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José Salomão Schwartzman
Prof. Titular do Curso de Pós-graduação
em Distúrbios do Desenvolvimento
Universidade Presbiteria...
o conteúdo desta
apresentação (PDF)
estará à disposição e
poderá ser obtido
TEA
Conjunto de alterações
complexas do desenvolvimento ,
de origem neurobiológica,
caracterizadas pela presença de
prejuí...
COMUNICAÇÃO
SOCIAL E
INTERAÇÃO
COMPORTAMENTO
DSM 5-2013
alterações sensoriais
alterações linguagem
TEA DSM – 5 (2013)
especificadores
com ou sem deficiência intelectual
com ou sem comprometimento de
linguagem
associad...
um autismo?
uma etiologia?
um marcador
biológico?
um gene?
TEA
determinação multifatorial
fatores genéticos
fatores ambientais
grupo heterogêneo do ponto de vista
genético e fen...
EPIDEMIOLOGIA
DOS TEA
cia dos
TEA  1: 68 Center for Disease
Control and Prevention
(CDC), 2014
 crianças com 8 anos diagnosticadas
como TEA em...
cia dos
TEA  aumento de 123% nos
USA em crianças de 8
anos de 2002 a 2010
 aumento de 70% a 95%
em crianças de 6 a 9
ano...
Epidemiologia dos TEA
Reichenberg et al. 2014
 2 049 973 crianças suecas nascidas entre 1982 e 2006
 14 516 TEA
 5689 a...
TEA: grupos de risco
irmãos de pessoas com o
diagnóstico de TEA
2% a 8%
prematuros extremos
10% a 20%
Genética
dos TEA
Genética dos
TEATEA têm nítida concentração familiar
irmãos com pessoas com TEA têm chance
10-20 vezes maior de ter o me...
Genética dos
TEA acredita-se que há inúmeros genes envolvidos no
mecanismo genético dos TEA
 os TEA já foram associados ...
Genética dos
TEA a região 15q11-13 (Prader-Willi/Angelman) apresenta
alteração em 1% a 4% de pacientes com TEA
 aberraçõ...
The American Journal of Human Genetics
94, 677–694, May 1, 2014
Fenótipo TEA
Diagnóstico de TEA confirmado
baseado em diferentes observações
+
avaliação Intelectual (quando possível) e s...
Neurobiologia
dos TEA
Volume
cerebral
total
Volume cerebral total
Kanner (1943) observou aumento do tamanho da
cabeça em algumas crianças com autismo
parece que nos i...
Brain growth across the life
span in autism. Courchesne et al.,
2010
586 sujeitos com TEA
 idades entre 12 meses e 50 an...
Modificado de Courchesne et al., 2010
cerebelo
Em 1985, Courchesne
descreveu alterações
cerebelares como uma
característica comum
do autismo infantil
Uma déca...
normais
TEA
idade
volumecerebral(ml)
Modificado de Courchesne et al., 2010
corpo
amigdaloide
observado aumento do
volume do CA em crianças
abaixo dos 10 anos de
idade (Schumann et al.,
2004; Schum...
hipocamp
o
comparação do volume do
hipocampo de pessoas com
TEA e grupos-controle têm
mostrado resultados
divergentes
es...
ínsula
Kosaka et al., em
2010 descreveram
redução da
substância
cinzenta na ínsula
direita e giro
frontal inferior
quando ...
giro fusiforme
GIRO FUSIFORME
chamado área da face
implicado nos aspectos do
processamento de faces que
envolvem sua ident...
Giro fusiforme e TEA
estudos volumétricos
descreveram volumes iguais,
maiores e menores em
adolescentes e adultos com TEA...
GIRO FUSIFORME
giro fusiforme
giro temporal inferior
giro fusiforme
giro temporal inferior
D E
sulco temporal
superior
foram descritos
deslocamentos
(anteriores e
superiores)
bem como
volume
reduzido da
substância
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giro
temporal
superior
numerosos estudos
com variadas técnicas
têm demonstrado
diferentes tipos de
anormalidades do
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Núcleo caudato
participa das funções executivas
implicado no desenvolvimento
de comportamentos repetitivos
e estereotipias
Núcleo caudado e TEA
 aumento no tamanho do n. caudado e correlação positiva
com a presença de comportamentos repetitivos...
Longitudinal study of
amygdala volume
and joint attention in
2- to 4- year-old
children with autism.
Mosconi et al., 2009
...
Longitudinal study of amygdala volume and joint
attention in 2- to 4- year-old children with
autism. Mosconi et al., 2009
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giro do
cíngulo
Haznedar et al.,
(1997) observaram
volume reduzido
desta estrutura em
adultos com autismo
quando comparado...
corpo
caloso
meta-análise (Frazier
e Hardan, 2009)
documentou redução
na área total desta
estrutura em sujeitos
com TEA q...
Fatores
ambientai
s e TEA
 o seu reconhecimento tem aumentado de forma
significativa nos últimos anos (cerca de 1% da
população)
 o fenótipo dos T...
