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Prova comentada 2 ano

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Prova comentada 2 ano

  1. 1. Prova de História<br />Comentada 2 Ano<br />Set/2011<br />
  2. 2. 1 – (FUVEST-2012/50) Observando-se a obra-prima acima, do pintor italiano Rafael Sanzio, e considerando-a como típica representação da arte européia renascentista, pode-se dizer que, nela, observa-se uma <br />a) metáfora da libertação do homem pelo conhecimento racional do mundo, expressa, aqui, na figura de Cristo e na geometrização da composição do quadro.<br />b) mensagem pedagógica da necessária obediência aos reis absolutistas, representados, aqui, em sua personificação divina.<br />c) defesa do cristianismo protestante, surgido como contrapartida ao poderio bélico exercido pela igreja católica contra judeus e muçulmanos.<br />d) articulação entre inovação no olhar sobre o mundo, expresso em perspectiva, e fortes conteúdos religiosos de caráter medieval.<br />e) combinação entre religião e comércio, já que todas as figuras do quadro trazem rostos de grandes mercadores italianos.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  3. 3.
  4. 4. 2 - (FUVEST – 2011/51) Se o Ocidente procurava, através de suas invasões sucessivas, conter o impulso do Islã, o resultado foi exatamente o inverso. Amin Maalouf, As Cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, p.241, 2007. <br />Um exemplo do “resultado inverso” das Cruzadas foi a <br />a) difusão do islamismo no interior dos Reinos Francos e a rápida derrocada do Império fundado por Carlos Magno.<br />b) maior organização militar dos muçulmanos e seu avanço, nos séculos XV e XVI, sobre o Império Romano do Oriente.<br />c) imediata reação terrorista islâmica, que colocou em risco o Império britânico na Ásia.<br />d) resistência ininterrupta que os cruzados enfrentaram nos territórios que passaram a controlar no Irã e Iraque.<br />e) forte influência árabe que o Ocidente sofreu desde então, expressa na gastronomia, na joalheria e no vestuário.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  5. 5. 3 - (PASUSP – 2009/01) Nicolau Maquiavel, em 1513, na Itália renascentista, escreveu:<br />Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. (...) O príncipe não precisa possuir todas as qualidades (ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso), bastando que aparente possuí-las. Um príncipe, se possível, não deve se afastar do bem, mas deve saber entrar para o mal, se a isso estiver obrigado. Adaptado de Nicolau Maquiavel. O Príncipe.<br />Indique qual das afirmações está claramente expressa no texto:<br /> a) Os homens considerados bons são os únicos aptos a governar.<br />b) O príncipe deve observar os preceitos da moral cristã medieval.<br />c) Fidelidade, humanidade, integridade e religiosidade são qualidades indispensáveis ao governante.<br />d) O príncipe deve sempre fazer o mal, para manter o governo.<br />e) A aparência de ter qualidades é mais útil ao governante do que possuí-las.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  6. 6. 4 - (FUVEST-2009/27) “A Idade Média européia é inseparável da civilização islâmica já que consiste precisamente na convivência, ao mesmo tempo positiva e negativa, do cristianismo e do islamismo, sobre uma área comum impregnada pela cultura greco-romana.” José Ortega y Gasset (1883-1955). <br />O texto acima permite afirmar que, na Europa ocidental medieval, <br />a) formou-se uma civilização complementar à islâmica, pois ambas tiveram um mesmo ponto de partida.<br />b) originou-se uma civilização menos complexa que a islâmica devido à predominância da cultura germânica.<br />c) desenvolveu-se uma civilização que se beneficiou tanto da herança greco-romana quanto da islâmica.<br />d) cristalizou-se uma civilização marcada pela flexibilidade religiosa e tolerância cultural.<br />e) criou-se uma civilização sem dinamismo, em virtude de sua dependência de Bizâncio e do Islão.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  7. 7. 5 - (FUVEST-2007/46) “Os cristãos fazem os muçulmanos pagar uma taxa que é aplicada sem abusos. Os comerciantes cristãos, por sua vez, pagam direitos sobre suas mercadorias quando atravessam o território dos muçulmanos. O entendimento entre eles é perfeito e a eqüidade é respeitada.”IbnJobair, em visita a Damasco, Síria, 1184. In: Amin Maalouf, 1988.<br />Com base no texto, pode-se afirmar que, na Idade Média,<br />a) as relações comerciais entre as civilizações do Ocidente e do Oriente eram realizadas pelos judeus e bizantinos.<br />b) o conflito entre xiitas e sunitas pôs a perder o florescente comércio que se havia estabelecido gradativamente entre cristãos e muçulmanos.<br />c) o comércio, entre o Ocidente cristão e o Oriente islâmico, permaneceu imune a qualquer interferência de caráter político.