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Tc campo teorico da comunicação

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Tc campo teorico da comunicação

  1. 1. TEORIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO: COMUNICAÇÃO SOCIAL 2015-1
  2. 2. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA [ plano de aula, sistemas de avaliação e seminários] Conteúdo
  3. 3. JOSÉ GERALDO DE OLIVEIRA •  Mineiro, natural de viçosa. Sempre trabalhou ligado a área de documentário, vídeo de treinamentos para a área de educação. •  Formado em Publicidade e Propaganda pela Unisa (Universidade Santo Amaro). •  Mestre em Comunicação pela Cásper Líbero [2012] com a dissertação Grafitecidade e visão travelar, comunicação visual e transgressão na metrópole contemporânea. •  Jornalista e fotografo, com várias publicações em revista como Casper, Diálogos&Debates, GQ, Prazer da Mesa entre outras. •  Atualmente é professor nos cursos de Comunicação Social (Habilitações: Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Jogos Digitais do Centro Universitário FIAM-FAAM e FMU. •  Pesquisador de comunicação contemporânea ( imagem e comunicação visual) Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/5339133866531303
  4. 4. EMENTA Promover a leitura e observação da realidade objetiva e subjetiva dos atos comunicativos em diversos e diferentes contextos.
  5. 5. •  Proporcionar aos alunos uma visão inter-multi- transdisciplinar do fenômeno da comunicação frente à necessidade de repensar os paradigmas teóricos e metodológicos. •  Prepará-los para uma compreensão crítica dos novos processos de produção, circulação e recepção da informação e capacitá-los para um desempenho individual e profissional adequado às exigências do mercado atual. •  Estimular a reflexão, discussão e análise crítica sobre os princípios que fundamentam as teorias do processo comunicativo. •  Exercitar práticas comunicativas em sala de aula e no cotidiano vivenciado. OBJETIVOS DA DISCIPLINA
  6. 6. •  Aulas expositivas para apresentação de conceitos e autores; •  Leitura coletiva de textos para reflexão; •  Exibição de filmes de ficção, documentários e de entrevistas sobre os temas tratados e posterior debate; •  Análise de conteúdos comunicacional a partir de conceitos desenvolvidos em aula; •  Produção de artigo científico a partir de pesquisa para reforçar o conteúdo de sala de aula; •  Apresentação de seminários. METODOLOGIA
  7. 7. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  O que é teoria e o campo teórico da comunicação. •  Retórica grega: primeiros estudos de comunicação. •  A Modernidade e a Sociedade Industrial : as reflexões sobre comunicação no final Séc XIX. •  modernidade e a sociedade de massa. •  pensar a autonomia da comunicação enquanto área de conhecimento: Estudos de Orientação Empiricista e Pragmática. • 
  8. 8. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Funcionalismo – Contextualização e conceitos gerais •  Hipóteses sobre as relações entre os meios de comunicação de massa e o desenvolvimento das sociedades. •  As questões-programa de Laswell. •  Pesquisa da comunicação nos EUA a partir da década de 1920. •  MASS MEDIA COMMUNICATION RESEARCH : estudo dos efeitos dos meios de comunicação. •  A retomada do modelo de Laswell: Teoria da Agulha Hipodérmica como explicação para o comportamento humano como sendo resposta a estímulo externo.
  9. 9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Teoria Matemática da Comunicação ( Shannon e Weaver). •  As funções da mídia: Merton e Lazarsfeld. •  Escola de Chicago. - Aperfeiçoamento de modelos mais complexos da relação de troca entre meios e público. - Park: comunicação é o principal fundamento da democracia; - Cidade como laboratório social; - Ecologia Humana. •  Teoria cibernética – Escola de Palo Alto
  10. 10. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Teoria crítica - Escola de Frankfurt e a indústria cultural. •  Importância dos meios de comunicação e da cultura de mercado na formação do modo de vida contemporâneo; •  Comunicação não pode ser estudada como fenômeno independente, mas atrelada aos processos históricos e sociais. •  Walter Benjamin. - Arte e tecnologia. -  A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. •  O pensamento de Jürgen Habermas [ Modernidade, esfera pública, ação comunicativa]
  11. 11. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Pós-modernidade [ a comunicação na contemporaneidade] •  Estudos Culturais [Hoggart, Thompson & Raymond Williams ] - Preocupação em redefinir a noção de cultura, tendo como foco a cultura popular. -  Ênfase posta no receptor. •  Stuart Hall : recepção como processo ativo - Uso da linguagem é determinado por estruturas de poder; - Representação e Função Simbólica; - Processos de Codificação e Decodificação;
  12. 12. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Estudos Culturais – Escola latinoamericana[Jesus Martín Barbero e Néstor Garcia Canclini] •  Não mais pensar sobre a comunicação, mas a partir da comunicação [Jesus Martín Barbero]. A.  Produção de sentido questionando a mensagem; B.  Dinâmicas dos usos populares do massivo; C.  Comunicação como processo; D.  Receptor não é fim do processo de comunicação, mas o início; E.  Dos meios às mediações: cotidianidade familiar, temporalidade social e competência cultural.
