Soldagem com eletrodo revestido

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Trabalho de Processos Contínuos de Produção - Eletrodo Revestido

Soldagem com eletrodo revestido

  1. 1. SOLDAGEM COMELETRODO REVESTIDO Grupo: Laís Camargo Mara Grazielly Rafael Marocco Raquel Oliveira Thaísa Lopes
  2. 2. FUNDAMENTOS Soldagem Manual a Soldagem a Arco por Eletrodo Elétrico Revestido (Soldagem (SMAW) Elétrica) É hoje o principal processo de soldagem, O mais utilizado em diversos países no mundo, inclusive no Brasil.
  3. 3. Soldagem com Eletrodo Revestido É a união de metais pelo aquecimento oriundo de um arco elétrico entre um eletrodo revestido e o metal de base, na junta a ser soldada. O calor produzido pelo arco funde o metal de base, a alma do eletrodo e o revestimento Abertura do Arco - rápido curto-circuito entre o eletrodo e a peça.
  4. 4. Eletrodo Revestido
  5. 5. Eletrodo Revestido• Uma vareta, ou arame metálico revestido (alma)• por onde passa uma corrente elétrica (proveniente da fonte)• e fornece metal de adição para preenchimento da junta. • A junta é revestida por uma camada formada pela mistura de diferentes materiais (revestimento do eletrodo).
  6. 6. O Que é o Revestimento: Existem centenas de ingredientes do revestimento para escolher, Podem ser classificados fisicamente, a grosso modo como: LÍQUIDOS => são geralmente o silicato de sódio e o silicato de potássio SÓLIDOS => são pós ou materiais granulados que podem ser encontrados livres na natureza Estes são cuidadosamente pesados e misturados a seco, O revestimento é extrudado sobre as varetas metálicas a uma velocidade muito alta. O revestimento é removido da extremidade do eletrodo (ponta de pega também chamada de porta eletrodo) — para garantir o contato elétrico.
  7. 7. Limitações em Relação aos Outros Processos:• Baixa produtividade (taxa de ocupação do soldador),• Necessidade de um treinamento específico para o soldador,• Trabalho demorado e oneroso (particularmente para certas aplicações),• Necessidade de cuidados especiais com os eletrodos,• Grande volume de gases e fumos gerados no processo (prejudiciais à saúde, principalmente em ambientes fechados).
  8. 8. Vantagens com Relação aos Outros Processos: Custo relativamente baixo, Pode ser utilizada tanto em situações de produção quanto de reparo, Fácil manejo em locais de difícil acesso ou abertos, sujeitos a ação do vento, Pouco equipamento necessário (simplicidade),
  9. 9. EQUIPAMENTOSEquipamentos usados na Soldagem: s • Fonte de energia, • Cabos de interligação (cabo de solda do eletrodo e cabo terra), • Alicate para fixação dos eletrodos (porta–eletrodos), • Pinça para ligação à peça, • Ferramentas de limpeza remoção das escórias, • Equipamento de proteção individual.
  10. 10. Fontes de Eletrodo: Cabo de solda: energia: Condutor da Condutor de Pode empregar corrente elétrica ao corrente elétrica datanto (CA) quanto material fonte ao porta (CC), desde que eletrodosmantenha corrente Porta Eletrodo (Tenaz): Terminal terra do tipo corrente constante. A (cabo retorno): Conecta o cabo de inconstância da solda e conduz a Conector do cabo corrente altera o corrente de terra à peça. desembenho e soldagem até o Devem ser muitoresultado final da eletrodo. O punho flexíveis e ter um soldagem. deve ser isolado bom isolamento protegendo o resistente ao calor. soldador de choque e superaqucimento.
  11. 11. Ferramentas de Equipamento de Limpeza Proteção Individual:(Remoção de escórias): - Máscaras, - Óculos, - Picadeira, - Avental, - Escova de aço. - Mangas, - Luvas.
