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PALESTRA - Mata Atlântica em Sergipe Geocaçadores Judson Malta

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Slide sobre a Mata Atlantica de Sergipe. Abordando questões gerais, regionais e locais sobre a luta pela conservação da mata atlântica e a criação e gestão de Unidades de Conservação.

A palestra está estruturada em
1- O que é a Mata Atlântica?
2 - Mata no Nordeste: Uma perspectiva regional
3- Fitogeografia, Unidades de Paisagem e Zoneamento RVSMJ
4- A Mata Atlântica em Sergipe

Palestra proferida na UFS, em 21/09/17 - com conteúdo editado devido a direitos autorais.

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PALESTRA - Mata Atlântica em Sergipe Geocaçadores Judson Malta

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA GRUPO DE PESQUISA EM GEOECOLOGIA E PLANEJAMENTO TERRITORIAL Prof Drnd. Judson Augusto Oliveira Malta
  2. 2. Conheça nossa Rede judsonmalta.blogspot.com.br/ facebook.com/geocacadores youtube.com/geocacadores
  3. 3. Estrutura O que é a Mata Atlântica? Mata no Nordeste: Uma perspectiva regional Fitogeografia, Unidades de Paisagem e Zoneamento RVSMJ A Mata Atlântica em Sergipe
  4. 4. A Mata Atlântica compreende as formações vegetais da região costeira do Brasil, desde formações florestais Tropicais a ecossistemas associados ao litoral brasileiro.
  5. 5. A Mata Atlântica representa cerca de 13% do território brasileiro, (IBGE, 2005) Fonte: www.sosma.org.br
  6. 6. • Tropical úmido; • Microclimas. Clima • Médias elevadas; • Alta Precipitação Temperatura • Planaltos; • Serras. Relevo
  7. 7. 1: Mar; 2: Praia; 3: Dunas; 4: Mata de restingas; 5: Manguezal; 6: Mata Pluvial Costeira; 7: Mata de encosta; 8: Mata de neblina; 9: Mata semi- seca do Vale do Paraíba; 10: Região seca à “sombra” da montanha.
  8. 8. Mais de 20 mil espécies de plantas, sendo 8 mil endêmicas; 270 espécies conhecidas de mamíferos; 992 espécies de pássaros; 197 répteis; 372 anfíbios; 350 peixes.
  9. 9. Palmeiras Bromélias, begônias, orquídeas, cipós e briófitas Pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, cedro Tapiriria Andira Ananas
  10. 10. Pau-Brasil Ouro Cana-de- açúcar Café e Cacau Ocupação demográfica Papel
  11. 11. Aspectos Ambientais  A alta pluviosidade nessa região deve-se à barreira que a serra constitui para os ventos que sopram do mar.  No interior da mata, devido à densidade da vegetação, a luz é reduzida.  A Mata Atlântica é considerada uma das grandes prioridades para a conservação de biodiversidade em todo o continente americano.  Em estado crítico, sua cobertura florestal achava-se reduzida à cerca de 7,6% da área original, até meados de 2004. Fonte: biobras.org.br
  12. 12. Antes e o depois da Mata Atlântica
  13. 13. Distribuição das RPPNs apoiadas pelo Programa Central da Mata Atlântica Serra do Mar Ecorregião das Araucárias Corredor do Nordeste
  14. 14. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº 11.428, de 2006, segundo Decreto nº 6.660, de 21 de novembro de 2008, publicado no Diário Oficial da União de 24/11/2008. Fonte: IBGE, 2008 2009 MATA ATLÂNTICA
  15. 15. Ombrófila Densa Ombrófila Mista Ombrófila Aberta Estacional Decidual Estacional Semidecidual Campos de Altitude Restingas Manguezais Formações e Subformações
  16. 16.  Vive na Mata Atlântica atualmente quase 69% da população brasileira (IBGE, 2014).  São mais de 131 milhões de habitantes  Projeto de Lei da Mata Atlântica, que regulamenta o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais, tramitou por 14 anos no Congresso Nacional e foi finalmente sancionado pelo presidente Lula em dezembro de 2006.  O Brasil já tem mais de 1.100 RPPNs reconhecidas, sendo que mais de 760 delas estão na Mata Atlântica.  Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica. Fonte: www.sosma.org.br
  17. 17. Jovem com deficiência visual é a guia do turismo.
