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Victimology

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Victimology

  1. 1. Vitimologia: Vítimas e Vitimizações 8º Congresso Nacional de Medicina Legal 6 e 7 de Novembro
  2. 2. Vitimologia <ul><li>Estudo científico das vítimas e da vitimização, incluindo as relações entre a vítima e o agressor, investigadores, tribunais, penas e media (Ferguson & Turvey, 2009) . </li></ul>
  3. 3. Vítima <ul><li>Animal ou pessoa destinada ao sacrifício; </li></ul><ul><li>Pessoa que se sacrifica voluntariamente; </li></ul><ul><li>Pessoa que sofre pelas suas próprias falhas; </li></ul><ul><li>Pessoa enganada; </li></ul><ul><li>Sujeito passivo de ilícito penal; </li></ul><ul><li>Sujeito que padece de um dano por culpa própria, alheia ou de causa fortuita (Rocañín, Forneiro & Iglesias, 2007) . </li></ul>
  4. 4. Vítima <ul><li>A vítima é a última pessoa a presenciar o crime; </li></ul><ul><li>Se sobrevive, a informação que pode proporcionar é fulcral; </li></ul><ul><li>Se morrer, serão os factos da cena do crime que devem narrar a história; </li></ul><ul><li>Existe uma realidade pessoal, um estilo de vida que associado à pessoa atacada é relevante para o traçar do perfil criminológico (Garrido & Sobral, 2008) . </li></ul>
  5. 5. Factores Que Facilitam a Vitimização <ul><li>Elementos do perfil da vítima (Holmes & Holmes, 2002, citados por Garrido & Sobral, 2008) </li></ul><ul><li>Características físicas; </li></ul><ul><li>Relações afectivas (estado civil); </li></ul><ul><li>Estilo de vida; </li></ul><ul><li>Profissão; </li></ul><ul><li>Educação; </li></ul><ul><li>Local de Habitação; </li></ul><ul><li>História médica e criminal; </li></ul><ul><li>História psicossexual; </li></ul><ul><li>Últimas actividades. </li></ul>
  6. 6. Vitimologia Questões Orientadoras <ul><li>A vítima conhecia o agressor? </li></ul><ul><li>A vítima suspeita de alguém? </li></ul><ul><li>A vítima tem historial criminal ou reportou algum crime? </li></ul><ul><li>A vítima tinha alguma arma? </li></ul><ul><li>A vítima tem uma personalidade agressiva? </li></ul><ul><li>Como foram as últimas 24 horas da vítima? (Turvey, 2009) . </li></ul>
  7. 7. Impacto do Crime na Vítima <ul><li>Três aspectos fundamentais: </li></ul><ul><li>Vitimização directa; </li></ul><ul><li>Vitimização secundária; </li></ul><ul><li>Vitimização vicariante (Machado & Gonçalves, 2003) . </li></ul>
  8. 8. Maus Tratos Infantis
  9. 9. <ul><li>Maus tratos físicos; </li></ul><ul><li>Abuso emocional ou psicológico; </li></ul><ul><li>Abuso sexual; </li></ul><ul><li>Negligência/abandono; </li></ul><ul><li>Exploração no trabalho; </li></ul><ul><li>Exercício abusivo da autoridade; </li></ul><ul><li>Tráfico de crianças e jovens. </li></ul><ul><li>(Magalhães, 2005) </li></ul>Maus Tratos Infantis
  10. 10. Abuso Sexual de Crianças <ul><li>Maior número de vítimas do sexo feminino (Costa, 2003; Fávero, 2003; Gomes & Coelho, 2003; González, 2006; Wolfe, Wolfe & Best, 1988, citados por Machado, 2003) ; </li></ul><ul><li>Aumento do número de rapazes abusados sexualmente (Canha, 2003, citado por Paulino, 2009) ; </li></ul><ul><li>As mulheres outrora abusadas tendem a unir-se a homens possessivos e dominantes, enquanto, estes atraem mulheres vulneráveis (Zayas & Shoda, 2007) . </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Tipos de Maus Tratos/Abusos </li></ul><ul><li>Físicos; </li></ul><ul><li>Nutricionais; </li></ul><ul><li>Sexuais; </li></ul><ul><li>Emocionais; </li></ul><ul><li>Omissão de cuidados de higiene e de cuidados médicos; </li></ul><ul><li>Munchausen Syndrome by Proxy (Ribeiro, 2009) . </li></ul>Síndrome da Criança Maltratada
  12. 13. Maus Tratos Infantis <ul><li>Os indivíduos com história de maus tratos apresentam maior tendência não só a desenvolver um padrão inseguro de vinculação, como ainda tendem a escolher companheiros com padrões inseguros de vinculação, com quem possam desenvolver uma relação onde se encontrem as suas histórias de vinculação negativas (Ciccheti & Toth, 1995, citados por Figueiredo, Fernandes, Matos & Maia, 2003) . </li></ul>
