Jb news informativo nr. 1.043

426 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
426
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
3
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Jb news informativo nr. 1.043

  1. 1. 1 JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – jbnews@floripa.com.br Informativo Nr. 1.043 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) - sexta-feira, 12 de julho de 2013 Índice: Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 - Opinião - " Recordação de uma Jornada macabra " - Mario Gentil Costa Bloco 3 - IrHercule Spoladore - O Barão de Antonina e a Revolução Liberal de 1842 - Emancipação da Província do Paraná - Participação de Maçons Bloco 4 - O Simbolismo da Maçonaria - Boletim do GOB - janeiro de 1873 Bloco 5 - A Bíblia dos Maçons - Tradução do Ir. José Filardo Bloco 6 - Ir Pedro Juk - Perguntas e Respostas - " Diáconos e Mestre de Cerimônias " Bloco 7 - Destaques JB Pesquisas e artigos: Acervo JB News - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Hoje, 12 de julho de 2013, 193º dia do calendário gregoriano. Faltam 172 para acabar o ano. Dia do Engenheiro Florestal Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos
  2. 2. 2 Capa do Livro “Pontos de Vista Maçônicos e Profanos” Autor: Irmão José Vicente Daniel M.I - Membro ativo da Loja Maçônica Theodórica - Pequeri -M.G O autor é membro da Academia Maçônica de Letras - Juiz de Fora-MG Membro Correspondente da Loja de Estudos e Pesquisas de Juiz de Fora-MG Escritor renomado e correspondente cultural de escritos maçônicos em jornais e revistas de todo o Brasil. Um dos expoentes da cultura maçônica em Minas Gerais e no Brasil. Seu livro merece ser lido e divulgado. Pedidos para : José Vicente Daniel Praça l3 de Dezembro ,08 - CEP-36.610-000 - Pequeri -MG do Ir Geraldo Ribeiro da Fonseca ( Barbacena-MG) Livros indicados
  3. 3. 3 ] www.cmsb2014.com.br 1 - almanaque
  4. 4. 4  526 - É eleito o Papa Félix IV.  1472 - O futuro rei Ricardo III de Inglaterra casa com Anne Neville.  1543 - Sexto e último casamento de Henrique VIII de Inglaterra com Catarina Parr.  1641 - Um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva é firmado entre Portugal e a República Holandesa. O tratado não tem efeito nas colônias portuguesas (Brasil e Angola) sob domínio neerlandês porque ambas as partes não o respeitaram.  1906 - Alfred Dreyfus recebe o perdão do governo da França. Capitão da artilharia francesa, ele havia sido condenado à prisão perpétua, em 1894, acusado de espionagem a favor da Alemanha. A libertação do oficial, que era de origem judaica, promoveu um grande debate entre a intelectualidade do país.  1945 - Chegam à McDonald Ranch House os componentes da primeira arma nuclear da História.  1962 - Rolling Stones fazem sua primeira apresentação, no Marquee Club de Londres.  1971 - A música "Minha voz virá da América do Sul", de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, ganha na Grécia a IX Olimpíada Internacional da Canção.  1975 - Independência de São Tomé e Príncipe.  1979 - Independência de Kiribati.  1982 - O filme E.T. - O Extraterrestre, de Steven Spielberg, quebra o recorde de bilheteria ultrapassando os 100 milhões de dólares em vendas nos primeiros 31 dias de exibição.  1989 - A convenção do PRN escolhe Fernando Collor de Mello e Itamar Franco como candidatos a presidente e vice-presidente, nas eleições seguintes.  1994 - Yasser Arafat assume a presidência da Autoridade Palestina em Jericó.  1997 - Miguel Angel Blanco, vereador da cidade espanhola de Ermua é sequestrado e assassinado pela ETA. 1198 - - O Brasil perde a Copa da França por 3 x 0 para o time da casa. O técnico Zagallo é acusado por colocar o atacante Ronaldo em campo mesmo depois de o Fenômeno ter sofrido uma convulsão na concentração.  Dia do Engenheiro Florestal. (Fontes: “O Livro dos Dias” 17ª edição e arquivo pessoal) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas. feriados e eventos cíclicos fatos maçônicos do dia Eventos Históricos
  5. 5. 5 1821 As Cortes portuguesas aprovam o fim da censura prévia e do monopólio da Imprensa Régia. Em conseqüência disso, os prelos e as publicações multiplicam-se no Brasil. 1822 Ata da 5ª Sessão do Grande Oriente Brasileiro, presidida por Gonçalves Ledo. Foi decidido que todas as Lojas tenham um Livro dos Juramentos, onde todos assinassem em prol da defesa e da independência do Brasil. Foi recusada a filiação de Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, por imoralidade e indiferença à causa do Brasil. 1980 Fundação da Loja XV de Novembro nr. 25 de Imbituba/SC (GLSC) 1982 Funmdação da Loja Fraternidade Carmelitana nr. 2185 - Carmo do Rio Claro GOBMG 1997 Fundação da Loja União e Força do Abunã nr. 12, de Plácido de Castro/AC (GLEAC) 2001 A justiça profana arbitrariamente depõe o Soberano Comendador Luiz Fernando Rodrigues Torres e instala Alberto Mansur como interventor, sob protestos da Maçonaria brasileira e mundial Chapecó nos espera! http://www.diadomacom2013.com.br
  6. 6. 6 ] Mario Gentil Costa- Florianópolis) magenco@terra.com.br http://magenco.blog.uol.com.br RECORDAÇÃO DE UMA JORNADA MACABRA Minha relação com o Renault Gordini é como um caso de amor... Começou nos anos sessenta, quando, recém-formado e precisando de um carro para trabalhar e viajar, senti-me atraído pela harmonia de suas linhas. Sou fascinado pela beleza das coisas e das pessoas. Tanto a de fora quanto a de dentro. Nunca abri mão desta exigência estética. E jamais me arrependi. Naquela época, as alternativas brasileiras, entre carros pequenos, eram só duas: - ou Gordini ou Fusca. O Fusca era feio e duro, embora mais robusto. Mas eu não andava atrás de robustez. Se fosse este o caso, teria comprado um jipe... ou um trator... Já o Gordini, de estrutura e desenho delicados, era - e ainda é - gracioso como um puro-sangue, ágil, macio e veloz. Tive cinco Gordinis e, com o penúltimo, um modelo 1964, com tala-larga e todo incrementado, viajei 10 vezes ao Rio de Janeiro e 10 vezes a São Paulo, no tempo da lama e da buraqueira das estradas de chão batido. Apesar de sua propalada fragilidade, rodou 120 mil quilômetros e nunca me deixou na mão, como se, honrado pela preferência, superasse seus próprios limites. E, de resto, ultrapassava os Fuscas com a maior facilidade. Com ele, vivi, em 1966, uma aventura inesquecível: - trouxe de Curitiba, para treinar cirurgia de ouvido, o porta-malas cheio de cabeças de cadáver em estado natural, conservadas em formol. Elas eram trinta, ao todo. Desconfiado por algum motivo – talvez a suspensão dianteira rebaixada pelo peso do conteúdo - o guarda da divisa com nosso Estado insistiu em inspecioná-lo e, chocado com o funéreo panorama que tinha diante dos olhos, encheu-se de nojo e estupefação, indo, num reflexo incontrolável, vomitar à beira da estrada. 2 - Opinião - " Recordação de uma jornada macabra " - Mario Gentil Costa