  18. 18.  As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento possuem 112.000 hectares da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
  19. 19. Judson Augusto Oliveira Malta Orientadora: Profa. Dra. Rosemeri Melo e Souza UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA GRUPO DE PESQUISA EM GEOECOLOGIA E PLANEJAMENTO TERRITORIAL
  20. 20.  O Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (RVSMJ) é um remanescente de Mata Atlântica localizado em Capela/SE que tornou-se Unidade de Conservação (UC) em dezembro de 2007, possui conselho consultivo e plano de manejo.  A importância da Mata do Junco extrapola o aspecto ecológico, pois nesta localidade constroem-se, a partir da relação sociedade-natureza, uma rede de interesses econômicos e significados simbólicos que caracterizam os conflitos socioambientais. INTRODUÇÃO
  21. 21.  Este espaço territorial protegido, destaca-se por: INTRODUÇÃO
  22. 22. OBJETIVO GERAL avaliar a dinâmica fitogeográfica a partir da relação sociedade- natureza, visando subsidiar a proteção socialmente contextualizada do RVSMJ enquanto espaço territorial protegido.
  23. 23. METODOLOGIA  Pesquisa Bibliográfica  Levantamento de dados geográficos: 1. SRTM / SPOT / Atlas do estado de SE da SEMARH.  Realização de trabalhos de campo para: 1.Elaborar o perfil fitogeográfico e de uso do solo; 2.Levantar as características fitofisionômicas; 3.Fazer entrevistas semi-estruturadas com atores sociais e comunidades do entorno.  Análise de solos (SOUZA, 2011) e da Climatologia (EMDAGRO, 2010)
  24. 24. METODOLOGIA  Elaboração dos seguintes mapas com a utilização de ArcGis 10 / SPRING 5 / Global Mapper 11:  Vegetação e uso do solo;  Geologia;  geomorfologia;  Declividade;  localização e acessos;  hipsometria e recursos hídricos;  fitogeografia e caminhos;  Unidades da paisagem (FAVERO et al, 2008): inventário de informações pertinentes ao estudo e dos elementos constituintes da paisagem do RVSMJ, trabalhos de campo e produção da carta síntese.
  25. 25. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1 A RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA E A DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA. 2 CENÁRIOS DA PESQUISA: O REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DA MATA DO JUNCO E O MUNICÍPIO DE CAPELA/SE. 3 RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NO ENTORNO DO RVSMJ: ATORES SOCIAIS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS. 4 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E UNIDADES DE PAISAGEM NO RVSMJ CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS
  26. 26. C.1 - A Relação Sociedade-Natureza e a Dinâmica Fitogeográfica 1.1 A NATUREZA NA SOCIEDADE: UM HISTÓRICO DO CONCEITO. (LIMBERGER, 2006) (BERTALANFFY, 1950) 1.2 A SOCIEDADE NA NATUREZA: A CONTRADIÇÃO NA (RE)PRODUÇÃO ESPACIAL CAPITALISTA. (GOMES, 1991) (SMITH,1984) 1.3 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA, O PROCESSO DE FRAGMENTAÇÃO E OS ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS COMO RESULTANTES DA RELAÇÃO SOCIEDADE- NATUREZA. (METZGER, 2001)
  27. 27. C.2 - CENÁRIOS DA PESQUISA: O RVSMJ E O MUNICÍPIO DE CAPELA/SE. 2.1 SISTEMAS DA NATUREZA Solos do RVSMJ; geomorfologia e declividade; geologia; clima; recursos hídricos e hipsometria 2.2 SISTEMAS DA SOCIEDADE História e economia de Capela; aspectos demográficos do município; o histórico da luta do MST pela terra e a criação do RVSMJ; vegetação e uso do solo no RVSMJ.