  13. 14. Violência Doméstica
  14. 15. Violência Doméstica <ul><li>“ (…) um casamento é um espaço de partilha e de desenvolvimento psicológico. É um espaço no qual, através da relação íntima e afectiva, cada humano se desenvolve até ao estado mais evoluído que a nossa sociedade permite. Não é um lugar para sofrer e destruir o próximo” (Aires, 2009, p.57) . </li></ul>
  15. 16. Violência Doméstica <ul><li>O abuso emocional tal como o definem as mulheres inclui ameaças de violência, de suicídio ou de abandono; ameaças aos filhos; chantagens; limitação do acesso aos amigos e à família; controlo do dinheiro e uma sucessão interminável de actos de acusação, reprovação e insultos; </li></ul><ul><li>As mulheres afirmam que o abuso verbal e psicológico, incluindo a coerção, o isolamento, a privação, as ameaças, a humilhação e a frieza afectiva, é inclusive pior que o abuso físico (Polsky & Markowitz, 2006) . </li></ul>
  16. 17. Violência Doméstica <ul><li>Razões pelas quais as pessoas mantém uma relação sentimental de carácter abusivo (Polsky & Markowitz, 2006) </li></ul><ul><li>Temor pela segurança pessoal, segurança dos filhos ou segurança de outros membros da família; </li></ul><ul><li>Preocupação com questões económicas; </li></ul><ul><li>A esperança de que vai haver mudança; </li></ul><ul><li>Padrões culturais ou religiosos; </li></ul><ul><li>Receio de expulsão do país em casos de emigração; </li></ul><ul><li>Pressão familiar para se manter a relação; </li></ul><ul><li>Incerteza relativamente ao futuro, em especial as mulheres com filhos menores. </li></ul>
  17. 18. Violência Doméstica <ul><li>“ (…) apesar de os filhos serem muitas vezes utilizados como desculpa, não é vontade deles que os pais, quando se agridem e se fazem sofrer, permaneçam juntos. Mais ainda, apontar os filhos como o motivo para permanecer num casamento que só os faz infelizes, pode ser extremamente culpabilizante e por isso é um comportamento, claro, bastante errado” (Aires, 2009, p. 67) . </li></ul>
  18. 19. Violência Doméstica <ul><li>A mulher batida </li></ul><ul><li>Consequências físicas: lesões; somatizações; consumos (…). </li></ul><ul><li>Consequências psicológicas: auto-estima; vergonha; culpabilidade; depressão; PTSD (…). </li></ul><ul><li>Consequências sociais: isolamento; estigmatização; incompreensão (…). </li></ul><ul><li>Consequências económicas: chantagem; despedimento; despesas (…) (Santos, 2008) . </li></ul>
  19. 20. Violência Doméstica
  20. 21. Violência Doméstica <ul><li>Do homem contra a mulher; </li></ul><ul><li>De mulher contra o homem; </li></ul><ul><li>De homem contra homem; </li></ul><ul><li>De mulher contra mulher (Amaral, 2008) . </li></ul>
  21. 22. Maus Tratos de Idosos
  22. 23. Maus Tratos de Idosos <ul><li>“ Envelhecer não é difícil, difícil é ser-se velho” </li></ul><ul><li>(Goethe, s.d., citado por Costa, 2007, p.29) </li></ul>
  23. 24. Maus Tratos Idosos <ul><li>Os idosos abusados raramente falam do abuso (Almeida, 2007) : </li></ul><ul><ul><li>Exposição pública; </li></ul></ul><ul><ul><li>Retaliação por parte do abusador; </li></ul></ul><ul><ul><li>A perda do cuidador mesmo sendo este abusivo, ficar só sem ter ninguém que o cuide; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser colocado numa instituição; </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda de privacidade e de relações familiares; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ninguém acreditar no abuso. </li></ul></ul>
  24. 25. Maus Tratos Idosos <ul><li>Contextos de Vitimação </li></ul><ul><li>Pessoas com quem se relaciona – familiares; </li></ul><ul><li>Responsáveis pelos seus cuidados, quando institucionalizados; </li></ul><ul><li>Pessoas estranhas – as que a interpelam em sua própria casa, por vezes com identidades falsas; </li></ul><ul><li>Anónimos – por já conhecerem os seus hábitos ou o fazem ocasionalmente (Almeida, 2007) . </li></ul>
  25. 26. Pior que o grito dos violentos é o silêncio dos bons (Luther King)
