Observação

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Fundamentos teóricos

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Observação

  1. 1. LABORATÓRIO SOCIAL II Prof. Doutora Helena Neves Almeida
  2. 2. <ul><li>OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>O CONCEITO </li></ul><ul><li>ETIMOLOGICAMENTE – o termo observar é composto por (ob+serv): </li></ul><ul><li>Ob – colocar-se diante de… </li></ul><ul><li>Serv – como escravo para lhe ser fiel e como dono para o possuir ou conservar. </li></ul><ul><li>OBSERVAR ALGUÉM … é lançar um olhar sobre esse alguém, é tomá-lo como objecto. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>OS LENÇOIS….. </li></ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=ZrDxe9gK8Gk </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Sentidos derivados: </li></ul><ul><li>1 - Na origem observar significava “ CONFORMAR-SE COM o que está escrito” (ex: observar a lei, observar os 10 mandamentos). Por isso se fala de observância…vigia-se, observa-se quem infringe a regra para lhe fazer uma observação, uma chamada de atenção. </li></ul><ul><li>2 - NO CONTEXTO EXPERIMENTAL, CLÍNICO E EDUCATIVO : </li></ul><ul><li>Observação é um processo, um objectivo a procurar ou uma atitude a desenvolver : aprender a observar, desenvolver o sentido de observação. A Observação pode ser entendida como um método pedagógico. </li></ul><ul><li>Mas também pode ser entendida como estudo completo do comportamento e atitudes de um ser humano (em psicologia). Piaget nas suas investigações utilizou a observação clínica quando estudou os comportamentos naturais da criança face a uma dada situação. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A OBSERVAÇÃO É UM PROCESSO CUJA 1ª FUNÇÃO É RECOLHER INFORMAÇÕES SOBRE O OBJECTO TOMADO EM CONSIDERAÇÃO, EM FUNÇÃO DO OBJECTIVO ORGANIZADOR. </li></ul><ul><li>Esta recolha supõe uma actividade de codificação : a informação bruta seleccionada é traduzida graças a um código para ser transmitida a alguém (o próprio ou outrem). </li></ul><ul><li>SISTEMAS DE CODIFICAÇÃO </li></ul><ul><li>Sistemas de selecção : a informação é codificada a partir de um sistema ou de uma grelha pré-estabelecida; </li></ul><ul><li>Sistemas de produção : o sujeito (investigador) produz ele próprio o seu sistema de codificação. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>COIMBRA NUNCA É DEMAIS…. </li></ul><ul><li>EXPOSIÇÃO DE PINTURA </li></ul><ul><li>Óscar Almeida </li></ul><ul><li>O MESMO OBJECTO…DIFERENTES OLHARES </li></ul>
  7. 12. <ul><li>3 – CIENTÍFICAMENTE </li></ul><ul><li>“ OBSERVAR É UM PROCESSO QUE INCLUI A ATENÇÃO VOLUNTÁRIA E A INTELIGÊNCIA, ORIENTADA POR UM OBJECTIVO TERMINAL OU ORGANIZADOR E DIRIGIDO SOBRE UM OBJECTO PARA DELE RECOLHER INFORMAÇÕES” (DE KETELE, 1980, 27). </li></ul><ul><li>Trata-se de um PROCESSO. </li></ul><ul><li>O OBSERVADOR SELECCIONA um pequeno número de informações pertinentes entre o largo leque das informações possíveis. </li></ul><ul><li>Na investigação científica , A OBSERVAÇÃO É CONCEBIDA EM FUNÇÃO DE UM QUADRO TEÓRICO REFERENCIAL. </li></ul><ul><li>A observação é um PROCESSO ORIENTADO POR UM OBJECTIVO TERMINAL OU ORGANIZADOR do próprio processo de observação. Até a observação livre comporta sempre um objectivo: familiarizar-se com uma situação, observar um fenómeno sob o máximo de aspectos possíveis. </li></ul>
