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Globalização, saúde e cidadania

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Globalização, saúde e cidadania

  1. 1. Cidadania, Globalização e SaúdeMalu Ursulino Correia
  2. 2. Introdução Sob a influência dos processos mundiais deglobalização e internacionalização dos mercados, aexpansão e a consolidação do modelo econômiconeoliberal no Brasil expressa-se também na área dasaúde.
  3. 3. Globalização O atual contexto socioeconômico da sociedadebrasileira, sob a influência dos processos mundiais deglobalização e de internacionalização dos mercados, éconsequência da expansão e consolidação do modeloeconômico neoliberal (IANNI, 1996). Na área da Saúde,seus resultados evidenciam-se nos indicadores demorbimortalidade, traduzindo os processos de exclusãosocial que destituem de cidadania 30 milhões debrasileiros, na mais evidente corporificação dainiquidade.
  4. 4.
  5. 5. Não há dúvida que o projeto governamental no terrenoeconômico é uma propositura neoliberal que postula acapacidade da iniciativa privada de resolver a criseeconômica, complementado no terreno social por umdiscurso sobre o estado social e solidário que, no campoda saúde, diz preservar o ideário do Sistema Único deSaúde (SUS). Tal discurso não corresponde aos fatos e oque se verifica na prática é que tanto a políticaeconômica como a social assentam-se sobre postuladosneoliberais.
  6. 6.
  7. 7. A concepção neoliberal propõe alcançar o bem-estarsocial incentivando ações das famílias, da comunidadee dos grupos privados, limitando a ação do Estado aaliviar a pobreza e a produzir aqueles serviços que osetor privado não quer produzir. Configura-se assimum estado assistencialista e não de bem-estar, dado ocaráter supletivo de suas ações frente à iniciativaprivada.
  8. 8.
  9. 9.  de Estado apregoada peloNessa concepção assistencialistamodelo neoliberal, a intervenção estatal está voltada paraaliviar a pobreza com programas mínimos e seletivos,deixando o "grosso" do bem-estar social para o âmbito doprivado. Suas estratégias para reduzir a ação estatal noterreno do bem-estar social são a privatização da produçãodos serviços, os cortes dos gastos sociais, eliminandoprogramas e reduzindo benefícios, a focalização dos gastos(destinando-os aos mais pobres, mediante a comprovação dapobreza - configurando uma condição da cidadaniaregulada), abandonando os critérios de universalidade eigualdade na formulação das políticas sociais (LAURELL,1995).
  10. 10. Rico Pobre
  11. 11. A análise da situação do setor saúde revela anecessidade de propor uma reorientação global daspolíticas de saúde, de modo a fazer cumprir aConstituição de 1988, em que a saúde é configuradacomo um direito de cidadania e um dever do estado, apartir de uma concepção social da saúde dacoletividade. É sob esse marco que devem serdelineadas as estratégias para solucionar os problemasdetectados.
  12. 12.
  13. 13. O desafio que se coloca, portanto, e não apenas para aEnfermagem, mas para a sociedade como um todo, é aproposição de alternativas que permitam a superaçãodessa realidade, cuja complexidade demandamudanças radicais. Particularmente, cabe-nos refletirsobre um aspecto da questão social, no caso a políticade saúde, entendendo-a como parte das políticassociais, guardando uma relação estreita com a políticaeconômica nacional.
  14. 14. Quando se observa a desigualdade crescente entre osdistintos grupos sociais no que diz respeito ao acesso aosbens e serviços de saúde e entre o tipo e a qualidade dosserviços disponíveis para cada um desses grupos - identifica-se uma contradição flagrante com os princípios do Sistemade Saúde brasileiro, em especial o acesso universal. Ademanda por serviços de saúde segue aumentando emvirtude da extensão da cobertura, sem ser acompanhadapelo investimento dos recursos necessários. Sob os efeitosdessa ausência de recursos, uma das questões que tem secolocado refere-se à crescente diferenciação salarial dostrabalhadores inseridos no setor público e no setor privado.
  15. 15.
  16. 16. A Enfermagem, como parte do processo de produçãoem saúde, é determinada pelos mesmo paradigmas queregem o conjunto das práticas no campo da saúde esujeita às mesmas visões do processo saúde-doença,que necessita reformular.
  17. 17. Saúde Coletiva Assumir os pressupostos teóricos da Saúde Coletivasignifica admitir que na sociedade há práticas dedesigualdade, recusando a concepção idealista de umasociedade igualitária. Significa ademais assumir apoliticidade da prática em saúde, negando a suasuposta neutralidade científica. Tal politicidadesomente será transformadora se for assegurada aparticipação popular na formulação das políticas desaúde, para garantir a obtenção de benefíciosdiferenciados por classe social, gênero, raça/etnia egeração.
  18. 18.
  19. 19. Referencias  http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v7n2/02.pdf
  20. 20. Obrigada! 

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