Peter Pan Todas as crianças crescem, Peter Pan não! Ele mora na Terra do Nunca.Um dia junto com a Fada Sininho, foi visita...
Os colonos, surpresos com a coragem de Pocahontas, baixaram as armas.Radcliffe, furioso disparou contra Ponhatan. O valent...
Na manhã seguinte enquanto o seu amo banhava-se no rio, o rei passou por ali com a suafilha.- Socorro, socorro! Meu amo, o...
Todos os dias João tinha que mostrar o dedo pra ela sentir se ele estava engordando. Omenino, muito esperto, percebendo qu...
Passou o burro. "Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"Ciciou a mocinha casadoira,...
Que belo bichano, de pelagem de seda, cinzento, macio, cara redonda, boquinha cor-de-rosa, bigodes eriçados, orelhas recor...
- O que é, ratinho? Você quer?- Quero.- Como é que você faz de noite?O ratinho guinchou:- Coin, coin, coin.- Assim baixinh...
fazia um pratinho para ele, não quis me desgostar, coitado! tão delicado" – teve umchilique e foi um alvoroço monstro em c...
- Ave Maria! Que mundo louco! O que será que deu naqueles passarinhos que perderamaté a roupa?Os passarinhos contaram:- O ...
QUE TOCASSE UMA BELA MELODIA. ENTÃO, O GIGANTE ADORMECEU EMPOUCOS MINUTOS.VENDO QUE A MULHER HAVIA SE ESQUECIDO DELE, JOÃO...
Contudo um ou dois peixes, que desfrutavam, debaixo da água, da sombra da folha delírio, ouviram por acaso a conversa das ...
Polegarzinha ficou chocada por tais paralavras cruéis. Mais tarde ela rastejoudesapercebida no túnel e todos os dias a men...
Um dia, quando tinha cinco anos, Tarzan provocou sem querer o estouro de uma manadade elefantes.Zangado, Kerchak reclamou ...
Alice no País das MaravilhaEra uma vez uma menina chamada Alice. Numa tarde de verão, ela estava sob a sombra deuma árvore...
- Plantamos flores brancas por engano. Como a Rainha só gosta de flores vermelhas, senão pintarmos as flores brancas de ve...
Aladim abaixou a cabeça, sem ter o que dizer. Sua mãe, então, explicou:- Infelizmente ele nada faz. Passa os dias desperdi...
- Se você me obedecer, isto o protegerá contra todos os males. Vá, meu filho. Faça tudo oque eu disse e ambos seremos feli...
Depois de comerem tudo, venderam os pratos, conseguindo, assim, dinheiro que deu paraviverem por algum tempo com bastante ...
O espanto do sultão, à vista daquelas riquezas, foi indescritível. Depois de muitocontemplá-las, levantou-se e disse à mãe...
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- Nala pode vir brincar comigo? - É claro, Simba assim que ela terminar seu banho. Não vai demorar muito.- Calma, Simba! V...
Sra Jumbo aquela noite ninou o seu bebê!Sem querer os os dois amigos vão parar encima de uma árvore, onde estavam sendoobs...
Agora depois de dezoito longos anos, o plano de Hades parecia fadado ao sucesso.Hércules voou diretamente para o Olimpo a ...
Acorrentado no alto da catedral, Quasimodo percebe que Esmeralda está em perigo. Entãose libertou, puxando as correntes co...
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  1. 1. Peter Pan Todas as crianças crescem, Peter Pan não! Ele mora na Terra do Nunca.Um dia junto com a Fada Sininho, foi visitar seus amigos Wendy, João e Miguel.Peter levou-os para conhecer a Terra do Nunca. Com a mágica de Sininho eles saíramvoando. Avistaram o barco pirata, a aldeia dos índios e a morada dos meninos perdidos.O Capitão Gancho viu Peter Pan e seus amigos voando e resolveu atacá-los;Peter Pan salvou Wendy antes que ela caísse no chão.Os meninos perdidos moravam dentro de uma árvore oca. Wendy contou lindas estóriaspara eles. Ela gostou dos meninos.Um dia o Capitão Gancho raptou a princesa dos índios, mas Peter Pan apareceu paralibertá-la. O Capitão Gancho fugiu e o Crocodilo Tic Tac quase o enguliu, mas eleescapou.Mas o Capitão Gancho não desistiu. Desta vez capturou os meninos perdidos, levou-ospara o barco pirata, de lá eles seriam jogados no mar.Mas Peter Pan veio salvar os seus amigos. Lutou com Gancho e o derrubou.De volta ao lar, Wendy pediu que Peter Pan ficasse com eles, mas ele disse que não epreferiu a Terra do Nunca, assim ele nunca cresceria e poderia brincar com todas ascrianças sempre.************************************************************************Pocahontas Há muitos anos, nas terras da Virgínia, vivia uma jovem índia chamada Pocahontas. Umdia seu pai, o grande chefe Ponhatan, comunico-lhe que Kocoum, o guerreiro mais valenteda tribo, havia pedido em casamento.Pocahontas, confusa, foi pedir conselho à Avó Willow, um velho espírito que habitavauma árvore na Floresta Encantada. - Vovó - perguntou Pocahontas - o que devo fazer?- Minha jovem, tudo à sua volta são espíritos. Ouça-os com o coração e eles lhe mostrarãoo caminho.O navio "Suzan Constant"acabava da aportar na Virgínia. Neles viajavam colonos inglesescomandados pelo governador Radcliffe e pelo capitão John Smith.Vinham em busca de terras e ouro. Tão logo desembarcaram, o governador ordenou aocapitão que fosse inspecionar o lugar.Ao entardecer, enquanto John Smith explorava a floresta, ouviu um ruído. Não lhe deuimportância e se aproximou do rio para beber água.Nesse momento, notou que alguém o seguia. Escondido, preparou sua arma e, quando iaatirar, descobriu a moça mais linda que já tinha visto: Pocahontas. Embora a princípio a jovem paracesse assustada, logo confiou em John. Juntoscompartilharam momentos muito felizes, descobrindo os segredos da natureza.Mas a felicidade de Pocahontas e John Smith durou pouco . . .A ganância de Ratcliffe havia colocado os colonos contra os índios.Pocahontas tentou evitar a guerra, mas um dos colonos disparou contra Kocoum e omatou.O índios condenaram o capitão Smith à morte.No momento em que iam executá-lo, Pocahontas se pôs à frente de John, para protegê-lo.- Se o matarem, terão de me matar primeiro - disse a seu pai.
  2. 2. Os colonos, surpresos com a coragem de Pocahontas, baixaram as armas.Radcliffe, furioso disparou contra Ponhatan. O valente Smith se colocou à frente do chefeíndio e o tiro o atingiu.Diante da gravidade dos ferimentos, John teve de voltar à Inglaterra.Pocahontas se despediu dele sabendo que um levaria o outro para sempre no coração.***********************************************************************Os três porquinhos Eram uma vez três porquinhos, que saíram da casa da sua mãe. Cada um contruiria a suaprópria casa. Seguiram caminhos diferentes.O primeiro porquinho contruiu a sua casa com palha, logo ficou pronta e ele foi dormir.Chegou um lobo, que queria comer o porquinho e disse:- Abra a porta ou derrubarei essa casa com um sopro só. O porquinho não abriu e o lobo soprou e derrubou a casa. O porquinho fugiu.O segundo porquinho fez a sua casa com galhos de árvore, logo ficou pronta e ele foidormir. Outra vez veio o lobo:- Porquinho abra a porta ou vou assoprar e derrubar tudo.O porquinho não abriu, o lobo assoprou e derrubou a casa, mas o porquinho fugiu e seescondeu. E o lobo queria saber:- Onde se meteu este porquinho.O terceiro porquinho construiu a sua casa de tijolos para lá foram seus irmãos e o lobotambém.Mas desta vez o lobo soprou até cansar e não derrubou a casa, resolveu descer pelachaminé, mas a lareira estava acesa e ele saiu pegando fogo.O lobo foi embora e os porquinhos ficaram muito felizes morando na casinha de tijolos.************************************************************************O Gato de BotasUm velho moleiro, sentindo a morte chegar, dividiu seus bens entre seus três filhos.O mais velho herdou o moinho, o segundo um jumento capenga e o caçula um gato.O gato, vendo o seu novo dono muito desiludido com a sua parte na herança, disse-lhe:- Não te entristeças, meu amo, tenhas confiança em mim. Eu te farei um homem rico.Preciso somente que tu me dês algumas roupas.Assim, o rapaz deu ao gato um velho chapéu e um par de botas que ele havia recuperadono celeiro.Também lhe fez uma capa e deu-lhe um grande saco.- Eu te prometo voltar com boas novas - disse o gato a seu amo quando partiu.No caminho encontrou uma bela ovelha e colocou imediatamente seus projetos emexecução. Pulou sobre ela e enfiou-a no saco.- Majestade, é uma felicidade para mim, oferecer-lhe este humilde presente. Quem o enviaé marquês de Carabás, meu amo - disse ao rei, fazendo uma profunda reverência.Nos dias seguintes o monarca continuou recebendo presentes da parte do famoso marquêsque ninguém conhecia...Alguns dias depois , o gato disse a seu amo:- Não me faças perguntas, mas faz o que eu digo. Amanhã de manhã, vai tomar banho norio e espera que a carruagem do rei passe por ali.
  3. 3. Na manhã seguinte enquanto o seu amo banhava-se no rio, o rei passou por ali com a suafilha.- Socorro, socorro! Meu amo, o marquês de Carabás, está se afogando! - gritou o gato.O rei parou a carruagem e deu ordem a seus lacaios para socorrer o marquês e procurar-lheroupas adequadas. O monarca não tinha esquecido os numerosos presentes recebidos...Depois o convidou para subir na carruagem. A princesa logo ficou encantada com ocharme do jovem marquês.Os campos estendiam-se a perder de vista ao longo do caminho que a carruagem realpercorreria.- O rei logo vai passar por aqui - disse o gato aos lavradores. Se ele perguntar a quempertencem estas terras, respondam-lhe que pertencem ao marquês de Carabás, casocontrário farei picadinho de vocês!Os camponeses ficaram amedrontados e obedeceram ao gato de botas. O rei ficouimpressionado com os muitos bens que o amável marquês possuía.O soberano pensou que jamais encontraria melhor partido para sua filha. E vendo osolhares que ela dedicava ao jovem marquês, compreendeu que ela já o amava.Alguns dias mais tarde a princesa e o filho do moleiro se casaram e foram muito felizes.************************************************************************João e Maria Era uma vez... duas crianças, João e Maria. Eles eram filhos de um lenhador.- O que vamos fazer com essas duas crianças se não temos o que comer? - disse amadrasta. Vamos deixá-las na floresta, que talvez por lá elas consigam descobrir um jeitode sobreviver.- Não, não, não quero nem pensar nisso, disse o lenhador.João, sem querer, ouviu a conversa. Foi para o quintal e encheu os bolsos de pedrinhas. No dia seguinte, as crianças foram com o pai e a madrasta pra cortar lenha na floresta e láforam abandonadas. Mas João marcou o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer,conseguiu voltar pra casa, com Maria, sua irmã.O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto.Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.Entretanto João não conseguiu sair do quarto pra apanhar as pedrinhas, pois sua madrastatinha trancado a porta. Antes de saírem pro passeio, receberam pra comer um pedaço depão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o. Depois, ao longo do caminho, jogavaos pedacinhos no chão, pra marcar o caminho da volta.Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhessealgumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo!- Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, eela está toda marcada com as migalhas do pão.Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho. Ascrianças andaram, andaram, andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feitacom chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e começaram a comer. De repente,apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais pra vocês.Mas a velhinha era uma bruxa e aprisionou João numa jaula pra que ele engordasse. Elaqueria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.
