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Auditoria governamental aula 1

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Auditoria governamental aula 1

  1. 1. 1 Auditoria Governamental Auditoria Interna ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO E CONTAS PÚBLICAS
  2. 2. 2 Objetivo do Curso GERAL:  Instrumentalizar o participante de conhecimentos necessários para realizar uma auditoria. ESPECÍFICO:  Analisar o campo de atuação da auditoria governamental, conhecendo os principais conceitos, os objetivos, as normas básicas, os procedimentos e as técnicas de auditoria, assim como o papel e o perfil do auditor no exercício de suas funções.
  3. 3. 3 Estratégias de aprendizagem  Aulas expositivas dialogadas  Atividades individuais e em pequenos grupos  Resolução de exercícios  Avaliação final
  4. 4. 4 Tópicos 1 - Conceito e Campo de atuação da Auditoria 2 - Forma de Realização da Auditoria Interna 3 - Forma de Realização da Auditoria Externa 4 – Fraude e Erro 5 – Objetivo dos Trabalhos de Auditoria 6 -Normas de Auditoria no Brasil 7 - Processo de Auditoria
  5. 5. 5 Bibliografia básica  ARAÚJO, Inaldo da Paixão Santos. Introdução à Auditoria – Área Governamental. Salvador: Egba, 1998  CHAVES, Francisco Eduardo Carrilho. Controle Externo da Gestão Pública. 2ª ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2009  CRUZ, Flávio da. Auditoria Governamental. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2002  LIMA, Diana Vaz de. CASTRO; Róbson Gonçalves de. Fundamentos da Auditoria Governamental e Empresarial. São Paulo: Atlas, 2003  LIMA, Luiz Henrique. Controle Externo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2008  PETER, Maria da Glória Arrais; MACHADO, Marcus Vinícius Veras. Manual de Auditoria Governamental. São Paulo: Atlas, 2003  SILVA, Moacir Marques da. Curso de Auditoria Governamental. São Paulo: Atlas, 2009
  6. 6. CONCEITO E CAMPO DE ATUAÇÃO DA AUDITORIA 6
  7. 7. 7 Auditoria O QUE É AUDITORIA???
  8. 8. 8 Auditoria CONDIÇÃO <<<< XX >>>> CRITÉRIO AUDITORIA CONDIÇÃO CRITÉRIO AUDITORIA Fonte: Araújo, p.16
  9. 9. 9 Conceito amplo de Auditoria PARLAMENTO Adm.Público Prestação de Contas Auditor Delegaresponsabilidade Delegaresponsabilidade Informações e sugestões ACCOUNTABILITYACCOUNTABILITY * Obrigação de responder Prestação de contas Fonte: Araújo, p.16
  10. 10. 10 Campo de Atuação a) Governamental b) Privada
  11. 11. 11 Auditoria Privada É a auditoria cujo campo de atuação se dá no âmbito da iniciativa particular, que objetiva o lucro, de uma maneira geral. Fonte: Araújo, p.18
  12. 12. 12 Auditoria Governamental É o tipo de auditoria que atua diretamente sobre a administração da coisa pública (res publica) Fonte: Araújo, p.18
  13. 13. 13 Estrutura da Administração Pública Administração Direta Indireta Poder Legislativo Poder Executivo Poder Judiciário • Autarquias • Sociedades de Economia Mista • Empresas Públicas • Fundações • Senado Federal • Câmara dos Deputados • TCU • Presidência da República • Ministérios • Secretarias • STF • STJ • STM • TSE • TST + Ministério Público Fonte: Peter e Machado, p16
  14. 14. FORMA DE REALIZAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA 14
  15. 15. 15 Auditoria Interna - Conceito A auditoria interna é a revisão e avaliação, sistemática e independente de todas as operações, incluindo as atividades administrativas, com a finalidade de informar a administração sobre a eficiência, eficácia e economia das práticas internas de gestão e dos controles Fonte: Araújo, p.19 – Conceito do Escritório do Auditor Geral do Canadá
  16. 16. 16 Auditoria Interna Alta Gerência Demais Áreas Demais Áreas Demais Áreas Auditoria Interna Fonte: Lima e Castro, p.21
  17. 17. 17 Principais Características Agente Ação Atividade Execução dos trabalhos Grau de independência Áreas cobertas pelo exame Destino dos trabalhos Auditor interno (da própria instituição) Auxílio à alta administração Adequação do controle interno em relação à prevenção de fraudes e perdas e aderência às normas legais e às diretrizes da alta administração De acordo com as oportunidades das funções operacionais Baixo em relação à alta administração, satisfatório quanto aos demais níveis Todas da instituição Diretoria, sócios, conselhos administrativos e fiscal e auditores externos Fonte: Lima e Castro, p.20
  18. 18. 18 Controle Interno – Aspectos Constitucionais Art. 74/CF/88 - Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistemas de controle interno com a finalidade de:
  19. 19. Sistemas de Controle Interno  É o conjunto interligado de normas e procedimentos que propiciam segurança aos bens, direitos e obrigações da entidade.  São os controles criados e implantados pela entidade para salvaguardar o patrimônio público  Previsão de atribuições claras e responsabilidades objetivas dos servidores
  20. 20. 20 Controle Interno – Aspectos Constitucionais I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;
  21. 21. 21 Controle Interno – Aspectos Constitucionais  II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
  22. 22. 22 Controle Interno – Aspectos Constitucionais  III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;  IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
  23. 23. 23 Controle Interno – Aspectos Constitucionais  § 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
  24. 24. 24 Controle Interno – Aspectos Constitucionais  § 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
  25. 25. Controle Interno – Aspectos Constitucionais . . .  Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.  Há previsão constitucional para sistema de controle interno no Poder Legislativo Municipal?
