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Liberalismo Teológico - Seitas e Heresias

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Estudo de número 7 da série sobre Seitas e Heresias, ministrada na Igreja Batista de Poxim, Canavieiras-BA. Compilado pelo Pr. Luan Almeida.

Published in: Spiritual
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Liberalismo Teológico - Seitas e Heresias

  1. 1. LIBERALISMO TEOLÓGICO
  2. 2. “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.” Isaías 40.8
  3. 3. LIBERALISMO TEOLÓGICO • O liberalismo na igreja, qualquer que seja o julgamento que não é mais meramente um assunto acadêmico. Não é mais simplesmente um assunto relegado aos seminários teológicos ou universidades. Pelo contrário, seu ataque aos fundamentos da fé cristã está sendo conduzido vigorosamente através de “lições” de Escola Dominical, do púlpito, e da
  4. 4. LIBERALISMO TEOLÓGICO • O liberalismo teológico tenta esvaziar a Escritura, desacreditando sua veracidade, negando, assim, sua inerrância. Onde ele chega, mata a igreja. O liberalismo teológico coloca a razão acima das Escrituras. Há muitas igrejas mortas na Europa, na América do Norte e também no Brasil em função do liberalismo teológico.
  5. 5. O liberalismo é um sistema complexo, individualista e que não se ajusta a nenhum outro sistema ou dogma, afirmando uma racionalidade humana em detrimento da soberania divina. Os liberais defendem a absoluta liberdade de expressão, uma ampla democracia política e uma expressiva tolerância religiosa para que haja um pleno desenvolvimento de suas ideias.
  6. 6. LIBERALISMO TEOLÓGICO • Teologia liberal (ou liberalismo teológico) é um movimento teológico final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. Ainda hoje, um autor que não reconhece a autoridade final da Bíblia em termos de fé e doutrina é denominado, pelo protestantismo ortodoxo, de "teólogo liberal".
  7. 7. LIBERALISMO TEOLÓGICO • Também chamado de modernismo e em outras vezes de neoprotestantismo, foi uma ramificação da teologia alemã que surgiu depois do iluminismo, pelo qual foi produzido, opondo-se a ortodoxia cristã, enfatizando que a Bíblia contém a Palavra de Deus e dessa forma seus teólogos, em sua maioria, rejeitam a revelação das Escrituras e o sobrenatural que há nela. “Na teologia, o liberalismo é um sistema unificado” - (SCHAEFFER, 2010, p. 113)
  8. 8. HISTÓRIA
  9. 9. PRINCIPAIS NOMES • Oficialmente, a teologia liberal se iniciou, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher (1768-1834), o qual negava a autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo. Ele não deixou uma só doutrina bíblica sem contestação. Para ele, o que valia era o sentimento humano: Se a pessoa "sentia" a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo.
  10. 10. PRINCIPAIS NOMES • Meio século depois de Schleiermecher, outro teólogo questionou a autoridade Bíblica, Albrecht Ritschl (falecido em 1889). Para Ritschl, a experiência individual vale mais que a revelação escrita. Assim, pregava que Jesus só era considerado Filho de Deus porque muitos assim o criam, mas na verdade era apenas um grande gênio religioso. Negou sistematicamente a satisfação de Cristo pelos pecados da humanidade, pregava que a entrada no Reino de Deus se dava pela prática da caridade e da comunhão entre as pessoas, não pela fé em
  11. 11. PRINCIPAIS NOMES • Ernst Troeschl (falecido em 1923) foi outro destacado defensor do liberalismo teológico. Segundo ele, o cristianismo era apenas mais uma religião entre tantas outras, e Deus se revelava em todas, sendo apenas que o cristianismo fora o ápice da revelação. Dessa forma, tal como Schleiermacher, defendia a salvação de não-cristãos, por essa alegada "revelação de Deus" em outras
  12. 12. O LIBERALISMO SURGE NO SEGUINTE CONTEXTO:
  13. 13. HISTÓRIA • No mundo cristão, a partir do final do século 16, a filosofia, que era considerada serva da teologia, se expandiu para além dos limites do pensamento aristotélico e da Bíblia – em parte devido à ciência natural e em parte fruto de reflexões de pensadores como René Descartes (1596-1650).
  14. 14. HISTÓRIA • O progresso da ciência, especialmente devido à obra de Isaac Newton (1642- 1727), a partir da publicação, em 1687, de seus Principia Mathematica (Princípios de Matemática), fez com que muitos homens se convencessem do poder da razão e da necessidade de todas as coisas serem testadas por ela, inclusive aquelas relacionadas à área da consciência ou do espírito, que, até então, se pensava serem inacessíveis à razão.