  4. 4. Todos os dias João tinha que mostrar o dedo pra ela sentir se ele estava engordando. Omenino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava um ossinho degalinha. E ela ficava furiosa e reclamava com Maria:- Esse menino, não há meio de engordar.- Dê mais comida pra ele!Um dia, assim que a malvada acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:- Hoje eu vou fazer uma festança.- Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca pra ferver. - Dê bastante comida pro seu irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.Assustada, Maria começou a chorar. Em seguida, ela teve uma idéia para os dois selivrarem da bruxa.- Ih! Como vou acender o fogo do forno?- Menina imbecil, não sabe acender um fogo?- Pois eu vou comê-la também. E pegando uma tocha acesa, foi ensinar Maria a acender ofogo. Abriu a porta do forno e acendeu.Então, a menina empurrou a bruxa lá pra dentro do forno e fechou a porta.Libertou o irmão que ainda levou guloseimas e um tesouro que a bruxa guardava. Mas, láfora na floresta, os dois estavam novamente perdidos. E aí avistaram um passarinho quelhes ensinou o caminho de casa. Quando os viu, o pai ficou muito contente e a madrastaque nessa época já estava arrependida, prometeu cuidar deles .************************************************************************O Casamento da Dona Baratinha Dona Baratinha foi varrer a casa e achou um tostão. Na mesma hora, desatou o avental,lavou o rosto, passou pó-de-arroz nas faces, e foi fazer compras. Com o tostão achadocomprou móveis, para mobiliar a casa inteira, uma geladeira, um aparelho de televisão,tapetes e cortinas, vestidos e mais vestidos, sapatos caros e enfeites. Comprou jóias eespelhos de cristal. Comprou petiscos muito gostosos e fez um sortimento de doces que écoisa de que barata gosta muito. O troco pôs numa caixinha forrada de cetim vermelho,chaveou-a, amarrou um laço de fita nos cabelos e foi muito lampeira para a janela apreciaro movimento e arranjar um casório, uma vez que tinha dote."Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"perguntou ela com a voz mais docinha do mundo.Passou o boi. - Eu quero – mugiu.E ela:- E como é que você muge de noite?E o boi:- Assim: béééééééé! – abriu o focinho num berro de doer os ouvidos.Dona Baratinha correu assustada para dentro. Lá cheirou o frasquinho de sais, e depoisbem calma, voltou para a janela. O boi estava esperando a resposta.- Ah! – Dona Baratinha se abanava toda afobadinha. – Não quero me casar com você, não.Você me assusta.O boi foi embora, e ela fincou os cotovelos na janela outra vez, esperando que passasseoutro moço bonito.
  5. 5. Passou o burro. "Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"Ciciou a mocinha casadoira, esfregando de leve uma asa na outra.O burro deu um zurro de abalar a casa:- Eu quero.- Mas é assim que você zurra de noite? – perguntou a dona Baratinha, ainda toda trêmulado susto.- Ah! – o burro deu um risadão. – De noite eu canto com voz muito mais forte. – E deuoutro zurro, de arrebentar os tímpanos.- Deus me livre de casar com você, burro. Você não me deixaria dormir.O burro foi embora e a dona Baratinha se encostou outra vez romanticamente no peitorilda janela. Ora ajeitava a fita no cabelo, ora suspirava.Passou o cavalo. "Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"- Eu quero – relinchou o cavalo, mostrando todos os dentes, de satisfação.- Como é que você faz, de noite?- Eu, minha flor, cantarei de amor tão fortemente...- Mas como?- Assim: inoch! inoch! inoch! inoch! inoch!- Ai! Chega! – gritou dona Baratinha tampando as mimosas orelhinhas. – Chega! Eu nãome caso com cavalo de jeito nenhum. Você não me deixaria dormir direito.O cavalo foi embora, dona Baratinha ajeitou os cotovelos em cima de uma almofada,prevendo que a espera seria longa.Passou o cachorro. "Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"Falou a moça, muito assanhadinha, vendo-o bonitão, de pêlo lustroso, orelhas em pé,passo ligeiro.- Eu quero. – O cachorro latiu um consentimento rápido.- Como é que você faz de noite, cachorrinho?- Depende.- De quê?- Se estou alegre é assim: au! au! au!. Se estou triste ou doente, é assim: Uaaaauauuuu! – Eo cachorro uivou, de focinho para cima, caprichando nos bemóis.- Ui! Ai! Aiaiaiai! Não me faça chorar! Você não me serve. Tanto a sua alegria como a suatristeza me incomodam.- Ui! Ai! Aiaiaiai! Não me faça chorar! Você não me serve. Tanto a sua alegria como a suatristeza me incomodam.Dona Baratinha suspirou um pouco, pois fazia tanto tempo que estava na janela e aindanão tinha encontrado noivo que servisse.Passou o gato.
  6. 6. Que belo bichano, de pelagem de seda, cinzento, macio, cara redonda, boquinha cor-de-rosa, bigodes eriçados, orelhas recortadas em triângulo isósceles.O coração de dona Baratinha palpitava mais apressado quando ela cantou em vozemocionada, desta vez:"Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"- Eu quero – ronronou o gato, no fundo da garganta, numa doçura de voz.- Você ronrona assim, de noite, gatinho?- De noite? – O gato fez um floreio com a cauda. – Não. De noite, subo ao telhado. Sounamorado da lua. E deliro miando assim: miaaau! miau! miiiiaaaau!Dona Baratinha suspirou.- Que pena! Você não me serve não. Não me deixaria dormir. Que pena!Passou o bode. "Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"O bode berrou, muito azoretado:- Eu quero.- Quer, coisa nenhuma! – respondeu logo dona Baratinha. – Você é muito sem modos,malcheiroso, barulhento. Com esse berro tremido vai me incomodar de noite.Passou o galo. De crista e esporão. De barbela vermelha. Asas douradas, rabo empenachado. Bonito dese ver como um mosqueteiro do rei da França.- Como eu gostaria que esse fosse o meu noivo – pensou dona Baratinha. E com voz muitoesperançada:"Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"- Eu quero – cocoricou o galo, riscando o chão com a aguda espora.- Você canta de noite?- Se canto! – blasonou ele, e a barbela ficou mais vermelha de orgulho. – Se canto!Começo à meia-noite e vou madrugada afora, cocoricóóóóóóó’!Dona Baratinha virou a carinha bonita para o outro lado.- Não serve! Vá andando!E assim passaram o carneiro, o macaco, a onça, a anta, a capivara, o gambá, muitos emuitos bichos, de casa e do mato, nenhum servia, porque iria incomodar o soninho leve dedona Baratinha.Já bem tarde, quando as luzes da cidade se acenderam, passou um camundongo, quietinho,sorrateiro, dando corridinhas e paradinhas. Espiando matreiro para todos os lados.Correndo outra vez, os olhinhos espertos saltando daqui para ali. Dona Baratinha parou aespiar os seus inquietos manejos, divertida com o bichinho, e quase se esquecia deperguntar. Lembrou-se em tempo, quando o camundongo já ia longe:"Quem quer casar com dona Baratinha,Tão bonitinhaQue tem dinheiro na caixinha?"- Eu quero – guinchou o ratinho, tão baixo que quase não se ouvia.
  7. 7. - O que é, ratinho? Você quer?- Quero.- Como é que você faz de noite?O ratinho guinchou:- Coin, coin, coin.- Assim baixinho? – perguntou dona Baratinha, encantada. – Então serve. Você não meacorda com esse barulhinho. Como é o seu nome?O ratinho empolou bem o peito e falou:- Dom Ratão.Deu outra corridinha, para longe, para perto.Ficaram noivos.No dia do casamento preparava-se uma festa de arromba. O troco do tostão dava paratudo. Mataram frangos, não sei quantos, leitões, bois, e fizeram doces e mais doces.- Sabe do que eu mais gosto, Baratinha? – perguntou o noivo, no seu guincho macio.- Do quê?- De toicinho cozido no feijão.E então dona Baratinha deu ordem para que se fizesse uma caldeirada de feijão comtorresmo, bem temperado. O perfume da panela, logo pela manhã, recendia pela casa toda.Dom Ratão chegou, eram umas dez horas, muito chibante, de casaca e cartola, luvasbrancas, bengala de castão dourado, calças listradas. Parecia o presidente da República emdia de recepção no palácio. Mas qualquer coisa o inquietava. Farejava, erguendo o focinhofino, dava corridinhas mais do que de costume. - Está nervoso, querido?- Estou.Na hora da saída, desceu na frente dona Baratinha, arrastando a cauda do vestido de cetim,e o comprido véu de tule pela escadaria. O noivo veio a passo, atrás. A noiva já tinhaentrado no automóvel, quando dom Ratão fez cara de contrariedade:- Que maçada!- Que foi?- Esqueci o relógio lá em cima.- Vou mandar alguém buscar.- Não. Só eu sei onde o deixei. Espere um minuto.Deu uma corridinha até o meio da escada, voltou, avisou:- Um minutinho. Eu já venho.Outra corridinha para cima. E a noiva ficou esperando.Passou meia hora, dom Ratão não voltou. No relógio da sala soaram as onze. Dom Ratãonão voltava. Chegou o meio-dia. Não voltara dom Ratão.- Fugiu – gemia dona Baratinha inconsolável. – Não gosta mais de mim. Fingiu que iabuscar o relógio e fugiu para não casar. – Subiu novamente a escadaria arrastando ovestido de cauda e o véu. Por muito que fosse o desconsolo, não era caso para se fazerjejum por isso.- Afinal, não se perdeu grande coisa – comentou uma empregada. É melhor pôr o almoço.E lá se foram todos para a mesa.Mas então é que foi uma dor. Ao mexerem o caldeirão de feijão encontraram o coitado donoivo, morto, cozido, misturado com os torresmos. Que horror! Dona Baratinha, depois declamar que "Dom Ratão, coitado, era tão bom, eu sabia que ele gostava de mim,aconteceu, coitado!, de ir provar um torresmo e cair no caldeirão, podia ter pedido, a gente