  7. 7. 7 Fui preso no ato e, não fosse a chegada casual de um conhecido que passava pela mesma guarita e que testemunhou a meu favor, teria enfrentado um situação bastante delicada. Foi esta, decerto, a carga mais medonha que um Gordini já transportou. Em nome dessa longa e saudosa relação afetiva, decidi guardar meu último Gordini, um modelo 1968, da última série fabricada. Cada vez que saio com ele - e só o faço em fins de semana, quando não chove... - é como se revivesse aquele período glorioso da vida em que tudo era futuro e quase nada era passado. Faz-me sentir vivo e atuante, e isso é fundamental para a manutenção de meu equilíbrio interior, da minha homeostase, já que a realidade do meu hoje não é, nem poderia ser, tão alvissareira... Quando conto a algum amigo o tétrico episódio vivido na estrada, vejo o assombro estampado em sua fisionomia. E com razão. Transportar, num carro de passeio, um carregamento tão macabro e viajar de um estado a outro sem a devida papelada é coisa de maluco. Maluco-beleza, isso é o que eu era. Mas a justificativa, se é que existe, está no fato de que, à época, ainda jovem, eu era dono daquela formidável e perigosa soma de ousadia e otimismo, frutos da inexperiência e da imaturidade. O que faria alguém mais sábio em semelhante circunstância?: - Teria trazido da fonte da aludida carga, o Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina da UFPR, a documentação liberatória, acrescida de uma ordem policial correspondente. Mas não fiz nada disso. Simplesmente, enchi o porta-malas com aquelas cabeças decepadas, - com pele, cabelos, olhos, orelhas e todo o resto -, e peguei a estrada, de chão batido e pista estreita, na estúpida “certeza” de que nada de errado aconteceria. Pois aconteceu, embora pudesse ter sido pior... Hoje, quando me ponho a recordar a aventura, fico arrepiado. Mas, como de tantas outras vezes, foi mais um pesadelo que terminou bem. Aqueles cadáveres me ensinaram a operar ouvidos e, sobretudo, me deram uma preciosa lição de vida... Mario Gentil Costa
  8. 8. 8 ] O BARÃO DE ANTONINA E A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842 - EMANCIPAÇÃO DA PROVÍNCIA DO PARANÁ PARTICIPAÇÃO DE MAÇONS Autor: Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil- LONDRINA-PR Vários historiadores paranaenses afirmam que, quando por ocasião da Revolução Liberal de 1842, caso os rebeldes de São Paulo e Minas Gerais tivessem conseguido o apoio e uma passagem para o Rio Grande do Sul, através da então 5ª Comarca, cuja sede era Curitiba e, por esta via se unissem à Revolução Farroupilha, poderia um amplo movimento sedicioso ter precipitado a república, cerca de quarenta e sete anos antes de sua Proclamação e, o rapazola D.Pedro II recém-elevado à sua maioridade, teria perdido o seu trono. Os habitantes da 5ª Comarca desde há muito ansiavam sua separação da Província de São Paulo. Em 1842 a maioria dos políticos de Curitiba era liberal. Nesta revolução se mantiveram neutros, não permitindo desta forma que os focos de revolução se aglutinassem, o que talvez fosse fatal para o Império. O que mais chama a atenção neste evento histórico brasileiro é que quase todos os personagens envolvidos quer do lado legal ou quer do lado revolucionário, tinham a filiação maçônica. Durante o governo regencial, e mesmo durante o segundo reinado os dois partidos o Liberal e o Conservador disputavam por todos os meios, o poder e as benesses da Corte, apesar de ser uma monarquia constitucional. E desta forma estes dois partidos se revezavam no poder. O período regencial muito instável politicamente passou por um movimento liderado pelos liberais, naquele momento fora do poder, apoiado pela Maçonaria para que o herdeiro do trono fosse elevado à maioridade, o que acabou realmente acontecendo em 23/071840. O jovem D.Pedro II tinha nesta época apenas quinze anos de idade incompletos. Os liberais, embora conseguissem do Imperador a nomeação de última hora para Chefe de Gabinete, de um líder liberal não conseguiram apoio nem do povo, e nem dos conservadores, estes, em maioria no Parlamento, pois a proposta de governo dos liberais era considerada muito avançada para a época. Esta situação ocasionou a queda do Gabinete liberal em 23/03/1841 chefiado pelo Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (maçom e irmão carnal de José Bonifácio de Andrada e Silva, falecido em 06/03/1838). Cita-se que na reunião em que Antonio Carlos solicitou sua demissão, ao jovem D. Pedro II ele teria dito ao seu Irmão Martin Francisco (que não foi maçom): “Não te disse Martin, que quem se mete com crianças, amanhece molhado? Vamos embora”. 3 - " O Barão de Antonina e a revolução liberal de 1842 - Emancipação da província do Paraná - Participação dos Maçons Ir Hercule Spoladore
  9. 9. 9 Os liberais antes de cair, haviam marcado eleições, para que se pudesse ter uma representação maior no Parlamento o que acabou acontecendo em meio a maior falta de ética e deslealdade possíveis, ganhando desta forma nas urnas. Entretanto logo após a queda do Gabinete, os conservadores em maioria, aprovaram duas leis, uma criando o Conselho de Estado em 12/11/1841 e outra emendando o Código Processual em 03 de dezembro do mesmo ano, as quais obstruíram totalmente as pretensões dos liberais. Em 01/01/1842 foi dissolvida a Câmara dos Deputados. Os liberais bastante enfurecidos, apoiados pelos farrapos do Rio Grande do Sul, optaram por um movimento sedicioso. Os liberais das Províncias de São Paulo e Minas Gerais pegaram em armas. Em São Paulo os principais líderes liberais eram maçons: Padre Diogo Antonio Feijó (iniciado na Loja “Inteligência” de Porto Feliz depois filiado á Loja “América”. de São Paulo), Rafael Tobias de Aguiar (Loja “Piratininga” e Loja “Amizade”) e o Senador Nicolau de Campos Vergueiro (Primeiro Grão-Mestre do Grande Oriente do Passeio) e ainda o mineiro Teófilo Benedito Otoni que fazia parte de uma associação “Clube dos Amigos” que foi uma sociedade de caráter maçônico que precedeu a criação do Grande Oriente do Passeio, do qual ele provavelmente fez parte, mas não há provas primárias. Ele fez parte em 1840 do Clube da Maioridade, cujos componentes, eram maçons, pelo menos a maioria, mas não se sabe nada de positivo a respeito de sua filiação maçônica. Tobias de Aguiar vai para as cidades de Itu e Sorocaba e consegue subleva-las. Em 15/07/1842 se proclama Presidente Provisório da Província. O Barão de Caxias, iniciado em 1841 no Rio de Janeiro na Loja “Don Pedro D’Alcântara” pertencendo depois à Loja “Dois de Dezembro” já despontando como um grande militar foi chamado a defender a Coroa. Nesta fase da insurreição, ocorreu um episódio que seria o ponto de partida para o futuro desmembramento da 5ª