81 3. Atenta na frase e faz a correspondência. «Hagrid agarrou Mundungus com brusquidão.» 3.1. Expande a frase usando os grupos que te são dados. «Hagrid iria viajar.» a. Grupo preposicional b. Grupo nominal c. Grupo adverbial 4. Indica a função sintática desempenhada pelos grupos destacados em cada uma das frases. a. Eles depararam-se com os Devoradores da Morte. b. Viajem com segurança. c. Ouçam atentamente as instruções. d. Os Devoradores da Morte estão, com certeza, à espreita. 5. A frase que se segue está no discurso indireto. Reescreve-a no discurso direto. «O Dumbledore sempre disse que o Quem-Nós-Sabemos quer que o Potter acabe às suas próprias mãos.» 6. Atenta na frase e seleciona com ˚as opções corretas. «Talvez eles não te possam deitar a mão enquanto o encantamento da tua mãe se mantiver.» 6.1. A oração «enquanto o encantamento da tua mãe se mantiver» a. subordinada condicional. b. subordinada completiva. c. subordinada temporal. d. subordinada final. a. Hagrid b. Agarrou Mundungus com brusquidão c. Mundungus d. Com brusquidão 1. Grupo nominal 2. Grupo adjetival 3. Grupo preposicional 4. Grupo verbal 5. Grupo adverbial
  82. 82. 82 6.2.O verbo poder está a. no modo indicativo. b. no modo conjuntivo. c. no modo condicional. d. no modo imperativo. 6.3.Em «o encantamento da tua mãe se mantiver» a palavra destacada é a. um pronome. a. uma conjunção. a. uma preposição. a. uma interjeição. GRUPOIII A poção Polissuco permite que uma pessoa se torne noutra. Se pudesses beber a Poção Polissuco, em quem te transformarias? Redige um texto narrativo (de 140 a 200 palavras) sobre uma personagem em que tenhas encarnado, por teres bebido a Poção Polissuco. Deverás •apresentar essa pessoa; •referir o motivo pelo qual te transformaste nela; •relatar uma aventura vivida enquanto ainda estavas na pele dessa pessoa; •contar que aconteceu quando voltaste à tua forma normal.
  83. 83. 83 5 10 15 20 25 30 TESTE 6 GRUPOI 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A As aventuras de Caidé Meu nome é Caidé e sou, segundo me dizem, um cocker de muito bom parecer. Cocker é nome de família, família inglesa, aliás, embora os meus donos entendam que cocker é uma raça de cão a que eu pertenço. Podia desmenti-los e argumentar que, sendo a minha mãe uma cocker e o meu pai outro tanto, deles herdei o nome de família ou o apelido. E a raça? Naturalmente, raça de cão, como me grita a porteira cá do prédio, quando se zanga. Chamo-me, portanto, Caidé, Caidé, sem mais nada, se bem que merecesse, cá no meu entender, títulos – como direi? – títulos com mais pompa. Isso com mais pompa, com mais nobreza, com mais distinção. Mas não pensaram assim os meus donos… – Fica Caidé – decidiu a minha dona, pondo fim a uma disputa em que se tinham cruzado no ar, sobre a minha dócil cabeça de cachorrinho de leite, os nomes mais esta- pafúrdios, mais patetas, mais ridículos, que já alguma vez os humanos, os mais malu- cos dos humanos, em dia de aselhice inventaram. E Caidé fiquei. Para um cocker ilustre, com pais, avós, bisavós carregados de pré- mios, ganhos em exposições caninas, das que dão fama e honra aos canídeos que nela participem, Caidé não será, realmente, o nome que mais convém, mas que remédio senão conformar-me… (…) Eu, Caidé Cocker ou só Caidé, para amigos, tenho participado em várias e curiosas aventuras. Vou narrá-las o melhor que sei, com toda a franqueza. Espero, no fim, os vossos juízos. Ora tomem