  8. 8. fazia um pratinho para ele, não quis me desgostar, coitado! tão delicado" – teve umchilique e foi um alvoroço monstro em casa de dona Baratinha, tão bonitinha.Pois dom Ratão tinha morrido no caldeirão de feijão cozido, por causa de um pedaçoapetitoso de toicinho. Dona Baratinha pôs o luto, trancou todas as portas, e chorou tantoque lavou a casa com lágrimas. A cozinheira de dona Baratinha pegou o pote e foi buscarágua no rio. Encheu a vasilha, mas em vez de ir para casa, começou a se lastimar:- Como é triste esta vida. Dom Ratão morreu. Dona Baratinha, tão bonitinha, está de luto.E eu, por isso, quebro o pote.Pam!Bateu o pote numa pedra e foi-se embora. O rio ouviu tudo aquilo, encolheu-se e resolveu:- Eu também seco.Os bois vieram à tarde, nem sombra viram de água.- Que é isso, rio? Que aconteceu?- Dom Ratão morreu, cozido na panela de feijão com toicinho. Dona Baratinha pôs luto, acozinheira quebrou o pote, e eu também sequei.- Que horror!Os dois abanaram a cabeçorra, melancólicos e declararam:- Então nós derrubamos os chifres.Foram pastar. O campo, quando viu os bois mochos, muito sem graça, pastando, seespantou:- Que foi isso? Que fizeram vocês dos chifres?- Você então não soube da grande desgraça?- Não.- Pois dom Ratão morreu cozido, dona Baratinha pôs luto, a cozinheira quebrou o pote, orio secou e nós derrubamos os chifres.- Que tristeza! Eu também vou secar.De verdinho que estava, o campo ficou todo amarelado. Bem no meio dele estava umlaranjeira e quando ela viu aquilo perguntou:- Que é isso, campo? O que lhe deu? Está se sentindo mal?- Não, dona Laranjeira. Eu estava muito bem até. Amarelei foi de desgosto. Não vê quedom Ratão morreu cozido na panela de feijão com toicinho, dona Baratinha pôs luto, acozinheira quebrou o pote, o rio secou, os bois derrubaram os chifres e eu também sequei?A laranjeira derramou uma lágrima e disse:- Então, eu derrubo as folhas.Choveram folhas no chão.Os passarinhos que moravam nela, quando voltaram do trabalho à tarde, encontraram osninhos expostos ao vento, ao sol e à chuva, na árvore nua.- Que foi isso, dona Árvore, o que aconteceu que esta pensão está sem telhado?- Vocês que andam voando por aí não souberam da desgraça?- Não, senhora.- Pois dom Ratão morreu, dona Baratinha pôs luto, a cozinheira quebrou o pote, o riosecou, os boi derrubaram os chifres, amarelou o campo e eu também derrubei as folhas.Os passarinhos choraram, choraram.- Que tristeza! Pois, de dó, nós também derrubaremos as penas.E lá se foram eles, peladinhos, tremendo de frio, pelo campo, e andando em vez de voar,pois não tinham penas nem as asas.O céu espiou aquele disparate, lá de cima, e estranhou:
  9. 9. - Ave Maria! Que mundo louco! O que será que deu naqueles passarinhos que perderamaté a roupa?Os passarinhos contaram:- O senhor não sabe da grande desgraça?- Não sei.- Dom Ratão morreu cozido, dona Baratinha pôs luto, a cozinheira quebrou o pote, o riosecou, os bois derrubaram os chifres, o campo amarelou, a laranjeira ficou sem folhas, nóstambém nos depenamos.- Que calamidade!O céu se franziu numa carranca medonha. Começou a trovejar e a ventar. E depois urrou,com um vozeirão arrepiante:- Pois então eu também vou despencar daqui de cima.E desabou em cima da terra, no meio da tempestade mais horrorosa que já houve.E foi assim que o mundo, certa vez, se acabou, só porque dom Ratão, que ia se casar comdona Baratinha, tão bonitinha, morreu cozido no feijão.************************************************************************JOÃO E O PÉ DE FEIJÃOERA UMA VEZ UM MENINO CHAMADO JOÃO, QUE VIVIA COM SUA MÃE,UMA POBRE VIÚVA, NUMA CABANA BEM LONGE DA CIDADE.UM DIA, A MÃE DE JOÃO DISSE: - JOÃOZINHO, ACABOU A COMIDA E ODINHEIRO. VÁ ATÉ A CIDADE E VENDA A NOSSA VAQUINHA, O ÚNICO BEMQUE NOS RESTA.JOÃO FOI PARA A CIDADE E, NO CAMINHO, ENCONTROU UM HOMEM QUE OCONVENCEU A TROCAR A VAQUINHA POR SEMENTES DE FEIJÃO. O HOMEMDISSE:- COM ESTAS SEMENTES DE FEIJÃO JAMAIS PASSARÃO FOME. - JOÃOACREDITOU E TROUXE AS SEMENTES PARA CASA. QUANDO A MÃE DE JOÃOVIU AS SEMENTES, FICOU FURIOSA. JOGOU TUDO PELA JANELA.NA MANHÃ SEGUINTE, JOÃO LEVANTOU COM MUITA FOME E FOI ATÉ OQUINTAL. FICOU ESPANTADO QUANDO VIU UMA ENORME ÁRVORE QUE IAATÉ O CÉU. NEM CHAMOU SUA MÃE. DECIDIU SUBIR PELO PÉ DE FEIJÃOATÉ CHEGAR À COPA.JOÃO FICOU MARAVILHADO AO ENCONTRAR UM CASTELO NAS NUVENS EQUIS VÊ-LO DE PERTO. DE REPENTE, UMA MULHER ENORME SURGIU DEDENTRO DO CASTELO E O AGARROU: - O QUE FAZ AQUI, MENINO? SERÁ OMEU ESCRAVO. MAS O GIGANTE NÃO PODE SABER, POR ISSO, VOUESCONDÊ-LO. SE ELE VER VOCÊ, COM CERTEZA VAI COMÊ-LO.O GIGANTE CHEGOU FAZENDO MUITO BARULHO. A MULHER HAVIAESCONDIDO JOÃO NUM ARMÁRIO. O GIGANTE RUGIU:- SINTO CHEIRO DE CRIANÇA! E FAREJOU EM TODOS OS CANTOS ÀPROCURA DE UMA CRIANÇA QUE ESTIVESSE ESCONDIDA ALI. A MULHERADIANTOU-SE E RESPONDEU PARA O GIGANTE: - ESTE CHEIRO É DACOMIDA QUE IREI SERVÍ-LO. SENTE-SE À MESA, MEU SENHOR.O GIGANTE COMEU O SABOROSO ALIMENTO. DEPOIS, ORDENOU A UMAGALINHA PRISIONEIRA QUE PUSESSE UM OVO DE OURO, E A UMA HARPA
  10. 10. QUE TOCASSE UMA BELA MELODIA. ENTÃO, O GIGANTE ADORMECEU EMPOUCOS MINUTOS.VENDO QUE A MULHER HAVIA SE ESQUECIDO DELE, JOÃO SAIU DOARMÁRIO E, RAPIDAMENTE, LIBERTOU A GALINHA E TAMBÉM A HARPA.MAS A GALINHA CACAREJOU E A HARPA FEZ UM SOM ESTRIDENTE. PORISSO, O GIGANTE DESPERTOU.COM A GALINHA DEBAIXO DO BRAÇO E A HARPA NA OUTRA MÃO, JOÃOCORREU E O GIGANTE FOI ATRÁS DELE. JOÃO CHEGOU PRIMEIRO AOTRONCO DO PÉ DE FEIJÃO E DESLIZOU PELOS RAMOS. QUANDO ESTAVAQUASE CHEGANDO AO CHÃO, GRITOU PARA SUA MÃE, QUE O ESPERAVA: -MAMÃE, VÁ BUSCAR UM MACHADO, TEM UM GIGANTE ATRÁS DE MIM !COM O MACHADO, JOÃO CORTOU O TRONCO, QUE CAIU COM UMESTRONDO. FOI O FIM DO GIGANTE. E TODAS AS MANHÃS, A GALINHA PÕEOVOS DE OURO E A HARPA TOCA PARA JOÃO E SUA MÃE, QUE VIVERAMFELIZES PARA SEMPRE E NUNCA MAIS SENTIRAM FOME.************************************************************************Polegarzinha Era uma vez uma mulher que não tinha filhos.Ela sonhava em ter uma menininha, mas o tempo havia passado e o seu sonho não setornou realidade.Então, ela foi visitar uma feiticeira, que lhe deu uma semente mágica.Assim que chegou em casa, ela plantou a semente num pote de flor. No outro dia, asemente se tornou uma adorável flor, parecida com uma tulipa. A mulher beijou delicadamente bem no meio das pétalas da flor. E como um passe demágica, a flor abriu e desabrochou completamente e dentro dela saiu uma minúsculamenina do tamanho de um dedo polegar. A mulher decidiu chamá-la de polegarzinha. Para ser a cama de polegarzinha, a mulher prepararou uma casca de noz, pétalas de violetacomo colchão e pétalas de rosas como cobertor. Um dia, ela brincava em um barco de pétala de tulipa, flutuando do prato de água. Usandodois rabos de cavalo como remos, Polegarzinha velejava no seu pequeno lago, cantando ecantando com a sua voz doce e delicada.De noite, quando ela havia adormecido em sua cama de noz, uma grande rã espiavaatravés de um buraco na janela, enquanto ela olhava para Polegarzinha, disse:- Como ela é bonita ! Seria uma noiva perfeita para o meu querido filho.Então, ela raptou Polegarzinha com noz e tudo e fugiu pelo jardim, sem ninguém ver.De volta a lagoa, o seu filho gordo e feio, que sempre fez o que a sua mãe lhe mandavafazer, ficou muito satisfeito com a escolha. Mas a sua mãe estava receosa, de que sua linda prisioneira escapasse, assim carregouPolegarzinha para fora da água e colocou-a numa folha de lírio no meio da lagoa.- Ela agora nunca poderá escapar, disse a rã para o seu filho.- E nós teremos bastante tempo para preparar uma nova casa para você e sua noiva.Polegarzinha foi deixada sozinha. Ela ficou desesperada. Ela reconheceu, que nuncapoderia escapar, pois, duas rãs horrendas lhe esperavam. Tudo o que ela poderia fazer erachorar.
  11. 11. Contudo um ou dois peixes, que desfrutavam, debaixo da água, da sombra da folha delírio, ouviram por acaso a conversa das duas rãs e a menininha amargurada soluçando.Eles decidiram fazer alguma coisa.Então, eles mordiscaram a haste do lírio até que ele quebrou e foi levado por umacorrenteza fraquinha.Uma borboleta dançante teve uma idéia: - Jogue-me a extremidade de seu cinto ! Eu lhe ajudarei a mover-se um pouco maisrapidamente !Polegarzinha agradeceu e assim a folha foi se afastando da lagoa da rã.No entanto, outros perigos lhe aguardavam.Um Besouro grande arrebatou Polegarzinha com seus pés fortes e levou-a a sua casa noalto de uma árvore frondosa. - Ela não é linda ? Disse aos seus amigos.Mas ele acharam ela muito diferente. Assim o besouro examinou-a melhor e decidiudeixá-la livre embaixo da árvore.Era verão, e Polegarzinha vagueou sozinha entre flores e através de um longo gramado.Alimentava-se de polén e bebia gotas de orvalho.No entanto, a estação chuvosa chegou trazendo o mau tempo. A pobre menina sofreumuito para encontrar alimento e abrigo. Quando o inverno ficou intenso ela sentiu muitafome e frio.Um dia, enquanto Polegarzinha vagava desamparada sobre os prados descampados,encontrou-se com uma grande aranha que prometeu lhe ajudar. A aranha examinou a menina dentro de uma árvore oca e trancou a porta com um fio deteia bem resistente.Então, trouxe-lhe algumas castanhas secas e chamou os seus amigos para virem admirar abeleza de polegarzinha.Mas, como os besouros, ele acharam a menina muito estranha e persuadiram a aranha amandá-la embora.Muito triste e acreditando que ninguém a quis, porque era muito feia, Polegarzinha partiuda casa da aranha.Enquanto vagava, tiritando de frio, de repente, viu uma casa de campo pequena, feita degalhos mortos. Esperançosamente, bateu na porta e quem atendeu foi um rato do campo. - O que você faz aí fora com esse tempo ? ele perguntou. - Entre aqui e aqueça-se.A casa do rato do campo era confortável e acochegante, ele tinha estocado alimentos parao inverno.Para o seu sustento Polegarzinha fazia o trabalho doméstico e contava estórias para o rato.Um dia, o rato do campo disse, que um amigo estava vindo visitá-los.- É uma toupeira muito rica e tem uma casa encantadora. Ele possui uma esplêndida pelepreta, mas é terrívelmente míope. Necessita de companhia e gostaria de se casar. Polegarzinha não gostou da idéia. Entretanto, quando a toupeira chegou, ela cantou tãodocemente, que ele ficou apaixonado por ela.A toupeira convidou Polegarzinha e o rato do campo para visitá-lo, mas para a suasurpresa e horror tinha uma andorinha dentro do túnel, que parecia estar morta.A toupeira cutucou o seu pé e disse:- Isso eu vou ensinar a ela! Ela deveria ficar no subsolo ao invés, de ficar movendo-sesobre o céu o verão todo.