  8. 13. <ul><li>A CLAREZA DOS OBJECTIVOS FACILITA A SELECÇÃO DOS ASPECTOS A OBSERVAR , e mais circunscrito será o objecto a observar. </li></ul><ul><li>O investigador utiliza mais a expressão para designar as TÉCNICAS DE OBSERVAÇÃO do que de métodos de observação. Isto é: a observação é entendida como uma técnica de recolha de informações com a ajuda de um ou vários observadores, ou com a ajuda de inquéritos por questionário. </li></ul><ul><li>Também pode ser utilizada como uma FASE DE INVESTIGAÇÃO que consiste em se familiarizar com uma situação ou fenómeno, descrevê-lo e analisá-lo, com o fim de estabelecer uma hipótese coerente com o corpo de conhecimentos anteriores. Observação opõe-se assim a experimentação. </li></ul><ul><li>Observação pode ainda resumir-se ao RESULTADO CODIFICADO DO SIMPLES ACTO DE OBSERVAR, SEGUIDO DO ACTO DE INTERPRETAR . </li></ul>
  9. 15. <ul><li>A OBSERVAÇÃO É UM PROCESSO QUE SUPÕE UM OBJECTIVO ORGANIZADOR, UMA MOBILIZAÇÃO DA ATENÇÃO, UMA SELECÇÃO ENTRE ESTÍMULOS RECEBIDOS, UMA RECOLHA DE INFORMAÇÕES SELECCIONADAS E SUA CODIFICAÇÃO. </li></ul><ul><li>A OBSERVAÇÃO É UM PROCESSO FUNDAMENTAL QUE NÃO TEM FIM EM SI MESMO, MAS SE SUBORDINA E SE COLOCA AO SERVIÇO DE PROCESSOS MAIS COMPLEXOS, TAIS COMO A AVALIAÇÃO, O DIAGNÓSTICO, O JULGAMENTO, A INVESTIGAÇÃO DESCRITIVA, A EXPERIMENTAÇÃO… </li></ul><ul><li>(DAMAS e De KETELE, 1985) </li></ul>
  10. 16. OBSERVAÇÃO ESPONTÂNEA O CASO AMÉLIA <ul><li>As luzes da cidade acenderam-se há pouco mais de dez minutos. Há muito movimento de pessoas e veículos naquele local. Amélia está numa avenida principal, aquela onde o comércio floresce pela manhã e se prolonga pela tarde, e o barulho e a confusão, produzidos pela incessante procura e troca de bens, se misturam, produzindo por vezes mal-estar entre os visitantes. </li></ul>
  11. 17. <ul><li>Todo aquele mundo lhe é estranho. Antes da visita à cidade informaram-na que haveria algum perigo dada a frequência de furtos e que, por isso, ela deveria estar atenta. </li></ul>
  12. 18. <ul><li>Sozinha, Amélia observa as pessoas e os edifícios. Do outro lado da rua vê uma loja de vestuário, talvez a melhor das redondezas. Interessada, atravessa a avenida (quase que é atropelada) e….ao olhar para o interior da loja o que vê? </li></ul>
  13. 19. <ul><li>Um jovem de tez morena chega apressado e entra no estabelecimento, aparentemente vazio. Olha para os lados, não repara no homem que se encontra no interior, dirige-se a um expositor e retira uns pares de calças, camisas... Aproxima-se da caixa registadora, como se pretendesse algo…mas hesita. Baixa-se e apanha qualquer coisa do chão, colocando-a num dos bolsos do seu casaco. Olha rapidamente para o relógio…volta a olhar para o lado e sai apressado com o material que retirara. </li></ul>
  14. 20. <ul><li>TRABALHO DE GRUPO </li></ul><ul><li>1 – Como poderá Amélia ter avaliado aquilo que observou? Justifique a sua opinião. </li></ul><ul><li>2 – Identifique as limitações da observação efectuada. </li></ul><ul><li>3 – Reelabore o texto em itálico de forma a descrever o sucedido no interior da loja. </li></ul><ul><li>4 – Analise as alterações introduzidas (identifique-as e explique o seu sentido). </li></ul>
