Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto

33,985 views

Published on

aula

Published in: Health & Medicine
  • Be the first to comment

Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto

  1. 1. Fisiologia e Mecanismo do Trabalho de Parto Acadêmica: KAREN KALINE
  2. 2. Estática fetal e relações útero-fetais
  3. 3. Relações útero-fetais  É o estudo das relações do produto conceptual com a bacia e o útero.  Permite o conhecimento da nomenclatura obstétrica.
  4. 4. Atitude ou hábito fetal  Relação das diversas partes do feto entre si.  Flexão ou extensão. Feto se aloja útero em atitude de flexão generalizada, cabeça flete- se, mento aproxima-se do esterno, MMII e coxas fletem-se sobre bacia e pernas sobre as coxas. MMSS, antebraços fletem-se sobre braços ficando aconchegados ao tórax.
  5. 5. Atitude ou hábito fetal  Forma ovóide 2 pólos: cefálico e pélvico (tronco e membros)
  6. 6. Atitude ou hábito fetal  Pólo cefálico merece estudo minucioso, por ser o segmento menos redutível e desempenhar papel da maior importância no processo de adaptação ao trajeto pelviperineal.
  7. 7. Situação  É a relação entre o maior eixo uterino com o maior eixo fetal.
  8. 8. Situação  Longitudinal: maior eixo uterino e fetal coincidem (cefálica e pélvica) 99,5%  Transversa: quando perpendicular  Oblíqua: cruzado ou inclinada (fase transição p/ longitudinal ou transversa).
  9. 9. Apresentação  É a região do feto que ocupa a área do estreito superior e que nele se insinuará.
  10. 10. Apresentação  Cefálica (96,5 %)  Córmica ou situação transversa (0,5%)  Pélvica (3 a 4 %)
  11. 11. Apresentação cefálica  Fletida: quando pólo cefálico está fletido ao mento, próximo da face anterior do tórax (95,5 %).
  12. 12. Apresentação cefálica  Defletida 1° grau ou apresentação bregmática  Defletida 2° grau ou apresentação fronte  Defletida 3° grau ou apresentação de face
  13. 13. Apresentação pélvica  Quando pólo pélvico encontra-se no estreito superior.  Pélvica completa ou pelvipodálica  Pélvica incompleta  Agripina ou modo de nádegas, joelho e pé.
  14. 14. Altura da apresentação  Insinuação ou encaixamento: passagem da maior circunferência apresentação através anel do estreito superior.  Apresentação à altura das espinha ciáticas (plano “0”de DeLee).
  15. 15. 1. Pube 2. Eminência ileopectínea 3. Extremidade do diâmetro transverso 4. Sinostose sacroilíaca 5. Sacro Pontos referência maternos
  16. 16. Pontos referência fetal Variam de acordo com a apresentação.  Apresentação cefálica fletida: lambda  Apresentação cefálica defletida 1°grau: extremidade anterior bregma  Apresentação cefálica defletida 2° grau: glabela ou raiz nariz  Apresentação cefálica defletida 3° grau: mento
  17. 17. Pontos referência fetal Linhas de orientação:  Linha fetal que se põe em relação com o diâmetro materno de insinuação e possibilitará acompanhar movimentos da apresentação durante trabalho de parto.
  18. 18. Pontos referência fetal  Sutura sagital apresentação cefálica fletida.  Sutura sagital e metópica cefálica defletida 1º grau.  Sutura metópica na defletida 2º grau.  Linha facial (raiz nariz até mento) defletida 3º grau.  Sulco interglúteo apresentação pélvica.  Gradeado costal ou acrômio transversa
  19. 19. Conceituação Nomenclatura obstétrica  Designa com exatidão a situação, apresentação, posição e variedade de posição tendo-se perfeito conhecimento da estática-fetal. Emprega-se 2 ou 3 letras:  1ª letra – apresentação  2ª letra – posição  3ª letra – referência da bacia