  12. 12. Polegarzinha ficou chocada por tais paralavras cruéis. Mais tarde ela rastejoudesapercebida no túnel e todos os dias a menininha ia cuidar e alimentar a andorinha.Nesses momentos, a andorinha contou a Polegarzinha a sua história. Por causa de umespinho entalhado, ela tinha sido incapaz de acompanhar os seus companheiros em buscade um clima mais morno.- Muito gentil da sua parte cuidar de mim, disse ela a Polegarzinha.Mas, na primavera, a andorinha foi embora, depois de oferecer-se para levar a pequenamenina com ela.Durante todo o verão, Polegarzinha fez de tudo para evitar de se casar com a toupeira. Apequena menina temia ter que viver para sempre no subsolo.No dia do seu casamento, ela pediu para passar um dia inteiro no ar aberto.Delicada como a pétala de uma flor, ela ouviu uma canção familiar: - O inverno já está chegando e eu vou embora para as terras mornas, venha comigoPolegarzinha.Polegarzinha subiu rapidamente nas asas do seu amigo andorinha, e o pássaro subiu aocéu. Voaram sobre planícies e montes até que alcançaram um país das flores. A andorinha colocou delicadamente Polegarzinha em uma flor.Lá encontrou-se com um rapazinho minúsculo, como ela, mas com asas brancas: O Reidos Flores.Imediatamente, ele pediu que ela se casasse com ele. Polegarzinha ansiosamente disse"sim", e as asas brancas imediatamente surgiram nela, e ela se transformou na Rainha dasFlores!************************************************************************Tarzan Numa noite de tempestade, perto da costa da África, um homem usou um barco a remopara salvar sua esposa e seu bebê de um naufrágio. Logo alcançaram a praia de uma ilhapróxima e construíram uma casa em uma árvore para abrigar-se.Nenhum outro ser humano vivia naquela ilha, cuja selva estava cheia de animais.Um dia, uma gorila chamada Kala desgarrou-se do seu grupo. Ela estava muito triste, poistinha perdido seu bebê para o maior inimigo dos gorilas, o leopardo fêmea Sabor.Foi então que Kala ouviu o choro de outro bebê e, seguindo o barulho, encontrou a casa daárvore. Bastou apenas uma olhadela para ver que a maldita Sabor tinha passado tambémpor ali.Kala sabia que aquela criaturinha que deveria ter uma família, pois encontrou o retrato dospais, precisava de cuidados. Então aconchegou-a com bondade em seus braços fortes. Quando Kala voltou para casa, os outros macacos olharam espantados para o pequenohumano.- O que é essa coisa esquisita? - resmungou Terk, a filha de Kala.- É um bebê - disse Kala. - Agora vou ser mãe dele também.E, com cuidado colocou o bebezinho nos braços de Terk. - Ele não é igual a nós! - exclamou Kerchak, o chefe dos gorilas. - Ele é um perigo para nossa família. Você tem de devolvê-lo!Mas Kala já estava muito apegada ao bebê e acabou convencendo Kerchak a deixá-la ficarcom a criança. Deu-lhe o nome de Tarzan.
  13. 13. Um dia, quando tinha cinco anos, Tarzan provocou sem querer o estouro de uma manadade elefantes.Zangado, Kerchak reclamou de Tarzan, dizendo a Kala que ele jamais se adaptaria.Tarzan ficou chateado e com raiva de Kerchak. Ficou também muito triste por perceberquanto era diferente dos outros gorilas. Kala logo compreendeu o sofrimento do filho.Com muito carinho, mostrou-lhe que, por dentro, eram iguais. Era isso que importava. Tarzan estava decidido a provar seu valor a Kerchak. Queria ser o melhor gorila domundo. Com os hipopótamos, aprendeu a nadar. Com os macacos, a se balançar nos cipós.Observando o chifre do rinoceronte, teve a idéia de criar uma ferramenta especial: umalança. Um dia Kerchak travou uma grande batalha com Sabor. A fera assassina estava quasevencendo a luta quando Tarzan chegou para ajudar o gorila. Derrotou Sabor e salvou Kerchak. Os gorilas ficaram muito contentes! Kala estava orgulhosa. Finalmente, Kerchak aceitavaTarzan como membro da família!De repente ecoou pela selva um barulho terrível e nunca antes ouvido: tiros!Kerchak imediatamente conduziu sua família para um lugar seguro. Mas Tarzan ficoucurioso. Correu para ver de onde tinha vindo aquele "trovão"Ficou chocado quando viu três criaturas muito parecidas com ele. As criaturas eram oprofessor Porter, sua filha Jane e o guia deles, Clayton. Os Porters tinham vindo para aÁfrica estudar gorilas. Então Jane foi atacada por um grupo de babuínos. Tarzan logo pulou num cipó para salvá-la!Tarzan queria falar com Jane também. Pegou suavemente no queixo da moça e finalmenteos dois se apresentaram.Kerchak ordenou a Tarzan que ficasse longe daquelas criaturas estranhas e barulhentas.Mas Tarzan queria saber mais a respeito delas.No acampamento dos humanos, Tarzan aprendeu muitas coisas.Tarzan ensinou-lhes adizer "Jane fica com Tarzan" na língua dos gorilas. Kerchak estava furioso com a atitude de Tarzan, levando os humanos para ver os gorilas.Os bebês macacos adoraram Jane! Mas Kerchak os atacou e Tarzan o segurou para que os humanos fugissem.Kala então resolveu contar a verdade levando Tarzan à casa da árvore para que elesoubesse da sua origem e pudesse escolher: viver com os macacos ou com os humanos.Tarzan escolheu Jane!E todos assistiram à partida do amigo. Estavam mais tristes do que zangados.A bordo do navio, Tarzan teve uma surpresa desagradável. Clayton assumiu o comando edeixou-os todos prisioneiros. Quando soube do plano para capturar macacos, Tarzan deu um grito terrível.Os amigos da selva vieram todos ajudar Tarzan a salvar os gorilas das garras de Clayton.Jane e Porter também vieram ajudar os amigos.De repente Clayton atira em Kerchak. Antes de morrer se desculpa e pede ao filho quecuide da família, porque de agora em diante, ele seria o grande líder.E assim todos ficaram juntos e viveram felizes para sempre.************************************************************************
  14. 14. Alice no País das MaravilhaEra uma vez uma menina chamada Alice. Numa tarde de verão, ela estava sob a sombra deuma árvore, ao lado de sua irmã mais velha, que lia um livro sem nenhuma figura.Achando aquilo muito chato, Alice foi ficando cada vez mais sonolenta quando, derepente, apareceu um coelho apressado com um enorme relógio exclamando:- Hãaa!!! Nossa! É tarde, é tarde, é tarde, muito tarde!O coelho entrou numa toca e a menina foi atrás. De repente, ficou tudo muito escuro eAlice sentiu que estava caiiindo, caiiindo, caiiindo num poço que parecia não ter fim.Aí... de repente, plaft! Tinha caído sentada num monte de folhas secas. Olhando ao redor,ela viu uma pequena porta. Quis passar, mas não conseguiu, porque a porta era minúscula.Havia por ali uma lata em que estava escrito "Coma-me". Abriu a lata mais que depressa e,vendo que eram biscoitos, começou a comer. Pra surpresa de Alice, quanto mais elacomia, menor ficava em tamanho. Foi ficando pequenininha, pequenininha e assimconseguiu passar pela portinha.Saiu então num jardim onde viu flores falando e cantando. Isso a deixou super-admirada.Perguntou então às flores:- Como posso crescer novamente?- Siga em frente. Responderam em coro.Alice obedeceu. Andou, andou, e encontrou em cima de um cogumelo um bichinho azulque lhe perguntou:- Que deseja, menina?Percebendo a tristeza de Alice, o bichinho azul disse:- Coma do cogumelo, mas coma só do lado direito, senão você diminui.Minutos depois de comer, Alice voltou ao seu tamanho normal. Muito feliz, ela levouconsigo mais dois pedacinhos do cogumelo.Sem rumo certo, Alice continuou a andar quando, inesperadamente, encontrou um gatorisonho:- Pode me indicar o caminho que devo seguir?. Disse a menina.- Humm! Mas pra onde deseja ir? - perguntou o gato.- Não sei!...- Humm! À direita, mora o Chapéu; à esquerda, mora a Lebre de Março. Hãaa!. Tanto faz,menina, os dois são malucos, disse o gato.- Maas, então, tenho eu que viver entre doidos?- Humm! Humm! Dê trinta passos pra frente, trinta passos pra direita e mais trinta praesquerda. Ali existe uma árvore que orienta.Sem entender nada, mas levada pela intuição, Alice chegou na casa da Lebre de Março eviu a Lebre e o Chapéu tomando chá ao ar livre. Sentou-se à mesa com os dois.- Mais vinho, Chapéu? - perguntou a Lebre.- Oh! Oh! Oh! Sim, por favor, querida, um pouco mais de leite sem manteiga com casca depão - respondeu ele.Aturdida, sem entender nada, Alice saiu dali em disparada. Mais à frente, ela viu ossoldados da Rainha de Copas pintando de vermelho as flores brancas que ali existiam.- Mas por que estão pintando de vermelho as flores brancas?
  15. 15. - Plantamos flores brancas por engano. Como a Rainha só gosta de flores vermelhas, senão pintarmos as flores brancas de vermelho, ela manda cortar nossas cabeças,responderam eles.No Reino de Copas, tirando essa maluquice toda, tudo corria normalmente. Um dia,porém, um soldado roubou da Rainha um pedaço de bolo. Foi preso pra ser julgado econdenado. E Alice, mesmo sem saber do acontecido, foi convocada pra testemunhar.Estava pra se iniciar o julgamento, quando algo muito estranho aconteceu. Alice começoua crescer, a crescer... e ficou muito alta, com mais de um quilômetro de altura.Os soldados então começaram a correr atrás dela pra expulsá-la do Reino, porque assimmandava a lei.Nesse instante, Alice acordou e viu-se deitada no colo de sua irmã que lia um livro semfiguras. Ah, ah, ah! Felizmente, tudo tinha sido só um sonho!!!.************************************************************************Alladim e a Lâmpada Maravilhosa "Aladim era filho de um pobre alfaiate que vivia numa cidade da China. Quando seu paimorreu, ele era muito jovem, e sua mãe teve que fiar algodão, dia e noite, para sustentá-lo.Um dia, quando tinha mais ou menos quinze anos, estava brincando na rua, com algunscompanheiros. Um estranho que passava parou para olhá-lo. Era um mágico africano quenecessitava da ajuda de um jovem. Percebeu logo que Aladim era exatamente quem eleprocurava.Primeiro, o mágico indagou das pessoas que estavam ali, quem era o menino. Depois,dirigiu-se a ele e disse:- Meu rapaz, você não é filho de Mustafá, o alfaiate?- Sim, senhor, mas meu pai morreu há muito tempo, respondeu o rapaz.Ao ouvir estas palavras, o mágico abraçou Aladim, com os olhos cheios de lágrimas, edisse:- Você é meu sobrinho, pois seu pai era meu irmão. Eu o conheci à primeira vista, porquevocê é muito parecido com ele.O homem deu duas moedas de ouro a Aladim, dizendo:- Vá para casa e diga à sua mãe que irei jantar com vocês.Encantado com o dinheiro, Aladim correu para casa.- Mamãe, eu tenho algum tio? perguntou ele.- Não, meu filho. Seu pai não tinha irmãos e eu também não os tenho, respondeu asenhora.- Acabo de encontrar um senhor que me disse ser irmão de papai. Deu-me este dinheiro emandou dizer-lhe que jantaria aqui hoje.A senhora ficou muito admirada, mas saiu para fazer compras e passou o dia preparando ojantar. Exatamente quando tudo ficou pronto, o mágico bateu à porta. Entrou trazendoembrulhos de frutas e doces. Cumprimentou a mãe de Aladim e, com lágrimas nos olhos,pediu-lhe que indicasse o lugar em que o irmão costumava sentar-se. Durante o jantar,pôs-se a descrever suas viagens.- Minha boa irmã, começou ele. Não me admiro de que você nunca me tivesse visto.Estive quarenta anos fora deste país. Viajei por muitos lugares. Estou realmente triste porsaber da morte de meu irmão, mas é um conforto saber que ele deixou um filho tãoencantador!! Virando-se para Aladim, perguntou-lhe:- Que faz você? Trabalha no comércio?
