Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Narrativas hipertextuais

899 views

Published on

Apresentação utilizada na disciplina de Narrativas Hipertextuais

Published in: Education
  • Login to see the comments

  • Be the first to like this

Narrativas hipertextuais

  1. 1. narrativas hipertextuais Leonardo Foletto especialização em jornalismo digital (PUCRS, 2016)
  2. 2. sumário Empatia. similaridade. emoções. formas de leitura. transportar. paisagem informacional. cognição. Imersão. Experiência estética. jornalismo multimídia. Devagar!
  3. 3. O que nos faz ler/ver/ouvir publicações jornalísticas? Por que? O que nos faz escolher qual narrativa jornalística queremos acompanhar?
  4. 4. EMPATIA “Capacidade de mapear o terreno emocional e mental de outras pessoas com base em suas palavras e linguagem corporal”. Narrativas criam empatia: quanto mais informações nós compartilhamos, mais fácil nós estabelecermos uma empatia com os outros. Óbvio? No jornalismo não poderia ser diferente. “Humanizar” o relato. Será que a mudança da leitura pro impresso para o digital tem afetado nossa habilidade de empatia com os personagens que são tratados nas reportagens jornalísticas? fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  5. 5. EMPATIA O artigo, com base em mais de 60 pesquisas de institutos de psicologia e neurociências, diz que sim: a “leitura” em âmbito digital está mudando a nossa capacidade de estabelecer empatia. Por que? Por causa do TEMPO. O tempo é fundamental pra empatia, inclusive para fruição de histórias. E hoje dedicamos menos tempo a uma leitura (jornalística) mais focada e densa, que desenvolve a abstração, o pensamento criativo - e a empatia. fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  6. 6. EMPATIA/SIMILARIDADE (mimicry) fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  7. 7. SIMILARIDADE/DIFERENÇA Nós tendemos a preferir pessoas (e narrativas) que são similares a nós porque nós as “entendemos”, e nosso cérebro dá preferência a estas informações. Os pesquisadores citados no artigo dizem que quando pessoas encontram outras que elas percebem como diferentes, seus cérebros estão menos propensos a produzir uma imagem dessas pessoas experienciando a mesma dor que outros não percebidos como diferentes. O jornalismo sabe disso, e gosta de “aproximar” personagens aos seus leitores para fortalecer a empatia por parte do público. fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  8. 8. fonte: http://www.nytimes.com/projects/2013/invisible-child/#/?chapt=1
  9. 9. fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/09/senegales-socorre-idosa-em-trem-no-rs-e-chama-atencao-de-passageiros.html
  10. 10. EMPATIA Empatia, habilidade de se conectar com outros seres humanos, é fundamental para o comportamento humano. Empatia por decisões morais/sociais são mais lentas que por dores físicas. O artigo defente que precisamos de tempo para estabelecer empatia com uma boa história. Quais as implicações disso para uma indústria que cada vez mais o trabalho dos jornalistas é consumido de forma rápida? fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  11. 11. EMPATIA/COGNIÇÃO Leitura multiabas afeta a forma como lembramos de algo de forma neural e comportamental. A troca de abas e sites requer um “ajuste de percepção” que exige mais da nossa cognição. Quanto mais distração temos, menos lembramos das coisas. Lembramos mais de algo quando lemos no impresso, vemos na tv (ou no youtube, cinema), escutamos no rádio, lemos num site ou numa rede social? fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  12. 12. Google effect Saber como achar aquilo que você procura talvez valha mais do que saber o que é “aquilo”. Aprender a aprender. Conhecer as técnicas, os dispositivos, as ferramentas que usamos para conhecer/aprender/informar. fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  13. 13. Paisagens de informação Leitura baseada no impresso: mapa (impresso) de uma cidade interminável. Podemos andar em quatro direções (cima, baixo, direita, esquerda), se perder num caminho, procurar placas (sumários). “Leitura” baseada no hipermídia: MAPA 3D. Cima, baixo, direita, esquerda E para diversos outros lados. Obstáculos (físicos!), mas “túneis” (links) que funcionam como atalhos, motores de busca que te “teletransportam” para quase qualquer lugar. Eficiência! fonte: http://www.cjr.org/analysis/journalism_and_the_power_of_emotions.php
  14. 14. Será que as telas estão nos fazendo diminuir a capacidade, enquanto leitores, de nos transportar para dentro de outras histórias? Estamos menos “seletivos” com nossa atenção, entrando, mas não se fixando, em muito mais histórias? Nosso cérebro vai se adaptar de forma surpreendente a esta nova cognição multiabas das redes digitais? Por fim: nessa “nova” paisagem informacional 3D - que incluem ações de clicar/digitar/rolar o mouse, leitura fragmentada e que a paisagem é infinitamente mais vasta que a paisagem do mundo impresso - como construir narrativas jornalísticas que produzam empatia nas pessoas?
  15. 15. PAUSA!
  16. 16. IMERSÃO (EXPERIÊNCIA ESTÉTICA?) Qualquer narrativa, em qualquer meio, pode ser experimentada como uma realidade virtual porque nossos cérebros estão programados para apagar o mundo à nossa volta. A sensação de estarmos envolvidos por uma realidade diferente que se apodera de nossa atenção e de nossos sentidos. Fonte: MURRAY, Janet. Hamlet no Holodeck.O futuro da narrativa no ciberespaço. São Paulo; Itaú Cultural/Unesp, 2003.
  17. 17. Pista 1: Atentar para as especificidades do meio Fazer as coisas que o novo ambiente torna possível Quais são as propriedades essenciais do mundo digital?
  18. 18. Especificidades do meio Janet Murray aponta quatro propriedades do ambiente digital: 1) Procedimentais: comportamentos gerados a partir de regras (matemáticas). 2) Participativos: podemos induzir ações. 3) Espaciais: podemos nos mover no ambiente. 4) Enciclopédicos: memória infinita, onisciência. Mas também distração!
  19. 19. Pista 2: ir devagar e com profundidade “Long form journalism” _ um nome que se deu a narrativas jornalísticas em meios digitais; _ começou a ser discutido de 2012 pra cá; _ narrativa não-linear, não-ficcional, extensa, aprofundada sobre um tema específico. Grande reportagem, conteúdo duradouro - e muito multimídia junto (imagem, vídeo, áudio e interação).
  20. 20. Long-form Outras referências: http://longform.org/ http://longreads.com/ http://brio.media/pt Medium?
  21. 21. SLOW JOURNALISM Jornalismo focado mais na relevância do que na audiência _ http://www.slow-journalism.com/ _ http://oene.com.br/ _ http://www.internazionale.it/ _ http://reportagen.com/ _ http://www.cartoonmovement.com/icomic/54
  22. 22. gracias! http://leofoletto.info leofoletto@gmail.com - @leofoletto http://baixacultura.org info@baixacultura.org - @baixacultura

×