  26. 26. 26 Princípios do Controle Interno  a)relação custo benefício  b)qualificação adequada, treinamento e rodízio de funcionários  c)delegação de poderes e determinação de responsabilidades  d)segregação de funções
  27. 27. 27 Princípios do Controle Interno  e)instruções devidamente formalizadas  f)controle sobre as transações  g)aderência às diretrizes e normas legais  h)utilização do processamento eletrônico
  28. 28. FORMA DE REALIZAÇÃO DA AUDITORIA EXTERNA 28
  29. 29. 29 Auditoria Externa - Conceito Auditoria realizada por um organismo externo e independente da entidade controlada, tendo por objetivo, por um lado, emitir parecer sobre as contas e a situação financeira, a regularidade e a legalidade das operações e/ou sobre a gestão financeira e, por outro, elaborar relatórios correspondentes. Fonte: Fonte: Araújo, p.28 – Conceito da INTOSAI e TCU
  30. 30. 30 Auditoria Externa Alta Gerência Demais Áreas Demais Áreas Demais Áreas Auditoria Externa Fonte: Lima e Castro, p.21
  31. 31. 31 Principais Características Agente Ação Atividade Execução dos trabalhos Grau de independência Áreas cobertas pelo exame Destino dos trabalhos Auditor externo (contratado) Garantia da fidedignidade das demonstrações contábeis Prevenção e percepção de fraude e verificação das ocorrências para as quais foi contratado Relevância das cifras constantes das demonstrações contábeis, entre outras Em princípio, maior em relação à alta gerência do que a interna; total em relação aos demais níveis De acordo com a contratação Acionistas, credores, sociedade e demais interessados Fonte: Lima e Castro, p.22
  32. 32. 32 Controle Externo – Aspectos Constitucionais  Art. 70/CF/88 – A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
  33. 33. 33 Controle Externo – Aspectos Constitucionais  Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
  34. 34. 34 Controle Externo – Aspectos Constitucionais Art. 71/CF/88 – O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete...