Comarca a qual quase dez nos após ainda não desmembrada em 07/05/1852 se tornaria a 10ª Comarca da Província de São Paulo. Em 1842 o presidente da Província de São Paulo, o baiano José Costa de Carvalho (Barão de Monte Alegre – maçom da Loja “Amizade”), não muito querido pelos paulistas, nomeou seu emissário de confiança, um político hábil muito conhecido na 5ª Comarca, onde era estabelecido nos campos gerais desde jovem e onde tinha posses de terra, um gaúcho de nome João da Silva Machado, tropeiro, rico, e político, com a missão de ir a Curitiba e convencer os lideres liberais curitibanos a que permanecessem neutros, pois assim estaria anulado o contato com os revoltosos do sul bem como a única via terrestre pela qual os rebeldes pudessem se unir aos comandados de Bento Gonçalves (Loja “Filantropia”) de Porto Alegre um dos deflagradores da revolta farroupilha. O Barão de Monte Alegre prometeu aos liberais que uma vez terminada e derrotada a Revolução Liberal, se a 5ª Comarca permanecesse neutra seria desmembrada, tornando- se uma nova Província. Esta promessa foi avalizada pelo Barão de Caxias. A então 5ª Comarca lutava para ser tornar província. Ainda a Coroa prometeu segundo alguns historiadores que João da SiIva Machado seria o primeiro Presidente da Província a ainda seria agraciado com título de barão. Em Curitiba, os liberais já estavam conjurando, reunindo-se secretamente para analisar a situação e partirem para o apoio aos revoltosos, já cogitando quem seria o líder da revolução na Comarca. Alguns até pensaram em formar uma junta governativa.
  10. 10. 10 João da Silva Machado foi rápido e eficiente. A promessa de uma separação da Província de São Paulo acalmou os ânimos revolucionários dos curitibanos. Machado em sua mensagem de 29/06/1842 ao presidente da Província de São Paulo, afirmou que conseguira o seu intento e que “Curitiba estava firme como uma rocha”, mas que havia empenhado sua palavra e que seria necessário que a 5ª Comarca se tornar livre o quanto antes. Todavia, segundo outros historiadores ele teria exigido do Governo Imperial que se conseguisse não deixar os farroupilhas se conectarem aos liberais de São Paulo e Minas os seguintes itens: 1º a elevação da ainda então 5ª Comarca à Província 2º que ele seria o primeiro presidente da nova Província. João da Silva Machado refere que não aceitaria a presidência da Província, por estar muito velho e cansado, todavia estava interessando nas posses das terras que iria possuir caso houvesse a emancipação da Província. Em Paranaguá outro maçom José Francisco Correia Junior (fundador da Loja “União Paranagüense”), coronel da Guarda Nacional, armou e manteve ás suas expensas, um batalhão a favor do Governo para combater os farroupilhas se necessário. O andamento da revolução não foi bom para os liberais. Com liberais da Comarca de Curitiba mantendo-se afastados do movimento, praticamente ao lado do Governo Imperial, o Barão de Caxias ordenou ao coronel Silva de Castro que bloqueasse Itararé, não permitindo que os farroupilhas enviassem auxílios a Tobias de Aguiar. Quando as forças do levante resolveram atacar São Paulo, demoraram em fazê-lo. Caxias já estava à espera delas. Após a vitória de Venda Grande, os rebeldes voltam à Sorocaba e em 21/06/1842. Caxias entrou vitorioso na nesta cidade. Interessante que concomitante a este acontecimento, foi realizada no dia 14/06/1842 o casamento oficial de Rafael Tobias de Aguiar com a famosa Marquesa de Santos, Domitila ex-amante de D. Pedro I (Irmão Guatimosin, falecido em 24/09/1834). Tobias vivia maritalmente com esta mulher há vários anos. Possivelmente pressentindo a derrota, quis legalizar a sua situação matrimonial. Tobias de Aguiar em seguida, fugiu para o sul, sendo preso próximo a Passo Fundo-RS. Os rebeldes mineiros foram derrotados por Caxias em Santa Luzía. Os liberais passaram a ser apelidados de “luzías”. Teófilo Otoni ficou preso durante um ano e meio. Os rebeldes foram bem tratados pelo Irmão Caxias, especialmente o Padre Antonio Diogo Feijó, nesta fase de sua vida, portador de grave osteopatia de coluna, paraplégico, usando cadeiras de rodas. Em 14/03/1844, o Governo Imperial indultou todos os rebeldes. Os habitantes da ainda 5ª Comarca esperavam que após estes eventos fosse cumprida a promessa feita ao emissário João da Silva Machado, futuro Barão de Antonina, ou seja, que a Comarca fosse emancipada e transformada em uma nova província e de fato o Barão de Monte Alegre, Presidente da Província de São Paulo, fiel ao seu compromisso recomenda ao Ministro do Império, Visconde de Sapucaí (Candido José Vianna - maçom, 2º Grão-Mestre do Grande Oriente do Passeio, a separação da Comarca argumentando no oficio de 30/07/1842 que): “Haveria perigo em desatender a aspiração dos habitantes
  11. 11. 11 da mesma, já que a cada comoção que aparece no Império, de que a Comarca se agite e acompanhe o. movimento por desgostosa não merecer a atenção de. seus votos há tão largo tempo manifestados” Ainda, menciona na recomendação, que a fidelidade mantida durante a rebelião pelos moradores da 5ª Comarca além de “inúmeras circunstâncias que bem analisadas tornem possível a criação de uma nova província”. Em 29/04/1843 o deputado paulista Carlos Carneiro de Campos (3º Visconde de Caravelas em 1872) apresenta o primeiro projeto de elevação da comarca para província. Aí a História teve outros desdobramentos, outros rumos. A Revolução Liberal foi esquecida, opositores presos e depois indultados. Monte Alegre demitiu-se do cargo de Presidente da Província de São Paulo, outros políticos ocuparam o cargo e os próprios paulistas começaram a trabalhar contra o projeto. E a partir daí travou-se uma luta parlamentar, onde os mineiros e baianos, estimulados pela própria Corte quiseram quebrar a hegemonia da Província de São Paulo já que o café deu esta liderança comercial e representativa a esta Província. Muitos trâmites ocorreram, e somente daí há dez anos, ou seja, em 1853, após muita discussão, muito conchavo muita luta parlamentar foi criada a nova Província com nome de Província do Paraná, nome dado segundo o critério da Câmara, a exemplo do Amazonas, homenageando o maior rio que banhava a Província. Interessante que os habitantes e lideres políticos da antiga 5ª Comarca e depois 10ª Comarca da Província de São Paulo quase não tiveram participação neste desmembramento. A luta foi parlamentar na Câmara dos Deputados e do Senado apoiada pela Coroa, que desejava a ocupação imediata das terras especialmente com divisas com o Paraguai e Argentina. Bem, este personagem, João da Silva Machado era gaúcho nascido em Taquari no dia 17/06/1782, foi alfaiate, capataz de fazenda, tropeiro e finalmente um hábil politico. Teve muitas posses na então 5ª Comarca. Era maçom, consta ter sido o fundador da Loja D.Pedro