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Inconfidência 227‏

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Inconfidência 227‏
Informativo do Jornal Inconfidência
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Inconfidência 227‏

  1. 1. BELO HORIZONTE, 31 DE MAIO DE 2016 - ANO XXII - Nº 227 AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL. Site: www.jornalinconfidencia.com.br E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br EMBARAÇOS IMPOSTOS PÁGINA 9 RECUO TEMEROSO PÁGINA 13 PERIGOSÀVISTA PÁGINA 4 PÁGINA 5 DIA DA VITÓRIA 22º ANIVERSÁRIO DO INCONFIDÊNCIA O General Bini, o Engenheiro Marcos Renault e o Brigadeiro Ayupe na solenidade da ANVFEB/BH PPPPPÁGINAÁGINAÁGINAÁGINAÁGINA 1717171717 A palestra em defesa do Brasil, realizada no Círculo Militar /BH na noite de 24 de maio. PPPPPÁGINASÁGINASÁGINASÁGINASÁGINAS 30/3130/3130/3130/3130/31 GOVERNO, CULTURA E CORRUPÇÃO Quando esse larápio e corruPTPTPTPTPTo será indiciado, julgado, preso e restituirá o que foi furtado? OPERAÇÃO LAVA JATO "Quando vejo este projeto que proíbe a colaboração de quem está preso e também o projeto que visa restabelecer a exigência do trânsito em julgado para execução de penas, fico me indagando se não estamos vendo alguns sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos." Sergio Moro, Juiz Federal responsável pela Lava Jato Diante das ações criminosas que começam a ser praticadas pelos chamados movimentos sociais (MST, CUT, etc) com prejuízos marcantes e danosos para os brasileiros que desejam apenas se deslocar para seus locai de trabalho e que ferem o seu direito de ir e vir consagrado pela nossa Constituição, é de se perguntar E AGORA? A sociedade vai continuar a aceitar passivamente, como até agora tem acontecido, que tais práticas sejam realizadas à luz do dia sem que uma reação a altura seja determinada e executada pelos entes Federais (Polícia Rodoviária, Polícia Federal e até mesmo o Ministério Público) e Estaduais ( Policias Milita- res), uma vez que tais interrupções agressivas de trânsito ferem manifestamente a paz social e a ordem de tanto necessitamos para conviver e produzir? Provas mais claras e evidentes impossível. A Democracia, que é alardeada a cada momento por aqueles que a agridem, espera que seus princípios sejam preservados e mantidos, para "o bem de todos e felicidade geral da Nação". (O Globo - 11/05) Coronel Carlos de Souza Scheliga QUOUSQUE TANDEM...? NR: Para conhecimento e providências imediatas do Governo Federal.
  2. 2. 8Nº 227 - Maio/2016 2 *MarcoAntonio FelíciodaSilva * A. C. Portinari Greggio *General de Brigada - Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército, Analista de Inteligência - E-mail: marco.felicio@yahoo.com* Economista No último artigo, di- zíamos que a Direi- ta encarna a Nação Bra- sileira. Por que? Pela simples razão de que a Esquerda tem, como objetivo estratégico, a dissolução das nações. Quem se opõe à Esquerda, portanto, defende a Nação. E como a Nação não é apenas uma ideia, mas se materializa na forma de pessoas, segue- se que os que a defendem também a encar- nam. A Direita ama a certeza, a ordem, a se- gurança, a disciplina, a competência, a lim- peza. Mas é dispersa, perplexa e confusa. Não porque lhe falte inteligência. Sua deso- rientação se deve ao fato de viver em ambi- ente saturado de ideologia hostil, nas esco- las, nas universidades, na política, na mídia, nas artes, em todos os domínios de expres- são e comunicação. O que falta à Direita é uma coerente doutrina científica que lhe permita enfren- tar e vencer a guerra cultural, a mais impor- tante de todas as guer- ras. Pois se a guerra clássica é “ato de for- ça para compelir o ini- migo a fazer nossa von- tade”, a guerra cultu- ral é tão insidiosa que pode resultar em que o inimigo se aposse de nossas mentes a pon- to de substituir nossa vontade pela sua. Não parece fantástica, essa possibili- dade de transformar pessoas, governos e nações em zumbis, a agir guiados por von- tade alheia, convictos de que o fazem por sua própria vontade? Nem tanto. Qualquer psicólogo que tenha efetuado experimen- tos com hipnotismo pode confirmar esse fato com relação a indivíduos ou pequenos grupos. O estranho fenômeno do efeito pós-hipnótico, que tanto impressionava os psiquiatras no final do século 19, demons- tra sem dúvida quanto é possível manipular a mente e até voltá-la contra os interesses do indivíduo, sem que este se dê conta disso. Pois bem: o que se pode fazer com pessoas, pode-se fazer com nações intei- ras. Provas? Poderíamos citar tantos exem- plos dos últimos cem anos que, no fim das contas, concluiríamos que as guerras em defesa de legítimos interesses nacionais foram exceção na História recente; e quase todas essas exceções foram guerras per- didas pelas nações vencidas. Não é de espantar porque foi justamente nesse mesmo período – os últimos cem anos – que surgiram os meios de comunicações e de propaganda de massas, os quais permitiram essa anomalia, nunca antes verificada na história da Humanidade. Foi graças a esses instrumentos de domina- ção psicossocial que se constituiu a não- tão-misteriosa oligarquia apátrida que EM POLÍTICA, IDENTIFICAR O INIMIGO É TUDO A guerra cultural está aí, e não é apenas questão de cultura. vem controlando o Ocidente desde o co- meço do século 20. Vivemos, portanto, numa era em que os reais interesses dos povos e das nações são sistematicamente antagonizados pela oligarquia apátrida. Raciocinemos. Qual o principal interesse dum povo e duma na- ção? A mais óbvia resposta é: existir e pros- perar. Qual o principal objetivo da oligar- quia apátrida? Convencer os povos a abrir mão de sua identidade nacional – ou seja, a suicidar-se como povos – e a aceitar a li- quidação de suas nações, mediante a disso- lução das fronteiras e a gradativa “integra- ção” em entidades supranacionais, até a fi- nal instituição duma só comunidade global. Prestem atenção: essa é exatamente a pro- paganda que se faz por todos os meios ao nosso redor. É a guerra cultural contra nós, feita na nossa cara, e aceita por muitos de nós como coisa nossa! Pense bem, caro leitor. A mera existência dessa oligarquia não se- ria problema em si, se ela emanasse dos povos e se identificasse com as respectivas nações. Afi- nal, o mundo sempre foi dominado por minorias. Nada de mais. O proble- ma é que a nova oligar- quia não se identifica com as nações e povos dominados (pois é apátrida). É uma elite hostil, inimiga, cuja existência exige a liquidação dos povos e nações dominados. Embora use os direitos humanos da ONU e apregoe a “democra- cia” e o “Estado de Direito”, a elite hostil desconfia dos povos – especialmente do povão de cada país, a camada mais refratária à sua propaganda. Ela participa da política, adora eleições livres, mas não difunde sua agenda estratégica, a qual só se faz conhe- cida quando imposta na prática, sem aviso prévio, de cima para baixo: aborto, homos- sexualismo, pedofilia, invasão imigratória, depravação de costumes, incivilidade, de- zenas de programas destinados a dissolver as famílias e todas as demais instituições sociais que alicerçam as nações A guerra cultural, portanto, não consiste apenas em disputa sobre modos de pensar ou ideolo- gias. É questão de vida ou morte. Repetindo o que dissemos no artigo anterior. A oligarquia internacional é real e visível, seus agentes são familiares. A maioria age de boa-fé, achando que presta serviços à Humanidade. Sua agenda não é anunciada, mas nem por isso é secreta: re- sume-se na liquidação das nações por den- tro e pelas bases, sem que as vítimas reajam ou sequer percebam o processo. Resta saber porque existe, como se organiza e como atua. Fica para o próximo INCONFIDÊNCIA. REFUNDAR AS INSTITUIÇÕES E O ESTADO DE DIREITO Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE! Asaída da Dilma pelo impeachment, legal mente, como já reconhecem inúmeros ou- trospaíses,quemovemaçõesjudiciaisemdefesa de seus respectivos investidores, que se consi- deram lesados por crimes de corrupção, levou à Presidência da República (PR), Michel Temer, do PMDB, sem o devido apoio popular, com a manchadealiadodoPT,desdeoprimeirogover- no Lula (este, ladrão conhecido desde a déca- da de 80, mentor do desvio de dinheiro do FAT para enriquecimento ilícito e financiamento de campanha). Temer, co-responsável pela situa- çãovigenteemquatromandatos,formouMinis- térioinexpressivo,usandoamesmametodologia antiga, privilegiando os interesses de grupos e individuais, sobrepondo-os aos interesses atu- ais e nacionais. Seus ministros, como num cas- telo de cartas, caem, paulatinamente, com as acusaçõesdecorrupçãoadvindas da Lava-Jato, mostrando uma es- colha desastrada. A Nação conti- nua dividida. Os poderes consti- tucionais,comalgunspontosfora da curva, estão desmoralizados, nãoharmônicos,comcorruptose/ ou ineptos, ou, ainda, petistas, no comando. Os petistas, que não querem perder as benesses go- vernamentais, propagandeiam o chamado golpe, mundo afora, denegrindo a imagem do País, mostrando uma falsa ilegalidade do impeachment. A presi- dente impedida, legalmente por crime de res- ponsabilidade e pelo conjunto da obra que levou o Pais ao descalabro econômico, social, político e ético, mantém seu séqüito de con- selheiros e de mordomias. A Constituição se mostra inadequada ao tipo de governo e con- tinua sendo ferida a cada passo. E as ilegali- dades, aqui e ali, continuam. Medidas imedi- atas para sanar problemas existentes não são tomadas. Será que a maioria da população, eno- jada com o que sofre e assiste revoltada, gos- tariadesimilarcontinuidade,baseadapretensa e cinicamente, fruto de interesses pessoais e partidários, em falso idealismo político e na preservação de uma Constituição que privi- legia direitos e não deveres, com o mesmo tipo de “moscas”? Não será o caminho paulatino para uma convulsão social? Os últimos diálo- gos mostrados na Imprensa e delações mos- tram o descalabro que vivemos todos esses anos e que, ainda, os temos vigindo. Tal con- tinuidade é inócua para o País, pois sem as reformas estruturais profundas de que necessi- tamos em todas as áreas, tendo em vista, tam- bém,impulsionarumamudançadementalidade da população. Há que ter decisão e vontade políticascommedidasamargas,doaaquemdoer. Oprocessohistóricoesócio-cultural,pe- lo qual passou o Brasil, trouxe traços que bem caracterizam o comportamento da sociedade e das elites brasileiras ao longo de nossa História. Autoritarismo, paternalismo, patrimo- nialismo e cartorialismo permeiam, na sociedade brasileira, desde a sua formação, as elites do- minantes. Estas, jamais diferenciaram a coisa pública da privada. Fisiologismo e cliente- lismo, são praticados com desenvoltura pela classe política, que continua confundindo o privado com o público para a consecução de interesses individuais ou de grupos. Exemplo gritante é o do PT que, com políticas assisten- cialistas, visou o enriquecimento ilícito e a manutenção do poder, principalmente com os currais eleitorais, que chama de inclusão so- cial, esta já em desmonte com a falta de re- cursos, alta inflação, ruína de demais projetos assistencialistas e desemprego elevado. A crise ética e cívica está na base da crise einstabilidadesócio-política,alimentandoaper- manência e o incremento da di- cotomia social. Esta contribui, di- reta ou indiretamente, para impli- cações negativas tais como cor- rupção