  28. 28. SISTEMAS DA NATUREZA
  29. 29. Sistemas da Sociedade
  30. 30. C.3 - RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NO ENTORNO DO RVSMJ: ATORES SOCIAIS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS. 3.1 O HISTÓRICO DA DINÂMICA TERRITORIAL. 3.2 OS ATORES SOCIAIS. 3.3 ANÁLISE DOS ELEMENTOS CENTRAIS DA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA.
  31. 31. QUADRO SÍNTESE DA DINÂMICA TERRITORIAL NO RVSMJ. Proteção Privada Desprotegida Proteção Pública Periódo ... - 1990 1990-2007 2007-HOJE Marcos históricos ... – Falecimento do Proprietário Falecimento – Criação do RVSMJ Criação do RVSMJ – ... Ator Principal Sr. Ariosvaldo – Usina Santa Clara Comunidades / ocupantes do MST Estado / SEMARH, Conselho Gestor Assentados / MST, Atores Secundários Comunidades, SAAE, Prefeitura Municipal Usina Santa Clara (Falência), SAAE, UFS / GEOPLAN Comunidades, UFS, SAAE, EMBRAPA, INCRA, Proteção e Fiscalização Particular capangas Pessoas específicas, SAAE, Pesquisadores, Brigadistas, Guardas, Sede do RVSMJ, SAAE, Pessoas da Comunidade Intensidade dos Impactos Pequena Grande Média Principais Usos e Impactos* Lenha seca, lazer, medicina alternativa(Controlada) Caça, lenha, lazer, Pesquisas, Medicina Alternativa, Educação Ambiental. Pesquisas; Educação Ambiental; trilhas ecológicas. Balanço dos Impactos na Dinâmica Fitogeográfica O RVSMJ era mais regenerado e possuia melhores condições ambientais. O RVSMJ foi explorado, utilizado e impactado de modo intensivo e descontrolado. O RVSMJ volta a ser fiscalizado e a regenerar-se melhorando assim a sua condição
  32. 32. C.3 - RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NO ENTORNO DO RVSMJ: ATORES SOCIAIS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS.  A sociedade se apropria da natureza e os atores sociais desenvolvem atividades no entorno da UC, atuando de maneira contraditória, ora promovendo a conservação, ora desenvolvendo atividades impactantes.  Neste sentido, observa-se que não há homogeneidade por parte dos grupos sociais e que as relações complexas carecem de amplo trabalho de sensibilização das comunidades locais em prol da conservação do RVSMJ.
  33. 33. C.4 - DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E UNIDADES DE PAISAGEM NO RVSMJ 4.1 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E GEOMORFOLOGIA: Análise do modelo numérico de terreno. 4.2 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E TOPOGRAFIA: O perfil fitogeográfico e de uso do solo. 4.3 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E FRAGMENTAÇÃO : Análise da espacialização fitofisionômica. 4.4 DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA, GEOMORFOLOGIA E USOS: A análise das unidades da paisagem.
  34. 34. C.4 - DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E UNIDADES DE PAISAGEM NO RVSMJ
  35. 35. Confira o estudo completo no link: https://bdtd.ufs.br/handle/tede/2231
  36. 36. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE – UFS NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE ZONEAMENTO GEOAMBIENTAL DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE MATA DO JUNCO (CAPELA - SE). Heloísa Thaís Rodrigues de Souza Mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA / UFS Judson Augusto Oliveira Malta Mestrando em Geografia/NPGEO – UFS Prof ª Dr ª. Rosemeri Melo e Souza Pós-doutora em Biogeografia (GPEM/UQ/Austrália)
  37. 37. 41 RESULTADOS - ZONEAMENTO • O Zoneamento Geoambiental do RVSMJ (Capela / SE), constitui uma ferramenta importante para o planejamento Territorial e Gestão ambiental da UC. • Através do zoneamento, podemos definir e estabelecer as formas de uso e proteção do RVSMJ, compreendendo uma das etapas do Plano de Manejo, que gerencia a Unidade.