Metais pesados
Mercúrio, chumbo, cádmio, alumínio e arsênico
Mercúrio
 existem similaridades entre sintomas de intoxicação pelo
mercúrio e TEA
 níveis de mercúrio têm sido medidos n...
Chumbo, cádmio, alumínio e
arsênico
16 estudos avaliados
alguns resultados inconsistentes
a maioria não evidenciou asso...
Poluentes
Poluentes
 já foi observada associação entre exposição a poluentes
do ar (pré-natal, perinatal e início da vida) e autism...
 estudo prospectivo (Eskenazi et al., 2007; Rauh et al., 2006)
exposição à pesticidas durante a gestação aumenta o
risco...
Vacinas
Vacinas & autismo
Wakefield (1998) apresentou trabalho Ileo-colonic-
Lymphonodular Hyperplasia, Non-specific Colitis and
A...
casosde
autismo
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Dales et al. (2001
Vacinas
9 estudos caso-controle, 2 estudos e 2
revisões sistemáticas não demonstraram
associação significativa entre vaci...
LANCET
Fevereiro de 2010
Medicamentos
TEA e uso de antidepressivos durante a
gestação (Coren et al., 2011)
 pesquisados os antidepressivos inibidores
seletivos...
TEA e uso de antidepressivos durante a
gestação (Boukhris et al., 2016)
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janeiro de 199...
Medicamentos: valproato
valproato:
droga anticonvulsivante utilizada na epilepsia,
como estabilizadora do humor no trans...
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a possível relação entre o valproato e
os TEA foi aventada pela associação da
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 105 crianças australianas com 6-8 anos cujas
mães haviam sido expostas ao valproato durante
a gestação
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destas 11 crianças apenas 4 haviam sido
identificadas como autistas
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(com e sem filhos...
Tabaco e
álcool
 foram descritas seis crianças que apresentavam as
características da SFA e que preenchiam os critérios do
DSM-III-R para...
outros autores descreveram a associação da
SFA com os TEA
Kelleman, 2007
Hopkins, 2014
álcool
Idade parental
Idade parental
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idade dos seus progenitores
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Reprodução assistida
Reprodução assistida
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dois estudos
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Gestação
obesidade
ganho de peso
diabetes
Obesidade, ganho de peso e
diabetes
Existem algumas evidências relacionando estas
condições com probabilidade maior de fi...
The role of maternal obesity in the risk of neuropsychiatric
disorders.
Rivera et al., 2015
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The role of maternal obesity in the risk of neuropsychiatric
disorders.
Rivera et al., 2015
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Prenatal factors associated with ASD.
Ornoy et al., 2015
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gestacional (DG) podem se assoc...
Peso de nascimento e
idade gestacional
Peso de nascimento
2 revisões sistemáticas apontam para baixo
peso de nascimento (<2500 g) como fator de
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Idade gestacional
 prematuridade:<37 semanas (< 2500 g.)
 prematuridade extrema:<32 semanas (< 1500 g.)
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Doenças autoimunes e infecções
 Associação entre alterações imunológicas e TEA têm sido
descritas:
 autoimunidade
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PRENATAL FACTORS ASSOCIATED WITH
AUTISM SPECTRUM DISORDER (ASD).
Ornoy et al., 2015
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influenza
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PRENATAL FACTORS ASSOCIATED WITH
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Ornoy et al., 2015
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Aspectos
nutricionais
Aspectos nutricionais
estudos sobre as possíveis relações
entre:
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acido fólico
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evidências sobre deficiências em minerais
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Estresse materno
Maternal stress and perinatal features in autismo
and attention déficit/hyperactivity disorder. (Say et al.;
2015)
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Maternal stress and perinatal features in autismo
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Risco de autismo após estresse materno por perda de
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TEA Desafios
Aumentar conhecimento
Divulgar o conhecimento a respeito
Capacitação profissional
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outros profiss...
referências Abdallah MW, Larsen N, Grove J, Nørgaard-Pedersen B, Thorsen P, Mortensen EL, et al. Amniotic fluid chemokine...
 De Palma G, Catalani S, Franco A, Brighenti M, Apostoli P. Lack of correlation between metallic elements analyzed in hai...
 Kulaga S, Sheehy O, Zargarzadeh AH, Moussally K, Berard A. Antiepileptic drug use during pregnancy: perinatal
outcomes. ...
 Rauh VA, Garfinkel R, Perera FP, Andrews HF, Hoepner L, Barr DB et al. Impact of prenatal
chlorpyrifos exposure on neuro...
 Sørensen MJ, Gronborg TK, Christensen J, Parner ET, Vestergaard M,
Schendel D, Pedersen LH. Antidepressant exposure in p...
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valproate syndrome and autism: additional evidence ...
 Tomson T, Battino D, Bonizzoni E, Craig J, Lindhout D, Sabers A et al. [EURAP Study
Group]. Dose-dependent risk of malfo...
