O Fim do Antigo Regime, Revolução Francesa e Era Napoleônica.

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O Fim do Antigo Regime, Revolução Francesa e Era Napoleônica.

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  2. 2. O FIM DO ANTIGO REGIME www.historiasdomedeiros.blogspot.com
  3. 3. Idade Média • político: Absolutismo • econômico: Mercantilis- Feudalismo Idade Moderna Capitalismo mo ou Capitalismo Comercial • cultural: Renascimento Cultural e Científico • religioso: Reforma Protestante ou Reforma Religiosa Idade Contemporânea
  4. 4. Idade Média • político: Absolutismo • econômico: Mercantilis- Feudalismo Idade Moderna Capitalismo mo ou Capitalismo Comercial • cultural: Renascimento Cultural e Científico • religioso: Reforma Protestante ou Reforma Religiosa Idade Contemporânea
  5. 5. Idade Média • político: Absolutismo • econômico: Mercantilis- Feudalismo Idade Moderna Capitalismo mo ou Capitalismo Comercial • cultural: Renascimento Cultural e Científico • religioso: Reforma Protestante ou Reforma Religiosa Idade Contemporânea
  6. 6. Idade Média • político: Absolutismo • econômico: Mercantilis- Feudalismo Idade Moderna Capitalismo mo ou Capitalismo Comercial • cultural: Renascimento Cultural e Científico • religioso: Reforma Protestante ou Reforma Religiosa Idade Contemporânea
  7. 7. Idade Média • político: Absolutismo Feudalismo • econômico: Mercantilis- mo ou Capitalismo Comercial Idade • cultural: Renascimento  As revoluções Inglesas do Moderna Cultural e Científico século XVII. Capitalismo • religioso: Reforma  A Revolução Industrial. Protestante ou Reforma  A Independência dos EUA. Religiosa Idade  A Revolução Francesa. Contemporânea
  8. 8. Conceito de Revolução: Série de acontecimentos econômicos, políticos e culturais, na maioria das vezes impulsionados por insurreições armadas, e dirigidos, numa primeira etapa, no sentido da destruição de regimes sociais historicamente condenados e, por isso, injustos. Em suas fases ulteriores (seguintes), as revoluções visam à implantação de uma nova ordem de coisas, para retomar a marcha do progresso material e espiritual, comprometido e interrompido pela estagnação do sistema social derrubado.
  9. 9. Conceito de Revolução: (cont.) O conceito de revolução nada tem em comum com os conceitos de rebelião, golpe de Estado, sublevação e guerra civil. Ao contrário dessas últimas formas violentas de manifestação política, que procuram promover a simples substituição de grupos dominantes por outros, a revolução tem como objetivo final alterar radicalmente o conteúdo do poder político, o que se efetua mediante a destruição de relações sociais caducas.
  10. 10. Conceito de Revolução: (cont.) Embora as diversas revoluções ocorridas na História apresentem características próprias, é possível distinguir certas semelhanças que permitem estudá-las em conjunto. Em primeiro lugar, a eclosão do movimento é sempre precedida de uma fase marcada pela propagação das ideias revolucionárias, que expressam o descontentamento popular em relação ao regime social vigente. Segue-se, então, a luta armada, através da qual as forças revolucionárias, depois de esmagar as classes dominantes, instalam-se no poder. A última fase – a da consolidação das conquistas revolucionárias – caracteriza-se pela concretização das medidas de transformação política e econômica, exigidas pelas classes que compõem o novo poder.
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  12. 12. Introdução à Revolução Francesa: No final do século XVIII, diversos setores da sociedade francesa se uniram para por fim ao Absolutismo. A burguesia liderou o movimento, pois queria expandir seus negócios, mas os resquícios do sistema feudal atrapalhavam seus planos. As massas populares, estimuladas pelos ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade, também aderiram ao movimento. O movimento radicalizou-se, originando uma verdadeira revolução. No final, tudo ficou com a cara da burguesia. A Revolução Francesa é considerada o marco inicial da História Contemporânea. Ela inspirou movimentos de libertação em diversas partes do mundo e abriu caminho para a expansão definitiva do Capitalismo.
