CEFET-SP
Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo
INTRODUÇÃO AO DESENHO ASSISTIDO
POR COMPUTADOR: NOÇÕES DE
DES...
d'Avila, Thais e Edson
INTRODUÇÃO AO DESENHO ASSISTIDO
POR COMPUTADOR: NOÇÕES DE
DESENHO E AUTOCAD
Apostila preparada pela...
Copyright © 2006 by d'Avila
Todos os direitos desta edição reservados aos autores
Todos os direitos reservados. Proibida a...
Sumário
Desenho Assistido Por Computador............................................................................2
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Para iniciantes em AutoCAD, apostila do CEFET.

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Apostila Auto CAD básico

  1. 1. CEFET-SP Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo INTRODUÇÃO AO DESENHO ASSISTIDO POR COMPUTADOR: NOÇÕES DE DESENHO E AUTOCAD SÃO PAULO - 2006
  2. 2. d'Avila, Thais e Edson INTRODUÇÃO AO DESENHO ASSISTIDO POR COMPUTADOR: NOÇÕES DE DESENHO E AUTOCAD Apostila preparada pela arquiteta Prof.a . Thais d'Avila e Prof. Eng. Edson d´Avila como material didático para as aulas de AutoCad. Versão Preliminar 1.0, primeira parte. Abril, 2006. e-mail: davila@cefetsp.br São Paulo - 2006
  3. 3. Copyright © 2006 by d'Avila Todos os direitos desta edição reservados aos autores Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal, cf. Lei no 6.895, de 17.12.80). Solicite autorização para utilização deste material. E-mail: davila@cefetsp.br
  4. 4. Sumário Desenho Assistido Por Computador............................................................................2 A Evolução do Desenho ..........................................................................................3 Desenho Técnico.....................................................................................................4 CAD (Computer Aided Design — Projeto Assistido por Computador) .....................4 Arquitetura ...............................................................................................................5 Breve História da Arquitetura...................................................................................5 Desenho Arquitetônico .........................................................................................5 Planta do Terreno.................................................................................................6 Planta de Situação ...............................................................................................6 Planta Baixa .........................................................................................................6 Planta Baixa, Fachadas e Cortes................................................................................7 Introdução................................................................................................................7 Planta, Elevação e Vista Lateral ..............................................................................8 Obtendo a Planta Baixa...........................................................................................9 Planta Baixa Final..................................................................................................10 Corte......................................................................................................................10 Corte longitudinal...................................................................................................10 Visão do Corte Longitudinal...................................................................................11 Corte Transversal ..................................................................................................11 Fachada.................................................................................................................12 Fachada Principal ..................................................................................................12 Fachada Secundária..............................................................................................12 Fachada da Edícula...............................................................................................12 Apresentação de um Projeto:....................................................................................13 Plantas...................................................................................................................13 AutoCad ....................................................................................................................16 O que é Autocad?..................................................................................................16 Coordenadas .........................................................................................................17 Sistemas de Posicionamento ....................................................................................18 