  38. 38. CONSIDERAÇÕES FINAIS: •O espaço territorial protegido do RVSMJ sofreu intensa ação antrópica contendo fragmentos que receberam diversos impactos socioambientais. •Na UC possui fitofisionomias com níveis de regeneração e contextos socioambientais diferentes os quais precisam ser observados no planejamento geoambiental desta Unidade de Conservação.
  39. 39. CONSIDERAÇÕES FINAIS: •O Zoneamento Geoambiental do RVSMJ é um estudo que contribui para o processo de elaboração do plano de manejo da UC, onde cada zona precisa de uma determinada ação estratégica para a conservação ambiental desta UC.
  40. 40. CONSIDERAÇÕES FINAIS: ALGUMAS RECOMENDAÇÕES: • promover políticas de educação ambiental e sensibilização das comunidades locais • efetivação das políticas públicas e o cumprimento na legislação ambiental • maiores estudos, como a realização de inventários florestais na área e o reflorestamento das áreas degradadas. • implantação de corredores ecológicos • aumento na fiscalização e na formações de brigadas de incêndios. • elaboração e efetivação do plano de manejo
  41. 41. Confira o estudo completo no link: https://bdtd.ufs.br/handle/tede/1254 SOUZA, Heloísa Thaís Rodrigues de. Zoneamento geoambiental da Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (Capela SE). 2011. 180 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2011.
  42. 42. Abordagem Geral sobre as UCs
  43. 43. Vegetação em Sergipe  A mata Atlântica é estratificada;  As árvores chegam a 20, 30 ou 35 metros de altura;  Ocorre intenso epifitismo;  Principal característica é o aspecto denso de sua vegetação, tornando a floresta fechada;  Possui árvores com folhas largas (latifoliadas)e perenes (perenifólias);  No extrato superior estão as árvores também mais altas, as que recebem grande parte da luz do sol;  Logo abaixo do dossel, está o extrato arbustivo, do interior da mata, que reúne espécies sob a sombra das árvores mais altas.
  44. 44. Serapilheira, cobertura do solo da Mata Atlântica rico em matéria orgânica e nutrientes.
  45. 45. Restinga Manguezais Ocupam grandes extensões do litoral, sobre dunas e planícies costeiras. Iniciam-se junto à praia, com gramíneas e vegetação rasteira, e tornam-se gradativamente mais variadas e desenvolvidas à medida que avançam para o interior, podendo também apresentar brejos com densa vegetação aquática. Abrigam cactos e orquídeas. Formação que ocorre ao longo dos estuários, em função da água salobra produzida pelo encontro da água doce dos rios com a do mar. É uma vegetação muito característica, pois tem poucas espécies de árvores, mas abriga uma diversidade de microalgas pelo menos dez vezes maior. Fotos: Miriam Prochnow Fonte: dialogoflorestal.org.br
  46. 46.  Área de Proteção Ambiental Litoral Norte  Criada em 2004, possui 473,12 km² (USO),  objetivo geral a promoção do desenvolvimento econômico-social da área, voltada às atividades que protejam e conservem os ecossistemas costeiros.
  47. 47.  Reserva Biológica de Santa Izabel  45 Km de praia (INTEGRAL)  Criada, em 1988, com o objetivo de proteger a desova das tartarugas marinhas.  O Projeto Tamar e educação ambiental
  48. 48. APA Litoral Sul  Transformada em UC em 1993, Rio Vaza Barris e a e Rio Real, com cerca de 55,5 km de costa e largura variável de 10 a 12 km.  As praias mais habitadas do Estado(Caueira, Saco e Abais). Observam-se também as maiores áreas de restingas arbóreas, manguezais e Mata Atlântica.