II no Rio de Janeiro em 01/07/1867. Era grau 33. (11/09/1843). Muito ativo astuto sonhador, ambicioso e esperto. Tinha a confiança da corte, onde transitava livremente. A história refere que era quase analfabeto, porém dotado de uma inteligência fora do comum e um grande politico. Em 1820 tornou-se um dos eleitores da Comarca de Curitiba que designavam os representantes nas Cortes Constituintes de Lisboa. Foi deputado eleito para a primeira Assembleia Provincial de São Paulo. Sua experiência como tropeiro fazia com que ele conhecesse e administrasse todas as estradas, inclusive realizando obras do governo. Registra-se que a Colônia Rio Negro no sul do Paraná, colonizada por alemães, hoje a cidade de Rio Negro teria sido fundada por ele em 1826. João da Silva Machado foi sendo elevado a postos militares rapidamente de sargento de milícias em 1820 a tenente coronel em 1829, tornou-se chefe de legião e comandante da Guarda Nacional em Curitiba, Lapa e Rio Negro e em 1837-1838 tornou-se vice-presidente da Província de São Paulo. Após o entrevero da revolução farroupilha, apesar de ter sido considerado traidor pelos gaúchos, ele recebeu do Governo Imperial o titulo de Barão, depois Barão com Grandeza, Fidalgo da Causa Imperial, Grande Dignitário Imperial da Ordem da Rosa, Oficial do da Ordem do Cruzeiro e Vereador Honorário de Sua Majestade, a Imperatriz. Foi depois de desmembrada a Província de São Paulo, o primeiro Senador (vitalício) da Província do Paraná, mas não foi o primeiro presidente da Província.
  12. 12. 12 Ele aproveitou o império da posse enquanto a Lei 601 de 18/09/1850 não fosse sancionada e determinasse os limites de posses e tornou-se o maior latifundiário do Paraná até 1850, tomando posse de milhares de quilômetros quadrados de terras paranaenses. Segundo Romário Martins, historiador paranaense não houve região alguma da vastíssima Província do Paraná onde ele não registrasse sempre em seu nome posse de terras, por sinal sempre as melhores e de maior produtividade. Ele tinha dois homens de confiança nestas posses os mateiros, Joaquim Francisco Lopes e John Henry Elliot, americano figura lendária, aventureiro agrimensor, pintor. Estes desbravadores sob o comando do Barão escolhiam as melhores terras as quais o Barão as registrava como suas. Mas era um empreendedor, um desbravador por índole. Ele planejou o caminho de Castro a Jataí (Jataizinho) e de Jatai pretendia no trecho navegável do Rio Tibagi atingir acima cerca de doze quilómetros acima o Rio Paranapanema e estabelecer uma rota com Mato Grosso. Queria estabelecer um caminho entre os Campos Gerais e Mato Grosso. Foi por sugestão dele que D. Pedro II permitiu que ele tivesse participação ativa na fundação em 1854 de uma Colônia Militar sendo fundada posteriormente do outro lado da margem do rio Tibagi mais propriamente, na margem esquerda do rio, o Aldeamento Indígena São Pedro de Alcântara no local onde hoje foi a cidade de Jatai e hoje é a cidade de Jataizinho. Em 1859 doou ao governo a Fazenda de São Jeronimo com cerca de 14 mil alqueires para concentrar os índios coroados (caingangues) considerados pelo primeiro Presidente da Província do Paraná, Zacarias de Góes de Vasconcelos como uma “desgraça” porque matavam saqueavam não permitindo a entrada do homem branco. Foi ai que teve a origem da Vila de São Tomaz de Papanduva depois tornada São Jerônimo, hoje São Jeronimo da Serra. Este personagem histórico que dada a sua atuação considerada como ambiciosa e de aproveitador por alguns historiadores paranaenses de uma forma ou de outra muito trabalhou pela Emancipação da Província do Paraná. No fim de sua vida morreu no dia 19/03 1875 aos 93 anos de idade em São Paulo, possuidor de uma considerável fortuna. Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil- LONDRINA-PR. REFERÊNCIAS CARNEIRO, D História da Emancipação do Paraná Instituto de Pesquisas Históricas e Arqueológicas.Publicação nº1 Editora Artes Gráficas da Escola Técnica de Curitiba Curitiba, 1954 MARTINS, R. História do Paraná – Ed. Rumo, Limitada São Paulo, 1939 PROBER, K Coletânea A Bigorna – Volume I - Bigorna nº 32 Edição própria Rio de Janeiro, 2001 Grande Enciclopédia Delta Larousse Dicionário Histórico- Biográfico do Estado do Paraná Editora Livraria do Chain – Banco do Estado do Paraná. Curitiba, 1991
  13. 13. 13 Fonte: Boletim do Grande Oriente do Brasil. Janeiro de 1873. pp. 18-20 A Maçonaria, debaixo do ponto de vista das construções e dos símbolos, é um artefato, una maneira especial de despertar a consciência e exprimir os interesses os mais profundos da natureza humana. É nos artefatos e nos símbolos que os povos têm deposto seus mais íntimos pensamentos e suas mais ricas instituições. É esta a única chave por meio da qual nos é permitido penetrar nos arcanos de sua sabedoria e nos mistérios de suas religiões. A Maçonaria, em seu começo, enquanto não encontra uma forma fixa que corresponda perfeitamente á sua idéia, chama a atenção do iniciado para um sinal puramente gráfico e que em si nada envolve, isto é, uma letra, a letra G. O trabalho porém consistirá em assinar-lhe um conteúdo determinado; é pois para fazer-nos compreender esse conteúdo que ela recorre á formas particulares, que só os símbolos de que usamos, isto é, objetos sensíveis que não devem ser tomados tais como se nos oferecem á primeira vista, mas sim num sentido mais extenso e genérico. O simbolismo dos números, que tão importante papel representou no Egito e nas teologias grega e romana, reaparece na maçonaria moderna, e é um dos laços que a prende aos antigos mistérios e que liga o presente ao passado. Já que, diz Proudhon, em maçonaria tudo se deve fazer em vista das leis de equilíbrio, e que ela repousa sobre as relações de igualdade e sobre a justiça, que se simboliza pela figura de uma balança, é justo que nela tudo se submeta á lei do numero, peso ou medida. Qual é a significação simbólica dos números sagrados em Maçonaria? Estes números que são 3, 5, 7 e 9 nos dão unta proporção aritmética, símbolo da igualdade. Quanto à relação de proporção ela é designada pelo número 2, expressão do dualismo, que se reproduz invariavelmente nos fatos, tanto como a unidade e o ternário. Por meio do número e da medida, a maçonaria tende á perfeição; ela se coloca como a unidade de quantidade e de igualdade; a medida lhe é tanto mais necessária, quanto mais ela se afasta da natureza inorgânica, no que ela lhe é necessariamente fatal. 4 - "O simbolismo da maçonaria" Boletim do Grande Oriente do Brasil - Janeiro de 1873