Coordenadas .........................................................................................................18 Coordenadas cartesianas......................................................................................18 UCS — User Coordinate System...........................................................................18 Localização de Pontos na Tela Gráfica..................................................................19 Coordenadas Relativas .........................................................................................19 Coordenadas Polares ............................................................................................20 Entendendo o Autocad ..........................................................................................21 Education By Designer..............................................................................................22 Retângulo ..............................................................................................................22 Zoom Extents.........................................................................................................22 OffSet.....................................................................................................................23 Explode..................................................................................................................24
  5. 5. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 1 Usando Trim ..........................................................................................................25 Clique no ícone Trim..............................................................................................25 Inserindo o Vão da Porta .......................................................................................27 Folha da Porta .......................................................................................................27 Inserindo Janela ....................................................................................................28 Construção de uma escada...................................................................................29 Linhas de Construção............................................................................................29 Referências Bibliográficas.........................................................................................30 Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  6. 6. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 2 Desenho Assistido Por Computador Planta Baixa, Cortes e Fachadas Introdução: As técnicas para desenhar plantas, cortes e fachadas podem ser ensinadas. O contato com plantas profissionalmente produzidas e aprovadas pela prefeitura de São Paulo, e o exercício de se mover e se localizar no espaço ajudam a dar sentido ao desenho. Objetivos: Ao final desta unidade o educando deverá ser capaz de: 1. Identificar cada uma das fases de um projeto de arquitetura, e que para cada uma é desenvolvido um tipo especial de desenho. 2. Conhecer os conceitos de planta residencial unifamiliar, corte e fachada Conteúdos: Introdução ao desenho técnico Projeto de arquitetura Planta do Terreno Planta de situação Planta baixa Cortes Fachadas Estratégia: 1. Promover uma exposição mostrando folders de imóveis à venda na cidade de São Paulo, plantas profissionais aprovadas pela prefeitura. 2. Propor que os educandos fotografem fachadas de imóveis de seu interesse e desenhem as plantas, cortes e as fachadas. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  7. 7. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 3 A Evolução do Desenho O desejo de expressar idéias e emoções levou o homem a desenhar em pedras e cavernas. O registro desta arte pode ser encontrado em muitos lugares. Os desenhos das cavernas de Lascaux, na França, são exemplos notáveis. Datam de aproximadamente de 13000 a.C. e foram realizados com pigmentos naturais.1 Figura 1 Desenho encontrado nas cavernas de Lascaux (França) Com o passar do tempo os desenhos foram aprimorados. O estudo da geometria permitiu um maior domínio do desenho. Leonardo da Vinci (1452-1519) é um dos responsáveis pelos avanços na arte do desenho. Estima-se que da Vinci tenha produzido cerca de 2000 desenhos, mas apenas 600 ainda podem ser vistos. Figura 2 Projeto de uma máquina voadora de Leonardo da Vinci Fonte: Britannica 1"Pintura rupestre, Lascaux," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  8. 8. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 4 Ao representar suas idéias através do desenho, Leonardo da Vinci eternizou seu projeto que hoje conhecemos como helicóptero. Desenho Técnico A necessidade de representar os objetos com maior precisão fez surgir técnicas de desenho cada vez mais aprimoradas. O desenho técnico é uma linguagem gráfica universal que fornece detalhes indispensáveis (forma e dimensões), para compreensão do objeto representado graficamente. O Desenho Técnico permite que um objeto seja representado graficamente e interpretado com precisão por qualquer pessoa instruída na área do desenho. Vista LateralVista Frontal Vista Superior Fonte: Xavier et. al. (1983, p. 6) Figura 3 Projeção e Desenho Técnico de um Objeto CAD (Computer Aided Design — Projeto Assistido por Computador) A informática aplicada ao desenho técnico facilitou muito a vida dos profissionais do desenho. O software CAD substitui de modo eficaz e econômico a forma manual de trabalhar com desenhos e projetos. O CAD é projetado para criar e manipular desenhos técnicos e projetos. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  9. 9. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 5 A Autodesk, por exemplo, criou o AutoCad, que é hoje, a maior plataforma de CAD existente, com uma filosofia totalmente voltada para o design (concepção de um projeto ou modelo; planejamento), produtividade e compartilhamento de informações (Baldam, 1999, p. 1). Arquitetura De acordo com Houaiss (2001) o signo lingüístico arquitetura possui vários sentidos, entre eles: 1. Arte e técnica de organizar espaços e criar ambientes para abrigar os diversos tipos de atividades humanas, visando também a determinada intenção plástica. 2. Maneira pela qual são dispostas as partes ou elementos de um edifício ou de uma cidade. 3. Conjunto de princípios, normas, materiais e técnicas usado para criar o espaço arquitetônico. 4. elaboração de um empreendimento futuro; plano, projeto. Breve História da Arquitetura No século I a.C., o arquiteto e tratadista romano Marco Vitrúvio (70 - 25 a.C.) determinou as três condições básicas da arquitetura: firmitas, utilitas, venustas (resistência, funcionalidade e beleza).2 A arquitetura do século XX foi desde o princípio dominada por duas noções: a utilização funcional dos edifícios e a integração destes a um padrão urbanístico geral (Britannica, 2000). Desenho Arquitetônico 2"Arquitetura," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  10. 10. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 6 O desenho arquitetônico é o desenho técnico aplicado à arquitetura. Uma das primeiras preocupação que se tem ao projetar um espaço arquitetônico é o reconhecimento do terreno: formato, inclinação, localização, orientação (movimento aparente do sol), questões ambientais, entre outras. Planta do Terreno É a forma do terreno, com suas dimensões e curvas de níveis. Planta de Situação A planta de situação define a posição do terreno em relação ao local (ruas, passeio, recuos, postes, árvores, bueiros) bem como a orientação em relação aos pontos cardeais. Planta Baixa É uma projeção vista de cima, obtida a partir de um corte paralelo ao piso no espaço arquitetônico. Um exemplo interessante é a planta baixa do Pártenon de Atenas, templo dórico dedicado a Atena Parthenos, situado no alto da Acrópolis de Atenas. Foi construído no século V a.C. Figura 4 Fachada do Pártenon de Atenas e sua planta Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  11. 11. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 7 Planta Baixa, Fachadas e Cortes Introdução O desenho técnico é representado pelas suas projeções, resultantes da observação feita através de determinada posição. PVS - Plano Vertical Superior PVL - Plano Vertical Lateral PHA - Plano Horizontal Anterior Fonte: SENAI, 1979 Figura 5 Projeção de um objeto nos planos PVS, PVL E PHA Rebatendo-se os planos PVL e o PHA para o mesmo plano do PVS obtemos um plano único, por exemplo, a folha de desenho. Vide figura 6. Figura 6 Rebatimento de Planos Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  12. 12. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 8 Planta, Elevação e Vista Lateral No plano PVS tem-se a elevação que é projeção observada de frente. (Fachada ou Corte Transversal). No plano PHA tem-se a planta que é a projeção observada de cima. No plano PVL tem-se a projeção observada lateralmente. (Fachada ou Corte Longitudinal). Alinhamento das Projeções Figura 7 Planta, Elevação e Vista Lateral No desenho arquitetônico o conjunto de projeções se resume em: Plantas Fachadas Cortes Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  13. 13. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 9 Obtendo a Planta Baixa Planta Baixa – Passando um plano de seção, paralelo ao piso, na altura de 1,60m obtém-se a planta baixa. Figura 8 Processo de Obtenção da Planta Baixa Ao retirar-se o plano de seção com todas as partes acima do mesmo, obtém- se a visão da figura 9. A planta baixa é produto do corte de tudo o que foi interceptado pelo plano seção. Figura 9 Processo de Obtenção da Planta Baixa Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  14. 14. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 10 Planta Baixa Final Após o resultado do corte feito pelo plano de seção, deve-se cotar e nomear as dependências do espaço arquitetônico. Figura10 Processo Final para Obtenção da Planta Baixa Corte Os cortes são utilizados para mostrar partes internas do espaço arquitetônico. É obtido passando-se um plano de seção vertical, perpendicular ao piso, podemos mostrar dois cortes, um transversal e outro longitudinal, sendo que devemos passá- lo onde houver maior numero de detalhes para serem mostrados. Corte longitudinal Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br É o corte que se faz no s do comprimento da casa, geralmente é o corte de maior extensão. entido
  15. 15. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 11 Visão do Corte Longitudinal Resultante retirado o plano de seção. Corte Transversal É o corte que se faz no sentido da largura da casa, geralmente é o corte de menor extensão. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  16. 16. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 12 Fachada Para mostrar os detalhes externos de uma construção, o desenhista arquitetônico sempre apresenta desenhos de fachadas e laterais com uma certa preocupação estética. Fachada Principal Vista obtida da casa através da rua principal. Fachada Secundária Vista obtida pela observação lateral. Fachada da Edícula Vista obtida através da observação da dependência dos fundos Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  17. 17. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 13 Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br Apresentação de um Projeto: Plantas
  18. 18. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 14 Planta do Subsolo Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  19. 19. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 15 Cortes e Fachadas Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  20. 20. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 16 AutoCad O que é Autocad? O AutoCad é um software desenvolvido pela Autodesk para desenhos técnicos. Cad é a contração das palavras Computer Aided Design — Projeto auxiliado por computador. Possui uma interface gráfica que pode ser personalizada de acordo com as preferências do cadista (profissional do Cad). A entrada de dados para o desenho é realizada através do mouse e do teclado. A figura x.x apresenta a janela principal exibindo diferentes barras de ferramentas do AutoCad R.14 (Release — lançamento 14). Origem do Sistema Barra de Menu Barra de Título Linha de Status Área de Diálogo ou Linha de Comando Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  21. 21. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 17 Coordenadas A origem do sistema padrão do AutoCad está posicionada no canto inferior esquerdo da tela (0,0,0). Coordenadas Absolutas ⇒ São introduzidas via teclado, ordenadas em X, Y e Z separadas por vírgula. Pode-se trabalhar em dois D. Por exemplo: 10,10. Coordenadas Relativas Cartesianas ⇒ São utilizadas quando sabe-se o deslocamento de um ponto em relação ao ponto anterior. Identifica-se uma coordenada relativa pelo símbolo de @. Exemplo: @ 1,2. Coordenadas Polares ⇒ São Compostas pela distância entre o ponto a ser inserido e o ângulo de rotação. A distância é precedida pelo sinal de @ se for relativa ao ultimo ponto e o ângulo pelo sinal de menor (<) em ambos os casos. Exemplo: @4<90 e 4<180. Os ângulos no AutoCad aumentam no sentido anti-horário. Conforme figura x.x. 900 2700 00 1800 Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  22. 22. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 18 Sistemas de Posicionamento Coordenadas Em geometria analítica, entende-se coordenada: Qualquer dos membros de um conjunto que determina univocamente a posição de um ponto no espaço. O conjunto é formado por tantos membros quantas as dimensões do espaço considerado, e o número de membros constitui característica intrínseca do espaço. A coordenada pode ser uma distância, um ângulo, uma velocidade, um momento, etc. Coordenadas cartesianas Pares numéricos que permitem a localização relativa de um ponto no espaço, de acordo com o sistema cartesiano. Criado pelo filósofo francês René Descartes, tal sistema define um plano cuja origem se situa na interseção entre dois eixos perpendiculares chamados eixo das abscissas (ou eixo dos x) e eixo das ordenadas (ou eixo dos y). UCS — User Coordinate System No AutoCAD, o UCS — Sistema de Coordenadas do Usuário, permite que o usuário trabalhe com vários sistemas UCS de coordenadas. O UCS é representado por um símbolo localizado, geralmente, no canto inferior esquerdo da tela de desenho. Figura 1.1 Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  23. 23. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 19 Localização de Pontos na Tela Gráfica Coordenadas Absolutas O ponto será localizado em relação à origem do sistema. Por exemplo para inserir uma linha de coordenadas P1(1,1) e P2(4,4) digita-se: 0,0 X YCommand: LINE ↵ From point: 1,1 ↵ To point: 2,2 ↵ To point: ↵ Figura 1.2 Coordenadas Relativas As coordenadas relativas são utilizadas quando se sabe o deslocamento de um ponto em relação ao ponto anterior. Identifica-se uma coordenada relativa pelo símbolo: @ Por exemplo: vamos inserir um segmento de linha paralelo ao eixo x e de tamanho de 1 unidade na figura 1.2, conforme figura 1.3: Figura 1.3 0,0 X Y Command: LINE ↵ From point: 4,4 ↵ To point: @1,0 ↵ To point: ↵ Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  24. 24. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 20 Coordenadas Polares São Compostas pela distância entre o ponto a ser inserido e o ângulo de rotação. A distância é precedida pelo sinal de @ se for relativa ao ultimo ponto, e o ângulo pelo sinal de menor (<) em ambos os casos. Exemplo: @4<90 e 4<180. Os ângulos no AutoCad aumentam no sentido anti-horário. Conforme figura x.4. 900 2700 00 1800 Figura 1.4 Exercícios 1. Dados os pontos, desenhar as figuras. Figura 1: P1(10,10), P2(10,40), P3(40,40), P4(40,10), P5(10,10) Figura 2: P1(10,10), P2(@9,30), P3(@30,0), P4(@0,-30), P5(@-30,0) Figura 3: P1(10,10), P2(@30<90), P3(@30<0), P4(@30<270), P5(@30<180) Para cada uma das figuras abaixo, apresentar as coordenadas dos pontos indicados. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  25. 25. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 21 Entendendo o Autocad A figura 1.1 apresenta a tela de trabalho do AutoCad com as ferramentas básicas para iniciar o aprendizado. Standard Toolbar Ferramentas Properties Toolbar Barra de Ferramentas de Barra de Padrão Toolbar Modify Barra de Ferramentas de Modificação Toolbar Draw Barra de Ferramentas de Desenho As barras de ferramentas agrupam ícones que facilitam a memorização e a produção de desenhos. Quando você posiciona o apontador do mouse sobre um ícone, uma caixa de diálogo chamada "hint" apresenta o nome do ícone, conforme figura 1.2. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  26. 26. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 22 Education By Designer Retângulo Iniciaremos o nosso aprendizado do AutoCad com uma planta baixa de uma residência térrea. Vamos delimitar o terreno em 10 metros de largura por 25 metros de comprimento. Clique no ícone do retângulo e clique, novamente, numa posição qualquer da área de trabalho (janela). Responda a pergunta na linha de comando (área de diálogo): Other Corner: O auto cad está esperando as coordenadas dos lados do retângulo. No sistema de coordenadas X e Y vamos digitar: @ 10 , 20 Coordenadas Relativas Y X Zoom Extents O retângulo ocupa uma dimensão na área de desenho superior à janela. Para que o desenho apresente a maior dimensão possível dentro da janela vamos utilizar o comando de zoom chamado "Extents" que pode ser acessado a partir do ícone Zoom Windows. Clique uma vez no ícone Zoom Windows e mantenha apertado o botão esquerdo do mouse. Um menu pop down apresenta as opções de Zoom Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  27. 27. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 23 Zoom Extents OffSet Todo trabalho de desenho será realizado a partir dos limites do terreno. Vamos por exemplo colocar uma linha paralela ao lado "A" do Terreno a uma distância de 1,5 m, conforme a figura 1.3 . Como fazer? O modo mais fácil é utilizando o Offset. A Na barra Modify clique em offset, conforme figura 1.4. A mensagem da área de trabalho pede a distância. Digite 1.5 e "Enter". Na seqüência a área de trabalho solicita que você selecione o objeto. Clique sobre a linha do lado "A". Na seqüência a área de diálogo solicita o lado a inserir a linha. Clique do lado de dentro do retângulo. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  28. 28. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 24 Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br A figura 1.5 apresenta o resultado. Compare com a figura x.x. O resultado não confere. O que aconteceu? O retângulo foi gerado pelo ícone, resultando em linhas unidas. Para obter o resultado esperado devemos explodir o retângulo em entidades (separação das linhas). Cuidado com o explosivo que você vai usar. Explode Na barra Modify clique em "Expode", na seqüência clique sobre o retângulo e "Enter". Repita agora a operação com o Offset. E verifique se o resultado obtido é idêntico ao da figura x.x. Agora a partir do offset, construa dois recuos de 5 metros, conforme figura x.x.