  12. 12. CONSUMÍVEIS Composição do Revestimento Determina Influência Características Composição Química eoperacionais dos as Propriedades eletrodos Mecânicas da Solda
  13. 13. As Funções do Revestimento: Proteger o Metal de Solda (mais importante): do oxigênio e do nitrogênio do ar (transferido através do arco). Garante que o metal de solda seja íntegro, livre de bolhas de gás, c/ a resistência e ductilidade adequadas. Dar Estabilidade ao Arco: Um arco estabilizado é aquele que abre facilmente, queima suavemente, mesmo a baixas correntes.
  14. 14. As Funções do Revestimento:• Ajustar a Composição Química do Cordão:Adiciona-se elementos de liga ao revestimento parabalancear a perda desses elementos da vareta durante asoldagem, devido à volatilização e às reações químicas. Isolamento da Alma de Aço - o revestimento atua como um isolante para a alma, e também protege o operador quando ele vai fazer a troca de eletrodo.
  15. 15. As Funções do Revestimento: Gerar Escória como Agente Fluxante: Funções da Escória são: (1) fornecer proteção adicional contra os contaminantes atmosféricos (2) agir como purificadora e absorver impurezas que são levadas à superfície e ficam aprisionadas pela escória (3) reduzir a velocidade de resfriamento do metal fundido para permitir o escape de gases.
  16. 16. As Funções do Revestimento: Realizar ou possibilitar reações de refino metalúrgico Facilitar a soldagem nas diversas posições Dissolver óxidos e contaminações na superfície da junta Reduzir o nível de respingos e fumos Possibilidade do uso de diferentes tipos de corrente e polaridade Aumentar a quantidade de metal depositado por unidade de tempo
  17. 17. Eletrodo Ideal ?? NÃO EXISTE! Os eletrodos comerciais procuram atender mais completamente a um conjunto de exigências, de modo a torná-los adequados a determinadas aplicações, a Padrão Ideal: um custo razoável.• Cumprir todas as funções• Custo de Produção Satisfatório• Não possuir problemas de conservação/manuseio
  18. 18. Materiais do Revestimento Eletrodo de Aço Dióxido de Titânio Pó-de-Ferro Estabilizam o Arco Silicatos Óxidos de Ferro e Manganês Celulose e dextrina Protege o Arco Carbonatos Atmosfera Protetora Ferro-Manganês e Ferro-Silício Desoxida a Poça de Fusão Outras Adições Metálicas Controlam a Composição Argilas Facilitam a Fabricação do Eletrodo por Extrusão Fluoreto de Cálcio Diminui a Viscosidade da Escória
  19. 19. Tipos de Eletrodos Revestimentos OxidanteConstituição – óxido de ferro e manganêsProdução de escória oxidante, abundante e fácil remoçãoUsado em CC ou CAPouco usado atualmente Revestimentos ÁcidoConstituição – óxido de ferro e manganês e sílicaProdução de escória ácida, abundante, porosa e fácil remoçãoUsado em CC ou CAElevada taxa de fusão, com poça de fusão volumosa – limitaa sua aplicação às posições plana e horizontal.
  20. 20. Tipos de Eletrodos Revestimentos RutílicoConstituição – rutilo (TiO2)Produção de escória densa, abundante e fácil remoçãoUsado em CC ou CAUsado em qualquer posiçãoEletrodos de fácil manipulaçãoResistência relativamente baixa à fissuração a quenteGrande versatilidade e são de uso geral
  21. 21. Tipos de Eletrodos Revestimentos Básico:Constituição – carbonato de cálcio e fluoritaProdução de escória básica que junto ao CO2 protege a soldaMenor risco de formação de trincas de solidificaçãoCordão com boas propriedades mecânicasIndicado para aplicações de alta responsabilidadeRevestimento altamente higroscópicoRequer cuidados especiais de armazenagem e secagem
  22. 22. Tipos de Eletrodos Revestimentos Celulósico:Constituição – elevada quantidade de material orgânicoDecomposição no arco gera gases protetores do metal liqPequena produção de escóriaArco violento, com grande volume de respingosAspecto do cordão não é bomCaracterísticas mecânicas boasGrande aplicação na soldagem circunferencial de tubulações
  23. 23. Sistema de Classificação A classificação dos eletrodos revestidos segue as seguintes normas: Aços carbono – AWS A 5.1 Alumínio e suas ligas - AWS A 5.3 Aços inoxidável e ligas ferrosas com elevado teor de cromo – AWS A 5.4 Aços de baixa liga – AWS A 5.5 Cobre e suas ligas – AWS A 5.6 Níquel e suas ligas – AWS A 5.11
  24. 24. Norma AWS A 5.5
  25. 25. Como Fabricar um Eletrodo Revestido? Metal EletrodoRevestimento RevestidoAglomerantes
  26. 26. Como Fabricar um Eletrodo Revestido? Revestimento: Alma Metálica: Pesagem Arame Mistura a Seco Laminação Adição de Aglomerantes Trefilação Mistura Úmida Alinhamento Controle de Qualidade Corte Prensagem Alma Metálica + Mistura Úmida: Extrusão Identificação Secagem Controle de Qualidade Embalagem
  27. 27. Cuidados com a Prensagem: PrensagemPressão Detalhe Baixa Detalhe Ideal Pressão
  28. 28. Cuidados com a Extrusão: A espessura dorevestimento e a concentricidade da alma doeletrodo devem ser uniforme.