José Salomão Schwartzman
josess@terra.com.br
www.schwartzman.com.br
Etiologia dos Transtornos do Espectro do Autismo
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Etiologia dos Transtornos do Espectro do Autismo

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Power Point em que são discutidas as várias causas dos Transtornos do Espectro do Autismo identificadas até o momento

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Etiologia dos Transtornos do Espectro do Autismo

  1. 1. José Salomão Schwartzman Prof. Titular do Curso de Pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento Universidade Presbiteriana Mackenzie ETIOLOGIA DOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO
  2. 2. o conteúdo desta apresentação (PDF) estará à disposição e poderá ser obtido
  3. 3. TEA Conjunto de alterações complexas do desenvolvimento , de origem neurobiológica, caracterizadas pela presença de prejuízos da interação social, da comunicação com a presença de padrão de comportamentos restritos, repetitivos e estereotipados, com início precoce.
  4. 4. COMUNICAÇÃO SOCIAL E INTERAÇÃO COMPORTAMENTO DSM 5-2013 alterações sensoriais alterações linguagem
  5. 5. TEA DSM – 5 (2013) especificadores com ou sem deficiência intelectual com ou sem comprometimento de linguagem associado com uma conhecida condição médica ou genética ou fator ambiental associado com outra desordem do desenvolvimento, mental ou comportamental com catatonia
  6. 6. um autismo?
  7. 7. uma etiologia?
  8. 8. um marcador biológico?
  9. 9. um gene?
  10. 10. TEA determinação multifatorial fatores genéticos fatores ambientais grupo heterogêneo do ponto de vista genético e fenotípico
  11. 11. EPIDEMIOLOGIA DOS TEA
  12. 12. cia dos TEA  1: 68 Center for Disease Control and Prevention (CDC), 2014  crianças com 8 anos diagnosticadas como TEA em 2010 (11 áreas dos USA)  1:42 meninos  1:189 meninas  Inteligência  QI=< 70 31%  QI = 71- 85 23%  QI >85 46%
  13. 13. cia dos TEA  aumento de 123% nos USA em crianças de 8 anos de 2002 a 2010  aumento de 70% a 95% em crianças de 6 a 9 anos no Canadá de 2002 a 2010
  14. 14. Epidemiologia dos TEA Reichenberg et al. 2014  2 049 973 crianças suecas nascidas entre 1982 e 2006  14 516 TEA  5689 autismo  diagnóstico de TEA aos 20 anos  gêmeos monozigóticos: chance 59,2% (153 vezes maior)  irmãos: chance 12,9% (10,3 vezes maior)  gêmeos dizigóticos: chance 12,9% (8,2 maior)  meio irmãos maternos: chance 8,6% (4,3 maior)  meio irmãos paternos: chance 6,8% (2,9 maior)  primos : chance 2,6% (2,3 maior)  herdabilidade de aproximadamente 50%  fatores ambientais:  estado socioeconômico  complicações do parto  infecções maternas
  15. 15. TEA: grupos de risco irmãos de pessoas com o diagnóstico de TEA 2% a 8% prematuros extremos 10% a 20%
  16. 16. Genética dos TEA
  17. 17. Genética dos TEATEA têm nítida concentração familiar irmãos com pessoas com TEA têm chance 10-20 vezes maior de ter o mesmo problema pais de pessoas com TEA têm maior possibilidade de apresentar características autísticas e outras condições neuropsiquiátricas Robinson et al., 2014; Carvalheira et al., 2004
  18. 18. Genética dos TEA acredita-se que há inúmeros genes envolvidos no mecanismo genético dos TEA  os TEA já foram associados a anormalidades de, praticamente, todos os cromossomos  triagem ampla de todo o genoma para regiões cromossômicas envolvidas no autismo clássico associou cerca de 354 marcadores genéticos localizados em 8 regiões dos cromossomos 2, 4, 7, 10, 13, 16, 19 e 22 (2004) sendo as mais significativas as regiões 7q, 16p 2q e 17q Robinson et al., 2014; Carvalheira et al., 2004
  19. 19. Genética dos TEA a região 15q11-13 (Prader-Willi/Angelman) apresenta alteração em 1% a 4% de pacientes com TEA  aberrações estruturais na região 17p11.2 (Smith-Magenis) já foram observadas em pacientes com TEA  pacientes com esclerose tuberosa, síndrome de Rett, fenilcetonúria, neurofibromatose e síndrome do X-frágil apresentam, com frequência, os prejuízos característicos dos TEA  30% dos pacientes com X-frágil apresentam TEA  7%-8% dos TEA apresentam X-frágil Robinson et al., 2014; Carvalheira et al., 2004
  20. 20. The American Journal of Human Genetics 94, 677–694, May 1, 2014
  21. 21. Fenótipo TEA Diagnóstico de TEA confirmado baseado em diferentes observações + avaliação Intelectual (quando possível) e severidade do quadro avaliação psiquiátrica e psicológica TEA Não Sindrômico TEA Sindrômico História familiar: aCGH Consanguinidade: testes metabólicos Presença de DI: aCGH e teste molecular X-frágil Sexo masculino sem DI: teste molecular X-frágil Sem hipótese: repetir exames genéticos TEA com possível epilepsia e/ou DI Dismorfias, malformações, epilepsia ou severa DI Suspeita alteração cromossômica ou gênica aCGH ou teste gene-especifico Suspeita alteração metabólica: teste metabólico especifico Suspeita alteração mitocondrial: teste especifico Sem hipótese: investigação clínica, exoma Modificado de Robert et al., 2017