  13. 13. A França nas vésperas da Revolução: Grave Crise econômica, causada por: Economia predominantemente agrária e ainda mantinha estruturas feudais; Problemas climáticos, provocando péssimas colheitas e desabastecimento alimentício; Déficit crônico causado pelos enormes gastos públicos; Despesas com guerras (dos Sete Anos e da Independência dos EUA); Crise da indústria, que não conseguia competir com a indústria inglesa; Miséria, fome e desesperança.
  14. 14. A França nas vésperas da Revolução: (cont.) Sociedade Estamental e de Privilégios
  15. 15. OS ESTADOS GERAIS A França ainda era um país agrário: de uma população de 25 milhões, 20 milhões viviam no campo. 1º ESTADO CLERO 2º ESTADO NOBREZA 3º ESTADO COMPOSTO PELA ALTA, MÉDIA E BAIXA BURGUESIA, SANS-CULOTTES E CAMPONESES. O 1º e 2º Estado representavam apenas 3% da População O 3º Estado representava 97 % da população
  16. 16. A França nas vésperas da Revolução: (cont.) A Sociedade: Primeiro Estado:  Clero. Alto Clero: bispos, abades e cônegos, vindos de famílias da nobreza. A riqueza econômica do alto clero tinha como base o recebimento do dízimo e a propriedade imobiliária da terra. Baixo Clero: padres e vigários economicamente pobres, que formavam uma plebe eclesiástica.
  17. 17. A França nas vésperas da Revolução: (cont.) A Sociedade: Segundo Estado:  Nobreza. Nobreza Cortesã: vivia no palácio do rei, recebendo pensões da monarquia; Nobreza Provincial: vivia nos campos, às custas dos rendimentos feudais recebidos de suas terras; Nobreza de Toga: formada por burgueses que compravam títulos nobiliárquicos e cargos políticos de prestígio.
  18. 18. A França nas vésperas da Revolução: (cont.) A Sociedade: Terceiro Estado:  Burguesia e Trabalhadores. Grande Burguesia: banqueiros, poderosos empresários e comerciantes; Média Burguesia: profissionais liberais, como médicos, advogados, professores e médios comerciantes; Pequena Burguesia: pequenos comerciantes e pelos sans-culottes, camada social urbana (artesãos, aprendizes de ofícios, assalariados e desempregados marginalizados); Camponeses: servos ainda presos às obrigações feudais e por trabalhadores livres rurais.
  19. 19.  Sans-culottes A “sansculotterie” formou-se entre 1791 e 1792. Era um agregado de patriotas armados recrutados em defesa da Revolução.
  20. 20. O que é o terceiro estado? Tudo. O que tem ele sido em nosso sistema político? Nada. O que ele pretende? Ser alguma coisa.
  21. 21. A Assembleia dos Estados Gerais
  22. 22. Palácio de Versalhes: local da Assembleia Geral dos Estados.
  23. 23. A votação na Assembleia: 1º Estado 2º Estado 3º Estado Voto por estado, o 3º estado nunca vence. Assim estava determinado Voto por indivíduo. A maioria dos votos vence! Exigência do 3º Estado
  24. 24. A votação na Assembleia: 1º Estado 2º Estado 3º Estado O rei não aceitou por estado, a proposta do 3º Estado. Votoestado o 3º nunca Membros do 3º Estado e alguns do vence. 2º e 1º, declararam-se em Assim estava determinado Assembleia Voto por Nacional Constituinte, indivíduo. A em Julho/1789. maioria dos votos vence! Exigência do 3º Estado
  25. 25. A Liberdade Guiando o Povo (em francês: La Liberté Guidant le Peuple) é uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade, guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa em uma mão e brandindo um mosquete com baioneta na outra.
  26. 26. O Processo Revolucionário: As Etapas da Revolução: Período da Assembleia Nacional Constituinte ou do Grande Medo. Período da Convenção Nacional: Girondinos. Período da Convenção Nacional: Jacobinos – O Terror. Período do Diretório.
  27. 27. Período da Assembleia Nacional Constituinte ou do Grande Medo.  9/7/1789 - É proclamada a Assembleia Nacional Constituinte.  14/7/1789 - O povo parisiense toma de assalto a fortaleza-prisão da Bastilha. É o início do Grande Medo.  4/8/1789 - A Assembleia abole os direitos feudais.  26/8/1789 - A Assembleia aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que estabelece a igualdade de todos perante a lei e o direito à liberdade individual.