  29. 29. Consequências: Boa penetração Penetração Insuficiente
  30. 30. Cuidados com Manuseio e Armazenagem: Evitar quedas e dobras, pois as mesmas podem causar perda de revestimento. Evitar a absorção de umidade, pois a mesma pode comprometer o desempenho do eletrodo, causando instabilidade do arco, formação de respingos e porosidade. Eletrodos Básicos, com baixo teor de Hidrogênio apresentam maior tendência em absorver umidade. Os mesmos são HIGROSCÓPICOS.
  31. 31. Absorção de umidade de um eletrodo revestido básico emfunção do tempo de exposição ao meio ambiente(Esquemática):
  32. 32. Como Evitar? Usar embalagens hermeticamente fechadas. Armazenar os eletrodos em ambientes adequadamente controlado. Após abertos, os eletrodos devem ser armazenados em estufas. Eletrodos básicos não devem ficar expostos ao ar por mais de duas horas (Ressecagem).
  33. 33. Ressecagem:
  34. 34. Variáveis Operatórias Tipo, polaridade e valor da corrente de soldagem; Tipo e diâmetro do eletrodo; Tensão e comprimento do arco; Velocidade de soldagem; Técnicas de manipulação de eletrodos; Sequência de deposição e soldagem;
  35. 35. Corrente Elétrica  Diâmetro do eletrodo;Faixa de  Posição de soldagem;Corrente  Material da alma;  Tipo e espessura do revestimento. Aquecimento e fusão Degradação do insuficiente revestimento (efeito joule)
  36. 36. • Volume da poça de fusão; Corrente • Penetração; • Largura do cordão de solda; • Degradação do revestimento, respingos excessivos e perda de resistência mecânica e tenacidade da solda.O TIPO DE CORRENTE e a sua POLARIDADE afetam a forma e asdimensões da poça de fusão, a estabilidade do arco e o modo detransferência de metal de adição.
  37. 37. Espessura do metalDiâmetro do Posição de soldagem Eletrodo Tipo de junta
  38. 38. Comprimento do Arco Elétrico Arco sem direção e concentração; Mais respingos e proteção deficiente. Cordão estreito; Concavidade pronunciada.
  39. 39. Velocidade de Soldagem Deve ser escolhida de modo que o arco fique ligeiramente à frente da poça de fusão; Cordões estreitos, baixa penetração, aspecto ruim. Cordão mais largo, com penetração e reforço excessivo.
  40. 40. A correta manipulação do eletrodo é importante em todas as etapas de soldagem. Movimentos principais para execução da solda: ◦ Movimento de mergulho; ◦ Movimento de translação; ◦ Movimento de tecimento ou lateral;
  41. 41. Posicionamento do Eletrodo em Relação à Junta O posicionamento correto deve: Evitar que a escória flua à frente da poça de fusão, o que facilitaria o seu aprisionamento na solda; Controlar a repartição de calor nas peças que compõem a junta (importante na soldagem de juntas formadas por peças de espessuras diferentes); Facilitar a observação da poça de fusão; Minimizar os efeitos do sopro magnético (quando presente).
  42. 42. AplicaçõesIndustriais
  43. 43. AplicaçõesIndustriais

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