  13. 13. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  Escola francesa [ O pensamento contemporâneo na comunicação. •  ROLAND BARTHES - Mitologias •  JEAN BAUDRILHARD – Simulacros e simulações. •  EDGAR MORIN - Cultura e Imaginário nas Produções Mediáticas : ficções, heróis, moda. •  PIERRE BORDIE – E o gosto social •  DOMINIQUE WOLTON – a comunicação como convivência.
  14. 14. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  TEORIAS DAS MÍDIAS DIGITAIS •  Marshall McLuhan - tecnologia como um poderoso elemento transcultural aglutinador - Os meios como extensões do homem; - Aldeia global; - O meio é mensagem; - Tecnologias da informação como parte de nossa consciência.
  15. 15. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO •  TEORIAS DAS MÍDIAS DIGITAIS •  Pierre Levy e André Lemos - A sociedade em rede •  Cultura contemporânea está associada às tecnologias digitais: produção de novas formas de sociabilidade. •  Cibercultura/Ciberespaço. •  Henry Jenkin e Carlos Alberto Scolari – Transmídia e novas formas de narrativas.
  16. 16. BIBLIOGRAFIAS Bibliografia Básica HOHLFELDT, Antonio; FRANÇA, Vera & MARTINO, Luiz (orgs.). Teorias da Comunicação. Petrópolis: Vozes, 2001. SÁ-MARTINO. Teorias da comunicação. Ideias, conceitos e métodos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. ___________. Teorias da mídias digitais. Linguagem, ambientes e redes. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação de Massa. São Paulo: Martins Fontes, 2008. 2006. TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. NERY, Vanda Cunha Albieri. Para entender as Teorias da Comunciação. 2a edição. Uberlândia: EDUFU, 2012.  
  17. 17. BIBLIOGRAFIAS Bibliografia complementar ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, PIERRE, Levy. Cibercultura. São Paulo:34, 2010 MCLUHAN, Marshall. Meios de Comunicação como extensão do homem. São Paulo: Cultrix, 8ª ed., 1996. SANCHES, Tatiana Amendola (Org.) Estudos Culturais: uma abordagem prática. São Paulo: Editora Senac, 2011 HAUSSEN, Doris Fagundes (Org.) Mídia, Imagem & Cultura.Coleção Comunicação.no.8.Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000. TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. NERY, Vanda Cunha Albieri. Para entender as Teorias da Comunciação. 2a edição. Uberlândia: EDUFU, 2012. Revista Parágrafo - http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/recicofi    
  18. 18. AVALIAÇÕES Será composta pela somatória de dois componentes: [1] - Avaliações Continuadas (30%) [0 a 3,0 pontos] Seminários: até 3 pontos. [2] - Avaliação Regimental: (70%) [0 a 7,0 pontos] Avaliação semestral, individual e dissertativa.
  19. 19. AVALIAÇÃO CONTINUADA •  Trabalho em grupo: Produção de um artigo científico [ orientação do professor]. Até 2 pontos •  Apresentação de seminários e debates [ conteúdo para prova]. Até 1 ponto •  Trabalho individual: produção de um ensaio a partir de um filme ou documentário. Até 1,5 pontos.
  20. 20. CAMPO TEÓRICO DA COMUNICAÇÃO RETÓRICA GREGA MODERNIDADE E A SOCIEDADE DE MASSA. Texto de apoio: Texto:    Paradigmas  da  Comunicação  :  conhecer  o  quê?  Vera  Veiga  França.  Disponível  em  h9p:// www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/arBcle/view/314/195   Conteúdo
  21. 21. PANORAMAS COMUNICAÇÃO E COMUNICAÇÃO DE MASSA •  O acesso a informação tornou-se um elemento essencial para que o indivíduo possa exercer a cidadania e estar preparado para sobreviver e ser produtivo. •  É necessário entender e refletir sobre a capacidade de transmitir informações e de interferir na realidade em que os meios de comunicação de massa já estão exercendo e vão exercer cada vez mais influência. •  A complexidade das relações entre os indivíduos, a sociedade e a própria multiplicidade dos meios de comunicação de massa tornam essa percepção complexa. •  Os estudos dos meios de comunicação demonstram que para entender o processo da comunicação de massa em seus múltiplos aspectos, é necessário o auxílio de parâmetros, paradigmas e teorias que nos permitam entender esses meios, seu alcance e influência na sociedade, sua eficiência e suas limitações.
  22. 22. PANORAMAS COMUNICAÇÃO E COMUNICAÇÃO DE MASSA •  A partir da necessidade de conhecer melhor os meios de comunicação e a sua influência na sociedade, surgem e desenvolve-se vários estudos sobre comunicação de massa e sua inter-relações sociais, técnicas e tecnológicas, sobre o seu desenvolvimento em todos os aspectos da vida humana. •  O desenvolvimento desses estudos [ Teorias da Comunicação] iniciou-se no começo do século XX, a partir do surgimento e popularização dos meios de comunicação de massa e das novidades introduzidas por eles.