  35. 35. Sobre o TCU  Decreto 966-A, de 7 de novembro de 1890, redigido por Rui Barbosa cria o TCU  1ª Constituição da República de 1891 prevê definitivamente o órgão “Art. 89. É instituído um Tribunal de Contas para liquidar as contas da receita e despesa e verificar a sua legalidade, antes de serem prestadas ao Congresso. Os membros desse Tribunal serão nomeados pelo presidente da República, com aprovação do Senado, e somente perderão seus lugares por sentença.” 35
  36. 36. Controle Externo – Aspectos Constitucionais I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; 36
  37. 37. Das Prestações de Contas - LRF  Art. 56. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluirão, além das suas próprias, as dos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos no art. 20, as quais receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de Contas. 37
  38. 38. Das Prestações de Contas - LRF  § 1o As contas do Poder Judiciário serão apresentadas no âmbito:  I - da União, pelos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, consolidando as dos respectivos tribunais;  II - dos Estados, pelos Presidentes dos Tribunais de Justiça, consolidando as dos demais tribunais. 38
  39. 39. Das Prestações de Contas - LRF  § 2o O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas será proferido no prazo previsto no art. 57 pela comissão mista permanente referida no § 1o do art. 166 da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas estaduais e municipais.  § 3o Será dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das contas, julgadas ou tomadas. 39
  40. 40. Das Prestações de Contas - LRF  Art. 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta dias do recebimento, se outro não estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas municipais. 40
  41. 41. Das Prestações de Contas - LRF  § 1o No caso de Municípios que não sejam capitais e que tenham menos de duzentos mil habitantes o prazo será de cento e oitenta dias.  § 2o Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existirem contas de Poder, ou órgão referido no art. 20, pendentes de parecer prévio. 41
  42. 42. Das Prestações de Contas - LRF  Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão, destacando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial, bem como as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições. 42
  43. 43. Situação atual  ADIN 2.238-5  Suspendeu em caráter liminar a eficácia do caput do art. 56 e a totalidade do art. 57 da LRF  Como deve ser a regra atual? (VER TEXTO)  Afinal, quem deve julgar as contas do Tribunal de Contas e qual o prazo? 43
  44. 44. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; 44
  45. 45. Julgamento de Contas  Tomada de Contas – administração direta  Prestação de Contas – administração indireta  Tomada de Contas Especial – falta de prestação de contas no prazo ou evidências de irregularidades que possam acarretar prejuízos ao Erário (EXERCÍCIO) 45
  46. 46. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; 46
  47. 47. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II; 47
  48. 48. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo; 48
  49. 49. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município; 49
  50. 50. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; 50
  51. 51. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; 51
  52. 52. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;  X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;  XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. 52
  53. 53. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.  § 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito. 53
  54. 54. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.  § 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades. 54
  55. 55. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários. 55
  56. 56. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.  § 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação. 56
  57. 57. 57 Principais tipos de processo Função Processos Registro Contrataçãoeaposentadorias Parecer Contasdogoverno Julgamento Contasdosadministradores Fiscalização Atosecontratos Fonte:Speck,2000,p.83
  58. 58. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96. 58
  59. 59. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 1º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos:  I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;  II - idoneidade moral e reputação ilibada;  III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública;  IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. 59
  60. 60. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 2º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:  I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento;  II - dois terços pelo Congresso Nacional. 60
  61. 61. Controle Externo – Aspectos Constitucionais  § 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40.  § 4º - O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal. 61
  62. 62. 62 Aspectos Constitucionais  Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção * aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. *DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
  63. 63. 63 Aspectos Constitucionais  Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.
  64. 64. Constituição do Estado de São Paulo  Art. 151. O Tribunal de Contas do Município de São Paulo será composto por cinco Conselheiros e obedecerá, no que couber, aos princípios da Constituição Federal e desta Constituição. Nota: ADIN nº 346-1/600 pendente no STF. 64
