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As rosas amo dos jardins de adónis

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12º ano

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As rosas amo dos jardins de adónis

  1. 1. João Pereira | joaofreigil@hotmail.com Poema “As rosas amo dos jardins de Adónis” As rosas amo dos jardins de Adónis, Essas volucres amo, Lídia, rosas, Que em o dia em que nascem, Em esse dia morrem. A luz para elas é eterna, porque Nascem nascido já o Sol, e acabam Antes que Apolo deixe O seu curso visível. Assim façamos nossa vida um dia, Inscientes, Lídia, voluntariamente Que há noite antes e após O pouco que duramos. Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa Este poema de Ricado Reis é composto por 3 estrofes tendo cada uma 4 versos ou seja, é composto por 3 quadras. Como recursos de estilo podemos destacar o hipérbato bem visível nos dois primeiros versos onde o poeta troca a ordem vulgar das palavras a fim de destacar o amor que este frui pelas rosas e consequentemente pela natureza. No poema está saliente o tema da “fatalidade da morte” entre outras ideias características da poesia de Ricardo Reis: - Verifica-se o amor do poeta pela natureza “As rosas amo…”. É na natureza que o poeta se baseia na criação da sua filosofia de vida. Nessa filosofia, o poeta aceita a natureza tal como ela é, defendendo que não a devemos interrogar pois
  2. 2. João Pereira | joaofreigil@hotmail.com ela explica-se a si própria e muito menos tentar contraria-la. Se não contrariarmos o curso natural das coisas podemos viver em harmonia. - Também é visível a defesa da ideia de que tudo na vida é cíclico e que o tempo finda rapidamente e como tal, defende aquilo que se resume na frase latina “ carpe diem” ou seja aproveita o teu dia. Para Ricardo Rei devemos aproveitar cada momento da melhor forma possível, gozar os momentos bons e esquecer os momentos de tristeza, pois segundo este tudo passa e a vida acaba depressa. - Com a utilização do verbo fazer no presente do conjuntivo, é possível perceber-se que o poeta sugere ao interlocutor, a sua amada Lídia, que ambos sigam a sua ideologia de vida, vivendo cada dia como se não houvesse amanhã, sem ceder a impulsos, aproveitando a vida ao máximo, “inscientes” ou seja, sem pensar na morte, pois a fuga ao pensamento é uma forma de fugir às preocupações e angústias que causam infelicidade. - Por fim, podemos considerar que neste poema está ainda patente a aceitação da morte como um facto natural, a atitude paganiza e a defesa da vida na natureza como forma de conquistar sossego e felicidade.

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