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Meditacoes da Via Sacra

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Meditacoes da Via Sacra

  1. 1. Meditação:Em oração, com o ânimo recolhido e comovido, percorremos nesta tarde o cami-nho da Cruz. Subimos com Jesus ao Calvário e meditamos no Seu sofrimento,descobrindo como é profundo o amor que Ele teve e tem por nós. Mas, nestemomento, não queremos limitar-nos a uma compaixão simplesmente ditadapelo nosso sentimento frágil; queremos antes de tudo sentir-nos participantesdo sofrimento de Jesus, queremos acompanhar o nosso mestre compartilhandoa Sua Paixão na nossa vida, na vida da Igreja, pela vida do mundo; porque sabe-mos que é justamente na Cruz do Senhor, no amor sem limites que se doa total-mente a si mesmo, que está a fonte da graça, da libertação, da paz, da salvação.Oração Inicial Senhor Jesus, convidais-nos a seguir-Vos nesta Via Sacra. No Vosso caminho doloroso até à Cruz estão presentes as dificuldades da nossa vida, as provações da Vossa Igreja e as dores da humanidade inteira. Seja a Vossa Cruz o meio pelo qual o mundo seja salvo. Senhor Jesus, Vós nos repetis as palavras que dissestes a Pedro: «Segue-me». Queremos seguir-Vos, passo a passo, no caminho da Vossa Paixão, para também nós aprendermos a chorar amargamente os nossos pecados, que foram a causa de todo o Vosso sofrimento. Mãe Dolorosa, acompanhai-nos nesta oração, tal como acompanhastes o Vosso Filho no caminho até ao Calvário. Contemplando a Vossa dor junto à Cruz, fazei-nos imitar o Vosso exemplo de Fé e de Esperança, ainda que tudo pareça perdido. Ámen.
  2. 2. PRIMEIRA ESTAÇÃO Jesus é condenado à morteV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo João 19,6-7.12.16Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:“Crucifica-O! Crucifica-O!” Pilatos respondeu: “Levai-O vós mesmos para o cru-cificar, pois eu não encontro n’Ele crime algum”. Os judeus responderam: “Nóstemos uma Lei, e, segundo essa Lei, Ele deve morrer, porque Se fez Filho deDeus”..Por causa disto, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: “Se sol-tas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-secontra César”… Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado.MEDITAÇÃOPor que motivo Jesus foi condenado à morte, Ele que “andou por toda a parte afazer o bem”? (Act 10,38). Esta pergunta acompanhar-nos-á ao longo da Via-sacra, assim como nos acompanha por toda a vida.Nos Evangelhos, encontramos uma resposta verdadeira: os chefes dos judeusquiseram a Sua morte porque compreenderam que Jesus Se considerava o Filhode Deus.Jesus morreu pelos nossos pecados, porque Deusnos ama; e ama-nos a ponto de dar o Seu Filho uni-génito, para que tenhamos a vida por meio d’Ele (cf.Jo 3,16-17).Portanto, é para nós mesmos que devemos olhar:para o mal e o pecado que vivem dentro de nós e quedemasiadas vezes fingimos ignorar. Assim, o cami-nho da Via-sacra e todo o caminho da nossa vida tor-nam-se um itinerário de penitência, dor e conversão,mas também de gratidão, de fé e alegria.Pai-nosso...