  14. 14. 14 É no Oriente, e, sobretudo no Egito, que se deve procurar o mais perfeito exemplo do desenvolvimento da forma simbólica. Seu povo se caracteriza pela necessidade e inclinação imperiosa do espírito, que, para se satisfazer, busca manifestar seu pensamento no exterior por formas tiradas da natureza, encerrando nelas um sentido diferente do sentido imediato, mas exprimindo idéias que têm relação e analogia com os objetos representados, sendo o símbolo tanto mais perfeito quanto esta relação é mais natural e profunda. A Maçonaria recorre muitas vezes ao símbolo egípcio; mas o que neste povo tinha urna significação particularmente naturalista tem entre nós um caráter da mais suma espiritualidade. Além disto, as metáforas na linguagem maçônica são muito usuais. Diz- se Grande Oriente em alusão ao ponto onde nasce o sol e donde vem a luz; serve-se da palavra Luz, não em seu sentido próprio, mas sim metafórico; acontecendo o mesmo com as palavras compasso e régua e os mais instrumentos de que nos servimos, os quais todos têm um sentido figurado, cujo uso manual e sentido próprio e material tem na Maçonaria um sentido metafórico e relativo a uma operação idêntica que se passa no espírito em vista do bem e da justiça. Regra geral, dado um símbolo, é mister não nos entregarmos aos caprichos da imaginação para determinar sua significação. Sua explicação ou demonstração só tem valor quando ela é o fruto de um trabalho sério e histórico, contém todas as minudencias e é conforme ao espírito da instituição, a seus costumes e tradições, que só a erudição dos povos na falta de livros, visto ser a memória o livro inédito dos fatos, e, remontando- se à origem das tradições, é como quando remonta-se o curso de um rio, acabando-se por chegar à sua origem e na questão vertente, à uma verdade. É por meio de um estudo sério sobre nossa bela instituição que, apesar dos tempos e das soluções de continuidade que existem na história da maçonaria, é fácil reconstruir sua unidade quebrada, referindo-se a sua idéia. À vista do que, podemos submeter nossa história às divisões naturais que permitem o estudo e o ensino sistemático. A Maçonaria é, pois uma grande instituição, geralmente incompreensível por seus adeptos: Aliud est, aliud dicitur. Em presença das profundas trevas que ocultam à humanidade seus futuros destinos, só ela conserva e transmite aos iniciados as palavras misteriosas Abre-te Sésamo do conto árabe, diante das quais se fendem os rochedos, se dissipam as trevas, deixando surgir por todas as partes uma ofuscante claridade, a qual é a Luz que esclarece nossos trabalhos. (Chaíne d’Union).
  15. 15. 15 Tradução José Filardo Ir Daniel Ligou É um problema bastante complexo, porque o podemos examinar a partir de vários aspectos complementares. Primeiro, o essencial, a presença ou não da Bíblia, ou, mais genericamente, do Volume da Lei Sagrada (VLS) na oficina; depois, o papel que ela desempenha ou não no recinto maçônico, tanto como “luz” ou “utensílio”. Some-se a isso a participação da Bíblia na trama do ritual maçônico que apresenta a particularidade que divide com o companheirismo, de completar um fundo bíblico, essencialmente do Antigo Testamento , através de toda uma série de lendas parabiblicas que se desenvolvem no ritual para delas se retirar uma lição simbólica ou moral; enfim, a extraordinária variedade de “palavras” correspondentes a cada grau, palavras de passe, palavras sagradas, “grandes palavras” que os ritos, e especialmente o rito escocês Antigo e Aceito (REAA), em seus 33 graus – não economizam nem um pouco. Algumas observações preliminares primeiro. Nós provavelmente seremos incompletos, mas privilegiaremos os ritos que conhecemos bem e, especialmente, aqueles que praticamos regular ou ocasionalmente, porque em nossa opinião, a Maçonaria, para ser verdadeiramente compreendida, deve ser vivida espiritual e emocionalmente, e não ser apenas sinônimo de conhecimento. Também o nosso comentário será essencialmente baseado nos três principais ritos praticados na França: o Rito Francês, o Rito Escocês e o Rito Escocês Retificado, pois não conhecemos os ritos ingleses a não ser através de textos que consultamos mais ou menos regularmente (fico feliz em concordar!). Por outro lado, para nosso grande pesar, não foi possível, por razões essencialmente linguísticas, usar os rituais alemães ou suecos. Quanto aos ritos praticados nos países latinos, eles não oferecem grande originalidade em relação aos que já conhecemos. Outra observação. Trata-se de “ritos” e não de “obediências” ou “potências”. Portanto, não levaremos em conta “exclusivos”, “excomunhões” ou reivindicações de irregularidade. Além disso, o Rito Francês, conforme ele é praticado no Grande Oriente, ou o REAA na Grande Loja são ritos tão diferentes com o mesmo nome usado na Grande Loja Nacional francesa? Não, sem dúvida, porque suas fontes são comuns. Nós mesmos (tremo só de pensar) fizemos algumas alusões à “Maçonaria de Adoção”, que continuou até meados do século XIX, a Maçonaria feminina atual contentando-se em organizar – muito inteligentemente, diga-se de passagem – o textos masculinos do REAA ou do Rito Francês. Notamos também que o Shiboleth da regularidade, aos olhos da Grande Loja Unida da Inglaterra, não é a Bíblia no sentido estrito, mas o VLS, isto é qualquer livro básico de natureza religiosa, e a crença no Grande Arquiteto e sua vontade revelada. Mas, se a Maçonaria tem, segundo as Constituições de Anderson de 1723, tem a pretensão, diga- se de passagem, com alguma justificação, de ser o “centro de União” e de agrupar “os homens bons e leais ou os homens de honra” e de probidade, quaisquer que sejam as denominações ou crenças religiosas que os ajudam a “se distinguir “, ela não deixa de ser o resultado de um legado, de uma tradição e de circunstâncias históricas que lhe 5 - "a bíblia dos maçons" Tradução do Ir José Filardo
  16. 16. 16 deram um estrutura mental e um equipamento intelectual cristão, essencialmente reformado no início e mais ecumênico a seguir. Existe – e não pretendemos abordá-la -. uma maçonaria “sem Bíblia”. Com efeito, onde quer que a Bíblia não é a alimentação diária dos Irmãos, ela se desvanece ou desaparece em favor do “livro da Constituição” na Bélgica e na França – evolução que não é de forma alguma incompatível com a crença no Grande Arquiteto conforme mostra a história do Rito Francês de 1787-1878, onde se prestava juramento ao Grande Arquiteto sobre o “Livro da Lei”. Em Israel é, obviamente, a Torah , sem o Novo Testamento, e em outros lugares o Alcorão, o Avesta, Confúcio. O REAA especifica, além da Bíblia, os Vedas, o Thipitaka, o Alcorão, o Zend Avesta, o Tao Teh King e os quatro livros de Kung Fu Tsen. Na loja (Inglesa) de Singapura, os irmãos têm uma dúzia de livros sagrados. E o Ir.