  16. 16. Aladim abaixou a cabeça, sem ter o que dizer. Sua mãe, então, explicou:- Infelizmente ele nada faz. Passa os dias desperdiçando o tempo a brincar na rua.- Isto não vai bem , meu sobrinho, disse o mágico. É preciso pensar num meio de ganhar avida. Eu gostaria de ajudá-lo. Se você quiser, abrirei uma loja para você.Aladim ficou muito contente com a idéia. Disse ao mágico que não havia nada que oencantasse mais.- Bem, resolveu o homem. Amanhã sairemos e comprar-lhe-ei roupas elegantes. Depois,então, pensaremos na loja.No dia seguinte, ele voltou, como havia prometido, e levou Aladim a uma casa que vendiaroupas lindas. O menino escolheu as que mais lhe agradaram. Depois deram um passeiopela cidade. À noite, foram a uma festa. Quando a mãe de Aladim o viu voltar tão elegantee o ouviu contar tudo que haviam feito, ficou muito contente.- Bondoso irmão, disse ao mágico, não sei como agradecer-lhe tanta bondade.- Aladim é um bom rapaz, disse ele, e bem merece que se faça tudo por ele. Algum dia nosorgulharemos dele. Amanhã virei buscá-lo, para dar um passeio no campo. Depois deamanhã, então, abriremos a loja.No dia seguinte, Aladim levantou-se muito cedo e foi ao encontro do tio. Andaram muitoaté que chegaram a uma fonte de água clara. O mágico abriu um embrulho de frutas ebolos. Quando acabaram de comer, continuaram a andar até que chegaram a um valeestreito, cercado de montanhas. Era este o lugar que o homem esperava encontrar. Alihavia levado Aladim por um motivo secreto.- Não iremos adiante, comunicou ao rapaz. Mostrarei a você algumas coisas que ninguémainda viu. Enquanto risco um fósforo, cate todos os gravetos que encontrar para acender ofogo.Aladim num instante arranjou um pilha de gravetos, aos quais o mágico atiçou fogo.Quando as chamas cresceram, atirou-lhes um pouco de incenso e pronunciou umaspalavras mágicas que Aladim não entendeu. Imediatamente a terra se abriu a seus pés eapareceu uma grande pedra, em cuja parte superior havia uma argola de ferro. Aladimestava tão assustado que teria fugido se o mágico não o detivesse.- Se você me obedecer, não se arrependerá. Debaixo desta pedra está escondido umtesouro que o fará mais rico do que todos os reis do mundo. Você deverá, entretanto, fazerexatamente o que eu digo, para conseguí-lo.O medo de Aladim desapareceu e ele declarou ao tio:- Que tenho a fazer? Estou pronto a obedecer.- Segure a argola e levante a pedra, disse o homem.Aladim fez o que o mágico havia dito. Suspendeu a pedra e deixou-a de lado. Apareceuuma escada que conduzia a uma porta.- Desça estes degraus e abra aquela porta, ordenou o mágico. Você entrará num palácioonde há três enormes salões. Em cada um deles verá quatro vasos cheios de ouro e prata.Não mexa em nenhum deles. Passe através dos três salões sem parar. Tenha cuidado paranão se encostar nas paredes. Se o fizer, morrerá instantâneamente. No fim do terceirosalão, há uma porta que dá para um pomar, onde as árvores estão carregadas de lindasfrutas. Atravessando o pomar, você chegará a um muro no qual encontrará um nicho.Nesse nicho, há uma lâmpada acesa. Pegue a lâmpada, jogue fora o pavio e o azeite, etraga-a o mais depressa que puder. Dizendo estas palavras, o mágico tirou do dedo umanel que ofereceu a Aladim, explicando:
  17. 17. - Se você me obedecer, isto o protegerá contra todos os males. Vá, meu filho. Faça tudo oque eu disse e ambos seremos felizes para o resto da vida.Aladim desceu os degraus e abriu a porta. Encontrou três salões. Atravessou-oscuidadosamente e chegou ao pomar. Foi até o muro e apanhou a lâmpada no nicho. Jogoufora o pavio e o azeite. Finalmente, prendeu a lampada no cinturão. Já estava decidido avoltar, mas, olhando para as árvores, ficou encantado com as frutas. Eram de coresdiferentes: brancas, vermelhas, verdes, azuis, roxas, todas cintilantes. Na verdade, nãoeram frutas, mas pedras preciosas: pérolas, diamantes, rubis, esmeraldas, safiras eametistas. Aladim, não sabendo seu valor, pensou que eram simples pedaços de vidro.Ficou, entretanto, encantado com as cores e apanhou algumas de cada cor. Encheu osbolsos e também a bolsa de couro que trazia presa ao cinturão. Assim carregado detesouros, correu pelos salões e logo chegou à boca da caverna. Viu o tio que o esperava noalto da escada e pediu-lhe:- Dê-me a mão, meu tio, e ajude-me a sair daqui.- Primeiro, entregue-me a lâmpada, exigiu o mágico.- Na verdade, não posso fazê-lo agora, pois trago outras coisas que me dificultam a subida,mas assim que estiver aí em cima, entregá-la-ei, explicou Aladim.O mágico, que estava aflito para possuir a lâmpada, irritou-se e atirou um pouco deincenso ao fogo, pronunciando, depois, algumas palavras mágicas. Imediatamente a pedravoltou ao seu lugar, tapando a saída da estranha caverna. Quando Aladim se viu naescuridão, chamou o mágico e implorou-lhe que o tirasse dali. Prometeu-lhe mil vezes quelhe daria a lâmpada. Seus rogos, entretanto, foram em vão. Desesperado, tentou atingirnovamente a porta que conduzia aos salões, para ver se conseguia chegar ao pomar. Aporta, porém, estava fechada. Durante dois dias, Aladim permaneceu na escuridão, semcomer, nem beber. Por fim, juntou as mãos para rezar e, ao fazê-lo, esfregou o anel que omágico tinha posto em seu dedo. No mesmo instante, um gênio, enorme e assustador,surgiu da terra, dizendo:- Que deseja? Sou o escravo do anel e cumprirei suas ordens.Aladim replicou:- Tire-me daqui.Logo a terra se abriu e ele se encontrou lá fora. Muito artordoado foi andando para casa e,ao chegar, caiu desfalecido junto à porta. Quando voltou a si, contou à mãe o que lhe haviaacontecido. Mostrou-lhe a lâmpada e as frutas que tinha trazido. Pediu-lhe, depois, algumacoisa para comer, ao que ela respondeu:- Meu filho, nada tenho em casa, mas fiei algum algodão e irei vendê-lo.- Em vez do algodão, mamãe, venda a lâmpada, propôs o menino. Ela apanhou a lâmpada e começou a esfregá-la, porque estava muito suja. Nessemomento, surgiu um gênio que gritou bem alto:- Sou o gênio da lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando.A senhora estava assustada demais para poder falar, mas o menino agarrou-a ousadamentee disse:- Arranje-me alguma coisa para comer.O gênio desapareceu e voltou equilibrando na cabeça uma bandeja de prata na qual haviadoze pratos, também de prata, cheios das melhores iguarias. Havia ainda dois pratos e doiscopos vazios. Colocou a bandeja na mesa e dasapareceu outra vez. Aladim e sua mãesentaram-se e comeram com grande prazer. Nunca haviam provado comida tão gostosa.
  18. 18. Depois de comerem tudo, venderam os pratos, conseguindo, assim, dinheiro que deu paraviverem por algum tempo com bastante conforto.Um dia, quando passeava pela cidade, Aladim ouviu uma ordem do sultão mandando quefechassem as lojas e saíssem todos das ruas, pois sua filha, a princesa, ia ao banho de mare não podia ser vista por ninguém. O rapaz escondeu-se atrás de uma porta, de onde podiaver a princesa quando passasse. Não decorreu muito tempo e ela veio, acompanhada deuma porção de aias. Quando chegou perto da porta onde Aladim estava escondido, tirou ovéu e ele viu seu rosto. A moça era tão bonita que ele desejou casar-se com ela. Chegandoa casa contou à mãe seu amor pela princesa. A senhora riu-se e respondeu:- Meu filho, você deve estar louco para pensar numa coisa destas!- Não estou louco, mamãe, e pretendo pedir a mão da princesa ao sultão. Você deveprocurá-lo para fazer o pedido, disse ele.- Eu??? Dirigir-me ao sultão??? Você sabe muito bem que ninguém pode falar-lhe semlevar um rico presente, informou a senhora.- Bem, vou contar-lhe um segredo. Aquelas frutas que trouxe da caverna não são simplespedaços de vidro. São jóias de grande valor. Tenho olhado pedras preciosas nas joalheriase nenhuma é tão grande, nem tem o brilho das minhas. A oferta delas, estou certo,comprará o favor do sultão.Aladim trouxe as pedras da cômoda onde as tinha escondido e sua mãe colocou-as numprato de porcelana. A beleza de suas cores assombrou a senhora, que ficou certa de que opresente não poderia deixar de agradar ao sultão. Ela cobriu o prato e as jóias com umbonito pano de linho e saiu para o palácio. A multidão daqueles que tinham negócios nacorte era grande. As portas estavam abertas e ela foi entrando. Colocou-se em frente aosultão. Ele, entretanto, não tomou conhecimento de sua presença. Durante uma semana,ela foi lá diariamente, ocupando sempre o mesmo lugar. Afinal, ele viu-a e perguntou oque desejava. Tremendo, a boa mulher falou-lhe sobre a pretensão do filho. O sultãoouviu-a amavelmente e perguntou-lhe o que trazia na mão. Ela tirou o guardanapo de cimado prato e mostrou-lhe as jóias cintilantes. Que surpresa teve ele ao ver tais maravilhas!Durante muito tempo, contemplou-as sem dizer nada. Depois exclamou:- Que riqueza! Que encanto!Ele já havia determinado que a filha se casaria com um de seus oficiais; no entanto, disse àmãe de Aladim:- Diga a seu filho que ele desposará a princesa se me enviar quarenta tinas cheias de jóiascomo estas. Elas deverão ser-me entregues por quarenta escravos negros, cada um dosquais será precedido de um escravo branco, todos ricamente vestidos.A mãe de Aladim curvou-se até o chão e voltou para casa pensando que tudo estivesseperdido. Deu o recado ao filho esperando que, com isso, ele desistisse. Aladim sorriu, equando a mãe se afastou, apanhou a lâmpada e esfregou-a. O gênio apareceu no mesmoinstante e ele pediu-lhe que arranjasse tudo que o sultão havia pedido. O gêniodesapareceu e voltou trazendo quarenta escravos negros, cada um carregando na cabeçauma tina cheia de pérolas, rubis, diamantes, esmeraldas, safiras e ametistas. Os quarentaescravos negros e outros tantos brancos encheram a casa e o jardim. Aladim ordenou-lhesque se dirigissem ao palácio, dois a dois, e pediu à sua mãe que entregasse o presente aosultão. Os escravos estavam tão ricamente vestidos que todos, nas ruas, paravam para vê-los. Entraram no palácio e ajoelharam-se em frente ao sultão, formando um semi-círculo.Os escravos negros colocaram as tinas no tapete.
  19. 19. O espanto do sultão, à vista daquelas riquezas, foi indescritível. Depois de muitocontemplá-las, levantou-se e disse à mãe de Aladim:- Diga a seu filho que o espero de braços abertos.A senhora, feliz com a notícia, não perdeu tempo. Saiu correndo e deu o recado ao filho.Aladim, entretanto, não teve pressa. Primeiro chamou o gênio e pediu-lhe:- Desejo um banho perfumado, uma roupa luxuosa, um cavalo tão bonito quanto o dosultão, vinte escravos e, além disso, vinte mil moedas de ouro distribuídas em vinte bolsas.Tudo isso apareceu imediatamente à sua frente. Aladim, elegantemente vestido e montadonum lindo cavalo, passou pelas ruas, causando admiração a todos. Os escravos marchavama seu lado, cada um carregando uma bolsa cheia de moedas de ouro, para distribuir pelopovo. Quando o sultão viu aquele belo rapaz, saiu do trono para recebê-lo. À noiteofereceu-lhe uma grande festa. Ele desejava que Aladim se casasse logo com a filha, maseste lhe disse:- Primeiro, construirei um palácio para ela.Assim que regressou à casa, chamou o gênio e disse:- Dê-me um palácio do mais fino mármore, incrustado de pedras preciosas. Nele queroencontrar estábulos, cocheiras, lacaios, escravos. A mais fina decoração, com os móveismais luxuosos do mundo.O casamento de Aladim com a princesa realizou-se no meio de grande regozijo. O rapaz jáhavia conquistado o coração do povo, por sua generosidade. Durante muito tempo elesforam imensamente felizes. Nesta ocasião, o mágico que estava na África descobriu queAladim era muito rico e querido de todos. Cheio de raiva, embarcou para a China. Láchegando, ouviu algúem falar do palácio maravilhoso que tinha sido levantado pelo gênioda lâmpada. Resolveu, então, obter a lâmpada, custasse o que custasse. Os mercadorescontaram-lhe que Aladim tinha ido caçar e que estaria ausente por alguns dias. Elecomprou uma dúzia de lâmpadas de cobre, iguais à lâmpada maravilhosa, e foi ao paláciogritando:- Trocam-se lâmpadas novas por velhas!Quando chegou à janela da princesa, os escravos chamaram-no, dizendo:- Venha cá. Temos uma lâmpada feia e velha que queremos trocar.Era a lâmpada maravilhosa, que Aladim havia deixado em cima de um móvel. A princesanão sabia seu valor; por isso, pediu a um escravo que a trocasse por uma nova. O mágico,muito contente, deu-lhe a melhor lâmpada que tinha, e saiu correndo para a floresta.Quando anoiteceu, chamou o gênio da lâmpada e ordenou que o palácio, a princesa e elepróprio fossem carregados para a África.O pesar do sultão foi terrível quando descobriu que a filha e o palácio tinhamdesaparecido. Enviou soldados à procura de Aladim, que foi trazido à sua presença.- Pouparei sua vida por quarenta dias e quarenta noites, lhe informou o sultão. Se duranteeste tempo minha filha não aparecer, mandarei cortar-lhe a cabeça.Aladim vagou por toda a cidade, perguntando às pessoas que encontrava o que haviaacontecido ao seu palácio. Ninguém sabia dar-lhe informação . Depois de muito andar,parou num riacho para matar a sede. Abaixou-se e juntou as mãos para apanhar um poucode água. Ao fazê-lo, esfregou o anel mágico que trazia no dedo. O gênio do anel apareceue perguntou-lhe o que queria.- Ó gênio poderoso, devolve-me minha esposa e meu palácio! Implorou ele. - Isto não está em meu poder, disse o gênio. Peça-o ao gênio da lâmpada. Sou apenas ogênio do anel.