  20. 20. Nomenclatura obstétrica  a.OEA (occípito-esquerda-anterior)  b.ODA (occípito-direita-anterior)  c.ODP (occípito-direita-posterior)
  21. 21. Nomenclatura obstétrica  d. NDA (naso-direita-anterior)  e. Pélvica completa –SDP (sacro-direita-posterior)  f. Pélvica incompleta SDP (sacro-direita-posterior)  g. Oblíqua  h. Córmica AEP (acrômio-esquerda-posterior)  i. Córmica ADA (acrômio-direita-anterior)
  22. 22. TIPOS DE BACIA - MORFOLOGIA, TIPOS: GINECÓIDE: - 50% - Bacia feminina normal - Estreito superior arredondado - Diâmetro transverso máximo afastado do Promontório e pube
  23. 23. * GINECÓIDE: - Chanfradura ciática ampla - Espinhas ciáticas não proeminentes - Sacro largo e Côncavo - Diâmetro bi isquiático grande - Diâmetro AP e estreito superior grandes PROGNÓSTICO: Bom
  24. 24. * ANTROPÓIDE: - 25% - Bacia dos macacos - Estreito superior elípitco - Diâmetro transverso máximo diminuído próximo do pube
  25. 25. * ANTROPÓIDE: - Chanfradura ciática mais ampla pouco profunda - Espinhas ciáticas não proeminentes - Sacro estreito e longo - Diâmetro bi isquiático menor PROGNÓSTICO: aumenta incidência posições posteriores
  26. 26. * ANDRÓIDE: - 20% - Bacia masculina - Estreito superior levemente triangular - Diâmetro transverso máximo perto do sacro
  27. 27. * ANDRÓIDE: - Chanfradura ciática estreitada - Sacro estreito e longo - Diâmetro bi isquiático reduzido PROGNÓSTICO: mau, aumenta distócias e posteriores
  28. 28. * PLATIPELÓIDE: - 5 % - Bacia achatada - Estreito superior ovalado - Diâmetro transverso aumentado
  29. 29. * PLATIPELÓIDE: - Chanfradura ciática ampla - Espinhas ciáticas proeminentes - Sacro largo e curto - Diâmetro bi isquiático aumentado PROGNÓSTICO: distócia maior na apresentação
  30. 30. TIPOS DE BACIA Platipelóide Andróide Antropóide Ginecóide
  31. 31. TIPOS DE BACIA Abertura do arco púbico ginecóide andróideplatipelóide
  32. 32. Mecanismo do Trabalho de Parto  Feto é o móvel ou objeto - Trajeto – impulsionado pelo motor.  Ovoide Córmico: seus diâmetros são redutíveis tornando-se mais importante o polo cefálico.  O trajeto estende-se do útero à fenda vulvar. Constituído por formações de natureza vária – Partes moles (seg. inf., cérvice, vagina, região vulvoperineal) – É sustentado por cintura óssea que se designa pelo nome de pequena pelve.
  33. 33.  Movimentos passivos e procuram adaptá-lo às exiguidades e às diferenças de forma do canal. Com isso, os diâmetros fetais se reduzem e se acomodam aos pélvicos. Mecanismo do Trabalho de Parto
  34. 34. Os Tempos do Mecanismo do Parto  Insinuação  Descida  Desprendimento Mecanismo do Trabalho de Parto
  35. 35. Insinuação  Ou encaixamento, é a passagem da maior circunferência da apresentação através do anel do estreito superior. (Plano 0 de DeLee)  Redução dos diâmetros. É conseguido pela flexão (apresentação de vértice), ou deflexão (apresentação da face). Na apresentação pélvica a redução dos diâmetros se faz por maior aconchego dos membros inferiores sobre o tronco ou por desdobramento dos mesmos para cima ou para baixo. Apresentação córmica o parto vaginal é impossível. Mecanismo do Trabalho de Parto
  36. 36. Flexão, com a sutura sagital orientada no sentido do diâmetro oblíquo esquerdo ou do transverso e com pequena fontanela (lambdoide) voltada para esquerda. Insinuação