´. Rudyard Kipling expressa perfeitamente este ecumenismo: “Cada um de nós falava do Deus que conhecia melhor.” Mas, onde começa e onde termina o sagrado? Por que não os Pensamentos do Presidente Mao? Pode-se ainda se perguntar se a prática de religiões como o confucionismo está em harmonia com o conceito de “Vontade Revelada”, tal como concebido pelas religiões monoteístas da Europa ou no Oriente Médio. Enfim, fazemos, ou tentamos fazer um trabalho de historiador. Isto significa que teremos de distinguir o que é histórico do que é bíblico e, em relação à Bíblia e a história, o que é pura lenda, deixando claro que para todo Maçom, a lenda não passa da tradição no dogma católico, isto é, algo que assume valor doutrinário. Por outro lado, não nos cabe neste momento fazer a exegese do que seja biblicamente inspirado e muito menos dos textos utilizado. Menos ainda, praticar os métodos alegóricos, tipológicos ou anagógicos caros aos Padres da Igreja e aos dialéticos medievais onde encontramos muitos vestígios das “Old Charges” (os Antigos Deveres) que regulamentavam a Maçonaria operativa. Para nós, o Templo de Salomão é um edifício construído por um rei de Israel para a glória de Yahwe e não temos que querer saber se ele representa a igreja ou o Cristo. Isto pode parecer simplista para alguns, mas não acreditamos na virtude da mistura de gêneros. Analisemos agora nosso primeiro ponto: a Bíblia, “instrumento” em loja, sobre a qual se presta juramentado. Você não precisa fazer prova de vasta erudição para constatar que a Maçonaria “operativa”, aquela dos construtores, intimamente ligada ao mundo clerical, pelo menos, pela construção de catedrais, era – como, a propósito, era o corpo dos ofícios – “guildas de artesãos”, “empresas” diferentes – de inspiração cristã, católicos na Inglaterra até a Reforma, anglicanos ou reformados posteriormente. Na França, Itália, Espanha, eles permaneceram fiéis à Igreja romana até seu desaparecimento natural ou supressão revolucionária. Às vezes, com o estofo de uma guilda profissional, mais frequentemente distintas das confrarias de penitentes. Elas estavam colocadas sob a invocação de santos padroeiros da profissão, e para “as pessoas da construção” muito particularmente “os Quatro Mártires Coroados” (Quatuor Coronati) que a encontramos na Inglaterra, mas também na Itália (Roma ) e na França (Dijon). Além disso, não parece que, ao contrário das guildas, sempre suspeitas para a Igreja e o poder civil, estes “corpos” tinham, por pouco que seja, rompido com a ortodoxia. Mas, voltemos à Inglaterra. É difícil afirmar que a Bíblia figurava entre o “material” das lojas operativas inglesas antes da Reforma, pelo menos segundo o que pudemos deduzir das “Old Charges”. Por outro lado, sabemos que se prestava juramento ali, e que nada há de original, já que o “negócio jurado” era a regra um pouco por toda parte. O fato é que os primeiros documentos – o Regius (cerca de 1370) e o Cooke (cerca de 1420) – são perfeitamente silenciosos. Assim nenhuma suposição deve ser excluída: a Bíblia, quando se podia ter
  17. 17. 17 uma, o que, antes do desenvolvimento da impressão talvez não fosse tão fácil, o “livro” do estatutos e regulamentos corporativos, relíquias como é tão frequentemente o caso na França? De qualquer forma, o juramento tinha um caráter religioso que ele conservou – exceto na Maçonaria “secularizada”. Os documentos mais recentes, mas também posteriores à Reforma, são mais explícitos e o juramento sobre a Bíblia é, mais frequentemente afirmado pelo “Grand Lodge Manuscript ” No. 1 (1573), e No. 2 (1650 ), o “Manuscrito de Edimburgo” (cerca de 1696): “Fazemos com que eles tomem a Bíblia e prestem juramento”, o “Crawley” (cerca de 1700) onde o candidato jura sobre o livro sagrado por “Deus e São João”; o “Sloane” do mesmo período, sobre o qual a questão permanece em dúvida, o “Dumfries” n º 4 (cerca de 1710). Pode-se, portanto, supor que, desde a Reforma, o juramento sobre a Bíblia tenha se tornado a regra, o que levou o historiador francês A. Lantoine a dizer que este era um “landmark de contrabando huguenote”, uma expressão engraçada, mas definitivamente exagerada. Esta constatação não nos deve fazer perder de vista a perfeita ortodoxia católica primeiro, depois anglicana, das “Old Charges”. A este respeito, o texto mais característico é, sem dúvida, o “Dumfries No. 4″ (cerca de 1710), descoberto nos arquivos da Loja desta pequena cidade, localizada na Escócia, mais nos confins da Inglaterra. O autor dá ao Templo de Jerusalém a interpretação cristã e simbólica tradicional e se inspira tanto no Venerável Bede quanto em John Bunyan. As orações são estritamente “niceanas”. As “obrigações” exigem a fidelidade a Deus, à Santa Igreja Católica (isto é, anglicana no sentido do Livro de Orações), ao mesmo tempo que ao Rei. Os degraus da Escada de Jacó evocam a Trindade e os doze Apóstolos; o mar de Airain é o sangue de Cristo; os doze bois, os discípulos; o Templo, os filhos de Deus e a Igreja; a coluna Jaquim significa Israel; a coluna Boaz a Igreja com um toque de antijudaísmo cristão. Lemos com surpresa: “Que ela foi a maior maravilha vista ou ouvida no Templo – Deus foi homem e um homem foi Deus. Maria foi mãe e entretanto era virgem”. Todo este simbolismo tradicional e a ”tipologia” cristã admitida até o desenvolvimento da exegese moderna, encontra-se neste ritual. O catolicismo Romano, afirma Paul Naudon. Certamente não – ou melhor, certamente mais – porque podemos pensar que este é o redesenho de um texto mais antigo. As citações bíblicas são retiradas da “Versão Autorizada” do rei James, o que testemunha a ortodoxia anglicana do tempo da piedosa rainha Anne. Se a Maçonaria tinha se mantido fiel a esta ortodoxia, ela não pode ter pretensões de Universalismo. E é isso, aliás, é que é regularmente produzido sempre que se quer vincular mais estritamente o ritual maçônico a uma confissão religiosa. O Rito Sueco, de essência luterana, não saiu de seu país de origem. O Rito Escocês Retificado, de tom nitidamente cristão, viu sua expansão limitada. Ao contrário, o REAA, os ritos agnósticos, os ritos anglo-saxões “deconfissionalizados” são susceptíveis de desenvolvimento infinito. Este é, portanto, o grande mérito de Anderson e dos criadores da Grande Loja de Londres de ter entendido perfeitamente o problema. As Constituições de 1723 permitiram a expansão, embora na linha de uma Inglaterra já orientada em direção ao fluxo. Assim, em países cristãos, a Bíblia era e permaneceu com o VLS, os testemunhos do século XVIII são quase unânimes, e as coisas quase não mudaram. Nos países anglo-saxões, ela é a primeira “luz simbólica”, o Esquadro e o Compasso são as outras duas. No rito de Emulação atual, a Bíblia deve estar aberta sobre o triângulo do Venerável, orientada no sentido de o dignitário a poder ler, e recoberta pelo esquadro e o compasso A página na qual o livro está aberto não é indicada, mas é tradicional – e moda – abrir no Antigo Testamento, quando se inicia um israelita. Nos EUA, a Bíblia é geralmente depositada sobre um altar especial no meio do Templo.