  20. 20. - Então, pediu Aladim, leva-me até onde estiver o palácio.Imediatamente, o rapaz sentiu-se carregado pelos ares. Finalmente chegou a um paísestranho, onde logo avistou o palácio. A princesa estava chorando em seu quarto. Quandoviu Aladim, ficou muito contente. Correu ao seu encontro e contou-lhe tudo o que haviaacontecido. Aladim, ao ouvir falar na troca das lâmpadas, percebeu logo que o mágico erao causador de toda aquela aflição.- Diga-me uma coisa, perguntou à esposa, onde está a lâmpada velha agora?- O velho carrega-a no cinturão e não se separa dela noite e dia.Depois de muito conversarem, fizeram um plano para conseguir a lâmpada de volta.Aladim foi à cidade e comprou um pó que fazia a pessoa dormir instantaneamente. Aprincesa convidou o mágico para jantar em sua companhia. Enquanto comiam osprimeiros pratos, ela pediu a um criado que lhe trouxesse dois copos de vinho, que elahavia preparado. O mágico, encantado com tanta gentileza, bebeu o vinho no qual elahavia derramado certa quantidade do pó. Suas idéias foram ficando meio confusas e elepegou no sono.Aladim, que estava escondido atrás de uma cortina, veio depressa e apanhou a lâmpada docinturão do velho. Depois mandou que os empregados o carregassem para fora do palácioe o deixassem bem longe dali. A seguir, esfregou a lâmpada e, quando o gênio apareceu,pediu-lhe que levasse o palácio de volta para a China. Algumas horas mais tarde, o sultãoolhando pela janela, viu o palácio de Aladim brilhando ao sol. Mandou, então, dar umafesta que durou uma semana. O mágico, quando acordou no dia seguinte e se viu no meio da rua sem a lâmpada, ficoudesesperado. Levantou-se e foi andando, tão distraído que não viu uma carruagem que seaproximava. O resultado foi que morreu debaixo das patas dos cavalos. Aladim e a esposaviveram felizes pelo resto da vida. Quando o sultão morreu, Aladim subiu ao trono ereinou por muitos anos, sendo sempre querido do povo."************************************************************************PinóquioNuma aldeia italiana vivia Gepeto, o melhor relojoeiro do mundo. Um dia construiu umboneco quase perfeito...!-Será o filho que não tive, e vou chamar-te Pinóquio.Nessa noite a Fada Madrinha visitou a oficina de Gepeto.Tocando Pinóquio com a varinha mágica disse:- Vou-te dar vida, boneco. Mas deves ser sempre bom e verdadeiro!No dia seguinte Gepeto apercebeu-se que os seus desejos se tinham tornado realidade.Mandou então Pinóquio à escola, acompanhado pelo grilo cantante Pepe.No caminho encontraram a D. Raposa e a D. Gata.- Porque vais para a Escola havendo por aí tantos lugares bem mais alegres? - perguntou araposa.- Não lhe dês ouvidos! - avisou-o Pepe.Mas Pinóquio, para quem tudo era novidade, seguiu mesmo as tratantes e acabou à frentede Strombóli, o dono de um teatrinho de marionetas.- Comigo serás o artista mais famoso do mundo! - segredou-lhe o astucioso Strombóli.O espectáculo começou. Pinóquio foi a estrela, principalmente pelas suas faltas, quecausaram muita risota. Os outros bonecos eram hábeis, enquanto o novo só fazia asneiras...
  21. 21. Por isso triunfou! No final do espectáculo Pinóquio quis ir-se embora, mas Strombóli tinhaoutros planos.- Ficas preso nesta jaula, boneco falante. Vales mais que um diamante!Por sorte o grilo Pepe correu a avisar a Fada Madrinha, que enviou uma borboleta mágicapara salvar Pinóquio.Quando se recompôs do susto, a borboleta perguntou-lhe aonde vivia.- Não tenho casa. - respondeu o boneco.A borboleta voltou a fazer-lhe a mesma pergunta, e ele a dar a mesma resposta. Mas, decada vez que mentia, o nariz crescia-lhe mais um pouco, pelo que não conseguiu enganar aBorboleta Mágica.- Não quero este nariz! - soluçou Pinóquio.- Terás que te portar bem e não mentir! Voltas para casa e para a Escola. - disse-lhe aBorboleta Mágica.Depois de regressar a casa, aonde foi recebido com muita alegria por Gepeto, passou aportar-se bem.Tempos depois, de novo quando ia para a Escola, voltou a encontrar a Raposa, que odesafiou para a acompanhar à Ilha dos Jogos. Assim que entrou começaram a crescer-lheas orelhas e a transformar-se em burro.Aflito, valeu-lhe o grilo Pepe, que lhe disse:- Anda, Pinóquio. Conheço uma porta secreta...! Não te queres transformar em burro, poisnão? Levar-te-iam para um curral!- Sim, vou contigo, meu amigo.Ao chegarem a casa encontraram-na vazia. Por uns marinheiros souberam que Gepeto setinha feito ao mar num bote. Como o grilo Pepe era muito esperto, ensinou Pinóquio aconstruir uma jangada.Dois dias mais tarde, quando navegavam já longe de terra, avistaram uma baleia.- Essa baleia vem direita a nós! gritou Pepe. - Saltemos para a água!Mas não puderam salvar-se ... a baleia engoliu-os.Em breve descobriram que no interior da barriga estava Gepeto, que tinha naufragado nodecurso de uma tempestade.Depois de se terem abraçado, resolveram acender uma fogueira. A baleia espirrou elançou-os fora.- Perdoa-me papá. - suplicou Pinóquio muito arrependido.E a partir dali mostrou-se tão dedicado e bondoso que a Fada Madrinha, no dia do seuprimeiro aniversário, o transformou num menino de carne e osso, num menino de verdade.- Agora tenho um filho verdadeiro! - exclamou contentíssimo Gepeto.************************************************************************O Rei Leão Na enorme savana africana, os grandes elefantes, as zebras e as girafas estão se reunindo.Todos vão celebrar um nascimento na Terra dos Leões.Rafiki, o velho babuíno, levanta Simba bem alto para que todos os animais possamadmirá-lo.Viva o novo Príncipe! - Veja, Simba, nosso território é muito grande.Uma noite não é o bastante para percorrê-lo de uma extremidade à outra. Um dia, vocêserá o rei disso tudo.
  22. 22. - Nala pode vir brincar comigo? - É claro, Simba assim que ela terminar seu banho. Não vai demorar muito.- Calma, Simba! Você está indo muito rápido!- Apresse-se, Nala! Os avestruzes estão nos esperando para uma corrida!- Tio Scar! Meu pai disse que um dia eu serei rei! - Você ainda é bem jovem, meu sobrinho.Divirta-se, aproveite a vida, brinque com seus amigos. - Está bem, Timon.Eu vou experimentar isso, mas será para agradar você!- A gente se vê depois da sesta, está bem, Simba?- Eu também vou tirar um cochilo - disse Pumba.- Acho que o lanche de timon me embrulhou o estômago.- Acordem todos! Vamos brincar de esconde-esconde!No futuro, Simba será um grande rei!************************************************************************Dumbo E as cegonhas sobrevoavam o alojamento de um circo de inverno à procura das mães dosfilhotes que carregavam em seus enormes bicos.Todas ganhavam, a mamãe girafa, a mamãe ursa, a mamãe hipopótamo, só Dona Jumbo, amamãe elefante não ganhou seu filhote tão esperado.Assim o circo embarca trazendo muita diversão.De repente, uma cegonha um pouco atrasada, chega trazendo o tão esperado filhote deDona Jumbo.Puxa, que alegria!Jumbo Júnior era o seu nome.- Mas que orelhas! disse uma companheira da Sra Jumbo. O seu nome será Dumbo!Não importava , Dumbo ou Jumbo Júnior, era o filhote mais querido e esperado. DonaJumbo tratava-o com muito carinho!E assim a Sra Jumbo e Dumbo passaram a noite mais feliz de suas vidas.Mãe e filho, juntos.No dia seguinte, o público começou a chegar para o grande espetáculo.Dumbo chamou muito a atenção de todos, pois sua orelha era enorme mesmo. As criançascomeçaram a zombar de Dumbo e como toda mãe, Dona Jumbo foi defender seu filhotedaquela zombaria, mas se excedeu demais. Acabou indo para solitáriaPobre Dumbo, ficou só. As companheiras da Sra Jumbo, ignoravam o elefantinho queprecisava apenas de um pouco de atenção.Mas Timóteo, um simpático ratinho, estava sentado comendo as sobras de amendoimdeixados pelo público, observava tudo e ficou indignado com a atitude daquelespaquidermes e resolveu ajudar Dumbo.Tornou-se o melhor amigo de Dumbo!No dia seguinte, o número que os elefantes iriam apresentar seria a formação de umapirâmide e no topo Dumbo seria lançado. Timóteo como seu amigo, deu-lhe a maior força,mas foi um desastre!Dumbo então foi transformado em um palhaço!Mas Dumbo estava muito triste, pois ele era um elefante e não um palhaço! E timóteo parareanimá-lo conseguiu que Dumbo fosse ver sua mãe na solitária.