  15. 15. HISTÓRIA • No período que marca a virada do século 16 para o 17, alguns teólogos começaram a atacar o calvinismo, através do uso da razão. Houve uma sensível mudança no comportamento da sociedade cristã em face da influência do racionalismo. • O racionalismo dava ênfase principalmente a dois pontos: (1) liberdade e dignidade, e (2) investigação científica. Os principais filósofos racionalistas da época foram: O judeu holandês Baruch Spinoza (1632-1677) e o matemático alemão Gottfried Leibniz (1646-1716) no Continente Europeu, e, na Inglaterra, John Locke
  16. 16. HISTÓRIA • o racionalismo provocou graves e perturbadoras consequências na vida da igreja, dentre as quais o ateísmo, o declínio da fé e o enfraquecimento da vida religiosa. No campo teológico-eclesiástico, a teologia racionalista tendeu a modificar, e até mesmo destruir, as ortodoxias confessionais protestantes. Os teólogos racionalistas defendiam a tese de que a bondade em Deus não poderia diferir em essência da bondade no homem e, por conseguinte, Deus não poderia fazer o que se registra na Escritura, pois para o homem seria imoral. Tais ideias levaram ao surgimento do deísmo.
  17. 17. HISTÓRIA • O deísmo teve início na Inglaterra na primeira metade do século 17, no seio de um grupo de escritores de tendência racionalista, alguns dos quais, discípulos de John Locke. • Não durou muito, indo até o século 18, contudo, foi o estopim de outros movimentos de reação à ortodoxia protestante, em especial na França, Alemanha e Estados Unidos. Dentre os deístas ingleses destaca-se, especialmente, John Toland (1670-1722), defensor do princípio da lei natural.
  18. 18. HISTÓRIA • O movimento deísta surgiu como uma reação à ideia de que o conhecimento teológico somente poderia ser adquirido através do ensino da Igreja ou da revelação pessoal de Deus, por intermédio do Espírito Santo, sob a alegação de que há uma religião natural, um conhecimento religioso inato em todas as pessoas, ou que pode ser obtido pelo uso da razão. Seu propósito era estabelecer uma religião ao mesmo
  19. 19. HISTÓRIA • Para os deístas, Deus não se envolve mais com o mundo que ele mesmo criou. Cristo foi apenas um mestre e, como tal, não deveria ser cultuado. Os deístas criam também que a ética e a piedade eram as virtudes que necessitavam ser desenvolvidas, como culto perene a Deus, sendo a Bíblia um manual eminentemente
  20. 20. RESUMO DO DEÍSMO • 1) tudo que é reconhecido além e acima da razão é crença sem prova; • 2) os piores inimigos da humanidade são os que têm mantido as criaturas na superstição: os sacerdotes, por exemplo; • 3) tudo o que é de valor na revelação já foi dado aos homens na religião natural racional, daí o cristianismo ser tão antigo quanto a criação; • 4) tudo o que é obscuro, ou está acima da razão, na assim chamada revelação, é superstição e não tem valor; • 5) os milagres não são prova real da revelação, pois, ou são supérfluos, explicados à luz da razão, ou são um insulto à perfeita obra de um Criador, que pôs este mundo a girar segundo as mais perfeitas leis mecânicas e não interfere no seu funcionamento.
  21. 21. HISTÓRIA • O deísmo não ficou restrito à Inglaterra, mas migrou para a França, a Alemanha e especialmente as colônias inglesas na América, que, em 1776, obtiveram sua independência, como Estados Unidos da América. Dentre os líderes do movimento de independência, alguns eram declaradamente deístas, como Benjamin Franklin (1706-1790), Thomas Jefferson (1743-1826) e Thomas Paine (1737-1809). Este último, com seu livro Age of Reason (Idade da Razão, 1794-1796),
  22. 22. ILUMINISMO • Iluminismo é o nome do movimento cultural, social e religioso que se desenvolveu na Europa no período que vai da Revolução Inglesa (1688) até a Revolução Francesa (1789), ou seja, cerca de 100 anos. Em 1784, o filósofo alemão Immanuel Kant, ao responder a uma pergunta sobre o que era o iluminismo, disse que era a chegada do homem à maturidade, ou seja, ao estágio em que o homem pensa por si mesmo, sem a tutela de autoridades externas, tais como a Bíblia e o
  23. 23. ILUMINISMO • O pleno desenvolvimento do iluminismo ocorreu na França, onde houve o culto da razão, ou seja, a razão humana passou a dominar acima de tudo e de todos. Essa postura enfaticamente racional gerou uma forte oposição a todas as atividades e instituições que não fossem meramente racionais, como a Igreja. A Revolução Francesa, considerada o maior movimento social dos tempos modernos, foi altamente influenciada pelo iluminismo e colocou em dúvida os dogmas da religião cristã, em
  24. 24. ILUMINISMO • Uma figura de destaque foi François-Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido como Voltaire, colaborador da Enciclopédia e autor de vários tratados na área da filosofia. Voltaire professava um teísmo baseado na ordem e na realidade do mundo, e pregava a tolerância para todas as religiões, exceto para a oficial. • Não menos importante que Voltaire foi Jean- Jacques Rousseau (1712-1778), autor do Contrato Social, que tanto influenciou os chamados Pais Fundadores da Independência Americana. Rousseau repudiou a doutrina cristã
  25. 25. “Todo homem é nobre por natureza. Ele nasceu livre, mas em todos os lugares se acha em cadeias. Sua escravidão deve-se à corrupção da sociedade, para a qual a religião deve arcar com boa dose da culpa.[...] Assim, as crianças devem ser criadas fora da
  26. 26. ILUMINISMO • O fundador do iluminismo na Alemanha foi Christian Wolff, responsável pela divulgação do racionalismo de Leibniz. Foi no Sacro Império Germânico que a teologia iluminista alcançou o seu maior desenvolvimento, em especial o deísmo de Locke, através das obras de Hermann Reimarus (1694-1768) e Moses Mendelssohn (1729-1786).
