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A lenda do_gachorro_-_oficina_de_leitura (1)

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A lenda do_gachorro_-_oficina_de_leitura (1)

  1. 1. Oficina de leitura e produção textual MARIA FLOR DE MAIO BARBOSA BENFICA Neiva Costa Toneli CEALE-FAE-UFMG/PUCMINAS
  2. 2. A INTERAÇÃO-AUTOR-TEXTO-LEITOR <ul><li>LEITURA : atividade de produção de sentido. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A LEITURA É UM PROCESSO no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seus conhecimentos sobre o assunto, sobre o autor, de tudo que sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informações, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de uma dificuldade de compreensão, avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto suposições feitas. </li></ul><ul><li>( Parâmetros curriculares Nacionais-1998-p. 69-70 ) </li></ul>
  4. 4. O PAPEL DO LEITOR <ul><li>ESTRATÉGIAS : </li></ul><ul><li>seleção </li></ul><ul><li>antecipação </li></ul><ul><li>inferência </li></ul><ul><li>verificação </li></ul>
  5. 5. <ul><li>EXEMPLIFICAÇÃO: </li></ul><ul><li>A ATIVIDADE: pausa protocolada </li></ul><ul><li>O TEXTO: A lenda do gachorro </li></ul><ul><li>Nós, os leitores, recorremos a uma série de estratégias no trabalho de construção de sentido. </li></ul>
  6. 6. A LENDA DO GACHORRO <ul><li>O que esse título sugere? </li></ul><ul><li>O que chama atenção nesse título? </li></ul>
  7. 7. O título <ul><li>Focalizando o título, atentemos para as palavras gachorro : </li></ul><ul><li>gachorro : que sentidos podem ser construído para essa palavra ? </li></ul><ul><li>Essa palavra é encontrada em dicionários ? </li></ul><ul><li>elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, chamar a atenção do leitor e orientá-lo na produção de sentido. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O autor : GUTO LINS – é escritor e ilustrador </li></ul><ul><li>O suporte textual : jornal Folha de São Paulo – caderno Folhinha </li></ul><ul><li>Qual é o provável leitor do caderno Folhinha do jornal? </li></ul>
  9. 9. Com previsões motivadas pelo título, podemos iniciar a leitura do texto, prosseguindo a atividade de leitura e produção de sentido. Um caminhão desavisado derrapou no chão ensaboado, de orvalho e barro esburacado, e acabou virado de lado. <ul><li>O que a leitura desse trecho nos apresenta ? </li></ul><ul><li>Podemos estabelecer alguma relação entre ele e o título do texto? </li></ul><ul><li>As previsões e hipóteses levantadas inicialmente podem ser confirmadas? </li></ul><ul><li>O que poderia conter nesse caminhão? </li></ul><ul><li>Será que alguém ficou ferido? </li></ul><ul><li>Que hipóteses podem ser levantadas para a continuidade do texto? </li></ul><ul><li>Vamos ler mais um trecho do texto. </li></ul>
  10. 10. Nenhum ferido ou machucado, e o caminhão só um pouquinho amassado. Mas, da carga, não sobrou nada, dúzias de ovos espalhados pela estrada. Os que não se quebraram abasteceram a vizinhança de omeletes variados e gemada pras crianças. Mas teve um ovo ainda novo, que escapou com casca e tudo. Caiu na grama o sortudo, rolou ribanceira abaixo e aterrissou bem embaixo de um sono quentinho e peludo.
  11. 11. No trecho em destaque, o que chama a nossa atenção? <ul><li>Que hipóteses levantadas para a continuidade do texto se confirmaram? </li></ul><ul><li>Alguém ficou ferido? </li></ul><ul><li>O que o caminhão levava? </li></ul><ul><li>Observe estes trechos : </li></ul><ul><li>“ Mas teve um ovo ainda novo, que escapou com casca e tudo. “ </li></ul><ul><li>O que significa “ escapar com casca e tudo”? </li></ul><ul><li>“ Caiu na grama o sortudo, rolou ribanceira abaixo e aterrissou bem embaixo de um sono quentinho e peludo .” </li></ul><ul><li>Por que o ovo foi sortudo? </li></ul><ul><li>Embaixo de quem o ovo aterrissou? </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Então, o que acontecerá desse trecho para frente? </li></ul><ul><li>Que hipóteses podem ser levantadas para o sequência do texto? </li></ul>
  13. 13. <ul><li>E o dono do sono dormiu pra cachorro, quer dizer, pra cadela. E teria ficado na dela, preguiçosa sem mais tamanho, se não fosse esse caroço estranho ... </li></ul><ul><li>Caroço ?!? </li></ul><ul><li>O que a leitura do trecho acrescenta? </li></ul><ul><li>Alguma hipótese se confirmou? Qual? </li></ul><ul><li>Como podemos compreender a expressão “dormir pra cachorro”? </li></ul><ul><li>Qual será a atitude da cadela? </li></ul>
  14. 14. Vamos ler mais um trecho da texto: <ul><li>“ Levantou mais que depressa e ficou chocada à beça. “ </li></ul><ul><li>O que acontecerá? </li></ul><ul><li>O que é ficar chocada à beça? </li></ul>