  15. 21. <ul><li>OBSERVAÇÃO CIENTÍFICA </li></ul><ul><li>(Seltiz, 1987, vol.2) </li></ul><ul><li>A OBSERVAÇÃO TORNA-SE CIENTÍFICA QUANDO: </li></ul><ul><li>CONVÉM A UM PLANO DE PESQUISA </li></ul><ul><li>É PLANEADA SISTEMATICAMENTE </li></ul><ul><li>É REGISTADA METODICAMENTE E ESTÁ RELACIONADA A PROPOSIÇÕES MAIS GERAIS, EM VEZ DE SER APRESENTADA COMO UMA SÉRIE DE CURIOSIDADES INTERESSANTES </li></ul><ul><li>ESTÁ SUJEITA A VERIFICAÇÕES E CONTROLES SOBRE A VALIDADE E SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO RECOLHIDA </li></ul>
  16. 22. VANTAGENS E LIMITES DA OBSERVAÇÃO Marconi e Lakatos, 1986 : 66 <ul><li>VANTAGENS </li></ul><ul><li>PERMITE ESTUDAR UMA AMPLA VARIEDADE DE FENÓMENOS </li></ul><ul><li>PERMITE A RECOLHA DE INFORMAÇÃO SOBRE UM CONJUNTO DE ATITUDES COMPORTAMENTAIS TÍPICAS </li></ul><ul><li>DEPENDE MENOS DA INTROSPECÇÃO OU DA REFLEXÃO </li></ul><ul><li>PERMITE A EVIDÊNCIA DOS DADOS NÃO CONSTANTES DO GUIÃO DAS ENTREVISTAS OU QUESTIONÁRIOS </li></ul>
  17. 23. <ul><li>LIMITAÇÕES </li></ul><ul><li>O OBSERVADO TENDE A CRIAR IMPRESSÕES FAVORÁVEIS OU DESFAVORÁVEIS NO OBSERVADOR </li></ul><ul><li>NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE PRESENCIAR TODOS OS FACTOS PORQUE PODEM OCORRER FACTOS ESPONTÂNEOS </li></ul><ul><li>A DURAÇÃO DOS ACONTECIMENTOS É VARIÁVEL </li></ul><ul><li>NEM TODOS OS ASPECTOS DA VIDA QUOTIDIANA PODEM SER OBSERVADOS </li></ul>
  18. 24. EXERCÍCIO PRÁTICO <ul><li>A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DO MOVIMENTO DE PESSOAS E SUA INTERACÇÃO EM ESPAÇOS ABERTOS DA FPCE-UC (CORREDORES, BAR, CLAUSTROS), ELABORE UMA FRASE QUE EXPLICITE O RESULTADO DESSE PROCEDIMENTO . </li></ul>
  19. 25. <ul><li>TIPOLOGIAS DE OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>DAMAS, Maria J. e De Ketele, Jean-Marie - Observar para avaliar . Coimbra, Livraria Almedina, 1985 </li></ul><ul><li>LAKATOS E.M. & MARCONI M.A., Fundamentos de metodologia científica, S.Paulo, Atlas Editora, 1991. </li></ul>
  20. 26. PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DE TIPOLOGIAS DE OBSERVAÇÃO <ul><li>A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>A1 – DESCRITIVA </li></ul><ul><li>A2 – FORMATIVA </li></ul><ul><li>A3 – AVALIATIVA </li></ul><ul><li>A4 – HEURÍSTICA </li></ul><ul><li>A5 – VERIFICAÇÃO </li></ul><ul><li>B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>B1 – OBSERVAÇÃO SOBRE FACTOS </li></ul><ul><li>B2 – OBSERVAÇÃO SOBRE REPRESENTAÇÕES </li></ul><ul><li>B3 – OBSERVAÇÃO ATRIBUTIVA </li></ul><ul><li>B4 - OBSERVAÇÃO NARRATIVA </li></ul><ul><li>C – OS MEIOS UTILIZADOS </li></ul><ul><li>C1 – OSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>C2 – OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>D – A PARTICIPAÇÃO DO OBSERVADOR </li></ul><ul><li>D1 – OBSERVAÇÃO NÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>D2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>D2.1 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NATURAL </li></ul><ul><li>D2.2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE ARTIFICIAL </li></ul><ul><li>E – O NÚMERO DE OBSERVAÇÕES </li></ul><ul><li>E1 – OBSERVAÇÃO INDIVIDUAL </li></ul><ul><li>E2 – OBSERVAÇÃO EM EQUIPA </li></ul><ul><li>F – O LUGAR DA OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>F1 – OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL </li></ul><ul><li>F2 – OBSERVAÇÃO EM LABORATÓRIO </li></ul>