  18. 18. 18 No REAA, a Bíblia está presente, aberta durante os trabalhos e colocada sobre o “altar dos juramentos” instalado ao pé dos degraus que conduzem ao Oriente e é recoberto com um pano azul com bordas vermelhas (as cores da Ordem). Ela pode ser aberta em qualquer lugar; é aberta preferencialmente em Crônicas 2.5 e em I Reis 6.7 onde se trata da construção do “Templo de Salomão.” Na França, a Bíblia conheceu destinos diferentes. Os documentos mais antigos que possuímos mostram grande religiosidade, de orientação um tanto jansenista, e sabemos pelos textos de origem policial, que a Bíblia era aberta no primeiro capítulo do Evangelho de João. Tradição que se conservou perfeitamente no Rito Retificado, de inspiração claramente mais cristã. Mas, nos países católicos, a Bíblia não é, como na Inglaterra, o alimento espiritual da maioria dos cidadãos, especialmente depois que o Concílio de Trento limitou as possibilidades de leitura pelos simples fiéis. Além disso, conservando uma expressão religiosa sob a forma do Grande Arquiteto, que será colocado em questão somente em 1877, a Maçonaria francesa, em sua expressão majoritária, a Grande Loja e depois o Grande Oriente, viu desaparecer lentamente o livro dos “utensilhos das Lojas” desde meados do século. Quando, nos textos de unificação do Rito Francês de 1785 – 1786, o “Livro das Constituições” assumiu seu lugar, ao lado do esquadro e do compasso, sobre o triângulo do Venerável, não houve qualquer protesto, e nem mesmo o Inglês o formalizaram. Exceto nos ritos totalmente seculares – como o atual Rito francês – os juramentos que acompanham a iniciação e os “aumentos de salário” são prestados sobre o VLS. O que, em 1738, irritou muito o Papa Clemente XII que, na famosa bula de excomunhão In Eminenti, fala de “juramento estrito prestado sobre a Bíblia Sagrada.” É óbvio que, para o mundo anglo-saxão, um juramento não tem valor a não ser que ele tenha um significado religioso, atitude encontrada nos tribunais ou na “inauguração” de uma Presidente americano. Não houve grandes mudanças em três séculos: o “Manuscrito Colne No. 1″ especifica a forma do juramento: “Um dos mais antigos, tomando a Bíblia, e apresentando-a, de modo que aquele ou aqueles que deve(m) ser iniciado(s) maçom(s) possa(m) pousar e deixar estendida a mão direita sobre ela. A fórmula do juramento será então lida.” No Rito de Emulação atual, o candidato se ajoelha e coloca a mão direita sobre o Volume da Lei Sagrada, enquanto sua mão esquerda segura um compasso com uma das pontas dirigida contra o seio esquerdo exposto. Ao pronunciar a obrigação, o Venerável, em sua mão esquerda, trará o Volume, afirmando que a promessa foi feita “sobre este”. No Rito Escocês Retificado – que conservou algo da tradição cavalheiresca da maçonaria francesa do Iluminismo, completamente ausente em países anglo-saxões – o candidato coloca sua mão na espada nua do Venerável pousada sobre a Bíblia aberta no primeiro capítulo de São João. A promessa é feita sobre “o Santo Evangelho”. No Rito Escocês Antigo e Aceito, o candidato coloca sua mão direita sobre os “três grandes luzes” que estão sobre o “Altar dos Juramentos, o Volume da Lei Sagrada, o Esquadro e o Compasso”, enquanto o Grande Experto coloca uma ponta do compasso sobre seu coração e, “sob a invocação do Grande Arquiteto do Universo,” o candidato “jura solenemente sobre as Três Grandes Luzes da Maçonaria.” Na França, nos anos 1745, de acordo com o Segredo dos Maçons do Abade Perau, o candidato se ajoelhava, o joelho direito descoberto, a garganta exposta, um compasso sobre o peito esquerdo e a mão direita sobre o Evangelho, “na presença de Deus Todo- Poderoso e desta sociedade.” Observe-se que o Rito Francês de 1785 prescrevia o juramento “sobre os estatutos gerais da Ordem, sobre esta espada, símbolo da honra e diante do Grande Arquiteto do Universo (que é Deus).”