generalizada, miséria, cri- me organizado, tráfico de drogas, contrabandodearmas,lavagemde dinheiro e violência, em formas e grausvariados.Acrisedecivismo, entre outras coisas, contribui para a desnacionalização da nossa cul- turaeparaoarrefecimentodosen- timentopatriótico,colocandoemperigoasobe- rania e a unidade nacionais. Um refundar do País. Essa é a realidade política com que nos defrontamos. Repito pa- ra melhor enfatizar : Somente as FFAA, que participaram e contribuiram para as maiores inflexões da nossa História, responsáveis pelo início da formação da nossa nacionalidade em Guararapes, pela nossa integração como Na- ção, pela consolidação da nossa grandeza territorial, pela manutenção da paz e da liber- dade da Nação em momentos críticos, sempre respondendo às aspirações do povo brasilei- ro, seriam capazes de, após a necessária e urgente saída de Dilma, pois a Nação não su- porta mais sangrar, saindo de sua posição de simples observação, de empossar uma junta civil de notáveis para que, afastados todos os atuais políticos, uma Assembléia Constituin- te, devidamente convocada, elaboraria nova Constituição, privilegiando as reformas ne- cessárias, seguida, tão logo pronta e apro- vada, de eleições gerais, sob novos parâme- tros, possibilitando o surgimento de um novo Brasil. O País foi governado, nestas 3 ultimas décadas,peloPSDBepeloPT,ambosacolitados pelafamigeradacolchaderetalhosqueéoPMDB. São estes os principais partidos responsáveis, atuais e diretos, pela situação em que hoje nos encontramos. O fizeram, cinicamente, em no- me do aperfeiçoamento da Democracia,crimi- nosamente com total impunidade, traduzindo sofrimento e traição à Nação, décadas perdidas e atraso irrecuperável para o País. Os petistas, que não querem perder as benesses governamentais, propagandeiam o chamado golpe, mundo afora, denegrindo a imagem do País, mostrando uma falsa ilegalidade do impeachment. 2
  3. 3. Nº 227 - Maio/2016 3 Para nós, brasileiros, maio é conside- rado o mês das grandes celebrações. É chamado de mês de Maria (dia 13, Nos- sa Senhora de Fátima), das noivas e nele está inserido o Dia das Mães. São também festejados e relembrados o Dia do Trabalho a 1º de maio, o Dia da Vi- tória, a 8, sendo comemorado nesta da- ta o término da II Guerra Mundial, no dia 13 a Abolição da Escravatura (Lei Áu- rea/1888), a 24, a Batalha de Tuiuti e também, a 26, a criação do Grupo In- confidência, em 1994. E ainda outras datas, não menos importantes para os militares – os dias das Comunicações, da Infantaria, da Ca- valaria e do Serviço de Saúde, quando são relembrados e cultuados os seus pa- tronos, nossos heróis – Marechal Ron- don, o Brigadeiro Sampaio, o legendário General Osório e o General Severiano Ribeiro. E agora, mais uma data histórica – a aprovação do “impeachment” da presi- dente Dilma Rousseff, pedido inicialmen- te admitido pela Câmara dos Deputados e já confirmado pelo Senado, para a feli- cidade da Pátria Brasileira. A 26 de Maio, o Grupo e o Jornal Inconfidência completaram 22 anos de fundação e de presença no cenário naci- onal, em defesa da verdadeira democra- cia, da nossa soberania, da sociedade bra- sileira e particularmente, da nossa Insti- tuição e da família militar, há mais de 13 anos ultrajadas pelos governos e dirigen- tes políticos corruPTos, responsáveis pela criação do Foro de São Paulo/Unasul, entidades que contribuíram para o cená- rio patético que hoje contamina o dia a dia, a paz social do povo brasileiro e a convivência pacífica no âmbito da Amé- rica Latina. Neste período nosso Jornal tem man- tido uma posição intransigente, sem tré- O MÊS DE MAIO guas, contra a corrupção reinante em to- das as esferas federal, estaduais e muni- cipais, a impunidade, a marxização da Edu- cação e da História do Brasil, o aparelha- mento com incompetentes em importan- tes cargos/funções governamentais, le- vando ao país a desorganização social e econômica, como muito bem está sendo comprovado nos dias atuais, causando descrédito no exterior e grande tristeza e sofrimento ao povo brasileiro. Temos a convicção de que ao de- fender veementemente nossas Forças Armadas, a Soberania Nacional, o Pa- triotismo, os valores éticos e morais, ex- pressamos a opinião e os anseios da Fa- mília Militar, assim com também da so- ciedade brasileira, que conosco comun- ga dos mesmos ideais e objetivos, para que sejam recuperados o mesmo nível de crescimento e desenvolvimento, alcan- çados durante o profícuo regime militar (1964/1985). Finalizando, lembramos que as For- ças Armadas, em particular o Exército, é a instituição de maior credibilidade e con- fiabilidade no país — haja vista os pedi- dos espontâneos de “Intervenção Mili- tar já”— sendo a única e última barreira que até agora tem impedido a implanta- ção do comunismo no Brasil, como já acon- teceu anteriormente em 1935 na Intentona, em 1964 na Contra Revolução e no início dos anos 70 quando do trágico surgi- mento das guerrilhas urbanas e rurais que tanto mal causaram em nosso país. Não há como nos contestarem ! E mes- mo sofrendo o fogo amigo, a luta conti- nuará, inclusive contando há já algum tempo com a contribuição exemplar e de- cisiva do Juiz Sergio Moro, dos Procu- radores do Ministério Público Federal e dos Delegados e Agentes da Polícia Federal que o auxiliam no Juizado de Cu- ritiba. Assim seja! FUNDADORES: Brigadeiro Mário Lott Guimarães, Juiz Wilson Veado, enge- nheiros Randolfo Diniz Filho e Geraldo Dirceu Oliveira, Coronéis Manoel Magno Lisbôa, Antônio Fernandes Silva, Ewerton da Paixão Curado Fleury, Carlos Claudio Miguez Suarez; Capitão de Fragata Antônio Tenuta Filho e Major Paulo Viana Clementino Ata de fundação, aprovação de estatuto e posse da Primeira Diretoria do "Grupo Inconfidência" 22 ANOS 1º MANIFESTO DO GRUPO INCONFIDÊNCIA QUOUSQUE TANDEM...? ATÉ QUANDO...? Primeira charge publicada pelo Inconfidência em maio de 1994. Um verdadeiro gênio o seu autor, Oldack Esteves, pois embora criada há 22 anos, está mais atual do que nunca ! Oldack Esteves 3
  4. 4. 8Nº 227 - Maio/2016 4 * Maria Lucia Victor Barbosa * Socióloga e articulista. mlucia@sercomtel.com.br www.maluvibar.blogspot.com.br * Ipojuca Pontes * Cineasta, escritor, ex-Secretário de Cultura e Jornalista Dilma Rousseff finalmente foi colocada em desterro por trâmites legais e ins- titucionais dos Poderes da República. Além de andar de bicicleta, para quem sabe espai- recer com relação a outras pedaladas, pare- ce não ter noção da situação em que ora vi- ve. Aliás, essa senhora nunca teve ideias cla- ras sobre a realidade e demonstrou reitera- damente confusão mental quando proferia discursos desconexos. Agora repete como um mantra: "é gol- pe, é golpe, é golpe", no que é seguida, por enquanto, por remunerados malandros ou incautos dos chamados movimentos so- ciais. Estes e o PT nunca gostaram dela, mas cer- tamente obedecem ao chefão Lula no momen- to não mais tão podero- so. Em todo caso, co- mo um Nero petista Lula disse ser o único capaz de pôr fogo no Brasil ou, talvez, em pneus para atrapalhar o trânsito nas cidades. Entre outras bravatas ele também já se considerou um Na- poleão vermelho capaz de convocar o exército de Stédile, em que pese o fato de que não foi sequer atendido por muitos deputados quando, aboletado em um hotel de luxo em Brasília lhes orde- nou que votassem contra a inadmissibili- dade do impeachment. Até o Tiririca pas- sou Lula para trás. Saindo de sua insignificância para o cargo mais alto da República não por mérito ou competência, mas alçada por um homem esperto que fez dela sua marionete, Rousseff mergulhou nos perigosos delírios do poder e pensou que mandava. Mandar, dizem que mandava de modo truculento nos auxiliares que a serviam no palácio. Nos ministros aplicava o mesmo método raivoso, porém nunca se soube se era de fato obedecida. É que acima dela estava Lula da Silva e ao seu redor o PT, dando as coordenadas e impe- dindo ações que desagradassem ao parti- do. Só para dar um exemplo lembremos o ex- ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que não conseguiu desempenhar seu trabalho. Em outros tempos, poderoso, inim- putável, surfando no politicamente corre- to e seguindo o plano de permanência no poder do PT, Lula fez de Dilma Rousseff sua criatura política. Logrou elegê-la co- mo presidente da República e fez mais, con- seguiu reelegê-la. O resultado já se sabe foi um descalabro total. Homem e mulher arrastam o país à ruína. MULHER E POLÍTICA um assunto irrelevante Dilma Rousseff finalmente foi colocada em desterro por trâmites legais e institucionais dos Poderes da República. Como nenhum governo resiste quan- do a economia vai mal, Rousseff foi afastada por 180 dias de forma legal e com o apoio de 70% da população. Período que bem podia ser abreviado para se chegar ao desfecho. Afinal, ela demostrou ser totalmente inepta para ocupar cargo tão relevante e, sem dú- vida, cargos mais simples. Ainda sem entender completamente sua condição, Rousseff, já defenestrada, chamou jornalistas estrangeiros ao Palácio da Alvorada e entre acusações ao presiden- te Temer soltou sua crítica de cunho femi- nista, no que foi copiada por petistas e se alastrou pela mídia. "Lamento que, de- pois de muito tempo, não haja mulheres e negros no ministério, o que é funda- mental se você quer cons- truir um país inclusivo, não só do ponto de vista soci- al, mas cultural e dos direi- tos humanos". O que Rousseff, uma "mulher sapiens", ignora é que não existem qualida- des intrínsecas femininas ou masculinas, em negros ou brancos, em homos- sexuais ou heterossexuais para exercer a política. A competência para exercer um cargo público, a ética, a visão de bem co- mum nada tem a ver com sexo e cor. Nesse sentido disse a grande governante Indira Gandhi: "Não me considero uma mulher fazendo política, mas uma pessoa exer- cendo um ofício". Portanto, Rousseff, anos-luz distan- te de Margaret Thatcher, levantou uma ques- tão tão irrelevante quanto ela mesma e suas ministras que não chegaram a dizer a que vieram. O presidente Temer depois da polêmi- ca nomeou Maria Silvia Bastos Marques presidente do Banco Nacional de Desenvol- vimento Econômico e Social (BNDES). Fa- çamos votos que ela tenha êxito, não por ser mulher, mas por sua competência. Lula nunca desceu do palanque, fez politicagem, ensinou a criatura a mentir e deu no que deu. Temer está se baseando na realidade, acabou de entrar e é necessário se dar a ele um tempo. Para uma oposição feroz e inconsequente já existe o inconformado PT.Afinal,milagreTemernãopodefazerde- pois do homem, Lula da Silva, e da mulher, Dilma Rousseff, terem destroçado o Brasil. Ou alguém quer que ela volte? Importante 1 Lula fez de Dilma Rousseff sua criatura política. Logrou elegê-la como presidente da República e fez mais, conseguiu reelegê-la. 2 Ambos arrastaram o país à ruína. 