  21. 27. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A1 – DESCRITIVA </li></ul><ul><li>A2 – FORMATIVA </li></ul><ul><li>A3 – AVALIATIVA </li></ul><ul><li>A4 – HEURÍSTICA </li></ul><ul><li>A5 – VERIFICAÇÃO </li></ul>
  22. 28. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A1 – DESCRITIVA </li></ul><ul><li>Observa-se para descrever os fenómenos. </li></ul><ul><li>Constitui um inventário sistemático de comportamentos de um indivíduo numa dada situação </li></ul><ul><li>Ex: Observação do comportamento de um indivíduo numa sala de espera </li></ul>
  23. 29. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A2 – FORMATIVA </li></ul><ul><li>Observa-se para retroagir </li></ul><ul><li>Retroage-se para formar </li></ul><ul><li>Ex: Observação da adesão dos membros de um grupo em relação a determinada proposta de trabalho </li></ul>
  24. 30. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A3 – AVALIATIVA </li></ul><ul><li>Observa-se para avaliar </li></ul><ul><li>Avalia-se para decidir </li></ul><ul><li>Decide-se para agir </li></ul><ul><li>Ex: Observação do desenvolvimento de um dado programa de acção </li></ul>
  25. 31. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A4 – HEURÍSTICA </li></ul><ul><li>Observação orientada para a emergência de hipóteses pertinentes posteriormente submetidas à verificação (observação invocada) </li></ul><ul><li>Ex: Estudo de uma comunidade </li></ul>
  26. 32. A – AS FUNÇÕES DA OBSERVAÇÃO <ul><li>A5 – VERIFICAÇÃO </li></ul><ul><li>Observação provocada. </li></ul><ul><li>Uma situação provocada, procurada ou manipulada, para verificação de uma hipótese através da medição das suas variáveis </li></ul><ul><li>Ex: A frustração origina agressão </li></ul>
  27. 33. B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO <ul><li>B1 – OBSERVAÇÃO SOBRE FACTOS </li></ul><ul><li>B2 – OBSERVAÇÃO SOBRE REPRESENTAÇÕES </li></ul><ul><li>B3 – OBSERVAÇÃO ATRIBUTIVA </li></ul><ul><li>B4 - OBSERVAÇÃO NARRATIVA </li></ul>
  28. 34. B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO <ul><li>B1 – OBSERVAÇÃO SOBRE FACTOS </li></ul><ul><li>A observação incide sobre factos quando orienta a sua atenção para características da situação, sobre comportamentos ou sobre interacção entre as pessoas </li></ul>
  29. 35. B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO <ul><li>B2 – OBSERVAÇÃO SOBRE </li></ul><ul><li>REPRESENTAÇÕES </li></ul><ul><li>A observação incide sobre representações quando visa recolher opiniões, maneiras de perceber os comportamentos ou de lhes atribuir um significado ou causa </li></ul>
  30. 36. B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO <ul><li>B3 – OBSERVAÇÃO ATRIBUTIVA </li></ul><ul><li>Segundo a natureza do objecto ela será atributiva quando o seu esforço incide sobre aquilo que pode ser afirmado ou negado do objecto a observar: </li></ul><ul><li>Presença ou ausência de um ou diversos objectos </li></ul><ul><li>Presença ou ausência de características de um objecto </li></ul><ul><li>Presença ou ausência de uma acção num objecto-atributo-predicado </li></ul>
  31. 37. B – A NATUREZA DO OBJECTO DA OBSERVAÇÃO <ul><li>B4 - OBSERVAÇÃO NARRATIVA </li></ul><ul><li>A observação incide sobre: </li></ul><ul><li>O desenrolar das acções </li></ul><ul><li>Sucessão de estados (físicos, afectivos) que acompanha o desenvolvimento das acções </li></ul><ul><li>Efeitos da acção </li></ul><ul><li>Consequências (decisões, comportamentos) e efeitos imediatos </li></ul>