  23. 23. COMUNICAÇÃO [ Etimologia do termo ] •  O verbo COMUNICAR vem do latim Comunicare – Tornar comum, partilhar, repartir, associar, trocar opiniões, conferenciar. •  No cristianismo antigo, a vida eclesiástica era marcada pela contemplação e isolamento, uma condição para conhecer Deus, duas tendências interpretavam este isolamento de maneira diferente: os “anocoretas” que viviam de forma completamente individual e os “cenobitas” que optaram por uma vida em comunidade [ Lugar onde se vive em comum]. •  Surge a prática do Communicatio, ato de “tomar as refeições em comum”, “romper o isolamento”. •  Não se tratava de relações sociais que naturalmente os homens desenvolvem, mas de uma certa prática, cuja novidade é dada pelo pano de fundo do isolamento.
  24. 24. COMUNICAÇÃO [ Etimologia do termo ] •  Comunicação não é “ter algo em comum” no sentido de ter alguma característica ou propriedade semelhantes ou por apenas por pertencer a uma mesma sociedade. •  Etimologicamente a comunicação aparece como o produto de um encontro social, e designa um processo bem delimitado no tempo, mas ela não se confunde com a sua convivialidade. •  Ela não se aplica nem às propriedades ou ao modo de ser das coisas, nem exprime uma ação sobre a matéria, tampouco a praxis social, mas um tipo de relação exercida sobre outrem.
  25. 25. COMUNICAÇÃO [ Etimologia do termo ] •  O termo comunicação se aproxima bastante do significado de “transporte, e mais precisamente, “transporte de coisas”. •  Há uma estreita relação com a atividade econômica ( circulação de bens) e o comércio. •  Os gregos reunião em uma única entidade [ Hermes] os atributos da comunicação [ Poder de falar e convencer, persuadir]. •  Hermes é o mensageiro dos deus e aquele que zela pelas estradas e viajantes, e também patrono dos oradores, escritores e mercadores. •  Transporte de mercadorias e falar bem eram vistas como atividade correlatas, uma vez que não bastava simplesmente transportar as mercadorias, era preciso negociá-las com outros povos, os quais era preciso saber encontrar, abordar ( contactar), persuadir.
  26. 26. Comunicação é, ao mesmo tempo, um processo ( para o qual contribuem os meios diversos) e o resultado desse processo (MIÈGE, 2000: 25). • A fala é apenas uma das maneiras possíveis de comunicação. • Expressões faciais, gestos, uso de roupas e enfeites e até atitudes são formas de comunicação. Comunicação é a interação social por meio de mensagens e que qualquer uso da linguagem se caracteriza sempre como um processo de comunicação ( FISKE, 1990: 72)
  27. 27. COMUNICAÇÃO COMUM + AÇÃO AÇÃO DE TORNAR COMUM AÇÃO QUE NÃO SE REALIZA SOBRE A MATÉRIA MAS SOBRE O OUTRO •  O ser humano está e é em comunicação (GOMES, 1997). •  Existe uma relação de interdependência entre a comunicação e o ser humano no processo de definição e de construção de sua realidade social e cultural. •  Comunicação é um fato e uma necessidade social, algo inerente ao ser humano e que existe desde o aparecimento do homem no mundo. Para satisfazer suas necessidades básicas, mediante o trabalho, os seres humanos sentiram a necessidade de relacionar-se, de agrupar-se, de colaborar mutualmente. É a necessidade de comunicação (GOMES, 1997: 12)
  28. 28. PROCESSO DE COMUNICAÇÃO “Um mesmo homem não atravessa um mesmo rio duas vezes, muda o homem e muda o rio” (Heráclito). •  Um processo é uma situação que, apesar de manter um modelo [ ou padrão] nunca ocorre duas vezes da mesma maneira. •  Foi por meio da comunicação que o homem construiu o próprio desenvolvimento, estabelecendo relações sociais e comerciais, atribuindo significados e valores a si mesmo e aos objetos ao seu redor. •  Estabeleceu regras de convivência e moral, formas de ação em conjunto e até um sistema hierárquico de valores. •  Perguntar e responder é um alicerce para a aprendizagem e para a construção de novos conhecimentos.
  29. 29. COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E MENSAGEM •  O jornalismo, a publicidade, as relações públicas, o cinema, o radialismo e outras habilitações da comunicação social não são “comunicação”, mas sim atividades práticas que utilizam o conhecimento e os instrumentos desenvolvidos pelo pensamento comunicacional ( ou seja, da reflexão desenvolvida pelos estudos teóricos e práticos sobre comunicação) para a realização mais eficiente de sua atividade profissional. •  Uma mensagem ou informação não é comunicação senão de modo relativo. •  Ela é comunicação em relação àqueles que podem toma-la como tal , isto é, não como coisa, mas como ordem do simbólico. •  Não confundir a mensagem com o papel ou com a tinta [suportes]. •  Para uma página de um livro se transforme em mensagem é preciso reunir tanto a atividade do leitor, quanto o produto da atividade do escritor. •  Um livro na estante não é comunicação, senão a partir do momento da interação [ relação].