  27. 27. ILUMINISMO • Reimarus é considerado o precursor, no âmbito da teologia histórica, do tema do Jesus Histórico, através do livro Apologia dos Adoradores Racionais de Deus, no qual retratou Jesus como um pregador simples da Galileia, cujo ensinamento moral se misturou com a política e a escatologia, e que morreu desiludido, tendo procurado em vão estabelecer o reino de Deus na Terra. Disse ainda que o cristianismo se baseia nas alegações fraudulentas da ressurreição e da segunda vinda de Cristo, que
  28. 28. MODERNISMO • Um outro movimento influenciador do liberalismo teológico é o modernismo. Surgiu na Alemanha no século XIX, iniciado por Immanuel Kant. • Segundo Kant, o cristianismo, embora seja uma expressão da religião natural não é a religião verdadeira, pois a verdadeira religião, sendo natural e universal, não pode ser fundada por qualquer
  29. 29. INFLUENCIADORES • Foi grande o impacto da obra de Kant no desenvolvimento posterior da teologia. Alguns teólogos, o seguiram, tentando basear a religião nos valores morais. Outros divergiram em alguns aspectos, como Schleiermacher. • O luterano Friedrich Schleiermacher (1768-1834) é talvez o mais influente teólogo alemão do século 19, sendo considerado o fundador da moderna teologia protestante. Sua maior “contribuição” foi o livro “A fé cristã”, onde ele conceitua a religião da seguinte forma:
  30. 30. INFLUENCIADORES “O Absoluto está em tudo. Deus está, por conseguinte, em Seu mundo. O homem é em si mesmo [...] um microcosmo, um reflexo do universo. Em contraste com o que é universal, absoluto e eterno, sente-se finito, limitado e temporário – numa palavra, dependente. Esse sentido de dependência é a base de toda religião. Lançar uma ponte sobre o abismo entre o universal e o finito, pôr o homem em harmonia com Deus, eis o alvo de todas as religiões [...]. Portanto, as religiões não devem ser divididas em falsas e verdadeiras, mas quanto aos seus relativos graus de eficiência. Todos os progressos da religião na história
  31. 31. INFLUENCIADORES • Schleiermacher fez as seguintes afirmações a respeito de Deus: • 1) Deus e o mundo são, em última análise, idênticos; • 2) Deus e o conceito natural são um; • 3) Deus é a única substância indivisível. • No que se refere à Trindade Santa, ele diz: “O Filho e o Espírito são simplesmente formas de revelação desta substância. O Espírito Santo é identificado como o espírito público que aviva a comunhão dos crentes”. Assim, o teólogo alemão se aproximou da heresia sabelianista ou
  32. 32. INFLUENCIADORES • Influenciado pelo romantismo da época, Schleiermacher rejeitou a ideia do diabo ou de espíritos maus. Assim, as histórias do Éden não devem ser interpretadas como historicamente verdadeiras, mas devem ser vistas como expressões válidas da consciência de Deus e não devem ser ignoradas, mas vistas como “alegorias”. • Ele negava a doutrina do pecado, o nascimento virginal de Jesus e sua morte expiatória, dizendo que a obra de Jesus (sofrimento, morte e
  33. 33. INFLUENCIADORES • Outro influenciador foi Albrecht Ritschl (1822- 1889). Este, negou ou reinterpretou as seguintes doutrinas tradicionais: trindade, igreja, reino de Deus, revelação, pecado original e encarnação. Para ele, a salvação se dava pelo entendimento da vontade de Deus e a prática de boas, a divindade de Cristo era figurada e se caracterizava unicamente pela unidade de sua vontade com Deus, configurando uma espécie de monotelismo. • O discípulo mais importante da escola de Ritschl
  34. 34. INFLUENCIADORES • Numa série de conferências realizadas em Berlim em 1900, compiladas e publicadas com o título O que é o Cristianismo, 1900, Harnack procurou apresentar um sumário do que ele considerava a essência do evangelho. • O miolo da mensagem de Jesus é o reino de Deus, e os cristãos devem seguir o exemplo de Jesus de uma “retidão superior” governada pela lei do amor, que existe independente do culto religioso. • Assim, ele passou a considerar os escritos de
  35. 35. INFLUENCIADORES • Outros colaboradores históricos são Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) e os idealistas, que apesar de não atacarem a teologia ortodoxa, contribuiu para o pensamento da Escola de Crítica Bíblica, de Ferdinand Christian Baur (1792-1860), que concluiu que somente as Cartas aos Romanos, Coríntios e Gálatas eram genuinamente de Paulo, renegando todo o resto do N.T., acusando-o de não ter sido escrito pelos discípulos, mas pelos partidários de Jesus, Pedro, Paulo e João.