  49. 49. Floresta Ombrófila Aberta A vegetação é mais aberta, sem a presença de árvores que fechem as copas no alto, ocorre em regiões onde o clima apresenta um período de dois a, no máximo, quatro meses secos, com temperaturas médias entre 24ºC e 25ºC. É encontrada, por exemplo, em Minas Gerais, Espírito Santo e Alagoas. Floresta Estacional Decidual Sua vegetação ocorre em locais com duas estações bem demarcadas: uma chuvosa, seguida de longo período seco. Mais de 50% das árvores perdem as folhas na época de estiagem. Alguns encraves ocorrem no nordeste, nos estados do Piauí e da Bahia. Fonte: dialogoflorestal.org.br
  50. 50. Floresta Nacional do Ibura  Em Socorro na BR 101 e rio Cotinguiba, esta UC de 144 hectares foi criada em 2005 (USO)  objetivo de promover espécies florestais nativas com formações de floresta estacional semidecidual nos estágios médio e avançado de regeneração, em associação com manguezal.
  51. 51. APA Morro do Urubu  Criada em 95 em Aracaju, limita-se ao Norte com o rio do Sal, trata-se de região onde originalmente predominava a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados.  O complexo de vegetação encontra-se hoje bastante comprometido, sobretudo pela invasão, construção e urbanização das favelas na área.  Parque da Cidade e Zoologico (Turismo e EA)
  52. 52. Judson A. O. Malta Dr. Fernando Curado (EMBRAPA) Prof.Dra. Rosemeri Melo e Sousa (GEOPLAN/UFS)
  53. 53. introdução  A Reserva do Caju abriga uma grande extensão de área verde, remanescente de Mata Atlântica e localiza-se no município de Itaporanga D´ajuda.  O projeto de G.A. Reserva do Caju implementado pela EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, visa o desenvolvimento de pesquisas que permitam, além do conhecimento da região, a elaboração de ferramentas pedagógicas para a capacitação em Educação Ambiental das comunidades do entorno.
  54. 54. Metodologia P.A.1: Reconhecimento Da Reserva Do Caju P.A.2: SIG Para Estudos Fitofisionômicos P.A.3: Zoneamento de Trilhas Na Reserva Do Caju
  55. 55. CONSIDERAÇÕES FINAIS  A relação sociedade-natureza é de fundamental importância na conservação da Mata Atlântica em Sergipe.  No Estado e no Nordeste o avanço do plantio da monocultura da cana de açúcar, carncinicultura, celulose e especulação imobiliária, desencadeiam processos complexos e promovem relações contraditórias entre os interesses de desenvolvimento do modo de produção capitalista e os conflitos socioambientais por parte dos atores sociais.  Mata Atlântica em Sergipe: Conhecer, educar e articular.
  56. 56. A mata atlântica de Sergipe está sendo derrubada para: Agricultura Extração de madeira Moradia, construção de cidades Construção de rodovias Industrialização, e consequentemente poluição
  57. 57. Pesca predatória em seus rios Turismo desordenado Comércio ilegal de plantas e animais nativos Exportação ilegal de material genético Fragmentação das áreas preservadas A mata atlântica está sendo derrubada para:
  58. 58. A configuração dos remanescentes florestais é fruto de um mosaico de funcionalidades atribuídas socialmente, ao longo do processo histórico de (re)apropriação dos sistemas da natureza.
  59. 59.  Segundo Silva (2012), a maioria dos espaços territoriais “legalmente protegidos” de Sergipe ainda não dispõem de mecanismos de gestão ambiental, como por exemplo: plano de gestão e de manejo e zoneamento ecológico econômico, evidenciando fragilidade administrativa ao longo de quase 20 anos, cujas UCs encontram-se permeadas de fortes impactos socioambientais.  Os conflitos são os mais variados envolvendo atores sociais e interesses diversos pela apropriação, controle e uso desses territórios.  O Desafio de criar UCs e de realizar gestão ambiental.
  60. 60. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Neste processo, no litoral recentemente conectado por pontes ampliou sua capacidade de aportes turísticos e especulação imobiliária.  As catadoras de Mangaba e a RESEX.  Nos Tabuleiros costeiros, a floresta foi pressionada pela sociedade através da ocupação de locais mais baixos e planos, sendo enclausurada nos locais mais ingrimes.