  30. 30. COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E MENSAGEM •  A informação é uma comunicação que pode ser ativada a qualquer momento, desde que outra consciência ( ou aquela mesma que a codificou) venha resgatar, quer dizer, ler, ouvir, assistir... •  Enfim decodificar ou interpretar aqueles traços materiais de forma a reconstituir a mensagem. •  O termo informação se refere à parte propriamente material, ou melhor, se refere à organização dos traços materiais por uma consciência, enquanto o termo comunicação exprime a totalidade do processo que coloca em relação duas (ou mais) consciências.
  31. 31. Comunicação ≠ Informação COMUNICAÇÃO: um processo de troca entre dois agentes. Algo a ser compartilhado. INFORMAÇÃO: Do latim informatio (ação de modelar ou de dar forma). Baseia-se na TRANSMISSÃO DE ALGO (MENSAGEM). É matéria-prima da comunicação e da cultura de massas (novelas, noticiários, eventos esportivos etc.), uma vez que trabalham com subentendidos do tipo “saiba que”.
  32. 32. •  INTRAPESSOAL – É a comunicação de alguém consigo mesmo. •  INTERPESSOAL – O número reduzido de participantes permite uma interação permanente, com constante troca de posições. •  GRUPAL – O maior número de participantes dificulta ou obriga a adoção de regras para que os membros do grupo interferiam no discurso daquele que está falando. •  INTRAGRUPAL – É a comunicação de no interior de um grupo. •  INTERGRUPAL – E a comunicação entre dois ou mais grupos relativamente organizados.
  33. 33. •  COMUNICAÇÃO DE MASSA – Exige a intermediação de um meio técnico, ou multiplicador, que permite atingir um público anônimo, heterogêneo e fisicamente disperso. •  É a comunicação mais ampla, porque pode atingir simultaneamente até bilhões de pessoas nos mais diferentes pontos da terra. •  Esse tipo de comunicação, normalmente resulta em um grau menor de interação.
  34. 34. •  O QUE É A COMUNICAÇÃO? •  QUEM ESTUDA COMUNICAÇÃO ESTUDA O QUE? •  QUAL O OBJETO DE ESTUDO DA COMUNICAÇÃO?
  35. 35. •  Comunicação é prática cotidiana, seus objetos estão a nossa frente, disponíveis a nossos sentidos, materializados em práticas que podemos ouvir, ver e tocar. •  A face mais evidentes dos objetos de estudo da comunicação são os meios de comunicação/mídias.
  36. 36. •  Objetos empíricos, em seu estado bruto, não são necessariamente objetos de comunicação. •  Eles são tratados também por outros campos do conhecimento, dependendo do viés que se imprime à análise. •  Os fenômenos comunicativos interessam de perto a vários domínios do saber.
  37. 37. •  Desenvolvimento tecnológico do aparelho. •  Sociedade que é criada pela TV. •  Os hábitos, as competências, as interpretações, reelaboração e usos dos telespectadores. •  Diversidade dos gêneros discursivos gerados em sua programação.
  38. 38. •  A “forma de olhar” para esses objetos, de identificá-los, de falar dele. •  Ficar atento ao que há de comunicacional /interacional nesses fenômenos. •  Objetos da comunicação não são os objetos “comunicativos” do mundo- estes em estado bruto, podem ser objetos de qualquer ciência. •  O objeto do estudo da comunicação são aqueles analisados prioritariamente a partir das teorias que o campo produz, ou seja, do enfoque comunicacional.
  39. 39. Tensão modelo x objeto •  Modelos são tentativas de enquadramentos do objeto empírico; forma que a ciência encontrou para apreender o mundo, representa-lo. •  Modelos fechados, cristalizados + objetos abertos e dinâmicos = tensão.
  40. 40. •  Um processo que pressupõe um vinculação com a realidade, com o mundo e com a prática. “ Uma teoria sem prática é pura abstração, só a prática é fundadora- é ela que problematiza, instiga e coloca questões. O homem teoriza não apenas porque pensa, mas porque sente, age, se relaciona”.
  41. 41. •  Afastamento e autonomia do conhecimento científico também é condição fundamental do processo de reflexão. “ conhecer não é apenas re-conhecer a prática, mas antecipá-la, investi-la de sentido, projetá-la, isso é, abrir o ato para o significado cultural ”.
  42. 42. •  É um sistema de enunciados, um corpo organizado sobre a realidade ou sobre um certo aspecto da realidade. •  Do grego, theoria, Contemplação, espetáculo, especulação; concepção mental, reflexão sobre algo. •  Um conjunto de leis que sistematizam e/ou definem um fenômeno. •  Um conjunto de hipóteses que tentam confirmar/verificar/corrigir um fenômeno. •  Teorias tendem ou a convergir ou a entrar em choque.