3 Lula nunca desceu do palanque, fez politicagem, ensinou a criatura a mentir e deu no que deu. Oindefinido Michel Temer retrocedeu e reinstalou oficialmente o Ministério da Cultura. Lá, para geri-lo, colocou um barbu- dinho, cria de Eduardo Paes - este, um po- lítico profissional de segunda categoria que o Rio de Janeiro aprendeu a desprezar. Acua- do pela gang de sempre, o presidente inte- rino verificou que “a cultura era um setor fundamental para o país”. Pobre interino! A figura lembra aquela virgem permissiva que deixou entrar a cabecinha e depois... Bem, depois o temerário foi correr atrás do Mei- relles para pedir a “liberação de mais grana para a rapaziada”. Temer é um sujeito fraco que labora na linha da social-demo- cracia. Muitos desconfi- am que ele não atentou para o fato de que a parte mais ruinosa da chamada “classe artística” apenas repassa a cantilena lulo- petista orquestrada nos desvãos do mafioso Ins- tituto Lula. (Sem esque- cer, por sua vez, que a ter- rorista Dilma - envolvida no milionário assalto ao cofre de Ademar de Barros e partícipe ativa no assassinato do soldado Mário Koesel Fi- lho, em junho de 1968 – rege furiosa, a partir das salas do Alvorada, o coro histérico da militância bolivariana que, neste preciso instante, ocupando ad infinitum o Palácio Gustavo Capanema, no Rio, vocifera unís- sono o “Fora Temer! De fato, essa gente encara o inse- guro Temer como mero “golpista”. Para eles, a recriação do “cabide” Ministério da Cultura, imposta no grito, soergue um trampolim político-ideológico para o retor- no do cangaceiro Lula e seus cabras da pes- te (mais ou menos estropiados pela Ope- ração Lava-Jato). De minha parte, considero que a volta do MinC, para usufruto da corporação pa- rasitária, não passa de um ato de alta traição do governo Temer para com 80% da popu- lação brasileira, a mesma que, indignada, tomou as ruas contra a corrupção, a safadeza institucional, a vagabundagem bem remune- rada e o paquidérmico Estado socialista fo- mentado pela quadrilha petista reunida, ain- da agora, em torno de jantares supimpas na toca palaciana de Dilma Rousseff. O Ministério da Cultura foi tramado por Zé Sarney, impostor literário que che- gou ao poder por um golpe de sorte e fez de Brasília uma imensa casa de tavolagem, ao ponto do próprio Lula (um especialista) , em discurso, apontá-lo como “ladrão descara- do”. Como já escrevi, o MinC representa no Brasil oficial a manutenção da mais agressi- va forma de aparelhamento do Estado para usufruto de uma casta privilegiada de “se- ñoritos” que se diz à procura de uma contro- GOVERNO, CULTURA E CORRUPÇÃO MinC (Ministério da Incultura) só funcionou, na prática, como vertiginoso mensalão para cooptar medalhões e medalhinhas da área e manter a peso de ouro uma burocracia perdulária que saqueou o bolso da sociedade e do miserável povo brasileiro. Um horror! Acuado pela gang de sempre, o presidente interino verificou que “a cultura era um setor fundamental para o país”. Pobre interino! versa “identidade nacional” cacarejada em torno do chamado “multiculturalismo”, mis- tificação marxista para acirrar a luta de clas- ses. Ele significa, num governo que preten- de salvar o Brasil, o AVANÇO DO RETRO- CESSO. No histórico, depois de décadas de existência, o monstrengo não criou merca- do nem fez, como era alardeado, a inclusão social da massa espoliada. A alta cultura dançou - e ninguém ganhou Oscar ou Nobel. Tudo ficou no âmbito da mendacidade e da (cara) propaganda enganosa! Sem considerar juros nem correção monetária, o MinC jogou pelo ralo, nos úl- timos anos, mais de um trilhão de reais! No seu rastro, só se expan- diu uma pesada burocra- cia militante em conluio com a casta uma nociva empenhada em usurpar a grana do contribuinte para a consecução de pro- jetos inexpressivos, mui- tos vergonhosos e/ou politicamente ideologi- zados. Afogado em dis- pendiosos programas de pura marquetagem, o MinC (Ministério da Incultura) só funcio- nou, na prática, como vertiginoso mensa- lão para cooptar medalhões e medalhi- nhas da área e manter a peso de ouro uma burocracia perdulária que saqueou o bol- so da sociedade e do miserável povo bra- sileiro. Um horror! (Cultura, vale dizer, não tem nada a ver com órgão de governo e suas patra- nhas. Ela deve ser entendida como a tradi- ção de normas de condutas aprendidas e que nunca foram “construídas” – o que nos remete à questão de que a evolução cultural não é só fruto da criação cons- ciente da razão. Mas como explicar isso a essa gente viciada em mamar nas te- tas da nação? Há um temor generalizado de que o governo Temer fracasse. Meirelles, o minis- tro da Fazenda que serviu ao Lula, acena com novos impostos. O intragável Zé Serra, formado na UNE comunista e mentor da clandestina Ação Popular (AP), responsá- vel por ataques terroristas, informa que no Itamarati vai “aprofundar laços diplomá- ticos com a China e a África”. E muito pior: com 300 mil petistas terceirizados nas estatais e 107 mil militantes ocupando car- gos comissionados, o governo fala em cor- tar apenas 4 mil parasitas das bocas minis- teriais! Como diria o sifilítico Lênin: Que fazer? Vamos todos voltar às ruas, pois o go- verno Temer, alicerçando o retorno do PT, parece sucumbir ao peido da gata! 4
  5. 5. Nº 227 - Maio/2016 5 * É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil. É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina. *Graça Salgueiro *Aristóteles Drummond * Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ aristotelesdrummond@mls.com.br - www.aristotelesdrummond.com.br Preocupante a quan- tidade de desacertos nestes primeiros 15 dias de governo. O senador Romero Jucá vem sendo falado há muito tempo, neste e em casos passados. Deveria ter percebido que o melhor para ele seria uma posição forte no Congresso. E o presidente, mais cuidado em nomear implicados nas ope- rações em curso. Políticos em geral não perceberam o que a sociedade exige neste momento e ignorar esta aspiração corremos o risco de cairmos numa aventura radical. O gover- no, inclusive, não tem agido com a ener- gia necessária para conter as manifesta- ções de rua que tumultuam a vida das ci- dades. São demonstrações de fraqueza que tendem a estimular a escalada radical. PERIGOS À VISTA É o caso de se pensar, enquanto é tempo, na proposta do deputado Julio Lo- pes (PP-RJ) no sentido de um governo apartidário, de grandes e no- vosnomes,commedidas for- tes e emergenciais na área econômica. Os políticos pre- cisam entender a gravidade da situação em termos eco- nômicos, sociais e, por fim, institucionais. Com os quadros existentes, será um suceder de gravações, depoimentos, de- núncias sem fim. E, no final, os radicais desestabilizadores, todos de uma esquer- da arcaica e radical. É preciso um mínimo de sensibilidade para perceber que os ris- cos são verdadeiramente imensos. Tem gente que levianamente aven- ta a possibilidade de, no último minuto da instalação da baderna, os militares co- locarem as coisas em ordem como fize- ram mais de uma vez no passado. Ledo engano, eles estão jus- tamente ressentidos com os setores da po- pulação – empresá- rios, ruralistas, pro- fissionais liberais – do lado liberal-conservador que se omi- tiram nas campanhas que tentaram de- molir o prestígio dos militares junto à po- pulação. A opinião publicada é contra os mi- litares, mas se percebe que a pública é a favor. Mas eles não vão sair da postura discreta e distante. Inclusive por nunca te- rem visto as elites empresariais aconse- lhar os governos da inconveniência de ministros comunistas na pasta da Defe- sa. Celso Amorim, Aldo Rabelo e agora Jungmann são nomes respeitados, mas com passado comunista. E outros de es- querda, como foi o caso do embaixador Viegas. Nada contra estes senhores, mas é claro que corremos um risco e tanto de mudança nos currículos das escolas mili- tares.Oque,aliás,oPTdeixouclaronanota da semana passada. Os militares souberam resistir no essencial. Vamos ter pela frente semanas agi- tadas. A melhor opção ainda é fortalecer e tentar influir positivamente no presiden- te Temer, que é democrata e acredita na economia de mercado. Não gosto do José Serra nem do PSDB desde sempre, e nunca escondi isso. Entretanto, suas atitudes à frente do Minis- tério de Relações Exteriores, logo após a posse, têm-me agradado bastante e não pos- so deixar de reconhecê-lo. Durante os 13 anos de governos do PT o nosso Itamaraty funcionou com a mes- ma política do compadrio tosco, de aju- dar a “cumpanherada” em detrimento dos interesses nacionais, criando embaixadas e consulados em republiquetas falidas de no- tórios ditadores, como estabeleceu o Foro de São Paulo (FSP). Desde que o processo de impeach- ment da presidente petista começou, os países-membros e organizações pertencen- tes ao Foro vêm se manifestando com a cantilena de que “é golpe”, mas cinco em particular, sobretudo porque acusam o Bra- sil daquilo em que são mestres, mereceram notas do novo chanceler: Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia. Nenhum des- ses países é regido por uma democracia, respeita a liberdade e os direitos individuais da pessoa humana, bem ao contrário, pois Cuba instalou uma ditadura sangrenta atra- vés de um golpe, a Venezuela sofreu vários golpes com o falecido Hugo Chávez (o pri- meiro, falido, em 1992) e agora com Nicolás Maduro, o mais afoito de todos, através de sucessivos golpes violando a Constituição e as leis do Tribunal Superior Eleitoral. Isso sem falar dos golpes por fraude eleitoral que praticaram Daniel Ortega da Nicarágua, ANOVAPOLÍTICAEXTERNABRASILEIRAEM DESCOMPASSO COM O FORO DE SÃO PAULO Rafael Correa do Equador e Evo Morales na Bolívia. E como sucursal do FSP, a UNASUL, através de seu presidente pró tempore Er- nesto Samper, que também tem rabo de palha, resolveu repetir o que já haviam dito de Honduras e Paraguai, desrespeitando as Constituições desses países incluindo o Bra- sil, Serra escreveu uma nota oficial curta, firme e elegante, colocando- os em seus devidos lu- gares. O FSP, através do PT, emitiu uma nota ri- dícula três dias depois condenando as notas do Itamaraty, onde ter- mina com uma contradi- ção grotesca: “Reitera- mos a defesa da políti- ca externa brasileira altiva e ativa, sobera- na, impulsionadora da integração latino-americana e caribenha e de respeito às decisões soberanas dos po- vos”. Se de fato eles defendem as “decisões soberanas dos povos” deveriam respeitar a decisão das votações do Congresso que op- tou pelo afastamento da inquilina do Planal- to, afinal, eles falam “em nome do povo” que os elegeu para representá-los! Outra medida que Serra deseja imple- mentar é o fechamento de consulados e re- presentações diplomáticas em republique- tas da África e Caribe que, segundo Celso Amorim, não vão gerar uma grande econo- mia mas na verdade o que está incomodan- do não é outra coisa senão o fechamento das torneiras aos camaradas. Uma das exigências de Serra para aceitar a pasta foi incorporar ao Ministério de Relações Exteriores a Agência de Promo- ção de Exportações (APEx) e a Secretaria de ComércioExterior(CAMEx).Eletambémjá sinalizou que quer acabar com a ideolo- gização do MERCOSUL e sua primeira via- gem ao exterior foi à Argentina, cujo presi- dente Mauricio Macri é declaradamente li- beral em economia e concorda em pontos que Cristina Kirchner não abria mão, como a questão da flexibilização aduaneira. Essa foi outra mudança radical que gerou comen- tários depreciativos de Celso Amorim e MAG (Marco Aurelio Garcia), que rebate- ram dizendo que apenas seguiam o que diz o 4º parágrafo da Constituição, quando fala na integração latino-americana e que agora a ideologização apenas “trocou o sinal”. O ex-embaixador Rubens Ricupero em recente entrevista concordou que não há ideologização em querer rever o comér- cio exterior, alegando que não é interessan- te nem rentável para o Brasil apoiar países do Caribe como Nicarágua ou Cuba, por exemplo,umavezqueelesalémdenãoterem nada a oferecer, só se tornaram “importan- tes” para o Brasil com a ascensão do PT ao poder. Nessa entrevista ele reflete, muito acertadamente, que o Brasil deve se focar no comércio com países grandes e de eco- nomia crescente, como o México e a Argen- tina, pois os demais países da região unica- mente serviram para distribuir dinheiro dos brasileiros em economias falidas. Cuba e Venezuela são o melhor exemplo disso. Enfim, mesmo considerando que es- sas mudanças tenham um interesse pessoal de Serra, com o olho nas eleições de 2018, fazer uma política exterior que possa mudar a imagem do Itamaraty readquirindo o res- peito de que sempre gozou e contrariar os planos do FSP, já terá valido a pena. A Venezuela foi tomada por Maduro através de um golpe mas, para o Foro de São Paulo, cumprir a Constituição como em Honduras, Paraguai e agora Brasil “é golpe!”. Foto: Jornal Granma Políticos em geral não perceberam o que a sociedade exige neste momento, e ignorar esta aspiração corremos o risco de cairmos numa aventura radical. O ex-embaixador Rubens Ricupero em recente entrevista concordou que não há ideologização em querer rever o comércio exterior, alegando que não é interessante nem rentável para o Brasil apoiar países do Caribe como Nicarágua ou Cuba, por exemplo, uma vez que eles além de não terem nada a oferecer, só se tornaram "importantes" para o Brasil com a ascensão do PT ao poder. A opinião publicada é contra os militares, mas se percebe que a pública é a favor. 5