  32. 38. C – OS MEIOS UTILIZADOS <ul><li>C1 – OBSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>C2 – OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA </li></ul>
  33. 39. C – OS MEIOS UTILIZADOS <ul><li>C1 – OBSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>Também denominada espontânea, informal, livre, ocasional e acidental </li></ul><ul><li>- Consiste em recolher e registar os factos da realidade sem a utilização de meios técnicos especiais ou perguntas </li></ul><ul><li>- É utilizada em estudos exploratórios, sem planeamento e controle previamente elaborados </li></ul><ul><li>- O êxito da sua utilização depende do observador, da sua perspicácia, discernimento, preparação e treino. </li></ul><ul><li>Riscos : </li></ul><ul><li>Quando o investigador pensa que sabe mais do que o observado </li></ul><ul><li>Quando o investigador se deixa envolver emocionalmente </li></ul>
  34. 40. C – OS MEIOS UTILIZADOS <ul><li>C2 – OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>- Também designada: estruturada, planeada, controlada </li></ul><ul><li>- Utiliza instrumentos adequados á recolha de dados </li></ul><ul><li>- Deve ser planeada com cuidado e sistematizada </li></ul><ul><li>- O observador sabe aquilo que procura. Deve ser objectivo, reconhecer erros e eliminar a sua influência sobre aquilo que vê ou recolhe </li></ul><ul><li>- Podem ser utilizados vários instrumentos: quadros, anotações, escalas, etc... </li></ul>
  35. 41. D – A PARTICIPAÇÃO DO OBSERVADOR <ul><li>D1 – OBSERVAÇÃO NÃO PARTICIPANTE (OBSERVAÇÃO PASSIVA) </li></ul><ul><li>D2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>D2.1 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NATURAL </li></ul><ul><li>D2.2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE ARTIFICIAL </li></ul>
  36. 42. D – A PARTICIPAÇÃO DO OBSERVADOR <ul><li>D1 – OBSERVAÇÃO NÃO PARTICIPANTE (OBSERVAÇÃO PASSIVA) </li></ul><ul><li>- O pesquisador toma contacto com a comunidade, grupo ou realidade estudada sem se integrar nela: permanece de fora </li></ul><ul><li>- O observador apenas presencia o facto, mas não participa dele. Não se deixa envolver. É um espectador. No entanto, o procedimento é sistemático. </li></ul>
  37. 43. D – A PARTICIPAÇÃO DO OBSERVADOR <ul><li>D2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE </li></ul><ul><li>- Participação do pesquisador com a comunidade ou grupo. </li></ul><ul><li>- O investigador confunde-se com o grupo. Ele é mais um elemento do grupo e participa nas suas actividades normais </li></ul><ul><li>- O observador vivencia e trabalha dentro do sistema de referência do grupo </li></ul><ul><li>O observador tem dificuldade em manter a objectividade, pois exerce influência - no grupo. O seu objectivo inicial é ganhar a confiança do grupo, fazer os restantes indivíduos compreenderem a importância da investigação. </li></ul><ul><li>D2.1 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NATURAL </li></ul><ul><li>O observador pertence à mesma comunidade ou grupo que investiga </li></ul><ul><li>D2.2 – OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE ARTIFICIAL </li></ul><ul><li>O observador integra-se no grupo com a finalidade de obter informações </li></ul>
  38. 44. E – O NÚMERO DE OBSERVAÇÕES <ul><li>E1 – OBSERVAÇÃO INDIVIDUAL </li></ul><ul><li>E2 – OBSERVAÇÃO EM EQUIPA </li></ul>
