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  1. 1. TREINAMENTO DE MESÁRIOS ACESSIBILIDADEDicas de relacionamento com as pessoas com deficiência 1
  2. 2. PRIMEIRAS DICAS Uma pessoa comdeficiência não é uma pessoa doente! A deficiência somente Sempre que quiser ajudar, pergunte impõe, em casos qual é a melhor maneira de proceder. específicos, a necessidade de adaptações. Não se ofenda se a oferta for recusada, pois nem sempre ela é necessária. Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência. Trate-as conforme a sua idade: se for uma criança, trate-a como uma criança; se for um adulto, trate-a como um adulto. 2
  3. 3. TIPOS DE DEFICIÊNCIA Engloba vários tipos de limitações motoras, como Deficiência Física paraplegia, tetraplegia, paralisia cerebral e amputação. Limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, queDeficiência Intelectual aparecem nas habilidades conceituais, sociais e práticas, antes dos 18 anos. 3
  4. 4. TIPOS DE DEFICIÊNCIA Redução ou ausência da capacidade de ouvirDeficiência Auditiva determinados sons em diferentes graus de intensidade. Redução ou ausência total daDeficiência Visual visão, podendo ser dividida em baixa visão ou cegueira. 4
  5. 5. TIPOS DE DEFICIÊNCIA Deficiência única, que apresenta a perda da visão e da Surdocegueira audição concomitantemente em diferentes graus. Associação de duas ou maisDeficiência Múltipla deficiências. Ex.: deficiência intelectual associada a deficiência física. 5
  6. 6. DEFICIÊNCIA FÍSICA⇒Não se apóie na cadeira de rodas. Isso pode lhe causar incômodo.⇒Use palavras como “correr” e “andar” naturalmente. Elas tambémutilizam esses termos. ⇒Nunca movimente a cadeira de rodas sem pedir permissão. ⇒Para uma conversa prolongada, sente-se para ficar no mesmo nível de seu olhar. ⇒Se acompanhar uma pessoa que anda devagar, acompanhe seu ritmo. 6
  7. 7. DEFICIÊNCIA VISUAL⇒Utilize naturalmente termos como “cego”, “ver” e “olhar”.⇒Ao conversar com uma pessoa cega, não é necessário falas mais alto,a menos que ela o solicite.⇒Ao conduzi-la, ofereça seu braço (cotovelo)para que ela segure. Não agarre-a ou puxe pelobraço ou pela bengala.⇒Ao explicar uma direção, indique distância epontos de referência com clareza: “tantosmetros à direita, à esquerda”. Evite “por aqui”e “por ali”.⇒Informe sobre obstáculos, como degraus. 7
  8. 8. DEFICIÊNCIA VISUAL⇒Quando passar por lugares estreitos, como portas e corredores,posicione seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa segui-lo. ⇒Sempre que se ausentar, informe-a, para que não fique falando sozinha. ⇒O cão-guia nunca deve ser distraído de seu dever. Evite brincar com ele, pois a segurança de uma pessoa pode depender do alerta e da concentração do cão. 8
  9. 9. DEFICIÊNCIA AUDITIVA⇒Fale pausadamente, mantendo contatovisual, pois se desviar o olhar, poderáentender que a conversa acabou.⇒Não grite, fale com tom de voz normal, anão ser que lhe peçam para falar mais alto.⇒Se tiver dificuldade para entendê-lo, não tenha receiode pedir que repita.⇒Pessoas surdas se comunicam de maneiraessencialmente visual e pela Língua de Sinais. Para iniciaruma conversa, acene ou toque levemente em seu ombroou braço. 9
  10. 10. DEFICIÊNCIA AUDITIVA⇒Quando o surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamentecom a pessoa surda, não com o intérprete.⇒Se necessário, comunique-se por meio da escrita. Ou faça mímicas egestos que possam identificar o que você quer dizer.⇒Fale articuladamente, movimentando bem os lábios, evitando colocarobjetos ou a própria mão na boca, para não atrapalhar a leitura labial.⇒Não é correto o termo surdo-mudo. A pessoa surda “fala” em sua línguaprópria, a língua de sinais. Entretanto, a terapia fonoaudiológica podecolaborar para o desenvolvimento da fala oral. 10