  43. 43. •  O termo teoria, normalmente utilizado em oposição à prática, deve ser entendido mediante seu verdadeiro significado. Definida de maneira simples, uma teoria é uma generalização para explicar como algo funciona. Ela nos fornece princípios gerais que nos ajudam a compreender um grande número de fenômenos específicos, porque e como ocorrem e como estão relacionados entre si, pois a teoria faz a síntese dos dados, ajudando a prever eventos futuros ( SANTAELLA, 2001: 109).
  44. 44. TEORIAS DA COMUNICAÇÃO •  São os conceitos apresentados auxiliam a pensar as relações sociais a partir da comunicação. •  Um conjunto de conceitos a partir dos quais é possível interpretar o mundo real. •  Como uma lente, uma teoria ajuda a ver aspectos da realidade nas entrelinhas do cotidianos. •  Na tradição ocidental, que por sua vez tem raízes na filosofia grega, teorizar significa refletir sobre alguma coisa fora do momento em que ela acontece. Ou seja, retirar uma ação de sua realidade imediata e “pensar” sobre ela, eventualmente considerando alternativas, de forma lógica.
  45. 45. TEORIAS DA COMUNICAÇÃO •  Teoria e prática se complementam, ajudam no processo de reflexão e permite que aqueles que trabalham em ações práticas possam utilizar o conhecimento anteriormente desenvolvido para realizar novos projetos ou para revisar projetos já existentes.
  46. 46. TEORIAS DA COMUNICAÇÃO “Uma verdadeira teoria da Comunicação seria uma colocação em xeque das outras Ciências Humanas”. MUNIZ SODRÉ COMUNICAÇÃO  Sociologia   Psicologia     Filosofia     LingüísFca     Antropologia     InformáFca    
  47. 47. •  A prática veio antes da teoria: espaço acadêmicos foi estimulado por ordem de investimento pragmática, que foi a criação de cursos profissionalizantes de jornalismo- teorias vieram a reboque, complementando a formação técnica. •  Objetos empíricos da comunicação são diversos, dinâmicos, multifacetados, o que suscita vários olhares. •  Muitos aportes teóricos, que, por um lado enrique o olhar, mas por outro dificultam a integração teórica e metodológica do campo. •  Mas é possível identificar a constituição e o agrupamento de um razoável “estoque” de estudos que são próprios do campo da comunicação. •  São estudos que não se limitam à fronteira da comunicação, mas que são desenvolvidos a partir da contribuição de várias disciplinas- comunicação enquanto espaço interdisciplinar.
  48. 48. •  Dificuldade de delimitar as fronteiras da comunicação enquanto campo de conhecimento, pois seus objetos são dinâmicos e podem ser vistos também a luz de outras disciplinas. •  A comunicação vista como campo interdisciplinar: que não se fecha em si mesmo, uma vez que seus estudos suscitam a contribuição de outros campos do saber. •  Objetos de estudos da comunicação vão além dos meios de comunicação de massa. •  Por muito tempo a comunicação foi vista sobre a perspectiva transmissional; novas correntes têm destacado sua lógica mais comunicacional, interacional- mudança impulsionada pelo contexto, que é outro.
  49. 49. •  O problema não era apenas falar, mas falar elegante e convincente. •  O exercício do poder por intermédio das palavras exigia habilidades específicas. •  Em função da necessidade de utilizar essas habilidades, as escolas gregas desenvolveram as primeiras reflexões e PENSANDO A COMUNICAÇÃO
  50. 50. RETÓRICA •  Aristóteles [ 384 a.C. - 322 a.C.] argumentou ser o homem um animal que fala, e baseou Ética nessa capacidade diferenciada do ser humano. •  Trouxe a maior contribuição para a área aprofundando-se no estudo da estrutura e funcionamento do discurso, mediante ao estudo da retórica. •  A retórica pode ser definida como a procura de todos os meios possíveis de persuasão. [...] cabe à retórica mostrar o modelo de construir as palavras visando a convencer o receptor acerca de uma dada verdade (CITELLI, 2001:8).
  51. 51. RETÓRICA •  Os estudos sobre a retórica foram fundamentais nos estudos da comunicação. •  Definida desde a origem como uma “arte de bem falar”, como uma “arte de persuadir”. •  A comunicação não é neutra: ela ocorre a partir de uma intenção, de um objetivo. •  A comunicação é uma ação que visa a atingir o outro [Receptor] e provocar uma mudança, ou seja, toda ação de comunicação tem um objetivo e pretende obter uma reação.
  52. 52. RETÓRICA •  Surge provavelmente na Sicília (467 a.C.) (disputa jurídica). •  Córax e Tísias levam-na para a Grécia. •  É ampliada por Górgias na Grécia antiga, depois por demais sofistas. •  Depois se desenvolver em Roma. •  Rhetón – dizibilidade. Discurso. Expressão. •  A arte de persuadir pela argumentação. “Fazer crer em”. •  Primeira sistematização de conhecimentos e ideias a respeito da comunicação. •  Influenciou outros campos do discurso (Jornalismo, Publicidade, Direito, Pedagogia etc.)