  61. 61. CONSIDERAÇÕES FINAIS  A natureza precisa ser retomada como sendo mais que um recurso, ou seja, mais que algo a ser apropriado com uma determinada finalidade. Neste sentido, é crucial entender a natureza de modo mais profundo, não simplesmente como a base de nossa sobrevivência imediatista ou como um objeto a ser explorado para o lucro capitalista.  Faz-se, portanto, necessário resgatar e fortalecer a relação entre o homem e a natureza na compreensão do espaço geográfico, buscando a valorização das identidades locais e a organização social para a compreensão da necessidade de mudança política.
  62. 62. PUBLICAÇÕES  Artigos completos publicados em periódicos 1.MALTA, J. A. O. ; SOUZA, H. T. R. ; SOUZA, R. M. e . A CONTRADITÓRIA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUEZA EM ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS - MATA DO JUNCO, CAPELA/SE. Geografia Em Questão, v. 4, p. 126/8-152, 2011.  Trabalhos completos publicados em anais de congressos 1.MALTA, J. A. O. ; SOUZA, H. T. R. ; Melo e Souza, Rosemeri . APLICAÇÃO DE SENSORIAMENTO REMOTO E MODELO NUMÉRICO DO TERRENO NA ANÁLISE GEOAMBIENTAL DO RVS MATA DO JUNCO SE. In: II Simpósiio de Geografia Contemporânea, 2011, Aracaju. Anais do II SIMGEOCOM, 2011. 2.MALTA, J. A. O. ; SOUZA, H. T. R. ; SOUZA, R. M. e . MODELO NUMÉRICO DE TERRENO E FITOGEOGRAFIA NO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DA MATA DO JUNCO. In: XXIII Congresso Brasileiro de Cartografia, 2010, Aracaju. Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Cartografia, 2010. 3.SOUZA, H. T. R. ; MALTA, J. A. O. ; SOUZA, R. M. e . ZONEAMENTO GEOAMBIENTAL DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE MATA DO JUNCO (CAPELA- SERGIPE). In: VI Seminário Internacionrial de Dinâmica Territorial e Desenvolvimento Socioambientalal de Dinâmica Territo, 2011, Salvador. ANAIS DO VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE DINAMICA TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL: Desafios Contemporâneos, 2011. v. 1. p. 1-30. 4.SOUZA, H. T. R. ; REZENDE, W. X. ; MALTA, J. A. O. ; SOUZA, R. M. e . Avaliação Geoambiental De Espaços Territoriais Protegidos: O Caso Da Mata Do Junco (Capela-Se).. In: XIII SBGFA - SImpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, 2009, VIÇOSA, MG. ANAIS DO XIII SBGFA-2009. VIÇOSA : EDITORA DA UFV, 2009.  Produção cartográfica: 8.
  63. 63. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  COLCHESTER, M. Salvaging Nature: Indigenous Peoples And Protected Areas. In: GHIMIRE,K. B.; PIMBERT, M. P(Eds). Social Changes and Conservation. Londres:Earthscan Publications Ltd.,1997, p. 97-130.  DAVENPORT, L. ; RAO, M.. The History Of Protection: Paradoxes Of The Past And Challenges For The Future. In: Terborgh,j.et al.(Eds.). Making Parks Work. Washigton, DC: Island Press, 2002, p. 30-50.  DIEGUES, A.C.S. O Mito Moderno da Natureza Intocada. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994.  DOROJEANNI,M.J. Political Will For Establishing And Managing Parks. Washigton, DC: Island Press, 2002.  GOMES, H. A Produção do Espaço Geográfico no Capitalismo. Editora Contexto, São Paulo, 1991.  GOMES,L.J.;SANTANA,V.;RIBEIRO.G.T. Unidades de Conservação no Estado de Sergipe. Revista da FAPESE. V.2, N.1, P.101-109, 2006.  IBAMA. Diagnóstico Florestal de Sergipe. Brasília, DF, ITTO, IBAMA, FUNATURE, 1999, 67 p.  