  22. 22. Neurobiologia dos TEA
  23. 23. Volume cerebral total
  24. 24. Volume cerebral total Kanner (1943) observou aumento do tamanho da cabeça em algumas crianças com autismo parece que nos indivíduos com TEA o perímetro cefálico está na média ou mesmo um pouco abaixo da média ao nascer por volta do final do primeiro ano de vida há uma aceleração do crescimento sendo que em 15% a 20% há uma macrocefalia por volta dos 4 aos 5 anos de idade
  25. 25. Brain growth across the life span in autism. Courchesne et al., 2010 586 sujeitos com TEA  idades entre 12 meses e 50 anos  estudados pela ressonância magnética resultados confirmaram os achados anteriores
  26. 26. Modificado de Courchesne et al., 2010
  27. 27. cerebelo Em 1985, Courchesne descreveu alterações cerebelares como uma característica comum do autismo infantil Uma década mais tarde, resultados de 16 autópsias e de estudos por ressonância nuclear magnética realizados em nove laboratórios (240 casos) confirmaram a presença de anormalidades cerebelares classicamente relacionado à funções motoras envolvido na modulação das emoções, linguagem e funções executivas
  28. 28. normais TEA idade volumecerebral(ml) Modificado de Courchesne et al., 2010
  29. 29. corpo amigdaloide observado aumento do volume do CA em crianças abaixo dos 10 anos de idade (Schumann et al., 2004; Schumann et al., 2009) aumento bilateral do CA em crianças com autismo com 3 e 4 anos e aumento do CA direito correlacionou-se positivamente com prejuízo social e da comunicação (Munson et al., 2006) achados similares foram observados em crianças com autismo com idades variando entre 1 – 5 anos (Schumann et al., 2009) desempenha importante papel no comportamento emocional e social
  30. 30. hipocamp o comparação do volume do hipocampo de pessoas com TEA e grupos-controle têm mostrado resultados divergentes estudos que não encontraram diferenças: Bigler et al., 2003; Haznedar et al., 2000; Howard et al., 2000 aumento ou diminuição do hipocampo: Aylward et al., 1999; Nicolson et al., 2006; Scumann et al., 2004 a heterogeneidade dos sujeitos e exames de imagem diversos podem ter contribuído para estas inconsistências relacionado com a memória associativa e a integração da informação
  31. 31. ínsula Kosaka et al., em 2010 descreveram redução da substância cinzenta na ínsula direita e giro frontal inferior quando sujeitos com TEA foram comparados com sujeitos-controle. as regiões anteriores da ínsula integram múltiplos sistemas cognitivos associados com processos afetivos, empáticos e interoceptivos
  32. 32. giro fusiforme GIRO FUSIFORME chamado área da face implicado nos aspectos do processamento de faces que envolvem sua identificação
  33. 33. Giro fusiforme e TEA estudos volumétricos descreveram volumes iguais, maiores e menores em adolescentes e adultos com TEA quando comparados com controles assimetrias do GF foram descritos em meninos com TEA
  34. 34. GIRO FUSIFORME giro fusiforme giro temporal inferior giro fusiforme giro temporal inferior D E
  35. 35. sulco temporal superior foram descritos deslocamentos (anteriores e superiores) bem como volume reduzido da substância cinzenta em jovens com TEA quando comparados com controles (Boddaert et al., 2004) envolvido no processamento dos movimentos oculares e na interpretação de pistas sociais dinâmicas (direção do olhar, gestos e expressões faciais (Pelphrey et al., 2005)
  36. 36. giro temporal superior numerosos estudos com variadas técnicas têm demonstrado diferentes tipos de anormalidades do giro temporal superior no autismo anormalidades na citoarquitetura com anormalidades das minicolunas (Casanova et al., 2002) RNM aumento da substância cinzenta (Salmond et al., 2003; Waiter et al., 2004) giro temporal superior giro temporal médio giro temporal inferior PET scan (Boddaert et al., 2003) SPECT (Mountz et al., 1995) RMF (Baron-Cohen et al., 1999) potenciais evocados (Bruneau et al., 1999) magnetoencefalografia (Gage et al., 2003)
  37. 37. Núcleo caudato participa das funções executivas implicado no desenvolvimento de comportamentos repetitivos e estereotipias
  38. 38. Núcleo caudado e TEA  aumento no tamanho do n. caudado e correlação positiva com a presença de comportamentos repetitivos em jovens e adultos com autismo (Brambilla et al., 2003; Rojas t al., 2006)  Langen et al., em 2007 descreveram aumento do volume do n. caudado com o desenvolvimento  relação entre desordens das funções executivas e volume do n. caudado foi descrita em crianças com TEA  foi descrita relação entre volume do n. caudado e prejuízos na resolução de problemas  resultados discrepantes já foram publicados