  36. 36. INFLUENCIADORES • Outro membro da esquerda hegeliana foi David Friedrich Strauss (1808-1874), que, influenciado por Reimarus e pelos ensinos da escola de Tübingen, considerou o Evangelho de João como não tendo sido escrito no século I, mas posteriormente, por um de seus discípulos. • Em “A Vida de Jesus Criticamente Examinada”, 1836, considerou os milagres bíblicos atribuídos a Jesus como impossíveis, justificando-os através da ideia de mito, que teriam sido escritos pelo século II para encaixar Jesus como o messias
  37. 37. INFLUENCIADORES • Para ele, Jesus existiu, mas o Cristo é um mito, criado pela igreja do primeiro século. Seus conceitos tem influenciado seitas esotéricas modernas como a Nova Era. • O que se observa, é que desde o racionalismo, até o romantismo, a tentativa de se adaptar o cristianismo a filosofia e o pensamento em vigor, descaracterizou a religião cristã em face do que sempre foi no decorrer
  38. 38. LIBERALISMO O pensamento liberal pode ser resumido da seguinte forma: 1. O caráter de Deus é de puro amor, sem padrões morais. Todos os homens são seus filhos e o pecado não separa ninguém do amor de Deus. A paternidade de Deus e a filiação divina são universais. 2. Existe uma centelha divina em cada pessoa. Portanto, o homem, no íntimo, é bom, e só precisa de encorajamento para fazer o que é certo. 3. Jesus Cristo é Salvador somente no sentido em que ele é o exemplo perfeito do homem. Ele é Deus somente no sentido de que tinha consciência perfeita e plena de Deus. Era um homem normal, não nasceu de uma virgem, não realizou milagres, não ressuscitou dos mortos.
  39. 39. LIBERALISMO 4. O cristianismo só é diferente das demais religiões quantitativamente e não qualitativamente. Ou seja, todas as religiões são boas e levam à Deus; o cristianismo é apenas a melhor delas. 5. A Bíblia não é o registro infalível e inspirado da revelação divina, mas o testamento escrito da religião que os judeus e os cristãos praticavam. Ela não fala de Deus, mas do que estes criam sobre ele. 6. A doutrina ou declarações proposicionais, como as que encontramos nos credos e confissões da Igreja, não são básicas para o cristianismo, visto que o que molda e forma a religião é a experiência, e não a revelação. A única coisa permanente no cristianismo, e que serve de geração a
  40. 40. LIBERAIS X FUNDAMENTALISTAS • As grandes batalhas causadas pelo liberalismo foram travadas dentro das grandes denominações históricas. Muitos pastores que haviam saído dos EUA no intuito de se pós-graduarem nas grandes universidades teológicas da Europa, especificamente na Alemanha, em que a teologia liberal abraçava as teorias destrutivas da Alta Crítica produzida pelo racionalismo humanista, acabaram retornando para os EUA completamente descrentes nos fundamentos do cristianismo histórico. Os liberais, devido à tolerância inicial dos fiéis para com a sã doutrina, tiveram tempo de fermentar as grandes denominações e conseguiram tomar para si os grandes seminários, rádios e igrejas, de modo que não sobrou outra alternativa para grande parte dos fundamentalistas senão sair
  41. 41. LIBERAIS X TRADICIONALISTAS • Daí surgiram os Batistas Regulares (que formaram a Associação Geral das Igrejas Batistas Regulares, em 1932), os Batistas Independentes, as Igrejas Bíblicas, as Igrejas Cristãs Evangélicas, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (em 1936, que mudou seu nome para Igreja Presbiteriana Ortodoxa), a Igreja Presbiteriana Bíblica (em 1938), a Associação Batista Conservadora dos Estados Unidos (em 1947), as Igrejas Fundamentalistas Independentes dos Estados Unidos (em 1930) e muitas outras
  42. 42. A DEFESA DOS FUNDAMENTALISTAS 1) A Bíblia é literalmente verdadeira. Associada a este princípio é a crença de que a Bíblia é infalível, isto é, sem erro e livre de contradições. 2) O nascimento virginal e a divindade de Cristo. Os fundamentalistas acreditam que Jesus nasceu da Virgem Maria, foi concebido pelo Espírito Santo e era e é o Filho de Deus, plenamente
  43. 43. LIBERAIS X TRADICIONAIS 3) A expiação substitutiva de Jesus Cristo na cruz. O Fundamentalismo ensina que a salvação é obtida somente através da graça de Deus mediante a fé na crucificação de Cristo para os pecados da humanidade. 4) A ressurreição corporal de Jesus. No terceiro dia após a sua crucificação, Jesus ressuscitou dos mortos e agora está assentado à direita de Deus Pai. 5) A autenticidade dos milagres de Jesus como registrados nas Escrituras e a literal segunda vinda