  37. 37. Insinuação  1° Teoria de Zweifel: A contração uterina exerce sobre a coluna uma força e com isso a cabeça fetal de encontro com as bordas da pelve, faz com que a cabeça fetal sofra uma flexão.  2° Teoria de Lahs: As pressões laterais exercidas sobre a cabeça pelo canal do parto alcançam níveis diferentes, sendo o mais baixo o lado acciptal.  3° Teoria de Sellheim: Mediante uma diferença de pressão atmosférica, quando se faz progredir, através de um tubo reto, igual ao canal do parto, um elipsoide de rotação, colocado obliquamente ao seu eixo, o elipsoide se dispõe de modo a que seu eixo maior coincida com o eixo do tubo.
  38. 38.  Por dois processos diferentes faz-se a insinuação:  1°: Insinuação estática, processada na gravidez, mais de 50% das primigestas. Flexão por aconchego no segmento inferior e descida.  2°: Insinuação dinâmica, que surge no fim da dilatação cervical ou no inicio expulsivo (multíparas). Flexão por contato com o estreito superior da bacia e descida à custa das contrações expulsivas.  A insinuação estática é tida como prognóstico favorável para o parto, desde que patenteia boa proporção cefalopélvica. Insinuação
  39. 39. Insinuação
  40. 40. Descida  Exagera um pouco na Flexão.  O ápice do ovoide cefálico atinge o assoalho pélvico e a circunferência máxima se encontra na altura do estreito médio da bacia.  Só termina com a expulsão total do feto.  O movimento da cabeça é turbinal: a medida que o polo cefálico roda, vai progredindo no seu trajeto descendente. Mecanismo do Trabalho de Parto
  41. 41. Rotação Interna Uma vez que a extremidade cefalica distenda e dilate o conjunto musculoaponeurótico que compõe o diafragma pélvico, sofre movimento de rotação que levará a sutura sagital a se orientar no sentido anteroposterior de saída do canal. Transformando-se em cilindro, com flexibilidade variável, em diversos segmentos. Descida
  42. 42. Descida
  43. 43. Insinuação da Espáduas Com a RI e a progressão no canal, verifica- se penetração das espáduas através do estreito superior da bacia. O diâmetro biacromial, que mede 12cm é incompatível com os diâmetros dos estreito superior, porém, no período expulsivo, sofre redução apreciável, os ombros se aconchegam. E se orientam no sentido de um dos diâmetros oblíquos ou transverso daquele estreito. Descida
  44. 44. Desprendimento  Terminado o movimentos de rotação, o suboccipital vai se colocar sob a arcada púbica; a sutura sagital orienta-se em sentido anteroposterior.  A nuca do feto toma apoio na arcada púbica e a cabeça oscila em torno desse ponto, num movimento de bisagra.  Com o movimento de deflexão, estando o subocciptal colocado sob a arcada púbica, liberta-se o diâmetro suboccipitobregmático.
  45. 45. Após desvencilhar-se, a cabeça sofre novo e ligeiro movimento de flexão, pelo seu próprio peso, e vai executar rotação de 1/4 a 1/8 de circunferência, voltando o occipital para o lado onde se encontrava a bacia. Desprendimento Rotação externa da cabeça
  46. 46. Rotação Interna da Espáduas Desde sua passagem pelo estreito superior da bacia, as espáduas estão com o biacromial orientada no sentido do obliquo direito ou do transverso da bacia. O ombro anterior vai colocar sobre a arcada púbica; o posterior, em relação com o assoalho pélvico, impelindo para trás o coccige materno. Desprendimento
  47. 47. Desprendimento
  48. 48. Desprendimento das espáduas  Tendo o feto os braços cruzados para diante do tórax, a espádua anterior transpõe a arcada púbica e aparece através do orifício vulvar, onde ainda se encontra parcialmente recoberta pelas partes moles.  Para libertar o ombro posterior, e tendo que acompanhar a curvatura do canal, o tronco há de sofrer movimento de flexão lateral.  O restante do feto não oferece resistência para o nascimento Desprendimento
  49. 49. Desprendimento
  50. 50. QUESTÕES !!!
  51. 51. 1

×