  29. 29. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 25 Usando Trim Cortando Linhas Vamos cortar as linhas marcadas conforme figura x.x. Clique no ícone Trim Seqüência ⇒ Primeiro clique ⇒ arraste o ponteiro de baixo para cima e dê um segundo clique no ponto marcado com segundo clique ⇒ Enter . Primeiro Clique Segundo Clique Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  30. 30. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 26 Com o apontador do mouse sobre o objeto a ser cortado conforme figura x.x, dê um clique. Repita o procedimento para os demais objetos até obter o desenho da figura x.x Vamos desenhar as paredes. As paredes externas são representadas com linhas paralelas de 0,25m (parede de um tijolo) e internas de 0,15m (parede de meio tijolo), conforme figura x.x Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  31. 31. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 27 Inserindo o Vão da Porta Agora vamos inserir o vão da porta de 0,80m e 0,10 a partir da parede, conforme figura x.x Folha da Porta Desenhar a folha da porta e a trajetória e criar um bloco de nome PortEsq80. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  32. 32. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 28 Inserindo Janela Desenhar uma janela de 4 metros centralizada na parede conforme figura x.x. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  33. 33. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 29 Construção de uma escada Criar a caixa da escada. Retângulo de 2,05 x 1,6 m Rectangle ⇒ pick no canto inferior da janela de trabalho ⇒ @2.05, 1.6 ⇒ Explode ⇒ Erase (lado direito do retângulo). Cálculos: Sabe-se que cada degrau tem 0,25m. 5 x .25 = 1,25 + 0,8 (valor retirado da planta) = 2,05m 2 x 0,8 = 1,6 m Linhas de Construção Em Tools ⇒ Object Snap Settings ⇒ Enpoint e Intersection Inserir Degraus com linhas pontilhadas, no pavimento inferior e superior, onde não são visíveis. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  34. 34. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 30 Referências Bibliográficas AZEREDO, Hélio Alves de. O edifício até sua cobertura. 2a ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1998. (Prática de Construção Civil). BALDAM, Roquemar. AutoCad 2000: utilizando totalmente. 2a ed. São Paulo: Érica, 1999. BITTAR, Denise Álvares. AutoCad 2000: para arquitetos e urbanistas. São Paulo: Érica, 2000. BORGES, Ruth Silveira; BORGES, Wellington Luiz. Manual de instalações prediais hidráulico-sanitárias e de gás. 4a ed. São Paulo: Pini, 1992. BOTELHO, Manoel Henrique Campos; BLOCH, Luiz Laurent. Código de obras e edificações do Município de São Paulo: comentado e criticado. 2a tir. São Paulo: Pini, 1997. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário eletrônico século XXI. Botafogo, RJ: Nova Fronteira, 1999. GOITIA, Fernando Chueca; et. al. História geral da arte: arquitetura III. Espanha: Del Prado, 1996. HAUTECOEUR, Louis. História geral da arte. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1963. HIRSCHFELD, Henrique (coord.). Código de edificações. 6a ed. São Paulo: Atlas, 1984. HOUAISS, Antonio; et alii Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br
  35. 35. C E F E T - S P — C e n t r o F e d e r a l d e E d u c a ç ã o t e c n o l ó g i c a d e S ã o P a u l o 31 MACHADO, Ardevan. Desenho na engenharia e arquitetura. 3a ed. São Paulo: A. Machado, 1985. Vol1. e Vol.2 NEUFERT, Ernest. Arte de projetar em arquitetura: princípios, normas e prescrições sobre construção, instalações, distribuição e programa de necessidades, dimensões de edifícios, locais e utensílios. 7a ed. São Paulo: Gustavo Gil do Brasil, 1981. OLIVEIRA, Nildo Carlos. A construção no espelho: pessoas, idéias e o relato de uma trajetória empresarial a partir da década de 70. São Paulo: Pini, 1998. RIPPER, Ernesto. Como evitar erros na construção. 2a ed. São Paulo: Pini, 1986. SÃO PAULO, Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano. Edificações— interpretação gráfica: código de edificações. São Paulo: Pini; São Paulo: Eternit, 1988. SÃO PAULO. Restrições da legislação de uso e ocupação do solo. 2a ed. São Paulo: SEHAB — Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, 1987. SENAI. Desenhista de arquitetura — CPQ III: desenho técnico. São Paulo: SENAI — Departamento Regional de São Paulo, Divisão de Ensino, 1979. Vol.1 e Vol. 2. VIEIRA NETTO, Antonio. Como gerenciar construções. São Paulo: Pini, 1988. XAVIER, Natália; AGNER, Albano; VELLO, Valdemar; DIAZ, Luís Huertas. Desenho técnico básico — expressão gráfica: desenho geométrico, desenho técnico e glossário ilustrado. São Paulo: Ática, 1983a. ______. Educação artística — expressão plástica: desenho geométrico, desenho publicitário e glossário ilustrado. São Paulo: Ática, 1983b. Desenho Assistido por Computador — arq. Profa Thais e Eng. d'Avila — davila@cefetsp.br

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