<br />d) a Península Ibérica desempenhou o papel de centro econômico entre os mundos cristão e islâmico por ser a única área de contacto entre ambos.<br />e) as cruzadas e a ocupação da Terra Santa pelos cristãos engendraram a intensificação das relações comerciais entre cristãos e muçulmanos<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  8. 8. 6 - (FUVEST-2006/34) Segundo o historiador Robert S. Lopez (A Revolução Comercial da Idade Média 950-1350), “o estatuto dos construtores das catedrais medievais representava um grande progresso relativamente à condição miserável dos escravos que erigiram as Pirâmides e dos forçados que construíram os aquedutos romanos”. As catedrais medievais foram construídas por<br />a) artesãos livres e remunerados.<br />b) citadinos voluntários trabalhando em mutirão.<br />c) camponeses que prestavam trabalho gratuito.<br />d) mão de obra especializada e estrangeira.<br />e) servos rurais recompensados com a liberdade.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  9. 9. 7 - (FUVEST-2004/36) “No campo científico e matemático, o processo da investigação racional percorreu um longo caminho. Os Elementos de Euclides, a descoberta de Arquimedes sobre a gravidade, o cálculo por Eratóstenes do diâmetro da terra com um erro de apenas algumas centenas de quilômetros do número exato, todos esses feitos, não seriam igualados na Europa durante 1500 anos”. Moses I. Finley. Os gregos antigos.<br />O período a que se refere o historiador Finley, para a retomada do desenvolvimento científico, corresponde:<br />a) ao Helenismo, que facilitou a incorporação das ciências persa e hindu às de origem grega.<br />b) à criação das universidades nas cidades da Idade Média, onde se desenvolveram as teorias escolásticas.<br />c) ao apogeu do Império Bizantino, quando se incentivou a condensação da produção dos autores gregos.<br />d) à expansão marítimo-comercial e ao Renascimento, quando se lançaram as bases da ciência moderna.<br />e) ao desenvolvimento da Revolução Industrial na Inglaterra, que conseguiu separar a técnica da ciência.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  10. 10. 8 - (PUC-Campinas-2011/28). Considere a imagem.<br /> <br /> <br />Oficina de impressão do século XV, que utilizava os tipos móveis de Gutenberg. A Imprensa ajudou a divulgar textos que, até então, ficavam restritos a um reduzido número de pessoas. (Gilberto Cotrim. História Global: Brasil e Geral. São Paulo: Moderna, 2002. p 149). <br />No contexto histórico ocidental, máquinas do tipo a que a imagem identifica contribui apenas para a<br />a) distribuição de grande quantidade de livros religiosos, que fortaleceram o poder do papado e o Tribunal da Inquisição e serviram para retardar o crescimento do movimento renascentista.<br />b) difusão dos ideais e valores do Humanismo, que estimularam a curiosidade intelectual, o espírito de iniciativa, o desejo de aventura e de exploração do mundo, e do Renascimento.<br />c) valorização do esforço educativo e do estudo dos renascentistas dos textos clássicos, que fundamentaram a comprovação das hipóteses defendidas pela Igreja sobre os dogmas religiosos.<br />d) produção de quantidade e variedade de livros, os quais possibilitaram o acesso ao saber para a totalidade das pessoas da sociedade européia e impulsionaram o Renascimento.<br />e) divulgação da ideia renascentista de que princípios do racionalismo e do humanismo tiveram origem na teologia medieval e defendiam a independência da razão perante o mundo espiritual.<br />❁❀✾❆❄❅<br />
  11. 11. 9 - (PUC-SP-2011/31)“A Idade Média não é o período dourado que certos românticos quiseram imaginar, mas também não é, apesar das fraquezas e aspectos dos quais não gostamos, uma época obscurantista e triste, imagem que os humanistas e os iluministas quiseram propagar.” Jacques Le Goff. . Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 18 A Idade Média explicada aos meus filhos<br />A ambígua imagem da Idade Média que hoje temos deriva, em parte, de representações<br />a) negativas do período, que destacam a opressão a que os camponeses eram submetidos, a intolerância da Igreja e as repetidas temporadas de fome.<br />b) positivas do período, que destacam o papel relevante que as mulheres tinham na vida social, o avanço tecnológico e o desenvolvimento nas artes visuais.<br />c) negativas do período, que destacam a atuação do Tribunal da Inquisição, a ausência de mobilizações sociais e o direito divino que justificava o absolutismo.<br />d) positivas do período, que destacam o resgate de valores religiosos oriundos da Antiguidade Clássica, a arquitetura românica e gótica e as festas populares.<br />e) negativas do período, que destacam a ausência de liberdades políticas, a persistência do politeísmo e de práticas de bruxaria em toda a Europa Ocidental.<br />❁❀✾❆❄❅<br />

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