atenção. Foi, como calculam, um caso de naufrágio, com alguns riscos e alguns transtornos… Passou-se também no tal jardim, onde às vezes vou com a minha dona. Foi ao fim da tarde. No jardim há um pequeno lago com um repuxo ao meio, quase sempre sem repuxo. Enquanto a minha dona descansa, sentada num banco do jardim, a ler, eu, nas minhas voltas, nunca perco a ocasião de ir até à beira do laguinho mirar-me. Gosto de me ver refletido na água, focinho bonito, orelhas pendentes e felpudas, olhos de amên- doa doce… Vaidades. Andam sempre garotos por ali. Alguns trazem barquinhos ou constroem-nos com cascas de árvores e pauzinhos dos gelados e põem-nos a vogar nas águas do lago. NOME: TURMA: N.O :
  84. 84. 84 Fazem regatas, dizem eles. Brincam às batalhas navais, aos comboios de navios, às abordagens. Distraem-me, os garotos. (…) De uma vez, um deles trouxe um barco à vela, um lindo barco pintado de azul com cinco bonequinhos atarraxados ao convés, decerto eram os marinheiros. Depois de andar de mão em mão, apreciado por todos os almirantes do lago, o dono lançou-o à água. Era um barquinho catita e, visto de longe, parecia um barco de verdade. Ladrei- -lhe a desejar-lhe boa viagem. Foi nesta altura que se levantou, rente à água, um ventinho matreiro que afastou o barco à vela da margem onde estávamos. Corremos à roda do lago, mas o barquinho, por desfeita, de todos os lados nos fugia. O dono tentou chegar-lhe com um pau com- prido, debruçou-se de mais e acabou por cair à água. Não foi perigoso o mergulho. Uma vez de pé, dentro do lago, ficava com a água pela cintura. Acorreu a mãe do menino. Içado para terra firme, todo encharcado, o menino ouviu das boas. Ele chorava, não tanto do raspanete, como de ver o barco, no meio do lago, quase a naufragar, tantas eram as ondas que este acidente provocara. Aí intervim eu. Era a minha oportunidade. Saltei à água, nadei para o barco, aferrei-o pelo mastro e trouxe-o são e salvo, com toda a tripulação enxuta. A minha rápida ação, bem própria de um cão valente, foi muito festejada. Só a minha dona, que não tinha assistido à cena, é que não gostou nada de me ver, quando lhe apareci, com o pêlo a pingar, todo sujo e desalinhado: – Por onde andaste, Caidé? Que maluquice foi essa? Estás imundo, Caidé. E deu-me uma palmada no focinho, vejam a injustiça! Como explicar-lhe que estava a bater num herói? Às vezes, tenho razões de sobra para sentir-me um «in cão preendido». António Torrado, As aventuras de Caidé, Civilização Editora 2. Classifica o narrador quanto à presença. 2.1. Justifica a tua resposta transcrevendo do texto uma expressão/ frase que comprove a tua res- posta. 35 40 45 50 55
  85. 85. 85 3. Indica 3.1. qual é a ação central da história. 3.2. qual é a personagem principal? 3.3. qual o processo de caracterização usado para a descrever. 3.4.duas características físicas da personagem. 3.5. duas características psicológicas, justificando. 4. Caidé e os donos têm opiniões diferentes quanto ao significado da palavra «cocker». 4.1. Refere em que divergem as opiniões. 5. Por que razão Caidé considera que merecia um nome «com mais nobreza»? 6. Após contar a história do seu nome, Caidé inicia a narração de uma das suas muitas aventuras. 6.1. Onde se passou esta aventura? 6.2.Transcreve do texto uma frase que prove que era habitual o Caidé ir àquele local. 6.3.Por que motivo a dona do Caidé lhe deu uma palmada no focinho? 6.4.Concordas com a atitude que teve? Explica.