  28. 28. Período da Assembleia Nacional Constituinte ou do Grande Medo.  12/7/1790 - Pela Constituição Civil do Clero os membros da Igreja passam a ser funcionários civis do Estado, dividindo-se em Juramentados e Refratários.  20/6/1791 - Luís XVI tenta fugir do país. Preso em Varennes, no dia seguinte, é levado de volta a Paris e mantido sob vigilância.  Agosto-1791 - Áustria e Prússia, através do Tratado de Pillnitz, ameaçam invadir a França para restabelecer o absolutismo. Crescem as forças contrarrevolucionárias no exterior.
  29. 29. A Queda da Bastilha
  30. 30. O Grande Medo
  31. 31. Período da Assembleia Nacional Constituinte ou do Grande Medo.  3/9/1791 - É votada a Primeira Constituição Francesa.  30/9/1791 - Dissolve-se a Assembleia Constituinte.  1/10/1791 - É eleita a Assembleia Legislativa, com maioria dos membros da alta burguesia: os feuillants, favoráveis à manutenção da monarquia constitucional, e os girondinos. A minoria é formada pelos jacobinos, representantes da pequena e média burguesia, e das camadas mais populares.
  32. 32. Jacobinos: representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e SaintJust, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres. Os jacobinos eram o grupo político mais radical da Convenção. E D S I Q U E R D A X R E I T A Girondinos: representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política.
  33. 33.  Agosto-1792 – Luís XVI, forçado pela burguesia, declara guerra à Áustria e à Prússia.  Agosto-1792 – O povo parisiense ocupa o palácio das Tulherias e aprisiona o rei e a família real. Forma-se a Comuna Insurrecional de Paris.  Setembro-1792 – O povo parisiense, liderado por Robespierre, Danton, Marat e Saint Just, massacra nobres e padres refratários nas prisões: o MASSACRE DE SETEMBRO.  20/9/1792 – Tropas francesas derrotam os prussianos e austríacos na Batalha de Walmy.
  34. 34. Período da Convenção Nacional: Girondinos.  21/9/1792 – A Assembleia Legislativa é substituída pela Convenção Nacional, eleita pelo sufrágio universal masculino.  22/9/1792 – A República é proclamada.  21/1/1793 – Acusado de traição, Luís XVI é guilhotinado. Execução do rei Luís XVI aprovada pela Convenção em 21 de janeiro de 1793.
  35. 35. Período da Convenção Nacional: Jacobinos – O Terror.  Março-1793 – Eclode a Revolta de Vendeia, rebelião camponesa. Forma-se a Primeira Coligação contra a França.  31/5-2/6/1793 – Os jacobinos cercam a Convenção e prendem os deputados girondinos e pântanos, e assumem o controle da Revolução.  16/10/1793 – Maria Antonieta é guilhotinada.
  36. 36. Execução de Maria Antonieta em 16 de outurbor de 1793.
  37. 37. Período da Convenção Nacional: Jacobinos – O Terror.  Abril-1793 – Criados o Comitê de Salvação Nacional, o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário.  24/6/1793 – Promulgada a Constituição do Ano I.  13/7/1793 – Marat é assassinado pela girondina Charlotte Corday.  Setembro-1793 – Instala-se a Era do Terror.  Dezembro-1793 – Começa a luta no interior do grupo revolucionário: Herbertista X Indulgentes.
  38. 38. Período da Convenção Nacional: Jacobinos – O Terror.  1793 – Com a vitória dos Herbertistas, Robespierre assume o poder.  1794 – Grupos conservadores assumem o poder através do Golpe do “Golpe do 9 Termidor”.  1794 – Período conhecido como Reação Termidoriana: a alta burguesia volta ao poder.
  39. 39. Período do Diretório.  1795 – Inicia-se o Diretório. O poder Executivo passa a ser exercido por 5 diretores. O Legislativo é confiado a duas Câmaras: o Conselho dos Anciãos e o Conselho dos Quinhentos.  1796 – É iniciada a Campanha da Itália, comandada pelo general Napoleão Bonaparte.  1796 – É descoberta a Conjura dos Iguais, movimento popular liderado por Graco Babeuf.
