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Aula 02 - Seminário: Sobre o Sermão do Monte

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Ministrado durante a E.B.D. da Igreja Batista Central de Jacarepaguá, pelo Pr. Júlio César.

Mais informações no Site: http://www.ibcjrj.com.br

Published in: Spiritual
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Aula 02 - Seminário: Sobre o Sermão do Monte

  1. 1. Seminário Sobre oSeminário Sobre o Sermão do MonteSermão do Monte Aula 2Aula 2 1
  2. 2. Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: "Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. 2
  3. 3. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. 3
  4. 4. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. 4
  5. 5. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês". 5
  6. 6. Disse Jesus: "Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.” O que devemos entender dessas palavras de Jesus? 6
  7. 7. Uma boa pergunta a se fazer é: Quem são os pobres de espírito? 7
  8. 8. Para responder esta pergunta, é preciso voltar ao VT. Vamos aos textos: 8
  9. 9. Mas os pobres nunca serão esquecidos, nem se frustrará a esperança dos necessitados. Por causa da opressão do necessitado e do gemido do pobre, agora me levantarei, diz o Senhor. Eu lhes darei a segurança que tanto anseiam. Salmo 9.2 e 12.5 9
  10. 10. Este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu; e o libertou de todas as suas tribulações. Salmos 34.6 10
  11. 11. Todo o meu ser exclamará: "Quem se compara a ti, Senhor? Tu livras os necessitados daqueles que são mais poderosos do que eles, livras os necessitados e os pobres daqueles que os exploram Salmo 35.10 11
  12. 12. Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo. Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores! Salmos 40:17 12
  13. 13. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Salmos 72 : 13 13
  14. 14. Estes textos nos permitem entender que a ‘pobreza’, neste contexto, tem aplicações espirituais identificando-se como uma humilde dependência de Deus. É essa pobreza que Cristo se refere. 14
  15. 15. O ‘aflito’ (homem pobre) no VT é aquele que está sofrendo e não tem capacidade de salvar-se por si mesmo e que, por isso, busca salvação de Deus, reconhecendo que não tem direito à mesma. 15
  16. 16. Esse estado de pobreza espiritual e reconhecimento da mesma foi igualmente reconhecida e elogiada pelo profeta Isaías. Disse ele: 16
  17. 17. "O pobre e o necessitado buscam água, e não encontram! Suas línguas estão ressequidas de sede. Mas eu, o Senhor, lhes responderei; eu, o Deus de Israel, não os abandonarei. Abrirei rios nas colinas estéreis, e fontes nos vales. Transformarei o deserto num lago, e o chão ressequido em mananciais. Isaías 41:17,18 17
  18. 18. Para Stott, o ‘pobre’ – em Isaías - é também descrito como o ‘contrito e abatido de espírito’ para quem o Senhor olha: Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: "Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito. Is. 57.15 18
  19. 19. E mais, disse Stott, é para esse ‘pobre’ que o Ungido do Senhor proclamaria as Boas Novas de Salvação. Isaias 66. 1, 2 e 3. profecia que se cumpriu enquanto Jesus esteve entre nós. Diz o texto: 19
  20. 20. O Espírito do Soberano Senhor está sobre mim porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; 20
  21. 21. para consolar todos os que andam tristes, e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória. 21
  22. 22. O que não significa dizer que Jesus era indiferente à pobreza e fome físicas. Pelo contrário, os evangelhos são ricos em mostrar a compaixão de Cristo pelos necessitados e seu cuidado em alimentar os famintos dizendo aos seus discípulos e a nós que deveriam e devemos fazer o mesmo. 22
  23. 23. Mas, não podemos aplicar este significado aos ‘pobres’ das bem- aventuranças, pois fazê-lo seria relacionar as bênçãos do Reino com vantagens econômicas. 23
  24. 24. Podemos e devemos sim dizer que os ‘pobres’ ou ‘humildes’ de espírito são àqueles que reconhecem sua carência espiritual ou, mais claramente, admitem sua falência espiritual diante de Deus, pois somos pecadores e nada merecemos além do seu juízo. Nada temos a oferecer e nada a reivindicar. 24
  25. 25. Podemos e devemos sim dizer que os ‘pobres’ ou ‘humildes’ de espírito são àqueles que possuem um justo senso de pecado interior e exterior; que reconhecem a culpa e a impotência que têm diante e por causa de seus pecados. 25