  6. 6. 8Nº 227 - Maio/2016 6AIMPRENSANOTICIOU Publicado no Pampulha - BH - 18/05 O DESASTRE DA ESQUERDA Às vezes leio, inclusive aqui, nas páginas de O TEMPO – que sempre fez jus à sua independência editorial – o manifesto de alguns colunistas defenestrando o li- vre mercado. Em uma de suas fantasias socialistas, Leonardo Boff diz que o que está acontecendo no Brasil é fruto de uma “Nova Guerra Fria”..., que a espionagem norte- americana atingiu a Petrobras e as reservas do pré-sal e não poupou nem a presidente Dilma... Que tudo isso é parte de uma estratégia do Pentágono, que há uma ascensão visível da direita no mundo inteiro, e que por isso a América Latina está fechando, prestem atenção, “um ciclo de governos progressistas que elevaram o nível social dos maispobresefirmaramademocracia”.Comoassim?Elevaramonívelsocialefirmaram a democracia, onde, quando? Que parte da história eu não estou entendendo? “Nossa esquerda representa, enfim, um autêntico desastre social OSIMPLESFATOdoeventualpresiden- te Temer sinalizar a implantação de um programadegovernocomviésmaisliberal jáfoiosuficienteparainstigaraincompre- ensão de muitos que se fiam em ideias re- trogradas, improdutivas e prejudiciais aos trabalhadores. Para estes, o livre mercado é o bicho papão que representa as forças mais obscuras e atrasadas do Brasil. Para estes, o programa do PMDB denominado “Uma Ponte para o Futuro” sintetiza ape- nas a ideia do “lucro máximo comomíni- mo de aporrinhação do poder público”. Para estes, é impossível enxergar os bene- fíciosdeuma sociedade movida pela for- ça dinâmica e criativa da livre iniciativa, ao contrário – seja por que foram idioti- zados pela ideologia socialista, ou por- que dela se locupletam – preferem ver a nação submissa à politização econômi- ca e suas desastrosas consequências. JÁMEDISSERAMquetentarmudaracabe- ça dos “pensadores” de esquerda é como ficar enxugando gelo. É verdade, parece que eles sofrem de uma estranha incapacidade intelectual de discernimento que os leva a fechar os olhos para a história. Neste país sufocado por um Estado interventor, vergo- nhosamente patrimonialista, excessivamen- te burocrático, perdulário, extrativista e, consequentemente, primitivo, seria bom ver essaturmadaruma chance a si mesmos, e a sociedade em geral, de vivenciar a liberda- de econômica, em cujo ranking o Brasil encontra-se no 101º lugar entre 168 países examinados. Nossa esquerda está fora do tempo, não entende a globalização, coadu- na com o ilícito de alguns movimentos so- ciais, se acomoda nos empregos públicos e abusa das verbas e benesses governa- mentais. Nossa esquerda representa, en- fim, um autêntico desastre social. Apágina do Ministério das Relações Exteriores aqui no Facebook publi- cou as duas notas que enviou para os go- vernos “cumpanhêros” do Foro de São Pau- lo e para Ernesto Samper, presidente da UNASUL. Eu fui lá, dar meu pitaco e um reforço (embora me pareça inútil porque Serra JA- MAIS vai ouvir o que recomendei), mas o que tem de órfãos da esbórnia da república sindicalista criticando a atitude dele - cor- retíssima, diga-se de passagem -, demons- tra o desespero desses vagabundos. Polícia Federal, por favor, INVESTI- GUEMoBNDEScomURGÊNCIA!!! Prezado Senhor Editor Louvável medida do presidente Temer e de sua equipe ao enxugar o Ministério da Cultura. Há anos tenho notado que diversos shows de cantores consagrados são custea- dos com verbas desse ministério, enquanto cantores regionais, festas populares e outras expressões artísticas genuinamente brasileiras são ignoradas, nunca receberam incentivos e sequer são reconhecidas. É inconcebível o escasso dinheiro público ser usado para pa- trocinar artistas, produções cinematográficas, televisivas e outras artes realizadas por ar- tistas já milionários que nada oferecem em contrapartida, apenas alienam, distraem o povo dos problemas nacionais, enquanto nossa valorosa Polícia Federal recebe 27 vezes menos. Caberá aos nossos deputados, senadores e membros atuantes da sociedade cobrarem o fim da Lei Rouanet e o devido encaminhamento de todas essas verbas para a saúde, se- gurança e educação, pois qualquer país civilizado só investe em cultura após esses três setores básicos estarem atendendo a população. (19/05) MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES Jornalista Graça Salgueiro A nota que deixei foi essa: “Se o senhor quer mesmo a retomada do crescimento do Brasil, duas coisas se impõem com URGÊNCIA: fechar as tornei- ras do BNDES para Cuba e outras ditadu- ras comunistas, e pedir uma AUDITORIA no BNDES, porque desse órgão saíram BI- LHÕES para serviços que ninguém sabe em Cuba, Venezuela, Bolívia e republique- tas africanas dirigidas por notórios dita- dores e constam como contas “secretas”. Isto está errado, é crime porque NÓS, o po- vo brasileiro DONO deste dinheiro, tem o DIREITO LEGÍTIMO de saber por que e onde foi gasto”. (15/05) EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO CULTURA Historiador Daniel Marques Jornalistas, radialistas e apresentadores de TV, continuam usando permanente mente, mesmo sendo da oposição (?) o termo “ditadura militar” para se referir ao proficuo regime militar ( 1964/1985), época em que o Brasil mais cresceu em seus 516 anos de História. E não há como contestar! Por quê? Estarão aparelhados e/ou recebendo pixulecos? “Foi por sonhos e obstinação que ela (Dilma) perdeu parte de sua juventude se esgueirando pelos porões da resistência à ditadura militar”- Paulo Cesar de Oliveira- O TEMPO de 24 de maio de 2016- página 19. Parece não saber o que caracteriza uma ditadura: –Partido único; ausência de eleições livres (Aqui a oposição vencia e tomava posse); grande número de mortos (em 21 anos morreram de ambos os lados, menos do que hoje em um único fim de semana); corrupção desenfreada (e hoje?); meios de comunicação controlados pelo Estado e impedimento de deixar o país. Nada disso acontecia! O Presidente Médici comparecia a jogos de futebol no Maracanã, Morumbi e Olimpico e era aclamado/aplaudido mesmo antes de ser anunciado. Hoje, Lula e Dilma são aclamados com refrões impublicáveis, quando comparecem. Fico admirado, pois V., na época da “ditadura”, frequentava os aquartelamentos de BH e ainda pedia notícias para promover os generais comandantes desta guarnição. Basta lersuascolunaspublicadasnojornalqueV.escreviaeeramenviadaspormimaseupedido. Lembra-se?Paraseredimir,deveria/poderiaapresentarumareportagemsobreovitorioso Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964, liderado por Minas Gerais, em suas revistas. Lamentável... (carta enviada à editoria de opinião em 24/05) “DITADURA”MILITAR CORONEL REFORMADO DO EXÉRCITO CLAUDIO MIGUEZ PauloCésardeOliveira,emseuartigo“Quemvaiavisarapresidenteafastada”(Opinião, 24.5), parece não saber o que caracteriza uma ditadura. O presidente Médici com- parecia a jogos de futebol e era aclamado. Hoje, Lula e Dilma são recebidos com refrões impublicáveis, quando comparecem. Fico admirado: será que o articulista mudou de ideia? Na época da “ ditadura”, frequentava os aquartelamentos de BH e pedia notícias para promover os generais comandantes. Lamentável. 26/05 ConfiançanasForçasArmadas-PesquisaIpsos 6
  7. 7. Nº 227 - Maio/2016 7 QUE PARTIDO É ESSE? P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL RESOLRESOLRESOLRESOLRESOLUÇÃO SOBRE CONJUNTURAUÇÃO SOBRE CONJUNTURAUÇÃO SOBRE CONJUNTURAUÇÃO SOBRE CONJUNTURAUÇÃO SOBRE CONJUNTURA ODiretório Nacional, ao apresentar para discussão o roteiro a seguir, convoca um Encontro Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, sob o tema Os desafios partidários para o próximo período, a ser realizado em novembro, antecedido por uma reunião ampliada do Diretório Nacional, em julho, cujas normas serão definidas pela Comissão Executiva Nacional até o final de maio. O país vive, desde o dia 12 de maio, uma nova situação política, com a recu- peração da direção do Estado pelas velhas oligarquias da política, da mídia monopo- lizada e do grande capital. Através de um golpe parlamentar, que rompeu a ordem democrática e rasgou a Constituição, as classes dominantes impuseram o afastamento provisório da presidenta Dilma Rousseff, em processo de impeachment sem base legal, marcado pela fraude e a manipulação. * * * Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação. (Extrato)... Brasília, 17 de maio de 2016 Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido no dia 17 de maio de 2016 em Brasília/DF, aprova a seguinte resolução política: Ocomandante do Exército, General Eduardo Villas Boas, reagiu com irritação à Re- solução do Diretório Nacional do PT sobre Conjuntura, aprovada a 17 de maio, em que o partido, em meio críticas à própria atuação e ao governo Dilma Rousseff, incluiu um “mea culpa” por não ter aproveitado seus 13 anos no poder para duas pro- vidências em relação às Forças Armadas: modificar o currículo das academias mi- litares e promover oficiais com “compromisso democrático e nacionalista”. “Com esse tipo de coisa, estão plantando um forte antipetismo no Exército”, dis- se o comandante ao Estado, considerando que os termos da resolução petista _ e não apenas às Forças Armadas _ “remetem para as décadas de 1960 e de 1970? e têm um tom “bolivariano”, ou seja, semelhante ao usado pelos regimes de Hugo Chávez e agora de Nicolás Maduro na Venezuela e também por outros países da América do Sul, como Bolívia e Equador. (O Globo - 19/05) A “RESOLUÇÃO DO PT” E A OPINIÃO DO GEN HELENO OVIllas Bôas se irritou com a resolução do PT. Eu achei sensacional. Mostrou o quanto eles desconhecem as Forças Armadas do país. Vivem em uma redoma ideo- lógica e se tornam incapazes de qualquer tipo de análise inteligente, haja vista a Sra Rousseff. Ficou patente o quanto estamos distantes dos objetivos traçados por eles, en- tre uma roubalheira e outra. Somos imunes a doutrinas bolivarianas, por serem incompatíveis