LARRERE, R.; NOUGAREDE, O. Des Homes Et Des Forets. Paris:Gallimard,1993.  LIMBERGER, L. Abordagem Sistêmica e Complexidade na Geografia. Geografia – v. 15, n. 2, jul./dez. p. 95- 109, 2006.  MALTA, J. A. O. ; SOUZA, H. T. R. ; SOUZA, R. M. e . A Contraditória Relação Sociedade-Natueza em Espaços Territoriais Protegidos - Mata do Junco, Capela/Se. Geografia Em Questão, v. 4, p. 126/8-152, 2011.  METZGER, J. P. “Estrutura Da Paisagem E Fragmentação: Análise Bibliográfica”. An. Acad. Bras. Ci., V. 71, N. 3, P. 445-462, 1999.  METZGER, J. P.. “O Que É Ecologia de Paisagens?” Biota Neotrópica. Vol. 01, N. 1/2, Issn 1676-0611, Campinas-Sp, 2001.  MORAIS, E. M. B. de. Evolução Epistemológica do Conceito de Natureza. Boletim Goiano de Geografia, 19(2): 75-98, jan./dez., 1999, p. 75-98.  UHLMANN, G. W. Teoria Geral dos Sistemas: do atomismo ao sistemismo - uma abordagem sintética das principais vertentes contemporâneas desta proto-teoria. CISC, São Paulo, 2002. Disponível em: <http://www.cisc.org.br/portal/biblioteca/teoria_sistemas.pdf>. Acesso em 03 julho de 2008.
  64. 64. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  OLIVEIRA, M. C. L. ; MELO & SOUZA, R. . O Exercício da Extensão através do Projeto 'Educação Ambiental Comunitária no Entorno da Unidade de Conservação Mata do Junco, Capela, Sergipe'". Revista de Extensão da UFS, v. 1, p. 181-195, 2011.  RAMOS FILHO, E. S.. Questão Agrária Atual: Sergipe Como Referência Para Um Estudo Confrontativo Das Políticas De Reforma Agrária E Reforma Agrária De Mercado (2003 – 2006). Tese de Doutorado, Programa de Pós-graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente/SP, 2008.  SANTOS, M. J. S.. Mata do Junco (Capela-SE): Identidade Territorial e Gestão de Conflitos Ambientais. Dissertação de Mestrado, RPODEMA/UFS, São Cristóvão/SE, 2007.  SIQUEIRA, E. R.; RIBEIRO, F. E. Mata Atlântica de Sergipe. Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2001.  SMITH, N.. Desenvolvimento Desigual: natureza, capital e a produção do espaço.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,1984.  SOCIEDADE SEMEAR. Plano Diretor do Município de Capela / SE. Aracaju, SE, 2006.  SOUZA, H. T. R.; MELO E SOUZA, R. Caracterização Fitogeográfica da Mata do Junco (Capela SE).Relatório final de pesquisa PIBIC, 2006.  SOUZA, H. T. R. Zoneamento Geoambiental da Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (Capela – SE). Dissertação de mestrado, PRODEMA / UFS, 2011.  SOUZA, H. T. R.; MELO E SOUZA, R. Biomonitoramento através de Indicadores Ambientais Abióticos Mata do Junco (Capela/SE). Relatórios Semestral e Final. Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)-CNPq/UFS. 2007.  SOUZA, H. T. R. ; MALTA, J. A. O. ; SOUZA, R. M. e. Avaliação Geoambiental da Mata Do Junco (Capela Sergipe).. In: 18º Encontro de Iniciação Científica e 4º Encontro de Pós-Graduação da UFS, 2008, Aracaju. 18º Encontro de Iniciação Científica e 4º Encontro de Pós-Graduação da UFS, 2008.  SOUZA, H. T. R. ; REZENDE, W. X. ; MALTA, J. A. O. ; SOUZA, R. M. e . Avaliação Geoambiental de Espaços Territoriais Protegidos: O Caso da Mata do Junco (Capela-SE).. In: XIII SBGFA - SImpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, 2009, VIÇOSA, MG. ANAIS DO XIII SBGFA-2009. VIÇOSA : EDITORA DA UFV, 2009.
  65. 65. Conheça nossa Rede judsonmalta.blogspot.com.br/ facebook.com/geocacadores youtube.com/geocacadores

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