  26. 26. Podemos e devemos sim dizer que os ‘pobres’ ou ‘humildes’ de espírito são àqueles que não dependem de suas posses, forças e capacidade e, por isso, são incapazes de dizer: sou rico e abastado em bens, de nada tenho falta. Pois sabem que são desprezíveis, pobres, miseráveis, cegos e nus. 26
  27. 27. Podemos e devemos sim dizer que os ‘pobres’ ou ‘humildes’ de espírito são àqueles que admitem e se envergonham de sua vaidade e da sede de estima e honra que vem dos homens; admitem e se envergonham de sua constante inclinação para pensar de si mais do que convém. 27
  28. 28. Podemos e devemos sim dizer que os ‘pobres’ ou ‘humildes’ de espírito são àqueles que reconhecem em si mesmos o ódio, a inveja, o ciúme, a vingança, a ira, a maldade,a amargura, assim como uma inimizade inata contra Deus e os homens que se revela em ações e palavras que ofendem sua santidade. 28
  29. 29. Como bem disseram Calvino e Spurgeon: “Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito”. “Para subirmos no Reino é preciso rebaixar-nos em nós mesmos” 29
  30. 30. Por isso, as palavras de J. Wesley fazem todo sentido, disse ele: “O cristianismo real começa com a pobreza de espírito... A verdadeira espiritualidade começa exatamente onde termina a moralidade pagã... 30
  31. 31. ...Começa com a convicção do pecado. Começa pela renúncia de nós mesmos. Começa com a consciência de que não temos justiça própria. O fundamento de tudo, completa Wesley, é a pobreza de espírito. 31
  32. 32. Deste modo, Aquele que sonda os corações e sabe quem verdadeiramente é pobre de espírito, diz: O Reino dos Céus é deles. Mateus 5:3 32
  33. 33. O Reino dos Céus é concedido ao pobre em si mesmo e não ao rico de si mesmo. O Reino dos Céus é concedido ao frágil e não ao poderoso. O Reino dos Céus é concedido aos fracos e impotentes e não aos fortes e auto suficientes. 33
  34. 34. "Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.” Quem quer ter o Reino dos Céus precisa reconhecer sua pobreza espiritual, essa é condição indispensável. 34
  35. 35. Com a aplicação do verbo ‘ser’ no presente (é), entendemos que o Reino não será dado aos pobres de espírito. O Reino já foi dado aos pobres de espírito. 35
  36. 36. Mas... O que significa ‘ter’ o Reino de Deus? ou O que é o Reino de Deus? 36
  37. 37. John Wesley propõe algumas respostas, disse ele: O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. O Reino de Deus é uma vida celestial que começa na terra em justiça, paz e alegria no Espírito Santo. 37
  38. 38. Repito: O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. A justiça é a Vida de Deus na Alma. É ter a mente que estava em Jesus. É ter a imagem de Deus estampada no coração... 38
  39. 39. O Reino de Deus em Justiça, continua Wesley, é ser renovado à semelhança do Deus que nos Criou. É a experiência pessoal do amor de Deus. É amar a humanidade por amor a Deus, porque Ele nos amou primeiro. 39
  40. 40. O Reino de Deus é paz. É a paz de Deus. É uma serenidade tranquila da alma. É a plena fé em Jesus que não deixa dúvidas de que somos aceitos por Ele. É uma paz que exclui todo medo. 40
  41. 41. O Reino de Deus internalizado, completa Wesley, inclui a alegria no Espírito Santo. É ele quem nos convence que recebemos a graça, o perdão e a redenção por meio de Jesus Cristo. É o Espírito Santo que nos lembra das inúmeras e incontidas alegrias existentes no Reino de Deus... 41
  42. 42. É uma alegria saber que a justiça que estava em Jesus foi-nos imputada. É uma alegria saber que fomos e somos perdoados dos nossos pecados. É uma alegria saber que fomos feitos herdeiros com Cristo, família de Deus e que estamos com Ele para sempre. 42
  43. 43. É uma alegria saber que Jesus Cristo ‘adquiriu’ o Reino de Deus, o partilhou e partilha com os pobres de espírito. 43
  44. 44. Se também somos estas pessoas, o Reino também é nosso. Sendo nosso o Reino de Deus, significa dizer que a nossa vida é uma vida de Justiça, paz e alegria no Espírito Santo. 44
  45. 45. No entanto, fato é que muitas vezes olhamos para nós mesmos e o que menos encontramos é Justiça, Paz e Alegria no Espírito Santo. Mas isso não muda o que o Reino de Deus é. 45
  46. 46. Deus nos ajude. 46

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