com a democra- cia; somos avessos ao culto personalista, sobretudo quando os personagens a serem ve- nerados são venais, corruptos e pouco confiáveis. Sobre o currículo das escolas militares, não serão os especialistas em educação do PT e congêneres, que destruíram a educação no país, que vão determinar mudanças em nossos estabelecimentos de ensino. A começar pelos Colégios Militares, modelares e in- vejados e chegando às Universidades Militares, em diferentes níveis, graduação, mes- trado, doutorado e pós doutorado, seja no campo militar, seja no campo científico, não há o que modificar em nossos currículos e sim o que copiar. Primamos pela excelência, ética e absoluta ausência de preconceitos. Preserva- mos, em todas as crises, o Sistema Militar de Ensino, nosso orgulho, nosso cerne, nosso berço. Jamais seremos Forças Armadas politizadas e, muito menos petistas. Vermelhinhos, se um dia voltarem ao poder, o que espero jamais aconteça, não se atrevam a tocar nesse vespeiro. Vão se arrepender amargamente, outra vez. Brasil acima de tudo! Opinião do General Bini De acordo com o general Rômulo Bini, ex-chefe do Estado Maior de Defesa, o do- cumento expõe “total desconhecimento de como funcionam as Forças Armadas. Eles queriam militares que abaixassem a cabeça para eles, como se tivéssemos Forças Armadas bolivarianas como na Venezuela? Isso é um absurdo”. Academia. “Nas escolas militares nós ensinamos honestidade, hierarquia, discipli- na, o respeito aos mais velhos,” declarou o general Bini. Ele lembrou que uma vez a esposa do então presidente Fernando Henrique Cardoso foi à Academia Militar das Agulhas Ne- gras (AMAN) e se surpreendeu com o número de matéria da área de humanas que ensi- namos em nossas escolas desde 1961. Você tem entre as disciplinas direito constitucional, estudo da moral, filosofia, psicologia. Ela achava que nós estávamos só preparados para a guerra”, contou ele. E ironizou: “será que acham que nós ensinamos tortura?” Já o general Pimentel, Presidente do Clube Militar, emendou dizendo que “as escolas mi- litares ensinam honestidade, competência e trabalho”. Para ele, “se eles queriam en- contrar em nossos quadros oficiais socialistas para promover, com certeza não iam en- contrar de jeito nenhum e pode escrever isso com todas as letras”. PTPTPTPTPT IRRITAEXÉRCITOJornalista Eliane Cantanhêde LULA É ACUSADO DE GERENCIAR PETROLÃO Ex-presidente aparece como responsável por orientar divisão de recursos desviados da Petrobras entre partidos da base. 7
  8. 8. Adisciplina militar prestante recebeu o novo ministro da Defesa com as continências devidas, tropa em forma, armas apresentadas, guarda-bandeira engalanada e esperança de bom entendimento a ser construído entre a política partidária de momento e os eternos deveres mi- litares. Respeitosamente, faça-se fé para que a submissão política ora iniciada também não mur- che como as anteriores. Permanentes foram as dissonâncias funcionais que ocorreram desde a criação do ministério da Defesa. Menos importa- rão elegâncias de vãs filosofias e largas vozes de sonhos e fantasias. Mais importantes serão as artes bélicas vistas, tratadas e pelejadas pelos que realmente conhecem a dureza da vida militar. Ainda hoje, Camões o repetiria, tal como, sabia- mente, contou-nos no Lusíadas. O novo ministro certamente conhece um pequeno detalhe, muito importante a considerar, que recordou no desfile que a tropa fez em continência ao cargo que vai ser ocupado. A bandeira do Brasil não se abate em reverência a quem quer que seja. Mantém-se respeitosamente erguida com dignidade e enorme significado. Assim também são os militares brasileiros, que o novo ministroiráchefiar.Comoabandeiraquedefendemfielmente,cumpremcomdignidade a intransigente defesa da soberania nacional e o respeito à Constituição Federal. Não discutem eventuais tendências, opiniões pessoais ou pretensões políticas de momen- to. Apenas exigem que sejam respeitadas a destinação militar, a hierarquia, a disciplina e a história brasileira, muito bem representadas pela soberba dignidade da nossa bandeira sempre erguida. Será em horizonte de verdadeiro respeito mútuo que haverá sempre o pronto cumprimento de ordens a honrar integralmente a fidelidade militar ao Brasil. Morrendo, se preciso for, tal como o juramento que prestam todos os militares ao ingressarem nas Forças Armadas. UM NOVO MINISTRO DA DEFESA*Rodolpho Heggendorn Donner BERÇO DA NACIONALIDADE E DO EXÉRCITO BRASILEIRO VICTOR MEIRELLES: Batalha dos Guararapes, 1879 - Óleo sobre tela, 494,5 x 923 cm - Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes * Psicólogo e Coronel Artilharia QEMA Os comandantes militares prestam continência ao novo titular da Defesa, Ministro Raul Jungmann, a 16 de maio, na cerimônia de sua posse, no Clube da Aeronáutica (Brasília) BERÇO DA NACIONALIDADE E DO EXÉRCITO BRASILEIRO O novo ministro sabe que a expulsão dos holandeses pelas forças militares do Im- pério Português, em 1649, deixou-nos um primeiro exemplo de brasilidade a ser respei- tado eternamente. A vitória declarou que es- te solo a nós pertence, ao povo que aqui apor- tou e que fez desta terra um país de liberda- de,independentecommuitosacrifício.ABata- lha dos Guararapes ainda hoje é reverencia- da em 19 de abril, Dia do Exército Brasileiro. Aquela manifestação guerreira de brasilida- de,festejadapeloExército,deixabemclaroque não se tentem outras destinações, submissões ou junções a terras estranhas. Tais intromis- sões enfrentarão a ira de militares muito cons- cientes de seus deveres e um Exército que há séculos mantém os mesmos princípios e res- peita os mesmos valores do solo brasileiro. Os militares verdadeiros, sejam eles soldados ou marechais, em qualquer parte da Terra, hoje e no tempo, igualam-se em muitos aspectos. Aprendem o momento de calar, ainda que pensando diferentemente. Tornam-se fiéis combatentes se respeita- dos e bem comandados. Sabem identificar por ações e por poucas palavras tanto os que merecem respeito quanto os que tentam falsificar destinações militares. Nunca se desmereça o silêncio dos militares julgando-os submissos, pois sabem muito bem identificar o momento de aceitar ou negar, calar ou falar, confiar ou desmerecer. Veneram as lembranças do passado, seus momentos de luto e de vi- tória. Ofensa será tentar proibir que chorem seus mortos ou que comemorem suas vitórias. Que não se enganem os que bem não conhecem o Exército Brasileiro, julgando-o ao sabor de momentos políticos. O Exército de Caxias continua o mesmo no tempo e nos valores militares. Não é prudente disso duvidar. Ao General Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército Com satisfação, apresentamos a VExa. o movimento sinfônico ”A Batalha dos Guarara- pes”, de autoria do compositor mineiro Cláudio Moller de Freitas. Trata-se de signi- ficativo tema, que possa talvez ser executado em solenidades militares, particularmente a do Dia do Exército. Assim é que solicitamos a vossa apreciação e possível encaminhamento de tal proposta ao comandante do Exército. Maiores detalhes sobre a obra poderão ser en- contrados no Jornal Inconfidência nº 226, tal como abaixo apresentado. Paraouviramúsicacliqueabaixo:https://soundcloud.com/claudio-de-freitas/batalha-dos-guararapes Atenciosamente, Reynaldo De Biasi Silva Rocha - Cel Presidente do Grupo Inconfidência MOVIMENTO SINFÔNICO “A BATALHA DOS GUARARAPES” Segundo a coluna “Radar” do Jornal Folha de São Paulo, a presidente afastada Dilma Rousseff perdeu o direito de usar helicópteros da FAB: A petista solicitou um helicóptero para se deslo- car do Palácio da Alvorada até a Base Aérea, de onde embarcaria para a capital mineira. AAeronáuticanegouopedido,porentenderque Dilma tem direito apenas ao uso de um avião da FAB. Dilma também solicitou uma comitiva para acompanhá-la na viagem, e o pedido foi negado pela Presidência da República. Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita, nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos ou- tros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável, sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas. Semperdãoafamíliaadoece.Operdãoéaassepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma, nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença. FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO... SEM HELICÓPTERO! Papa Francisco 8Nº 227 - Maio/2016 8
  9. 9. *Aileda de Mattos Oliveira *Professora Universitária, ESG/2010 Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008 Vice-presidente da Academia Brasileira de Defesa. ailedamo@gmail.com Cultura adquire-se com Educação de qualidade, portanto, é inútil um Ministério específico ou uma Secretaria para os mes- mos fins. O que nos falta é uma bem-elaborada Lei de Diretrizes e Bases da Educação, vol- tada para os campos humanístico e cientí- fico-tecnológico; a cultura é consequência. Só a adquirimos, aprimorando o intelecto, o que parece não ser o ponto forte dos pri- vilegiados sócios do Ministério da Cul- tura, que permuta o dinheiro público por apoio político. De outro modo, não re- cuariam diante daqueles que autoprocla- mam “culturais” espetáculos de nível du- vidoso, ou mesmo, sem nível. Os grandes intérpretes do cenário teatral já se foram. Punham a alma na vivência das personagens de clássicos dramaturgos. Era teatro de peso! Os do cenário musical valorizavam a melodia, sem a corrupção das palavras que trans- mitiam o estado de espírito do compositor. Nunca soubemos que fossem beneficiá- rios dos cofres do Estado. Ambas as cate- gorias faziam sucesso. O teatro lotava; os auditórios, também. Lotavam, porque havia seriedade no trabalho profissional; lotavam, porque cada um exercia o seu mister com devoção. Dinheiro não compra cultura nem transforma atores em modelares intérpre- tes; nem funkeiros, nem os que dedilham o violão enganador, nem os que berram e pulam do alto de trios elétricos, em can- tores e músicos. Hoje, alocam-se, no meio artístico, os que fazem dele solução para seus pro- blemas, à custa do contribuinte. É sim- ples. Os órgãos ditos culturais lhes repas- sam a verba desejada, subtraída dos tribu- tos que deveriam ser aplicados em servi- ços para a coletividade. Mas a montagem do espetáculo está garantida; o engajamen- to político, também. RECUO TEMEROSO Fonte milagrosa é a Lei Rouanet que libera verbas aos achegados do partido, que, durante treze nefastos anos, fez a apologia à ignorância, à ausência de valores, à incompetência, à falta de cultura. O contribuinte é vítima de dupla extorsão, por via da mancomunação do governo com a classe artística. Sobre ele recaem todas as despesas, mas irá ao gui- chê se quiser assistir à encenação, ape- sar de já tê-la pago, com a verba repassa- da, sem o seu consentimento. Não há re- torno aos cofres públicos, por se aninhar nos bolsos de quem solicitou a verba o to- tal da bilheteria. Ao cessar a sangria do dinheiro que não lhes custa trabalho, apenas cinismo em pedi-lo, manifestam-se como funcionários públicos com direitos adquiridos. As sandi- ces que disseram e as cusparadas ‘cultu- rais’ foram provas do intercâmbio do gover- no petista, com os membros perpétuos da ribalta e da confraria musical. Fonte milagrosa é a Lei Rouanet que libera verbas aos achegados do partido, que, durante treze nefastos anos, fez a apo- logia à ignorância, à ausência de valores, à incompetência, à falta de cultura. Lamentamos