  39. 39. Longitudinal study of amygdala volume and joint attention in 2- to 4- year-old children with autism. Mosconi et al., 2009 55 com autismo, 33 controles (22 com desenvolvimento típico e 11 com atraso no desenvolvimento) 18 a 35 meses (2 anos) e 42 a 35 meses (4 anos) avaliação do volume da amígdala (RM) Social Orienting Continuum and Response Scale corpo amigdalóide hipocampo córtex frontal núcleos da base tálamo
  40. 40. Longitudinal study of amygdala volume and joint attention in 2- to 4- year-old children with autism. Mosconi et al., 2009 resultados  aumento da amígdala foi observado nas crianças com autismo aos 2 e 4 anos de idade  houve aumento significativo no volume com o passar do tempo mas sem diferenças entre os grupos  volume da amígdala se associou inversamente com a habilidade de
  41. 41. giro do cíngulo Haznedar et al., (1997) observaram volume reduzido desta estrutura em adultos com autismo quando comparados a controles mantem conexões recíprocas com a quase totalidade das áreas cerebrais bem como com regiões sub-corticais, tronco cerebral e medula espinhal; intervém na função viso espacial, na memória e na integração do afeto, cognição e expressão do comportamento
  42. 42. corpo caloso meta-análise (Frazier e Hardan, 2009) documentou redução na área total desta estrutura em sujeitos com TEA quando comparados com controles a região anterior foi a que apresentou a maior redução feixe de substância branca que conecta os hemisférios e colabora com a conectividade inter-hemisférica
  43. 43. Fatores ambientai s e TEA
  44. 44.  o seu reconhecimento tem aumentado de forma significativa nos últimos anos (cerca de 1% da população)  o fenótipo dos TEA são bastante heterogêneos  admite-se uma herdabilidade de cerca de 50%  a importância de fatores ambientais tem sido reconhecida (Mandy e Lai, 2016)  os TEA seriam, o resultado da interação genética/ambiental em bom número de casos Fatores ambientais e TEA
  45. 45. Metais pesados Mercúrio, chumbo, cádmio, alumínio e arsênico
  46. 46. Mercúrio  existem similaridades entre sintomas de intoxicação pelo mercúrio e TEA  níveis de mercúrio têm sido medidos nos cabelos, sangue, urina dentes e unhas  grande parte dos estudos examinou o mercúrio contido no timerosol (vacinas e globulinas RH)  achados inconsistentes  níveis medidos nos cabelos e sangue não são confiáveis Maleska et al., 2010; Geier et al., 2010; DeSoto et al,. 2007; Adams et al., 2007 Holmes et al., 2003; Obrenovich t al., 2011; DeSoto et al.,2007 Rahbar et al., 2012; Wright et al., 2012; De Palma et al., 2012
  47. 47. Chumbo, cádmio, alumínio e arsênico 16 estudos avaliados alguns resultados inconsistentes a maioria não evidenciou associação significativa Fido et al., 2005; El-Ansary et al., 2011; Al-Farsi et al., 2013 Kern et al, 2007; Yorbik et al., 2010 Vergani et al., 2011; DePalma et al., 2012
  48. 48. Poluentes
  49. 49. Poluentes  já foi observada associação entre exposição a poluentes do ar (pré-natal, perinatal e início da vida) e autismo e TEA  residência da mãe em áreas com elevados níveis de dióxido de nitrogênio, material particulado e óxido nítrico durante a gestação ou no início da vida aumentam o risco de TEA/autismo  residir nas proximidades de auto estradas principalmente no terceiro trimestre aumenta o risco de TEA/autismo Becerra et al., 2013; Windham et al., 2006; Windham et al., 2006; Volk et al, 2011
  50. 50.  estudo prospectivo (Eskenazi et al., 2007; Rauh et al., 2006) exposição à pesticidas durante a gestação aumenta o risco de sintomas autisticos aos 2 – 3 anos  estudo de Cheslack-Postava et al., 2013: mostra discreto aumento do risco de TEA em gestantes expostas à estas drogas  estudo do projeto CHARGE (2014) mostra que proximidade aos organofosfatos durante a gestação se associa a risco de 60% de nascimento de crianças com TEA  CHARGE: Childhood Autism Risks from Genetics and Environment Pesticidas/agrotóxicos/biocidas
  51. 51. Vacinas
  52. 52. Vacinas & autismo Wakefield (1998) apresentou trabalho Ileo-colonic- Lymphonodular Hyperplasia, Non-specific Colitis and Autistic Spectrum Disorder in Children: A New Syndrome? Lancet; 351 30 crianças, idade 3-10 anos, 28 do sexo masculino história de desenvolvimento normal seguida por perda de habilidades já presentes inclusive da linguagem e sintomas gastrintestinais: diarréia, dores abdominais e, em alguns casos, intolerância alimentar
  53. 53. casosde autismo %criançasrecebendoMM Dales et al. (2001
  54. 54. Vacinas 9 estudos caso-controle, 2 estudos e 2 revisões sistemáticas não demonstraram associação significativa entre vacinas e TEA 1 estudo comprovou esta associação Geier e Geier, 2004 Smeeth et al., 2004; Shamberger , 2011; Demicheli et al., 2005
  55. 55. LANCET Fevereiro de 2010
  56. 56. Medicamentos