  65. 65. 65 TCs no Brasil Tribunal de Contas Sede Quantidade Tribunal de Contas da União Distrito Federal 01 Tribunal de Contas do Estado Capital 27 Tribunal de Contas dos Municípios Goiás, Pará, Ceará e Bahia 04 Tribunal de Contas do Município São Paulo e Rio de Janeiro 02
  66. 66. Criação dos Tribunais de Contas Tribunal de Contas Ano de Criação Tribunal de Contas da União Tribunal de Contas de Piauí 1890 1899 Tribunal de Contas da Bahia 1915 Tribunal de Contas de São Paulo 1924 Rio Grande do Sul e Minas Gerais 1936 Demais Tribunais Estaduais A partir de 1946 Tocantins 1989 66 Fonte: Lima, 2008, p.17
  67. 67. Modelos de Controle Externo no Mundo  182 EFS filiadas à INTOSAI  Tribunais de Contas ou Conselhos de Contas (50) Brasil, Alemanha, França, Portugal, China, Espanha, Japão etc Órgãos colegiados, com autonomia financeira e administrativa  Controladorias ou Auditorias Gerais (132) Inglaterra, Argentina, , Cuba, Estados Unidos, Austrália, Canadá etc Órgãos unipessoais, subordinados ao parlamento Fonte: Lima, 2008, p.10 67
  68. 68. FRAUDE E ERRO 68
  69. 69. 69 Fraude e Erro  FRAUDE: Ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis  ERRO: Ato involuntário de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como transações e operações da instituição
  70. 70. 70 Caracterização da fraude a)manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a modificar os registros de ativos, passivos e resultados b)apropriação indébita de ativos c)supressão ou omissão de transações nos registros contábeis d)registro de transações sem comprovação e)aplicação de práticas contábeis indevidas
  71. 71. 71 Caracterização do erro a)Erros aritméticos na escrituração contábil e nas demonstrações b)Aplicação incorreta das normas contábeis c)Interpretação errada de normas e procedimentos
  72. 72. OBJETIVO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA 72
  73. 73. 73 Quanto ao objetivo dos trabalhos a) Auditoria de Regularidade b) Auditoria Operacional c) Auditoria Integrada d) Auditoria Global
  74. 74. 74 Auditoria de Regularidade Financeira ou Contábil e de Cumprimento Legal:  Consiste na análise das contas e da situação financeira, bem como da legalidade e regularidade das operações realizadas. Fonte: Araújo, p.290
  75. 75. 75 Em RESUMO Auditoria Financeira ou Contábil ( + ) Auditoria de Cumprimento Legal ( = ) Auditoria de Regularidade
  76. 76. 76 Auditoria Operacional  Auditoria que incide em todos os níveis de gestão sob o ponto de vista da economia, eficiência e eficácia, nas suas fases de programação, execução e supervisão. Fonte: Araújo, p.291
  77. 77. Diagrama de insumo-produto 77Fonte: Manual de Auditoria Operacional do TCU, p.7
  78. 78. 78 Auditoria Operacional Eficiência: Representa a relação entre produto, em termos de bens, serviços e outros resultados e os recursos utilizados para produzi-los EM RESUMO: É apresentar um desempenho satisfatório sem desperdício, ou seja, gastar bem Fonte: Araújo, p. 42 - Normas de Auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores - INTOSAI
  79. 79. Aplicação  As etapas obedecem a um planejamento prévio?  São exercidos controles para evitar desperdício e/ou superfaturamento?  Os resultados obtidos são compatíveis com os recursos utilizados? 79
  80. 80. 80 Auditoria Operacional Eficácia: É o grau com que os objetivos são alcançados e a relação entre os resultados desejados e os resultados reais de determinada atividade EM RESUMO: É alcançar os objetivos ou metas previstas, ou seja, gastar sabiamente Fonte: Araújo, p.42 - Normas de Auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores - INTOSAI
  81. 81. Aplicação  Os bens, serviços ou outros resultados alcançados são compatíveis com os objetivos preestabelecidos?  Os objetivos foram atingidos?  As metas foram cumpridas?  Os objetivos foram comprometidos em função da não observação dos prazos ou da ausência de recursos? 81
  82. 82. 82 Auditoria Operacional Economia: É a ação que consiste em reduzir ao mínimo o custo dos recursos empregados em uma atividade sem deixar de considerar a devida qualidade EM RESUMO: É executar uma atividade ao menor custo possível, ou seja, gastar menos Fonte: Araújo, p.42 - Normas de Auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores - INTOSAI
  83. 83. Aplicação  Haveria outra alternativa mais econômica para o mesmo gasto?  Os itens constantes das planilhas de preços estão superfaturados? Há sobrepreços?  Os materiais usados nos serviços e obras são de qualidade idêntica ao apresentado na licitação? 83
  84. 84. 84 Auditoria Operacional EFETIVIDADE – Conceito que permite expressar o impacto de uma programação na solução de problemas, relacionando-se não apenas com os resultados propiciados mas também com as conseqüências destes sobre a realidade. Fonte: Sanches, p.93
  85. 85. Aplicação  Os resultados observados foram realmente causados pelas ações desenvolvidas?  Houve relação de causalidade entre as variáveis do programa e os efeitos observados? 85
  86. 86. 86 Em RESUMO Avaliação da Eficiência + Avaliação da Eficácia + Avaliação da Economicidade = Auditoria de GestãoAuditoria Operacional
  87. 87. 87 Auditoria Integrada É a auditoria de conjunto, que inclui, de forma simultânea, a Auditoria Financeira e a Auditoria Operacional. Fonte: Araújo, p.45 (conceito do TCU)
  88. 88. 88 Em RESUMO Auditoria de Regularidade ( + ) Auditoria Operacional ( = ) Auditoria IntegradaAUDITORIA INTEGRADA
  89. 89. 89 Auditoria Global Agrega à Auditoria Integrada a Auditoria Social, representada por: Auditoria Ética, Auditoria de Equidade (apreciação) e Auditoria Ambiental. Fonte: Angel González Malaxechevarria, junho de 1995
  90. 90. 90 Auditoria Global Auditoria Integrada ( + ) Auditoria Social (Equidade, Ética e Meio Ambiente) ( = ) Auditoria Global

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