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De que forma os pais podem influenciar a personalidade do filho       desde a gestação?Os caminhos da afectividade, que sã...
Enquanto durar o distúrbio emocional da gestante, a atividade fetal continuará aum nível elevado. Se forem distúrbios brev...
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Gestação e personalidade

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Gestação e personalidade

  1. 1. De que forma os pais podem influenciar a personalidade do filho desde a gestação?Os caminhos da afectividade, que são permeados pela rejeição e sentimento deculpa, vivenciados numa gravidez indesejada, influenciam no vínculo mãe-filho,tendo o feto, o bebé e o filho participação importante no desencadeamento eintensificação dessa a partir da forma como a mãe interpreta seus comportamentos.Assim, constatou-se que não apenas o trauma do nascimento marcainconscientemente o indivíduo para sempre, como também o modo como o fetopercebe suas experiências pré-natais, vão se constituir no modelo das vivênciasemocionais no decorrer de sua vida aérea e, mais imediatamente, na primeirainfância.Podemos então dizer que, certamente, a vida psíquica não se inicia com onascimento, porém é uma continuidade da vida intra-uterina.Desta feita, a visão que se tinha de que o útero era um lugar silencioso, pois osruídos externos não chegavam até ele e que o feto era um ser passivo,completamente dependente, foi derrubada ante o desenvolvimento tecnológico epsicanalítico.Sabe-se, inclusive, que as atividades executadas por ele não são sem sentido.Por sua vez, a visão de útero também se modificou, pois o feto escuta a voz maternae paterna, os sons internos e viscerais da mãe.Muito mais que tudo isto, foi a compreensão adquirida que o feto sofre com ainfluência das emoções maternas e que o levam a participar na manutenção edeterminação do final da gravidez, seja prematuramente, através do aborto ougravidez a termo.Diante disto, se o nível de angústia e ansiedade da gestante tiver intensidademuito elevada ou mesmo se sofrer traumas emocionais ou stress, crônico ou agudo,há de desencadear grande sofrimento fetal, marcando-o profundamente, podendomesmo acarretar problemas orgânicos e psíquicos, com decréscimo de seudesenvolvimento físico.Apesar de não haver conexão direta entre o sistema nervoso materno e fetal,emoções como ira, medo e ansiedade fazem com que o sistema nervoso autônomomaterno liberte certas substâncias químicas na corrente sanguínea, alterando acomposição do sangue materno e que, transpondo a barreira placentáriamodificarão a bioquímica do ambiente intra-uterino onde está se desenvolvendo ofeto.Na busca do alívio das tensões, desenvolvem-se mecanismos psíquicos de defesa eque são expressos através de movimentações hiperativas do corpo. São reaçõesparecidas com as do recém-nascido em sofrimento que se contorce, grita, chora,esperneia, para livrar-se do que lhe causa desespero. Ou, ao contrário, se a situaçãoestressante torna-se crônica, o feto "substitui" o mecanismo de defesa que nãopercebe mais como aliviador de tensão, e ocorre a diminuição das atividadesmotoras ou hipoatividade, que sugere a possibilidade de depressão e de decréscimode energia vital.
  2. 2. Enquanto durar o distúrbio emocional da gestante, a atividade fetal continuará aum nível elevado. Se forem distúrbios breves, geralmente o aumento dairritabilidade fetal durará algumas horas.Sendo o feto e o bebê a mesma pessoa, as características de personalidade, decomportamento, de preferências e respostas do feto mantêm-se na vida pós-natal.Ao reviver situações estressantes semelhantes às da vida fetal, inconscientementebuscará o mesmo padrão de comportamento que apresentava na vida intra-uterina, para o alívio das tensões.Acredita-se, atualmente, que por meio de sinais materno-filiais, é firmado umcompromisso entre a mãe e a criança e que desencadeia o trabalho de parto.Assim, se o feto encontra-se em contínuo e profundo sofrimento, percebido por elecomo ameaça de morte ou de aniquilamento, envia uma mensagem avisando-a quenão podendo suportar por mais tempo, vai ser necessária a separação.Deste modo, pode ocorrer o parto prematuro através de problemas com a placenta,por ser o lugar das trocas entre a mãe e seu filho, na quantidade do líqüidoamniótico, hipertensão arterial e outras ocorrências. As ameaças de abortotambém são compreendidas de formas diversas, porém sempre ligadas à históriada gestante, do casal e do filho.Estas experiências são percebidas pelo feto como catastróficas, verdadeirasameaças de morte e depressivas.A grande freqüência de sono durante a vida fetal demonstra a presença dedepressão psíquica e imobilidade física, que acarreta um desenvolvimentoinadequado dos músculos, podendo levar à hipotonia, que é o rebaixamento dotônus muscular.Assim, a movimentação do feto é um fator importantíssimo que transmite como agravidez está se processando e oferece elementos valiosíssimos sobre seu estadoemocional.Daí ressaltarmos a importância das emoções maternas no período da gestação e oquanto é primordial o ambiente imediato como rede de apoio, segurança econtinente das angústias e ansiedades maternas.Deste modo, a qualidade do vínculo entre os parceiros, no momento da concepção edurante a gravidez, é fundamental para o equilíbrio da relação mãe-bebê, uma vezque o feto consegue captar os estados afetivos maternos tanto os de felicidade,tranqüilidade e satisfação quanto os de choques emocionais, ansiedades, raiva,depressão e stress.

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