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Stellaluna

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Stellaluna

  1. 1. Janell CannonMontagem, tradução e adaptação de Helena Gonçalves2009
  2. 2. Numa floresta quente ehúmida, muito, muito longedaqui, viveu em tempos umamãe morcego e a sua criarecém nascida.Oh! A mamã morcegoamava imenso o seu bebépequenino e fofo.– Vou chamar-lhe Stellaluna– decidiu.Todas as noites elacarregava Stellaluna,aninhada no seu peito evoava em busca de comida.Certa noite, enquanto a mãemorcego voava atraída peloforte aroma de fruta madura,uma coruja espiava-a….
  3. 3. Num voo silenciosoa coruja mergulhousobre os morcegos.Desviando-se eesquivando-se a mãemorcego tentouescapar, mas acoruja atacou uma eoutra vez, atirandoStellaluna pelos ares.
  4. 4. As suas frágeisasas de bebé erammuito finas e tãoinúteis como papelmolhado!
  5. 5. Ela foicaindo...caindo,cada vez maisrápido emdireção ao chãoda floresta.
  6. 6. Embateu numemaranhado de ramosque detiveram a suaqueda. Um deles erasuficientemente fininhopara que Stellalunapudesse agarra-lo comos seus pequenospezinhos.Embrulhando-se nassuas asas, suspendeu-se doraminho, segurando-sebem com as pequenasgarras dos dedos dospés.Assim ficou, tremendode frio e de medo.– Mamã, mamã ondeestás? - guinchou.
  7. 7. Ao amanhecer, amorceguinho não aguentoumais. Os seus pequenospés soltaram o ramo e denovo caiu...caiu...
  8. 8. Pumba! Stellaluna aterrou decabeça para baixo num ninhomacio, sobressaltando os trêspassarinhos bebés que aimoravam.Stellaluna trepou rapidamentepara fora do ninhosuspendendo-se, fora devista, debaixo dele.Escutou atenatmente aalgazarra dos três:
  9. 9. - O que era aquilo? -perguntou o Pip.- Eu não sei, mas está alipendurado pelos pés! – piouo Flitter. Chiuu! Vem aí a mamã! – avisou a Flap.
  10. 10. Nesse dia a mãepassarinho, saiu doninho muitas, muitasvezes, voltandosempre com comidapara os seus filhotes!Stellaluna tinha umafome terrível, masnão daquelas coisasrastejantes que a mãepassarinho trazia!Por fim a pequenamorcego nãoaguentou mais.Trepou para dentrodo ninho, fechou osolhos e abriu a boca...Gluc! Engoliu umgrande gafanhotoverde!
  11. 11. Stellaluna aprendeu acomportar-se damesma forma que ospassarinhos. Ficavaacordada durante odia e dormia de noite.Comia insetos emborativessem uma saborhorrível!Os seus hábitos demorcego depressadesapareceram.Exceto um deles:Stellaluna continuavaa gostar de dormirsuspensa pelos pés.
  12. 12. Certo diaenquanto amãe saiu, ospassarinhoscuriososdecidiramexperimentartambémperdurar-se decabeça parabaixo...Quando elaregressou viuoito péspequeninosagarrados aobordo doninho.
  13. 13. - Ei! Voltemimediatamentepara dentro doninho!- Vocês vão cair epartir o pescoço!
  14. 14. Os passarinhos treparam de novo paradentro do ninho. A mãe deteveStellaluna.- Tu estás a ensinar os meus filhos afazerem asneiras! Não te volto a deixarentrar neste ninho se não prometeresobedecer a todas as regras desta casa!
  15. 15. Stellaluna prometeu.Ela comia insetos sem fazercaretas. Dormia dentro do ninhodurante a noite e não sesuspendia pelos pés.Stellaluna comportava-se comoum passarinho ajuizado.
  16. 16. Os quatro bébescresceram depressa. O ninho estava a ficarapertado.Certo dia a mãe anunciouque estava na hora deaprender a voar.Um por um Pip, Flitter,Flap e Stellaluna saltaramdo ninho.As suas asas abriram evoaram!- Eu sou igual a eles,também posso voar! –exclamou Stellalunatranbordando defelicidade.
  17. 17. Pip, Flitter e Flap poisaram graciosamentesobre um ramo de árvore. Stellaluna tambémtentou fazer o mesmo, mas não foi tãograciosa!
  18. 18. Oh! Que embaraçoso!
  19. 19. Só um pouco mais!
  20. 20. Finalmente conseguiu.- Pronto já está!
  21. 21. - Já sei – pensouStellaluna – voareitodo o dia e assimninguém verácomo soudesajeitada apoisar!