  3. 3. SEGUNDA ESTAÇÃO Jesus é carregado com a CruzV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo Mateus 27, 27-31Então, os soldados do governador levaram Jesus consigo para o Pretório e reuni-ram junto dEle toda a companhia. Depois de O terem despido, envolveram-nOnum manto púrpura. Teceram uma coroa de espinhos, que Lhe puseram na cabe-ça, e, na mão direita, colocaram-Lhe uma cana. Ajoelharam-se diante dEle eescarneceram-nO dizendo: “Salve, ó rei dos Judeus!” Depois, cuspiram nEle epegaram na cana e puseram-se a bater-Lhe com ela na cabeça. No fim de Oterem escarnecido, despiram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e leva-ram-nO para O crucificarem.MEDITAÇÃO Depois da condenação, vem a humilhação. Aquilo que os soldados fazem com Jesus é, sem dúvida, desumano: são actos de escárnio e desprezo nos quais se exprime uma crueldade obscura, insensível ao sofrimento, que é aplicada sem motivo a uma pes- soa já condenada ao tremendo suplício da cruz. Jesus, “manso e humilde de coração” é tratado como um dos maiores criminosos do Seu tempo. É humi- lhado, maltratado, cuspido e, por fim, é-lhe coloca- do o pesado madeiro aos ombros. A juntar ao peso físico da cruz, está o peso dos pecados de toda ahumanidade. Ele quer carregá-los, quer tomar sobre Si as nossas faltas, paradelas nos libertar. Quanto amor! Quanto amor Jesus tem por nós, que tudosuporta, ao ponto de sofrer tanto e dar a vida pelos que ama!Senhor Jesus, cada vez que pecamos, também nós estamos entre aqueles que vosescarnecem e tornamos a Vossa cruz ainda mais pesada. Perdoai-me, ó BomJesus! Pai-nosso...
  4. 4. TERCEIRA ESTAÇÃO Jesus cai pela primeira vezV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do livro do profeta Isaías 53, 4-6Eram os nossos males que Ele suportava, e as nossas dores que tinha sobre Si.Mas nós víamos n’Ele um homem castigado, ferido por Deus e sujeito à humilha-ção. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas, e esmagado devido às nos-sas faltas. O castigo que nos salva, caiu sobre Ele, e por causa das Suas chagas éque fomos curados. Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, seguindocada qual o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre Ele as faltas de todos nós.MEDITAÇÃOOs Evangelhos não nos falam das quedas de Jesus soba cruz, contudo esta antiga tradição é profundamentepossível. Lembremos apenas que, antes de lhe serdada a cruz para carregar, Jesus tinha sido flagelado amando de Pilatos.Antes de nos determos nos aspectos mais profundose interiores da paixão de Jesus, concentremo-nos nador física que ele teve que suportar. Uma dor enormee tremenda, até ao último suspiro na cruz, uma dorque provoca medo.Jesus não rejeitou a dor física e assim fez-se solidáriocom toda a família humana, especialmente com uma grande parte desta, cujavida, hoje em dia, está marcada por esta forma de dor. Enquanto o vemos cairsob a cruz, sob o peso dos nossos pecados, peçamos-lhe humildemente a cora-gem de alargar os espaços demasiado estreitos do nosso coração.Pai-nosso...
  5. 5. QUARTA ESTAÇÃO Jesus encontra sua MãeV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo João 19,25-27Junto à cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria deCléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver Sua mãe e, ao lado dela, o discípulo queSle amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis atua mãe”. Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu em sua casa.MEDITAÇÃONos Evangelhos, não se fala directamente de um encontro de Jesus com a SuaMãe durante o caminho da cruz, mas da presença de Maria junto da cruz. E láJesus dirige-Se a ela e ao discípulo predilecto, o evangelista João. As suas pala-vras têm um sentido imediato: confiar Maria a João, para que cuide dela. Asmesmas palavras têm um sentido muito mais amplo e profundo. Junto da cruz,Maria é chamada a dizer um segundo “sim”, depois do sim da Anunciação, com oqual se tornara Mãe de Jesus, abrindo assim a porta à nossa salvação.Com este segundo “sim”, Maria torna-se mãe de todos nós, de cada homem e decada mulher, pelos quais Jesus derramou o Seu sangue. Uma maternidade que ésinal vivo do amor e da misericórdia de Deus por nós. Maria, porém, suportousofrimentos incalculáveis para que A tenhamos como Mãe. Como lhe profetizouSimeão no templo de Jerusalém, “Quanto a ti, uma espada te traspassará aalma” (Lc 2,35).Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe, ajudai-nos a experimentar nas nossas almas,nesta noite e sempre, aquele sofrimento cheio de amor que Vos uniu à cruzredentora do Vosso Filho.Pai-nosso ...