  40. 40. Período do Diretório.  1798 – Napoleão inicia a campanha do Egito, contra a Inglaterra;  1799 – Forma-se a Segunda Coligação contra a França;  1799 – depois de retornar do Egito Napoleão derruba o Diretório através do Golpe do 18 Brumário. Começa a ERA NAPOLEÔNICA.
  41. 41. A REVOLUÇÃO FRANCESA ATRAVÉS DA ARTE
  42. 42. ALGUNS PERSONAGENS e SÍMBOLOS DA REVOLUÇÃO FRANCESA
  43. 43. BASTILHA
  44. 44. ROBESPIERRE
  45. 45. DANTON
  46. 46. MARAT
  47. 47. GUILHOTINA
  48. 48. REI LUÍS XVI
  49. 49. MARIA ANTONIETA
  50. 50.  1787: Revolta dos Notáveis  1789: Revolta do Terceiro Estado; 14 de julho: Tomada da Bastilha; 26 de agosto: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.  1790: Confisco dos bens do Clero.  1791: Constituição que estabeleceu a Monarquia Constitucional.  1791: Tentativa de fuga e prisão do rei Luís XVI.  1792: Invasão da França pela Áustria e Prússia.  1793: Oficialização da República e morte do Rei Luís XVI; 2ª Constituição.  1793: Terror contra os inimigos da revolução.  1794: Deposição de Robespierre.  1795: Regime do Diretório — 3ª Constituição.  1799: Golpe do 18 de Brumário (9 de novembro) de Napoleão.
  51. 51. A ERA NAPOLEÔNICA
  52. 52. Fraqueza e ambigüidades do Diretório fazem com que a burguesia se apóie cada vez mais no exército para dispersar a oposição, a contra-revolução e o radicalismo popular. Invasões estrangeiras de 1799 demonstram fraqueza do Diretório e abrem caminho para o golpe de 18 de Brumário (9/11/1799): Napoleão Bonaparte torna-se o 1º. Cônsul, dissolvendo o Diretório e o Conselho dos Quinhentos.
  53. 53. O Período Napoleônico Consulado (Novembro de 1799 a 1804) Império (1804 a Março de 1814) Napoleão cruzando os Alpes, por Jacques Louis David
  54. 54. Invasões estrangeiras de 1799 demonstram fraqueza do Diretório e abrem caminho para o golpe de 18 de Brumário (9/11/1799): Napoleão torna-se o 1o Cônsul, dissolvendo o Diretório e o Conselho dos 500. Napoleão Bonaparte surge como símbolo da reconciliação e unidade nacional. Cônsul vitalício em 1802 Imperador em 1804
  55. 55. “O Consulado põe fim às oscilações e estabiliza as instituições. Bonaparte faz uma triagem nas experiências da Revolução, adota o que considera viável, restabelece por vezes o que lhe parece deveria ser restaurado, faz uma amálgama disso tudo e lança as bases da administração moderna. O capítulo administrativo da reforma consular é um de seus aspectos mais duradouros (...). Diz-se que Bonaparte deu à França sua constituição administrativa. Se as constituições políticas do Consulado e do Império não sobreviveram à Napoleão, a constituição administrativa foi conservada por todos os regimes posteriores.” (Rémond, 1986, p. 135) Administração centralizada e hierarquizada Funcionários públicos Liceus Código Civil de 1804
  56. 56. AS GUERRAS 1792 a 1815: guerra quase ininterrupta na Europa “natureza binária” das guerras desse período: entre entre Estados-poderes sistemas sociais diferentes guerras de conquista expansão da Revolução
  57. 57. 1793-1794: franceses preservaram a Revolução. 1794-1795: ocupação dos Países Baixos, Renânia, partes da Espanha, Suiça, Savóia. 1796: campanha italiana de Napoleão Bonaparte. 1797-1799: recuos e novas ofensivas. 1801-1802: imposição da paz aos aliados: continentais e Inglaterra. 1805: Áustria derrotada na batalha de Austerlitz.
  58. 58. Batalha de Trafalgar, outubro 1805: derrota para Inglaterra na guerra naval. Franceses admitem impossibilidade de invadir ilhas britânicas.
  59. 59. 1806: Prússia derrotada e desmembrada Bloqueio Continental (Sistema Continental): derrotar Inglaterra por meio da pressão econômica.