  86. 86. 86 7. Lê o texto. Texto B OsMarretas Título original: The Muppets De: James Bobin Com: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper Género: Comédia, Musical Classificação: M/6 Outros dados: EUA, 2011, Cores, 101 min. Walter (voz de Peter Linz) é um fantoche que vive com Gary (Jason Segel), o seu irmão humano, na pequena cidade de Smalltown, EUA. Desde que se conhecem que são grandes admiradores dos Marretas, que ambos sentem ser uma espécie de alter-egos de si próprios. Quando Mary (Amy Adams), a namorada de Gary, o convida para uma viagem de sonho a Los Angeles, crente que será finalmente pedida em casamento, não esperava que ele resolvesse levar o irmão. Mas, apesar da desilusão e de a viagem ser tudo menos romântica, os três acabam juntos nos estúdios dos Marretas, em Los Angeles. É então que descobrem o terrível plano de Tex Richman (Chris Cooper), um magnata do petróleo pouco escrupuloso que pretende arrasar com o estúdio em busca de fortuna (e vingança). Determinados a salvar o espaço, onde a magia da sua infância teve lugar, Walter, Gary e Mary têm uma ideia brilhante: de forma a angariar os dez milhões de dólares necessários para salvar o espaço, reúnem o velho grupo e organizam a grande Gala dos Marretas. Conscientes da difícil tarefa e do pouco tempo que lhes resta, eles terão de fazer de tudo para manter o grupo unido e a confiança num regresso extraordinário. Produzido pelos Estúdios Disney e realizado por James Bobin, o filme segue a velha tradição do conhecido programa com a participação de várias celebridades: Ricky Gervais, Danny Glover, Selena Gomez, Danny Trejo, Mickey Rooney, Billy Crystal, Whoopi Goldberg, Judd Hirsh ou Jim Parsons, entre muitos outros. http://cinecartaz.publico.pt/Filme/298474_os-marretas (consultado em dezembro de 2011) 8. Indica se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F). a. Walter é um ser humano. b. Gary pretende pedir Mary em casamento assim que chegarem a Los Angeles. c. A viagem até Los Angeles é muito romântica. d. Tex Richman quer destruir o estúdio dos Marretas. e. Mary, Gary e Walter organizam uma gala para salvarem o estúdio. f. Para eles será uma tarefa muito fácil. 5 10 15
  87. 87. 87 8.1. Transcreve do texto frases que corrijam as afirmações falsas. 9. Faz a correspondência. GRUPOII 1. Reescreve a frase que te é dada em que a palavra destacada tenha outro significado. «Foi, como calculam, um caso de naufrágio…» 1.1. Qual a relação estabelecida entre as duas palavras? 2. «(…) os nomes mais estapafúrdios, mais patetas, mais ridículos, que já alguma vez os humanos, os mais malucos dos humanos, em dia de aselhice inventaram.» 2.1. Lista todos os adjetivos presentes na frase. 2.2. Indica o grau em que se encontram flexionados. a. Smalltown b. Peter Linz c. Mickey Rooney d. James Robin e. Estúdios Disney f. Los Angeles 1. Estúdio dos Marretas 2. Estúdio em que o filme foi gravado 3. Uma das celebridades que participa no programa. 4. Ator que faz a voz de Walter 5. Cidade onde vive Gary 6. Realizador do filme
  88. 88. 88 3. «Estás imundo, Caidé.» 3.1. Classifica o sujeito da frase. 3.2. Que função sintática desempenha o grupo nominal destacado? 4. Identifica os grupos destacadas. a. «Meu nome é Caidé…» c. «No jardim há um pequeno lago…» c. «… nadei para o barco…» d. «… o menino ouviu das boas.» 5. Une as frases simples de forma a estabeleceres entre as duas a relação indicada entre parênteses. Procede às alterações necessárias. a. A dona do Caidé ia ao jardim. Levava sempre o Caidé consigo. (tempo) b. O barco afastou-se da margem do lago. Estava vento. (causa) c. A dona do Caidé não viu o salvamento. Deu-lhe uma palmada no focinho. (condição)

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