  53. 53. RETÓRICA •  O processo é dividido em 3 elementos básicos: o locutor, o discurso e o ouvinte. •  Mais tarde foi substituído por Emissor, Mensagem e Receptor. •  O emissor tem o controle do processo da comunicação, já que pode adaptar o seu conteúdo em função das possibilidades do ouvinte. •  Uma mesma história pode ser contada de forma diferente – usando uma linguagens diferentes, gestos, explicações ou ilustrações – para um adulto ou para uma criança.
  54. 54. RETÓRICA •  Arte Retórica trata de três instâncias: ORADOR JUÍZES ESTILO EMISSOR RECEPTOR MENSAGEM •  Baseia-se no kairós ( χαιροζ , senso de oportunidade) •  O discurso é adaptado para cada situação e cada plateia ser convencida. •  O sistema retórico permite seu uso para praticamente todas as produções textuais. •  Retórica aristotélica é, para alguns, ainda a primeira teoria da Recepção, uma vez que discurso deve ser adaptado. Ou seja, a recepção é pensada antes e no momento da emissão. •  Esse aspecto será esquecido por grande partes das posteriores teorias da comunicação de massa.
  55. 55.         O Sistema retórico é composto de 3, 4 ou 5 partes (depende dos autores) •  Inventio (heuresis) - Escolha dos argumentos (e não invenção) •  Dispositio (taxis) : Ordenamento dos argumentos •  Elocutio (lexis): Estilo de expressão dos argumentos; ornamento •  Actio (hypocrisis): Estilo corporal/gestual para apresentar argumentos •  Memoria (mneme): Capacidade mnemômica de expor argumentos. RETÓRICA
  56. 56. A persuasão “é uma espécie de demonstração, pois certamente ficamos completamente persuadidos quando consideramos que algo foi demonstrado” ( Aristóteles). 1.  Ethos- Via o próprio orador, que por seu caráter e maneira como faz o discurso nos convence que é credível. Uma figura notável no domínio da causa. 2.  Pathos – Uso de apelos emocionais para alterar o julgamento do público. Quanto o discurso desperta emoções fortes na plateia. 3.  Logos – Uso da razão e do raciocínio, seja indutivo ou dedutivo, para a construção do argumento. Através do próprio discurso. Quando prova uma verdade por meio de argumentos adequados. Uso de objetividade, estatística e lógica. RETÓRICA [ MEIOS DE PERSUASÃO]
  57. 57.         A Modernidade e a Sociedade Industrial. Reflexões sobre comunicação no final séc. XIX. •  A comunicação começou a se desenvolver como matéria de reflexão somente em princípios do século XX. Por volta de 1900. •  Por causa do grande impacto causado pelo surgimento de novas tecnologias de comunicação. •  Nos séc XVIII e XIX a expressão raramente era problematizada. Era usada para referir, sobretudo aos meios de transportes e vias de circulação: caminhos, estradas, canais, embarcações, diligências e ferrovias entre outros. •  Se falava em propaganda. •  A partir da invenção do telégrafo é que podemos falar de canal de transmissão, circulação e recepção de sinais significantes. •  Ou seja, o intercâmbio tecnologicamente mediado de mensagens na sociedade ( Mattelard, 1994). •  A formação da esfera comunicativa moderna, que se estruturou com o nascimento dos modernos meios de comunicação, uma série de fenômenos novos e despertou interesse por diversas disciplinas do conhecimento.
  58. 58. •  Crescimento populacional •  Crescimento crescente do mundo •  Consolidação do capitalismo industrial •  Instalação da sociedade do consumo •  Expansão dos meios de comunicação de massa.
  59. 59. •  Os primeiros estudos de comunicação de de 1930, e ficaram conhecidos com Mass communication Research. •  Entre os fundadores estão Paul LazarsFeld e Harold Lassewell. •  Foco: descobrir efeitos que podiam ser alcançados sobre a massa a partir dos meios de comunicação. •  A expansão dos meios de comunicação levou à necessidade de ampliar a venda dos produtos, à ampliação de mercados consumidores.
  60. 60. •  Investimentos em pesquisas para entender o comportamento dos consumidores e para o aperfeiçoamento das técnicas de intervenção e persuasão sobre eles, para que eles comprassem os seus produtos. •  Instrumentos a serviço das manipulações para fins econômicos e também ideológicos, porque ela foi fundamental para a consolidação do Estado capitalista norte americano ( 1ª Guerra) e o Estado nazista ( 2ª Guerra).