  60. 60. 1807: Tratado de Tilsit com Rússia (derrotada mas não destruída como potência militar); hegemonia francesa na Europa continental, exceto Escandinávia e Bálcãs turcos. 1808: invasão da península Ibérica; revolta espanhola abre campo de operações para ingleses.
  61. 61. O Império se consolida em 1810 e em 1812 adquire sua máxima expansão territorial. Desde 1807 as contínuas anexações territoriais fazem com que a hegemonia francesa na Europa se estruture na forma de estados familiares, vassalos e aliados. Governado por Napoleão Irmão de Napoleão ou enteado Cunhado de Napoleão, sobrinho ou sogro do enteado Estado satélite napoleônico
  62. 62. Pitt e Napoleão fatiando o mundo: enquanto Napoleão toma a Europa, Pitt (a Inglaterra) separa a maior fatia, o oceano.
  63. 63. 1812: a campanha russa de Napoleão Bonaparte Dificuldades de imposição do Bloqueio Continental minaram estabilidade alcançada com Tratado de Tilsit e levaram ao rompimento com Rússia. Guerra com Rússia: invasão e retirada (Czar não capitulou e perspectiva era guerra interminável). Napoleão derrotado menos pelo inverno que pelo seu fracasso em manter suprimento adequado ao exército. A retirada de Moscou destruiu o exército.
  64. 64. O declínio começa em 1812 Fracasso da campanha da Rússia estimula onda de resistências ao domínio napoleônico em todas as regiões ocupadas entre 1813 e 1814. Aliança entre Rússia, Prússia e Áustria consegue derrubar sistema napoleônico nas regiões da Alemanha, Holanda e norte da Itália. Portugal e Espanha, invadidos em 1808, mantiveram resistência constante à ocupação francesa com apoio inglês. A partir de 1812, ofensivas hispano-inglesas conseguem liberar progressivamente o território ibérico, com a expulsão definitiva dos franceses em meados de 1813. Coalizão final anti-francesa: velhos inimigos e vítimas + todos os que estavam ansiosos por estar do lado vencedor.
  65. 65. Francisco de Goya y Lucientes
  66. 66. 31 de março de 1814: os aliados (Rússia, Prússia e Áustria) entram em Paris 6 de abril de 1814: Paris ocupada, renúncia do imperador; forma-se um governo provisório. Junho de 1815: Waterloo
  67. 67. Efeitos das décadas de guerra: 1- Conforme Hobsbawm (1982), as fronteiras políticas da Europa foram redesenhadas várias vezes, mas algumas mudanças sobreviveram à derrota de Napoleão: a) Racionalização do mapa político europeu, especialmente na Alemanha e Itália: - implantação do Estado Moderno em termos de geografia política (territórios contínuos); - fim do Sacro Império; fim das cidades-Estado e cidades livres. b) Fora da Europa: expansão do império britânico; movimentos de libertação colonial na América espanhola e portuguesa. 2- Mudanças institucionais introduzidas direta ou indiretamente pela conquista francesa. 3- Profunda transformação na atmosfera política européia.
  68. 68. Governo dos Cem Dias (março/junho de 1815): - Luís XVIII (irmão de Luís XVI) assume o governo da França. - Napoleão foge da ilha de Elba e reassume o poder (com ajuda até das tropas que foram enviadas para prendê-lo). - Luís XVIII foge. - Com o retorno do ex-imperador, os países aliados derrotaram em definitivo os franceses na Batalha de Waterloo. Aprisionado, Napoleão foi mandado para Santa Helena, uma ilha minúscula no Atlântico onde ficou até a morte, em 1821.
  69. 69. Ilha de Elba
  70. 70. Oceano Atlântico
  71. 71. Oceano Atlântico
  72. 72. Oceano Atlântico A Ilha de Santa Helena
  73. 73. A Ilha de Santa Helena
  74. 74. "Sabia-se agora que a revolução num só país podia ser um fenômeno europeu, que suas doutrinas podiam atravessar as fronteiras e, o que era pior, que seus exércitos podiam fazer explodir os sistemas políticos de um continente. Sabia-se agora que a revolução social era possível, que as nações existiam independentemente dos Estados, os povos independentemente de seus governantes, e até mesmo que os pobres existiam independentemente das classes governantes." (Hobsbawm, 1982, p. 109)
  75. 75. www.historiasdomedeiros.blogspot.com

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