que o governo recém- instalado tenha recuado na decisão de ex- terminar um Ministério que esbanja dinhei- ro para os apadrinhados da classe, dita ar- tística. Se Temer mostra-se complacente com os órfãos da Rouanet, que almejam serem alimentados, indefinidamente, com o dinhei- ro da Nação, e com os despersonalizados que trocaram o Brasil por outro país, exibin- do cartaz para olhos estrangeiros, quantas deferências fará, então, frente às outras exi- gências de uma esquerda velhaca? O que são alguns milhões para esses governantes desde que os pastoreados ar- tistas sejam intérpretes, como mandava o roteiro petista, das mentiras de seus gover- nos despudoradamente corruptos, ou do atual, claudicante nas decisões? LIVROSLIVROSLIVROSLIVROSLIVROS OCoronel Raposo, do alto dos seus 94 anos bem vividos, é daqueles homens que idealizam, planejam e executam. Como militar participou de momentos importan- tes da História do Brasil, tendo, inclusi- ve, atuado como oficial de artilharia nos campos de batalha da Itália, na Campa- nha da Força Expedicionária Brasileira, du- rante a Segunda Guerra Mundial. Durante o governo militar recebeu a incumbência de planejar e ajudar a organizar três novas estruturas de governo: a Polícia Federal, a Polícia do Distrito Federal e o Ser- viço Nacional de Informações. Na Polícia Federal exerceu o cargo de chefe de gabinete do diretor do Departa- mento com o objetivo de dar forma à nova instituição, que por um longo período teve militares no comando dentre eles o Gene- ral Rio Grandino Kruel (junho de 64 a feve- reiro 65), seu primeiro diretor geral. O Cel Raposo entendia que a Polícia Federal de- veria caminhar, após a sua criação, pelos próprios pés e sempre defendeu a posição de que o órgão deveria ser comandado pelos seus Delegados de carreira. Mudaram os tempos, democrati- zou-se o país e, uma nova constituição, a de 1988, manteve a estrutura básica da Po- lícia Federal, que passou a exercer, tam- bém, com exclusividade, as atribuições de Polícia Judiciária da União. A história da instituição Polícia Fe- deral vem sendo escrita pelo trabalho pro- fissional de seu corpo de servidores. Mui- tos deles derramaram o seu sangue e deram Uma encenação teatral, com os atores nus de quatro no palco, imagem esclarecedora da cultura no Brasil As mulheres do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil e do então governador Jacques Wagner da Bahia, se beijando lesbicamente com a concordância do petista. POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL Para adquiri-lo, acesse: www.averdadesufocada.com.br Esse livro poderá ser adquirido por R$ 25,00 no CEBRES - Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos - Av. Marechal Câmara, 233 Bloco A - 2º Andar - Comando da Aeronáutica - Centro - Rio de Janeiro/RJ 20.020-080 e também pelo telefone (21) 2510-3238 (das 13:00 às 17:00 hs / Angela) as suas vidas em defesa da sociedade e do país. A partir do governo do Presidente Fer- nando Henrique Cardoso, o Departamento de Polícia Federal passou a ser dirigido ex- clusivamente por Delegados de Polícia Fe- deral concretizando o que fora idealizado e desejado pelo Cel. Raposo. A Polícia Federal conquistou identidade própria e respeito. Hoje, com a Operação Lava-Jato, mostra a que veio, limpando a corrupção que impregna e macula as estruturas de governo. A Polícia Federal, que nasceu com um órgão de governo, é hoje, mais do que nunca, uma instituição Repu- blicana e de Estado. Marcelo Itagiba Delegado de Polícia Federal. Coronel Vet FEB Amerino Raposo Filho nos idos de 1965 Nº 227 - Maio/2016 9
  10. 10. 8Nº 227 - Maio/2016 10 * Manoel Soriano Neto “Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” A AMAZÔNIA E A HIDRELETRICIDADE * Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com (continua) General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970) (XXVII) Cel Osmar José de Barros Ribeiro Opotencial hidrelétrico de nossa cobi- çada Amazônia é imprescindível para alavancar o desenvolvimento do País, nes- sa fase de recessão profunda em que nos encontramos. As hidrelétricas que lá se cons- troem, mormente as dos rios Xingu e Madei- ra, deveriam ser de prioridade máxima para a administração federal, o que não ocorreu, mercê, basicamente, da ação eficaz e deleté- ria do nefasto aparato ambientalista/indi- genista. A Usina Hidrelétrica de Belo Mon- te, no rio Xingu, que está prestes a atender parte significativa do Brasil, é a terceira em grandeza no mundo! Entretanto, ela não pos- sui uma grande barra- gem, como previsto no planejamento inicial, o que diminui bastante a sua capacidade gerado- ra. É que para a constru- ção foi escolhido o mo- delo “a fio d’água”, con- soante o desejo de ati- vistas como a pernicio- sa ex-ministra Marina Silva, os quais vêm alardeando que a usina irá prejudicar mais de 50.000 pessoas da re- gião (sem pesar que a energia de lá provin- da, vai beneficiar mais de 5 milhões de bra- sileiros, como, por exemplo, os moradores humildes das favelas do Rio de Janeiro). Diga-se, também, que as empresas de ener- gia foram coniventes com esse tremendo erro, pois para obter mais lucro, se opuse- ram a mudanças nos locais de trabalho de seus funcionários. Acrescente-se que a UHE de Belo Monte foi leiloada, em 2010, com baixo custo de geração energética (90% de seu capital social pertenciam ao grupo Ele- Honras fúnebres aos mortos da Intentona Comunista de 1935 Usina de Belo Monte: É preciso que se apureacorrupçãodaspropinas! VIVA O BRASIL! E o nosso amado Brasil obteve uma retumbante Vitória com o afastamento (que espe- ramos seja definitivo), da presidente que arruinou o País com a ajuda do partideco corruPTo de seu criador e líder. Mas é preciso que não ensarilhemos as armas, principalmente agora, quando conhecidos baderneiros anunciam a perpetração de atos vandálicos em todo o ter- ritório nacional e bravateiros bolivarianos, profitentes de uma solerte ideologia inter- nacionalista, materialista e ateia, nos fazem insolentes ameaças. Que o povo brasileiro não mais se iluda e que as nossas FFAA, garantes da So- berania Nacional, mantenham-se unidas e coesas, nunca olvidando a sua História, má- xime a hediondez da Intentona Comunista de 1935 e o legado de cristandade, demo- cracia e liberdade da Contrarrevolução de 1964!! Ao surgir, o Parti- do dos Trabalha- dores representou, pa- ra muitos, a esperança de uma nova era na política, onde a ética seria a tônica e a preocupação com os pobres e os desva- lidos, uma constante. Embalados pela demagogia de um líder surgido das lutas sindicais, a maioria dos eleitores brasilei- ros esqueceu a origem das correntes for- madoras do partido e, tendo a esperança de novos tempos vencido o medo do des- conhecido, deu-lhe voto e poder. E o PT cresceu, elegeu parlamentares, presi- dentes e, ao final, considerava ter con- dições de tornar-se hegemônico. E assim foi por longos treze anos. Enquanto a propaganda mar- telava, dia após dia, que nunca antes nesse País fora consegui- do isso e aquilo, o prestígio do guru petista crescia e sua fama, transbordando as fronteiras na- cionais, levava-o a ser visto co- mo "o cara" até pelo presidente da maior democracia mundial. Porém, nos bastidores, era tramada a subordinação do País a uma entidade espúria, de cará- ter internacionalista, sob a égide do Partido Comunista Cubano, o Foro de São Paulo, empenhado emtransformarasAméricasCen- traledoSulemterritóriodomina- do pela ideologia comunista. Contando com o petróleo vene- zuelano a preços subsidiados e empréstimos brasileiros a juros de pai para filho, foram eleitos governos de esquerda em um bom número de paí- ses. Tais empréstimos, sabemos hoje, comportavam "pixulecos" para os parti- dos da chamada base aliada, além de enriquecer seus próceres e os donos da- quelas empresas escolhidas para se tor- narem "campeãs nacionais". Para tornar legal o Foro de São Paulo, foi criada a União das Nações Sul Americanas (UNASUL). Estava em mar- cha batida a transformação da América Ibérica em um bloco comunista. Mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. E um belo dia, partindo da investigação sobre um doleiro em Bra- sília, eclodiu a Operação Lava Jato. A ação destemida de um juiz de primeira instância, coadjuvado por equipes de procuradores e de policiais federais, fez RECORDANDO A VERDADE Ao surgir, o Partido dos Trabalhadores representou, para muitos, a esperança de uma nova era na política, onde a ética seria a tônica e a preocupação com os pobres e os desvalidos, uma constante. ruir o castelo de cartas tão cuidadosa- mente montado. E na esteira das revela- ções, foi sendo desnudado o assalto às instituições promovido pelo PT e seus asseclas de vários partidos. Em tal quadro, de pouco valeram o aparelhamento da administração pública, as alianças com governantes de esquer- da ao redor do globo, a destruição da eco- nomia na busca do poder, os favores feitos às nações "bolivarianas" ou o apoio dos supostos movimentos sociais, pois o povo, independentemente de par- tido, classe social ou cor da pele, foi às ruas nos grandes, médios e pequenos centros urbanos, exigindo a saída da quadrilha que se assenhoreara do poder. Sobreveio o impedimento de uma presidente cuja ideologia explica, sem sombra de dúvida, todas as ações, dela e do seu antecessor, objetivando transfor- mar o Estado em senhor absoluto da Na- ção. Constitucionalmente substituída, busca ainda e por todos os meios recupe- rar um poder que usou de forma indevida e ao arrepio dos princípios democráticos. Hoje,adireçãodoPTlamenta,entre outras "falhas", a não modificação dos currículos das academias militares e a não promoção de oficiais "com com- promisso democrático e nacionalista", um insulto às Forças Armadas, pois po- ria em dúvida a formação e o compro- misso dos militares para com a Nação. Foram treze longos e sofridos anos mas a verdade foi, finalmente, revelada. O Foro de São Paulo, está empenhado em transformar as Américas Central e do Sul em território dominado pela ideologia comunista. trobras e a fundos de pensão). Como acorda- do no dito leilão, a usina poderá destinar 30% de sua geração ao mercado livre, pe- la venda de energia mais cara do que a li- citada, o que muito favorecerá a sua ges- tão. Entretanto, com a compra da sobra de energia por empresas distribuidoras, os consumidores pagarão pela elevação do preço; usinas menores, como as de San- to Antônio e Jirau, no rio Madeira, não estão contempladas com esse tipo de ne- gócio. Ainda com relação à matriz energética nacional: a queda do preço do petróleo e a quebra da Petrobras, hoje alvo da Opera- ção Lava-Jato, e que arca com uma dívida de 506 bilhões de re- ais (!), não podendo sequer dar conta de ao menos 30% da ex- ploração do pré-sal, como foi acertado, põem em sério risco esta nossa descoberta estratégica, que foi considerada um “bilhete premiado” para a nação brasileira. Lastimavelmente, em face das ações criminosas praticadas pelos go- vernos petistas, chegamos a uma situação de possível e indesejável desnacionalização (mesmo que parcial) do pré-sal brasileiro, com a participação de petroleiras aliení- genas. Assim, a Petrobras vem acelerada- mente diminuindo de tamanho e abando- nando várias áreas de atuação, como a do setor elétrico, com a venda de termelétricas e seus respectivos gasodutos .... NR: A Usina de Belo Monte deve ter gerado mais propinas do que hidreletricidade.