  61. 61.         Evolução das pesquisas em comunicação •  Nesse mundo de transformação iniciam-se com Augusto Comte os estudos que culminaram com o surgimento da sociologia e do pensamento positivista. •  Para Comte a sociedade industrial trazia em si a possibilidade de satisfazer às necessidades humanas e era fator que gerava riqueza e prosperidade. •  OS interesses eram para a manutenção da ordem e a reorganização da sociedade mediante ideias científicas. •  O positivismo foi a base para o desenvolvimento dos trabalhos de Emile Durkhein, que se preocupou com a questão da ordem. •  Durkhein introduziu a noção da divisão social do trabalho e a comunicação passou a ser vista como algo que poderia organizar os espaços econômicos e elemento que deveria ser usado para estruturar o trabalho coletivo nas grandes fábricas. Augusto Comte   Emile Durkhein  
  62. 62.         Evolução das pesquisas em comunicação •  Nesse mundo de transformação Augusto Comte inicia os estudos que culminaram com o surgimento da sociologia e do pensamento positivista. •  Para Comte a sociedade industrial trazia em si a possibilidade de satisfazer às necessidades humanas e era fator que gerava riqueza e prosperidade. •  Os interesses eram para a manutenção da ordem e a reorganização da sociedade mediante ideias científicas. •  O positivismo foi a base para o desenvolvimento dos trabalhos de Emile Durkhein, que se preocupou com a questão da ordem. •  Durkhein introduziu a noção da divisão social do trabalho e a comunicação passou a ser vista como algo que poderia organizar os espaços econômicos e elemento que deveria ser usado para estruturar o trabalho coletivo nas grandes fábricas. Augusto Comte   Emile Durkhein  
  63. 63.         ALBION SMALL [ 1854-1926] •  Sociólogo americano. •  A sociedade deveria ser vista como um sistema de órgãos, onde cada indivíduo é uma célula em contato direto ou indireto com as demais. •  Os símbolos materiais transportam as nossas ideias, através de veículos ou canais como os correios e jornais, que formam uma rede de comunicação. •  As pessoas “são uma célula terminal ou um órgão final de todas as linhas de comunicação, que se irradiam a partir delas para [formar] a sociedade”.
  64. 64.         HERBERT SPENCER [1820-1903] •  Filósofo inglês e um dos representantes do positivismo. •  Aplicou o conhecimento das leis da evolução de Darwin a todos os níveis da atividade humana. •  “sobrevivência do mais apto”. •  A sociedade deveria ser vista como um organismo. •  Concepção de que a linguagem e seus meios de comunicação podem ser vistos como a sua substância e os canais que ligam seus participante. •  Antes havia a ideia de que a comunicação respondia uma necessidade da vida nacional: ajudariam a enfrentar o problema do isolamento quando a vida começa a se expandir territorialmente, sobretudo por causa do desenvolvimento do comércio.
  65. 65.         HERBERT SPENCER [1820-1903] •  Herbert Spence desenvolveu o conceito de uma relação de equivalência da sociedade com um organismo humano e levou a extremo a ideia da continuidade entre a ordem biológica e a ordem social. A comunicação teria o papel distribuidor e regulador de informação. Pensamento da sociedade como organismo, como conjunto de órgãos desincumbindo-se de funções determinadas, inspira as primeiras concepções de uma ciência da comunicação ( MATTELART, 1999:13). •  A ideia de sociedade industrializada como sociedade de massa começou com o aprofundamento das críticas às novas condições de vida do homem nas aglomerações humanas. •  Cresceu o medo da desintegração social como decorrência do declínio da família, burocratização crescente, desigualdade e insegurança.
  66. 66.         •  O crescimento das cidades nas ultimas décadas do séc XIX e os debates sobre o controle do operariado das multidões compostas de “homens de massa” introduziram a questão da “gestão das multidões”. •  Gustave Le Bon chamou de a “idade das multidões”, a ação coletiva era guiada pela emoção e não pela razão. •  Significava exatamente que, ao invés dos vínculos estáveis de uma ordem social, os traços psíquicos, irrefreados, e até irracionais dos indivíduos eram fatores determinantes da civilização. Evolução das pesquisas em comunicação
  67. 67. •  A Massa Criminosa [ Scipio Sieghele] 1895 analisa os crimes coletivos, como revoltas e linchamentos. •  Conclusão - Não há como indicar culpados. •  É sempre impossível determinar um culpado no meio da multidão. •  Multidão como agrupamento geográfico e resultado de uma sugestão, como se seus integrantes estivessem sonâmbulos, hipnotizados. •  Em toda multidão há condutores e conduzidos,hipnotizadores e hipnotizados. COMPORTAMENTO COLETIVO
  68. 68. COMPORTAMENTO COLETIVO GUSTAVE LE BON – 1841- 1931 •  Psicólogo francês buscou explicações científicas sobre o comportamento do homem e sua ação no coletivo. •  A civilização está em risco com as massas emergentes. •  Os lideres políticos poderiam manipular as pessoas. •  Revela certo preconceito vigente da época. •  Detecta o poder das multidões como um sintoma universal de todas as nações. GABRIEL TARDE [1843-1904] •  Discorda. •  A “massa” é formada geograficamente e o público é formado socialmente. •  A imprensa estaria criando públicos, pois permitiria que pessoas geograficamente distanciadas pudessem partilhar ideias. •  Dificuldade em elaborar o conceito de “multidão” e “massa”.