  23. 23. Sra Jumbo aquela noite ninou o seu bebê!Sem querer os os dois amigos vão parar encima de uma árvore, onde estavam sendoobservados pelos corvos.Timóteo então descobriu que eles poderiam ter voado!- Você pode voar, suas orelhas são perfeitas asas - disse Timóteo!Dumbo então é incentivado a voar pelos corvos que lhe dão uma pena e Timóteo dizia sera pena mágica.- Voe, Voe, bata as asas, vamos! Você pode! Você pode! - gritava Timóteo!Finalmente Dumbo voou!No dia seguinte, Dumbo se transforma na principal atraçao do circo.Usando suas orelhas, ele faz o que nenhum outro elefante conseguiu: voar! Agora, Dumboé um verdadeiro herói e brilha como a estrela voadora do circo, trazendo alegria e diversãopara todos.************************************************************************Hercules Há muito tempo, a Terra era governada por monstros chamados Titãs. Então o poderosoZeus trancou os Titãs no fundo do oceano. Assim ele e seus colegas deuses e deusaspuderam, do Monte Olimpo, governar o mundo.Num dia feliz, Hera, a esposa de Zeus, deu à luz um bebê muito forte. Zeus deu depresente a seu filho um cavalinho alado chamado Pégaso.Hades, o demoníaco deus do Mundo Inferior, estava entre os convidados.Hades tinha um plano para dominar o Olimpo. Mas precisava saber se teria sucesso, entãoconsultou as Moiras, três irmãs videntes.- Daqui a dezoito anos, os planetas estarão alinhados - disseram elas - os Titãs serãolibertados e então você, Hades, poderá vencer Zeus. Mas, se Hércules juntar-se à luta,você falhará.Então, Hades decidiu livrar-se de Hércules.Ele mandou Pânico e Agonia roubarem o bebê.Os demônios o levaram para a Terra e forçaram-no a beber uma poção mágica que otransformaria em um ser humano normal.Mas, antes que o bebê tomasse a última gota, Anfitrião e Alcmena, um amável casal,aproximaram-se.Pânico e Agonia transformaram-se em duas serpentes venenosas para poder completar suamissão, mas a força incrível de Hércules foi suficiente para acabar com elas.O casal decidiu criar Hércules.Hércules quer ser um menino prestativo, mas, com sua força descomunal e incontrolada,sempre põe tudo a perder!Diante disso o casal resolveu contar toda a verdade. À procura de uma resposta, Hérculesfoi até o templo de Zeus.- Se provar ser um verdadeiro herói na Terra, você poderá ser um deus novamente. Peçaajuda a Filoctetes, treinador de heróis.Hércules treinou arduamente e pode montar em seu Pégaso e enfrentar monstros terríveis.No caminho, Hércules salvou de um centauro uma garota chamada Megara. Hércules nãosabia, mas Hades estava usando Meg para enganá-loMeg bem que tentou, mas em vez de descobrir seu ponto fraco, ela se apaixonou porHércules, e ele por ela.
  24. 24. Agora depois de dezoito longos anos, o plano de Hades parecia fadado ao sucesso.Hércules voou diretamente para o Olimpo a fim de libertar seu pai e os outros deuses.Hércules juntou suas forças com as deles e derrotou os Titãs.Entretanto Hércules estava determinado a salvar Meg. Ele foi então até o Mundo Inferiorpara trazer o espírito dela de volta ao mundo dos vivos.Arriscando sua própria vida por Meg, Hércules tornou-se um Verdadeiro Herói econquistou seu lugar no Olimpo mais uma vez!Mas Hércules não escolheu ficar no Olimpo, acima das nuvens. Ele finalmente tinhaencontrado o seu lugar. Era na Terra, com Meg.Daquele dia em diante, Hércules viveubem e feliz.Seus feitos heróicos estavam escritos nas estrelas para sempre!************************************************************************O Corcunda de Notre Dame Era uma vez, na cidade de Paris, um rapaz que vivia no campanário da Catedral de Notre-Dame.Ele era forte o bastante para tocar os gigantescos sinos da igreja. Mas também era tãodelicado, que até mesmo podia segurar um passarinho nas mãos.Suas únicas amigas eram três gárgulas. Elas não se importavam com a aparênciadeformada do rapaz. O cruel amo dele, o juíz Frollo, porém chamava-o de Quasimodo, nome que significa"mal-acabado".Quasimodo tinha muita vontade de conhecer o mundo. Mas Frollo o proibira de sair docampanário.A tristeza maior de Quasimodo é que Frollo dizia que as pessoas iam odiá-lo porque eleera um monstro.Todos os anos celebrava-se o Festival dos Tolos.No festival, encorajado pelas amigas gárgulas, Quasimodo viu uma dançarina ciganachamada Esmeralda. Ele nunca tinha visto uma criatura tão linda! Nem o capitão Febo o mais novo soldado a serviço de Frollo, conhecera alguém de talformosura.Quasimodo, sem perceber foi puxado para o palco e coroado Rei dos Tolos.A multidão o aplaudiu e foi exibí-lo pelas ruas. De repente começaram a zombar dele, exatamente como Frollo havia previsto.Quasimodo foi amarrado com cordas para que não fugisse.Pediu ajuda a Frollo, mas ele não moveu um dedo.A bondosa Esmeralda libertou Quasimodo.Frollo ordenou que prendessem a cigana. Esmeralda conseguiu fugir com seu cabrito Djalie se escondeu na Catedral de Notre-Dame.Quasimodo estava confuso com toda aquela situação, mas resolveu ajudá-la a fugir.Ao saber da fuga da cigana Frollo ficara furioso, ferindo gravemente Febo por não quererperseguir os ciganos.Quasimodo percebeu que ela amava o bravo soldado e concordou em esconder Febo nocampanário.Mas foi inevitável, Frollo encontrou a Corte dos milagres, onde os ciganos se escondiam econseguiu apanhar todos eles.
  25. 25. Acorrentado no alto da catedral, Quasimodo percebe que Esmeralda está em perigo. Entãose libertou, puxando as correntes com tamanha força, que a torre da catedral estremeceu,os sinos tocaram e as pedras racharam. Depois desceu pelos muros para salvar Esmeralda,trazendo-a sã e salva à catedral.Quasimodo e suas amigas as gárgulas também ajudaram a defender a catedral do ataque deFrollo e seus homens.Desse modo, o terrível Frollo foi enfim derrotado.Quasimodo ouviu a multidão festejar:- Viva Quasimodo!E assim, ele compreendeu que não era nenhum monstro.Para o povo de Paris, Quasimodo era um grande herói!************************************************************************Chapeuzinho VermelhoEra uma vez uma menina conhecida como chapeuzinho vermelho.Um dia sua mãe pediu que ela levasse uma cesta de doces para a sua avó que morava dooutro lado do bosque.Caminhando pelo bosque a menina encontrou o lobo.- Aonde vai chapeuzinho? Perguntou o lobo.- Na casa da vovó levar uma cesta de doces. Respondeu Chapeuzinho.- Muito bem boa menina, por que não leva flores também?Enquanto Chapeuzinho colhia as flores o lobo correu para a casa da vovó. Bateu a porta eimitando a voz de chapeuzinho vermelho pediu para entrar.Assim que entrou deu um pulo e devorou a vovó inteirinha, depois colocou a touca, osóculos e se cobriu, esperando chapeuzinho.Quando chapeuzinho chegou o lobo pediu para ela chegar mais perto.- Vovó que orelhas grandes! Disse Chapeuzinho.- É para te ouvir melhor. Disse o lobo.- Que olhos enormes Vovó!.- É para te ver melhor.- Que nariz comprido!- É para te cheirar.- E essa boca vovozinha, que grande!- É pra te devorar!Então, o lobo pulou da cama e correu para pegar chapeuzinho.Um lenhador que passava perto da casa ouviu o barulho e foi ver o que era.O lobo tentou fugir, mas o lenhador atirou e matou o lobo.Chapeuzinho apareceu e disse que o lobo havia engolido a vovó.O lenhador abriu a barriga do lobo e tirou a vovó sã e salva.************************************************************************CACHINHOS DE OUROERA UMA VEZ... UMA MENINA CHAMADA CACHINHOS DE OURO. ELAGOSTAVA DE PASSEAR PELA FLORESTA NAS MANHÃS DE PRIMAVERA.NUMA DESSAS MANHÃS, ELA IA ANDANDO, ANDANDO, ANDANDO,
  26. 26. QUANDO AVISTOU LÁ LONGE UMA CASINHA. CURIOSA, APRESSOU O PASSOE LOGO, LOGO CHEGOU BEM PERTO.CACHINHOS DE OURO FICOU ENCANTADA COM A FORMOSURA DA CASA.MAS NUNCA IMAGINARIA QUE ALI MORAVAM O SENHOR URSO, A DONAURSA E O FILHOTE DO CASAL, O URSINHO.CACHINHOS DE OURO, AO VER QUE A CASA ESTAVA FECHADA, ESPIOUPELA JANELA E VIU QUE NÃO HAVIA NINGUÉM. DEU UMA VOLTA AOREDOR DA CASA E NADA, NINGUÉM... ENTÃO, ELA TEVE A CERTEZA DEQUE OS DONOS DAQUELA CASA TINHAM SAÍDO.MAS ELA NÃO QUERIA VOLTAR PRA CASA SEM VER O QUE HAVIA DENTRODAQUELA CASINHA. E COM UM FORTE EMPURRÃO, CONSEGUIU ABRIR APORTA E ENTROU. NA SALA HAVIA UMA MESA COM TRÊS PRATROS CHEIOSDE SOPA. A MENINA, QUE ESTAVA COM MUITA FOME, SENTOU-SE ERAPIDINHO TOMOU A SOPA.EM SEGUIDA, ELA SENTOU NA CADEIRA DO SENHOR URSO; DEPOIS, NACADEIRA DO DONA URSA E, POR FIM, NA CADEIRINHA DO URSINHO, QUEERA A MAIS BONITINHA E MUITO GOSTOSA DE SE SENTAR. LOGO QUE ELASENTOU, ELA COMEÇOU A SE ESPREGUIÇAR. AH! AH! FOI QUANDO ACADEIRINHA... PLOFT... QUEBROU, E A MENINA FOI AO CHÃO.DAÍ, CACHINHOS DE OURO FOI ATÉ O QUARTO E LÁ VIU TRÊS CAMAS.DEITOU NA CAMA DO SENHOR URSO, DEPOIS NA CAMA DE DONA URSA. E ACAMINHA DO URSINHO, ASSIM COMO A CADEIRINHA, PARECIA A MAISGOSTOSA DE TODAS PRA SE DORMIR. NÃO PAROU PARA PENSAR. DEITOU-SE NELA E ACABOU DORMINDO SUAVEMENTE.A FAMÍLIA URSO, QUE DESPREOCUPADA PASSEAVA PELA FLORESTA,RESOLVEU VOLTAR. AO CHEGAREM, LOGO PERCEBERAM QUE ALGUÉMTINHA TOMADO A SOPA TODA. AÍ O URSINHO EXCLAMOU:- ALGUÉM TOMOU A MINHA SOPA!VIRAM DEPOIS QUE ALGUÉM TINHA SENTADO EM TODAS AS CADEIRAS DACASA. E IMEDIATAMENTE O URSINHO BERROU:- MINHA CADEIRINHA ESTÁ QUEBRADA!OS TRÊS OLHARAM MUITO ESPANTADOS E FORAM JUNTOS PARA OQUARTO PRA VER SE ALGUMA COISA TINHA ACONTECIDO ALI TAMBÉM. EO URSINHO GRITOU LOGO:- TEM ALGUÉM DORMINDO NA MINHA CAMINHA!COM OS GRITOS DO URSINHO, CACHINHOS DE OURO ACORDOU MUITOASSUSTADA... PORQUE SE VIU FRENTE A FRENTE COM TODA A FAMÍLIAURSO. ENTÃO, ELA PULOU DA CAMA E, MUITO ENVERGONHADA, PEDIUDESCULPAS E SAIU CORRENDO PRA CASA.************************************************************************As Aventuras de GulliverEra uma vez um jovem chamado Gulliver que decidiu viajar pelo mundo. Então, duranteuma tempestade, seu barco afundou e ele conseguiu nadar até uma praia.Quando acordou, estava sendo espetado por pequenos dardos atirados por homenzinhos.Gulliver, então foi levado prisioneiro até o imperador dos pequenos soldados.