  11. 11. Nº 227 - Maio/2016 11 Quero aqui com muito respeito e sau- dade lembrar desse grande compa- nheiro que foi o Tenente Dalvaro de Oli- veira. Para falar de nossa amizade é neces- sário voltarmos ao ano de 1942, quando a guerra se desenrolava no norte da Áfri- ca e nós, aqui no Brasil, já colocávamos as nossas “barbas de molho”. Nessa altura o Brasil acordava do sono eterno e sentia o perigo rondando o nosso litoral nordestino, abandonado. Foi então que nossas Forças Armadas resolveram deslocar tropas para guar- necer todo o litoral nordestino e a ilha de Fernando de Noronha, fortifican- do esses pontos estratégicos do nos- so litoral. Em 27 de maio de 1942 o Ministro da Guerra determinou que o 2º Grupo do 8º RAM (Regimento de Artilharia Montada), com sede em Pouso Alegre, onde eu servia como soldado voluntá- rio, deixasse sua sede, seguisse com destino ao Rio de Janeiro e estacionas- se provisoriamente, onde ficaria aguar- dando ordem de embarque para o lito- ral paraibano. No inicio de agosto, o 2 º/ 8º RAM já se achava aquartelado no 1º Grupo de Obuses, hoje denominado Grupo Monte Bastione. Foi nessa época que fiquei conhecendo o soldado Dalvaro de Oliveira. Ele fazia parte de duas ba- terias de artilharia que tinha como desti- no a cidade de Olinda, onde iria for- mar o 7º Regimento de Artilharia de Dor- so. Em poucos dias Dalvaro e eu nos tornamos grandes amigos, dormimos no piso do quartel, sob uma esteira, ten- do como travesseiro o saco de campa- nha. Lembro-me que combinamos de nos encontrar no Recife, quando lá chegás- semos. O 1º GO se encontrava superlotado de tropas, vindas de vários Estados, to- dos com destino ao nordeste. Certo dia o boletim publicou que o nosso 2º/8º RAM deveria embarcar no navio Baependi. Nossa tropa ficou alegre em saber que iríamos sair daquele sufoco em que estáva- A FEB NA SEGUNDA GRANDE GUERRA*João Lopes Lambert 'In memoriam' do 1º Tenente de Artilharia da FEB Dalvaro José de Oliveira mos no Grupo de Obuses. Mas logo veio uma contraordem informando que as duas baterias de artilharia seguiriam em nosso lugar. A bateria onde estava Dalvaro de Oli- veira embarcou então no navio Itagiba e a outra bateria, de Comando, embarcou no Baependi. Os navios zarparam do cais do por- to no dia 13 de agosto, a tropa saiu do quar- tel para embarque todos alegres e can- tando. No dia 15 de agosto, por volta das 19 horas, o Baependi foi atingindo por dois torpedos, lançados pelo submarino ale- mão U507, do comandante Schocht. Este terrível naufrágio levou para o fundo do mar 50 tripulantes e 250 passageiros, en- tre estes, cerca de 200 militares da bateria de artilharia, inclusive o Comandante Ma- jor Laudelico de Albuquerque Lima. O Exército brasileiro começou ali a sofrer os horrores da 2ª guerra. No dia 17 de agosto, logo após o naufrágio do Baependi, foi a vez do Itagiba, que nave- gava calmamente nas alturas da ilha de Tinhoré, nas costas da Bahia. O Itagiba foi torpedeado pelo mesmo submarino U507, do comandante Schocht. Mais uma catástrofe com mortos e feridos, mas Dalvaro se salvou, sendo recolhido por um barco pesquei- ro. Mais de 180 pessoas esta- vam a bordo do Itagiba. Muitos morreram. No mesmo dia foi torpedeado o na- vio Arará, que, no momento, recolhia so- breviventes do Itagiba. Na mesma semana foram torpedea- dos os navios Araraguara e Anibal Bené- volo. Foram grandes as nossas perdas em embarcações e vidas preciosas, e des- se modo registrou-se grande clamor público. Assim, em 22 de agosto o Presidente Getú- lio Vargas declarou guerra ao Eixo. Antes houve a proi- bição de partida de navio isolado, permitindo-se apenas com a formação de comboio. O meu Grupo, o 2º/8º RAM, no dia 17 de setembro, deslocou-se do quartel do 1º GO para bor- do do navio Afonso Pena, onde ficou ancorado no meio da baía de Guana- bara. Na manhã do dia 5 de outubro o comboio era composto por 17 navios, todos com tropa e material, com destino ao nordeste, sendo capitaneado pelo navio Almirante Alexandrino e escolta- do por um cruzador, dois destroyers e duas lanchas caça minas, todos da es- quadra americana. Às 8 horas da ma- nhã do mesmo dia deslocou-se em com- boio naval militar rumo à cidade do Re- cife. Este foi o primeiro comboio reali- zado em operações de guerra no Brasil com a missão de furar o bloqueio dos submarinos alemães, que infestavam as nossas costas. Esta viagem, para todos que dela participavam, não foi destituída de emo- ções. O navio Afonso Pena se desgarrou uma vez do comboio e em outra ficou atra- sado, em virtude de desarranjo nas má- quinas. Ficamos à mercê do inimigo que, traiçoeiro, afundou diversos dos nossos navios. No dia 12 de outubro, finalmente chegamos ao Recife, onde, casualmen- te, encontrei com alguns sobreviven- tes do Baependi. Um gaúcho, cujo nome não me lembro mais, me contou muita coisa a respeito do torpedeamento. O navio Afonso Pena que trans- portou meu Grupo, o 2º/8º RAM, até o Recife prosseguiu viagem à Belém do Pará. Na volta, fazendo parte de um com- boio, e por motivos desconhecidos, desgarrou-se e foi também torpedea- do. Nele perdemos o 2º Sargento Ber- tolucci e o Cabo Longuinho, sendo que o Cabo Dinho conseguiu sobreviver. Todos eles viajavam em retorno, com destino à cidade de Pouso Alegre, sede do 8º RAM. *2º Tenente Ex-Combatente, 94 anos, residente em Cambuí/MG Descanse em paz, meu amigo Dalvaro. Sempre lembrar-me-ei de você e daqueles dias trágicos que vivemos em agosto de 1942, quando, covardemente, perdemos muitos colegas do nosso glorioso Exército. O Sargento Lambert e seus companheiros do 2º/8º RAM Ex-pracinha brasileiro, o primeiro tenente Dalvaro José de Oliveira sobreviveu a dois naufrágios du- rante a Segunda Guerra Mundial e viu um colega ser de- vorado por um tubarão dias antes de o Brasil declarar guerra ao Eixo, em agosto de 1942. Como voluntário da FEB, embarcou para a Itália em 22 de setembro de 1944. Foi promovido a 3° Sargento e participou de quase todos os combates, inclusive o da região de Montese, considerado um dos mais sangren- tos. Recebeu diversas condecorações, até do V Exército Americano. Ex-presidente da Associação Nacional dos Vete- ranos da FEB (Anvfeb), Dalvaro foi personagem em uma série de obras e trabalhos que resgataram a participação do Brasil no mais abrangente conflito da História. Faleceu a 2 de fevereiro, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. DALVARO JOSÉ DE OLIVEIRA NR: Foram torpedeados pelos submarinos do Eixo: 7 navios da Marinha de Guerra, deixando 224 mortos e 31 navios da Marinha Mercante com 971 mortos.
  12. 12. 8Nº 227 - Maio/2016 12 * TEN CEL PMERJ * Luiz Felipe Schittini * Ernesto Caruso *Coronel, Administrador, Membro da AHMTB Ainternet tem o DNA do Grito do Ipi- ranga, da Proclamação da República, da liberdade dos escravos, da expulsão dos invasores desta terra de Santa Cruz. Marcas singulares da formação da nacio- nalidade mestiça do povo pacífico, par- tícipe dos acontecimentos, muitas das vezes no embalo da motivação orques- trada por fontes específicas sob o norte dos seus interesses. A internet ampliou o número de ca- deiras de bares e botequins, colocou na grande sala de estar poltronas e sofás sem gravidade, flutuando no espaço, com gen- te, muita gente conversando, debatendo as questões, ouvindo, pesquisando, falan- do, escrevendo, se identificando e funda- mentalmente, opinando. O espaço dos ambientes se expan- diu ao infinito, as poltronas das cabecei- ras estão soltas, livres para quem desejar ocupá-las, a moderna távola redonda vir- tual, sem dono da verdade. A cadeira prin- cipal e o púl- pito estão dis- poníveis sem- pre. Nas mãos, nos bolsos, nas bolsas, poucos centímetros, cinco, seis po- legadas na dia- gonal. Arma de elevado poder de comunica- ção eletrônica, imediata, cuja munição se re- carrega com som e imagem — o telefone ce- lular — ao alcance das gentes de todas as idades. Assim, a internet e o celular rompe- ram barreiras e cortaram os grilhões que submetiam as sociedades ainda que de- mocráticas a uma imprensa livre, múlti- pla, mas não no tamanho, na intensidade e na velocidade que transformam o mun- do na mesa de bar, na sala de estar, no banco da praça. Essa mudança ficou patente no combate à corrupção no pós mensalão. Se o poder internet - celular estivesse no ápice quando do seu julgamento, o lulo- petismo teria expirado naquela oportuni- dade, nem o crime de organização crimi- nosa seria anulado na prorrogação da Ação Penal 470, em benefício dos petistas condenados José Dirceu, José Genoíno... A imprensa escrita e os livros vive- ram a fase de esplendor, reinaram e condu- ziram a História. O rádio e a televisão incre- mentaram os meios de comunicação e con- tribuíram na efetivação de eventos de re- percussão nacional, cada um a seu tempo. VITÓRIA DA INTERNET! Internet, Liberdade, Liberdade A internet tem o DNA do Grito do Ipiranga, da Proclamação da República, da liberdade dos escravos, da expulsão dos invasores desta terra de Santa Cruz. Para não ir muito longe, do mar de lama a envolver Getúlio Vargas que o levou ao suicídio em 1954, o movimento cívico- militar de 1964, guerrilha e terrorismo nas décadas de 60/70, o movimento pelas elei- ções diretas 1983/84, impeachment de FernandoCollorem1992,eleiçãodoLulaem 2002, condenação no mensalão do PT em 2013, com destaque para o ministro Joaquim Barbosa, manifestações populares, escân- dalo das divulgações torpes com a partici- pação de Lula, Dilma e outros da cúpula petista 2014 e 2015, culminando no proces- so de impeachment da Dilma em 2016. Já ultrapassadas a fase de autoriza- ção pela Câmara dos Deputados por expres- sivo resultado de 367 votos contra 137, por mais de 2/3 dos seus representantes e que no dia 11 de maio, a "presidenta" Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para ser processada pelo Senado, conforme rele- vantes 55 votos a favor e 22 contra, também por mais de 2/3 dos senadores. A comparar a influência de parti- dos, organizações sociais integrantes dos movimentos sindicais e estudantil, CUT, UNE, imprensa pró e contra, nos episódios passados, com destaque para os comícios dos partidos como fonte de impulsão e embasamento popular; ca- ras pintadas no impeachment do Collor. Caracterizado pela unanimidade con- tra a corrupção. Diferente no caso impeachment da Dilma, sem os comícios, sem partidos, sem CUT, sem UNE, só função da pressão popu- lar, do movimento e grito das ruas. Sem a unanimidade, pois o petismo e a esquerda do mote "os fins justificam os meios" se encontram no mesmo caminho. Vitória da internet ajudada pelo te- lefone celular! Que não vai parar contra os corruptos e esquerdopatas. Curtir, com- partilhar, atitude. Rebater os tais "forma- dores de opinião" saudosistas do Muro de Berlin, filhotes de Stalin. Nesses treze anos de poder o “lulapetis- mo” nos deixou legados tão maléficos, que o atual e futuros governos terão que envidar esforços sobre humanos, com o in- tuito de minimizá-los e quiçá, aboli-los defi- nitivamente da nossa história. Usando de um popularismo torpe; de uma irresponsa- bilidade fiscal e econômica; intimidando a população e as instituições, através de seus movimentos sociais (UNE, CUT, MST, MTST dentre outros) regiamente pagos com dinheiro público e de um fascismo operário e sindicalista, o PT deu como pre- sente ao povo brasileiro, a seguinte herança maldita: I - Pela 1ª vez na história nacional, a divisão da sociedade, entre “nós” e “eles”. II - Uma política externa desfavorável ao comércio brasileiro, privilegiando países bolivianos e ditaduras africanas, simpati- zantes do novo socialismo do século XXI, um “eufemismo” do comunismo. III - Uma vio- lência crescente acar- retando 60.000 homi- cídios por ano, ultra- passando países que estão passando por guerras civis sectá- rias, e alvo de ações terroristas. IV - A triste marca de 1º lugar no consumo mundial de crack e 2º no de co- caína. V - Afrouxamento doloso em nos- sas fronteiras permitindo diuturnamente a entrada de armas e drogas. Isso decor- re de que os principais países envolvidos (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Nicará- gua e Cuba) são aliados ideologicamen- te do PT e pertencentes ao Foro de São Paulo. VI - Aparelhamento do Estado Brasi- leiro com 100.000 cargos comissionados, pondo de lado o concurso e a meritocracia. VII - Um grau de corrupção jamais visto, envolvendo políticos, agentes públi- cos, diretores de estatais e empresários ligados à empreiteiras. VIII - Um rombo fiscal de bilhões de reais nas contas públicas, face a má gestão, obras faraônicas, na Copa do Mundo e Olimpíadas, corrupção e empréstimos “ge- nerosos” para países aliados ideologica- mente. Cabe uma AUDITORIA afim de ve- rificar quantos bilhões de reais foram envolvidos no esquema acima, quais as OS TREZE MALDITOS LEGADOS DO PT Nesses treze anos de poder o “lulapetismo” nos deixou legados tão maléficos, que o atual e futuros governos terão que envidar esforços sobre humanos, com o intuito de minimizá-los e quiçá, aboli-los definitivamente da nossa história. nações envolvidas e quando pagarão as suas dívidas? IX - Rombo nos fundos de pensão da Petrobrás, dos Correios, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, colocando em risco os salários dos seus segurados. X - Destruição de uma geração de jovens acarretando um desemprego de mais de onze milhões de pessoas. Não podemos olvidar que ele é um dos principais gerado- res da violência e da criminalidade. XI - Desvio doloso de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento So- cial (BNDES), com emprego em obras no exterior, onde Lula no cargo de presiden- te e fora dele, era o principal “garoto de pro- paganda” das empreiteiras. Várias obras de infraestrutura deixaram de ser realiza- das no Brasil, em decorrência desses atos criminosos. XII-UmaquedavertiginosadoProdu- to Interno Bruto (PIB), recessão, desacelera- ção da economia e in- flação beirando os dois dígitos. XIII - Total di- minuição da credibi- lidade de investidores nacionais e estrangei- ros, face a um governo mentiroso, aliciador de votos através de programas sociais, incom- petente e extremamente corrupto. OPTdizquefarádetudoparainfernizar o novo governo. Sempre foi um partido anarquista, de confrontos, invasões de ter- ras e bloqueios de vias públicas. Votou con- tra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. A presidente afastada Dilma Roussef cometeu as seguintes irregularidades: pe- daladas fiscais; decretos orçamentários sem previsão de receita; contas públicas rejeita- das pelo Tribunal de Contas da União; obs- trução da justiça (proteção a Lula e tentati- va de calar o ex diretor da Petrobrás Nestor Cerveró) e acusações de espionagem do Presidente Temer, Ministro do STF Luis Bar- roso e do Juiz Sérgio Moro. Será que isso não basta para o impeachment? Nos EUA por bem menos, Nixon foi afastado da presidên- cia por espionagem (caso Watergate). Por- tanto o impeachment não se trata de golpe. O PT utiliza a tática de Joseph Goebbels, ministro da Alemanha Nazista de Hitler: "De tanto se repetir uma mentira , ela se torna verdade". A presidente afastada Dillma Rousseff cometeu as seguintes irregularidades: pedaladas fiscais; decretos orçamentários sem previsão de receitas; contas públicas rejeitadas pelo TCU; obstrução da Justiça e acusação de espionagem. Nos EUA por bem menos Nixon foi afastado da presidência por espionagem.