  57. 57. TEA e uso de antidepressivos durante a gestação (Coren et al., 2011)  pesquisados os antidepressivos inibidores seletivos da serotonina (citalopram, fluoxetina, sertralina, etc.)  298 casos de crianças com TEA  1507 crianças típicas  risco 2 vezes maior no grupo antidepressivos: 2,2  uso no primeiro trimestre: 3.8
  58. 58. TEA e uso de antidepressivos durante a gestação (Boukhris et al., 2016)  estudadas crianças nascidas entre janeiro de 1998 e dezembro de 2009  total de 145 456 filhos únicos nascidos vivos  1054 (0,7%) diagnosticados com TEA  31 crianças expostas aos antidepressivos no segundo/terceiro trimestres risco de 1.87 para TEA  22 crianças expostas aos ISRS risco para TEA 2.17  Conclusões: uso de antidepressivos, particularmente os ISRS durante o segundo e terceiro trimestre aumenta o risco de filhos com TEA
  59. 59. Medicamentos: valproato valproato: droga anticonvulsivante utilizada na epilepsia, como estabilizadora do humor no transtorno bipolar e na profilaxia das crises de enxaqueca em países desenvolvidos cerca de 20% das mulheres grávidas com epilepsia recebem esta droga (Kulaga et al., 2011) já se descreveu a síndrome do valproato fetal (Shallcross et al., 2011; Tomson et al., 2011)
  60. 60. valproato: a possível relação entre o valproato e os TEA foi aventada pela associação da “síndrome do valproato fetal” com o quadro clinico característico (Williams et al., 2001) Medicamentos: valproato
  61. 61.  105 crianças australianas com 6-8 anos cujas mães haviam sido expostas ao valproato durante a gestação  autismo avaliado pela CARS  pontuação elevada (autismo 8 /possivel autismo 3) 11 crianças (10,5%)  monoterapia com valproato: 2/26 7%  monoterapia com carbamazepina 2/34 5,9%  politerapia com valproato 7/15 46,7% Medicamentos: valproato
  62. 62. destas 11 crianças apenas 4 haviam sido identificadas como autistas comparação entre os grupos de mães (com e sem filhos com autismo): grupo com sinais:  uma ou mais crises convulsivas durante a gestação  maior uso de maconha durante a gestação  menor uso de ácido fólico no primeiro trimestre da gestação Medicamentos: valproato
  63. 63. Tabaco e álcool
  64. 64.  foram descritas seis crianças que apresentavam as características da SFA e que preenchiam os critérios do DSM-III-R para o diagnóstico de autismo infantil  quatro meninos e duas meninas  idade entre 6 e 15 anos  todas apresentavam retardo mental moderado ou severo Nanson, 1992 álcool
  65. 65. outros autores descreveram a associação da SFA com os TEA Kelleman, 2007 Hopkins, 2014 álcool
  66. 66. Idade parental
  67. 67. Idade parental um dado que prediz as chances de TEA é a idade dos seus progenitores idade materna (Sandin et al., 2012) e idade paterna (Hultman et al., 2011) são associados, de forma independente, com risco aumentado de TEA nos seus filhos parece haver um risco aumentado quando os dois progenitores são mais velhos ou quando há grande disparidade de idade entre eles
  68. 68. Reprodução assistida
  69. 69. Reprodução assistida  achados inconsistentes são atribuídos à falhas metodológicas em boa parte dois estudos  2 estudos descrevem associação positiva entre RA e TEA  5 estudos não confirmaram estes resultados positivos Zachor & Itzchak., 2011; Shimada et al., 2012 Hvidtjørn et al., 2011; Sandin et al., 2013 Hvidtjørn et al., 2009
  70. 70. Gestação
  71. 71. obesidade ganho de peso diabetes
  72. 72. Obesidade, ganho de peso e diabetes Existem algumas evidências relacionando estas condições com probabilidade maior de filhos com TEA Zhang et al., 2010; Krakowiak et al., 2012
  73. 73. The role of maternal obesity in the risk of neuropsychiatric disorders. Rivera et al., 2015  estudos epidemiológicos evidenciam a relação entre obesidade materna e desordens metabólicas com aumento no risco de crianças com TDAH, desordens do espectro do autismo, ansiedade, depressão, esquizofrenia, desordens alimentares, anorexia nervosa, bulimia nervosa e prejuízos cognitivos  estudo de Krakowiak et al., (2012) mostra que a obesidade materna aumenta o risco de crianças com TEA e atrasos no desenvolvimento  segundo Reynolds et al., (2014) há relação entre obesidade materna com TEA e atraso no desenvolvimento da fala em crianças pequenas
  74. 74. The role of maternal obesity in the risk of neuropsychiatric disorders. Rivera et al., 2015  peso acima de 90 kg preconcepção é fator de risco para o nascimento de crianças com TEA (Dodds et al., 2011)  aumento do peso durante a gestação acima de 18 kg representa risco para o nascimento de crianças com TEA Dodds et al., (2011)  Krakowiak et al., (2012) demonstraram associação positiva do diabetes gestacional, hipertensão e pré- eclâmpsia com maior risco de TEA  mães com ingestão de grandes quantidades de ômega-6 têm risco 34% menor de ter filhos com TEA (Lyall et al., 2013  mães com dieta deficiente em ômega-6 têm risco maior de filhos com TEA (Field, 2014).