  27. 27. - Aqui em Liliput, temos um terrível inimigo que vive na ilha vizinha, e precisamos de suaajuda. Em troca, daremos comida e abrigo.Gulliver decidiu ajudar. Afinal, os homenzinhos eram até muito simpáticos.À noite, Gulliver atravessou o estreito e destruiu os barcos inimigos. Quando voltou, osLiliputianos, agradecidos, ajudaram-no a voltar para a Inglaterra.Em Londres, Gulliver arranjou outro navio e voltou para o mar. A viagem demorou tantoque faltou água. Ao encontrar terra, mandou alguns marinheiros à procura de água doce.Gulliver também saiu à procura de água, mas foi surpreendido por um gigante que queriaapanhá-lo.Os marinheiros fugiram apavorados e o gigante conseguiu apanhá-lo. Ao olhar bem paraGulliver, o gigante teve a idéia ganhar dinheiro mostrando-o em seu reino. Gullivertrabalharia como ator para divertir as pessoas que pagariam para vê-lo.Na capital do reino dos gigantes, a rainha resolveu comprar Gulliver por cem moedas deouro. Afeiçoada a Gulliver, a rainha ordenou que construíssem uma casa do tamanho delepara que ficasse bem acomodado.Mas, uma noite, duas enormes vespas o atacaram. Depois de lutar ferozmente com suaespada, conseguiu sair vitorioso. Ao chegar, a rainha viu o final do combate sem poderfazer nada para ajudar Gulliver.Então, a rainha deixou Gulliver voltar para a sua casa. Em Londres, Gulliver viveu feliz,escrevendo sobre suas viagens fantásticas.************************************************************************A GALINHA RUIVAERA UMA VEZ UMA GALINHA RUIVA, QUE MORAVA COM SEUS PINTINHOSNUMA FAZENDA.UM DIA ELA PERCEBEU QUE O MILHO ESTAVA MADURO, PRONTO PRÁCOLHER E VIRAR UM BOM ALIMENTO.A GALINHA RUIVA TEVE A IDÉIA DE FAZER UM DELICIOSO BOLO DE MILHO.TODOS IAM GOSTAR!ERA MUITO TRABALHO: ELA PRECISAVA DE BASTANTE MILHO PARA OBOLO.QUEM PODIA AJUDAR A COLHER A ESPIGA DE MILHO NO PÉ?QUEM PODIA AJUDAR A DEBULHAR TODO AQUELE MILHO?QUEM PODIA AJUDAR A MOER O MILHO PARA FAZER A FARINHA DE MILHOPARA O BOLO?FOI PENSANDO NISSO QUE A GALINHA RUIVA ENCONTROU SEUS AMIGOS:- QUEM PODE ME AJUDAR A COLHER O MILHO PARA FAZER UM DELICIOSOBOLO?- EU NÃO, DISSE O GATO. ESTOU COM MUITO SONO.- EU NÃO, DISSE O CACHORRO. ESTOU MUITO OCUPADO.- EU NÃO, DISSE O PORCO. ACABEI DE ALMOÇAR.- EU NÃO DISSE A VACA. ESTÁ NA HORA DE BRINCAR LÁ FORA.TODO MUNDO DISSE NÃO.ENTÃO, A GALINHA RUIVA FOI PREPARAR TUDO SOZINHA: COLHEU ASESPIGAS, DEBULHOU O MILHO, MOEU A FARINHA, PREPAROU O BOLO ECOLOCOU NO FORNO.QUANDO O BOLO FICOU PRONTO ...
  28. 28. AQUELE CHEIRINHO BOM DE BOLO FOI FAZENDO OS AMIGOS SECHEGAREM. TODOS FICARAM COM ÁGUA NA BOCA.ENTÃO A GALINHA RUIVA DISSE:- QUEM FOI QUE ME AJUDOU A COLHER O MILHO, PREPARAR O MILHO,PARA FAZER O BOLO?TODOS FICARAM BEM QUIETINHOS. ( NINGUÉM TINHA AJUDADO.)- ENTÃO QUEM VAI COMER O DELICIOSO BOLO DE MILHO SOU EU E MEUSPINTINHOS, APENAS. VOCÊS PODEM CONTINUAR A DESCANSAR OLHANDO.E ASSIM FOI: A GALINHA E SEUS PINTINHOS APROVEITARAM A FESTA, ENENHUM DOS PREGUIÇOSOS FOI CONVIDADO************************************************************************A Pequena Sereia No seu aniversário de quinze anos, a Pequena Sereia recebeu um presente muito especial:podia subir à superfície do mar. Nadou feliz até a beira da praia.Por lá passeava um belo príncipe e a Pequena Sereia se apaixonou por ele assim que o viu.- Deves esquecê-lo, és uma sereia, não uma mulher. Disse seu pai quando soube.Mas a Pequena Sereia não podia esquecer o príncipe, e foi falar com a bruxa das águas,pedir que lhe desse pernas.- Se é isso que queres, o terás em troca de tua voz. Mas se não conseguires casar com opríncipe, morrerás.A sereia aceitou, tomou a poção mágica que a bruxa lhe deu, e caiu desmaiada.O jovem príncipe encontrou a sereia na praia. Ficou maravilhado com sua beleza e levou-aconsigo para o palácio.A Pequena Sereia e o príncipe tornaram-se amigos. Porém, como ela não tinha voz, nãopodia contar-lhe a sua história.O príncipe estava comprometido com uma princesa e eles iriam casar. Quando a sereiasoube, sentiu uma profunda dor.Certa noite, a Pequena Sereia chorava sua triste sorte à beira do mar, quando apareceramas suas amigas para consolá-la.Ofereceram-lhe um punhal para que matasse o príncipe. Assim, poderia voltar a ser umasereia. A Pequena Sereia aproximou-se da cama do príncipe com o punhal, mas não tevecoragem de matá-lo e jogou a arma no mar.Chegou o dia do casamento, que foi celebrado num navio. Os convidados dançaram felizese alheios ao terrível destino de Pequena Sereia.A pobre sereia, muda e sozinha, jogou-se na água, conformada em transformar-se emespuma do mar.Ainda que tudo parecesse perdido, a sereia não morreu. Ela tornou-se uma deusa dosmares.Por ser valente e generosa, a Pequena Sereia foi recompensada. Desde então, passeia pelosmares do mundo protegendo os casais apaixonados.************************************************************************A Princesa e a ErvilhaEra uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas uma princesa deverdade, de sangue real mesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos seussonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não é que faltassem princesas,
  29. 29. não: havia de sobra, mas a dificuldade era saber se realmente eram de sangue real. E opríncipe retornou ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar comuma princesa de verdade.Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia desabaladamente, com trovoadas,raios, relâmpagos. Um espetáculo tremendo!De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi atender, pois os criadosestavam ocupados enxugando as salas cujas janelas foram abertas pela tempestade.Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava encharcada de tal maneira, oscabelos escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... queera difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real.A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar seo que ela dizia era verdade.Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no quarto de hóspedes ecolocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”.A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda e uma escada, se deitar.No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido.— Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça,— havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas roxas no corpo!O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma princesa!Só mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão sensível para sentir um grão de ervilhasob vinte colchões!!!O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi enviada para um museu, eainda deve estar por lá...Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!************************************************************************A Cigarra e a Formiga Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocuparcom o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: - Ei, formiguinha, pra que todo esse trabalho? O verão é pra gente aproveitar! O verão épra gente se divertir!- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo pra diversão. É preciso guardar comidapara o inverno.Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quandotinha fome, era só pegar uma folha e comer.Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. Acigarra então aconselhou:- Deixa esse trabalho pras outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar!Vamos dançar! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficouencantada. Resolveu viver também como sua amiga.Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la divertindo, olhou feiopra ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. Dai, a rainha das formigas falou pra cigarra:- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome efrio.A cigarra nem ligou, fez uma reverência pra rainha e comentou:
  30. 30. - Hum!! O inverno ainda está longe, querida!Pra cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar noamanhã. Pra que construir um abrigo? Pra que armazenar alimento?Começou o inverno, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e nãotinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. Abrindo a porta, a formigaviu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a pra dentro, agasalhou-a e deu-lheuma sopa bem quente e deliciosa.Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra.- No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seudever: toque e cante pra nós.- A-ha! Pra cigarra e pras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.************************************************************************Cinderela Um senhor viúvo tinha uma filha a quem amava muito. Ele decidiu casar-se novamentecom uma viúva que tinha duas filhas.O pobre homem morreu, deixando sua filha desolada. No entanto, a madrasta e suas filhasficaram felizes com a herança.As três mulheres invejavam a beleza e a bondade da moça. Então a converteram em suacriada, e a chamavam Cinderela.Cinderela lavava, limpava, passava e cozinhava. Porém, mais que tudo chorava, porqueninguém mais gostava dela. Um dia, o arauto do rei convidou todas as jovens do reinopara um baile no palácio, pois o príncipe herdeiro queria escolher uma esposa. As filhas da madrasta acreditavam que uma delas seria a escolhida, e passaram a tardeprovando vestidos.A pobre Cinderela também queria ir ao baile, mas as suas irmãs a proibiram. Foram aobaile zombando de Cinderela que ficou em prantos.Então apareceu a sua fada madrinha.- Não chores - disse-lhe - irás ao baile.E com sua varinha de condão transformou suas pobres roupas num traje maravilhoso. Afada ainda transformou uma abóbora numa carruagem e o gato no seu cocheiro. - Vai minha menina - disse a fada. Mas não esqueças que o feitiço se romperá à meianoite. E Cinderela chorou, mas desta vez foi de alegria.Cinderela entrou no palácio e todos ficaram encantados com sua beleza. O príncipe quisdançar somente com ela.Ao dar meia noite, antes que terminasse o encanto, Cinderela foi embora, desceu asescadas correndo ... e perdeu seu sapatinho de cristal. O príncipe, que tinha se apaixonado por Cinderela, para achá-la, mandou que provassem osapatinho em todas as jovens do reino.Como o sapato era pequeno, por mais que as irmãs tentassem, não servia. Quando viramCinderela calçá-lo ficaram surpresas. No dia seguinte, Cinderela casou-se com o príncipe e houve festa em todo o reino.Agora Cinderela era amada e os dois foram muito felizes.************************************************************************Aristogatas
  31. 31. Madame Adelaide tem quatro gatos que ela ama com ternura: a bela Duquesa e seusgatinhos Maria, Berlioz e Toulouse.Gatinhos são charmosos, mas . . . muito brincalhões.Os gatinhos, são lindos, mas . . . muito barulhentos! É tamanha a confusão, que um dia, Edgar, o mordomo, perde a paciência.Que horror! Ele despeja no leite umas pílulas que fazem dormir! Assim que Duquesa eseus gatinhos adormeceram, ele os carregou no seu cesto, caminhando na ponta dos pés.Aonde iria ele assim?Longe, muito longe de Paris! Tão longe que jamais Duquesa e seus filhotes poderiamvoltar.Será que estavam perdidos?Não.Na manhã seguinte aparece Matinhos, um orgulhoso gato ruivo, que tem uma boa idéia."Sigam-me, disse ele. Eu levarei vocês de volta a Paris"Que bela idéia!E que gostoso café da manhã no caminhão que está na estrada!Quando a noite cai, eles avistam Paris com seus telhados acinzentados.Mas ali estão também uma bela gata branca e um soberbo gato ruivo que . . .decidem não mais se separar e se casar!É uma bela notícia que três gatinhos charmosos, mas muito brincalhões, correm paraanunciar a sua dona logo ao amanhecer.************************************************************************A Dama e o Vagabundo Que natal feliz! Uma jovem recém-casada recebeu de presente uma pequena cadelinhaque chamou de Lady.E desde então é um festival de carinhos que não tem fim!Lady é tão linda que os cães do quarteirão não tem olhos para nada, a não ser para ela.Especialmente Vagabundo! Porém, Lady recusa-se a falar com ele. Ela acha tão despenteado, tão mal-educado!Um belo dia, Lady deu adeus à sua boa vida.Sua dona teve um bebê.Todos os sorrisos, todos os carinhos são para o recém-nascido.Mas o pior de tudo é quando tia Sarah chega em casa com seus dois horríveis gatos. Si e Ão.Os dois siameses malvados começam imediatamente a atacá-la e a mexer em tudo quehavia dentro de casa.Lady defende, porém quebra tudo na sala.Como punição lhe colocam uma focinheira.Lady se debate, salta, dá pulos, se enfurece!Para onde será que ela vai?Ela foge desesperada para a rua, e os cães vadios a atacam sem piedade.Mas eis que chega o Vagabundo! Ele rosna, morde, afasta os cachorrões, Salvando Lady. Lady se encanta com a bravura de Vagabundo e começa se apaixonar!Vagabundo conduz Lady à uma cantina do seu amigo Tony. E aquele dia em especialTony prepara uma deliciosa macarronada para os dois.
  32. 32. E ali começou um grande romance. Mais tarde eles se casaram, tiveram muitos filhotes eLady pode voltar com sua família para casa, onde todos puderam ser felizes.************************************************************************

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