  44. 44. LIBERAIS X TRADICIONAIS Hoje o liberalismo ainda tem força nos seminários e instituições tradicionais, através dos estudos de homens como Rudolf Bultmann, Paul Tillich e na neo- ortodoxia de Karl Bart*, no feminismo evangélico, teologia gay e setores da TMI. Atualmente, tem ganhado força dentro da Igreja Católica e setores carismáticos. Ainda é sensível em muitos pregadores, cantores gospel e influenciadores de opinião. É um perigo a ser evitado por qualquer cristão genuíno, devido a sua
  45. 45. LIBERAIS X TRADICIONAIS
  46. 46. CARACTERÍSTICAS DO LIBERALISMO 1- É receptivo à ciência, às artes e estudos humanos contemporâneos. Procura a verdade onde quer que se encontre. Para o liberalismo não existe a descontinuidade entre a verdade humana e a verdade do cristianismo, a disjunção entre a razão e a revelação. A verdade deve ser encontrada na experiência guiada mais pela razão do que pela tradição e autoridade e mostra mais
  47. 47. CARACTERÍSTICAS DO LIBERALISMO 2- Tem-se mostrado simpatia para com o uso dos cânones da historiografia para interpretar os textos sagrados. A Bíblia é considerada documento humano, cuja validade principal está em registrar a experiência de pessoas abertas para a presença de Deus. Sua tarefa contínua é interpretar a Bíblia, à luz de uma cosmovisão contemporânea e da melhor pesquisa histórica, e, ao mesmo tempo, interpretar a sociedade, à luz da narrativa
  48. 48. CARACTERÍSTICAS DO LIBERALISMO 3 - Os liberais ressaltam as implicações éticas do cristianismo. O cristianismo não é um dogma a ser crido, mas um modo de viver e conviver, um caminho de vida. Mostraram-se inclinados a ter uma visão otimista da mudança e acreditar que o mal é mais uma ignorância. Por ter vários atributos até divergentes, o liberal causa alergia para uns, e para outros é motivo de certa satisfação, por ser considerado portador de uma mente aberta para o
  49. 49. LIBERALISMO NO BRASIL A entrada do liberalismo no Brasil remonta ao segundo decênio do século XX, quando a Imprensa Metodista editou Pontos Principais da Fé Cristã, livro que nega a doutrina da expiação. Depois surgiram inúmeras obras modernistas, inclusive Religião Cristã, traduzida do italiano pelos reverendos, Dr. Alexandre Orechia e Matatias Gomes dos Santos.
  50. 50. LIBERALISMO NO BRASIL As primeiras vítimas da teologia liberal em nossa pátria, segundo o falecido reverendo Raphael Camacho, apareceram por volta de 1930, na Faculdade Evangélica de Teologia, no Rio de Janeiro. Muitos livros adotados nesse estabelecimento de ensino religioso eram modernistas, como também o eram quase todos os seus professores. Segundo Raphael Camacho, o rev. Othoniel Motta, professor de Geografia Bíblica, costumava dizer em classe: "Eu sou o pai dos hereges... Eu oro pelos mortos." O rev. Epaminondas do Amaral, professor de
  51. 51. LIBERALISMO NO BRASIL O rev. Bertolaze Stela escreveu no "Estandarte", em 11/9/41, que todos os manuscritos da Bíblia foram contaminados por grandes modificações, e que não há esperança de se encontrar entre eles um texto que esteja próximo dos originais. Em "O Estandarte" de 15/9/53, este mesmo ministro escreveu: "Somente as palavras de Jesus constituem os ensinos e a religião de Cristo... a Bíblia contém a palavra de Deus." e fez suas as palavras do rev. Miguel Rizzo Jr., em A Nossa Mística: "Para uns a suprema autoridade está na Igreja (Católica Romana); para outros, nos espíritos do além (espíritas); para outros nas Escrituras (evangélicos), mas para nós está em
  52. 52. LIBERALISMO NO BRASIL Eis aqui a heresia chamada cristicismo, que desassocia Cristo da Bíblia e afirma que somente as palavras ditas por Cristo é que são inspiradas. Em 1938 os modernistas se manifestaram mais publicamente, de modo especial no seio da Igreja Presbiteriana Independente, sendo então resistidos pelos fundamentalistas, liderados pelo rev. Camacho. Travou-se acirrada luta doutrinária, luta que levou o rev. Camacho a
  53. 53. LIBERALISMO NO BRASIL Também o ex-padre Humberto Rohden, escritor, conferencista e autor de uma tradução do Novo Testamento em português, no seu livro Pelo Prestígio da Bíblia na Era Atômica, faz uma dura arremetida contra o evangelismo bíblico do Brasil e uma exposição das teorias modernistas do pastor batista norte-americano, Harry E.