  11. 11. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL⇒A pessoa com deficiência (déficit) intelectualdeve ser tratada com respeito e dignidade, assimcomo qualquer cidadão gostaria de ser tratado.⇒Não tenha receio de orientá-los, quandoperceber situação duvidosa ou inadequada;necessitam de orientação clara.⇒Não reforce ou incentive atitudes e falas infantis,elogios desnecessários no diminutivo, como se conversassecom uma criança (lindinho, fofinho, etc.). Se for criança,trate-a como criança; se for adolescente, trate-o comoadolescente; se adulto, trate-o como tal. 11
  12. 12. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL⇒Não subestime sua inteligência. Elas têm umtempo diferenciado de aprendizado e podemadquirir muitas habilidades e conhecimentos.Ofereça informações em linguagem objetiva, com sentenças curtas e simples. ⇒Compreendem normalmente a sua realidade. Valorize suas potencialidades e não supervalorize suas dificuldades. 12
  13. 13. DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA E SURDOCEGUEIRA SurdocegueiraDeficiência Múltipla ⇒Pergunte como se comunicar ao seu guia-intérprete ou acompanhante.⇒Observe-a ou pergunte aquem a acompanha. ⇒Ao se aproximar, toque-a levemente nas mãos, para sinalizar⇒O relacionamento se que está a seu lado.estabelece de acordo com asorientações já elencadas nos ⇒Alguns surdocegos comunicam-seitens anteriores. colocando a mão em seu maxilar, para sentir a vibração do som que você está emitindo. 13
  14. 14. MITOS E VERDADES MITO: todas as pessoas com deficiência intelectual são sociáveis e sorridentes. VERDADE: as pessoas com deficiênciaintelectual, assim como as demais pessoas, têm sua personalidade própria, que independe de sua deficiência. MITO: toda pessoa com deficiência visual tem habilidades para música. VERDADE: as habilidades para a música e outros tipos de arte dependem exclusivamente do interesse, empenho e oportunidade pessoal, e não estão necessariamente ligadas ao tipo de deficiência. 14
  15. 15. MITOS E VERDADES MITO: toda pessoa com paralisia cerebral possui um atraso no desenvolvimento cognitivo.VERDADE: muitas vezes, elas possuem dificuldades de comunicação que são interpretadas erroneamente como atraso cognitivo. MITO: todo surdo é mudo! VERDADE: a língua de sinais também é uma língua. Sendo assim, de maneira geral, o surdo não fala oralmente, mas “fala” em sinais. Entretanto, o fonoaudiólogo pode ajudá-lo a desenvolver também a fala oral. 15
  16. 16. TERMINOLOGIAS PORTADOR (A) ??? Devemos ficar atentos à evolução histórica dos termos: “portador de deficiência” “pessoa portadora de deficiência” “portador de necessidades especiais” Não são mais utilizados! A pessoa só “porta” algo que ela pode deixar de portar. Porexemplo, não dizemos que uma pessoa “é portadora de olhos verdes”, dizemos que ela “tem olhos verdes”. 16
  17. 17. TERMINOLOGIAS PESSOA COM DEFICIÊNCIA !!!Todas as pessoas constróem sua identidade a partir dos muitos papéis quedesempenham socialmente (homens, mulheres, trabalhadores, estudantes,esportistas, religiosos, etc.) e também de algumas características pessoais (loiros ou morenos, magros ou gordos, usar óculos ou não). Ter deficiência é apenas uma de suas características. Assim, a pessoa não é deficiente, ela “tem uma deficiência”. 17
  18. 18. TERMINOLOGIASOs movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, já convencionaram de que forma preferem ser chamados: PESSOA COM DEFICIÊNCIAEsse termo faz parte do texto aprovado pela Convenção Internacionalpara Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência, aprovado pela Assembléia Geral da ONU, em 2006, e ratificada no Brasil em julho de 2008. 18

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