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Tomás de Alencar

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Tomás de Alencar

  1. 1. Tomás de Alencar JOANA RODRIGUES, Nº7, 11ºB
  2. 2. Quem foi?  Ele apresentou Maria Monforte a Pedro;  Amigo de Carlos da Maia;  Representa  Posteriormente, na 3º geração, o Romantismo, na 2º surge como um o símbolo do geração da família Maia; ultrarromantismo;  É o Poeta das “Vozes de Aurora”, o Estilista de “Elvira”, o Dramaturgo do “Segredo do Comendador”;  Falso moralista  Incoerente.
  3. 3. Caracterização Psicológica  Era calvo, em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre". Simboliza o romantismo piegas.  Era camarada, inseparável e íntimo de Pedro da Maia  Eça serve-se desta personagem para construir discussões de escola, entre naturalistas e românticos, numa versão caricatural da Questão Coimbrã.  Não tem defeitos e possui um coração grande e generoso. É um gentleman e um patriota à moda antiga. É o poeta do ultrarromantismo.
  4. 4. 1º aparecimento Surge no Cap. I quando Pedro vê pela 1ª vez Maria Monforte:  “… Mas um rapaz alto, macilento, de bigodes negros, vestido de negro, que fumava encostado à outra ombreira, numa pose de tédio…”  “E o Alencar, depois de passar os dedos magros pelos anéis da cabeleira e pelas pontas do bigode…”
  5. 5. Menções  É por uma carta dele que Afonso da Maia toma conhecimento de que Mª Monforte se encontra em Paris  É também ele que informa que Mª Monforte tinha um retrato duma criança que diz a Alencar ser da filha, que morreu em Londres.  Tanto Alencar como Afonso da Maia partem do princípio de que se trata da filha mais velha. Afonso da Maia presume assim que a neta morreu.
  6. 6. Jantar no Hotel Central « Ega exclamou: “Saúde ao poeta!” E apareceu um indivíduo muito alto (…), com uma face escaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos espessos, românticos bigodes grisalhos (…) Era ele! O ilustre cantor das Vozes de Aurora, o estilista de Elvira, o dramaturgo do Segredo do Comendador. »
  7. 7. Alencar diz a origem do nome de Carlos « - Teu pai – dizia ele – o meu Pedro, queria-te pôr o nome de Afonso (…) Mas tua mãe (…) teimou em que havias de ser Carlos. E justamente por causa de um romance que eu lhe emprestara. (…) Era um romance sobre o último Stuart, aquelo belo tipo do príncipe Carlos Eduardo (…)Consultou-me, consultava-me sempre sempre, nesse tempo eu era alguém (…). Enfim, voltei-me para tua mãe, e disse-lhe, palavras textuais: “Ponha-lhe o nome de Carlos Eduardo (…) que é o verdadeiro nome para o frontispício de um poema, para a fama de um heroísmo ou para o lábio de uma mulher!” »
  8. 8.  Segundo o ponto de vista de Alencar – que é o ponto de vista do Romantismo -, as senhoras poderiam ler literatura romântica sem corar, o que não acontecia com a literatura realista e naturalista que alimentava o gosto por pintar ambientes sórdidos e analisar situações escabrosas.  Por isso refere que, nesses tempos, não havia “a pústula e o pus”, referindo-se ao Realismo e ao Naturalismo.
  9. 9. Discussão entre Ega e Alencar  No final do jantar, Ega recita com entusiasmo poemas de um poeta moderno, Simão Craveiro.  Alencar que detestava Craveiro, o homem da “Ideia Nova”, o “Paladino do Realismo”, condenou esses versos e ficou visivelmente transtornado. (Capitulo VI)
  10. 10. Excertos da discussão « Alencar passou a mão pela testa lívida, e com o olho cavo fito no outro, a voz rouca e lenta: - Olha, João da Ega, (…) Todos esses epigramas, esses dichotes lorpas do raquítico, e dos que o admiram, passam-me pelos pés como enxurro de cloaca… O que faço é arregaçar as calças! (…) Mais nada, meu Ega (…) E arregaçou-as realmente (…) - Pois quando encontrares enxurros desses – gritou-lhe o Ega – agacha-te e bebe-os! Dão-te sangue e força ao lirismo! Mas Alencar, sem o ouvir, berrava para os outros (…) »
  11. 11. « (…) – Não se esborracham assim crânios – disse de lá o Ega num tom frio de troça. Alencar voltou para ele um face medonha (…) todo ele tremia: - Esborrachava-lho, sim, esborrachava, João da Ega! (…) – Mas não quero, rapazes! Dentro daquele crânio só há excremento, vómito, pus, matéria verde, e se lhos esborrachasse, porque lho esborrachava, rapazes, todo o miolo podre saía, empestava a cidade, tínhamos o cólera! Irra! Tínhamos a peste! »
  12. 12. « (…) – Com efeito, não vale a pena ninguém zangar-se por causa desse Craveirote de Ideia Nova (…) que se não lembra que a porca da irmã é um meretriz de doze vinténs em Marco de Canaveses! - Não, isso agora é de mais, pulha! – gritou Ega, arremessando-se, de punhos fechados. (…) E, de entre os braços de Cohen, Ega berrava, já rouco: - Esse pulha, esse covarde… Deixe-me, Cohen! Não, isso hei-de esbofeteá-lo!... A D. Ana Craveiro, uma santa!... Esse caluniador… Não, isso hei-de esganá-lo. »
  13. 13. Reconciliação entre Ega e Alencar « O autor de Elvira (…) exclamou que entre ele e o Ega não devia ficar uma nuvem! Tinha-se excedido (…) E ali declarava bem alto que D. Ana Craveiro era uma santa! (…) Abraçaram-se. Alencar jurou que ainda na véspera, em casa de D. Joana Coutinho, ele dissera que não conhecia ninguém mais cintilante que o Ega! Ega afirmou logo que em poemas nenhuns corria, como nos do Alencar, uma tão bela veia lírica. Apertaram-se outra vez, com palmadas pelos ombros. Trataram-se de irmãos na arte, trataram-se de génios. »

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