  15. 15. Vamos prosseguir a leitura para verificação e confirmação(ou não) das hipóteses <ul><li>“ Já estava fazendo um ninho com folhas secas e carinho, quando viu a vida rachando de nova, abrindo caminho bem na frente do seu focinho e piando : </li></ul><ul><li>&quot;Mamãe!&quot; </li></ul><ul><li>A leitura do texto nos confirma que a cadela aceitou e chocou o ovo! </li></ul><ul><li>Mas, o que acontecerá quando ela vir um pintinho piando? </li></ul>
  16. 16. E agora? Como uma cadela vai criar um pintinho? <ul><li>O filhote virou um frangote, que não parava o tempo inteiro. Quando não ciscava no terreiro, corria atrás dos carros, enterrava comida no canteiro ou tentava morder os pés do carteiro. Sem pena. </li></ul><ul><li>Quando virou um galo formoso, cismou cantar de galo e virar cantor famoso. </li></ul><ul><li>É possível um frangote enterrar comida no terreiro, correr atrás dos carros, enterrar comida no canteiro ou tentar morder os pés do carteiro? </li></ul><ul><li>Que relação podemos estabelecer entre esses fatos e o gênero textual “conto”? </li></ul><ul><li>Que hipóteses podemos levantar para a continuidade do conto? </li></ul>
  17. 17. Mais um trecho do conto: <ul><li>Estufou o peito penudo preparou a voz de veludo e, com o coração a mil, abriu o bico e... </li></ul><ul><li>“ abriu o bico e...” </li></ul><ul><li>O que aconteceu? O galo conseguiu cantar? </li></ul><ul><li>Virou cantor famoso? </li></ul><ul><li>Terá a história um final feliz? </li></ul>
  18. 18. O final do conto: <ul><li>“ abriu o bico e ... latiu. Isso mesmo: au-au em alto e bom tom. Embora contra a natureza, não foi nenhuma surpresa. </li></ul><ul><li>A partir daquele dia, toda noite ele latia. </li></ul><ul><li>Varando a madrugada e acordando a cachorrada.” </li></ul><ul><li>Temos que confessar que por essa ninguém esperava, não é? </li></ul><ul><li>Por que o galo latiu? </li></ul><ul><li>Observe “ Embora contra a natureza, não foi nenhuma surpresa.” </li></ul><ul><li>Como podemos compreender esse trecho do texto ? </li></ul><ul><li>Podemos dizer que a história teve um final feliz? Por quê? </li></ul><ul><li>Por que o título do texto é a lenda do gachorro ? </li></ul>
  19. 19. Sistematizando... <ul><li>Na atividade de leitores ativos, estabelecemos relações entre os nossos conhecimentos anteriormente constituídos e as novas informações contidas no texto, fazemos inferências, comparações, formulamos perguntas relacionadas com o seu conteúdo . </li></ul><ul><li>Mais ainda, processamos, criticamos, contrastamos e avaliamos as informações que nos são apresentados, produzindo sentido para o que lemos. </li></ul>
  20. 20. IV - Atividades de produção de texto Após a leitura do miniconto “A lenda do gachorro” e sua exploração, tanto oral quanto escrita, pode-se sugerir que as crianças produzam novas histórias de animais que foram criados por “pais adotivos”. A proposta será a montagem de uma coletânea, ou portfólio, em que essas histórias serão colecionadas e lidas pelos outros alunos da escola. A produção dos textos poderá ser feita de 2 maneiras: 1ª) caso as crianças ainda não estejam escrevendo com desenvoltura, a professora discutirá com eles a nova proposta, escolhendo os novos personagens e será a escriba dos alunos, escrevendo a história no quadro; posteriormente, os alunos copiarão o texto ditado por eles e escrito pela professora.
  21. 21. Atividades de produção de texto <ul><li>2ª) caso os alunos já estejam escrevendo (mesmo que com problemas ortográficos), cada um escolherá novo personagem e produzirá a sua história que será posteriormente, corrigida pela professora e devolvida ao autor, com comentários sobre os problemas encontrados nela. </li></ul>
  22. 22. Correção dos textos dos aprendizes Na correção dos textos produzidos pelos alunos, o professor deverá considerar duas dimensões: a dimensão discursiva e a dimensão linguística . Na dimensão discursiva, avalia-se se o aluno entendeu a proposta feita no que se refere ao gênero proposto (história de animais), aos destinatários (colegas da escola) e ao tema e propósito (produzir uma história, parecida com o texto lido mudando os personagens). Na dimensão linguística , são observados os seguintes aspectos: ortografia, o uso de letras maiúsculas (especialmente em início de frase e em nomes próprios), pontuação (em especial o ponto final da frase), a acentuação gráfica e alguns casos de concordância verbal e nominal.
  23. 23. Correção dos textos dos aprendizes <ul><li>Essa forma de correção permite à professora saber se a criança domina as duas dimensões, se domina apenas uma delas ou se não domina nenhuma. Os dados obtidos, após a correção dos textos dos alunos, terão grande validade se a professora os utilizar como diagnóstico , possibilitando que ela perceba o que seus alunos já dominam e o que precisa ser ainda trabalhado. Além de diagnosticarem a escrita, esses dados mostram à alfabetizadora em que ponto do processo os aprendizes se encontram, permitindo a ela buscar estratégias para que eles avancem. </li></ul>

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