  26. 27. Referências Bibliográficas <ul><li>Aires, Q. (2009). Vai Valer a Pena. Alfragide: Caderno </li></ul><ul><li>Almeida, I. (2007). Psicologia Forense do Idoso . Comunicação Pessoal no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, Caparica, Portugal </li></ul><ul><li>Amaral, C. (2008). Apoio às vítimas de violência doméstica: abordagem jurídica . Comunicação Pessoal no Instituto de Medicina Legal da Delegação do Sul, Lisboa, Portugal </li></ul><ul><li>Canha, J. (2003). A Criança Vítima de Violência. In Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.). Violência e Vítimas de Crimes: Crianças . (2ª ed.). (pp.13-36). Coimbra: Quarteto Editora </li></ul><ul><li>Costa, J. (2003). Sexo, Nexo e Crime: Teoria e Investigação da Delinquência Sexual . Lisboa: Edições Colibri </li></ul><ul><li>Costa, J. (2007). O Idoso e o Crime: Prevenção e Segurança . Lisboa: Edições Colibri </li></ul><ul><li>Fávero, M. (2003). Sexualidade infantil e abusos sexuais a menores . Lisboa: Climepsi Editores </li></ul>
  27. 28. Referências Bibliográficas <ul><li>Ferguson, C. & Turvey, B. (2009). Victimology: A Brief History with na Introduction to Forensic Victimology. In Turvey, B. & Petherick, W. (Coords.). Forensic Victimology . (pp.1-32). London: Elsevier </li></ul><ul><li>Figueiredo, B., Fernandes, E., Matos, R. & Maia A. (2003). Maus tratos na infância: trajectórias desenvolvimentais e intervenção psicológica na idade adulta. In Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.). Violência e Vítimas de Crimes Vol.1 - Adultos (pp.163-210). Coimbra: Quarteto Editora </li></ul><ul><li>Garrido, V. & Sobral, J. (2008). La Investigación Criminal: La Psicologia Aplicada al Descubrimeiento, Captura y Condena de los Criminales . Barcelona: Nabla Ediciones </li></ul><ul><li>Gomes, F. & Coelho, T. (2003). A sexualidade traída: abuso sexual infantil e pedofilia . Porto: Âmbar </li></ul><ul><li>González, E. (2006). La psicología criminal en la práctica pericial forense. In Verde, M. & Roca, D. (Coords.). Psicología criminal . (pp.59-121). Madrid: Pearson Prentice Hall </li></ul>
  28. 29. Referências Bibliográficas <ul><li>Machado, C. (2003). Abuso Sexual de Crianças. In Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.). Violência e Vítimas de Crimes: Crianças . (2ª ed.). (pp.39-93). Coimbra: Quarteto Editora </li></ul><ul><li>Machado, C. & Gonçalves, R. (2003). Vitimologia e Criminologia. In Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.). Violência e Vítimas de Crimes Vol.1 - Adultos (pp.17-42). Coimbra: Quarteto Editora </li></ul><ul><li>Magalhães, T. (2005). Maus Tratos em Crianças e Jovens. Coimbra: Quarteto </li></ul><ul><li>Paulino, M. (2009). Abusadores Sexuais de Crianças: A verdade escondida . Lisboa: Prime Books </li></ul><ul><li>Polsky, S. & Markowitz, J. (2006). Atlas en Color de Violencia Doméstica . Barcelona: Masson </li></ul><ul><li>Ribeiro, I. (2009). Violência Familiar ou Doméstica: Sindroma da Criança Maltratada . Comunicação Pessoal no Instituto de Medicina Legal da Delegação do Sul, Lisboa, Portugal </li></ul>
  29. 30. Referências Bibliográficas <ul><li>Rocañín J., Forneiro, J. & Iglesias, C. (2007). Manual de Ciencias Forenses . Madrid: Arán Ediciones </li></ul><ul><li>Santos, J.C. (2008). Violência Doméstica: Para uma intervenção pericial integrada . Comunicação Pessoal no Instituto de Medicina Legal da Delegação do Sul, Lisboa, Portugal </li></ul><ul><li>Turvey, B. (2009). Constructing a Victim Profile. In Turvey, B. & Petherick, W. (Coords.). Forensic Victimology . (pp.73-95). London: Elsevier </li></ul><ul><li>Zayas, V. & Shoda, Y. (2007). Predicting Preferences for Dating Partners From Past Experiences of Psychological Abuse: Identifying the Psychological Ingredients of Situations. Personality and Social Psychology Bulletin, 33 , 123-138 </li></ul>
  30. 31. Vitimologia: Vítimas e Vitimizações 8º Congresso Nacional de Medicina Legal 6 e 7 de Novembro FIM

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