  54. 54. LIBERALISMO X BÍBLIA
  55. 55. LIBERALISMO X BÍBLIA • Começaremos a responder, utilizando textos-prova, para refutar as ideias do liberalismo dentro das Escrituras, partido do pressuposto de que esta é Palavra de Deus, não “torna-se” ou “contém”. • Depois, seguiremos a lógica bíblica de J. G. Machen sobre três passos em seu livro, “Cristianismo e liberalismo”, a fim de entendermos o porquê de o liberalismo moderno (teológico) se opor ao cristianismo.
  56. 56. LIBERALISMO X BÍBLIA: ESCRITURAS • O liberalismo ensina que a Bíblia é mais um livro humano, que contém a palavra de Deus, dentro do que pode ser compreendido racionalmente (religião natural). • Dizem eles que alguns livros que compõem o N.T são pseudoepígrafos e que devem ser filtrados dentro da afirmação real do Jesus histórico. • O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; II Tm 3.16; II Pe 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada de Palavra de Deus. • A própria Bíblia reivindica a si a inspiração de Deus, pois a expressão “Assim diz o Senhor”, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus
  57. 57. LIBERALISMO X BÍBLIA: ESCRITURAS • O próprio Jesus aprova a Bíblia e faz uso dela: Ele leu-a (Lc 4.16-20); ensinou-a (Lc 24-27); chamou-a “A Palavra de Deus” (Mc 7.13) e cumpriu-a (Lc 24.44). • A imparcialidade das Escrituras: Se a Bíblia fosse um livro originado do homem, como um conto ou mito da fé, ela não poria à descoberto as faltas dele. Temos registros no N.T que põe “em cheque” qualquer noção de perfeição dos discípulos; e até mesmo momentos em que as ações de Jesus seriam consideradas coléricas por alguns, como a purificação do templo (Ex.: Lc 9.54-56; Mc 11.12-19). Tal esquema literário era inconcebível à época, onde os contos eram sempre
  58. 58. LIBERALISMO X BÍBLIA: SALVAÇÃO • Começamos com a noção de que somente a comunhão com Deus, é suficiente para que este seja salvo, independentemente do dogma ou revelação divina: • A religião natural, segundo Paulo, é incompetente e insuficiente para a salvação (Rm 1.18-23). Em verdade, ela só serve para tornar os homens indesculpáveis, por esta forma de religiosidade ser instrumento para leva- lo a idolatria, devido sua natureza pecaminosa. • O Apóstolo demonstrou em seu discurso em Atenas, a insuficiência de outras manifestações religiosas, reafirmando a existência de um único Deus Verdadeiro
  59. 59. LIBERALISMO X BÍBLIA: SALVAÇÃO • Podemos contar com a própria pregação dos profetas do A.T: Is 43.11; 45.5-6; nota-se também que a manifestação do povo de Israel, fora do padrão divino, foi punida severamente: Ex. 32.1-10. • Este é o mesmo padrão visto no Novo Testamento: Jo 17.3; At 4.12; 1 Tm 2.5. • Há somente um Deus e este requer adoração em Seus termos, como Ele mesmo se revelou. De modo que, conhece-Lo em Seu padrão revelacional constitui-se em salvação.
  60. 60. LIBERALISMO X BÍBLIA: SALVAÇÃO • Além disso, a crença em Jesus é fator imprescindível para a salvação (a fé é a manifestação da justificação – Rm 5.1): Jo 8.24; Mc 8.28-30; Mt 16.16,17. • Ademais, a salvação não se dá por um exemplo moral de abnegação. Ela é um ato legal e divino (Jo 1.12-13), não operado pelo homem, conforme fora prometido desde o Éden (Gn 3.15; Ez 36.23-
  61. 61. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • O liberalismo afirma que Jesus foi somente um homem, que morreu em vão tentando implantar um reino fracassado. Também afirma que a sua ressurreição não aconteceu, senão como uma história contada pelos discípulos. • Todavia, a Escritura nos dá provas inequívocas sobre a deidade e consciência de Jesus. • Além do seu testemunho escriturístico (Jo 1.1-3; Jo 20.28; Fp 2.5-11), temos a própria afirmação de Jesus sobre a Sua consciência
  62. 62. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Embora Ele só tenha afirmado uma vez ser o Cristo (Jo 4.25-26); vemos Ele mesmo afirmando ser o Filho do Homem. • Esta atribuição remete-se a Dn 7.13 e fala do Filho do Homem, um ser celestial em forma humana que governaria seu povo eternamente. Desde aqueles tempos, já se tinha a noção de que este era o Messias prometido, o ser celestial que apareceria no fim dos tempos para julgar a humanidade. • Jesus usa em suas falas esta atribuição, que está sempre correlata a atitudes e declarações divinas:
  63. 63. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Ele é o Senhor do Sábado (Mc 2.28); • Vem para julgar (Mt 24.27, 37-39); • Ele afirma ser o Messias, o Filho de Deus (Mc 14.61-62 – Em cumprimento do Salmo 110); • Ele fala da Sua volta, com os anjos: Mc 8.38; • Reafirma a Sua obra salvadora: Mc 10.45; Mc 8.31; • Reafirma Seu poder divino para perdoar pecados: Mc 2.10; • Isto, sem contar com a própria afirmação sobre o Seu senhorio, atribuição exclusiva de reis (que se consideravam filhos de Deus) e do próprio Javé
  64. 64. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Quanto a sua ressurreição, além do testemunho dos evangelhos (Lc 24.39), o próprio testemunho apostólico em Atos, corroboram para a veracidade do fato. Paulo, escrevendo aos Coríntios, afirma que ainda em sua época, existiam testemunhas vivas do fato: 1 Co 15.4-8. Esta passagem seria facilmente refutada pelos próprios leitores se não fosse verdadeira
  65. 65. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Se a ressurreição de Cristo não fosse real, o Cristianismo estaria baseado sobre enorme mentira ou alucinação, pois os pregadores do Evangelho nunca anunciaram a Boa-Nova sem incluir necessariamente a notícia da ressurreição corporal do Senhor. • Assim como as mortes e toda perseguição seriam sem sentido, uma vez que os discípulos, que à época de Jesus já eram céticos (Lc 24.38), logo desistiriam da crença, para não morrerem
  66. 66. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Quanto a sua existência, temos documentos extra bíblicos da época, que reforçam a existência de Jesus de Nazaré: • Públio Cornélio Tácito foi governador da Ásia, pretor, cônsul, questor, historiador romano e orador. Em seus “Anais da Roma Imperial” mencionou Cristo e os cristãos de seus dias. No ano de 64 d.C, o imperador Nero mandou incendiar Roma e colocou a culpa em cima dos cristãos. Isso culminou na primeira grande perseguição aos cristãos, que levou ao martírio milhares deles, incluindo Paulo e Pedro.
  67. 67. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Durante os três séculos seguintes, vários imperadores promoveram perseguições, inclusive com os espetáculos de circo, onde os cristãos eram atirados para serem devorados pelas feras. Porém, quanto mais eram perseguidos e martirizados, mais aumentavam em número, como bem destacou Tertuliano (séc.II): sanguis martyrum est sêmen christianorum – “o sangue dos mártires é semente para fazer novos cristãos”.
  68. 68. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Luciano de Samosata (125 – 181 d.C), satirista grego que costumava satirizar e criticar duramente os costumes e a sociedade da época. Em uma de suas obras, conhecida como A Passagem do Peregrino, ele zomba de Cristo e dos cristãos:
  69. 69. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO “Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina. (…) E o consideraram como protetor e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto (…) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma que vez que eles haviam transgredido,
  70. 70. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Flávio Josefo era um historiador judeu muito importante do século I. Sua obra mais ambiciosa recebeu o nome de Antiguidades, e nela ele contava a história do povo judeu, da criação até os seus dias. É provável que a tenha terminado em torno de 93 d.C. Por seu colaboracionismo com os romanos, Josefo era muito
  71. 71. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO • Nas Antiguidades, ele descreve como um alto sacerdote de nome Ananias aproveitou-se da morte de Festo, governador romano, que também é mencionado no Novo Testamento, para mandar matar Tiago: • “Convocou então uma reunião do Sinédrio e trouxe perante ele um homem chamado Tiago, o irmão de Jesus, chamado o Cristo, e alguns outros. Ele os acusou de transgredir a lei e condenou- os ao apedrejamento”.