  39. 45. E – O NÚMERO DE OBSERVAÇÕES <ul><li>E1 – OBSERVAÇÃO INDIVIDUAL </li></ul><ul><li>- Técnica de observação realizada apenas por um pesquisador </li></ul><ul><li>- Pode intensificar a objectividade das suas informações se indicar quando faz a anotação dos dados, quais são os eventos reais e quais são as interpretações. </li></ul>
  40. 46. E – O NÚMERO DE OBSERVAÇÕES <ul><li>E2 – OBSERVAÇÃO EM EQUIPA </li></ul><ul><li>O grupo pode observar a ocorrência sob vários ângulos. </li></ul><ul><li>Esta observação permite o confronto posterior dos dados para verificação </li></ul><ul><li>Na observação em equipa: </li></ul><ul><li>Todos observam o mesmo, podendo corrigir-se distorções provenientes de cada investigador </li></ul><ul><li>Cada indivíduo observa um aspecto </li></ul><ul><li>A equipa recorre à observação, mas alguns podem empregar outros procedimentos </li></ul><ul><li>Pode fazer-se uma observação massiva, colocando uma rede de observadores num dado território. </li></ul>
  41. 47. F – O LUGAR DA OBSERVAÇÃO <ul><li>F1 – OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL </li></ul><ul><li>F2 – OBSERVAÇÃO EM LABORATÓRIO </li></ul>
  42. 48. F – O LUGAR DA OBSERVAÇÃO <ul><li>F1 – OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL </li></ul><ul><li>- O registo processa-se á medida que os factos forem ocorrendo, espontaneamente, no local da observação, reduzindo as tendências selectivas e a deturpação na reevocação. </li></ul>
  43. 49. F – O LUGAR DA OBSERVAÇÃO <ul><li>F2 – OBSERVAÇÃO EM LABORATÓRIO </li></ul><ul><li>- Realiza-se em condições de elevado controle e sistematicidade. Porém, muitos aspectos da vida humana não podem ser observados em laboratório. </li></ul><ul><li>- É uma observação artificial, em condições mais próximas possível do ambiente natural, com a redução ao máximo da presença do observador ou equipamentos de registo (ex: vídeo) </li></ul>
  44. 50. EXERCÍCIO PRÁTICO <ul><li>Considere a possibilidade de fazer um estudo sociográfico sobre os 150 sem-abrigo existentes em Coimbra. Posicione-se como investigador pertencente a uma equipa de pesquisa e, considerando que um dos aspectos a observar seria os seus modos de vida, responda às seguintes questões: </li></ul><ul><li>Especifique as condições necessárias para que essa observação possa ser considerada científica. </li></ul><ul><li>Defina um dos possíveis objectivos da pesquisa </li></ul><ul><li>Identifique e caracterize o tipo de observação que considera adequada ao desenvolvimento da pesquisa proposta. </li></ul>
  45. 51. Bibliografia: <ul><li>DAMAS, Maria J. e De Ketele, Jean-Marie - Observar para avaliar . Coimbra, Livraria Almedina, 1985. </li></ul><ul><li>LAKATOS E.M. & MARCONI M.A., Fundamentos de metodologia científica, S.Paulo, Atlas Editora, 1991. </li></ul><ul><li>MARCONI M. & LAKATOS E., Técnicas de pesquisa: planeamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados, S.Paulo, Atlas Editora, 1986. </li></ul><ul><li>SELLTIZ, WRIGHTSMAN & COOK - Métodos de pesquisa nas relações sociais. Vol.2- Medidas de pesquisa social. S. Paulo, Editora Pedagógica e Universitária Lda, 1987. </li></ul><ul><li>QUIVY, Raymond & CAMPENHOUDT, Luc van - Manual de investigação em ciências sociais. Lisboa, Gradiva Publicações Lda, 1992. </li></ul>

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