  6. 6. QUINTA ESTAÇÃO Jesus é ajudado por Simão Cireneu a levar a CruzV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo Lucas 23,26Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava docampo, e mandaram-no carregar a cruz atrás de Jesus.MEDITAÇÃOJesus devia estar verdadeiramente esgotado, e ossoldados remedeiam a situação agarrando o primei-ro desafortunado que encontraram, fazendo-o car-regar a cruz. Também na vida de cada dia, a cruz é-nos colocada aos ombros, sob muitas formas diver-sas – desde uma doença, um grave acidente, até àperda de uma pessoa querida – e nós vemos nelasomente pouca sorte ou, no pior dos casos, umadesgraça.Mas, Jesus dissera aos seus discípulos: “Se alguémme quiser seguir, renuncie a si mesmo. Tome a suacruz e siga-Me” (Mt 16,24). Não são palavras fáceis. Na vida concreta, são, semsombra de dúvidas, as palavras mais difíceis do Evangelho.Todavia, Jesus continua a dizer: “Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por causa minha causa, vai encontrá-la” (Mt 16,25).Detenhamo-nos nas palavras “por minha causa”: aqui está a exigência que Elenos faz. Ele está no centro de tudo, Ele é o Filho de Deus, o nosso único Salvador(cf. At 4,12).Pai-nosso...
  7. 7. SEXTA ESTAÇÃO A Verónica limpa o rosto de JesusV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do livro do profeta Isaías 53, 2-3Não tinha beleza nem atractivo para o olharmos, não tinha aparência que nosagradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores,cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era,não fazíamos caso dele. MEDITAÇÃO Quando a Verónica limpou a face de Jesus com um lenço, certamente aquele rosto não devia ser atraen- te: era uma face desfigurada pelo sofrimento. Uma face ensanguentada, esmurrada, mutilada. Porém, aquele rosto não podia deixar ninguém indiferente. Podia provocar escárnio e desprezo, mas também compaixão e amor. Apesar de desfigurado, o rosto de Jesus é sempre o rosto do Filho de Deus. É uma face desfigurada por nós, um rosto desfigurado em nosso favor, que expressa o amor e a doação de Jesus e que é espelhoda misericórdia infinita de Deus Pai.O gesto de piedade da Verónica torna-se para nós uma provocação, uma chama-da de atenção urgente: apela-nos a não virarmos a cara para o lado, mas deolharmos também nós para aqueles que sofrem, próximos e distantes. E nãosomente olhar, mas ajudar.Pai-nosso…
  8. 8. SÉTIMA ESTAÇÃO Jesus cai pela segunda vezV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do livro dos Salmos 41,6-10Os inimigos deseja-me o mal: “Quando é que vai morrer e ser cancelado o seunome?” Quem vem visitar-me diz mentira, o seu coração acumula maldade equando vai embora, fala mal. Juntos, os meus inimigos murmuram contra mim:“Uma doença caiu sobre ele, está deitado não vai levantar-se”. Até o amigo emque eu confiava, também aquele que comia do meu pão, levanta contra mim oseu calcanhar.MEDITAÇÃOJesus cai de novo sob a cruz. É verdade que estavaesgotado fisicamente, mas estava mortalmente feri-do também no Seu coração. Pesava sobre Ele a rejei-ção daqueles que, desde o início, tinham-se oposto àSua missão. Pesava muito mais o abandono dos Seusamigos. Pesava terrivelmente a traição de Judas e atríplice negação de Pedro.Sabemos que pesavam igualmente de maneira terrí-vel os nossos pecados. Por isso, peçamos a Deus,com humildade, mas também com confiança, quenão nos deixe a cair em pecado.Pai-nosso…
  9. 9. OITAVA ESTAÇÃO Jesus encontra as mulheres de Jerusalém que choram por EleV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo Lucas 23, 27-29.31Seguia-O grande multidão de povo e algumas mulheres que batiam no peito elamentavam-se por Ele. Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: “Mulheres deJerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossosfilhos. Pois dias virão em que se dirá: “Felizes as estéreis, as entranhas que nãotiveram filhos e os peitos que não amamentaram”… Porque, se fazem assim como madeiro verde, que será do madeiro seco?”. MEDITAÇÃO Eis o apelo ao arrependimento, ao verdadeiro arre- pendimento. Jesus diz às filhas de Jerusalém que cho- ram, ao vê-Lo passar: "Não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos". A voz de Jesus fala de juízo e chama à conversão. Ao longo do Caminho do Calvário, Cristo continua a dar lições de vida à nossa humanidade. Ele, o Deus que chorou e Se lamentou sobre Jerusa- lém, educa agora o pranto daquelas mulheres para que tal pranto produza frutos. E o fruto desejado des- te choro é a conversão: “Chorai por vós!”, diz-lhesJesus. Dirige-Se às mulheres de Jerusalém e hoje também a nós: “Chorai por vós!Chorai os vossos pecados, que são a causa do Meu sofrimento!Pai-nosso...