  75. 75. Prenatal factors associated with ASD. Ornoy et al., 2015  diabetes pregestacional (DPG) e gestacional (DG) podem se associar a várias complicações  DPG pode aumentar a incidência de anomalias congênitas e afeta o bem estar e crescimento do bebê  DG ocorre em geral na segunda metade da gestação e pode se prejudicar o crescimento fetal bem como elevar a probabilidade de complicações gestacionais
  76. 76. Peso de nascimento e idade gestacional
  77. 77. Peso de nascimento 2 revisões sistemáticas apontam para baixo peso de nascimento (<2500 g) como fator de risco significativo para TEA nas crianças vários outros estudos endossam este achado Kolevzon et al., 2007; Gardener et al, 2011; Visser et al., 2013 Gguinchat et al.,2012
  78. 78. Idade gestacional  prematuridade:<37 semanas (< 2500 g.)  prematuridade extrema:<32 semanas (< 1500 g.)  2 revisões sistemáticas apontam para o baixo peso como fator de risco para crianças TEA  vários outros estudos validaram o mesmo resultado  também já foi apontada relação entre pequenos para a idade gestacional e risco para TEA Gguinchat et al.,2012; Kolevzon et al., 2007; Gguinchat et al.,2012
  79. 79. Doenças autoimunes e infecções
  80. 80.  Associação entre alterações imunológicas e TEA têm sido descritas:  autoimunidade anticorpos anti proteínas do cérebro fetal presença de doenças autoimunes em familiares de TEA  processos inflamatórios cerebrais substâncias tóxicas, aditivos alimentares, estresse Infecções (influenza? febre?, infecções pré-natais?) Rossignol & Frye, 2012; Cohly & Panja, 2005; Croen et al., 2008; Abdallah et al., 2012 Brown, 2012; Abdallah et al., 2013 Doenças autoimunes e infecções
  81. 81. PRENATAL FACTORS ASSOCIATED WITH AUTISM SPECTRUM DISORDER (ASD). Ornoy et al., 2015  infecções bacterianas e virais durante a gestação representam fatores de risco para várias condições neuropsiquiátricas, inclusive para os TEA (Collier et al., 2009)  segundo Atladottir et al., (2012) influenza durante a gestação relacionou-se com risco de 2.3 para os TEA  os resultados de várias pesquisas a respeito são controversos
  82. 82. rubéola congênita infecção pré-natal pelo citomegalovírus influenza toxoplasmose pré-natal outras infecções virais?? Prenatal factors associated with ASD. Ornoy et al., 2015
  83. 83. PRENATAL FACTORS ASSOCIATED WITH AUTISM SPECTRUM DISORDER (ASD). Ornoy et al., 2015 outras possíveis associações: exposição à talidomida (Stromland et al.1994) exposição à cocaína (Davis et al.,1992) exposição ao etanol (Nanson, 1992) exposição ao misoprostol (Citotec) (Johannson et al.,2001)
  84. 84. Aspectos nutricionais
  85. 85. Aspectos nutricionais estudos sobre as possíveis relações entre: aleitamento acido fólico dietas glúten caseína
  86. 86. evidências sobre deficiências em minerais em crianças com TEA têm resultados inconsistentes zinco, ferro, magnésio, cobre, molibdênio, níquel, selênio, cobalto, crômio e magnésio resultados inconclusivos Deficiências em minerais
  87. 87. Estresse materno
  88. 88. Maternal stress and perinatal features in autismo and attention déficit/hyperactivity disorder. (Say et al.; 2015)  participantes:  100 sujeitos (3 – 18 anos) com TEA  transtorno autista 72  TGDSOE 24  Asperger 2  100 sujeitos com TDAH pareadas por gênero/idade  sem desordens neurológicas, doenças metabólicas ou genéticas ou prejuízos motores  80 sujeitos controle pareados por gênero/idade  deficiências motoras/intelectuais não foram critérios de exclusão
  89. 89. Maternal stress and perinatal features in autismo and attention déficit/hyperactivity disorder. (Say et al.; 2015)  questionário respondido pelas mães com questões envolvendo aspectos sociodemográfricos, pré- natais, natais e pós-natais  pré-natais  idade da mãe quando grávida  uso de tabaco/álcool  problemas médicos (ameaça de aborto, hemorragias, diabetes, hipertensão, problemas das tireóide)  estresse (familiar, financeiro, eventos traumáticos, etc)  exposição à violência e depressão com duração maior de 2 semanas