  13. 13. Nº 227 - Maio/2016 13 CLUBE DE AERONÁUTICA * Luís Mauro Ferreira Gomes * Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa, Vice-Presidente do Clube de Aeronáutica e do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Membro Efetivo do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. EMBARAÇOS IMPOSTOS AO GOVERNO TEMER É preciso alguém ser muito ingênuo para não ver que, tanto a cassação do Deputado Eduardo Cunha pelo STF quanto as referidas delações destinaram-se a desestabilizar o Governo em exercício e a facilitar um desastroso retorno da presidente. Desde que o Senado afastou a presiden- te Dilma, o Governo Temer enfrentou dificuldades, a maioria criada artificialmen- te, que poderiam esvaziar, pelo menos para certas parcelas dos brasileiros, aquele que deveria ser o fato mais importante do início da administração: a aprovação, pelo Con- gresso, da mudança da meta fiscal para o ano de 2016. Vamos referir-nos a algu- mas delas. • A ausência de mulhe- res e outras minorias entre os Ministros anunciados Não podemos esquecer que Temer ainda não está con- firmado, definitivamente, no car- go, e tem importantes medidas a serem adotadas imediatamente, que dependem de aprovação do Congresso. Está claro que aque- le foi o ministério, possível dian- te da referida necessidade de apoio parlamentar para as refor- mas imperiosas e, principalmen- te, para a obtenção dos 54 votos de Senadores exigidos para a aprovação do impeachment. Verdadeiramente, quem indicou os ministros formam os “caci- ques” dos partidos políticos que apoiam o Governo, majoritariamente, construídos de homens. Não há por que cobrar-se dele tal ausência, a não ser que a intenção seja desestabilizá-lo. • A incorporação do Ministério da Cultura ao Ministério da Educação Trata-se de medida muito razoável que, simplesmente, voltava ao que havia sido. Dela somente reclamaram alguns “ar- tistas” esquerdistas que, apesar de pou- cos, são muito barulhentos. Mesmo esses e a imprensa que lhes deu eco não estavam preocupados com a Cultura, cuja importân- cia não está em ter um ministério exclusivo, mas nas Políticas a ela dedicadas, que, até agora, vinham sendo equivocadas e poli- tizadas. Verdadeiramente, só se interessam por inviabilizar o Governo em exercício, temerosos que estão de perder a “boqui- nha”, tão facilmente conquistada com a Lei Rouanet e a cumplicidade do Ministério, cuja existência tanto defendem. Prova disso é que, mesmo depois que o Presi- dente desistiu da incorporação e decidiu manter o “status” de ministério da pasta (medida inútil, pois nada os faria mudar de opinião), eles continuaram com a baderna, mantendo a ocupação dos pré- dios do Ministério da Cultura em que se haviam instalado, constantemente a en- toar: “fora Temer!” e outras palavras de ordem semelhantes. • Nomeação do Ministro da Defesa e da Secretária de Direitos Humanos A nomeação de um suplente de De- putado Federal por um partido comunista para o Ministério da Defesa, repetindo o ato de desapreço do governo petista pelas Forças Armadas, e a designação de uma Procuradora hostil e comprometida com as ideias mais radicais da ideologia do gover- no afastado, para a Secretaria de Direitos Humanos, muito contrariaram todos os mi- litares, com exceção daqueles, que, por dever de ofício, não podem manifestar seus verdadeiros sentimentos e têm de convi- ver com essas figuras, para assegurar o funcionamento normal de suas institui- ções. Ao contrário, porém, de outros, os militares compreendem que este não é o momento para cobranças do atual Gover- no, e, mesmo os que já estão na inatividade, abstiveram-se de maiores manifestações públicas, expressando seu desconforto, apenas, inter pares. • Campanha desestabilizadora pe- los meios de comunicação A começar pelo Deputado Eduardo Cunha, a quem nunca esquecem, deflagra- ram nova campanha com o objetivo de lhe suprimirem os direitos garantidos pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. As manchetes de todos os jornais e noticiários de televisão propalaram: “Mesmo afasta- do, Eduardo Cunha gasta mais de quinhen- tos mil Reais da Câmara por mês”. “Quinhentos mil Réis” mensais é muito pouco diante do bem que o Deputado Eduardo Cunha proporcionou ao Brasil. Ele fez, sozinho, muito mais do que todos esses políticos que se diziam de oposição, mas lhe pediam – e ainda pedem – a cabeça, enquan- to esqueciam Renan Calheiros, então ligado aDilma.Nãoforaele,atéhoje,provavelmen- te, não teria sido votada, na Câmara, a ad- missibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Talvez, nem mesmo, o pedido tivesse sido acolhido. Além disso, não vi ninguém expres- sar preocupação semelhante com os gas- tos astronômicos, relativos às mordomi- as da presidente, afastada pelo mal que tanto nos fez, usadas para subverter a or- dem democrática e obstruir a Justiça no julgamento do seu impedimento. Nosso maior problema não é, con- tudo, a corrupção, mas a ideologia a ela associada. Extingui-la é, virtualmente, im- possível, mas não diremos que, sem a ideo- logia, que dela se serve e a realimente, ela seria aceitável, senão, que, seguramente, estaria em nível suportável. Se os ministros-comissários do STF não tivessem promovido a cassação branca do mandato do Deputado Eduardo Cunha, ele seria uma peça importante para a aprova- ção dos projetos do Governo na Câmara. Nelson Motta disse, em seu artigo Nina e Caminha em Brasília, de 10 de agosto de 2012: Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: “Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu1 . Poderíamos inspirar-nos no ilustre brasileiro e dizer: Eduardo Cunha tem to- dos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito he- roico: “Eu salvei o Brasil do PT e de Dil- ma”. Pelo menos, por enquanto. O resto depende de nós. Quanto às delações premiadas de Sér- gio Machado que envolvem Senadores do PMDB, pelo que se vê até agora, pode-se dizer que, tudo indica, foram ilegais e feitas por encomenda. Ilegais e por encomenda, porque feitas sem autorização judicial e sem que o gravador as tivesse produzido para defender-se dos gravados. Ao contrário, deles pedia ajuda e tentava forçar respostas comprometedoras. É preciso alguém ser muito ingênuo para não ver que, tanto a cassação do De- putado Eduardo Cunha pelo STF quanto as referidas delações destinaram-se a deses- tabilizar o Governo em exercício e a facilitar um desastroso retorno da presidente. Con- firma-o os momentos escolhidos para o vazamento das gravações. Retorno desastroso, porquanto ela não teria mais condições de governar, e a sociedade não aceitaria sua volta, que serviria, somente, para mergulhar o País em um caos ainda maior, o que poderia ensejar a tentativa insana de convulsio- nar-se o País para a imposição de um golpe de Estado e a implantação de uma ditadura populista de esquerda ou, pelo menos, forçar novo sufrágio para uma irrealista eleição de Luiz Inácio. A providência mais importante que nos cabe neste momento é desmontar todo o aparelhamento feito pelo PT, o que compreende, a destruição ou, pelo me- nos, a neutralização desse partido nefas- to, de sua base aliada, dos militantes de esquerda infiltrados em todas as instân- cias do Estado, dos movimentos ditos sociais, do Foro de São Paulo, dos gover- nos dos países bolivarianos e das ONG de esquerda que nos infestam. Na atual situação, devemos evi- tar qualquer constrangimento desneces- sário ao Governo Temer, apoiá-lo, asse- gurando, no Congresso, a aprovação das medidas saneadoras indispensáveis, e, so- bretudo, impedir, a qualquer custo, a vol- ta da presidente ao cargo do qual está afas- tada. Para tanto, é indispensável conhe- cermos bem todas as forças em ação para que possamos aproveitar, ao máximo as nossas possibilidades e defender-nos da- quelas do universo antagônico. A quem interessa fogo amigo? Como já dissemos muitas vezes, não é preciso ser Sun Tzu, nem mesmo tê- lo lido, para saber que quem não é capaz de identificar amigos e inimigos perderá todas as guerras. IMPORTANTE 1. Além disso, não vi ninguém expressar preocupação semelhante com os gastos astronômicos,relativosàs mordomias da presidente, afastada pelo mal que tanto nos fez, usadas para subverter a ordem democrática e obstruir a Justiça no julgamento do seu impedimento. 2. Como já dissemos muitas vezes, não é preciso ser Sun Tzu, nem mesmo tê-lo lido, para saber que quem não é capaz de identificar amigos e inimigos perderá todas as guerras. 1 - MOTTA, Nelson. Nina e Caminha em Brasília. O Estado de São Paulo, 10 ago 2012. Opinião, p. A8. QUE HORROR! UM MINISTÉRIO SEM MULHERES!

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