Sanjutsu x Ninjutsu

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Aprofundando meus estudos sobre Lean Manufacturing, encontrei este tema muito interessante que nos leva a uma reflaxão em nosso compartamento e busca pelas perdas escondidas, Taiichi Ohno foi muito feliz neste capítulo de seu livro e vale ler e compartilhar.

Published in: Automotive
  • Boa reflexão Julio, mas talvez tenhamos um desafio maior ainda, o nosso comprometimento com a mudança como gestores, Taiichi Ohno é realmente fabuloso na captura destes detalhes.
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  • A cultura japonesa é muito rica e com filosofias milenares, entendo que o desafio maior para um gestor no Brasil é aplicar os conceitos e as ferramentas lean adequando métodos a cultura do trabalhador brasileiro.
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Sanjutsu x Ninjutsu

  1. 1. Sanjutsu x Ninjutsu “A arte da invisibilidade” Taiichi Ohno em seu amado jogo de palavras, levou algumas palavras japonesas escolhidas e embaldas em tanta sabedoria kaizen quanto podia. Ele escolheu suas palavras com cuidado, mesmo que em grande parte, sua escrita era informal e direta, e não altamente articulada. Durante os anos em que Ohno disseminava seus conhecimentos a seus alunos, estes se habituaram a ouvir pérolas de sabedoria sobre Kaizen do mesmo, dentre estas pérolas foi possível elencar um Top 10 de sabedoria. Algumas exigem explicação, outros não, mas todas elas merecem profunda reflexão e ação. Neste caso específico, vamos conhecer um pouco sobre este assunto: “Sanjutsu vs Ninjutsu”. Esta é uma daquelas frases que leva 2 segundos para dizer em japonês e cerca de 20 segundos em Inglês para explicar. O Sr. Ohno gostava de Ninjas. Ninjutsu é a arte da técnica de ninjas, os espiões vestidos de preto japoneses da era samurai que eram conhecidos por serem muito inteligentes e engenhosos. Sanjutsu pode significar aritmética, cálculo ou um termo coloquial utilizado por Ohno para a contabilidade de custos. Taiichi Ohno gostava de dizer: “Se você usar ninjutsu (o seu juízo e sua formação), você pode duplicar o seu rendimento sem dobrar seus recursos, enquanto a gestão tradicional baseada em cálculos não poderia ajudá-lo a fazer isso”. Segundo Taiichi Ohno, uma linha de produção que nunca para ou é excelente ou terrível. Sua explicação para isso consiste na percepção de que a linha que nunca para é terrível quando tem tantas pessoas a mais, buffer de inventário ou de outro lado "folga" a ponto de que os problemas nunca vêm à superfície, por outro lado quando todos os problemas tenham sido trazidos para a superfície e kaizens foram feitos de modo que as operações sejam à prova de erros ao ponto em que você não pode parar e que tudo funciona adequadamente teremos então uma linha que é excelente. Isto é verdade não só para as linhas de produção, mas para qualquer operação. Você é esperto o suficiente para dar desculpas, então use sua esperteza para agir. Admitir isso é Hansei, pratique então sua autocrítica sobre este ponto de vista. A etapa check no ciclo PDCA (Plan Do Check Act) é em si uma autocrítica e isso é Hansei também e isso é uma verdade, claro, quando mais usado quando você não foi capaz de atingir sua meta, mas mesmo quando você atingir o sua meta, você também deve fazer seu Hansei e refletir sobre a razões pelas quais você conseguiu de modo que você pode usar o que você aprendeu com o seu sucesso e assim expandir seu conhecimento.
  2. 2. Todas as decisão devem ser baseadas em: "Será que isto vai realmente reduzir custos" e "Será que isto vai realmente resultar em melhor desempenho da empresa". A educação é ensinar o que não se sabe e treinamento é a prática física repetitiva do que se sabe. Não precisamos apenas de educação, precisamos também de formação. Líderes e Gestores Kaizen precisam mais do que a educação (O que e por que), precisam também de mais formação (Como). Ainda hoje vemos muitos executivos que afirmam praticarem e darem "100% de apoio a projetos Kaizen ", mas abandonando o projeto no final do evento kaizen ou em pontos de revisão de um projeto kaizen, não se envolvem por dias colocando a mão na massa (hands-on), a fim de praticar fisicamente e aprender a nova forma de pensar, gerir e fazer negócios. Ouvir cem vezes não é tão bom como ver uma vez. Vendo cem vezes não é tão bom quanto a fazer uma vez. Isto é semelhante à expressão Inglês “a picture is worth a thousand words” ou seja: “uma imagem vale mais que mil palavras", mas provavelmente vem da palavra de Confúcio "Eu ouço e esqueço. Eu vejo e me lembro. Eu faço e eu entendo." Créditos do texto a: http://www.gembapantarei.com/2006/07/words_of_taiichi_ohno_sensei_part_3_the _top_8_pearls_of_wisdom_on_kaizen.html Por: Jose Donizetti Moraes - 09/01/2014

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