  90. 90. Maternal stress and perinatal features in autismo and attention déficit/hyperactivity disorder. (Say et al.; 2015)  questionário respondido pelas mães com questões envolvendo aspectos sociodemográfricos, pré- natais, natais e pós-natais  período pós-natal  peso de nascimento  depressão materna com duração de mais de duas semanas dentro das primeiras quatro semanas após o nascimento  duração do aleitamento materno
  91. 91. Maternal stress and perinatal features in autismo and attention déficit/hyperactivity disorder. Say et al.; 2015 resultados: as taxas de estresse maternal devido à conflitos familiares e depressão mostraram-se significantemente maiores nos grupos TEA e TDAH quando comparados ao grupo controle as taxas de depressão durante as 4 primeiras semanas após o nascimento mostraram-se significantemente maiores no grupo TEA
  92. 92. Risco de autismo após estresse materno por perda de parente próximo (li et al., 2009)  estudados filhos únicos nascidos na Dinamarca entre 1978 e 2003  total 1 492 709  37275 nascidos de mães que perderam um parente próximo até um ano antes da gestação (grupo experimental)  restantes grupo controle  Resultados: não houve risco aumentado de autismo no grupo experimental comparado com o grupo controle
  93. 93. TEA Desafios Aumentar conhecimento Divulgar o conhecimento a respeito Capacitação profissional médicos outros profissionais da área da saúde e educação atenção para sinais precoces Criação de Centros de Referência Diagnóstico identificação de sinais precoces Intervenção
  94. 94. referências Abdallah MW, Larsen N, Grove J, Nørgaard-Pedersen B, Thorsen P, Mortensen EL, et al. Amniotic fluid chemokines and autism spectrum disorders: an exploratory study utilizing a Danish Historic Birth Cohort. Brain Behav Immun. 2012;26(1): 170-176.  Abdallah MW, Larsen N, Grove J, et al. Neonatal chemokine levels and risk of autism spectrum disorders: findings from a Danish historic birth cohort follow-up study. Cytokine. 2013;61(2):370-376.  Al-Farsi YM, Waly MI, Al-Sharbati MM, et al. Levels of heavy metals and essential minerals in hair samples of children with autism in Oman: a case-control study. Biol Trace Elem Res. 2013;151(2):181-186.  American Academy of Pediatrics Committee on Drugs. Use of psychoactive medication during pregnancy and possible effects on the fetus and newborn. Pediatrics. 2000; 105(4):880-7.  Adams JB, Romdalvik J, Ramanujam VM, Legator MS. Mercury, lead, and zinc in baby teeth of children with autism versus controls. J Toxicol Environ Health A. 2007;70(12): 1046-1051.  Assencio-Ferreira VJ, Abraham R, Veiga JCE, Santos KC. Cranioestenose da sutura metópica efeito teratogênico do valproato de sódio: relato de caso. Arq Neuropsiquiatr. 2001; 59(2-B):417-20.  Bennett HA, Einarson A, Taddio A, Koren G, Einarson TR. Prevalence of depression during pregnancy: systematic review. Obstet Gynecol. 2004; 103:698-709.  Becerra TA, Wilhelm M, Olsen J, Cockburn M, Ritz B. Ambient air pollution and autism in Los Angeles County, California. Environ Health Perspect. 2013;121(3):380-386.  Bishop S, Gahagan S, Lord C. Re-examining the core features of autism: a comparison of autism spectrum disorder and fetal alcohol spectrum disorder. J Child Psychol Psychiatry. 2007; 48(11):1111-21Brown AS. Epidemiologic studies of exposure to prenatal infection and risk of schizophrenia and autism. Dev Neurobiol. 2012;72(10):1272-1276.  Brown AS. Epidemiologic studies of exposure to prenatal infection and risk of schizophrenia and autism. Dev Neurobiol. 2012;72(10):1272-1276.  Clements CC, Castro VM, Blumenthal SR, Rosenfield HR, Murphy SN, Fava M. et al. Prenatal antidepressant exposure is associated with risk for attention deficit-hyperactivity disorder but not autism spectrum disorder in a large health system. Mol Paychiatry. 2015; 20(6):727-34  Cohly HH, Panja A. Immunological findings in autism. Int Rev Neurobiol. 2005;71:317-341.  Croen LA, Braunschweig D, Haapanen L, et al. Maternal mid- pregnancy autoantibodies to fetal brain protein: the early markers for autism study. Biol Psychiatry. 2008;64(7):583-588.
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