  69. 69. COMPORTAMENTO COLETIVO [Multidão] •  Origem biológica – ação que levam pessoas que convivem a agir de forma igual, mas involuntariamente. •  Os feromônios são substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie, permite o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. •  O individuo só age em multidão se tiver a certeza que está incógnito, ou seja a certeza que os atos individuais não serão percebidos que dá a multidão a liberdade para agir.
  70. 70. COMPORTAMENTO COLETIVO [Massa] •  Age conforme a multidão, mas sem a influência dos feromônios. •  Nos grandes centro as pessoas são isoladas e solitárias- sofrem grande influência dos Meios de comunicação de Massa (MCM). •  Principal característica – Pseudo-pensamento. •  A massa acredita que pensa, mas só repete o que ouve nos meios de comunicação.
  71. 71. COMPORTAMENTO COLETIVO [Público] •  É racional •  Defende sua individualidade e não se deixa manipular. •  Suas opiniões são frutos de um raciocínio pessoal. •  Mais focado e menor •  Da mesma forma que a mídia cria a massa ela pode criar o público. •  Crítica, fóruns de discussão.
  72. 72.         •  Automatismos comportamentais. •  Os jornais, o cinema e o rádio são veículos eficientes para controlar a massa. •  Surge os estudos específicos sobre as ações de comunicação e sobre os meios de comunicação, quase sempre ligados ao desenvolvimento industrial, social e tecnológicos. •  Os processos de urbanização e do capitalismo industrial e da instalação da sociedade de consumo, faz com que as grandes empresas se organizem e criam departamentos especializados em preparar e divulgar mensagens que otimizassem os processos produtivos. Sociedade de massa
  73. 73.         •  Não possui tradições; Nem regras de comportamento, ou estrutura organizativa. Meios de comunicação de massa •  Veículos de um único sentido. •  Meios de cultura de massa - conjunto de meios massivos de comunicação. •  A divulgação em grande escala de mensagens •  A rapidez com que elas são absorvidas. •  Adestramento de cães. Ditar regras. •  Seu ídolo não te ama/ Ele não te conhece. Sociedade de massa
  74. 74. Poder massificante da sociedade •  O indivíduo não acredita que é uma peça da engrenagem social e que as suas ideias foram implantadas pela mídia. •  Repete a fala do seu apresentador favorito. •  “É claro que é assim. Saiu no jornal”. •  Os meios de comunicação ditam a moda. •  Aproveitam da necessidade de rebanho para vender produtos e manipular a massa.
  75. 75. INÍCIO DO SÉCULO XX •  A 1ª guerra mundial – uma guerra tecnológica ( 1914 – 1919) •  Envolvimento da população civil para a produção dos artigos tecnológicos. •  O uso dos meios de comunicação de massa na propaganda política e de guerra intrigava os pesquisadores: era um poderoso instrumento político. •  A importância dos meios de comunicação de massa cresceu com a 1ª Guerra Mundial, quando os veículos de comunicação eram destacados pelo potencial de persuadir e valorizar os sentimentos da população na sustentação da economia e no fortalecimento dos ideias nacionais.  
  76. 76. INÍCIO DO SÉCULO XX [Crise de 1929] •  Após a crise os EUA incluíram a comunicação no projeto de retomada econômica, reconhecendo, implicitamente, a importância dessa nova área do conhecimento como um auxiliar importante para desenvolver planos racionais, objetivando o progresso social. Mass communication research: •  Criação de modelos teóricos de análise da comunicação. •  Modelo é uma representação visual do relacionamento entre os elementos de um determinado processo. •  Os modelos de comunicação são criados a partir de dados específicos e atuam como um retrato de uma situação. Permite ao pesquisador ter uma imagem nítida dos dados e variáveis observadas
  77. 77. PARADIGMA CLÁSSICO DA COMUNICAÇÃO EMISSOR  è  MENSAGEM  èRECEPTOR   E  èMèR Emissor: quem gera a mensagem Mensagem: conteúdo a ser emitido de E para R Receptor: quem recebe a mensagem
  78. 78. DE FLEUR, Melvin; BALL- ROKEACH, Sandra . Teoria da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. HOHLFELDT, A.; MARTINO, C.M.; FRANÇA, V. V . Teorias da Comunicação - Conceitos, Escolas e Tendências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. MATTELART, Armand e Michèle . História da teoria da comunicação. São Paulo: Loyola, 1999. SÁ MARTINO. Luís Mauro. Teoria da Comunicação. Ideias. Conceitos e métodos. Petropólis, RJ: Vozes, 2012. TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. Para Entender as Teorias da Comunicação. Uberlândia: EDUFU, 2012. WOLF, Mauro. Teorias da comunicação de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2012.   BIBLIOGRAFIA

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