  72. 72. LIBERALISMO X BÍBLIA: JESUS, O CRISTO “Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio*, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Era o Cristo*. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que ele
  73. 73. LIBERALISMO X BÍBLIA: TRINDADE • O liberalismo afirma, junto a negação da deidade de Jesus, que não existe uma Trindade. São em sua grande maioria, modalistas. • É um grande erro, tendo em vista o testemunho inequívoco das Escrituras, que afirmam a existência de três Pessoas na Trindade: João 14.26; 15.26. O batismo de Jesus em Mateus 3.16-17 e a Grande Comissão de Mateus 28.19-20 não deixam dúvidas de uma existência trinitariana, não modal ou representativa, como afirmam os
  74. 74. LIBERALISMO X BÍBLIA: TEÍSMO • O mesmo pode ser afirmado quanto ao teísmo cristão, negado pelos liberais, que abraçam o deísmo ou teísmo aberto, na crença de que “deus” deixou as coisas à sorte das leis naturais e não se relaciona ou monitora sua criação. • A Bíblia nos diz que Deus criou todas as coisas em seus mínimos detalhes (Gn 1.24) e sustém todas as coisas e se relaciona ativamente com a criação (Is 45.6-12). O mesmo é dito sobre Jesus Cristo, que além de criador é o sustentador do universo (Hb
  75. 75. LIBERALISMO NÃO É CRISTIANISMO
  76. 76. LIBERALISMO X CRISTIANISMO • John Gresham Machen identifica o liberalismo moderno como uma outra religião diferente da cristã. Ele aponta à religião cristã, os dogmas, doutrinas e a história neotestamentária como elementos fundamentais e inseparáveis caracterizadores desta Religião. Portanto, negá-los é negar todo o fundamento cristão. • Por que o liberalismo é diferente e não um ramo, interpretação ou denominação
  77. 77. LIBERALISMO X CRISTIANISMO 1. O liberalismo teológico não é cristianismo porque é inconsistente per si e/ou ilógico: Todo o cristianismo, desde os seus primórdios, se baseia na crença do Messias Prometido, que não poderia ser histórico sem ser sobrenatural (Jo 4.6-8; 25-26). 2. O liberalismo moderno não é cristianismo porque possui características imanentistas que excluem a crença no Deus transcendente e pessoal:
  78. 78. LIBERALISMO X CRISTIANISMO O liberalismo possui características panteístas, mesmo não sendo consistentemente panteísta. Sua tendência é se desfazer, em todos os lugares, da separação existente entre Deus e o mundo, e da precisa distinção entre Deus e o homem. 3. O liberalismo teológico não é cristianismo porque nega o aspecto principal do cristianismo – o dogma como elemento factual da história. O cristianismo não pode ser crido
  79. 79. CONCLUSÃO
  80. 80. CONCLUSÃO O liberalismo é um câncer que nasceu nos seminários e hoje impregna nossos púlpitos e a vida religiosa no Brasil e no mundo. É uma seita, um ateísmo religioso, um engano similar ao de Satanás no Éden (Gn 3.1,4). Ele nega: • A crença num Deus pessoal, Salvador e Transcendente; • A historicidade da Fé Cristã; • O Sobrenatural - A Ressurreição e os Milagres; • A Exclusividade de Cristo; • A Bíblia como um Livro Divino/Sobrenatural; • A Bíblia como um livro único.
  81. 81. CONCLUSÃO A consequência deste maldito movimento é apostasia. Nós não vemos pastores liberais plantadores de igrejas, promovendo o crescimento da obra de Deus muito menos experimentando um reavivamento. A Europa entrou em declínio e hoje é considerada um continente pós-cristão devido aos efeitos do liberalismo e nosso país corre sério risco de repetir tal maldição. A solução para nós é nos apegarmos ao cristianismo bíblico, que é o único que tem sobrevivido a esta onda de descrença pela qual o mundo passa, como bem afirmou Paulo a Timóteo em 2Tm 4.1-5. Conservar-se e fundamentar-se, eis nossa vitória!
  82. 82. REFERÊNCIAS: • Livro: Cristologia do Novo Testamento – Oscar Cullmann. Ed. Hagnos; • Cristianismo e Liberalismo - John Gresham Machen. Ed. Os Puritanos; • Sites: • Reflexões Teológicas – Liberalismo Teológico: http://olegadoteologico.blogspot.com.br/2014/09/liberali mo-teologico.html • Cristão Educador – O surgimento do Liberalismo Teológico: http://cristaoeducador.blogspot.com.br/2012/03/o-
  83. 83. REFERÊNCIAS: • Sola Scriptura.tt – A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica: http://solascriptura- tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/TeologiaLiberal- Liberalismo-DRaphael.htm • Teologia Brasileira – 'O liberalismo teológico não é cristianismo': A proposição de J.G. Machen contra a teologia liberal: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codi go=296
  84. 84. REFERÊNCIAS: • O Tempora o mores – O liberalismo teológico morreu?: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/09/o- liberalismo-teologico-morreu.html • Defendendo a fé cristã – O Jesus histórico: https://defendendoafecrista.wordpress.com/2016/02/22/o -jesus-historico/ • Raciocínio cristão – A ressurreição de Jesus – fato histórico ou mito religioso?: http://www.raciociniocristao.com.br/2016/05/ressurreicao- de-jesus-fato-ou-mito/
  85. 85. REFERÊNCIAS: • Profeta do Evangelho – 10 provas irrefutáveis da veracidade da Bíblia: http://profetadoevangelho.blogspot.com.br/2011/01/10- provas-irrefutaveis-da-veracidade-da_08.html • Tu porém – Colapso ou Vitalidade: Cristianismo Liberal vs Cristianismo Conservador | David T. Koyzis: http://tuporem.org.br/colapso-ou-vitalidade/ • Artigos: • Teologia Liberal – Pressupostos e perigos. Pr. Abimael Araújo Dias Filho (PDF)
  86. 86. REFERÊNCIAS: • AS RAÍZES HISTÓRICAS DO LIBERALISMO TEOLÓGICO – Fides Reformata. José Roberto da Silva Costanza: http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/re vista/VOLUME_X__2005__1/jose.pdf • O LIBERALISMO TEOLOGICO – Pr. Josias Moura de Menezes (PDF):

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