Mídia e religiões

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Mini-curso Enecom Parahyba 2010.

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Mídia e religiões

  1. 1. Mídia e Religiões: Notas sobre a comunicação neopentecostal Janaine Aires Universidade Federal da Paraíba Enecom Parahyba 2010 – Que a comunicação se pinte de povo!
  2. 2. Introdução <ul><li>Analisar o processo de midiatização da sociedade estabelecendo foco no campo religioso; </li></ul><ul><li>Objeto Empírico: Programa Fala que eu te escuto da Igreja Universal do Reino de Deus; </li></ul><ul><li>Conceitos: Midiatização da Sociedade e Processo de Secularização da Religião. </li></ul>
  3. 3. Metodologia “ O conhecimento não se estende de quem se julga sabedor até aqueles que se julgam não saberem, o conhecimento se constitui nas relações homem-mundo, relações de transformação e se aperfeiçoa na problematização crítica dessas relações.” Paulo Freire
  4. 4. Considerações Iniciais <ul><li>Fenômeno Social em crescimento, necessidade de acompanhamento acadêmico; </li></ul><ul><li>Análises das expressões religiosas também são análises e exames da realidade social; </li></ul><ul><li>O crescimento do seguimento neopentecostal aponta para o fato de que o discurso produzido em seus veículos tem penetrabilidade social e reflete os anseios e o modo de organização da espiritualidade de uma parcela considerável da sociedade. </li></ul>
  5. 5. Processo de Midiatização da Sociedade <ul><li>“ Complexo e amplo processo em que os dispositivos midiáticos agem sobre as práticas sociais, estruturando-as por meio de operações tecno-simbólicas” (BORELLI,2009) </li></ul>
  6. 6. Processo de Midiatização da Sociedade <ul><li>Injunções que se estabelecem também em outros campos da sociedade como a educação, por exemplo, e não se referem exclusivamente ao espaço religioso; </li></ul>
  7. 7. Identidade Neopentecostal <ul><li>É preciso ter consciência da complexidade e diversidade de crenças, práticas religiosas e estrutura organizacional das denominações para ter êxito na sua classificação; </li></ul><ul><li>Os neopentecostais apresentam-se em oposição às religiões mediúnicas. </li></ul>
  8. 8. Ondas de Implantação no Brasil <ul><li>Década de 1910 - Pentecostalismo Clássico: Assembleia de Deus e Congregação Cristã. </li></ul><ul><li>Década de 1950 – Pentecostalismo Neoclássico: Igreja do Evangelho Quadrangular, a Brasil para Cristo e a Deus é amor. </li></ul><ul><li>Década de 1970 – Neopentecostalismo: Igreja Universal, Igreja Internacional da Graça. </li></ul>
  9. 9. Flexibilidade Neopentecostal <ul><li>O Neopentecostalismo rompeu com os estereótipos da santidade do crente; </li></ul><ul><li>processo de “neopentecostalização” de outras denominações (MARIANO,1999); </li></ul><ul><li>nem mesmo no movimento neopentecostal há uma homogeneidade teológica; </li></ul><ul><li>A demarcação identitária tornou-se problemática com o advento do Neopentecostalismo. </li></ul>
  10. 10. Universal <ul><li>1977 – Rio de Janeiro; </li></ul><ul><li>Fundador: Bispo Edir Macedo; </li></ul><ul><li>Complexo Comunicacional: </li></ul><ul><li>uma rede de rádios; emissoras de TV – a Rede Record de Televisão; a maior gravadora gospel do Brasil; o jornal Folha Universal, com distribuição gratuita e de uma tiragem semanal de dois milhões de exemplares; o jornal Hoje em Dia, distribuído em Minas Gerais; um portal na internet; uma editora de livros “cristãos”, com parque gráfico próprio e que vende em livrarias próprias presentes em todas as capitais do Brasil. </li></ul>
  11. 11. Caldo de cultivo/cultura <ul><li>“ Estas religiões encontram um caldo de cultivo na precária formação cultural do povo, no seu abandono, no seu desespero diante de suas condições miseráveis de existência. Ademais, elas sabem desenvolver com maestria – como faz também a Igreja Católica – formas de socialização entre pessoas, que vão das festas e rituais aos vínculos de solidariedade e fidelidade e, finalmente, à perspectiva de uma outra vida no além, que compense e justifique os sofrimentos da vida terrena.” (DOS SANTOS, 1991, pg 233) </li></ul>
  12. 12. Rígida divisão administrativa <ul><li>Bispos: regulam as linhas doutrinárias e supervisionam os pastores; </li></ul><ul><li>Pastores: serviços religiosos dos cultos, orientação dos obreiros e administração de templos locais; </li></ul><ul><li>Obreiros: subordinado aos pastores e encarregados da divulgação e auxilios diversos ao pastor; </li></ul><ul><li>Mulheres: podem exercer a função de obreira e no máximo atingem o patamar de mulher de pastor. </li></ul>
  13. 13. Centralidade do Dinheiro na Espiritualidade <ul><li>“ As ideias têm um significado social que não é revelado por sua análise frontal e imanente. Consequentemente, as ideias podem ser efetuadas no contexto social em que são concebidas e expressas, sendo nesse panorama semântico que sua significação se torna concreta.”(Mammheim, apud SILVA, 2009) </li></ul>
  14. 14. Centralidade do Dinheiro na Espiritualidade <ul><li>“ As ideias têm um significado social que não é revelado por sua análise frontal e imanente. Consequentemente, as ideias podem ser efetuadas no contexto social em que são concebidas e expressas, sendo nesse panorama semântico que sua significação se torna concreta.”(Mammheim, apud SILVA, 2009) </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Teologia da Prosperidade: Embora discorde da afirmação de que a TP impulsione e fortaleça efetivamente o sistema capitalista, Ricardo Mariano (1999) destaca que “a teologia da prosperidade não tece uma única crítica sequer ao capitalismo, nem à injustiça e desigualdade sociais, nem aos desequilíbrios econômicos do mundo globalizado. Mais pró-capitalista impossível ” (grifo nosso) </li></ul>
  16. 16. Teologia do Domínio e o Diabo <ul><li>Envolve toda a guerra espiritual dos cristãos travada contra o Diabo; </li></ul><ul><li>Há espíritos territoriais e hereditários a combater; </li></ul><ul><li>Diabo é tratado como uma metáfora pela Teologia Liberal Católica e Protestante; </li></ul><ul><li>O Cristianismo clássico principiou por demonizar os deuses da Grécia e de Roma. Agora, são os neopentecostais não se furtam em transformar os deuses de religiões adversárias em demônios: hoje, são os deuses e guias afro-brasileiros e os espíritos os reconhecidos como demônios e inimigos a combater. </li></ul>
  17. 17. Parâmetros Neoliberais <ul><li>Ameniza-se a responsabilidade do homem social, bem como se eximem as estruturas sociais constituídas pelo homem de qualquer participação nos problemas presentes na sociedade. As estruturas opressoras do próprio sistema social acabam por ser isentadas de qualquer participação nos problemas sociais sendo que a Igreja Universal se torna a grande agência de solução dos males sociais. (SILVA apud Gomes, 2006) </li></ul>

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