  10. 10. NONA ESTAÇÃO Jesus cai pela terceira vezV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 5,19-21Em Cristo, Deus reconciliou o mundo Consigo, não imputando aos homens asSuas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. Em nome de Cristo,nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. Aquele que não cometeunenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele, nós nos tornemos jus-tiça de Deus.MEDITAÇÃOO motivo mais profundo das repetidas quedas deJesus não foram somente os sofrimentos físicos quefazem Jesus cair, não foram somente as traiçõeshumanas, mas a vontade do Pai. Aquela vontade mis-teriosa e humanamente incompreensível, mas infini-tamente boa e generosa, pela qual Jesus tomou osnossos pecados. Para Ele foram transferidas todas asculpas da humanidade.Enquanto procuramos identificar-nos com Jesus quecaminha e cai sob a cruz, é justo que experimentemosem nós sentimentos de arrependimento e de dor.Contudo, ainda mais forte deve ser a gratidão que invade a nossa alma.Ó Senhor, Vós nos resgatastes com o Vosso sangue; pela Vossa cruz, destes a sal-vação ao mundo inteiro!Pai-nosso…
  11. 11. DÉCIMA ESTAÇÃO Jesus é despojado das suas vestesV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo João 19, 23-24Ao crucificarem Jesus, os soldados ficaram-Lhe com as vestes, das quais fizeramquatro partes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnicaera sem costura, tecida de alto a baixo como um todo. Disseram, pois, entre si:“Não a rasguemos, vamos tirá-la à sorte, para ver de quem será”. Assim se cum-pria a Escritura: ”Repartiram entre si as minhas vestes, e deitaram sortes sobre aminha túnica “.MEDITAÇÃO Jesus é despojado das suas vestes e, deste modo, é apresentado despido à vista do povo de Jerusalém e à vista de toda humanidade. É o momento mais humilhante. Agora, nada mais existe entre o Seu corpo desfigurado e ferido e o madeiro da Cruz. Despido das Suas vestes, o corpo de Nosso Senhor está pronto para ser imolado. Pronto para ser unido à Cruz e oferecer-Se pela Humanidade. Senhor Jesus, pela humilhação que sofrestes quando fostes despido da Vossa túnica, dai-nos a graça de nos desapegarmos cada vez mais das coisas terrenase desejarmos a cada dia as coisas do Céu.Pai-nosso...