  19. 19. 19 O presente bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk. Loja Estrela de Morretes, 3159 Morretes - PR diáconos e mestre de cerimônias O Respeitável Irmão Nilson Ricarto, Loja Professor Hermínio Blackman, 1.761, GOB-ES, REAA, Oriente de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, formula a questão seguinte: ricarto.nilson@gmail.com Gostaria de seus comentários sobre a verdadeira função de Diáconos e Mestre Cerimônia. Seria o Mestre de Cerimônias o exclusivo encarregado de transitar em Loja, levando e trazendo documentos e recados ou esta função também cabe aos Diáconos? CONSIDERAÇÕES: A origem dos Diáconos está relacionada aos antigos oficiais de chão. Esses na sua origem eram os mensageiros dos canteiros de obra que levavam ordens do Mestre da Obra aos Wardens (zeladores), posteriormente, os Vigilantes. A Maçonaria de então não possuía graus especulativos, senão o Aprendiz Admitido e o Companheiro do Ofício. À época também era inexiste o cargo de Mestre de Cerimônias, ou Diretor de Cerimonial, pois não se trata aqui ainda de Lojas especulativas, senão dos canteiros de obra. Os antigos oficiais de chão mais tarde passariam por influência da Igreja a serem rotulados como Diáconos. 6 - Perguntas & Respostas
  20. 20. 20 Com o advento do Especulativo a partir do ano de 1.600 e posteriormente a Moderna Maçonaria com a fundação da Primeira Grande Loja em Londres (1.717) esse formato maçônico paulatinamente ficaria restrito às Lojas e, sobretudo no Século XVIII com os ritos maçônicos, ou os trabalhos do Craft. Assim, tomando por base a antiga tradição dos mensageiros, o Rito Escocês Antigo e Aceito revive simbolicamente essa tradição na transmissão da Palavra Sagrada, onde essa representação é feita no começo e no final dos trabalhos de maneira especulativa e que em linhas gerais sugere a marcação, esquadrejamento e aprumada no início da construção e ao final, a sua verificação. Assim os Diáconos representam os mensageiros que levavam as ordens do Mestre da Obra. Em termos especulativos essa prática sugere pelo uso de uma palavra transmitida de maneira correta a situação Justa e Perfeita, tanto para iniciar, como para encerrar a jornada. Assim os Diáconos no Rito Escocês Antigo e Aceito são transmissores de ordens como bem descreve o Ritual e não Oficiais de serviço que transportam correspondências, escritos e outros afins. Para essas obrigações, existe o Mestre de Cerimônias. É erro crasso no Rito em questão Veneráveis que fazem uso, principalmente do Primeiro Diácono, para entregar correspondências, recados escritos, mensagens, etc. O Mestre de Cerimônias é o Oficial que tem livre trânsito pela sala da Loja e, dentre outros, ele está ali para auxiliar nos trabalhos litúrgicos e ritualísticos de uma Sessão Maçônica. Essas considerações não se coadunam com Trabalhos do Craft inglês, pois nessa vertente maçônica, os Diáconos têm outras funções, assim como é inexistente o Mestre de Cerimônias, senão um Diretor de Cerimonial que geralmente trabalha nas induções e procissões. T.F.A. Pedro Juk - jukirm@hotmail.com - abril/2013 Na dúvida pergunte ao JB News ( jbnews@floripa.com.br ) que o Ir Pedro Juk responde ( jukirm@hotmail.com ) Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
  21. 21. 21 Paramaçônicas Bethel 08/SC - Fênix Brenda Seara Barcelos Past Honorável Rainha do Bethel 08/SC "Fênix". Gestão 2013/1 (Florianópolis) Nesse primeiro semestre do ano de 2013 ocupei o cargo mais alto dentro do Bethel, o cargo de Honorável Rainha, e trouxe comigo o lema "Embora venhamos de lugares diferentes nossos corações batem como um só". Tudo começou dia 08 de dezembro, dia da posse, a partir desse dia dediquei praticamente todo o meu tempo em prol do bem estar do Bethel. Demos início à gestão efetivamente com um retiro de integração em fevereiro onde estreitamos os laços com as filhas, Conselho Guardião e familiares. Foram sete meses, dez sessões ritualísticas, quatro homenagens em lojas maçônicas, três eventos, onze filantropias, sete doações e muitos outros acontecimentos maravilhosos ao longo desses meses. 7 - destaques jb
  22. 22. 22 Acredito que fizemos nossos corações bateram juntos em cada sessão com todo o bethel, juntos em cada reunião de comissões, junto dos Bethéis de Santa Catarina na Reunião Anual e nas visitas que recebemos ao longo desses meses, junto do Bethel 03 Florianópolis que caminhamos juntos, junto do Capítulo Florianópolis 076 na sessão, filantropia e homenagens feitas em conjunto, junto de cada criança do Hospital Infantil e da Casa Lar, junto dos idosos do asilo Lar de Zulma, junto dos familiares e principalmente os corações da nossa família Bethel Fênix bateu junto o semestre inteiro. Ser filha de jó é um imenso privilégio, um dos maiores que uma jovem pode ter. A Ordem das Filhas de Jó Internacional nos proporciona ensinamentos e oportunidades únicas. Foi lá que aprendi a levantar em público e me expressar, lá que aprendi o valor da caridade e da filantropia, lá que aprendi a amar cada irmã com todas as diferenças, lá que aprendi a valorizar cada minuto dentro de uma sessão, lá que aprendi tantas coisas que levarei para o resto da minha vida. Lá criei amizades e vínculos únicos, pessoas que vou levar pro resto da minha vida. Nesse semestre aprendi mais ainda ocupando o posto de Honorável Rainha, coordenar todas as particularidades de um Bethel, lidar com tantas pessoas, ter realizado grandes feitos… foi maravilhoso! Um grande orgulho ter sido Honorável Rainha e principalmente de um Bethel tão especial quanto é o Fênix. Obrigada ao meu Bethel pela oportunidade, pelo carinho e pelos aprendizados. O meu amor por esse Bethel e essa Ordem são imensuráveis. Rogo ao Pai Celestial que sempre nos Ilumine. Brenda
  23. 23. 23 Capítulo Florianópolis - 076 Almoço fraternal da macarronada do Capítulo Florianópolis, preparada pelas tias. Com informações do nosso correspondente, Ir Borbinha, eis as fotos da Macarronada do Capítulo Florianópolis nr. 076 da Ordem DeMolay, realizada em Campinas/Fpolis/SC no último domingo (7). Segundo o Sobrinho Lucas Zanluca - Mestre Conselheiro do Capítulo, o objetivo da Macarronada foi totalmente filantrópico. Veja os demais registros: https://picasaweb.google.com/103634428674850958508/CapituloFlorianopo lisMacorranadaFraternal070713?authkey=Gv1sRgCKXl7eH70JOaRQ#
  24. 24. 24 Loja Professor Otávio Rosa Amanhã, sábado ( dia 13 ) às 10h00, haverá Sessão Magna de Iniciação na Loja Professor Otávio Rosa (Rito Adonhiramita). A cerimônia será no Templo localizado na Fazenda Paraíso da Serra, São Pedro de Alcântara (foto). Serão iniciados os seguintes candidatos que serão consagrados pelo Venerável Mestre, IrJosé Tadeu Bento: André Luiz Scharf; André Orlandi Bento (filho do VM); Djeison Vargas; Fabio Klava Piquer e Luiz Fernando da Silva Filho Rádio Sintonia 33 & JB News- Música, Cultura e Informação o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal Acesse o site abaixo e fique com a boa música 24 horas no ar. www.radiosintonia33.com.br Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
  25. 25. 25 Templo da Loja Marinho Monte nr. 08 em Rio Branco (GLEAC)
  26. 26. 26 1 - Este é o homem da atualidade. http://www.youtube.com/embed/-F5MwyYWKvQ?rel=0" 2 - Serve para Maçons e não Maçons.... http://www.youtube.com/watch?v=6La-3zYAdjk 23- cabaret: proibido para cardíacos http://www.youtube.com/watch_popup?v=W3yBvamQVJE&vq=medium
  27. 27. 27 fechando a cortina

×