  22. 22. Já começava a entardecer.No dia seguinte Pip,Flitter, Flap e Stellaluna -Deveríamos regressar, vaidecidiram fazer um voo anoitecer depressa epara longe de casa. podemos perder-nos! –Voaram durante horas comentaram osexercitando as suas passarinhos.asas. Stellaluna voara para longe e estava fora de vista, então ansiosos regressaram a casa sem ela.
  23. 23. Sozinha, Stellaluna voou,voou até lhe doerem as asas,então deixou-se cair na copade uma árvore.- Pometi não me pendurarpelos pés - suspirouStellaluna - por issosuspendeu-se pelospolegares e depressaadormeceu.
  24. 24. Ela nem ouviu o barulho suave deasas que se aproximavam.
  25. 25. - Olá – gritou uma voz.- Porque é que estássuspensa ao contrário?
  26. 26. Stellaluna arregalou os olhose viu um rosto muito peculiar!Então respondeu:- Eu não estou ao contrário, tué que estás de pernas para oar!- Ah! Mas tu és um morcego!Estás pendurada pelospolegares, por isso tu é queestás ao contrário! – disse acriatura.
  27. 27. - Eu estou suspenso pelos pés, eu estouna posição certa.Stellaluna ficou confusa:- A mãe passarinho disse-me que euestava de cabeça para baixo, que estavaao contrário e que era errado!- Errado para um pássarinho, talvez, masnão para um morcego.
  28. 28. Foram chegando mais morcegos, reuniram-se ao redor deStellaluna para ver a estranha morceguinho que se suspendia pelospolegares.Então, Stellaluna, contou-lhes a sua história.
  29. 29. - Tu comias insetos?- E dormias de noite?- Que estranho! -disseram todos!
  30. 30. - Esperem, esperemdeixem-me ver estamorceguinho!
  31. 31. A fêmea morcego aproximou-se echeirou Stellaluna:- Foste atacada por uma coruja?– perguntou - tu és...ésStellaluna! És a minha filhinha!
  32. 32. Stellaluna olhou a mãe nosolhos:- Tu escapaste dacoruja, sobreviveste?- Sim sobrevivi, confirmoua mãe envolvendo-a numcalorosa abraço.- Vem, vem comigo quero-te mostrar onde encontraros mais deliciosos frutos.Nunca mais terás quecomer outro inseto na tuavida! – garantiu-lhe a mãemorcego.Stellaluna guinchou:- Mas é noite! Nãopodemos voar noescuro, vamos embaternas árvores!- Nós somosmorcegos, podemos voarna escuridão. Vemconnosco!
  33. 33. Stellaluna sentiu medo, mas largou o ramo da árvore elançou-se na escuridão do céu.Stellaluna conseguia ver!Parecia-lhe que jorravam raios de luz dos seus olhos,conseguia ver tudo o que havia pelo caminho.
  34. 34. Stellaluna deliciou-secom o sabor de umamanga madura.- Nunca mais voltarei acomer outro inseto naminha vida – disseStellaluna à medida quese empanturrava.- Tenho que contar aoPip, Flitter e à Flap.
  35. 35. No dia seguinte Stellaluna foi visitar os passarinhos.- Venham comigo conhecer a minha família de morcegos –convidou.- Ena! Está bem, vamos lá! – responderam os três em coro!
  36. 36. - Eles penduram-se pelos pés, voam de noite e comem a melhorcomida do mundo – contou-lhes Stellaluna.- Estamos de cabeça para baixo! – disse o Pip.- E de pernas para o ar! – comentou o Flitter.- Parece estar tudo ao contrário! – acrescentou a Flap.- Esperem até anoitecer – disse Stellaluna entusiasmada - voaremosno escuro!
  37. 37. Assim que anoiteceuStellaluna lançou-se numvoo, logo seguida pelos trêspassarinhos.- Não consigo ver nada! –queixou-se Pip.- Nem eu! – gritou o Flitter!- Aiiiiii! - gemeu a Flap.-Eles vão bater contra aárvore – observou aflitaStellaluna. - tenho que ossalvar! Lançou-se num voo emtorno da árvore, agarrou-oscom as suas garras dos pése conduziu os trêspassarinhos até um ramo,
  38. 38. onde seempoleiraram.Stellalunasuspendeu-senum galho porcima deles.- Estamossalvos!. Quemme dera quevocês tambémpudessem verno escuro! -suspirouStellaluna.- Nósgostávamos quesoubessespoisar de pé!Os quatropermaneceramdurante umlongo tempo emsilêncio.
  39. 39. - Como é quepodemos ser tãodiferentes esentirmo-nos tãosemelhantes? -questionou o Flitter.- Como é quepodemos sentirmo-nos tão diferentes esermos tãosemelhantes? –perguntou o Pip.- Parece-me queisto é um mistérioextraordinário! –exclamou a Flap.- Eu concordo, massomos amigos eisso é o maisimportante! –afirmou Stellaluna.
  40. 40. Perlim-pim-pim a história chegou ao FIM.

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