  12. 12. DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO Jesus é pregado na CruzV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo Marcos 15, 25-27Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. O letreiro com o motivo dacondenação dizia: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”! Com Ele crucificaram doisladrões, um à direita e outro à esquerda.MEDITAÇÃOJesus é pregado na cruz. Longos e duros pregos per-furam a Sua Carne. O Seu sangue escorre pelo corpo,já totalmente desfigurado… Uma tortura tremenda.Uma dor imensa! E enquanto está suspenso na cruz,muitos são aqueles que O escarnecem e provocamdizendo: “Salvou os outros e não se pode salvar?! ...Assim foi escarnecida não somente a sua pessoa,mas também a sua missão de salvação, aquela mis-são que Jesus estava precisamente a cumprir, cravadona Cruz.Mas, no Seu íntimo, Jesus conhece um sofrimentoincomparavelmente maior, que lhe faz irromper num grito: “Meu Deus, meuDeus, por que me abandonastes?” (Mc 15,34).Quantas vezes, no meio de uma provação, pensamos que fomos esquecidos ouabandonados por Deus. Ou somos tentados a concluir que Deus não existe.Ó Bom Jesus, pelas dores terríveis que sofrestes, ao serem trespassados as Vossasmãos e os Vossos pés, fazei com que nunca nos separemos de Vós e vivamossempre à sombra da Vossa Cruz.Pai-nosso…
  13. 13. DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO Jesus morre na CruzV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo João 19, 28-30Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisseaté o fim, disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraramnuma vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Eletomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, expirou.SilêncioMEDITAÇÃO Jesus morre. Pela obediência de Cristo, foram-nos abertas de novo as portas do Céu, fechadas muitos séculos antes pela desobediência de Adão. “Tudo está consumado”. Jesus morre. Mas deixa ao mundo, em testamento, o Seu melhor tesouro terre- no. A humanidade ganha a melhor, a mais santa e a mais perfeita das Mães: Maria Santíssima, que per- manece junto à cruz, com uma força e coragem que só pode vir do Alto. Diante da morte de Jesus, a nossa resposta é o silên- cio da adoração. Assim entreguemo-nos a Ele, colo-quemo-nos nas Suas mãos, tal como Ele entregou, nesta hora, o Seu espírito aoPai.Pai-nosso…
  14. 14. DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO Jesus é descido da Cruz e entregue a sua MãeV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo João 19, 32-35.38Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro quetinha sido crucificado juntamente com Ele. Mas, ao chegarem a Jesus, vendo quejá estava morto, não Lhe quebraram as pernas. Porém, um dos soldados traspas-sou-Lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. (…) Depois disto,José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo dasautoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. EPilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo.MEDITAÇÃODepois de dar a vida por cada um de nós, Jesus é des-cido da cruz. Prontos a acolhê-lo estão os Imacula-dos braços de Sua Mãe. O corpo frio de Jesus, com oSeu rosto desfigurado repousa agora nos braços cari-nhosos desta Mãe Dolorosa, que chora de tristeza eamargura, depois de ter assistido à agonia e à mortede Seu Filho.Unindo o Seu extremo sofrimento de Mãe ao sofri-mento salvífico de Cristo, muito justamente Elamerece ser chamada de Co-Redentora, pois ninguémcomo Ela participou de modo tão intenso e singularna Paixão de Nosso Senhor.Virgem Santíssima, pelas Vossas lágrimas que ungiram as chagas do Salvador,intercedei por nós, Vossos filhos, gerados no Calvário e da Cruz nascidos.Pai-nosso…
  15. 15. DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO Jesus é depositado no sepulcroV/. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.R/. Porque remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.Do Evangelho segundo Mateus 27, 57-60Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também setornara discípulo de Jesus. Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. José, tomando o corpo,envolveu-o num lençol limpo, e o colocou em um túmulo novo, que havia manda-do escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entradado túmulo, e retirou-se.MEDITAÇÃOCom a pedra que fecha a entrada do túmulo, tudo parece verdadeiramente ter-minado. Porém, poderia permanecer prisioneiro da morte o Autor da vida?Recolhidos em oração, Maria e os Apóstolos, em silêncio, oferecem a sua dor aDeus. Confiam sempre. Mesmo na noite mais escura, como foi esta que seseguiu à morte de Jesus, eles confiam… Acreditam… Esperam…Diante do túmulo de Jesus, detenhamo-nos em oração. No silêncio do sepulcro,aprendamos a esperar, a confiar… A abandonarmo-nos totalmente nas mãos deDeus. “A morte de Cristo é a nossa vida”. Porque morren-do, fez-nos merecedores de entrar na Vida Eterna.Pai-nosso…

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